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sexta-feira, 19 de junho de 2020

O esqueleto da vila neolítica submersa de Atlit Yam.

O INTRIGANTE ESQUELETO DA VILA NEOLÍTICA SUBMERSA DE ATLIT YAM

O sítio arqueológico de por volta de 8.500 anos guarda inúmeras descobertas impressionantes, como um semicírculo de pedras ritualístico
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 19/06/2020
O esqueleto encontrado em Atlit Yam
O esqueleto encontrado em Atlit Yam - Wikimedia Commons
Desde os anos 1960, inúmeras descobertas arqueológicas vêm sendo feitas na costa mediterrânea do município de Atlit, em Israel. Entre assentamentos submersos nas águas próximas e naufrágios antigos, pesquisadores ficam cada vez mais entusiasmados com as possibilidades de pesquisa da região.
Ao longo dos vários anos de escavações e estudos, a área passou a ser considerada uma descoberta arqueológica muito importante por si só. Submersa, estava uma antiga vila neolítica que cobre pelo menos 40 mil metros quadrados, por volta de 10 acres, que ficou conhecida como Atlit Yam. Nela, foram encontrados diversos artefatos e objetos raros.
Crédito: Wikimedia Commons

Os pesquisadores observavam que a costa guardava casas retangulares e um poço provavelmente feito pela população que ali vivia antigamente. Esses achados puderam caracterizar o sítio arqueológico como um antigo assentamento humano, que, segundo a datação de carbono realizada no local, datava entre 8900 e 8300 anos.
Essas descobertas foram feitas principalmente no ano de 1984, quando o arqueólogo marinho Ehud Galili decidiu examinar a região na procura de naufrágios. Além deles, conseguiu perceber que o local guardava muito mais: foi quando avistou diversos restos antigos, como possíveis residências, lareiras e o já mencionado poço.  
Especificamente sobre o fundo buraco, ele está, nos dias de hoje, a aproximadamente 10,5 m abaixo do nível do mar, tem um diâmetro de 1,5 m e uma profundidade de 5,5 m. Além disso, ele possui paredes feitas de pedra seca, pederneiras e osso moídos de animais. Os especialistas encontraram mais restos animais sobre a entrada do poço, o que os sugeriu que talvez ele estivesse em desuso pela população que posteriormente abandonou o local.
Diversos artefatos como vasos feitos de pedra e ferramentas pré-históricas também foram descobertos. Mas uma estrutura em particular intrigou muito os pesquisadores. Era uma espécie de semicírculo de pedras que, com sete megálitos no total, pesando cerca de 600 quilos, montava o que parecia algum tipo de rito.
Ilustração do semicírculo de pedra / Crédito: Wikimedia Commons

Esculpidas, essas pedras estavam colocadas sistematicamente ao redor de uma nascente de água doce. Devido ao posicionamento desses megálitos e também pelas inscrições observadas neles, as pesquisas indicam que se tratava de um ritual “da água” feito pelas pessoas que viviam no local.
No entanto, os mais importantes achados Atlit Yam provavelmente são os esqueletos completos encontrados na região. Em 1 de outubro de 1987, uma escavação realizada pela Universidade de Haifa, de Israel, fez a primeira descoberta que iniciou um longo processo de escavações nos próximos anos. Eles encontraram um esqueleto humano completo, que estava muito bem preservado sob 10 metros de água.
Além da preservação, a acomodação dos ossos também intrigou os arqueólogos: ele estava em posição fetal, deitado para o lado direito. Além disso, ele também foi muito importante para a datação do sítio arqueológico por meio da análise do carbono vegetal encontrado em seu túmulo. Foi assim que eles afirmaram que o local estava em 8 mil anos.
Um dos artefatos encontrados / Crédito: Wikimedia Commons

Em 2008, pesquisadores escavaram mais dez enterros flexíveis, que estavam tanto dentro das casas retangulares anteriormente descobertas quanto nas proximidades da vila neolítica. Eles analisaram os corpos e descobriram que um deles era de uma mulher e outro de uma criança. O restante provavelmente se trata de homens.
Além disso, quatro dos esqueletos estavam com danos nos ouvidos, o que os pesquisadores acreditam terem sido causados por mergulhos em água fria. Eles provavelmente iam até o fundo das águas para conseguir frutos do mar, de acordo com anzóis e pilhas de espinhas de peixe prontos para o comércio encontrados na região, demonstrando a relevância desses recursos para os habitantes.
Isso também indica que eles podem ter deixado a vila de forma repentina. A especialista Maria Pareschi desenvolveu uma pesquisa pelo Instituto Nacional Italiano de Geofísica e Vulcanologia de Pisa e descobriu que a região provavelmente foi acometida por tsunami causado por um colapso vulcânico do flanco leste do Monte Etna, há 8.500 anos. É provável que Atlit Yam tenha sido abandonada rapidamente devido a esse motivo.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Rara escultura feita de ossos é analisada por arqueólogos na Turquia.

RARA ESCULTURA FEITA DE OSSOS É ANALISADA POR ARQUEÓLOGOS NA TURQUIA

Encontrado em uma das cidades mais antigas do mundo, o artefato possui características antropomórficas
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 27/04/2020
O artefato encontrado em Çatalhöyük, na Turquia
O artefato encontrado em Çatalhöyük, na Turquia - J. Quinlan
Çatalhöyük, na Turquia, é considerada por pesquisadores uma das cidades mais antigas do mundo — nela já foram realizadas inúmeras escavações ao longo dos anos. Em 2016, mais especificamente, um artefato raríssimo foi encontrado e, após um longo período de análise, foi anunciado ao mundo.
Uma estatueta feita de ossos — considerada única — foi descoberta por arqueólogos da Academia de Belas Artes de Gdańsk, na Polônia. Com 6 cm ao total, o objeto possui características antropomórficas, isto quer dizer que apresenta detalhes que tem como objetivo lembrar traços humanos.
“Este é sem dúvida um achado importante, com uma descrição muito simplificada, mas clara, das características humanas na forma de olhos. A estatueta foi feita de osso, o dedo proximal de um hemíono (espécie de burro asiático)” explicou Kamilla Pawłowska arqueóloga e paleontóloga responsável pela descoberta.
região foi habitada principalmente no período neolítico, entre 7.100 e 6 mil a.C, e as pessoas que ali viveram desenvolveram artefatos muito interessantes, como a escultura em questão. As incisões visíveis provavelmente tinham o intuito de fazer com que elas se parecessem com olhos humanos.

Cerâmicas de 7 mil anos mostram que britânicos foram pioneiros na pecuária leiteira.

CERÂMICAS DE 7 MIL ANOS MOSTRAM QUE BRITÂNICOS FORAM PIONEIROS NA PECUÁRIA LEITEIRA

Analisadas por estudiosos da Universidade de York, as peças datam do período Neolítico e ajudam a compreender a alimentação da população da época
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 27/04/2020

Algumas das cerâmicas analisadas pelos cientistas da universidade
Algumas das cerâmicas analisadas pelos cientistas da universidade - Divulgação/Annabelle Cocollos

A fim de compreender melhor os hábitos alimentares das civilizações Neolíticas da Europa, cientistas da Universidade de York analisaram diversas cerâmicas da época. O estudo internacional foi publicado na revista Nature Communications.
Para a pesquisa, os estudiosos analisaram restos orgânicos deixados em peças de cerâmica que remontam há mais de 7 mil anos. Os diversos artefatos foram encontrados em 24 locais do Neolítico Primitivo espalhados por toda a Europa.
De acordo com os resultados encontrados pelos pesquisadores, os britânicos antigos foram os primeiros agricultores a criar vacas. Estabelecidos ao longo da costa atlântica da Europa, segundo a pesquisa, esses indivíduos foram pioneiros na pecuária leiteira.

Imagem meramente ilustrativa de vacas em campo / Crédito: Divulgação/Pixabay 


Os resultados mostraram que 80% das cerâmicas encontradas na área que hoje são a Grã-bretanha e a Irlanda continham produtos lácteos. Ao mesmo tempo, os artefatos descobertos em Portugal e na Espanha apresentavam restos orgânicos de ovelhas e uma quantidade bem menor de leite.
Dessa forma, segundo os cientistas, é possível teorizar que os agricultores neolíticos do norte sentiam a necessidade dos benefícios nutricionais do leite. Com o alimento, eles tinham o suficiente para sobreviver aos climas mais severos da região. 
O mais surpreendente, no entanto, foi a descoberta de poucas evidências de alimentos marinhos nas cerâmicas, apesar da proximidade da costa do Atlântico. Isso indica que essas sociedades preferiam o leite, mesmo com a facilidade para pescar.

Templo de 12 mil anos revela padrão arquitetônico na Turquia.

TEMPLO DE 12 MIL ANOS REVELA PADRÃO ARQUITETÔNICO NA TURQUIA

Segundo arqueólogos, a novidade demonstra curiosidades sobre os caçadores-coletores no período neolítico
PENÉLOPE COELHO PUBLICADO EM 27/04/2020
Esculturas enigmáticas em Gobekli Tepe
Esculturas enigmáticas em Gobekli Tepe - Divulgação
Um estudo da Universidade israelense de Tel Aviv revelou um padrão geométrico no plano arquitetônico do local que os historiadores acreditam ser o templo mais antigo do mundo.
As ruínas de Gobekli Tepe, no sudeste da Turquia, têm quase 12 mil anos e deixam um legado na história da era neolítica. Durante buscas no templo, a pesquisa revelou uma espécie de triângulo equilátero nas paredes das ruínas. Segundo os estudiosos, isso fez parte de um plano para a arquitetura local.
Essa descoberta propõe que os caçadores-coletores foram capazes de aplicar princípios geométricos rudimentares em suas construções, a fim de criar unidades de medida que fossem um padrão para os templos na Turquia. Para os arqueólogos, os caçadores-coletores, já usufruíam de uma espécie de arquiteto.
"Há muita especulação de que as estruturas foram construídas sucessivamente, possivelmente por diferentes grupos de pessoas, e que aquela foi encoberta enquanto a próxima estava sendo construída. Mas não há evidência de que elas não sejam contemporâneas", afirmou Gil Haklay, arqueólogo da Universidade de Tel Aviv.

Antigos habitantes da Anatólia eram sepultados em suas próprias casas.

ANTIGOS HABITANTES DE ANATÓLIA ERAM SEPULTADOS EM SUAS PRÓPRIAS CASAS, INDICA PESQUISA

Descobertos no sítio arqueológico de Çatalhöyük, na Turquia, restos mortais revelam que as residências neolíticas serviam como cemitério na época
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 27/04/2020
Imagem meramente ilustrativa do sítio arqueológico de Çatalhöyük
Imagem meramente ilustrativa do sítio arqueológico de Çatalhöyük - Divulgação
Por anos, arqueólogos teorizaram que diversas casas em Çatalhöyük, na Turquia, serviram de cemitério para os moradores da antiga cidade. Agora, graças a um grupo de pesquisadores poloneses, uma pista concreta foi encontrada.
Localizado no sul de Anatólia, o sítio de Çatalhöyük foi ocupado por civilizações entre os anos de 7100 e 6000 a.C.. É sabido que, naquela época, era bastante comum que as pessoas fossem enterradas nas próprias casas.
Nunca foi identificado, no entanto, se os ossos desenterrados no sítio turco pertenciam ao moradores, ou a prováveis indivíduos que foram sepultados nas residências. Foi justamente essa questão que o grupo liderado por Katarzyna Harabasz tentou resolver. 
Em artigo científico publicado no portal Nauka w Polsce, os arqueólogos poloneses analisaram os restos mortais de uma mulher de 1,54 metros de altura. Morta aos 35 a 50 anos, ela apresentava vestígios de fuligem nos pulmões.
Segundo os cientistas, a presença de lesões pulmonares causadas pela inalação do fumo pode "indicar que a defunta foi enterrada em sua própria casa". Isso porque as escavações ainda revelaram uma lareira na residência, instalada em um local com má ventilação — a mulher, portanto, convivia diariamente com a fumaça.
Após a descoberta, o time de Katarzyna Harabasz deve continuar explorando a área do sítio arqueológico para encontrar ainda mais pistas. Por sua herança e importância histórica, Çatalhöyük foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, em 2012.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Arqueólogos desenterram cadáver de antigo líder britânico de mais de 4 mil anos.

ARQUEÓLOGOS DESENTERRAM CADÁVER DE ANTIGO LÍDER BRITÂNICO DE MAIS DE 4 MIL ANOS

De acordo com os pesquisadores, os pertences que foram encontrados em sua cova revelam pistas sobre os rituais funerários do passado
NICOLI RAVELI PUBLICADO EM 23/04/2020
Ilustração do enterro de um homem santo na Inglaterra antiga
Ilustração do enterro de um homem santo na Inglaterra antiga - Divulgação
Recentemente, arqueólogos encontraram o local de descanso final de um chefe pré-histórico. Segundo os especialistas, acredita-se que um homem santo, um xamã ou um padre, foi descoberto no sudoeste da Inglaterra.
De acordo com os profissionais, o chefe foi enterrado em um funeral particular que foi construído dentro de seu recinto, quando tinha entre 30 a 40 anos.
Além disso, eles alegam que as maiores evidências que confirmam seu alto título é uma adega de cobre de 20 centímetros, um pomo feito por meio do osso de uma baleia, uma faca de pederneira e um cordão de âmbar.
Assim como os líderes antigos,  os  chefes do século 20 também apresentavam rotinas funerárias. Na imagem, o corpo do falecido é colocado em uma cadeira / Crédito: Divulgação

Ademais, o homem – que foi enterrado em 2.200 a.C. – também tinha em seu recinto um kit de iluminação de fogo, quatro tapetes de couro e um protetor de pulso feito a partir de uma pedra valorizada na época. Para os estudantes da área, todos os objetos foram enterrados com o corpo para que ele pudesse utilizá-los em sua próxima vida. 
Segundo o arqueólogo Andy Hood, havia manchas escuras no esqueleto do chefe, o que caracteriza que ele tenha sido enterrado em um caixão de madeira ou seu cadáver pode ter sido envolto em peles de animais.
Não obstante, sua cova estava próxima ao Cursus, um dos locais sagrados neolíticos mais importantes. Para os pesquisadores, o líder foi enterrado de frente para outro cadáver que, até o momento, não se sabe sobre seu passado. Agora, os profissionais se emprenharão em desvendar esse enigma nos próximos anos.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Pesquisadores descobrem necrópole e habitat neolítico com mais de 8 mil anos na França.

PESQUISADORES DESCOBREM NECRÓPOLE E HABITAT NEOLÍTICO COM MAIS DE 8 MIL ANOS NA FRANÇA

Descobertos na região de Bréviantes, os arqueólogos também localizaram ornamentos de cremação da Idade do Ferro
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 08/04/2020
Arqueólogo analisa ornamento funerário neolítico
Arqueólogo analisa ornamento funerário neolítico - Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva
Uma equipe de escavação do Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva conseguiu localizar uma necrópole e diversos resquícios de um antigo habitat neolítico, como conchas e cerâmicas usadas em ornamentos funerários, pederneiras usadas para a geração de fogo, ferramentas de trituração e restos de consumo de alimentos.
Crãnio com as conchas furadas / Créditos: Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva  

Os itens, localizados na comuna francesa de Bréviandes, departamento de Aube,cerca de 40 a 50 centímetros abaixo do nível do solo, considerado o nível pleistoceno, ocupado e utilizado entre 50 mil a 3 mil anos antes da nossa era. Existem sinais de erosões que prejudicaram a conservação os itens, porém, alguns poços mantiveram seus ornamentos.
Corpo de criança em posição fetal / Créditos: Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva  

Na necrópole, seis cadáveres foram encontrados, todos em posição fetal. Dois deles chamaram atenção; um indivíduo estava rodeado de mais de 180 conchas perfuradas, que acreditam ter pertencido a alguma vestimenta usada pelo indivíduo; e uma criança, de aproximadamente 8 anos pela estatura, cuja cabeça ocupava uma pequena tigela de cerâmica.
Há também uma construção mais recente, instalada no início da Idade do Bronze, com uma necrópole dedicada a cremações. O estado da mesma está bastante danificado devido a ausência de conservação e resquícios humanos que aceleraram a deterioração dos vestígios funerários, em poços de aproximadamente 50m² para abrigar combustões de 2m².

segunda-feira, 23 de março de 2020

Arqueólogos descobrem objetos de 6 mil anos da era neolítica na Eslováquia.

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM OBJETOS DE 6 MIL ANOS DA ERA NEOLÍTICA NA ESLOVÁQUIA

Entre eles estavam diversas cerâmicas e pedras esculpidas foram localizadas
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 23/03/2020
Um dos resquícios de cerâmica pintada encontrada na escavação
Um dos resquícios de cerâmica pintada encontrada na escavação - Divulgação / KPÚ Trnava
Arqueólogos descobriram diversos artefatos de cerâmica decorada, ferramentas feitas de chifres e fragmentos de instrumentos feitos com pedras no assentamento Zelený Kríček, em Trnava, na Eslováquia. De acordo com as análises feitas pela equipe arqueológica, os objetos tem mais de 6 mil anos.
Os achados fazem parte de um assentamento ainda maior descoberto há quatro anos pela equipe de pesquisadores eslovacos, localizada próxima ao muro de fortificação da cidade, e remetem a Era Neolítica, especificamente com características à era da cultura Lengyel, com valas e casas pequenas semelhantes as encontradas na Morávia.
Inforgráfico usado para analisar a proporção de alguns dos objetos encontrados / Créditos: KPÚ Trnava

O arqueólogo Andrej Žitňan disse ao TASR que a descoberta de um assentamento neolítico tão vasto foi uma surpresa, pois já havia construções em todas as terras vizinhas. “Fragmentos de cerâmica encontrados sob o muro de fortificação têm belas decorações. Eles provam a habilidade da cultura Lengyel ”, acrescentou Žitňan.
Peter Grznár, membro do Conselho Regional de Monumentos de Trnava, afirma que a existência dos objetos com as mudanças e incidentes anteriores ocorridos na região “é uma questão de sorte, pois foi preservada entre a muralha e a vala da cidade”. O objetos analisados foram recolhidos para uma análise digital e, se possível, para uma reconstrução virtual

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Ritual ou rota comercial? 200 vasos romanos são encontrados em caverna subaquática.

RITUAL OU ROTA COMERCIAL? 200 VASOS ROMANOS SÃO ENCONTRADOS EM CAVERNA SUBAQUÁTICA

Arqueólogos encontraram as várias peças neolíticas na costa de Maiorca, na Espanha, junto de ossos de diversos animais extintos. Confira as imagens!
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 19/02/2020
Um dos vasos encontrados na caverna, na Espanha
Um dos vasos encontrados na caverna, na Espanha - Divulgação
Com equipamentos modernos em mãos, arqueólogos encontraram cerca de 200 ânforas romanas na caverna subaquática Fuente de Ses Aiguades, localizada na costa de Maiorca, na Espanha. Os vasos de cerâmica, segundo os estudiosos, datam do período neolítico.
Normalmente usadas para armazenar vinho e outros líquidos, as ânforas antigas podem ter sido deixadas na caverna por marinheiros. Nesse sentido, para os arqueólogos, elas foram usadas como uma oferenda em algum ritual.
De acordo com os cientistas, a caverna era considerada sagrada porque metade de sua água era doce, e metade era salgada. Assim, as pessoas acreditavam que essas condições únicas exalavam algum poder ou elemento espiritual de cura.
Um dos vasos romandos encontrados na caverna subaquática / Crédito: Divulgação

Mesmo assim, pode ser que as ânforas sejam muito mais mercadológicas do que parecem. Segundo os arqueólogos, pode ser que os vasos estejam ligados às rotas comerciais entre a Espanha e a Itália, já que os navios ancoravam nas costas para armazenar água doce antes de zarpar novamente.
Descoberta em 1998, a caverna conta com 14 metros de profundidade e 180 metros de comprimento e está cheia de estalactites e câmaras de ar. O último mergulho arqueológico promovido no lugar, feito em 2000, encontrou 189 ânforas.
Hoje, a tecnologia moderna usada pelos mergulhadores permitiu que eles entendessem melhor o layout da caverna. Além disso, segundo Manel Fumás, o líder do projeto de exploração, os arqueólogos devem analisar os ossos de diversos animais extintos que também foram encontrados na caverna — como a cabra das cavernas.
Confira mais fotos da descoberta:
Vaso quebrado encontrado na caverna / Crédito: Divulgação

Um dos arqueólogos nadando na caverna / Crédito: Divulgação

Vários vasos juntos na caverna / Crédito: Divulgação

Um dos 200 vasos encontrados na Espanha / Crédito: Divulgação

nossa fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/ritual-ou-rota-comercial-cerca-de-200-vasos-romanos-sao-encontrados-em-caverna-subaquatica

domingo, 22 de dezembro de 2019

Encontrado muro neolítico de 7 mil anos, o mais antigo sistema de defesa marítima do mundo.

ENCONTRADO MURO NEOLÍTICO DE 7 MIL ANOS, O MAIS ANTIGO SISTEMA DE DEFESA MARÍTIMA DO MUNDO

A estrutura, construída em vilas antigas de Israel, tentou proteger os vilarejos contra o avanço do nível do mar que se tornava maior a cada ano
CAIO TORTAMANO PUBLICADO EM 22/12/2019
Parte do muro encontrado na localidade em Israel
Parte do muro encontrado na localidade em Israel - Ehud Galili - Divulgação
Arqueólogos descobriram, submerso em Israel, o mais antigo muro de defesa contra o mar já registrado até agora. Chamado de Muro Neolítico, a estrutura tem aproximadamente 7 mil anos e mostra como a população local lidava com as mudanças climáticas — e como falharam, também.
descoberta foi feita em conjunto entre pesquisadores israelenses e australianos. O local do assentamento está raso e é apenas um entre outras diversas vilas neolíticas pela área.
sítio arqueológico em questão, conhecido como Tel Hreiz, foi descoberto por volta de 1960, mas só em 2012 uma tempestade revelou novas estruturas que dificilmente seriam encontradas em outros lugares da região.
Acredita-se que o crescimento do nível do mar já era perceptível na Idade da Pedra, especialmente em vilarejos que beiravam mares e oceanos. O crescimento desse nível no Mediterrâneo possibilitou que eles presenciassen eventos climáticos mais extremos.
Como resposta, os vilarejos tentaram construir um grande muro bloqueando o avanço da água, sem muito sucesso. Os pesquisadores encontraram os restos do muro, que acreditam ter quase cem metros de comprimento.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Pesquisa indica que bebês pré-históricos bebiam leite animal em mamadeiras de argila.

PRÉ-HISTÓRIA
Cientistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, encontraram evidências de que bebês pré-históricos bebiam leite animal em recipientes com bicos, equivalentes às atuais mamadeiras. Esses objetos eram feitos de argila e tinham formato de animais míticos, possivelmente para entreter as crianças. Os artefatos foram encontrados em sepulturas infantis do período Neolítico (por volta de 5000 a.C.) na Bavária, Alemanha.
Inicialmente, os pesquisadores não tinham certeza do propósito dos recipientes. Havia a possibilidade de eles terem sido usados para alimentar pessoas doentes ou para armazenar leite materno. Mas, por meio de análises químicas e isotópicas em três pequenos artefatos, foram detectados traços de leite animal (provavelmente de vacas, cabras ou ovelhas domesticadas). Isso sugere que os objetos eram mesmo mamadeiras.
As mamadeiras têm entre 5 e 10 centímetros, cabendo na mão de crianças pequenas. "Esses pequenos recipientes nos fornecem informações valiosas sobre como e com o que os bebês eram alimentados há milhares de anos, oferecendo uma conexão real com mães e crianças do passado", disse a Dra. Julie Dunne, líder da pesquisa. "Eu consigo imaginar uma criancinha pré-histórica bebendo leite em um desses e rindo. Eles são divertidos. Servem como pequenos brinquedos também", completou.
"Criar bebês na pré-história não era uma tarefa fácil", disse Katharina Rebay-Salisbury, do Instituto de Arqueologia Oriental e Europeia da Academia Austríaca de Ciências. "Estamos interessados em pesquisar práticas culturais da maternidade, que tiveram profundas implicações para a sobrevivência dos bebês". O novo estudo abre caminho para pesquisas sobre recipientes de alimentação semelhantes usados em outras culturas antigas em todo o mundo.
Instituto de Arqueologia Oriental e Europeia da Academia Austríaca de Ciências/Reprodução

Reconstrução de uma mamadeira pré-histórica (Imagem: Helena Seidl da Fonseca, via Universidade de Bristol) 
Fontes: IFLScience e NPR
Imagem: Enver-Hirsch © Wien Museum/Divulgação

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Esse é o rosto de Calpeia, uma mulher do Período Neolítico.

ESSE É O ROSTO DE CALPEIA, UMA MULHER DO PERÍODO NEOLÍTICO

Reconstituição extremamente detalhada mostra como era a face dos restos dessa mulher encontrada em Gibraltar
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 19/09/2019.
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- Reprodução
Arqueólogos reconstituíram o rosto de uma mulher do período neolítico de mais de 7.500 anos. Acredita-se se tratar de um indivíduo que morreu em Gibraltar entre os 30 e os 40 anos de idade, que foi apelidada de Calpeia.
Foi possível etrair segmentos do DNA de Calpeia , o que permitiu uma análise aprofundada das origens e da cara do fóssil em vida. Com isso, depois de seis meses de trabalho, temos uma reconstituição da mulher, de prováveis origens turcas.
Crédito: Reprodução
"Agora sabemos que ela era ela, pois vem do período neolítico de cerca de 5.400 aC", disse o professor Clive Finlayson, do Museu Nacional de Gibraltar. "Sabemos que ela era uma mulher e que tinha feições associadas a cabelos escuros, olhos escuros.”
Crédito: Reprodução
Por razão de uma deformação gerada pelos anos de sepultamento, foi necessária a realização de uma cópia digitalizada do crânio para a formulação do rosto reconstituído.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Pesquisadores encontram vestígios de laticínios em fósseis de 6.000 anos.

PESQUISADORES ENCONTRAM VESTÍGIOS DE LATICÍNIOS EM FÓSSEIS DE 6.000 ANOS

De acordo com especialistas, a descoberta pode comprovar que povos antigos não comiam somente carne
VICTÓRIA GEARINI PUBLICADO EM 11/09/2019.
Um dos fósseis analisados
Um dos fósseis analisados - Reprodução
Pesquisadores encontraram vestígios de consumo de laticínios em dentes de agricultores britânicos pré-históricos. A descoberta foi analisada pela Universidade de York, localizada no Reino Unido e aponta que os fósseis podem ter mais de 6.000 anos, sendo a maior descoberta até então.
Os especialistas relataram a existência de uma substância chamada beta lactoglobulina - componente encontrado na proteína do leite – na placa dental de sete fósseis que viveram no período neolítico.
De acordo com o autor da pesquisa, Dr. Sophy Charlton, do Departamento de Arqueologia da Universidade de York, isso comprovaria que os povos antigos não consumiam somente carne, mas que tinham uma dieta rica e buscavam explorar diferentes opções de alimentos.
Crédito: Pixabay
 “Seria um caminho fascinante, para futuras pesquisas, examinar outros indivíduos e ver se podemos determinar se há algum padrão com o  passado. Talvez a quantidade de laticínios consumidos ou os animais utilizados variem ao longo do tempo”, disse o especialista.
O pesquisador disse ainda que é possível que os agricultores pré-históricos pudessem consumir pequenas quantidades de leite ou até mesmo processar outros alimentos, como o queijo.

sábado, 20 de julho de 2019

Cidade de 10 mil anos é descoberta perto de Jerusalém.


Assentamento data do neolítico e funcionou antes do Stonehenge e das pirâmides do Egito
19/07/2019 - POR REDAÇÃO GALILEU


CIDADE DE MAIS DE 10 MIL ANOS DESCOBERTA EM ISRAEL (FOTO: ISRAEL ANTIQUITIES AUTHORITY)

Pesquisadores descobriram, perto de Jerusalém, um assentamento de mais de 10 mil anos, que data da Idade da Pedra e foi ativo antes do Stonehenge e das pirâmides do Egito. O local, que serviu como zona de troca e comércio para seus habitantes, fica a 5 quilômetros da capital de Israel e é uma das maiores descobertas do tipo no país.
“É a maior escavação desse período no Oriente Médio, o que permitirá que a pesquisa avance além do que temos hoje, somente pelo material que somos capazes de salvar e preservar nesse sítio arqueológico”, afirmou Lauren Davis, arqueóloga que está conduzindo a escavação, à Reuters.


ESCAVAÇÕES REVELAM A CIDADE DE MAIS DE 10 MIL ANOS, EM JERUSALÉM. (FOTO: ISRAEL ANTIQUITIES AUTHORITY

Quando o assentamento se formou,  era relativamente pequeno, ocupando apenas cerca de um acre (4046,86 metros quadrados), mas depois foi se expandindo por 1,5 mil anos, chegando a marca de 100 acres. Um centro urbano também surgiu com edifícios para rituais.
 “É uma peça que muda o jogo, um sítio arqueológico que irá drasticamente alterar o que sabemos sobre o neolítico”, contou Jacob Vardi, um dos pesquisadores, ao jornal local The Times of Israel.

"MIÇANGAS" ENCONTRADAS NO ASSENTAMENTO DO NEOLÍTICO (FOTO: ISRAEL ANTIQUITIES AUTHORITY)

Os arqueólogos encontraram artefatos como braceletes e medalhões que evidenciam os costumes exóticos dos antigos habitantes. Muitos objetos feitos de um tipo desconhecido de pedra foram encontrados em tumbas, assim como itens de rochas vulcânicas da Ásia Menor e conchas do Mar Mediterrâneo. “Esses presentes testemunham o que estava já ocorrendo na antiguidade e mostra que os residentes já tinham relações de troca com locais”, afirmaram os pesquisadores. 
As escavações ainda revelaram partes de flechas e materiais de caça como machados e tipos de lanças. Os especialistas acreditam que algumas ferramentas eram usadas para a agricultura – no local eram plantados trigo, feijão e cevada. Além disso, eram criados porcos, vacas e cabras. No entanto, a população nem sempre foi especializada em atividades de fazenda e antes de se tornar sedentária, a comunidade era composta de caçadores habilidosos.
Nossa fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2019/07/cidade-de-10-mil-anos-e-descoberta-perto-de-jerusalem.html