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domingo, 6 de junho de 2021

Cachorro-Quente, de onde surgiu a ideia que um pão com salsicha se parece com um cahorro?

 CACHORRO-QUENTE: DE ONDE SURGIU A IDEIA DE QUE UM PÃO COM SALSICHA SE PARECE COM UM CACHORRO?

Apesar de, hoje, serem uma coisa só, o nome do lanche e sua preparação possuem origens diferentes

IZABEL DUVA RAPOPORT PUBLICADO EM 06/06/2021

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa - Pixabay

Há referências milenares de embutidos de carne, como por exemplo na Odisseia, de
Homero, no século 9 a.C. Mas, de veio a ideia de que um pão com salsicha se
pareceria com um cachorro?

O nome hot dog (cachorro-quente) se deve ao cartunista americano Thomas Aloysius Dorgan (1877-1929), que desenhava personagens alemães na forma de cães da raça dachshund (por aqui, em terras brasileiras, são conhecidos por “salsichas”).

A ideia de Tad (como o artista assinava) era simular que os lanches vendidos em Coney Island, onde a moda pegou, eram feitos de carne de cachorro. Por outro lado, uma versão mais leve mostra o cartunista interessado nos vendedores de red hot, uma alusão à cor da salsicha dachshund.

Sem saber como escrever o nome do cachorro, Dorgan logo tascou um hot dog nos quadrinhos — o que desagradou a muita gente. Em 1913, a expressão foi proibida pela Câmara de Comércio da cidade.

Já a história do sanduíche de pão com salsicha, ketchup e mostarda remonta a Frankfurt, na Alemanha, onde surgiu a salsicha clássica do cachorro-quente no fim do século 17, receita criada pelo açougueiro Johann Georghehner, de Coburg.

Naquela época, o embutido já era conhecido como dachshund. Mas (de novo) há também uma outra versão — ou melhor, um outro nome, igualmente germânico: weiner, por causa da salsicha do tipo viena. Não à toa, até hoje os moradores de Viena (Wien, em alemão), na Áustria, reivindicam o crédito pela invenção.

Seja como for, o que se sabe mesmo é que o cachorro-quente, ou pelo menos a salsicha, foi levado aos Estados Unidos por imigrantes alemães no fim do século 19.

Para os americanos, a associação do sanduíche com o beisebol tornou o hot dog tão patriótico quanto o hambúrguer — outra invenção, aliás, que não nasceu nas Américas.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/cachorro-quente-de-onde-surgiu-a-ideia-de-quem-um-pao-com-salsicha-se-parece-com-um-cachorro.phtml

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Os Direitos dos Animais.

 Os Direitos dos Animais.

 

Nos últimos anos a área tem conquistado cada vez mais destaque devido a atuação de ONGs e ativistas. No entanto, nem sempre foi assim. Durante muitos anos os animais foram utilizados para experimentos científicos sem nenhum tipo de cuidado. Uma mudança tem início no século XVII com os teóricos Humphry Primatt e Jeremy Bentham, defensores da ideia de que os animais não são uma propriedade dos seres humanos e além disso pensam e sentem. 

 

Ao longo dos anos surgiram novos autores e literaturas que tratam sobre o reconhecimento do direito animal. Dessa forma, estabeleceu-se um conjunto de princípios e determinações que definem o que é o direito dos animais. A Unesco, em 1978, proclamou a Declaração Universal dos Direitos Animais. No Brasil, o artigo 225 da Constituição Federal de 1988 condena a crueldade contra animal. Já em 1998, a Lei de Crimes Ambientais passou a criminalizar abusos, maus-tratos, ferimentos e mutilações contra os animais não importando a sua espécie. E em 2020, a lei modificou e aumentou, a condenação e a pena, à aqueles que maltratam os animais.

 

Fonte: E+B Educação | Gabriele Silva

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Fóssil de salamandra de 230 milhões de anos, resgata 'elo perdido', na evolução dos sapos.

FÓSSIL DE SALAMANDRA DE 230 MILHÕES DE ANOS RESGATA “ELO PERDIDO” NA EVOLUÇÃO DOS SAPOS

O fóssil esquelético — que inclui ossos dos ombros, parte da boca e algumas outras extremidades — levantou novas questões
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 14/05/2020
Foto ilustrativa de uma salamandra
Foto ilustrativa de uma salamandra - Wikimedia Commons
Os restos de uma criatura fossilizada de 2,54 centímetros passaram a ser considerados os mais antigos de uma salamandra. O antigo anfíbio, chamado de Triassurus sixtelae, viveu na Rússia há aproximadamente 230 milhões de anos sendo 90 milhões de anos mais antigo do que qualquer outro encontrado na história.
O fóssil foi descoberto na Formação Madygen no Quirguistão e inclui ossos dos ombros, parte da boca e algumas outras extremidades. Os pesquisadores também descobriram evidências de que essa espécie vivia tanto na terra como em águas rasas, e que seria um “elo perdido” da evolução dos sapos.
O fóssil encontrado da Salamandra / Crédito: PHYS.org

A equipe também descobriu que o fóssil tinha algumas diferenças em relação aos tetrápodes que o colocavam acima dos Temnospondyli na árvore evolutiva, em um grupo chamado batráquios, que inclui salamandras e sapos dos tempos modernos.
Os pesquisadores sugerem que a descoberta representa uma ponte entre as mais antigas salamandras conhecidas e as que ainda estão vivas hoje. “[A descoberta] esclarece não apenas a evolução inicial do plano do corpo da salamandra, mas também a origem do grupo como um todo", declarou um dos pesquisadores.
Além do mais, a localização da descoberta sugere que as salamandras podem ter se originado na Eurásia e depois se dispersado amplamente a partir daí, em alguns casos seguindo pontes terrestres que existiam durante o período triássico.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Estudo indica que anticorpos de lhamas podem combater coronavírus.


PANDEMIA
Um novo estudo aponta que anticorpos de lhamas podem ser úteis no combate à pandemia de COVID-19. De acordo com a pesquisa, moléculas encontradas no sangue de camelídeos teriam potencial para neutralizar o coronavírus. Essa família de mamíferos também inclui os camelos e as alpacas.
Os cientistas esperam que esse estudo possa resultar em uma vacina contra o coronavírus. Os anticorpos de lhamas foram usados pela primeira vez em pesquisas sobre o HIV. Segundo os pesquisadores, essas substâncias se provaram eficazes contra os vírus causadores da Síndrome Respiratória no Oriente Médio (MERS) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).
O estudo é liderado por Bert Schepens e Xavier Saelens, do Instituto Vlaams de Biotecnologia, em Ghent, na Bélgica, e Jason McLellan, da Universidade do Texas. Os pesquisadores conseguiram isolar dois anticorpos de lhama que se ligam às proteínas que os coronavírus usam para entrar nas células. Um anticorpo neutralizou o coronavírus responsável pela MERS e o segundo eliminou o coronavírus da SARS.
Segundo os pesquisadores, a fusão do anticorpo de uma lhama com um anticorpo de um humano produziu um híbrido que neutralizou o vírus responsável pelo COVID-19. Os dados sugerem que esses anticorpos podem ser úteis no combate às epidemias de coronavírus.

Fontes: Nature e Daily Mail
Imagem: Shutterstock.com

quarta-feira, 18 de março de 2020

Pássaro raro, visto pela última vez na Idade Média, volta à natureza.

PÁSSARO RARO, VISTO PELA ÚLTIMA VEZ NA IDADE MÉDIA, VOLTA À NATUREZA

Um projeto inglês está introduzindo aos poucos a espécie incomum de cegonha branca em seu habitat natural
PAOLA CHURCHILL PUBLICADO EM 18/03/2020
as cegonhas brancas é uma espécie rara de pássaros
as cegonhas brancas é uma espécie rara de pássaros - Durells Conservation Trust/Twitter
Uma espécie rara de cegonha-branca, que havia sumido há mais de 400 anos dos campos britânicos, voltou a ser reintroduzida com sucesso ao Knepp Estate de Horsham, em West Sussex. O animal era muito comum na Grã-Bretanha, até o final da Guerra Civil, em 1600.
Seu último ninho conhecido no Reino Unido foi registrado em 1416, na Catedral de St. Giles, em Edimburgo.
A reintrodução faz parte do Projeto White Stork, uma parceria entre proprietários privados e instituições de caridade pela conservação da natureza. Eles têm como objetivo restaurar a população de pelo menos 250 cegonhas no sul da Inglaterra até 2030.
Cegonha não era vista em natureza há mais de 400 anos / Crédito: White Storck Project/Twitter

Nos próximos cinco anos, o programa tem como meta estabelecer três etapas para o repovoamento da espécie. A primeira delas era trazer algumas cegonhas que viviam em cativeiro na Polônia. A segunda fase é fazer com que as aves, já na natureza, passem a pensar que a região de West Sussex é seu habitat natural. A última parte do plano, que consideram a mais importante, é a seleção dos filhotes que nascerem na reserva, na esperança que eles migrem para o exterior para se reproduzir.
As cegonhas brancas são nativas das ilhas britânicas, constroem enormes ninhos bem no topo das árvores mais altas, e simbolizam na cultura inglesa, o renascimento.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Nova espécie de tatu gigante, que viveu há 21 mil anos, é descoberta no Brasil.

NOVA ESPÉCIE DE TATU GIGANTE, QUE VIVEU HÁ 21 MIL ANOS, É DESCOBERTA NO BRASIL

O animal, que tinha 2 metros de comprimento e pesava 200 quilos, fazia parte da hoje extinta megafauna brasileira
VANESSA CENTAMORI PUBLICADO EM 11/03/2020
Tatu gigante que viveu no Brasil
Tatu gigante que viveu no Brasil - Grupo de Paleontologia da UFSCar/Divulgação
Os esforços iniciados há 5 anos por Jorge Felipe Moura de Jesus, aluno da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), deram um excelente resultado: o brasileiro descreveu com sucesso uma espécie de tatu gigante inédita. A criatura, que ganhou o nome de Holmesina criptae, viveu há cerca de 21 mil anos, tinha 2 metros de comprimento e pesava 200 quilos. 
Sob a orientação do professor Marcelo Adorna Fernandes, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, o rapaz estudou ossos encontrados na Chapada Diamantina (BA). As ossadas continham o exemplar mais completo de tatu pré-histórico brasileiro já descoberto. 
Arqueólogos durante escavações que revelaram o tatu gigante /Grupo de Paleontologia da UFSCar/Divulgação

 “Escavamos com pincéis, com as mãos e com pequenas pás... todo o cuidado para não danificar os ossos e para não perder nenhuma parte”, relatou de Jesus, em entrevista ao Portal G1.
A equipe de arqueólgos encontrou as ossadas acidentalmente, em 2014. Marcelo Adorna Fernandes enviou fotos do esqueleto para uma análise, que determinou que não se tratava de um animal atual. Podia ser apenas ossos de vaca ou de uma cabra, mas era na verdade um raro exemplar de herbívoro pré-histórico. 
O tatu gigante pertenceu à uma megafauna, extinta há cerca de 10 mil anos. O conjunto era composto por seres vivos gigantescos - entre eles, havia preguiças gigantes, enormes capivaras e tigres-dente-de-sabre. Todos costumavam andar por terras brasileiras, e a quantidade de espécies desse período era bem significativa. Só os estudos de um naturalista dinamarquês apontaram a existência de mais de 12 mil ossos de animais dessa época. 
Escavações na Chapada Diamantina / Crédito:  Grupo de Paleontologia da UFSCar/Divulgação

Segundo Fernandes, a abundância de gigantes se dava pois havia muito alimento e espaço para a evolução desses bichos. Fatores como o aumento da predação e o encolhimento dos habitats, sobretudo devido à atividade humana, podem ter contribuído para a extinção dos gigantes, sobrando em maior quantidade animais de pequeno porte. 
A Era do Gelo, que ocorreu há 10 mil anos, é outro fator apontado pelo especialista para a diminuição de animais herbívoros como o tatu. Para resgatar um pouco da história desse animal, o paleontologista Julio Lacerda reconstruiu digitalmente a sua imagem, com base em tatus modernos e suas características. As investigações sobre a espécie devem continuar, e a análise de outro animal que conviveu com o tatu gigante também será feita.  
A ossada completa da nova espécie pode ser visitada na Exposição do "Tatu Gigante das Cavernas”, no Museu da Ciência Prof. Mário Tolentino, localizado em São Carlos (SP), na  Praça Coronel Sales, de segunda à Sexta, das 8 às 17h. A entrada é gratuita e fotos são permitidas.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Tatus gigantes de 20 mil anos são descobertos por fazendeiros em Buenos Aires, na Argentina.

TATUS GIGANTES DE 20 MIL ANOS SÃO DESCOBERTOS POR FAZENDEIRO EM BUENOS AIRES, NA ARGENTINA

A espécie encontrada era herbívora, pesa cerca de mil quilos e foi extinta há mais de 10 mil anos
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 25/02/2020

Os escavadores examinam os fósseis encontrados no leito seco
Os escavadores examinam os fósseis encontrados no leito seco - Divulgação / CEN / Incuapa-Conicet

Um fazendeiro, levando suas vacas para pastar em campo, observou duas estranhas couraças fossilizadas, do tamanho de um carro, em um leito seco de um rio, em Buenos Aires na Argentina. Ao notar características anormais, sinalizou o órgão de arqueologia local, que foi ao local.
Os paleontologistas do Instituto de Investigações Arqueológicas e Paleontológicas do Quaternário do Pampa, ao escavar o local, localizou mais dois fósseis de gliptodontes, um tipo de tatu sul-americano extinto há aproximadamente 10 mil anos, durante o término da era glacial.

Um arqueólogo examina o fóssil adulto encontrado no leito seco - Divulgação / CEN / Incuapa-Conicet


As características apontam que os fósseis eram de dois adultos e dois filhotes, pesando cada um cerca de uma tonelada. A remoção dos restos mortais dos tatus gigantes será realizada ao longo de uma semana, dada as complicações de locomoção na região e a necessidade se um equipamento rígido para carregar os pesados fósseis.

Foto panorâmica dos fósseis encontrados - Divulgação / CEN / Incuapa-Conicet


Responsável pela equipe de escavação, o arqueólogo Pablo Messineo manifestou surpresa ao encontrar os restos mortais na região: “É a primeira vez que existem quatro animais assim no mesmo local. A maioria estava na mesma direção como se estivesse caminhando em direção a alguma coisa”, disse a repórteres em entrevista coletiva.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Animais fantásticos: relatos indígenas preservam memórias sobre megafauna extinta.

ANIMAIS FANTÁSTICOS: RELATOS INDÍGENAS PRESERVAM MEMÓRIAS SOBRE MEGAFAUNA EXTINTA

A tradição oral de indígenas do Brasil e Austrália guarda memórias sobre megafauna extinta no fim do período Pleistoceno
JOSEANE PEREIRA PUBLICADO EM 16/02/2020
Um dos antigos animais da Amazônia
Um dos antigos animais da Amazônia - Divulgação
Aproximadamente 11 mil anos atrás, em fins do período Pleistoceno, a Terra passava por sua última era glacial. Nessa época, dois fenômenos interessantes ocorreram no planeta: o estabelecimento do Homo Sapiens nos continentes e um processo de extinção massiva dos animais que compunham a megafauna - tanto pelas mudanças climáticas como pela ação humana.
Os registros que comprovam a existência desses grandes animais não estão apenas nos estratos geológicos e fósseis de sítios antigos, mas também nos relatos orais, mitos e lendas de grupos indígenas espalhados pelo mundo.
Pesquisas feitas por cientistas do Brasil e Austrália têm mostrado relações entre os registros de indígenas brasileiros e aborígenes australianos, que colocam a tradição oral como de suma importância para a transmissão de suas culturas às próximas gerações.
Histórias sobre enormes criaturas que puxavam as árvores pelas raízes e cobras gigantes que deslizavam sob a superfície do solo estão presentes em relatos etnográficos, que permitem correlações com os fósseis que compunham a megafauna local. 
Aborígene australiano / Crédito: Divulgação

O "tempo de sonho" australiano.
Na tentativa de entender a visão de mundo dos aborígenes australianos, antropólogos do século 19 conceberam seus mitos como estando em um "tempo de sonho". Para os aborígenes, nessa época - também concebida como um "tempo fora do tempo"- a terra era habitada por figuras de proporções heroicas e capacidades sobrenaturais, que se relacionavam com os humanos de formas muitas vezes não amigáveis.
Exemplo disso é a lenda do "Bunyip", criatura mítica que habitava pântanos se alimentava de seres humanos, e que pela análise de relatos etnográficos tem fortes relações com o Marsupial Diprotodon, a maior espécie da megafauna australiana.
No início dos anos 1900, o geólogo britânico John Walter Gregory reuniu informações sobre o réptil pré-histórico Kadimakara com base em histórias contadas pela etnia Diyari, da Austrália Meridional.
Os Diyari descreviam os desertos australianos como tendo sido outrora "planícies férteis e bem irrigadas", com árvores gigantes e uma espessa cobertura de nuvens no céu. As árvores, segundo eles, criavam um telhado de vegetação onde viviam criaturas gigantescas, que às vezes desciam ao chão para se alimentar e atemorizar a população - com a destruição das árvores que as sustentavam, essas criaturas acabaram vivendo sobre a terra até o fim dos seus dias.
As danças e os rituais realizados por esses povos para apaziguar os temíveis monstros eram realizadas acima de sítios fósseis de megafauna, o que atesta a relação ancestral que esses povos tinham com seu passado e com o território.
A Grande Cobra brasileira
No Brasil de 10 mil anos atrás, os indígenas conviviam com mais de cem espécies de animais gigantes, como o Eremotherium (preguiça-gigante com mais de 6 metros de comprimento e que habitava praticamente todo o território brasileiro, com maior concentração no atual estado da Bahia) e o Mastodonte (espécie de mamute com 5 metros de comprimento e 2,5 metros de altura, que habitava a região central do país).
Apesar de se alimentarem basicamente de espécies vegetais e frutos, os seres humanos da época complementavam suas dietas com proteína animal em razão da escassez em recursos causada pela glaciação. Desta forma, a relação de dependência entre os humanos e esses animais teria dado origem às histórias que, apesar de todo esse tempo, ainda podemos entrever.
Preguiça-gigante / Crédito: Divulgação

Um dos mais conhecidos mitos brasileiros sobre animais fantásticos é o do Mapinguari, criatura bípede com longas garras afiadas e pelos vermelhos, que vivia na floresta Amazônica - provavelmente baseado em memórias da preguiça gigante que se extinguiu há aproximadamente 12 mil anos.
Em outras partes do Brasil existem histórias sobre a Cobra Grande, animal gigante que desliza por baixo da superfície do solo, sulcando-a enquanto serpenteia pelo caminho. E os paralelos entre o comportamento desta cobra e da "serpente do arco-íris" dos mitos australianos são notáveis.
É impossível provar que as histórias indígenas sobre criaturas fabulosas como o Bunyip e o Mapinguari derivam de observações da extinta megafauna. Entretanto, é possível perceber fortes semelhanças entre as histórias e observações paleontológicas locais, sendo plausível supor que as memórias humanas de criaturas extintas sustentem histórias geralmente consideradas como apenas ficção.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Tubarão de 2 cabeças é descoberto em Universidade espanhola.

TUBARÃO DE DUAS CABEÇAS É DESCOBERTO EM UNIVERSIDADE ESPANHOLA

Extremamente raro, este é o primeiro caso registrado em uma espécie de tubarão que possui dois corações, dois estômagos e dois fígados
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 22/01/2020
Imagem ilustrativa do filme Ataque do Tubarão Mutante
Imagem ilustrativa do filme Ataque do Tubarão Mutante - Divulgação
Pesquisadores da Universidade de Málaga, na Espanha, descobriram em seu laboratório um embrião extremamente raro de um tubarão de duas cabeças. Segundo a ScienceAlert, esse é o primeiro caso que se tem registro em tubarões que põem ovos — já houve outros relatos de tubarão de duas cabeças, no entanto, todos pertenciam a espécies que dão à luz a animais vivos.
O tubarão em questão é da espécie tubarão-serra-do-atlântico, cientificamente conhecido como Galeus atlanticus, que fazia parte de um estudo sobre os sistemas cardiovasculares. Dos 797 embriões coletados, apenas um apresentava a curiosa mutação conhecida oficialmente como dicefalia.
Esse é o primeiro caso registrado em uma espécie de tubarão que põem ovos / Crédito: Journal of Fish Biology

Com a descoberta, os cientistas esperam aprender mais sobre o animal e de como a mutação ocorreu. Além de duas cabeças, o embrião também tinha dois corações, dois estômagos e dois fígados, mas possuía apenas um intestino, um único conjunto de rins e órgãos reprodutivos.
O tubarão de duas cabeças foi sacrificado e será preservado para continuar sendo estudado. Por ser muito infrequente se deparar com casos assim, ainda não está claro se a condição é rara ou se os animais com dicefalia não sobrevivem tempo o suficiente para serem descobertos.
A pesquisa ainda aponta que a principal suspeita para a mutação seja a genética, já que os embriões se desenvolveram em tanques sem a presença de nenhum agente que pudesse influenciar no crescimento ou desenvolvimento do animal.

sábado, 18 de janeiro de 2020

Os bichos que encontrei na Mata de São João - Bahia - Brasil.


Este é o Calango, são répteis. Uma espécie de lagarto da família dos teídeos ou tropiduridae. Ele se alimentam de antrópodes e insetos em geral. Também conhecido na região como lagartixa selvagem do mato. Podem chegar a 30 centímetros. Sim, os calangos que encontrei tinham 30 centímetros, kkkkkk. Não são agressivos ao homem.


Calango.


Barata selvagem.


São do mesmo tamanho da barata da cidade, mas a sua coloração e desenhos são bem diferentes e bonitos.


Barata selvagem.


Perereca. Diferente de rã e sapos.


Esse bicho eu não sei o que é e ainda não encontrei uma descrição para lele nas minhas pesquisas. Mas a aparência era de um mini dragão, kkkkk, talvez da família dos gafanhotos.


Eu e os bichos na rede, kkkkk, minhas parcerias.


Lia fox caramelo e Amora uma maltês que ficava linda com as marcas do barro vermelho.


Mais Calango, pois destes tinham muitos. Eu adorava ver. Gravei um vídeo dele se alimentando, mas o vídeo ficou pesado e não carregou no site.


Louva Deus Marrom.


Aranha da Amazônia, ela é chata e rasteira, pode pular ou voar, sim porque ela adquiriu essa habilidade por habitar os troncos das árvores das florestas tropicais da América do Sul. A Espécie é Selenop Banksi, super rara. 

Imagens de arquivo pessoal.

Pesquisa feita em janeiro de 2020.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Os Bichos na História.


Os Bichos na História.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 5, nº 60, setembro de 2010.