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sábado, 4 de abril de 2020

Múmia congelada de George Mallory e sua missão suicida.

A IMPRESSIONANTE MÚMIA CONGELADA DE GEORGE MALLORY — E SUA MISSÃO SUICIDA

O alpinista, que morreu enquanto escalava o Monte Everest, teve seu corpo encontrado 75 anos após o trágico acidente
NICOLI RAVELI PUBLICADO EM 04/04/2020
A múmia do alpinista George Mallory
A múmia do alpinista George Mallory - Divulgação
George Mallory, que trabalhava com poesia e como professor da Universidade de Cambridge, sempre chamou a atenção por suas aventuras arriscadas e por sua inteligência. Não obstante, o garoto realizou sua primeira expedição aos 18 anos.
Ao lado de um amigo, eles decidiram escalar o Monte Vélon, localizado nos Alpes. Entretanto, a dupla não aguentou as consequências da altitude e desistiram antes de chegarem ao topo. O episódio, que parecia um obstáculo para dar fim as aventuras, não impediu que Mallory desistisse de seus sonhos.
Alpinista George Mallory / Crédito: Divulgação 

Dessa maneira, em 1911, ele escalou o Monte Blanco. Com certa experiência, o homem se aventurou novamente em 1913 e alcançou o pico do Pillar Rock sem assistência alguma. Para se ter ideia, o local foi considerado uma das rotas mais perigosas do Reino Unido.
Já em 1921, ele se dedicou a conhecer a região do Everest. Para isso, George escalou os picos mais baixos e se preparava para o seu maior desafio. Um ano depois, o alpinista liderou um grupo no norte da montanha, mas não teve sucesso, já que uma massa de neve caiu sobre o grupo e matou sete integrantes.
Três anos depois, Mallory e seu amigo, Andrew Irvine, tentaram alcançar o pico da montanha conhecida por ter a maior altitude da Terra, com aproximadamente nove mil metros acima do nível do mar.
De acordo com o acompanhante de expedição, Noel Odell, a última vez que ele avistou a dupla foi às 12h50, quando caminhavam em direção ao topo do monte. Após isso, os alpinistas não foram mais vistos e não existem relatos se eles realmente atingiram o pico.
Monte Everest / Crédito: Wikimedia Commons

A múmia de Mallory
Após 75 anos, os Estados Unidos, em uma pesquisa realizada com a BBC, realizaram uma expedição para encontrar os corpos dos profissionais. Dessa maneira, após pouco tempo, o corpo congelado de George foi encontrado.
Quando o cadáver foi descoberto, estava em grande estado de conservação. "Ele parecia em paz consigo, não havia nada de fantasmagórico ou violento nele", afirmou Conrad Anker, um dos alpinistas que encontraram o corpo.
De acordo com os montanhistas, Mallory estava com roupas inadequadas para a prática do alpinismo, como uma jaqueta, suéter e calça de lã, meias altas e botas presas com pregos na calça. Além disso, foi encontrado um cabo em seu peito, o que reforçava a ideia de que as escaladas, naquela época, não contavam com objetos fixos que auxiliam o caminho dos profissionais.
A fim de obter informações, os homens também procuraram pelas câmeras dos alpinistas, mas não tiveram sucesso. Segundo os especialistas da Kodak, caso uma das câmeras fosse encontrada, existiria grande probabilidade do filme ainda estar em condições de revelar o que aconteceu durante o episódio.
Pernas do alpinista George Mallory / Crédito: Divulgação

Outras expedições
Em 1975, um chinês declarou que viu um corpo próximo ao pico do Everest. No entanto, o homem morreu em uma avalanche um dia após relatar a situação, sem fornecer informações concretas sobre a localização do corpo.
Em 2004, a busca foi por objetos e outras pistas. Devido ao fracasso, outra procura foi realizada em 2005, mas também não obteve resultado algum. Entretanto, alguns especialistas ainda têm esperanças de encontrar outros indícios, mesmo que a chance de tal situação acontecer seja cada vez menor com o passar do tempo.
Teorias
De acordo com a filha de George, seu pai sempre levou uma foto da esposa quando escalava. Na subida do Everest, não foi diferente. Frances Clare Mallory afirmou que ele estava com a foto de Ruth Turner com o objetivo de colocá-la no pico da montanha.
Mallory e sua equipe / Crédito: Divulgação

Entretanto, quando seu corpo foi descoberto, não havia nenhuma imagem. Devido a boa conservação de seus pertences, a fala de Frances aponta que o alpinista chegou até o topo e colocou a fotografia no local.
Além disso, os homens que o encontraram relataram que os óculos de Mallory estavam em seu bolso. Devido à hora de partida da expedição, acredita-se que isso seja mais uma pista para acreditar que a dupla alcançou o pico e estava no caminho de volta para a base.

sábado, 7 de março de 2020

Ponto de referência macabro: os cadáveres esquecidos do Everest.

PONTO DE REFERÊNCIA MACABRO: OS CADÁVERES ESQUECIDOS DO EVEREST

A montanha de maior altitude do mundo, esconde os corpos de mais de 200 pessoas que tentaram desbravá-lo em vão.
PAOLA CHURCHILL PUBLICADO EM 07/03/2020
A montanha mais famosa do mundo também é cemitério de 200 alpinistas que a tentaram escalar
A montanha mais famosa do mundo também é cemitério de 200 alpinistas que a tentaram escalar - Divulgação
O objetivo de escalar a montanha mais alta do mundo, pode ser extremamente difícil e arriscado. Mais de 200 alpinistas já perderam suas vidas ao se aventurarem no Everest, e seus corpos permanecem até hoje congelados no local. As causas da morte podem ser por conta avalanches, quedas, mas também a falta de experiência que alguns dos aventureiros têm diante da desgastante subida.
O corpo do alpinista Tsewang Paljor, serve de referência aos outros alpinistas que estão chegando ao topo/ Crédito: Wikimedia Commons

As baixas temperaturas (que podem chegar a 70 ºC negativos) e a alta altitude acabam trazendo grandes problemas ao corpo: os músculos ficam fracos, chega pouco oxigênio ao cérebro e existem grandes chances do pulmão corre risco de sofrer edemas.
Apenas em 2019, onze pessoas faleceram ao tentar completar o trajeto. A maioria das fatalidades ocorreram em uma parte do trajeto conhecida como “zona da morte”. Bem próxima ao fim do trajeto, os montanhistas passam por um local estreito, contando apenas com o apoio de uma corda fixada no topo da montanha e sem enxergar direito o que está acontecendo.
Devido ao aquecimento global a quantidade de lixo vêm a tona/ Créditos: Wikimedia Commons 

Com o aquecimento global, as geleiras da região do Himalaia estão derretendo e se tornando mais escassas. Com o gelo se espalhando, o que antes escondidos pelas camadas espessas de neve, começaram a aparecer, tanto que alguns cadáveres viraram referência para os montanhistas que estão subindo.
Apesar dos esforços do governo do Himalaia e da China, muitos dos cadávers continuam no local. Remové-los de lá, é um trabalho díficil e demorado, além de ser muito caro, uma expedição para a retirada pode chegar a $70 mil. E, a remoção dos antigos alpinistas é difícil, pois com o tempo, eles acabam ficando congelados na encosta da montanha. 
Também existe a controvérsia relacionada a tradição e crenças da região. Enquanto alguns alpinistas que ao pensar na possibilidade de morte durante a escalada, preferem ser mantidos lá, a comunidade lama quer que os "espíritos" sejam retirados de lá, pois acham um insulto aos deuses da montanha. 
O mais famoso é o do alpinista indiano Tsewang Paljor, que tentou a escalada em 1996, Os seus restos ficaram conhecidos como “botas verdes” e é ponto de referência por estar muito próximo ao cume, a 8.500 metros do nível do mar.