Mostrando postagens com marcador Reinos Africanos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reinos Africanos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Reinos Africanos: Reino da Núbia e o Reino de Kush.


REINOS AFRICANOS.

O REINO DA NÚBIA.

A Núbia ficava onde hoje é o Sudão, próximo ao Egito. Os núbios e os egípcios tiveram relações políticas e comerciais, por isso ainda encontram vestígios desses povos juntos. Os núbios viviam da caça, pesca e criação de gado em aldeias pelo Nilo. Depois da escrita e da unificação do Egito em 3.200 a.C.,essas culturas começaram a se separar. Os núbios continuaram com suas aldeias e seus chefes. A tradição continuou a ser passada por contos dos mais velhos nas conversas com os mais jovens.

O REINO DE KUSH.

Inicia na Núbia em 2.000 a.C.. Seu apogeu foi entre 1780 a.C. e 1580 a.C., quando o Egito estava dominado pelos hicsos. O governo de Kush era uma monarquia. Ocuparam um pedaço do território egípcio e governaram sobre os egípcios e os cuxitas. Tiveram governantes cuxitas. Em 591 a.C., foram conquistados pelos egípcios. Os cuxitas mudaram sua capital de Napata para Méroe. Não se sabe o fim deles. Sabe-se que Kush foi empobrecendo e em 330 foram conquistados pelo Reino de Axum da Etiópia. A escrita dos cuxitas é a meroíta, mas ainda não foi decifrada. O poder era do rei, mas tinham governadores para as províncias, guardas de proteção, funcionários, chefe do tesouro, chefe do celeiro, escriba mor e comandante militar. Quando precisavam guerrear, todos os homens eram recrutados. O exército tinha infantaria e cavalaria. O rei era escolhido como o melhor da comunidade e consultando o deus deles por adivinhação. Jogavam sementes no chão para ver a resposta. O povo fazia uma procissão e coroava o rei. O rei cuxita foi Aspelta(593-568 a.C.). As mulheres eram importantes e ocupavam cargos de responsabilidade. Também participavam da política. Administravam o reino com o filho e a nora. Algumas chegaram a comandar batalhas contra outros povos. Também enfrentaram romanos. A rainha mãe ganhava o título de Senhora de Kush ou Candace. A rainha mais famosa de kush foi Amanishaketo (42-12 a.C.), que também usava o título de gere (chefe). Provável que ela tenha enfrentado o império romano.
Em 21 a.C., conseguiu que o Imperador Romano Augusto aceitasse um acordo de paz e os cuxitas não pagariam impostos aos romanos. Kush foi governado por reis e rainhas da mesma família. O que pode ter ajudado esse reino a durar tanto foram: a escolha dos reis, o controle da monarquia sobre as riquezas minerais e a participação da mulher no poder. Viviam da agricultura aproveitando as cheias do Nilo. Primeiro foi um reino pastorial, depois criaram gado. A quantidade de cabeças de gado, mostrava se a pessoa era rica. Também criavam cabras, cabritos, cavalos e burros. Em Méroe foi mais fácil para a agricultura. Cultivavam trigo, cevada, milho, tâmaras e uvas. Também cultivaram algodão que foi uma das mais importantes fontes de riqueza. A mineração era abundante no território, principalmente o ouro. O ouro cuxita era exportado para o Egito e para Roma. O solo também tinha pedras preciosas. Existe a hipótese de que eles também manuseavam o ferro. As cidades foram crescendo. Os reis eram enterrados em Napata. Construíram fortalezas ao longo das rotas comerciais para proteger as caravanas. Os artesãos cuxitas destacaram-se bons ferreiros, outros trabalhavam com couro, os marceneiros com móveis, os tecelões com tecidos, os ceramistas com cerâmica e os joalheiros com jóias.

Hoje, a região é o Sudão, o maior país da África. Sofrem conflitos religiosos e étnicos. Ocorre o desemprego, a guerra e a fome. A maioria é muçulmana, 10 % são cristãos e 20% são de crenaçs africanas tradicionais. Vivem lá, núbios, árabes e outros povos. A língua oficial é o árabe, mas a metade fala outros dialetos africanos. A capital é Omdurman e fica as margens do Nilo.    


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

África.


ÁFRICA.

A África é considerada o berço da humanidade. A maioria e os mais antigos fósseis encontrados pelos arqueólogos foram descobertos na África. Isso demonstra que é a parte mais importante do mundo sobre o processo de origem e evolução da espécie humana. A crença dos cientistas é que a evolução do homem venha do macaco humanóide e que esses tenham andado para outros lugares do mundo. A descoberta mais antiga é da Idade da Pedra. A 50 mil anos atrás o homem já usava o fogo na África. Em 5.000 mil anos a.C., aparece a agricultura e a domesticação de animais. Em 2.000 mil anos a.C., aparece o cultivo de arroz e inhame. O norte é considerado a parte mais antiga. A civilização egípcia se desenvolveu e relacionou-se com as demais culturas. Os árabes assimilaram as culturas dos fenícios, cartageneses, romanos, vãndalos e bizantinos. So árabes expandiram a cultura muçulmana na África. A religião foi levada pelas rotas de escravos, ouro, penas de avestruz, especiarias, sedas, etc. Outros impérios nasceram de grandes clãs e tribos submetidos a um soberano poderoso. Alguns impérios importantes foram:

- Gana do século V ao XI.
- Aksum na Etiópia com o apogeu no século XIII.
- Mali do século XIII ao XV.
- Songhai do século XV ao XVI.
- Abomey do Benin no século XVII.
- Confederação Zulu no século XIX.

Os povos do Quênia domesticavam o gado e praticavam a pecuária. Entre a Idade do Broze e a do Ferro se desenvolveram as cidades e a atividade comercial pelo mar. O ferro aparece no Egito e no Reino Cuche (Sudão) em 600 a.C.. Os negros que falavam bantu praticavam a agricultura e sabiam usar o ferro, estes realizaram a maior corrente migratória por toda a África e espalharam línguas bantu e nigero-congolesas. Povos caçadores encontraram povos bantos, como os pigmeus, bosquimanos e hotentotes. Estes foram pela floresta até o deserto do Kalahari e foram convertidos em agricultores. O império romano dominou o norte da áfrica em 30 a.C.. O império de Axum e da Núbia foram influenciados pelo império romano na época de Jesus. O reino de Axum (Etiópia) ficou rico pelas trocas comercias. O povo foi convertido ao cristianismo no século IV d.C.. Outros pequenos reinos núbios perto do Nilo comercializavam com o Egito. Os núbios cristãos foram convertidos no século VI.

O povo Bérbere, eram nômades do deserto do Saara. Enfrentavam tempestades de areia e a falta de água para atravessar o deserto com suas caravanas. Comercializavam objetos de ouro, cobre, sal, artesanato, temperos, vidro, plumas e pedras preciosas. Paravam em oasis para beber água e descansar. Usavam o camelo como transporte pela resistência do animal no deserto. Os bérberes foram importantes para as trocas de informações culturais da época.

Os bantos eram agricultores, caçavam e pescavam. Conheciam a metalurgia. Conquistaram povos vizinhos. Formaram o Reino do Congo. Viviam em aldeias com um chefe, rei banto ou manicongo que cobrava impostos, mercadorias e alimentos das tribos do seu reino. Tinha um exército particular caro para garantir a sua proteção e a dos funcionários reais. O povo acreditava que o rei tinha poderes sagrados sobre a colheita, o exército, as guerras e a saúde deles.

Os soninkés e o Império de Gana. Habitavam o deserto no sul do Saara. Eram tribos que formava um império com reis chamados de caia-maga. Criavam animais, pescavam e praticavam a agricultura. A região possuía ouro e extraíam para trocar com povos bérberes. Pagavam impostos para a nobreza que era o caia-maga, seus parentes e amigos. Um exército poderoso protegia as terrras e o comércio. As aldeias pagavam impostos, contribuíam com soldados e lavradores para trabalhar nas terras da nobreza.

No século V, o norte foi invadido pelos vândalos e exterminaram o cristianismo. Em seu declínio, no século VI, os vândalos passaram ao domínio do Império Bizantino.

No século VII, os árabes muçulmanos, seguidores de Alá e seu profeta Maomé, invadiram e povoaram a África pelo Egito, Iraque, Palestina, Pérsia e a Síria e fundaram um grande império. Se estenderam para a Tunísia, Argélia e na Espanha. Os muçilmanos juntaram as culturas da Pérsia, da Grécia e de Roma e formaram uma nova civilização. Outros povos também foram convertidos muçulmanos, como a Somália, Quênia, Tanzânia e até o Saara. A língua africana suaíli deu lugar a árabe. A atividade comercial no Saara era o mais importante, por ali ia o ouro e outras produções da África, que os comerciantes trocavam pelo sal. Para que tivessem força, os impérios, eram obrigados a se responsabilizarem pelo controle dessas cidades. Eles se tornavam mais fortes quando conquistavam o controle das rotas comerciais pela área desértica e fronteiras. A importãncia do islamismo influenciou a população e além da religião foram responsáveis pelas coisas novas e pelo ato de ler e escrever em árabe.

De 1000 a 1500, o reino do Congo em Angola era grande e importante. O reino de Luba era onde é Burundi, Ruanda, Tanzania e Uganda. O reino Caranga ou império Maunamutapa onde hoje pe o Zimbabue, era o único que se contatava com o mundo exterior e compravam ouro dos comerciantes.

O império Kanem ficava no lago Chade. O império de Gana ficava na Mauritânia era forte e declinou no século XI. Takrur ficava no Senegal. Mali era forte do século XII ao XV. Songai era forte do século XV ao XVI.

No século XV ocorre a construção dos navios portugueses que conseguiram a capacidade de navegação para qualquer ponto da África. Em 1497, Vasco da Gama comandou uma expedição portuguesa para o Cabo da Boa Esperança com destino as Índias, porque os turcos fecharam o comércio pelo Mediterrâneo. Os portugueses tinham interesse em ouro e a tentativa de conversão ao cristianismo dos governantes dos reinos. Os exploradores eram portugueses, espanhóis, franceses e ingleses; fizeram as primeiras colônias na África. Alguns colonizadores vindos da Europa perderam a vida em 1 ou 2 anos por apresentarem sintomas de doenças tropicais como a malária e a febre amarela. Os escravos e o ouro se tornaram o único negócio comercial que lucrava para os mercadores írem para a África. Em seguida teve o início da compra e venda de escravos feita pelos portugueses.

O tráfico de escravos ganhou importância depois que Colombo descobriu a América. A morte dos índios da América, ocorreu por serem vítimas de doenças européias, mas os europeus disseram que os índios não tinham salvação pelas doenças tropicais. Assim foram trazidos africanos que eram imunes a malária e a febre amarela para servirem de trabalhadores braçais nas Américas. Os europeus conseguiram escravos porque seus prisioneiros foram escravisados por africanos, muçulmanos e cristãos. O aumento do tráfico de escravos se deu pelo plantio da cana de açúcar no Brasil e no Caribe pelos colonizadores portugueses e espanhóis no século XVI. De 1450 a 1865, foram trazidos pelos europeus 10 milhões de escravos para a América. Foi estimulado aos governantes africanos a trocarem prisioneiros escravos por roupas, armas de fogo e ferro da Europa. Ao invés de aprender a fabricação, era mais fácil obter e vender escravos. Assim a África ficou atrasada em se desenvolver industrialmente.  

Em 1652, os holandeses estabeleceram um entreposto na Cidade do Cabo e houve um crescimento da população branca. Alguns exploradores fizeram viajens internas pelo continente como: Charles Poncet em 1700, James Bruce em 1770 procurando onde nascia o Rio Nilo, Friedrick Konrad em 1798 de camelo pelo deserto, etc. Entre 1780 e 1880, os árabes e africanos iniciaram um negócio de traficar escravos pelo litoral da África. Eles entravam em embarcações e iam para o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico. No século XIX, ocorreu um declínio do tráfico de escravos e os europeus se interessaram em alimentos como o amendoim e o azeite de dendê para serem industrializados. Os agricultores africanos tiveram uma grande comercialização desses produtos com os europeus. Após 1800, os africanos compreenderam que deveriam copiar os métodos militares dos europeus para conquistar um grande império. Foram reconhecidos por alguns governantes africanos que as armas européias eram superiores e sua rendição pacífica seria a melhor hipótese ao domínio europeu. Também ocorreram guerras de resistência que os europeus trataram como rebeliões.

As potências européias desejavam criar impérios. A Inglaterra ficou com uma faixa do Egito a África do Sul. A França ficou com noroeste e Madagascar. Portugal ficou com Angola, Moçambique, Guiné e algumas ilhas. Alemanha ficou com Togo, Tanganica e Camarões. A Bélgica ficou com o Congo. A Itália ficou com a Líbia, Etiópia e a Somália. E a Espanha ficou com Marrocos, o Saara e parte do Guiné.

A partilha da África foi formalmente consumada na Conferência de Berlim em 1884-1885 com o compromisso de tomar posse legítima das colônias. Em 1920 muitas partes da África eram controladas por europeus. A duração do domínio colonial foi até 1960. Devido ao colonialismo foram destruídas as estruturas sociais, culturais, econômicas, políticas e religiosas da maioria dos grupos da África. Povos lutaram pela independência após 1961-1962. Em 1963 criaram a OUA organização da unidade africana e em 2002 foi substituída pela União Africana para amenizar conflitos e ter êxito em disputas como a da Argélia com o Marrocos em 1964-1965 e em outros litígios de fronteiras e guerras civís. Algumas nações não possuíam líderes, após a independência e declinaram. Assim tiveram que pedir ajuda a ONU para o reestabelecimento da ordem. Em 1970, um sentimento de nacionalismo estava no empenho da libertação em relação aos estrangeiros e expulsaram os que ainda residiam. O Congo fez campanhas para a substituição dos nomes estrangeiros de lugares e pessoas por nomes africanos.

Na África do Sul foi crescente a luta contra o Apartheid, a separação das raças e o domínio da raça branca. Iniciado em 1944, foi a política de segregação racial e organização territorial. O Apartheid negava aos negros os direitos sociais, econômicos e políticos. O governo era controlado pelos brancos de origem européia e criavam leis que beneficiaram os interesses dos brancos. Aos negros eram impostas regras, leis e um controle social.

As leis do Apartheid:
- proibido o casamento entre negros e brancos,
- obrigação de declaração de registro de cor,
- proibição de negros circularem em áreas da cidade,
- criação de bairros para negros,
- proibição de usarem instalações públicas como banheiros e bebedouros,
- sistema diferenciados de edicação para crianças,

Em 1960, a África foi excluída da Comunidade das Nações e a ONU aplicou sanções. Em 1972, foi excluída dos Jogos Olímpicos. Em 1991, o Presidente Frederik Klerl pos fim ao regime racista do Apartheid, mandou soltar Nelson Mandela da prisão e recuperou os direitos civis e políticos dos africanos. Nelson Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África em 1994.  

Alguns países tiveram revoltas armadas e foram reestabelecidos por governos provisórios e líderes militares. Os grupos tem causado guerras civís em vários países. Os africanos se desenvolveram, criaram novas cidades, rodovias e ferrovias. Muitos líderes africanos tem se esforçado para promover soluções para os problemas do continente.


segunda-feira, 29 de outubro de 1990

Reino dos Bantos.

Introdução - quem são

Os bantos formam um grupo étnico africano que habitam a região da África ao sul do Deserto do Saara. A maioria dos mais de 300 subgrupos étnicos é formada por agricultores, que vivem também da pesca e da caça. Estes subgrupos possuem em comum a família linguística banta.


História resumida dos bantos


Conheceram a metalurgia desde muito tempo, fato que deu grande vantagem a este povo na conquista de povos vizinhos. Os bantos chegaram a constituir o Reino do Congo, que envolvia grande parte do noroeste do continente africano. 


No passado, os bantos viveram em aldeias que eram governadas por um chefe. O rei banto, também conhecido como manicongo, recolhia impostos em forma de objetos, mercadorias e alimentos de todas as tribos que constituíam seu reino.

Os bantos viviam, principalmente, da caça, da pesca e da coleta de alimentos (frutos, raízes e vegetais comestíveis).


As pessoas que habitavam o reino acreditavam que o manicongo tinha poderes sagrados e que podia influenciar nas colheitas, guerras e saúde do povo.

Outras informações históricas e culturais sobre os bantos:

- De acordo com muitos historiadores, os bantos são originários das terras da atual fronteira entre Camarões e Nigéria.

- Os bantos ocupavam, antigamente, cerca de 70% do território da África.

- Em certas regiões do continente africano, os bantos permaneceram organizados em comunidades autônomas e, em outros, estabeleceram estados politicamente centralizados.


Principais línguas bantas:


- Lingala

- Luganda

- Quicongo

- Cinianja

- Xichona

- Ndebele

- Zulu

- Suazi

- Xhosa

Você sabia?
- Atualmente, os bantos habitam em países localizados, principalmente, na região centro-sul do continente africano. Entre estes países, podemos citar: Angola, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Zâmbia, Zimbabwe, Lesoto e Quênia.

Mapa da África mostrando região ocupada pelos bantos















Mapa da África mostrando região ocupada pelos bantos.


Por Jefferson Evandro Machado Ramos

domingo, 28 de outubro de 1990

Reino de Iorubá.


Iorubá é o nome de uma das maiores etnias do continente africano em termos populacionais. Na verdade, o termo é aplicado a uma coleção de diversas populações ligadas entre si por uma língua comum de mesmo nome, além de uma mesma história e cultura. Os grupos étnicos que vivem próximos aos iorubás são os fon, ibo, igala e Idoma.

A maior parte dos iorubás vive na Nigéria, mais precisamente na região sudoeste do país. Há também importantes comunidades presentes em Benim, Gana, Togo e Costa do Marfim. Devido ao tráfico de escravos, bastante ativo na área entre os séculos XV e XIX, muitos traços da cultura, língua, música e demais costumes foram disseminados por extensas regiões do continente americano, com destaque para Brasil, Cuba, Trinidad e Tobago e Haiti. Boa parte da população negra no Brasil veio de terras

Presentes há vários séculos em áreas dos atuais Benim e Nigéria, a história recente dos iorubás é marcada pelo surgimento do Império de Oyo no final do século XV, que se ergueu com o auxílio dos portugueses interessados no comércio local. Lagos, aliás, a mais importante e populosa cidade da Nigéria, localizada em terras iorubás, recebeu seu atual nome do entreposto construído pelos portugueses, uma referência à cidade do sul de Portugal.

No início do século XIX os iorubás sofrem com a invasão dos fulani, que empurram os iorubás para o sul, onde as cidades de Ibadan e Abeokuta são fundadas. A maior parte das áreas iorubá são oficialmente colonizadas pelos britânicos a partir de 1901, sob um sistema de governo indireto que imitava as estruturas tradicionais.

Na Nigéria atual, os iorubás são uma importante etnia, representando cerca de um sexto da população. São na sua maioria católicos, mas uma parte segue também o islamismo, ficando o culto tradicional em terceiro lugar. Cerca de 75% dos homens são agricultores que vivem daquilo que cultivam. As mulheres geralmente são encarregadas de vender parte do excedente nos mercados populares das cidades. Alguns indivíduos possuem grandes fazendas de cacau onde o trabalho é realizado por mão de obra contratada. Nas cidades, os iorubás respeitam além das autoridades formais, o líder temporal, o “oba”, que conquista sua posição de várias formas diferentes, incluindo herança, casamentos, ou sendo pessoalmente selecionados por um Oba já no poder. Cada Oba é considerado um descendente direto do Oba fundador de cada cidade. O Oba é geralmente auxiliado por um conselho de chefes.

Um destaque da cultura iorubá são os trajes elaborados, feitos tradicionalmente de algodão. O mais básico a Aso- Oke, com muitas cores e padrões diferentes. Um dos trajes masculinos típicos é o agbada, cujo nome no Brasil virou sinônimo de uma espécie de uniforme de um determinado bloco de carnaval.


sábado, 27 de outubro de 1990

Como é a mitologia iorubá?

Como é a mitologia iorubá?

Esse conjunto de crenças que inspirou o candomblé é baseado na vida em 

harmonia e em comunidade.

ilustra Dalton Muniz.
edição Felipe van Deursen.
Esse conjunto de crenças que inspirou o candomblé é baseado na vida em harmonia e em comunidade. Não há separação entre homens e animais, que inclusive agem como humanos. A solidariedade e a prosperidade vêm do trabalho no campo. Também é importante o culto à ancestralidade, por isso louva-se a continuidade da vida, por meio da figura feminina. Humanos e divindades são igualmente suscetíveis às incertezas (mais ou menos como na mitologia grega). Não há o “mal”, mas há consequências para as ações que não contribuem com o equilíbrio pessoal e do todo.
A criação do mundo.Aqui, nós também viemos do barro.
1. No princípio, Olorum, o ser supremo, governava o Orun, o céu. A Terra não era nada mais que uma imensidão de pântanos governada por Olokun, a grande mãe, guardiã da memória ancestral. Então, Obatalá, a divindade da criação, teve a ideia de colocar terra sólida sobre os pântanos.
2. Instruído por Orunmila, divindade das profecias e do destino, Obatalá trabalhou quatro dias e construiu Aiyê, o nosso mundo, com montanhas, campos e vales. Para que o novo lugar tivesse vida, Olorun criou o Sol, enviou uma palmeira de dendê e fez chover, para que a árvore brotasse. Surgiram as florestas e os rios
3. Para povoar o lugar, Obatalá modelou os humanos no barro com a ajuda de Oduduá, com quem formou o casal propulsor da vida. Terminados os bonecos, colocaram neles o emi, o sopro da vida. A primeira cidade em que os humanos viveram se chamava Ifé. Obatalá voltou ao Orun e contou a novidade aos òrìsà
4. Os òrìsà (ou orixás) são seres divinos que personificam os elementos da natureza e são indispensáveis ao equilíbrio e à continuidade da vida. Eles foram viver com os humanos, e Olorum os orientou: só haveria harmonia se os orixás ouvissem os humanos e os orientassem – eles seriam seus protegidos
5. A harmonia em Ifé ficou monótona, e as pessoas passaram a desejar casas maiores e colheitas mais férteis. Pediram a Olorum, que alertou que o fim desse equilíbrio traria conflitos. O povo insistiu e Olorum deu o que pediam. A cidade se encheu de contrastes. Incapazes de dialogarem, as pessoas se separaram em tribos
Divindades mais cultuadas.
xango
Xangô – Dono dos relâmpagos, dos raios, das rochas e da justiça. Teve três esposas: Iansã, Oxum e Obá
Exu
Exu – O orixá mensageiro entre divindades e homens, que transporta as oferendas
iansaiansa
Iansã – Guerreira. É a divindade dos ventos e tempestades, cuida das almas dos mortos. Impulsiva e cheia de paixões, prefere o campo de batalha aos trabalhos domésticos
iemanja
Iemanjá – Representa a maternidade e a fertilidade, além de ser divindade dos mares
oxumare
Oxumaré – Vive seis meses como homem e seis como mulher. Transporta a água entre o céu e a terra usando o arco-íris
oba
Obá – Divindade do barro e das enchentes, carrega armas e cozinha os alimentos
oxum
Oxum – A mais bela, sempre representada com leque, espelho e roupa vistosa. Divindade da água doce, fecundidade e do amor
ossaim
Ossaim – Divindade das matas, das folhas e ervas medicinais
ogum
Ogum – Divindade do ferro e da guerra. Forte e aventureiro, é associado a São Jorge na mitologia católica
oxossi
Oxóssi – Caçador, orixá das florestas
Mãe África
Povo iorubá dominou grande parte do continente
Os iorubás seriam originários da região do alto Nilo. Por volta do século 6, estabeleceram-se na cidade de Ifé, na atual Nigéria. No século 15, eles eram um poderoso império, cujos domínios se espalharam pela África. Por causa disso, sua mitologia se propagou pelo continente e, mais tarde, chegou às Américas com as pessoas escravizadas. Assim, as comunidades que surgiram no Novo Mundo serviram de berçário para o nascimento de outras religiões, derivadas do iorubá. É o caso do nosso candomblé. Como o registro dos mitos era apenas oral, muitos sofreram alterações com o tempo. Hoje eles têm diferentes versões
Consultoria Luana R. Emil (Oiá Gbemi), antropóloga pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
Fontes Livro Mitos Yorubás, de José Beniste;

sexta-feira, 26 de outubro de 1990

Os Reinos do Sahel.

Os Reinos do Sahel

Que saber sobre os Reinos do Sahel, vamos falar tudo que você precisa saber para descobrir o que foi o Sahel e onde fica, a importante historia verdadeira.
Primeiramente, você precisa saber o que é Sahel a palavra vem do idioma árabe, e você deve esta se perguntando o que significa sahel? pois bem a palavra significa “Costa” e também “Fronteira”
Reinos do Sahel
Reinos do Sahel
Importante saber que o que é a região Sahel, é um território ou um grande cinturão que fica na África, com mais de 997 quilômetros total de largura e a extinção chega a 5.400 quilômetros.
A extensão do território reino de Sahel começa no Oceano Atlântico e termina no Mar Vermelho.
É a região do Reino de Sahel que divide as terras áridas do Saara e toda a fertilidade da Sabana Suanesa, mais conhecida com floresta do Congo.
No local do reino de Sahel acontece secas constantemente por ter um clima tórrido e desértico.
A costa do Guiné região que se encontra no oeste do continente africano, entre Serra Leoa e Nigéria, é contada por Sahel.
Em 600 e 200 antes de cristo aconteceram os primeiros assentamentos na região do Sahel, era formado junto a oásis e rios, se expandido para aldeias e logo em seguida cidades, com isso o comércio na região foi crescendo.
o que é sahel
o que é sahel
Pouco tempo depois de surgir as primeiras cidades, alguns territórios se formaram como estados e eram governados por um rei.
Os reinos mais fortes começaram a dominar os reinos mais fracos, assim originou-se, o Império de Gana, Mali.

O que Foram Os Reinos do Sahel – Impérios

O império de Gana tinha um grande comércio na região e tinha um dos seus maiores produtos o ouro.
o que é o sahel
o que é o sahel
A religião de Gana era diversificada, bem diferente do Império de Mali.
O impéro de Gana começou a perder força por falta de organização, foi então que o gande exercito do Imperio de Mali invadiu e acabou com o império de Gana.
O Império de Mali passou a ter mais rotas para o ouro, uma só religam que era o Islamismo.
O declínio de Mali so aconteceu no século XIV por disputas de poder entre grandes lideres.
Agora os povos Oyo Yorubá
Atualmente a Sahel passa por 8 países sendo eles a Burkina, Camarões, Chade, Faso, Mali, Maurtânia, Níger, Nigéria e Senegal.
Alguns desses países como a Mali, Níger, Nigéria, Camarões e Chade, sofrem com grupos de ideal extremistas religioso (Boko Haram).
A população da Sahel chega a 32 milhões de habitantes.
É uma região de população pobre, segundo a ONU 1 em cada 7 habitantes não tem o que comer.
A mortalidade infantil é altíssima, 1 a cada 5 crianças não sobreviverá até os 5 anos de idade, mais de quatro melhores de moradores tiveram que deixar suas residências por diversos motivos, conflitos armados, guerras, enchentes, longos períodos de seca.
O estreito contato com povos de matriz monoteístas gerou difusão de religiões como o Islamismo e o Cristianismo.
Os Reinos de Sahel
Os Reinos de Sahel
No século VI a religião predominante era o Axum, apenas alguns principados da região da Núbia tinha religião cristã.
O Islamismo se difundiu assim que o local de Sahel foi conquistado pelos árabes, o islã se propagou por todo o norte do continente africano.
E em Sahel que o processo de desertificação é mais evidente.
Os reinos do Sahel eram diversos reis da monarquia concentrados em Sahel no século IX e XVIII, eles controlavam as rotas do comércio na região e por todo o deserto, o que lhes trousse muita riqueza, o comércio de escravos para os islâmicos.
Com um grande numero de animais de transporte como cavalos e camelos que eram tão úteis na guerra quanto no transporte de produtos, isso possibilitou o controle central dos impérios em Sahel.
Os reinos do Sahel eram totalmente decentralizados, cada cidade tinha sua autonomia, em 750 antes de cristo surgiram os primeiros reinos Sahellianos, as cidades principais da região eram, Bend, Gao, Djenné e Timbuktu.
Todos os impérios da Sahel tinha dificuldades para expandir seu território até a zona florestal dos povos Yoruba e Ashanti, por ser uma região de mata densa, os cavalos não tinham grande utilidade, o que reduzia o poder de batalha dos exércitos.

quinta-feira, 25 de outubro de 1990

O Reino de Axum.


O reino de Axum

O reino de Axum foi um dos mais poderosos da África. Chegou ao seu apogeu no século IV d.C., e neste mesmo século se converteu ao cristianismo.

A história do reino de Axum está relacionada à das civilizações que se desenvolveram na África, abaixo do Egito. Isto é, nas antigas regiões da Núbia e da Etiópia. Os vestígios deste reino datam do século V a.C., mas seu apogeu se deu por volta de meados do século IV d.C., quando os axumitas (nome que designa os habitantes de Axum) levarem o reino Kush, seu rival, à ruína.
Durante os séculos III e IV, Axum conquistou territórios da Península Arábica, a Etiópia do Norte e parte da antiga Pérsia, tornando-se um dos mais poderosos impérios da passagem da Idade Antiga para a Idade Média. Ainda no século IV, os axumitas destruíram a cidade de Meroé, capital do império Kush, fragmentando então este antigo centro político do sul do Egito. Da derrota de Kush nasceram três reinos diferentes, o Nobatia, o Makuria e o Alodia, que ficaram todos sobre influência de Axum.
Com o vasto território conquistado, o reino de Axum passou a dominar todas as rotas de comércio que passavam pelo sul da Península Arábica e pela Arábia meridional, pela região da Núbia e da Etiópia, que atravessavam o Mar Vermelho. Conseguiu também terras férteis que possibilitaram a agricultura e a pastagem de alguns bovinos. Para administrar e controlar o fluxo comercial desta região, o reino de Axum cunhou sua própria moeda também, chegando a estabelecer trocas comerciais com a Índia e a China.
Um dos acontecimentos mais importantes da história do reino de Axum foi a conversão ao cristianismo do rei Ezana, no século IV, por um monge cristão de origem fenícia, chamado Frumêncio (que depois foi bispo de Axum e considerado santo). Após a conversão do rei Ezana, toda a região da Etiópia e grande parte da região da Núbia receberam forte influência do cristianismo e a maior parte da população também se converteu, tornando Axum um império eminentemente cristão.
Uma das características desta fase é a construção das famosas onze Igrejas, que foram esculpidas em rochas, no solo. Essas Igrejas são consideradas patrimônio histórico da humanidade e fazem parte da tradição da Igreja Ortodoxa Etíope. Além das Igrejas, várias outras construções do reino de Axum são notáveis, tais como obelisco, imensas torres de pedra, tumbas e outros templos na época anterior à conversão ao cristianismo.
O reino de Axum continuou imponente até o século XI d.C., época em que o islamismo já havia se expandido pela Península Arábica e conquistado boa parte do território que os axumitas dominavam.

Por Me. Cláudio Fernandes
Nossa fonte: FERNANDES, Cláudio. "O reino de Axum"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-reino-axum.htm.