PESQUISADORES DESCOBREM HIERÓGLIFOS DE 5 MIL ANOS DO REI ESCORPIÃO NO SUDÃO
De acordo com análise dos arqueólogos, as escrituras podem ser evidências de um dos primeiros Estados territoriais do mundo
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 06/12/2020
Fotografia da rocha encontrada com hieróglifos - Ludwig Morenz / Universität Bonn
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bonn localizou quatro impressionantes escrituras entalhadas há cerca de 5 mil anos no Sudão. Os hieróglifos foram analisados por historiadores, que intitularam a obra como "Domínio de Horus Rei Escorpião", contendo um símbolo circular de demarcação territorial de um líder político.
O estudo, noticiado pelo jornal britânico Daily Mail, relata que a área era incomum para a construção de comunidades em aproximadamente 4000 a.C., podendo ser uma prova da migração e colonização nas regiões ao redor do rio Nilo.
Decifrando os códigos, os arqueólogos concluíram que a movimentação teve o rei Escorpião como articulador, por volta do ano 3070 a.C. — sem maiores informações sobre período de reinado e ações governamentais. Com a pedra, é possível analisar o domínio do governante como uma das primeiras evidências históricas sobre o surgimento de um Estado territorial.
Reprodução digital dos hieróglifos encontrados na rocha / Crédito: Umzeichnung David Sabel / Universität Bonn
Ludwig Morenz é pesquisador da Universidade de Bonn e foi um dos autores da análise, explicando o sinal de demarcação de um governante: "É precisamente por isso que a nova descoberta da inscrição na rocha é tão valiosa. [...] Apesar de sua concisão, a inscrição abre uma janela para o mundo do surgimento do Estado egípcio e da cultura associada a ele", concluiu.
Sobre arqueologia
Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história.
Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.
Todo mundo está familiarizado com as pirâmides do Egito, as principais atrações turísticas do país. O México também é famoso por estruturas do tipo, construídas por povos pré-colombianos. Mas nenhum desses dois países possui o maior número de pirâmides do mundo. Na verdade, essa marca pertence ao Sudão.
No Sudão, existem cerca de 255 pirâmides de diversos tamanhos, erguidas entre os anos de 1070 e 350 a.C. No Egito, elas não chegam a 140. Os números do México são ainda menores, há apenas 30 pirâmides por lá.
Acredita-se que os núbios sudaneses construíram essas obras durante o Reino de Kush, na Núbia ancestral. A maioria dessas construções possuía tumbas dos reis e rainhas da região. Diferentemente das pirâmides egípcias, as do Sudão são menores e mais finas, medindo entre 6 e 30 metros de altura
Segundo os especialistas o tamanho de cada pirâmide varia de acordo com o tempo de reinado de cada monarca. As estruturas encontram-se no lugar onde um dia esteve a cidade de Meroé, cuja riqueza dependia da indústria do ferro e do comércio internacional, incluindo Índia e China.
Vitória histórica no Sudão: proibida a mutilação genital feminina
É um momento histórico no Sudão. Uma nova lei criminaliza a mutilação genital feminina, uma prática prejudicial que infelizmente ainda é praticada em 9 em cada 10 mulheres. O Sudão entra em uma nova era pelos direitos de meninas e das mulheres.
Nos últimos dias, o novo governo do Sudão proibiu a prática de mutilação genital feminina, um movimento saudado como uma grande vitória das ativistas dos direitos das mulheres. A ONU estima que 88% das mulheres sudanesas entre 15 e 49 anos foram submetidas à forma mais invasiva da prática, que envolve a remoção parcial ou total da genitália feminina externa. A maioria das mulheres sudanesas sofre o que a Organização Mundial de Saúde chama de circuncisão tipo III, uma forma extrema em que os lábios interno e externo são removidos, e geralmente o clitóris.
A crença tradicional no Sudão é que cortar os órgãos genitais externos de uma menina garante honra à família e perspectivas de casamento. No entanto, a mutilação pode causar infecções e, nos piores casos, infertilidade ou complicações durante o parto e até a morte. Também reduz significativamente o prazer sexual. O uso da prática no Sudão foi uma das razões pelas quais pesquisadores da Fundação Thomas Reuters classificaram o país como um dos piores países pelos direitos das mulheres.
Uma novidade que vem graças à alteração da chamada Lei Criminal , aprovada na semana passada pelo governo de transição do país, que chegou ao poder apenas no ano passado após a expulsão do ditador de longa data Omar Hassan al-Bashir. Com a nova lei, aqueles que praticam mutilação genital feminina são condenados a três anos de prisão e multa.
“Este é um grande passo para o Sudão e seu novo governo”, disse Nimco Ali, da Five Foundation, uma organização que luta pelo fim da mutilação genital em todo o mundo. “A África não pode prosperar a menos que cuide de meninas e mulheres”
A mutilação genital é praticada em pelo menos 27 países africanos, bem como em algumas áreas da Ásia e do Oriente Médio. Além do Sudão e do Egito, também foi confirmado na Etiópia, Quênia, Burkina Faso, Nigéria, Djibuti e Senegal.
Na Nigéria, essa prática foi banida em 2015. Seguindo o exemplo nigeriano, a Gâmbia também o fez logo em seguida.
“A lei ajudará a proteger as meninas dessa prática bárbara e permitirá que elas vivam com dignidade”, disse Salma Ismail, porta-voz de Cartum no Fundo das Nações Unidas para a Infância. “E ajudará as mães que não querem cortar suas filhas, mas sentem que não têm escolha, que não podem dizer” não “.”
O Ministério de Relações Exteriores do Sudão saudou a decisão de explicar que é “um importante desenvolvimento positivo”, mas a plena aplicação desta lei exige esforços conjuntos e estreita coordenação com grupos comunitários e organizações da sociedade civil.
“Não se trata apenas de reformas legais”, disse Ismail. “Há muito trabalho a ser feito para garantir que a sociedade o aceite”.
A aprovação da lei que proíbe mutilações não será suficiente para pôr fim à prática, que em muitos países, incluindo o Sudão, está imbuída de crenças culturais e religiosas, considerada um pilar da tradição e do casamento e até apoiada por algumas mulheres.
“Esta prática não é apenas uma violação dos direitos de todas as crianças, é prejudicial e tem sérias conseqüências para a saúde física e mental de uma garota”, acrescentou Abdullah Fadil, representante da UNICEF no Sudão. “É por isso que governos e comunidades precisam agir imediatamente para acabar com essa prática. Temos que trabalhar muito com as comunidades para aplicá-lo. A intenção não é criminalizar os pais e precisamos fazer mais para conscientizar os diferentes grupos, incluindo parteiras, profissionais de saúde, pais, jovens, sobre a emenda e promover a aceitação, disse Abdullah Fadil.
A MORTE É UMA FESTA: OS RITOS FUNERÁRIOS MAIS ALEGRES DO MUNDO
Strippers em cima do caixão, comediantes, cantores pop, fantasias exóticas, caixão em forma de bicho, bebedeiras homéricas e desfile de banda de jazz, vale tudo quando o assunto é festa no funeral
M. R. TERCI PUBLICADO EM 15/09/2019
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Levamos a vida e aonde a vida nos leva? Qualquer que seja a resposta, o ponto de parada é o último suspiro. A morte é um tema delicado, considerado tão funesto e tenebroso que todos nós evitamos falar abertamente. Mas falar da morte é falar da vida; é justamente quando nos permitimos falar sobre nossa particular finitude que aprendemos mais sobre a plenitude e significado da vida.
As formas de abordar a questão são peculiares em cada canto do mundo e toda cultura tem seu jeito de lidar com a perda de um ente querido. Quando muito recente, o luto se manifesta das mais variadas formas, obedecendo um padrão cultural, transmitido de geração para geração ou, manifestadamente espontâneo e diferente, como ocorreu há dois anos, na Venezuela, quando algumas garotas do bairro de La Guarita, em Caracas, improvisaram uma demonstração de que um funeral podia ser também um momento de celebração e alegria, dançando sobre o caixão do morto ao som do reggaeton Tumba La Casa – fato noticiado pelo jornal britânico Daily Mail.
Venham comigo, pelos caminhos mais escuros da história, beber o morto, rir, cantar, dançar e vestir fantasias extravagantes para comemorar esse momento que é único na vida de uma pessoa.
China.
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Música alta, strippers dançando e o público gritando e assoviando, tais são os funerais e procissões fúnebres em algumas regiões rurais de Taiwan. O governo bem que tenta coibir a prática, renovando restrições e apenando multas, mas a prática tem se mostrado resiliente. Alguns afirmam que as strippers servem para aumentar o número de pessoas presentes no funeral, uma vez que grandes multidões são vistas como uma marca de honra para o falecido.
Outros aduzem que em algumas culturas locais, a dança com elementos eróticos é utilizada para demonstrar que, em vida, o desejo do finado era ser abençoado com muitas crianças. As famílias rurais chinesas, mais inclinadas a demonstrar sua riqueza, pagam muitas vezes valores superiores à renda anual de um cidadão comum para as dançarinas e também para atores, cantores pop e comediantes que confortam e divertem os enlutados.
Irlanda.
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Os pubs são parte fundamental da cultura irlandesa. Para se ter uma ideia, se você quer saber onde fica um endereço, seja qual for a parte do país, tenha como referência o nome do pub mais próximo a ele, qualquer cidadão irlandês saberá lhe indicar a direção. É o local obrigatório para reuniões de negócios, recepções de casamento, aniversários e principalmente os funerais. No geral, o velório de um irlandês é melhor que o casamento.
A família convida os amigos mais próximos para o pub preferido do finado, muita comida, muita cerveja e uísque, muitas histórias alegres, risos e música ao vivo. Nos pubs, a morte de alguém é motivo para reunir os familiares e amigos para beber as boas memórias do falecido.
Gana.
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Nação situada no Golfo da Guiné, na África Ocidental, é conhecida pela variada vida selvagem, por seus fortes antigos e pelas praias paradisíacas isoladas. Em um lugar tão vivo, a morte não poderia deixar de ser considerada outra coisa senão o início de uma nova vida.
O morto recebe um ritual feliz e entusiasmado e, após a celebração, é enterrado em um caixão personalizado, que serve para representar o antigo trabalho do finado ou as coisas que ele amava. Tradicionalmente, no país, existem carpintarias especializadas em construir esse tipo de esquife, todos muito alegres e coloridos com forma de animais, ferramentas, livros, instrumentos musicais e até mesmo garrafas de cerveja.
Nova Orleans.
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Ovos e bacon, Sol e Lua, Nova Orleans e jazz; algumas coisas são simplesmente indissociáveis. A lista de atividades menos conhecidas no pantanoso estado sulista da Louisiana é deliciosamente imensa para quem vem de fora dos Estados Unidos, mas nenhuma é mais festiva e provocativa que os funerais de jazz em Nova Orleans. Nos tradicionais enterros, uma banda acompanha o féretro durante todo o percurso, da casa do finado ao cemitério.
A multidão mantém semblantes lúgubres, sérios e desconsolados, enquanto músicas de jazz, tristes e dolorosas são tocadas o tempo todo. Porém, uma vez que o caixão esteja debaixo da terra, a banda começa a tocar músicas alegres e vibrantes de maneira a lembrar os bons momentos da vida do defunto. A festa começa sem hora para terminar, todos dançam, bebem e se fartam de comidas exóticas. É um funeral que começa com as pessoas chorando e termina com risadas calamitosas.
Uganda.
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País considerado verdadeiro caldeirão cultural com mais de 30 diferentes línguas indígenas pertencentes a cinco grupos linguísticos distintos. Para alguns de seus povos, os ritos funerários são celebrados apenas pelos nobres e comumente paralisam toda expressão de vida, desde o riso ao sexo, dentro de uma comunidade.
No entanto, a maioria dos ritos fúnebres em muitas tribos e culturas do país, são marcados como maneira de celebrar a vida do falecido, como no caso dos Acholi, que vivem no norte de Uganda e na parte oriental do sul do Sudão.
O funeral marca o dia em que a morte é expulsa da casa e o espírito do falecido é trazido de volta. Toda família e todos os amigos do finado são convidados para uma divertida e ininterrupta festa de dois dias, onde dançam, comem e bebem muito álcool.
México.
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Na cultura mexicana, a morte é vista como uma forma natural de se libertar das vaidades e futilidades da vida. O Dia de Finados no México é uma das mais populares e alegres festas do mundo, comemorado com muito entusiasmo, com direito à festivais repletos de música, comidas tradicionais e fantasias da tradição asteca e católica. Uma celebração que caiu no gosto geral com muitos símiles replicados pelo mundo, afinal, quem poderia ficar ofendido com um evento colorido, que está incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO?
Bem, alguém ficou. Recentemente, uma celebração do Dia dos Mortos mexicano foi proibida na Praça Vermelha, em Moscou. As razões não foram reveladas e causam estranheza. No campo, o cidadão russo tem uma atitude mais séria e rigorosa quanto ao luto, mas na maior parte das grandes cidades, os funerais são alegres com roupas coloridas. Na Rússia, por exemplo, a roupa preta, tão utilizada no Brasil, não é bem-vinda.
M.R. Terci é escritor e roteirista; criador de “Imperiais de Gran Abuelo” (2018), romance finalista no Prêmio Cubo de Ouro, que tem como cenário a Guerra Paraguai, e “Bairro da Cripta” (2019), ambientado na Belle Époque brasileira, ambos publicados pela Editora Pandorga.
Sudão é um país da África. Tem a costa para o Mar Vermelho. A religião predominante é o islamismo. O povo é muito pobre. A independência ocorreu em 1956, após a guerra civil sudanesa de 1955 até 1972 e a 2ª guerra civil sudanesa em 1983 até 2005.
A Núbia ficava onde hoje é o
Sudão, próximo ao Egito. Os núbios e os egípcios tiveram relações políticas e
comerciais, por isso ainda encontram vestígios desses povos juntos. Os núbios
viviam da caça, pesca e criação de gado em aldeias pelo Nilo. Depois da escrita
e da unificação do Egito em 3.200 a.C.,essas culturas começaram a se separar.
Os núbios continuaram com suas aldeias e seus chefes. A tradição continuou a
ser passada por contos dos mais velhos nas conversas com os mais jovens.
O REINO DE KUSH.
Inicia na Núbia em 2.000
a.C.. Seu apogeu foi entre 1780 a.C. e 1580 a.C., quando o Egito estava
dominado pelos hicsos. O governo de Kush era uma monarquia. Ocuparam um pedaço
do território egípcio e governaram sobre os egípcios e os cuxitas. Tiveram
governantes cuxitas. Em 591 a.C., foram conquistados pelos egípcios. Os cuxitas
mudaram sua capital de Napata para Méroe. Não se sabe o fim deles. Sabe-se que
Kush foi empobrecendo e em 330 foram conquistados pelo Reino de Axum da
Etiópia. A escrita dos cuxitas é a meroíta, mas ainda não foi decifrada. O
poder era do rei, mas tinham governadores para as províncias, guardas de
proteção, funcionários, chefe do tesouro, chefe do celeiro, escriba mor e
comandante militar. Quando precisavam guerrear, todos os homens eram
recrutados. O exército tinha infantaria e cavalaria. O rei era escolhido como o
melhor da comunidade e consultando o deus deles por adivinhação. Jogavam
sementes no chão para ver a resposta. O povo fazia uma procissão e coroava o
rei. O rei cuxita foi Aspelta(593-568 a.C.). As mulheres eram importantes e
ocupavam cargos de responsabilidade. Também participavam da política.
Administravam o reino com o filho e a nora. Algumas chegaram a comandar
batalhas contra outros povos. Também enfrentaram romanos. A rainha mãe ganhava
o título de Senhora de Kush ou Candace. A rainha mais famosa de kush foi
Amanishaketo (42-12 a.C.), que também usava o título de gere (chefe). Provável
que ela tenha enfrentado o império romano.
Em 21 a.C., conseguiu que o
Imperador Romano Augusto aceitasse um acordo de paz e os cuxitas não pagariam
impostos aos romanos. Kush foi governado por reis e rainhas da mesma família. O
que pode ter ajudado esse reino a durar tanto foram: a escolha dos reis, o
controle da monarquia sobre as riquezas minerais e a participação da mulher no
poder. Viviam da agricultura aproveitando as cheias do Nilo. Primeiro foi um
reino pastorial, depois criaram gado. A quantidade de cabeças de gado, mostrava
se a pessoa era rica. Também criavam cabras, cabritos, cavalos e burros. Em
Méroe foi mais fácil para a agricultura. Cultivavam trigo, cevada, milho,
tâmaras e uvas. Também cultivaram algodão que foi uma das mais importantes
fontes de riqueza. A mineração era abundante no território, principalmente o
ouro. O ouro cuxita era exportado para o Egito e para Roma. O solo também tinha
pedras preciosas. Existe a hipótese de que eles também manuseavam o ferro. As
cidades foram crescendo. Os reis eram enterrados em Napata. Construíram
fortalezas ao longo das rotas comerciais para proteger as caravanas. Os
artesãos cuxitas destacaram-se bons ferreiros, outros trabalhavam com couro, os
marceneiros com móveis, os tecelões com tecidos, os ceramistas com cerâmica e
os joalheiros com jóias.
Hoje, a região é o Sudão, o
maior país da África. Sofrem conflitos religiosos e étnicos. Ocorre o
desemprego, a guerra e a fome. A maioria é muçulmana, 10 % são cristãos e 20%
são de crenaçs africanas tradicionais. Vivem lá, núbios, árabes e outros povos.
A língua oficial é o árabe, mas a metade fala outros dialetos africanos. A
capital é Omdurman e fica as margens do Nilo.
16 de dezembro de 2008 • 19h33 •
atualizado às 19h46
As esculturas contêm
inscrições da antiga
escrita meroítica
Foto:
Reuters
Três estátuas datadas do período Meroe (450
a.C. e 300 d.C.) foram descobertas nos sítios arqueológicos do Sudão, na
África, informa a agência BBC. As esculturas, que contêm inscrições da
antiga escrita meroítica, são as mais completas já encontradas, tendo em vista
que, até o momento, os arqueólogos só haviam encontrado fragmentos de peças da
época.