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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: Deuses Túmulos e Sábios. De: C.W. Ceram.

 


BIBLIOGRAFIA: CERAM, C. W. Deuses Túmulos e Sábios. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1960.    

Deuses, Túmulos e Sábios, escrito pelo jornalista alemão C. W. Ceram (pseudônimo de Kurt Wilhelm Marek) e publicado originalmente em 1949, é amplamente considerado a maior obra de divulgação científica sobre a história da arqueologia. Com o subtítulo "O Romance da Arqueologia", o livro transforma relatórios técnicos e escavações áridas em uma narrativa de aventura eletrizante. A obra aproxima o leitor leigo dos mistérios do passado sem abrir mão do rigor histórico.

Visão Geral e Estrutura

O livro não foca nas civilizações em si, mas sim na jornada humana para redescobri-las. Ceram divide o volume em quatro grandes seções temáticas e geográficas:

  • O Livro das Estátuas (Grécia e Roma): Explora o renascimento do passado clássico, destacando a escavação de Pompeia e a obsessão de Heinrich Schliemann. Este último usou a Ilíada de Homero como mapa para provar que a cidade de Tróia realmente existiu.
  • O Livro das Pirâmides (Egito Antigo): Detalha a corrida pelo Vale dos Reis. Aborda desde a decifração dos hieróglifos por Jean-François Champollion usando a Pedra de Roseta até o momento em que Howard Carter abriu a tumba intacta de Tutancâmon.
  • O Livro das Torres (Mesopotâmia): Investiga as civilizações assíria, babilônica e suméria. Revela a busca pela Torre de Babel, a cidade de Nínive e a tradução da escrita cuneiforme na Epopeia de Gilgamesh.
  • O Livro das Escadas (Américas): Dedica-se às civilizações pré-colombianas, narrando a descoberta de cidades perdidas na selva por exploradores como Edward Thompson em Chichén Itzá, além dos mistérios dos povos maias e astecas.

Análise Crítica: Pontos Fortes

  • Narrativa Envolvente: O autor utiliza ganchos literários que transformam os arqueólogos em heróis e aventureiros, capturando a atenção de leitores de todas as idades.
  • Humanização dos Cientistas: Em vez de focar apenas em datas, o livro expõe as obsessões, rivalidades, misérias, intuições brilhantes e falhas dos pioneiros da arqueologia.
  • Porta de Entrada Perfeita: Funciona como uma excelente introdução histórica para não especialistas, despertando o interesse genuíno pela ciência.

Pontos de Atenção (Contexto Atual)

  • Visão Romantizada: A arqueologia moderna é uma ciência de laboratório altamente minuciosa. O livro, contudo, foca na era "heroica" (e muitas vezes destrutiva) dos caçadores de tesouros do século XIX.
  • Eurocentrismo: Escrito em meados do século XX, o texto adota o olhar do Ocidente moderno descobrindo o "exótico" Oriente ou as Américas, uma perspectiva que hoje é debatida e revisada pelos historiadores.

Veredito

Mesmo após décadas de sua publicação original, Deuses, Túmulos e Sábios permanece um clássico absoluto e atemporal. É uma leitura obrigatória para qualquer pessoa fascinada por mistérios, história antiga ou pela persistência humana em desvendar o desconhecido

 

sábado, 29 de maio de 2021

A triste história do arqueólogo Khaled Al-Asaad.

 PERSEGUIDO PELO ESTADO ISLÂMICO: A TRISTE HISTÓRIA DO ARQUEÓLOGO KHALED AL-ASAAD

Quando o ISIS invadiu a cidade de Palmira, al-Assad arriscou a própria vida em prol da arqueologia da região. "[Foi morto] porque não traiu seu compromisso com Palmira", declarou á diretora-geral da Unesco à época

FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 29/05/2021

Fotografia de Khaled al-Asaad ao lado de achado arqueológico
Fotografia de Khaled al-Asaad ao lado de achado arqueológico - Wikimedia Commons

Por mais de 40 anos, Khaled al-Asaad foi chefe de antiguidades na antiga cidade de Palmira, um Patrimônio Mundial da UNESCO, atuando como arqueólogo por lá por mais de cinco décadas, como relembrou a BBC Internacional em 2015.  

Durante sua carreira, al-Asaad foi um dos importantes nomes que ajudou a preservar a antiga cidade localizada no nordeste de Damasco, considerada um verdadeiro oásis dentro do deserto sírio.

Visto como o principal guardião do local, o arqueólogo realizou expedições que se concentraram nas muralhas do final do século 3, como relata o The Telegraph. 

Fotografia do arqueólogo Khaled al-Asaad / Crédito: Wikimedia Commons

 

Khaled também trabalhou com missões arqueológicas americanas, polonesas, alemãs, francesas e suíças. Além disso, explica a BBC Internacional, por ser fluente em aramaico, era constantemente contatado para a tradução de textos.  

O arqueólogo se aposentou em 2003, quando deu lugar a seu filho, Walid. Mesmo assim, jamais parou de participar de expedições pela região. Até que foi detido e assassinato pelo Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) em agosto de 2015. 

A vida pela arqueologia 

Em maio daquele ano, a região de Tadmur (a moderna cidade de Palmira) e a antiga cidade adjacente de Palmira ficaram sob o controle do ISIS. De acordo com o The Guardian, al-Asaad ajudou a evacuar o museu da cidade antes que o Estado Islâmico tomasse conta de tudo.  

Porém, o arqueólogo acabou sendo capturado e torturado pelos radicais, que seriam capazes de tudo para que ele dissesse o local onde estava os antigos artefatos. Algo que ele não colaborou. Como consequência, foi decapitado em praça pública no dia 18 de agosto daquele ano. Ele tinha 83 anos na época.  

“Depois de detê-lo por semanas, os jihadistas o arrastaram na terça-feira para uma praça pública onde um espadachim mascarado cortou sua cabeça na frente de uma multidão, disseram parentes de Asaad. Seu corpo encharcado de sangue foi então suspenso por um barbante vermelho pelos pulsos de um semáforo, sua cabeça apoiada no chão entre os pés, os óculos ainda colocados, de acordo com uma foto distribuída nas redes sociais por partidários do Estado Islâmico” retratou matéria do The New York Times em 21 de agosto. 

Como explica o jornal americano, um cartaz foi pendurado na cintura de seu cadáver, onde eram listados os crimes que ele cometeu: ser um “apóstata”, ou seja, abraçar uma ideologia que era contra as crenças religiosas do ISIS; representar a Síria em "conferências de infiéis”; servir como "o diretor da idolatria" em Palmira; praticar “heresia” por visitar o Irã; e se comunicar com "um irmão nos serviços de segurança da Síria". 

A descoberta do corpo 

Desde então, o corpo de Khaled al-Asaad estava desparecido. Mas, em fevereiro deste ano, conforme aponta matéria publicada pela equipe do site do Aventuras na História, as autoridades sírias identificaram três diferentes corpos em Kahloul, ao leste de Palmira, sendo que um deles pode pertencer a Khaled. 

Porém, testes de DNA ainda serão feitos para confirmar, ou não, a identidade. À época, a então diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, afirmou que Asaad havia sido morto "porque não traiu seu compromisso com Palmira". 

Semanas após o assassinato, o Estado Islâmico destruiu vários pontos históricos de Palmira pertencentes aos séculos 1 e 2, como o Templo de Baalshamin e as colunas ao redor do Templo de Bel; assim como o arco do triunfo da cidade antiga e sete torres funerárias em sua necrópole. 

Em março de 2017, a região foi reconquistada pelas forças governamentais, que iniciaram um processo de reconstrução, embora limitado pelas constantes guerras civis na região.

Apesar do grupo ter sido expulso em 2019, a ONU crê que mais de 10 mil militares ainda estão ativos na Síria e no Iraque, divididos em pequenas células, mas que continuam a realizar ataques em outros países.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/perseguido-pelo-estado-islamico-triste-historia-do-arqueologo-khaled-al-asaad

terça-feira, 18 de maio de 2021

Arqueologia.


imagem: https://br.freepik.com


Por: Vanessa Candia.

Prof. Historiadora e Arqueóloga.

Me. Cultura Africana.

Esp. Dinossauros, Múmias e Piratas.


Arqueologia.

Arqueologia é a ciência que estuda o passado humano a partir de vestígios deixados pelos povos que habitaram a Terra. A arqueologia tem o objetivo de descobrir e analisar as formas materiais de civilizações antigas, que foram encobertas por camadas de sedimentos. A arqueologia trata das culturas humanas, como as pessoas viviam as suas culturas e crenças, hábitos, alimentações, construções, habitações, objetos do dia a dia, múmias e outros aspectos que os arqueólogos estudam. As vezes um arqueólogo precisa da ajuda de um paleontólogo, dependendo do que estiver investigando.

O trabalho do arqueólogo divide-se em duas etapas: 1º, a pesquisa de campo realizada nos sítios arqueológicos e 2º a análise do material coletado feito em laboratórios e bibliotecas. O registro é feito em um caderno de campo, fotografa, desenha, esboça e usa recursos de computador. Esse é um trabalho de prospecção que segue técnicas e procedimentos rigorosos. Encontram armas e instrumentos de trabalho. Esculturas e pinturas. Objetos utilitários como vasos e pratos, moedas e medalhas, assim como fósseis. A responsabilidade é de empenhar-se pela preservação dos sítios e divulgar o resultado de suas pesquisas. O conceito moderno diz que é a disciplina científica que estuda os sistemas socioculturais extintos, em sua estrutura, funcionamento e mudança por intermédio exclusivo ou preponderante dos restos materiais por eles deixados.

A arqueologia bíblica pesquisa as descobertas arqueológicas que repercutem na história bíblica. Comprovando, suplementando ou ilustrando os fatos descritos. A arqueologia não tem a intenção de provar que a Bíblia é verdadeira. A arqueologia aumenta a confiança em relatos bíblicos comprovados por meio dos achados. É útil na reputação aos ataques céticos pois ilustra e explica a Bíblia. A datação e a cronologia de Deus que se revelou em momentos específicos. A outra datação é que os profetas datavam os seus escritos.

Há dois tipos de cronologias: Relativa que organiza os vestígios em ordem cronológica. A Absoluta que procura calcular a idade do objeto. Exemplo da relativa: tipologia da cerâmica, é fundamental para datar sítios arqueológicos. Nenhum procedimento substitui a análise dos tipos de cerâmicas. O exemplo d absoluta é que dendrologia (estudo das árvores), utiliza o fato, das árvores engrossarem, camada por camada, em análise de dentro para fora, um anel por ano. Com as variações do ambiente, ao microscópio, cada árvore apresentará anéis de diferentes espessuras que podem ser datadas.

Varvitos são rochas sedimentares, com camadas deixadas pela glaciação das geleiras, rios ou lagos, e sua estrutura é composta por uma sequência de varves. Todos os anos, em lagos próximos, existem duas camadas uma mais grossa e clara no verão e a outra argilosa, escura e fina no inverno.

O carbono 14 consiste na desintegração do carbono radioativo. Enquanto o animal está vivo, a relação quantitativa entre o carbono 14 e o carbono 12 permanece constante. A partir da morte, a quantidade do carbono 14 em um tecido se dividirá pela metade a cada 5.730 anos.

A Bíblia de Jerusalém denomina o local da passagem do Mar dos Juncos. A descrição fala de ventos fortes e a região é pantanosa e seca. De madrugada, as condições climáticas foram favoráveis à passagem segura dos israelitas. De manhã mudaram bruscamente e os egípcios pereceram. Na época viviam como um fenômeno de Deus. O sítio arqueológico é considerado a unidade primordial no estudo da arqueologia.

A estratigrafia é o ramo da geologia que estuda as sequências de camadas rochosas (strata), buscando determinar os processos e eventos que as formaram. A Pedra de Roseta está no Museu Britânico de Londres. Em 1799, soldados franceses de Napoleão Bonaparte, trabalhavam numa reconstrução de uma fortaleza em Roseta a 56 km de Alexandria, no delta do Nilo, no Egito. Encontraram um bloco de basalto negro com inscrições em egípcio e grego. A Pedra de Roseta se tornou uma das peças mais chaves para a compreensão da civilização egípcia. Escrita em hieroglifos em cima, no meio em demótico e embaixo em grego.

Os calendários.

O calendário vem do latim e significa o primeiro dia do mês romano, dia em que as contas eram pagas.

O calendário lunar surge com os povos nômades e se baseia nas fases da lua. O dia começa com o pôr do sol. O ano tem 12 lunações, 29 dias, 12 horas, com um total de 355  dias e uma defasagem de 11 dias que é corrigido com a inclusão do mês extra.

O calendário solar tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Surge entre os povos agrícolas.

A festa judaica purim é comemora a salvação dos judeus persas do plano de Hamã, para exterminá-los, no antigo Império Aquemênida, escrito no Livro de Ester, num dos livros do Tanach. Nos dias atuais comemoram em 16 de março, distribuem comida e donativos aos pobres. Celebram com refeições, vinho e presentes. Podiam usar máscaras e fantasias, parecido com o carnaval.

O solstício de inverno é comemorado de 20 a 21 de dezembro. Os dias ficam mais longos e as noites mais curtas. Tempo do renascimento do Deus sol. Celebravam um tempo para celebrar a grande Deusa Mãe, protetora de uma nova vida e de esperança a Terra.

Nelson Glueck descobriu relíquias, cerâmicas e outras peças da época de Salomão. Jezebel, uma rainha e uma das piores vilãs do Antigo Testamento.

A arqueologia no Brasil teve início com o dinamarquês Peter Lund em 1834. Escavou as grutas da Lagoa Santa e encontraram ossos de 20 mil anos.

No segundo reinado, Dom Pedro II implantou as primeiras entidades de pesquisa, como o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Em 1922, surgiram outras entidades de pesquisas. O Museu Paulista e o Museu Paraense. Paulo Duarte liderou movimentos pelos direitos indígenas e da arqueologia pré-histórica entre 1945 e 1964. Assim, a arqueologia tornou-se um ofício acadêmico no Brasil.

Em 1961, os sítios arqueológicos viraram patrimônio da União. O IPHAN registrou 8.562 sítios arqueológicos. Entre eles, destacam-se a Pedra Furada no PI, onde Niede localizou vestígios de 48 mil anos. Em 1991, Anna Roosevelt descobriu pinturas rupestres no sítio da Pedra Pintada em PA, com 11 mil anos. Em 1995, na Amazônia descobriram cerâmicas de 9 mil anos.

 

Fonte: DE CAMP, Sprague e LEY Willy. Coleção Descoberta do Mundo, Da Atlântida ao Eldorado. Ed. Itatiaia, Belo Horizonte, 1961.

 

Boa pesquisa.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

A escavação de Sutton Hoo, do filme "A Escavação".


Algumas fotos impressionantes das escavações de Sutton Hoo como retratadas no filme da Netflix, ′′ The Dig
Sutton Hoo perto de Woodbridge, em Suffolk, Inglaterra, é o local de dois primeiros cemitérios medievais que datam dos séculos XIII ao XIX. Os arqueólogos têm escavado a área desde 1938. Um cemitério teve um enterro de navio não perturbado com uma riqueza de artefactos anglo-saxões. A maioria destes objetos agora são mantidos pelo Museu Britânico. Estudiosos acreditam que R ædwald da Anglia Oriental é a pessoa mais provável que tenha sido enterrada no navio. O local é importante para estabelecer a história do reino anglo-saxão da Anglia Oriental, bem como para iluminar o início do período anglo-saxão que não tinha documentação histórica.
O local foi escavado pela primeira vez por Basil Brown sob os auspícios da proprietária da terra Edith Pretty, mas quando o seu significado se tornou evidente, os especialistas nacionais assumiram o controlo. Durante os anos 1960 e 1980, a área mais ampla foi explorada por arqueólogos e muitos outros enterros individuais foram revelados. Os artefatos compreendem o que é considerado o maior tesouro já descoberto no Reino Unido. Aqueles encontrados na câmara enterrada incluem uma suíte de acessórios de metalurgia em ouro e pedras preciosas, um capacete cerimonial, um escudo e espada, uma harpa e prata do Império Bizantino.




Fonte: https://www.facebook.com/TheArchaeologistOfficial/photos/pcb.254732716030761/254733319364034/

 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Pesquisador da USP cria o primeiro game de arqueologia do Brasil.

PESQUISADOR DA USP CRIA O PRIMEIRO GAME DE ARQUEOLOGIA DO BRASIL

O jogo tem o intuito de mergulhar os usuários no universo das histórias da Era Medieval

GIOVANNA DE MATTEO PUBLICADO EM 18/08/2020

Jogo "Triunfos de Tarlac"
Jogo "Triunfos de Tarlac" - Triunfos de Tarlac/Divulgação

Segundo o Jornal da USP, os Triunfos de Tarlac, jogo de tabuleiro e estratégia, desenvolvido pelo pesquisador Vinicius Marino Carvalho, do Laboratório de Estudos Medievais (Leme), em parceria com o Grupo de Pesquisa Arise (Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas) da USP, foi inspirado em um manuscrito cujo título em irlandês é “Caithréim Thoirdhealbhaigh”, que em português significa “Os Feitos de Combate”, ou “Triunfos de Tarlac”.

O game se passa durante o reino de Tarlac, o Rei de Thomond, que ocupava a costa oeste da Irlanda, região conhecida atualmente como condado de Clare. Mais precisamente, o jogo leva o usuário até a Irlanda do século 13 e 14, quando os comerciantes ingleses tentavam expandir seus negócios a partir da  criação de reinos vassalos da coroa inglesa na região.

Guerras entre dinastias, assassinatos, fome e catástrofes climáticas, como a Era do Gelo, são desafios que os jogadores poderão enfrentar durante as partidas. “A cada turno, novas tragédias acontecem, eventos fracassam e os jogadores vão poder ver como isso afetava os reinos. Em tese, como a economia e o ambiente afetavam as ações humana”, disse Marino.

Neste universo, cada jogador terá que controlar um clã, no qual o objetivo será gerir reinos e dominar os adversários.“O jogo está em fase de testes, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021”, completou o criador.

O game será lançado em mídia física, em fomato de tabuleiro, e em uma versão virtual no software Tabletop Simulator. “Nossa ideia é produzirmos pelo menos uma versão 100% gratuita — com materiais que possam ser baixados e impressos pelos jogadores”, explicou.

nossa fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/pesquisador-da-usp-cria-o-primeiro-game-de-arqueologia-do-brasil.phtml

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Lei sancionada regulamenta a profissão de arqueólogo.

 Lei sancionada regulamenta a profissão de arqueólogo.

Da Redação | 19/04/2018.

Foi regulamentada a profissão de arqueólogo, mas foi vetada a exclusividade somente a essa profissão do desempenho de atividades relacionadas. É o que estabelece a Lei 13.653/2018, sancionada com vetos pelo presidente da República, Michel Temer, e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).

A nova lei tem origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 1/2014, aprovado em março de 2015 no Senado e em dezembro de 2017 na Câmara dos Deputados. O texto já entrou em vigor nesta quinta-feira.

Exclusividade da profissão

Já o primeiro artigo da lei foi vetado: a exclusividade do desempenho das atividades de arqueólogo por profissionais da área. De acordo com Temer, o dispositivo poderia conduzir à interpretação de que todas as atividades arroladas na lei sancionada seriam de exercício privativo. Tal interpretação entraria em conflito com o livre exercício profissional, ao reservar atividades ou atribuições exclusivas.

Também foi vetada a obrigação de ser profissional arqueólogo para trabalhar em funções da área na Administração Pública direta e indireta e em empresas privadas. O trecho vetado obrigava a comprovação da condição de arqueólogo para a assinatura de contratos e de termos de posse em cargo público e para pagamento de tributos devidos pelo exercício da profissão. O dispositivo foi vetado, segundo Temer, por violar o artigo 61 da Constituição.

Mas foi mantida a regra de que é necessário comprovar a condição de arqueólogo para o exercício da profissão propriamente dita.  O profissional ainda precisará ter registro, nos termos definidos em regulamento posterior.

Projeto de arqueologia

Uma das funções do arqueólogo é coordenar, supervisionar e chefiar projetos e programas na área. Foi vetada a regra que estabelecia que alterações do plano, projeto ou programa originais só poderiam ser feitas pelo profissional autor do plano. De acordo com Temer, a proteção de obras intelectuais já é matéria específica da lei de direitos autorais (Lei 9.610/1998). O trecho também poderia trazer insegurança jurídica e prejuízos para os contratantes.

Foi vetada ainda a obrigação de o autor do projeto acompanhar a execução de todas as etapas da pesquisa arqueológica, para garantir a sua realização de acordo com o projeto original. Para Temer, “a gestão da pesquisa arqueológica é complexa e por vezes de caráter multidisciplinar, sendo que algumas fases devem ser executadas por outro profissional especializado”.

Profissionais

De acordo com a lei sancionada, o exercício da profissão de arqueólogo é privativo de: bacharéis em Arqueologia; diplomados por escolas estrangeiras com diploma revalidado no Brasil; pós-graduados com área de concentração em Arqueologia, dissertação de mestrado ou tese de doutorado na área e pelo menos dois anos consecutivos de trabalho no setor; além de especialistas na área com o mínimo de três anos consecutivos de trabalho.

Podem exercer a profissão também os diplomados em outros cursos de nível superior que, na data de publicação da nova lei, tenham, pelo menos, cinco anos consecutivos, ou dez anos intercalados, de trabalho na área.

Atribuições

As atribuições da área são: planejar, organizar, administrar, dirigir e supervisionar as atividades de pesquisa arqueológica; identificar, registrar, prospectar e escavar sítios arqueológicos, bem como proceder ao seu levantamento; executar serviços de análise, classificação, interpretação e informação científicas; zelar pelo bom cumprimento da legislação do setor; chefiar, supervisionar e administrar os setores de Arqueologia no setor público e privado; prestar serviços de consultoria e assessoramento; realizar perícias destinadas a apurar o valor científico e cultural de bens de interesse arqueológico, assim como sua autenticidade; orientar, supervisionar e executar programas de formação, aperfeiçoamento e especialização na área; orientar a realização de seminários, colóquios, concursos e exposições de âmbito nacional ou internacional; elaborar pareceres; além de coordenar, supervisionar e chefiar projetos e programas.

Pesquisa de campo

Enquanto durar a execução da pesquisa de campo, é obrigatória a colocação e a manutenção de placas visíveis e legíveis ao público, que contenham o nome da instituição de pesquisa, o nome do projeto e o nome do responsável. Os direitos de autoria de plano, projeto ou programa de Arqueologia são do profissional que o elaborar. É assegurado à equipe científica o direito de participação plena em todas as etapas de execução do projeto, inclusive em sua divulgação científica.

Em toda expedição ou missão estrangeira será obrigatória a presença de número de arqueólogos brasileiros que corresponda, pelo menos, à metade do número de arqueólogos estrangeiros nela atuantes.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Arqueólogos.


Este artigo apresenta o passo a passo do trabalho dos arqueólogos. A fonte é Folha de São Paulo, 25 mar. 2000. 

terça-feira, 12 de maio de 1992

Naletale, monumento da tradição do Zimbábue.











ARQUEOLOGIA AFRICANA.
Naletale é um dos inúmeros monumentos de pedra seca da chamada tradição do Zimbabué, a partir do termo Shona Dzimba-dza-mabwe, que significa ′′ grandes casas de pedra ", ou dzimba - hwe, que significa "casas veneradas ".
As principais ruínas em Naletale são uma residência real do século XVII da Dinastia Torwa do Reino de Butua, mais tarde conquistada pelo Império Rozvi.
Localizado perto de importantes campos de ouro, Naletale participou de redes internacionais, trocando produtos locais por pano, vasos de vidro e porcelanas asiáticas, entre outras coisas, através do comércio do Oceano Índico passando pela Costa Suaíli.

Publicação de Edu Teixeira.

Boa pesquisa.