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sexta-feira, 17 de junho de 2022

Descobertas da Era Maurya em Tilaurakot, Kapilvastu, Nepal.

Restos do muro da Era Maurya descobertos em Tilaurakot, Kapilvastu, Nepal

Tilaurakot - uma antiga capital Shakya onde Sidarta Gautama passou a sua vida principesca antes de se tornar Buda - tem tanto importância histórica como arqueológica.

A escavação arqueológica ainda está acontecendo em Tilaurakot, Kapilvastu do sul do Nepal. Segundo os arqueólogos envolvidos na escavação, a recente descoberta de ruínas de um muro datado do Império Mauryan tem um significado arqueológico. Tijolos da era Maurya com 47 cm de comprimento, 26 a 28 cm de largura e 7 cm de espessura foram então utilizados para construir esta muralha.

Tilaurakot – uma antiga capital Shakya onde Sidarta Gautama passou a sua vida principesca antes de se tornar Buda – tem tanto importância histórica como arqueológica.

Alguns arqueólogos identificaram-no como o local do sítio histórico e longínquo de Kapilavastu.

“A parede com nove e dez camadas de tijolos foi recuperada no meio de Tilaurakot. Informação adicional será certamente descoberta quando for ao nível do solo natural”, disse Himal Uprety, oficial arqueológico do Lumbini Development Trust, como citado pelo The Kathmandu Post.

Arqueólogos do Departamento de Arqueologia e do Lumbini Development Trust começaram a escavação e exploração de Tilaurakot e áreas circundantes em 2012.

Tilaurakot
Os restos da muralha datam do Império Maurya – era. Crédito da imagem: The Katmandu Post

A história de Tilaurakot

Tilaurakot foi descoberta em 1899 e agora, os arqueólogos acreditam que foi o centro cívico do século IX a.C. até ao século III d.C. As escavações na área revelaram as ruínas de palácios, templos, monumentos, bem como esculturas, lagoas, estradas, e muito mais. Alguns acreditam que o local era a capital do Reino de Shakya e a cidade natal de Buda.

Um levantamento geofísico das instalações de Tilaurakot realizado em 2014 mostrou uma estrutura de 30m de comprimento e 30m de largura no terreno afundado e um muro à sua volta. O levantamento geofísico revelou um espaço vazio no meio, que se crê ser um lago. A nova escavação encontrou as paredes que circundam o lago, relata o jornal.

As escavações de 2016/17 revelaram os cantos sudoeste e sudeste do lago. A recente descoberta das ruínas das paredes tem ligação então a esses dois cantos, de acordo com arqueólogos envolvidos na escavação.

Dessa forma, foi escavada uma vala de um metro de largura, um metro e meio de profundidade e 24 metros de comprimento. Durante a escavação encontraram alguns vasos de terra, moedas de cobre e estátuas de animais, apoiados por tecnologia moderna. Várias estruturas e bens de cerca de 2.400 anos atrás, foram assim datados e recuperados em diferentes momentos durante as escavações.

De acordo com Bhaskar Gyawali, um oficial do Departamento de Arqueologia “tais descobertas justificam as provas históricas de Tilaurakot”.

As recentes escavações, segundo os arqueólogos, têm sido muito cruciais, pois são úteis no processo de inscrição de Tilaurakot na lista do patrimônio mundial da UNESCO, já que o governo planeja incluir Tilaurakot nessa lista.

Fonte : ancientpages

Tradução : Fatos Curiosos

terça-feira, 21 de abril de 2020

O mosteiro que diz ter pedaço de pele do abominável homem das neves.

MONSTRO ENCAIXOTADO: O MOSTEIRO QUE DIZ TER PEDAÇO DE PELE DO ABOMINÁVEL HOMEM DAS NEVES

Descoberto pela primeira vez em 1960, o artefato já viajou o mundo e é guardado até hoje pela instituição no Nepal
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 21/04/2020
Dr. Biswamoy Biswas examinando a pele do Yeti
Dr. Biswamoy Biswas examinando a pele do Yeti - Wikimedia Commons
Monstro do lago Ness e Pé Grande são alguns dos indivíduos mitológicos mais famosos do mundo. Declarado real pelo governo de Nepal em 1961, o Yeti é um desses seres, mas deixou de ser uma lenda há bastante tempo.
Há anos, entusiastas e especialistas na história do Abominável homem das neves procuram por ele nas montanhas do Himalaia. Já foram encontradas pegadas, barracas destruídas e não faltam relatos de alpinistas que dizem terem o visto.
O mosteiro de Khumjung, entretanto, foi muito além do esperado e alega possuir um pedaço de pele de um Yeti de 300 anos. Graças ao artefato misterioso, a instituição na vila do Nepal recebe diversos visitantes e muitas doações.
Suposta pele de Yeti em caixa no mosteiro de Khumjung / Crédito: Divulgação

Expedição nas montanhas
Em meados de 1960, Sir Edmund Hillary e o jornalista Desmond Doig encontraram a suposta pele do Yeti em uma casa na vila de Khumjung. A dona da residência, uma senhora, explicou que a pele funcionava como um amuleto da sorte.
Inicialmente, os dois estavam procurando por pistas sobre o pé grande. Entretanto, quando se depararam com a pele, Edmund e Desmond quiseram entrar em turnê com o artefato raro e bastante misterioso.
A senhora da vila, todavia, ficou apreensiva e não quis abrir mão de sua relíquia. Para que todos saíssem ganhando, portanto Edmund sugeriu um acordo. Ele faria investimentos no mosteiro e na escola de Khumjung, enquanto os guardiões da pele deixariam que ela viajasse pelo mundo, acompanhada de um monge.
Khumjo Chumbi foi encarregado de seguir a pele do Yeti para onde quer que ela fosse e, junto de Edmund e Desmond, deu uma volta ao mundo. Na época, o monge disse ao jornal The Guardian que cuidava da pele com carinho, porque acreditava que era real.
Depois da turnê mundial, a pele do Yeti foi devolvida ao mosteiro em Khumjung, onde permanece até hoje. O artefato fica trancado em uma caixa, lacrada com um cadeado, e não é retirada nem mesmo sob pagamento, seja qual for a quantia.
Foto da suposta mão de Yeti, tirada em 1958 / Crédito: Wikimedia Commons
A mão misteriosa.
Além da pele do Yeti, o mosteiro de Khumjung ainda afirma possuir uma das mãos do animal mitológico. Tão famoso quanto o couro encaixotado, o membro foi testado diversas vezes e, por fim, classificado como humano.
A mão do Yeti foi fotografada pela primeira vez pelo empresário Tom Slick, em 1957. Depois disso, diversas visitas foram feitas ao mosteiro para explorar, analisar e estudar os ossos guardados na instituição.
Em 1959, Peter Byrne roubou falanges da mão durante uma das expedições e as substituiu por fragmentos humanos. Assim, ninguém sentiria falta dos ossos roubados e ele poderia estudá-los sem pressa.
Pouco tempo depois, o próprio Sir Edmund Hillary investigou e reuniu informações sobre a mão guardada no mosteiro, em 1960. Junto de Marlin Perkins, ele determinou que o membro em questão não se passava de uma farsa e que os ossos pertenciam a uma pessoa.
De acordo com a lenda contada pelo mosteiro, a mão foi encontrada em uma caverna por um dos monges. Ele teria recolhido os ossos e os levado para a instituição, onde ela foi preservada até a idade moderna.
A fim de atestar a teoria de Edmund e de outros estudiosos, novos testes foram feitos em 2011. Realizado em Edimburgo, um exame de DNA mostrou que o artefato misterioso, na verdade, continha traços genéticos humanos, nada mitológicos.