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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Atualização sobre a Guerra entre Estados Unidos e Israel x Irã.

 


A Guerra teve o início marcado em 13 de junho de 2025, mas os antecedentes ocorreram bem antes dessa data. 

ANTECEDENTES:

As animosidades entre os países iniciaram numa luta política entre as lideranças de Israel e o Irã com vários antecedentes como: a destruição de aliados do Hezbollah no Líbano; forças iranianas operando na Síria em apoio ao governo de Bashar al-Assad, mais o acordo nuclear. Todos esses agravantes ameaçam a segurança de Israel desde 16/02/1985. 

O Irã aumentou o apoio a Síria e ao Hezbollah. Israel tentou parar o apoio com o envio de armas ao Hezbollah. 

Ocorreu a Guerra do Líbano em 2006. 

Ocorreu o conflito Gaza - Israel em julho de 2006. Israel tentou travar o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.

A GUERRA CIVIL DA SÍRIA.

A Guerra Civil da Síria em 2011, levou a vários incidentes de troca de fogo nas fronteiras que antes eram pacíficas. Em 2014, Israel aumenta a segurança militar nas fronteiras, temendo uma invasão. Em várias ocasiões da Guerra Civil Síria, Israel foi suspeito de apoiar ataques contra o Hezbollah e alvos iranianos nos territórios da Síria e do Líbano. Em 2015, o Hezbollah ataca forças israelitas. Em março de 2017, a Síria lançou mísseis antiáereos em direção a territórios controlados pelos israelitas. Em fevereiro de 2018, aviões israelitas foram abatidos pela defesa aérea da Síria. Israel afirma um ataque de drone iraniano ter violado o espaço aéreo israelita. Israel é conhecido como inimigo ideológico do Irã. A Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas, tem sido tratada como satélite do Irã. 
   
GUERRA DE GAZA: ISRAEL - HAMAS (2023).

O Hamas, da Faixa de Gaza, coordenou uma série de atentados nas áreas fronteiriças de Israel, num sábado de feriado judaico, marcando o início de uma nova guerra. Quase 50 anos após o início da Guerra do Yom Kippur de 6/10/1973. Israel chamou de Sábado Negro. De Gaza foram disparados 4.300 foguetes e grupos invadiram o território atacando um festiva de música e bases militares. Civis, crianças e soldados israelenses foram levados como reféns para a Faixa de Gaza. 44 nações do mundo denunciaram o ato como terrorista. Países árabes e muçulmanos, como o Qatar, Arábia Saudita, Kuwait, Síria, Irã e Iraque, culparam Israel pelo ataque.

ATAQUES ENTRE ISRAEL - IRÃ (2024).

Em 1 de abril, Israel bombardeou o prédio consular iraniano na Síria. Em 13/4/2024, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel. Foi o primeiro ataque direto iraniano contra os israelenses. Em 19 de abril de 2024, os israelenses atacaram o Irã e a Síria, com mísseis e pequenos drones.

A FORMAÇÃO DOS LADOS. 

Os Estados Unidos, o reino Unido, a França e a Jordânia, interceptaram drones iranianos para defender Israel. 

A Síria abateu interceptadores israelenses. Iranianos da Síria também atacaram Israel. O Iêmen declarou apoio ao Irã.

AUMENTO DA TENSÃO.   

A tensão aumenta com os assassinatos: do líder político do Hamas Ismail Haniyeh, em 31/07/2024, no Irã; e do comandante do Hezbollah, no Líbano. O Irã e o Hezbollah prometeram retaliação e em 1º de outubro, o Irã lançou mísseis contra Israel.

 ATAQUES ENTRE ISRAEL - IRà(2025).

Israel atacou um dia depois do prazo final, dado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o intuito de promover um acordo, que impedisse o Irã, de construir bombas nucleares.

Em 13 de junho de 2025, Israel lançou ataques contra o Irã, com o objetivo de impedir a expansão do programa de desenvolvimento nuclear iraniano. A operação chamada de Operação Leão Ascendente comandada pelas Forças de Defesa de Israel, atacaram importantes instalações militares, nucleares e residenciais no Irã. O Irã iniciou a retaliação chamando de Operação Promessa Verdadeira III, lançando mísseis balísticos e drones contra instalações militares, de inteligência e áreas residenciais israelenses. Israel matou lideres militares, cientistas, civis e um grupo de ativistas do Irã. Também danificaram instalações de urânio. O Irã respondeu com ataques por meio de mísseis e drones, matando somente civis. 

Em 21/06/25, os Estados Unidos entra na Guerra atacando o Irã, bombardeando 3 instalações nucleares.

Em 23/06/25, o Iêmen entra na guerra ao lado do Irã. O Irã promete resposta após ataques dos Estados Unidos. O Irã ataca bases americanas no Catar e no Iraque.

A Guerra dos Drones entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Os Estados Unidos e Israel, entraram em guerra contra o Irã, após uma tensão.

Os Estados Unidos entram na guerra contra o Irã afirmando que o objetivo principal é impedir, que o país tivesse uma arma nuclear. O presidente americano chamou o conflito de necessário para a segurança dos Estados Unidos e do Mundo livre.

Com o monopólio do petróleo venezuelano, os USA, não dependem do petróleo gerado no Oriente Médio. A guerra foi uma resposta a 47 anos de violência do Irã e seus aliados para com o mundo. Os Estados Unidos, relembram desde um bombardeio ocorrido, a 40 anos atrás, num quartel de fuzileiros navais. “Para esses terroristas, ter armas nucleares, seria uma ameaça intolerável.” (Trump).

O presidente americano tentou chamar outros países para a guerra, convocando-os e cobrando posturas e posições. O restante dos países não se pronunciou quanto ao conflito. Os países que tiveram envolvimento, entraram no conflito porque foram atacados ou invadidos por ataques aéreos, terrestres ou marítimos.

O Irã continuou a comercializar petróleo com os chineses. Estes têm, uma certa proximidade, mas não houve manifestação em relação a guerra.

Em 28/02/26, um ataque coordenado entre os USA e Israel, matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei, em Teerã (capital do Irã). Outras autoridades extremistas também foram mortas. Navios foram destruídos, assim como o sistema de defesa aéreo, aviões e alvos militares. O Irã, em retaliação, fechou o Estreito de Ormuz, após ataques e tensões na região. ocasionando impacto significativo no fluxo global de petróleo. A guarda revolucionária ameaçou incendiar navios que tentassem passar. esse problema causou um bloqueio de 20% do petróleo mundial, causando altas nos preços dos combustíveis e produtos derivados de petróleo, assim como nas importações e exportações. 

Em retaliação, o regime dos Aiatolás, fez ataques contra os países da região. Atingiram os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, o Catar, Bahrein, Kwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Em 11/03/26, O conflito também se expandiu para o Líbano. Israel ataca com mísseis a capital Beirute. O Hezbollah, grupo armado extremista, apoiado pelo Irã, atacou em contra partida, o território israelense. Israel realizou ofensivas aéreas contra o Hezbollah. Centenas de pessoas morreram no Líbano.

O conselho do Irã elegeu Mojtaba Khamenei, (filho de Ali Khamenei), como sucessor a líder supremo do Irã, para dar continuidade a tensão e repressão. O presidente americano demonstrou descontentamento e classificou como um erro.

O Irã ameaçou com ataques históricos e devastadores os Estados Unidos.

Ocorre a disparada nos preços dos barris de petróleo. Consequentemente, pode haver aumento no setor de combustíveis e até a falta deles, em algumas cidades do mundo.

O conflito se estendeu ao Estreito de Ormuz, principal canal de saída e abastecimento de petróleo e demais matérias do Oriente Médio. Com a interrupção e até fechamento do canal, o fluxo é completamente afetado.

Relatos indicam que Mojtaba sobreviveu aos bombardeios e assumiu novamente o comando do regime. Alireza Arafi foi nomeado para liderar o conselho interino durante a transição de poder.

A guarda revolucionária tenta manter o controle político e militar enquanto enfrente superioridade militar americana e israelense.

Em 1/04/26, Trump faz um pronunciamento televisivo para declarar que a guerra contra o Irã, está perto do final. Afirmou ter matado grande parte dos líderes extremistas e acabado com o arsenal de guerra e de defesas armamentistas e frotas marítimas do Irã. Também afirma ter extinguido o arsenal de desenvolvimento nuclear. Ressaltando que a nova ordem iraniana teve tudo destruído para ser reconstruído e que esta liderança deve ser mais aberta ao diálogo. Também afirmou que a abertura do Extreito de Ormuz será normalizada dentro de poucos dias onde poderá se comemorar o final do triste conflito. O presidente americano diz que os objetivos de guerra no Irã estão quase concluídos e o país não é mais uma ameaça para o mundo.

03/04/26 – O Irã abate um caça americano. Continua a mesma situação de ataques e bombardeios.

04/04/26 – USA resgata o primeiro piloto do caça abatido pelo Irã. Continua a mesma situação de ataques e bombardeios.

05/04/26 – USA resgata o segundo piloto do caça abatido pelo Irã. Continua a mesma situação de ataques e bombardeios.

06/04/26 – Israel mata o chefe da inteligência da guarda revolucionária. Trump diz que USA podem derrotar o Irã em uma noite. Que poderia ser no dia seguinte. Irã chamou ameaças de Trump de delirantes. Preço do petróleo sobe mais por causa das ameaças de Trump. USA e Irã rejeitaram um cessar fogo de 45 dias proposto por mediadores.

07/04/26 - Dia que termina o prazo dado pelo presidente dos USA, para a abertura do Estreito de Ormuz. Sob ameaça de explosão em usinas de energia, Trump afirma que atacará o país ferozmente se for necessário. Trump ameaça o Irã dizendo que a civilização morrerá inteira. ONU rejeita o uso da força para a abertura. O Irã corta a comunicação com os USA.

Uma série de produtos passa pelo estreito e isso impacta no mundo. Pássa 20% de gás, 20% de petróleo, entre outros. Muitos países estão sendo prejudicados com esse fechamento, China, Japão, Índia, entre outros.

Conversas para o acordo de paz iniciam na sexta feira dia 10/04/26. Trump afirma que suspensão está condicionada  abertura completa do Estreito de Ormuz. Petróleo despenca após Trump suspender ataques ao Irã.

08/04/26 - USA e Irã tinham acordado um cessar fogo de 15 dias e abertura do Extreito de Ormuz. O Irã não seria atacado e abriria o extreito. O acordo valeria a partir do dia 10/04/26 e seria mediado em Islamabad, no Paquistão.

O extreito chegou a ser aberto, e duas embarcações passaram, mas logo foi fechado devido aos ataques de Israel ao Líbano. A defesa diz que o Líbano não estava no acordo. O Irã rebate e fecha o extreito porque quer incluir o cessar fogo ao Líbano.

Os USA ameaçam explodir uma usina de energia e acabar com a população numa noite. Pessoas fizeram uma corrente humana emtorno da usina termoelétrica. O irã cortou a comunicação com os USA. 

Trump suspende ataques ao Irã por 2 semanas, perante promeça de abertura segura e total do Estreito de Ormuz. Irã confirma a passagem segura por 2 semanas. Trum diz que o cessar fogo, é uma medida de 2 lados. Israel e Líbano concordam com termos do acordo. A exportação brasileira para o Oriente Médio cai 26%, desde o início da guerra. Trump diz que decisão de adiar o ultimato foi após conversas com o Paquistão. Irã ataca Israel com míssel após o acordo.

10/04/26 - Ocorre um encontro em Islamabad, capital do Paquistão. Após 21 hrs de conversas intensas, termina sem acordo entre os USA e o Irã. 

As delegações de negociação deixaram o país no domingo dia 12/04, mantendo o impasse sobre os pontos que não concordam. O vice-presidente dos USA afirmou que os negociadores iranianos recusaram aceitar os termos de Washington. O irã se recusa a assumir o compromisso de abandonar a busca e o desenvolvimento de armas nucleares. O Irã afirma que a negociação não avançou porque as exigências americanas são excessivas, concordaram em alguns pontos e rejeitaram outros pontos; mas não expecificaram nenhum ponto principal, para a finalização da guerra. 

14/04 - Em Washington, nos USA, representantes do Líbano e de Israel acordam sobre um cessar fogo. O Líbano tem o problema com as eleições israelenses. A agencia japonesa nikey contou que o chanceler da China fazendo contato com o chanceler do Irã. A China precisa que o preço do petróleo caia, pois pra ela, que produz, precisa vender. A China precisa vender, então ela pressiona o Irã. A China armou o Irã, vendeu o satélite para poder furar o bloqueio com os USA, para atacar bases americanas. O Líbano não tem poder nenhum. Benjamin Netanyahu, ministro de Israel, pode perder o apoio dos Ortodoxos, por isso, ele tem cautela, pra não cair no poder do congresso. A guerra no Líbano tem a função de extrema direita para conseguir territórios, mas não tem ligação maior com o Irã. O Irã tem ligação maior com a China e não pode desobedecer a China. O Líbano é um caldeirão político. O presidente libanês teve espaço na casa branca, porque tem interesse em manter controle. O Líbano é um conjunto de muitos grupos políticos. Os poderes não são construídos. São poderes diferentes, que constituem esses muitos grupos. É mias difícil conseguir a paz no Líbano do que no Irã.  

15/04 - Os USA anuncia um bloqueio naval completo no Estreito de Ormuz. O Irã ameaça outras rotas. A China concorda com os USA sobre o não envio de armas ao Irã. Os USA vai controlar o estreito e deixar passar navios que não beneficiem o Irã. Assim eles mantém o fluxo de passagem comercial em segurança. Os USA e o Irã podem negociar novamente.

16/04 - Irã anuncia a abertura do estreito de ormuz após o acordo de cessar fogo contra o Líbano. 

19/04 - O Irã fecha o estreito novamente.   

USA continua os ataques no Golfo Pérsico incluindo bases e drones.

O Irã afirmou derrubar drone americano e retaliar com mísseis, alguns interceptados pelo Kuwait.

Delegações dos dois países negociaram e chegaram a um acordo de trégua por mais 60 dias.

O Irã exige o fim das sanções ao petróleo, o desbloqueio de ativos congelados e o recuo dos EUA. Washington, sob a gestão do presidente Donald Trump, pressiona pelo controle do urânio enriquecido e livre trânsito no Estreito de Ormuz.

Continuam os ataques e bombardeios em ambos lados e cidades.

16/06 - Trump afirma que acordo com Irã está assinado.

Provável abertura total do Estreito de Ormuz na sexta feira do dia 19/06.

Continuam os ataques e bombardeios em ambos lados e cidades.

Continua esse vai e vem de ambos os lados: abre o Estreito, fecha o Estreito; assina acordo, desfaz o acordo; um bombardeia o outro, ambos bombardeiam outras nações; e por aí vai. 

.......

A situação permanece fluindo com os envolvidos. Operando vigilante no contexto aéreo e terrestre de ambos lados, até a conclusão da guerra. No momento não tem definição nenhuma.   


Por: Profª. Vanessa Candia.


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

O Yachcal de Yazd, no Irã, uma geladeira no deserto.


Como Saladino conseguiu dar gelo no meio do deserto para tentar curar a febre de Ricardo no Cerco de Acre em 1192. Afinal, não existia geladeira né? Bem, à gás não, mas outros tipos de refrigeradores que produziam gelo no deserto do Oriente Médio há muitos e muitos séculos sim! E este é o yakhchal ou ''poço de gelo'' persa. Estes grandes silos serviam não só para preservar gelo e neve natural do inverno durante o verão, como também produzir gelo através da solidificação em madrugadas frias pela via da vaporização da água.
Na imagem: o Yachcal de Yazd, Irã.

fonte: historiaislamica.com


 

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

As religiões representadas no parlamento iraniano.


Apesar de ser um país majoritariamente xiita cuja autoridade máxima é o aiatolá, a República Islâmica do Irã possuí cadeiras no parlamento para suas comunidades religiosas tradicionais de diversas vertentes, sejam igrejas cristãs de ritos diferentes (uma cadeira para cada igreja), ou religiões distintas do Islã como o judaísmo e o zoroastrismo que podem eleger seus parlamentares para atuar na política nacional da nação religiosa e etnicamente diversa. Festividades das comunidades minoritárias como o Ano Novo Persa ou ''Nowruz'' e o Natal cristão são publicamente celebradas.

Fonte: historiaislamica.com

 

terça-feira, 7 de julho de 2020

Restos mortais de um cavalo e seu dono são encontrados no Irã.

RESTOS MORTAIS DE UM CAVALO DE MAIS DE 2 MIL ANOS SÃO ENCONTRADOS NO IRÃ

Arqueólogos responsáveis pela descoberta acreditam que o animal tenha sido enterrado juntamente com seu dono em uma grande tumba
ALANA SOUSA PUBLICADO EM 07/07/2020
Os restos mortais do antigo cavalo
Os restos mortais do antigo cavalo - Divulgação/Alireza Jafari-Zand
De acordo com o portal Teerã Times, uma equipe arqueológica liderada por Alireza Jafari-Zand encontrou um enterro de cavalo datado entre 247 a.C e 224. A descoberta foi feita em Tepe Ashraf, o único sítio arqueológico de Isfahan, que fica no centro do Irã.
“O enterro deste cavalo, com a cabeça voltada para o corpo do animal, mostra um enterro oficial praticado durante os primeiros anos do Império Parta. Nesse tipo de enterro, o corpo do animal foi enterrado ao lado de seu dono, que havia morrido”, relatou Ashraf.
Os restos mortais do animal promete trazer à tona detalhes da vida na antiga Isfahan. No local já foram desenterrados outros artefatos, como jarros e potes. Ficando atrás apenas de Tepe Sialk, região que é repleta de relíquias históricas.
Desde 2010 escavações estão sendo realizadas em Isfahan, até agora foram encontrados uma grande tumba — na qual o cavalo estava enterrado — e ruínas de um castelo da dinastia Buyid (945-1055). “Isfahan é uma cidade que nunca morreu ao longo da história... e o velho Isfahan está abaixo da cidade moderna”, afirmou a Alireza ao comentar sobre a importância da cidade.
Durante os séculos 16 e 17, o lugar fora um importante centro de comércio internacional e da diplomacia, e hoje se consolida como um dos principais pontos de turismo no país.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Artefatos de múmias dos homens de sal do Irã serão restaurados.

ARTEFATOS DE MÚMIAS DOS HOMENS DE SAL DO IRÃ SERÃO RESTAURADOS

As roupas dos corpos mumificados encontrados em 1993 passarão por um projeto especializado
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 27/05/2020
Uma das múmias encontradas no Irã
Uma das múmias encontradas no Irã - Wikimedia Commons
Especialistas do Irã, em parceria com uma equipe alemã, realizarão um novo projeto para preservar as múmias conhecidas como Homens de Sal. Eles utilizarão técnicas de purificação, limpeza e restauração para conservar as roupas encontradas junto dos cadáveres mumificados.
A descoberta aconteceu em 1993, na vila de Chehrabad, no Irã, durante uma escavação em uma mina de sal. Os trabalhadores do local encontraram restos muito bem preservados de diversos homens, a maioria grisalha e barbada. Junto deles, também foram descobertos seus pertences, como uma bota de couro (com um pé humano dentro), uma faca de ferro, agulha de prata, corda, potes e outros objetos.
A bota encontrada / Crédito: Divulgação

“Os objetos e roupas descobertos dos homens de sal estão sendo restaurados em colaboração com o Centro de Pesquisa do Irã para Conservação de Relíquias Culturais, com o Instituto de Pesquisa para a Proteção e Restauração de Relíquias Históricas do Ruhr-Universiat Bochum e do Museu Arqueológico Frankfurt ”, explicou o chefe de turismo de Zanjan, Amir Arjmand.
O oficial afirmou ainda que “seus têxteis pertencem aos períodos aquemênida e sassânida, 550-330 aC e 224–651, respectivamente, e técnicas diferentes foram usadas nesses períodos”. Essas descobertas, ainda segundo Arjmand, são “um dos documentos mais fortes no campo dos têxteis históricos do país".
Outros itens preservados encontrados juntos aos corpos / Crédito: Wikimedia Commons

Para realizar a restauração dos artefatos encontrados com com as múmias, os pesquisadores utilizarão técnicas específicas que já haviam sido utilizadas pelos alemães em pesquisas anteriores.
“A extensão e o tipo de dano, as etapas da restauração, incluindo a extensão da corrosão e sedimentação, os materiais usados ​​para limpeza, dessalinização, resistência, controle, reconstrução e, finalmente, a estabilização final dos objetos estão sendo investigados”, explicou Arjmand.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

No Irã, arqueólogos descobrem moeda histórica.

NO IRÃ, ARQUEÓLOGOS DESCOBREM MOEDA HISTÓRICA DO SÉCULO 19

O artefato foi encontrado na cidade portuária de Siraf, que era muito movimentada devido a busca por metais preciosos
NICOLI RAVELI PUBLICADO EM 18/05/2020
Moeda encontrada no Porto de Siraf, no Irã
Moeda encontrada no Porto de Siraf, no Irã - Divulgação
Após o local ser descoberto no século 19 por Sir Aural Stein, o Porto de Siraf, localizado no Irã, foi submetido a diversas escavações. Já tinham sido encontrados um banco de cerâmica, casas, mesquitas e inscrições chinesas e islâmicas.
Todavia, diante das últimas escavações, a equipe do arqueólogo David Whitehouse se deparou com uma moeda história de 1835. De acordo com historiadores, o Porto de Siraf, considerado Patrimônio Nacional, foi muito utilizado no ano de 750.
Segundo os historiadores, diversas navegações caminhavam pelo Oceano Índico a fim de encontrar metais preciosos. Ao mesmo tempo, também servia como centro de comércio de seda, porcelana, madeiras, marfim e pérolas.
A cidade de Siraf contava com uma população de 300 mil pessoas durante o início da era islâmica, característica de uma cidade grande. Com o passar do tempo, entretanto, a população diminuiu para sete mil pessoas.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Inscrições em pedras da Idade do Bronze são descobertas no Irã.

10 MIL INSCRIÇÕES EM PEDRAS DA IDADE DO BRONZE SÃO DESCOBERTAS NO IRÃ

O local pode ser considerado um museu a céu aberto, contendo representações de animais, agricultura e guerras
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 06/05/2020
Petróglifos em Shahar Yeriseja, no Irã
Petróglifos em Shahar Yeriseja, no Irã - Divulgação
Inscrições feitas em rochas, também conhecidas como petróglifos, foram encontradas na cidade de Meshgin Shahr, no noroeste do Irã. No entanto, não foram poucas: são pelo menos 10 mil artefatos descobertos por arqueólogos.
Segundo o chefe da Organização do Patrimônio Cultural, Artesanato e Turismo de Meshgin Shahr, Iman-Ali Imani, a descoberta é muito importante para entender a história local. Ele afirma que as artes que remontam há milhares de anos confirmam que a região foi um dos habitats humanos mais antigos.
Um dos petróglifos encontrados em Meshgin Shahr / Crédito: Divulgação

Imani explica também que nunca foram encontrados tantos petróglifos juntos no Irã. Isso faz com que o sítio arqueológico próximo a Shahar Yeriseja seja um museu a céu aberto único, revelando diversas informações sobre os povos que viveram na região durante a Idade do Bronze.
As inscrições feitas nas pedras ilustram aspectos comuns na vida da população que habitou o local, como a importância dos animais, as tradições cultivadas por eles, a agricultura praticada e, além disso, as guerras travadas entre os diferentes grupos.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Inscrições em pedras no Irã, revelam existência de habitação humana há 14 mil anos.

INSCRIÇÕES EM PEDRAS NO IRÃ REVELAM EXISTÊNCIA DE HABITAÇÃO HUMANA HÁ 14 MIL ANOS

Anteriormente, a estimativa era que as primeiras civilizações com registros tenham se instalado no local há 6 mil anos
CAIO TORTAMANO PUBLICADO EM 28/04/2020
Inscrições em pedras indicando vida humana
Inscrições em pedras indicando vida humana - Divulgação
Na região central do Irã, em Natanz, pesquisadores se depararam com inscrições em pedras indicando existência de vida humana na região remontando a 14 mil anos atrás — essa é a idade das manifestações artísticas, os petróglifos.
O hábito de desenhar em pedras começou ao fim do período paleolítico. Com isso, os objetos representados, assim como as ferramentas utilizadas para fazer essas inscrições, são de critério valioso para determinar o contexto por trás dos mesmos.
A descoberta de evidências que poderiam documentar a habitação humana no local no baixo paleolítico tiveram início com descobertas pontuais de cavernas habitadas. A expectativa da secretaria de turismo do Irã é que novas evidências de habitações mais antigas possam ser encontradas a partir dos petróglifos.
Antes dessa evidência, pesquisadores locais acreditavam que a civilização de Natanz datava 6 mil anos atrás, um ganho historicamente significativo. O trabalho de estudos de petróglifos em outras áreas do país, como Afushteh e Badrud ajudam na comparação de seus valores históricos para a formação populacional do país.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Rochas pré-históricas gravadas com desenhos são encontradas no Irã.

ROCHAS PRÉ-HISTÓRICAS GRAVADAS COM INÚMEROS DESENHOS SÃO ENCONTRADAS NO IRÃ

Várias das pedras possuem representações de cabras e círculos que parecem olhos humanos
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 27/04/2020
Algumas das rochas encontradas no Irã
Algumas das rochas encontradas no Irã - Divulgação
Durante escavações realizadas na vila Tall Chegah-e Sofla, localizada na província de Khuzistão, no Irã, arqueólogos da Universidade de Chicago, dos Estados Unidos, se depararam com várias rochas cônicas que contém inúmeras gravuras.
Principalmente por estarem sobrepostas umas às outras, o líder da equipe, o pesquisador Hans Nielsen, sugere que "os pedaços de pedras foram deliberadamente colocados um em cima do outro". Segundo o arqueólogo, a disposição dessas pedras também é peculiar: “as pedras são dispostas em duas fileiras na forma de um retângulo.
Crédito: Divulgação

"Há argamassa entre as rochas e os [pedaços] da linha superior estão menos danificados do que os da linha inferior”, explica Nielsen. "A maioria das rochas na fileira mais baixa está quebrada, pois não estavam apenas sob muita pressão, mas eram feitas de arenito", continua.
O mais interessante do achado, porém, são as representações gravadas nas rochas. Muitas delas contêm a imagem de carneiros, além de outras que mostram círculos que parecem com olhos humanos e, ainda, desenhos que ilustram as próprias pessoas. Algumas das pedras encontradas não possuem esses detalhes.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Aga Maomé Cã Cajar, o poderoso eunuco que fundou o Irã.

AGA MAOMÉ CÃ CAJAR, O PODEROSO EUNUCO QUE FUNDOU O IRÃ

Dotado de conhecimentos amplos de política, Cã Cajar foi uma das figuras mais importantes da história da Pérsia
CAIO TORTAMANO PUBLICADO EM 09/04/2020
Pintura do xá Aga Maomé Cã Cajar
Pintura do xá Aga Maomé Cã Cajar - Wikimedia Commons
Nascido em 1742, no meio do conflito entre os clãs cajares Coiunlu e Develu, Aga Maomé Cã Cajar viria a ser uma das figuras mais importantes do Oriente Médio, pois seria ele que fundaria a dinastia que deu início ao Irã.
Por conta desse conflito familiar, o membro dos Coiunlu foi levado para viver na corte de Carim Cã, como em uma espécie de cativeiro. Nessa estadia, Aga Maomé Cã foi castrado, e tornou-se eunuco. Nas sociedades do Oriente Médio, esses homens eram confiados como conselheiros e até mesmo seguranças dos haréns.
Por mais que fosse um prisioneiro político, era tratado com muito respeito por Carim Cã. Aga Maomé sabia muito de política, e o dono da corte começou a pedir por conselhos e uma forte relação foi iniciada. Porém, meses depois, durante uma sessão de caça, Maomé Cã ficou sabendo que Carim havia morrido, depois de seis meses doente.
Sem seu amo por perto, reuniu um grupo de leais seguidores e foi em direção a Teerã (hoje capital do Irã). Na capital, Aga Maomé encontrou com o clã dos Develu, e fez um tratado de paz histórico entre as duas facções.
Palácio de Carim Cã, onde Aga Maomé morou durante um tempo

Depois, seguiu para Mazandarão, onde ele viria a tomar o controle dos Coiunlu, tendo que derrotar dois de seus irmãos para tal — sem matar nenhum. Depois da morte de seu irmão Morteza Coli, os súditos dele começaram a servir Aga Maomé.
Mazandarão agora estava sob o controle de Cã Cajar, território esse que teve que defender diversas vezes de ataques estrangeiros. Quando esses invasores eram derrotados, ofensivas contra suas terras eram realizadas, fazendo com que conquistasse Cumis, Semnã, Damghan, Shahrud e Bastam.
Esse foi o começo de uma longa lista de conquistas pelo Oriente Médio sob o comando de Aga Maomé Cã Cajar, mas sua pretensão era ser Rei do Irã, e para isso precisaria derrotar o então dono do trono, Lotfe Ali Cã.
Durante uma tentativa de conquistar a cidade de Xiraz, as tropas de Cã Cajar foram surpreendidas por Ali Cã, uma batalha se iniciou em 1789 e seguiu até as tropas de Aga cercarem Lotfe na própria cidade criando um cerco. Com indas e vindas para conquistar outros territórios, vez ou outra uma brecha era dada para Lotfe Ali Cã poder sair de Xiraz e cuidar de outras investidas militares.
Aga Maomé estava ocupado tentando conquistar o Azerbaijão, e Lotfe usou da oportunidade para atacar Ispaã, mas isso foi um tiro no pé. O governador de Xiraz, Ebraim Cã Calantar, era muito amado pela população, e organizou um golpe para proteger a cidade de Lotfe Ali Cã, quando este voltasse de sua investida militar.
E foi o que aconteceu, quando voltou para Xiraz, os habitantes se recusaram a abrir os portões. O irmão de Ebraim, Maomé Huceine de Xiraz, enviou um mensageiro para Aga Maomé pedindo o seu auxílio para proteger a cidade em troca de três mil cavalos, ao que ele aceitou.
Ebraim foi derrotado por Lotfe Ali Cã, e assim que ficou sabendo disso, Aga Maomé enviou sete mil homens de cavalaria ao local para enfrentar o rei, derrotando-o. Essa vitória fez com que se sagrasse detentor de grande parte do território iraniano, expandindo os domínios até territórios no norte e no sul do Cáucaso. Assim, se proclamou  — o maior título hierárquico na política iraniana.
A unidade persa foi mantida em um nível que não era vista até seu mestre e amo, Carim Cã. O território atual do Irã é formado basicamente das conquistas de Aga Maomé Cã Cajar, que teve seu reino interrompido em 1797, quando foi assassinado em um ataque a cidade de Susa por dois de seus servos que se rebelaram com a decisão do xá em executá-los.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Beijo Eterno: a intrigante história dos amantes de Hasanlu.

BEIJO ETERNO: A INTRIGANTE HISTÓRIA DOS AMANTES DE HASANLU

Descobertos em 1970, os misteriosos esqueletos de 2.800 anos ficaram eternizados em uma demonstração de amor e carinho
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 18/02/2020
Os Amantes de Hasanlu em um beijo eterno
Os Amantes de Hasanlu em um beijo eterno - Wikimedia Commons
Muitas sociedades antigas continuam sendo um mistério para cientistas modernos. Ainda que tenhamos diversas informações sobre Gregos, Incas, Romanos e Astecas, pouco se sabe, por exemplo, sobre a vida na cidade de Teppe Hasanlu, no Irã.
Entretanto, uma descoberta de 1970 iluminou um período da história dessa cidade, ainda que obscuro. No local, a Universidade da Pensilvânia encontrou centenas de esqueletos de homens, mulheres e crianças.
Entre eles, estavam os Amantes de Hasanlu, dois esqueletos descobertos juntos, em uma vala de tijolos de barro. Sua posição dentro da caixa — projetada para armazenar grãos — sugeria que os dois estavam se abraçando, o no que parecia um beijo.
Alguns dos esqueletos encontrados em Teppe Hasanlu / Crédito: Universidade da Pensilvânia

Tanto os amantes, quando as outras pessoas foram mortos por volta de 800 a.C., quando um exército invasor ateou fogo em toda Teppe Hasanlu. A hipótese mais aceita é que o ataque tenha sido orquestrado pelo Reino Urartu, das terras altas da Armênia.
Segundo historiadores da Universidade da Pensilvânia, os Amantes de Hasanlu provavelmente morreram enquanto se escondiam dos invasores. Naquele momento, os dois teriam morrido de asfixia, graças à fumaça criada pelos incêndios.
Os Amantes de Hasanlu / Crédito: Universidade da Pensilvânia 
Ainda que muito intrigantes, a identidade, o gênero e a idade exatos dos dois esqueletos permanecem um mistério. Devido à estrutura dentária e à forma pélvica de um dos restos, os cientistas conseguiram identificar que o corpo deitado de costas pertencia à um homem jovem, com entre 18 e 22 anos.
O gênero do segundo amante segue um mistério, já que o esqueleto apresenta características tanto masculinas, quanto femininas. O que se sabe é que essa pessoa morreu com cerca de 30 a 35 anos. Todavia, de acordo com evidências forenses, os arqueólogos acreditam que esse corpo também pertence à um homem.
O tipo de relação entre as duas pessoas, no entanto, é a maior das questões. Devido à idade, caso fossem dois homens, o mais velho poderia ser o pai do mais novo, enquanto, se o esqueleto fosse feminino, a mulher poderia ser a mãe do jovem.
Ainda assim, a possibilidade de que os dois fossem namorados hétero ou homossexuais nunca foi descartada. Isso porque, ainda hoje, historiadores não têm muitas informações sobre as relações interpessoais do povo em questão.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Situação dos Estados Unidos, Irã e Iraque em janeiro de 2020.


Abaixo vamos analisar algumas reportagens sobre os últimos acontecimentos entre a situação que envolve os Estados Unidos, o Irã e o Iraque. As reportagens iniciam de baixo para cima com as datas dos acontecimentos e atualizações. Desde o início de Janeiro de 2020, ocorreram fatos que ocuparam as mídias e meios de comunicação em geral.

MANIFESTANTES IRANIANOS DERRUBAM CARTAZES DE QASEM SOLEIMANI NAS RUAS DE TEERÃ

Reação se deu após o país admitir o abatimento de um avião, que causou a morte de 176 pessoas
JOSEANE PEREIRA PUBLICADO EM 13/01/2020
Imagem de Qasem Soleimani carregada em seu funeral
Imagem de Qasem Soleimani carregada em seu funeral - Getty Images

No último domingo (12), manifestantes iranianos saíram às ruas de Teerã para exigir a renúncia do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país. No ato, cartazes com o rosto de Qasem Soleimani foram rasgados em meio a slogans como "Morte ao ditador".
Manifestante com o cartaz de Soleimani / Crédito: Twitter/AlinejadMasih
O ato foi provocado após o governo admitir o abatimento de um jato próximo a Teerã que matou 176 pessoas, incluindo 82 iranianos. No Twitter, usuários postavam vídeos do ato e frases como “"Os guardas revolucionários iranianos estão disparando munição real contra os manifestantes em Teerã" e "Tiros e gás lacrimogêneo foram disparados contra manifestantes iranianos. A República Islâmica recorreu à violência.”
Derrubando o cartaz / Crédito: Twitter/AlinejadMasih
O presidente norte-americano Donald Trump utilizou o ato para se dirigir aos líderes do Irã em um tweet. “Milhares [de manifestantes] já foram mortos ou presos por vocês, e o mundo está assistindo. Mais importante, os EUA estão assistindo. Ligue a internet novamente e deixe os repórteres vagarem livremente! Pare com a morte do seu grande povo iraniano!”, afirmou ele.

PRIMEIRO-MINISTRO IRAQUIANO PRESSENTE "CONFLITO DEVASTADOR" NO PAÍS

“É uma agressão contra o Iraque, seu Estado, seu governo e seu povo”, afirmou Adel Abdul Mahdi após ataque dos EUA em Bagdá
REDAÇÃO PUBLICADO EM 03/01/2020,

Primeiro-ministro iraquiano Abel Adbel Mahdi
Primeiro-ministro iraquiano Abel Adbel Mahdi - Getty Images
Após o ataque aéreo dos EUA em Bagdá, que resultou na morte de Qassen Suleimani, importante general iraniano, o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, teme que o ataque acabe causando uma guerra devastadora no Iraque.
Mahdi ordenou que os combatentes iraquianos fiquem preparados e afirmou que a ação de Donald Trump pode desencadear um conflito catastrófico. “É uma agressão contra o Iraque, seu Estado, seu governo e seu povo”. Por sua vez, o líder xiita do Iraque, Moqtada Sadr, anunciou a volta das operações de sua milícia anti-americana. 
“O ataque aéreo no aeroporto de Bagdá é um ato de agressão ao Iraque e quebra de sua soberania que levará a guerras no Iraque, na região e no mundo”, afirmou Adel. 
Os EUA derrubaram em 2003 o regime de Saddam Hussein no Iraque, mas movimentos pró-Irã se infiltraram no sistema que fora aplicado pelos americanos depois da queda de Hussein. Irã e Estados Unidos combatiam juntos o Estado Islâmico, aumentando significativamente o arsenal dos iranianos.
nossa fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/primeiro-ministro-iraquiano-pressente-conflito-devastador-no-pais

EMBAIXADA DOS ESTADOS UNIDOS EMITE COMUNICADO PEDINDO QUE CIDADÃOS SAIAM DO IRAQUE

O pronunciamento de autoridades iraquianas preocupou os EUA
REDAÇÃO PUBLICADO EM 03/01/2020
Donald Trump em um de seus encontros presidenciais
Donald Trump em um de seus encontros presidenciais - Getty Images

Após o ataque no aeroporto de Bagdá que resultou na morte de Qassen Suleimani, brigadeiro-general, e do comandante Abu Mahdi al-Muhandis, das Forças de Mobilização Popular (FMP), a Embaixada dos Estados Unidos emitiu um comunicado pedindo para que os cidadãos saiam do Iraque o mais rápido possível. 
“Devido ao aumento das tensões no Iraque e na região, a Embaixada dos EUA pede aos cidadãos americanos que sigam o Aviso de Viagem de janeiro de 2020 e saiam do Iraque imediatamente. Os cidadãos dos EUA devem partir via companhia aérea sempre que possível, e, na sua falta, para outros países via terra”, disse o comunicado.
A preocupação se deu, principalmente, após o pronunciamento do primeiro-ministro iraquiano Adel Abdul Mahdi. “O ataque aéreo no aeroporto de Bagdá é um ato de agressão ao Iraque e quebra de sua soberania que levará a guerras no Iraque, na região e no mundo”, afirmou Adel. 
Além disso, Qais al-Khazali, comandante de milícia iraquiana, alertou que as tropas deveriam estar preparadas para uma “próxima batalha” e ressaltou que a permanência de combatentes dos EUA no Iraque vai deixar de existir.

APÓS ATAQUE DOS ESTADOS UNIDOS, LÍDER SUPREMO DO IRÃ PROMETE VINGANÇA IMPLACÁVEL

Diante do episódio que tirou a vida do general Qassen Suleimani, o aiatolá oficializou três dias de luto nacional
REDAÇÃO PUBLICADO EM 03/01/2020.

Ali Khamenei conhecendo estudantes em Teerã
Ali Khamenei conhecendo estudantes em Teerã - Getty Images

Após o ataque com míssil dos Estados Unidos que tirou a vida de Qassen Suleimani, brigadeiro-general que comandava uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Khamenei, líder supremo do Irã, prometeu uma vingança severa. 
Diante do óbito de Qassen, o aiatolá oficializou três dias de luto nacional. Suleimani era um importante general no Irã. Ele representava as forças armadas do país desde 1990. No ano de 2017, foi eleito como uma das cem pessoas mais relevantes do mundo pela revista Time. 

O general Qassen Suleimani / Crédito: Getty Images

“O martírio é a recompensa por seu trabalho incansável durante todos estes anos. Se Deus quiser, sua obra e seu caminho não vão parar aqui e uma vingança implacável espera os criminosos que encheram as mãos com seu sangue e a de outros mártires”, relatou Khamenei através de sua conta no Twitter. 
Ao menos oito pessoas morreram no ataque, entre elas o também comandante Abu Mahdi al-Muhandis, das Forças de Mobilização Popular (FMP).
nossa fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/apos-ataque-dos-estados-unidos-lider-supremo-do-ira-promete-vinganca-implacavel

TRUMP AFIRMA QUE ATAQUE EM BAGDÁ FOI NECESSÁRIO PARA “CONTER O TERROR”

Após ataque em Bagdá que tirou a vida do general Qassen Suleimani, o presidente dos EUA relatou que "O mundo é um lugar mais seguro sem esses monstros"
REDAÇÃO PUBLICADO EM 03/01/2020
Donald Trump em aparição pública
Donald Trump em aparição pública - Getty Images
Após o ataque realizado pelos EUA no aeroporto de Bagdá, que resultou na morte do general Qassen Suleimani e outras oito pessoas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o ato foi necessário para, de acordo com suas próprias palavras, “conter o terror”.
Durante um pronunciamento que ocorreu na tarde desta sexta-feira, 3, Trump afirmou que o país não tem a intenção de iniciar um conflito no Oriente Médio."Não procuramos mudanças de regime", explicou Trump. "No entanto, a agressão do regime iraniano na região, incluindo o uso de pessoas para desestabilizar seus vizinhos, deve terminar, e deve terminar agora".
Em nota, o Pentágono relatou que Suleimani foi responsável pelo óbito de americanos no Irã e que o objetivo do presidente era evitar possíveis planos de ataque no futuro. "O general Suleimani estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas e militares americanos no Iraque e em toda a região", afirmou o comunicado oficial.
"Recentemente, Soleimani liderou a brutal repressão de manifestantes no Irã, onde mais de mil civis inocentes foram torturados e mortos por seu próprio governo", alegou o presidente hoje. 
Suleimani era uma autoridade de influência máxima no Irã. Ele representava as forças armadas do país desde 1990 e também foi eleito em 2017 como uma das cem pessoas mais relevantes pela revista Time. O episódio pode aumentar as tensões entre o Irã e os Estados Unidos.

O QUE MOTIVOU O ATAQUE DOS ESTADOS UNIDOS AO IRÃ?

Uma histórica e conturbada relação que envolve controle geopolítico, poderio do petróleo do Oriente Médio e imperialismo estadunidense resulta em consequências mundialmente drásticas
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 03/01/2020
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Getty Images
A conturbada relação entre os Estados Unidos e o Irã é histórica. Há décadas, os dois países alimentam um clima de hostilidade recíproca, agravado pela guerra imperialista do primeiro em uma escalada pelo petróleo da região do Oriente Médio.
ataque estadunidense ao Aeroporto de Bagdá, no Iraque, que aconteceu nesta quinta-feira, 2, é mais um dos episódios dessa trajetória conturbada. A ação aérea realizada via drones causou a morte de pelo menos oito pessoas, incluindo um dos homens mais importantes do Irã na atualidade.
Qasem Soleimani era o comandante da Força Revolucionária da Guarda Quds. Além disso, foi um dos principais responsáveis pela derrota do Estado Islâmico na guerra que acontecia na Síria, que causou a morte de milhares de pessoas. 

Qasem Soleimani, morto pelo ataque terrorista dos Estados Unidos / Crédito: Getty Images

Mas porque os Estados Unidos resolveram investir contra o Irã? Outros acontecimentos recentes vêm aumentando a tensão entre os dois países. De acordo com os EUA, o Irã foi responsável por uma invasão à embaixada estadunidense em Bagdá no começo desta semana. O país acusado, porém, nega a autoria do ataque. 
Em nota, o governo norte-americano afirmou que "Soleimani estava desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região”. 
O Pentágono também informou que "sob a ordem do presidente [Donald Trump], as Forças Armadas dos EUA agiram defensivamente para proteger os cidadãos norte-americanos no exterior ao matar Qasem Soleimani. Este ataque teve como objetivo impedir futuros planos iranianos de ataque".
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em resposta à medida terrorista, afirmou que "uma vingança severa aguarda os criminosos". O dirigente também anunciou que o Irã teria três dias para despedir-se de Soleimani, por meio de um decreto de luto nacional. 
Após a operação, Donald Trump postou em sua conta no Twitter a bandeira de seu país. 

Crédito: Twitter

Em 29 de novembro de 2011, ele também tuitou que “in order to get elected, @BarackObama will start a war with Iran”, ou seja, para ser reeleito no cargo de presidente da República, o então presidente Barack Obama começaria uma guerra com o Irã. 
Em 2019, o presidente parece seguir o mesmo caminho da tradição norte-americana que mantém políticos que começam conflitos armados no poder, apelando ao patriotismo dos cidadãos mais republicanos e conservadores.

GENERAL IRANIANO É MORTO POR MÍSSIL DOS ESTADOS UNIDOS.

O brigadeiro Qassen Suleimani era autoridade de alto nível no Irã. Pentágono confirma o ataque
JOSEANE PEREIRA PUBLICADO EM 03/01/2020
General-brigadeiro Qassen Suleimani
General-brigadeiro Qassen Suleimani - Reprodução/Youtube
Na madrugada desta sexta-feira (3), um ataque com míssil dos Estados Unidos próximo ao aeroporto de Bagdá resultou na morte de Qassen Suleimani, brigadeiro-general que comandava uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã. Ao menos oito pessoas morreram no ataque, entre elas o também comandante Abu Mahdi al-Muhandis, das Forças de Mobilização Popular (FMP).
Suleimani estava por trás da estratégia militar e geopolítica iraniana / Crédito: Reprodução/Youtube

A responsabilidade pelo ataque foi confirmada pelo Pentágono. "O general Suleimani estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas e militares americanos no Iraque e em toda a região", afirmou o comunicado oficial. "Este ataque teve o objetivo de prevenir futuros planos de ataque do Irã".
Soleimani em uma foto de arquivo de 2016 / Crédito: Reprodução/Youtube

Suleimani era uma autoridade de grande importância no Irã, representando as forças armadas do país desde 1990 e sendo eleito em 2017 como uma das cem pessoas mais relevantes do mundo pela revista Time. Podendo acirrar o conflito bélico entre Irã e Estados Unidos, o ataque foi feito por ordem direta do presidente Donald Trump, segundo confirmação da Casa Branca.