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sábado, 7 de agosto de 2021

Tesouro de prata da era viking encontrado em Estocolmo, na Suécia.

 Tesouro de prata exclusivo da era Viking encontrado em uma fazenda perto de Estocolmo, na Suécia

Ainda existem muitos belos tesouros da Era Viking esperando para serem descobertos e um deles acaba de ser descoberto em uma fazenda perto de Estocolmo, na Suécia. Os arqueólogos estão acostumados a descobrir antigos artefatos históricos, mas encontrar um tesouro de prata antigo é quase um sonho.

Crédito: The Archaeologists and Acta Konserveringscentrum – Compilação de imagens: AncientPages.com

“Isso é algo que você provavelmente só experimenta uma vez na vida”, diz Maria Lingström em The Archaeologists, National Historical Museums na Suécia.

Durante a escavação em Viggbyholm, Täby, fora de Estocolmo, os arqueólogos encontraram mais de 20 casas e edifícios, os mais antigos datando de cerca de 400 DC, continuando na Era Viking (800–1050 DC) e no início da Idade Média.

Limpeza de um dos anéis de pescoço estilo torque. Crédito: Acta Konserveringscentrum

Isso não foi surpreendente, porque se presumiu que essa área em particular já era habitada há várias centenas de anos.

Os cientistas sabiam que este local havia sido uma aldeia viking , mas o que estava realmente escondido sob o solo era um mistério.

Ao examinar o solo com um detector de metais, os cientistas de repente notaram que algo estava enterrado sob o solo.

Moeda da Normandia. Crédito: Acta Konserveringscentrum AB

Finalmente, eles encontraram uma urna que continha oito colares de prata, pulseiras e várias moedas de diferentes países.

– Quando comecei a remover cuidadosamente os anéis de pescoço um por um, tive essa sensação extraordinária de “eles simplesmente continuam vindo e vindo”. No total, eram oito anéis de pescoço estilo torque de alta qualidade, extraordinariamente bem preservados, apesar de terem sido feitos e depositados quase mil anos atrás. Pareciam quase completamente novos ”, diz Maria Lingström.

As moedas foram depositadas em uma bolsa de linho e as joias dentro da urna.

O tesouro de prata da Era Viking encontrado perto de Estocolmo. Crédito: Acta Konserveringscentrum AB

“As moedas são um exemplo perfeito das conexões de longo alcance e do comércio florescente, que floresceu na Escandinávia da Era Viking. Várias moedas são de origem europeia, representando países como Inglaterra, Boêmia e Baviera. Além disso, o tesouro consistia em cinco moedas árabes, os chamados dirhams. Uma das moedas europeias é extremamente rara e foi cunhada na cidade de Rouen, na Normandia, na França. Ele data aproximadamente do século 10 DC. De acordo com o professor Jens Christian Moesgaard, da Universidade de Estocolmo, esse tipo de moeda já foi identificado em desenhos de um livro do século 18 ”, relatam os arqueólogos da Suécia .

Por que os habitantes da aldeia Viking decidiram esconder alguns de seus objetos mais valiosos e enterrá-los no solo, no momento não está claro, mas existem várias teorias.

Em entrevista à televisão sueca, os arqueólogos Magnus Lindberg disseram que é possível que aqueles que enterraram o tesouro pretendam buscá-lo mais tarde.

Talvez tempos difíceis e tumultuados obrigassem os habitantes a esconder seus objetos valiosos. Talvez nunca saibamos, mas sabemos que a descoberta desse tesouro de mais de 1.000 anos foi inesperada.

 Fonte : ancientpages

Texto Original :  Ellen Lloyd 

Tradução : Fatos Curiosos

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Cemitério da Era viking é encontrado na Suécia.

 CEMITÉRIO DA ERA VIKING É ENCONTRADO NA SUÉCIA

Ao todo acredita-se que o cemitério abrigue cerca de 2 mil esqueletos que datam do século 11

GIOVANNA DE MATTEO PUBLICADO EM 03/09/2020

Foto de esqueletos humanos achados na abadia de Vreta, na Suécia
Foto de esqueletos humanos achados na abadia de Vreta, na Suécia - Foto: Divulgação / Arkeologerna

Foi descoberto perto da abadia de Vreta, ao norte da cidade de Linkoping, na Suécia, um cemitério que abriga milhares de esqueletos ao redor da área do mosteiro. O achado foi publicado pela emissora sueca SVT, que relatou que o museu da região considerou essa a "descoberta da década".  Os pesquisadores afirmaram que "não há nenhum outro material esquelético conhecido em Östergötland, talvez não em toda a Suécia, que é tão limitado no tempo aos anos 1000" e que eles esperam continuar a investigação.

A equipe de arqueólogos informou que a descoberta foi feita durante uma escavação de canos de oleodutos fora da abadia, no qual começaram a aparecer diversos esqueletos humanos. Os ossos encontrados datam do século 11 e, segundo os escavadores, existem provavelmente cerca de dois mil esqueletos neste cemitério da Era Viking, da baixa Idade Média.

Por enquanto, foram encontradas cerca de 70 tumbas, da qual 19 foram examinadas. Considera-se que estão bem preservadas, sendo alguns deles achados dentro de caixões de madeira. As outras 50 tumbas foram cobertas e o oleoduto foi deslocado para um trecho diferente. Os pesquisadores afirmam que os enterros ocorreram em um curto período de tempo, o que remonta uma nova investigação para descobrir como e por que um número tão alto de mortes ocorreu naquele pequeno intervalo de tempo.

Há 100 anos, vários monumentos e túmulos diferentes dos anos 1000 foram encontrados quando a igreja em Vreta foi reformada, e desde então muitas escavações foram feitas no mosteiro, conhecido por ser o primeiro convento de freiras na Suécia e  um dos mais antigos da Escandinávia, que ficara ativa entre 1100 e 1582.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/cemiterio-da-era-viking-e-encontrado-na-suecia 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Enigmática pedra viking é decifrada por arqueólogos suecos.

ENIGMÁTICA PEDRA VIKING É DECIFRADA POR ARQUEÓLOGOS SUECOS

Especialistas descobriram que, na realidade, a poderosa rocha Rök demonstrava a preocupação dos escandinavos com mudanças climáticas
DANIELA BAZI PUBLICADO EM 09/01/2020, ÀS 16H16
Pedra de Rök
Pedra de Rök - Universidade de Gotemburgo
Uma nova análise feita na famosa relíquia viking conhecida como pedra Rök revelou o real significado da inscrição presente na famosa rocha, que intriga pesquisadores há décadas. A pedra foi erguida no final dos anos 800, no sul do centro da Suécia, perto do lago Vattern. Diversas teorias afirmavam que as escrituras faziam referência ao rei nórdico Theodoric, o Grande.
Contudo, essa afirmação foi contestada por alguns especialistas, como o professor Holmberg, da Universidade de Gotemburgo, em sua pesquisa publicada no ano de 2016, onde afirmou que “A ideia de que a pedra Rök menciona o imperador gótico Theodoric se baseia em um pequeno erro de leitura em uma grande parte do pensamento nacionalista”.
Desde então, pesquisas foram realizadas para descobrir o real significado da pedra Rök. Agora, uma equipe de especialistas de três universidades suecas apresentaram uma nova teoria. De acordo com os estudos, a relíquia descreve a dor de pais escandinavos com os corações partidos por terem perdido seus filhos devido ao frio extremo que ocorreu no século 6.
Na época, moradores escandinavos perderam suas vidas devido a baixa temperatura que atingiu a região, causada após uma série de erupções vulcânicas. Como consequência, culturas foram devastadas, a fome se instaurou e diversas espécies foram perdidas.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Impressionantes fragmentos de navio do séc. XVI foram encontrados em Estocolmo.

IMPRESSIONANTES FRAGMENTOS DE NAVIO DO SÉCULO 16 FORAM ENCONTRADOS EM ESTOCOLMO

A embarcação de mais de 30 metros de comprimento foi encomendada pelo Duque Karl, no final da década de 1590
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 24/12/2019,
Arqueólogos ao lado de fragmento do navio Samson
Arqueólogos ao lado de fragmento do navio Samson - Arkeologikonsult
Partes de um navio naufragado do século 16 foram encontradas em Estocolmo, na Suécia. Feitos de pinho, os fragmentos estavam em um estaleiro e foram descobertos pela empresa arqueológica Arkeologikonsult.
Com mais de 30 metros de comprimento, a embarcação é um híbrido entre a construção naval antiga e a moderna. Segundo os arqueólogos, datado de 1590, o navio poderia transportar mais de 20 armas da época.
A embarcação foi identificada e era conhecida como Samson, encomendada pelo Duque Karl em 1598. Desaparecido em 1607, os cientistas acreditam que o navio foi uma das vítimas do período em que a capital sueca ficou submersa — sendo drenada apenas em meados do século 18.
Parte do navio encontrada no estaleiro / Crédito: Arkeologikonsult

A partir das datas e informações encontradas nas madeira dos fragmentos, os arqueólogos puderam identificar que o navio foi construído na província de Halsingland. Detritos da costa de Estocolmo foram encontrados, sugerindo que a embarcação teria sido abandonada no local.
Philip Tomenar, um dos arqueólogos que encontrou o navio, afirmou que moedas e tubos de cerâmica e vidro foram encontrados junto dos fragmentos. “Também encontramos uma pequena bola de barro”, explica o cientista. “Ela foi possivelmente jogada por uma criança que brincou nos destroços durante o início do século 16”.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O banquete que matou o monarca: o bizarro óbito de Adolf Fredrick.

O BANQUETE QUE MATOU O MONARCA: O BIZARRO ÓBITO DE ADOLF FREDERICK

O rei da Suécia foi um dos responsáveis pelo aumento dos direitos civis durante o século 18. Mas seu reinado ficou conhecido pelo modo como acabou
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 30/09/2019
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- Reprodução
Adolf Frederick governou a Suécia de 1751 até sua morte, em 1771. Parte da Era da Liberdade, o rei foi importante para o crescimento dos direitos civis do povo sueco. Em 1766, o parlamento também aprovou a primeira legislação do mundo que aprova a liberdade de imprensa.
Mesmo com todos os avanços, Frederick ficou conhecido pelo bizarro modo como morreu, terminando, assim, a Era da Liberdade sueca.
No dia 12 de fevereiro de 1771, aconteceu uma preparação para a Quaresma em seu castelo. Durante esse período, alguns cristãos param de comer tipos de alimentos específicos, como carne, ovos e laticínios. Dias antes de isso acontecer, essas pessoas faziam uma grande refeição na qual comiam o que teriam de abandonar durante a estação.
O rei, no entanto, exagerou. Seu jantar incluiu lagosta, caviar, peixe defumado, carnes cozidas, chucrute, entre outros alimentos. Foi um verdadeiro banquete, que deveria satisfazer a maioria das pessoas. Ainda assim, ele não estava satisfeito. Frederick comeu, além disso, 14 semlas, um tipo de pão doce sueco parecido com o sonho, acompanhadas por creme de leite.
No mesmo dia, ele morreu de obstrução intestinal ou talvez intoxicação alimentar, não se sabe de fato. Mas o que se afirma é que a imensa refeição gerou inúmeros problemas digestivos que levaram à morte do rei.
Seu falecimento também teve consequências políticas. Depois disso, seu filho Gustav 3 assumiu o trono sueco, mas colocou fim à Era da Liberdade de seu pai, instaurando uma ditadura e limitando a liberdade de imprensa.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

DNA revela que líder viking de alto escalão era, na verdade, uma mulher.


VIKINGS
Resultados de testes de DNA realizados nos restos mortais de um líder viking, encontrados no ano de 1880 na cidade sueca de Birka, apontam que o esqueleto era, na verdade, de uma mulher. 
Durante todo esse tempo, pesquisadores acreditaram tratar-se de um homem pela quantidade de ornamentos “nobres” enterrados junto com o corpo. 
Os exames, no entanto, mostraram a verdadeira história. Tratava-se de uma mulher com cerca de 1,7 metro de altura e que foi morta aos 30 e poucos anos. O esqueleto tem mais de mil anos de idade.
Tumulo Viking
A sepultura é uma das mais enigmáticas da história viking. Junto aos restos mortais foram encontrados escudo, espada, machado e esqueletos de dois cavalos – o equipamento completo de um guerreiro de alta patente. Havia também um tabuleiro de guerra, o que indica que a mulher era responsável por pensar em estratégias de ataque e defesa, e que provavelmente liderava equipes 
O estudo foi conduzido por equipes das universidades de Estocolmo e Uppsala, na Suécia.
Ossadas de outras guerreiras viking já foram encontradas antes, mas nesse grau de patente é a primeira vez. 

domingo, 21 de julho de 2019

Navio da época de Cristóvão Colombo é encontrado praticamente intacto na Suécia.


NAUFRÁGIOS

Uma equipe internacional de cientistas encontrou os destroços de um navio que naufragou há cerca de 500 anos na costa da Suécia. O mais incrível é que a embarcação se mantém muito bem preservada. O tesouro arqueológico foi localizado com a ajuda de robôs submarinos de última geração.
O navio desconhecido havia sido detectado pela primeira vez por um sonar pela Administração Marítima Sueca (SMA), em 2009. Mas apenas recentemente, após um estudo realizado pela MMT (entidade especializada em pesquisas marítimas), é que se descobriu que o naufrágio possui grande significado arqueológico e histórico.  A embarcação está praticamente intacta e até mesmo seus canhões continuam visíveis.
“Este navio é contemporâneo de Cristóvão Colombo e Leonardo Da Vinci, mas mesmo assim apresenta um estado de conservação impressionante após 500 anos no fundo do mar, graças às águas frias e salobras do Mar Báltico", afirmou o chefe da pesquisa, Dr. Rodrigo Pacheco-Ruiz, arqueólogo marítimo da MMT e professor visitante da Universidade de Southampton, na Inglaterra. De acordo com ele, é como se a embarcação tivesse naufragado ontem. "Os mastros e o casco estão intactos. Ainda no convés principal há um achado incrivelmente raro: um bote usado para transportar a tripulação para o navio, encostado no mastro principal. É uma visão verdadeiramente surpreendente", completou.
A partir do levantamento arqueológico, acredita-se que o naufrágio possas ter acontecido entre o final do século XV e o início do século XVI. É raro encontrar um navio em condições tão surpreendentes que anteceda as embarcações maiores e mais poderosas que participaram da Guerra Nórdica dos Sete Anos (1563-1570), um período de grande importância para a modernização dos países escandinavos. Confira abaixo um modelo fotogramétrico do navio criado a partir das imagens captadas por robôs submarinos:
Imagem: Deep Sea Productions/MMT/Reprodução, via Universidade de Southampton

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Esqueletos de homem, cavalo e cachorro são encontrados em barco viking.

Uma das embarcações descobertas na cidade de Uppsala, na Suécia, estava enterrada e praticamente intacta.


10/07/2019 - 13H36/ ATUALIZADO 14H22 / POR REDAÇÃO GALILEU

DOIS BARCOS VIKINGS UTILIZADOS COMO TUMBAS FORAM ENCONTRADOS EM UPPSALA, NA SUÉCIA (FOTO: STATE HISTORY MUSEUMS)

Duas embarcações vikings usadas como túmulos foram encontradas emUppsala, na Suécia. Em um dos barcos foram encontrados os restos mortais de um homem, um cavalo e um cachorro em bons estados de conservação. 
Enterros em navios ocorriam em toda a Europa, especialmente nos países escandinavos, mas isso não significa que eram práticas comuns desses povos. "Essa é uma escavação única, a última escavação deste tipo de tumba na região de Uppsala ocorreu há quase 50 anos", disse o arqueólogo Anton Seiler, em comunicado.
Segundo os especialistas, esse tipo de sepultura remonta à Era Viking (800–1050 d.C.), quando a forma mais comum de lidar com os mortos era cremando-os. Os corpos presentes na embarcação, contudo, provavelmente eram de pessoas que faziam parte da elite de sua sociedade, já que a prática de realizar enterros em embarcações era reservada aos nobres. 

BARCO DE ENTERRO INTACTO, ANTES DA ESCAVAÇÃO (FOTO: STATE HISTORY MUSEUMS)
A presença dos animais em uma dessas tumbas não é surpresa para os pesquisadores: "É um pequeno grupo de pessoas que foram enterradas dessa maneira. Você pode suspeitar que eles eram pessoas distintas na sociedade da época, já que os navios funerários em geral são muito raros”, apontou Seiler.

ESQUELETO DO CAVALO (FOTO: STATE HISTORY MUSEUMS)
"É extremamente excitante para nós essa descoberta, já que os enterros em barcos são raramente escavados. Agora podemos usar ciência e métodos modernos que gerarão novos resultados, hipóteses e respostas”, explicou Seiler.

PARTE DO ESCUDO E UM PENTE ORNAMENTADO ENCONTRADOS PERTO DOS RESTOS MORTAIS DO HOMEM (FOTO: STATE HISTORY MUSEUMS)

(FOTO:STATE HISTORY MUSEUMS)

O OSTEOLOGISTA OLA MAGNELL E O ARQUEÓLOGO ANTON SEILER DURANTE AS ESCAVAÇÕES (FOTO: STATE HISTORY MUSEUMS)
Nossa fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2019/07/fosseis-de-homem-cavalo-e-cachorro-sao-encontrados-em-barco-viking

Acesso em 11/07/2019.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Bíblia do Diabo: conheça o maior livro da Idade Média.

BÍBLIA DO DIABO: CONHEÇA O MAIOR LIVRO DA IDADE MÉDIA

Também chamado de Codex Gigas, “livro gigante”. Foi escrito por um monge e há uma macabra lenda sobre o que o Diabo faz nele
THIAGO LINCOLINS E LUCAS VASCONCELLOS PUBLICADO EM 06/03/2019
Na Idade Média, ele era verde
Na Idade Média, ele era verde - Wikimedia Commons
Em 1648, quando a Guerra dos Trinta Anos estava perto de seus dias finais, o Exército sueco invadiu Praga. Dentre os itens que saquearam, deram de cara com um livro grande, pesado e desgastado. Nada nele parecia incomum até encontrarem uma página inteira ocupada por uma figura inesperada: o Diabo. A obra logo foi apelidada de Bíblia do Diabo. Naquele dia, os suecos nem imaginavam que tinham em suas mãos o maior manuscrito medieval que existe no mundo até hoje.
O manuscrito Wikimedia Commons
Ninguém sabe o nome verdadeiro do manuscrito. Mas ele precisava de um nome mais respeitável, então foi chamado, sem muita imaginação, de Codex Gigas ("Livro Gigante"). Ele tem 310 páginas, 89 centímetros de altura, 49 centímetros de largura e pesa 75 quilos.
O conteúdo não é diabólico. Á Bíblia uma coletânea de textos de diferentes temas e períodos: Antigo e Novo Testamento completos; uma enciclopédia de Isidoro de Sevilla; e textos sobre técnicas medicinais, entre outros.
Punição.
O livro é assinado pelo monge Herman Inclusus. Quem foi ou por que desenhou o Diabo ninguém sabe. Temos apenas lendas. Amais famosa certamente merece ser reproduzida. 
Segundo ela, o livro foi escrito no século 13, por um monge que vivia no mosteiro Beneditino de Podlažice, na antiga Boêmia, hoje República Tcheca. O religioso, que estava prestes a ser punido por quebrar os seus votos, encontrou uma luz no fim do túnel: concordou em transcrever todo o conhecimento da humanidade em uma única noite.
O monge se viu sem saída. Desesperado, convocou o Diabo e ofereceu a sua alma em troca de ajuda para concluir o livro a tempo. Uma vez que cumpriu o combinado, Lúcifer deixou um autorretrato na obra.
O desenho Wikimedia Commons
Pesquisadores acreditam que a lenda do monge punido pode ter nascido a partir de uma interpretação errônea da assinatura do nome Herman Inclusus ("Herman, o Recluso") encontrada na obra. Antigamente a palavra inclusus era interpretada como "punição horrível", mas o verdadeiro significado está mais para "recluso" ou "solitário".
Além disso, um estudo feito pela National Geographic em 2015 e liderado pelo paleógrafo Michael Gullick, da Biblioteca Nacional da Suécia, revelou que a caligrafia utilizada para redigir os textos e a assinatura comprova que o grande livro foi realmente escrito por uma única pessoa.
Outras páginas Wikimedia Commons
Testes feitos para recriar a caligrafia sugerem que seriam necessários cinco anos de trabalho frenético para criá-la. O monge passou boa parte de sua vida se dedicando apenas à Bíblia do Diabo. O Codex Gigas foi devolvido a Praga em 2007 e ficou lá por um ano. Em 2009 foi apresentado durante uma exposição da Biblioteca Nacional da Suécia, mas atualmente não está mais exposto ao público.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Menina encontra espada viking de 1500 anos na Suécia.

Imagine visitar um lago e encontrar uma espada viking. Pois é o que aconteceu com a sueca Saga Vanecek, de oito anos. enquanto nadava no lago Vidöstern, na Suécia. Ela passeava com a família e amigos na cidade de Jönköping, no sul da Suécia, quando o objeto foi avistado. O artefato, de 1.500 anos, estava no fundo do lago.
A espada só foi encontrada porque o nível da água estava extremamente baixo na ocasião, devido a uma seca, o que provavelmente explica como a menina encontrou o objeto.
A espada só foi encontrada porque o nível da água estava extremamente baixo na ocasião, devido a uma seca, o que provavelmente explica como a menina encontrou o objeto.
Inicialmente, foi informado que a espada tinha mil anos, mas especialistas do Jönköpings Läns Museum, um dos vários museus de arte e cultura da Suécia, acreditam que o objeto possa ter cerca de 1.500 anos, apesar de aparentemente estar muito bem preservado. Mesmo com foco em pinturas do romantismo nacional, o museu agora é o responsável pela preservação da peça.
A espada só foi encontrada porque o nível da água estava extremamente baixo na ocasião, devido a uma seca, o que provavelmente explica como a menina encontrou o objeto. Seu pai, Andy Vanecek, afirmou ao site The Local ter pensado inicialmente que a filha havia encontrado um bastão ou galho diferente na água. Somente após pedir que um amigo desse uma olhada mais de perto, ele descobriu que provavelmente se tratava uma relíquia antiga dos vikings que ocupavam a região da Suécia.
Além da espada, os especialistas do Jönköpings Läns Museum esperam, agora, encontrar mais relíquias no fundo do lago. Para isso, estão sendo realizadas escavações no local, além de outros lugares da Suécia.
nossa fonte: https://www.traduzca.com/menina-encontra-espada-viking-1500-anos-suecia/

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Arqueóloga descobre artefatos vikings com o nome de Alá na Suécia.

Arqueóloga descobre artefatos vikings com nome de Alá na Suécia

Na Suécia, arqueólogos anunciaram uma descoberta que pode ser um novo capítulo na história da humanidade. Mantas mortuárias com caracteres da escrita árabe foram encontradas em cerimônias funerárias vikings. Os objetos podem levar a novas revelações sobre a influência do Islã na Escandinávia.
Apesar da importância do material localizado na Suécia, os fragmentos ficaram esquecidos e classificados como material genérico em um arquivo durante um século.
Após a nova análise dos tecidos, localizados em túmulos dos séculos 9 e 10, os arqueólogos evidenciaram detalhes desconhecidos sobre a relação entre os mundos viking e muçulmano.
A prova mais concreta da relação entre os dois povos são os bordados em prata e seda com as palavras “Alá” e “Ali”.
Padrões distintos
Quem fez a descoberta dos mantos foi Annika Larsson, da Universidade de Uppsala. Arqueóloga especializada em tecidos, Larsson constatou que as amostras, recuperadas em escavações ao longo dos últimos 200 anos, tinham procedência da Ásia Central, Pérsia e China, o que a deixou intrigada.
O que mais chamou a atenção da arqueóloga foram os padrões geométricos presentes no tecido, pois eram completamente diferentes de tudo o que ela tinha visto na Escandinávia.
“Durante as análises, recordei de alguns desenhos que vi em tecidos da época da ocupação árabe da Península Ibérica”, disse ela.
Neste momento, Larsson notou que estava analisando caracteres de uma forma arcaica da escrita árabe, a kufic. Duas palavras apareciam com frequência. Com auxílio de uma colega, ela identificou que uma das palavras era “Ali”, nome do quarto califa do Império Islâmico, que viveu no século VII.
Para a tradução da segunda palavra, a dificuldade foi maior. Foi como montar um quebra-cabeças. Larsson precisou ampliar as letras e analisá-las em diversas perspectivas para descobrir que tratava-se de um mosaico formado pelo nome “Alá” (Deus no idioma árabe). As duas palavras apareceram em pelo menos dez dos mais de cem fragmentos analisados.
“Não podemos descartar que as pessoas enterradas eram muçulmanas. Análises de DNA em outras escavações de túmulos vikings revelaram que seus ocupantes eram originários de locais distantes, como a Pérsia, onde o Islã já era dominante”, ressalta ela.
Todavia, a arqueóloga acredita que as probabilidades indicam outro caminho, mostrando a influência da filosofia islâmica em rituais fúnebres vikings – noções, por exemplo, da vida eterna no paraíso após a morte.
Larsson e sua equipe agora tentam, com auxílio do Departamento de Genética da universidade, estabelecer as origens dos corpos envoltos nos tecidos.
Este foi o primeiro registro histórico de uma menção ao califa Ali, encontrado na Escandinávia, o que leva a arqueóloga a crer que sua descoberta oferece possibilidades promissoras.
“Agora que podemos examinar padrões vikings de forma diferente, estou convencida de que encontraremos mais inscrições islâmicas em outros tecidos. Quem sabe até em outros artefatos”.
nossa fonte: https://www.traduzca.com/artefatos-vikings-com-nome-de-ala/

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

DNA revela que líder viking de alto escalão era, na verdade, uma mulher.

ELA AINDA DESENHAVA ESTRATÉGIAS DE GUERRAS!

Vídeo relacionado:
Resultados de testes de DNA realizados nos restos mortais de um líder viking, encontrados no ano de 1880 na cidade sueca de Birka, apontam que o esqueleto era, na verdade, de uma mulher. 

Durante todo esse tempo, pesquisadores acreditaram tratar-se de um homem pela quantidade de ornamentos “nobres” enterrados junto com o corpo. 

Os exames, no entanto, mostraram a verdadeira história. Tratava-se de uma mulher com cerca de 1,7 metro de altura e que foi morta aos 30 e poucos anos. O esqueleto tem mais de mil anos de idade.
Tumulo Viking
A sepultura é uma das mais enigmáticas da história viking. Junto aos restos mortais foram encontrados escudo, espada, machado e esqueletos de dois cavalos – o equipamento completo de um guerreiro de alta patente. Havia também um tabuleiro de guerra, o que indica que a mulher era responsável por pensar em estratégias de ataque e defesa, e que provavelmente liderava equipes 

O estudo foi conduzido por equipes das universidades de Estocolmo e Uppsala, na Suécia.

Ossadas de outras guerreiras viking já foram encontradas antes, mas nesse grau de patente é a primeira vez. 


Fonte: G1 
Imagens: SHUTTERSTOCK | American Journal of Physical Anthropology (reprodução)
nossa fonte: https://seuhistory.com/noticias/dna-revela-que-lider-viking-de-alto-escalao-era-na-verdade-uma-mulher