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sábado, 23 de março de 2019

Conheça a História de 10 Deuses ligados a água.

CONHEÇA A HISTÓRIA DE 10 DEUSES LIGADOS À ÁGUA

Descubra 10 deuses do mundo que têm seus poderes ligados à água e suas propriedades
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 22/03/2019.
Poseidon, deus dos mares
Poseidon, deus dos mares - Divulgação
A água é uma substância essencial para a vida humana, não só a biológica, mas também a social. Muitas civilizações começaram na beira de rios ou se especializaram em condução no mar.
Conheça 10 deuses que canalizam a importância que a água tem em nossas vidas.
1. Enki.
Original da Suméria, Enki é um dos principais deuses da Mesopotâmia (os Annunaki) e era o deus da água doce, que para os sumérios era o elemento primordial do qual se gerou a vida no universo. Seu templo era a casa do "apzu" (a água doce que se separou de Tiamat na origem do mundo, quando Enki corta a cabeça da fera sobra as águas primordiais). Seu principal papel no mundo é nutrir a terra e, assim, posssibilitar a vida e a nutrição dos cereais.
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2. Anuket.
Anuket, ou Anúquis, era a encarnação divina do Nilo entre os egípcios. Assim, era também deusa do fluxo das águas e de suas propriedades. Seu nome significa "abraçar", pois as águas do rio Nilo "abraçavam"os campos ao redor e nutriam a terra para o cultivo. Era representada pela gazela em uma associação complexa entre a vivacidade da caça e o elemento fertilizante que o Nilo representava. Por isso, em relação com outras deusas como Neftis, sua representação está ligada à fertilidade e ao nascimento.
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3. Oxum.
Segunda esposa de Xangô, Oxum é a deusa (orixá) das águas doces, dos rios, lagos e cachoeiras. Levando o nome de um importante rio que corta a Nigéria, ela é associada ao ouro e ao jogo de búzios, sendo uma orixá central no panteão candomblista, onde é cultuada também como deusa da sabedoria e do poder feminino. Está ligada também a elementos relativos à beleza, o amor, a fertilidade e a maternidade, sendo responsável pela proteção dos fetos e das crianças recém-nascidas.
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4. Mama Cocha.
Esta é a deusa andina de todas as águas, cultuada pelos incas no litoral e no interior do continente onde há lagos. Seu culto envolve a busca de proteção da deusa contra maremotos, desastres marinhos e pescas improdutivas. Esposa do deus mais importante do panteão andino, Viracocha - e vivendo com ele na esfera universal superior, Mama Cocha é representada na dualidade mundana como o polo feminino, sendo de vital importância na manutenção do equilíbrio do mundo.
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5. Iara.
Importante deusa "Mãe d'água", a Uiara, ou Iara, é uma deusa comum entre os tupi da América do Sul e é ligada à conservação das águas do continente. A entidade assumiu uma forma de sereia, com rabo de peixe e corpo de uma mulher morena de cabelos longos. Sua lenda conta que era uma grande guerreira que gerou inveja entre os irmãos, que tentam assassiná-la, falham e são mortos por ela. Como punição, Iara é lançada ao rio, onde os peixes a levam até a superfície e transformam seu corpo no seu formato conhecido. Iara continua como grande guerreira, dedicada à proteção da água.
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6. Poseidon
Versão grega do latino Netuno, o famoso deus do tridente é irmão de Zeus, pai de todos e mandatário poderoso, e Hades, deus do submundo e da custódia dos mortos. É o deus dos mares para os gregos, controlando as águas salgadas e o destino dos marinheiros. Sua representação costuma estar acompanhada por um golfinho ou um cavalo marinho, seres que o representam. Temperamental, fenômenos como tempestades marítimas, terremotos, tsunamis e outras catástrofes eram associados a sua ira.
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7. Iemanjá
Orixá feminina das águas salgadas, seu nome significa "aquela cujos filhos são peixes" e é cultuada na umbanda e no candomblé. Carregando diversos nomes como Janaína e Dandalunda, ela é ao mesmo tempo a padroeira dos pescadores e navegantes e deusa associada à conciliação amorosa e reatamento de desafetos. O Rio de Janeiro, Salvador e outras cidades litorâneas têm suas festividades anuais intimamente ligadas ao culto a Iemanjá, trazendo presentes e mimos à sereia.
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8. Aegir
Aegir (literalmente "mar") é o deus nórdico das águas salgadas e oceanos. É confusa sua natureza, porém transita entre os deuses ligados à Paz, a fertilidade e as relações frutíferas, e às vezes, é tido como um gigante. Era adorado e temido ao mesmo tempo pelos marinheiros, pois dizem que possuía o hábito de subir à superfície para pegar e afundar navios e cargas e levá-los ao seu salão submarino. Pela paz, Aegir exigia constantes sacrifícios em seu nome.
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9. Chalchiuhtlicue
Essa deusa cultuada pelos mexicas e astecas no México pré-hispânico era a responsável pelos lagos e correntes d'água. É casada com o deus Tlaloc, deus da umidade, dos raios e das tormentas e residente de Teotihuacán, cidade dos deuses. Era deusa das águas superficiais e em terra, não estando ligada às chuvas. Pela associação que os astecas faziam entre a correnteza d'água e uma espécie de batismo, Chalchiuhtlicue está também associada a um patrono dos nascimentos.
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10. Kanaloa
Conhecido também como Tangaloa na ilha de Samoa, Kanaloa é um deus cultuado pelos antigos habitantes do arquipélago do Hawaii, na Polinésia. Era o deus do oceano, da cura e o companheiro constante de Kane, o deus da criação. O sentido de seu nome é bastante profundo e complexo, mas está ligado desde o nascedouro das criaturas marinhas até a essência central do universo interno de cada um. Por isso, de maneira única entre os havaianos, Kanaloa é representado com olhos grandes, redondos e profundos: aquele que encara fundo seus olhos tem visões que tomam caminhos existenciais e místicos.
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nossa fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/conheca-a-historia-de-10-deuses-ligados-a-agua

sábado, 19 de janeiro de 2019

A inquisição contra as religiões africanas no Brasil Colônia.

A INQUISIÇÃO CONTRA AS RELIGIÕES AFRICANAS NO BRASIL COLÔNIA

Centenas de praticantes foram condenados; até tocar tambor era motivo para se ser acusado de bruxaria
FELIPE BRANCO CRUZ PUBLICADO EM 19/01/2019
Esculturas de Orixás no Pelourinho, Salvador
Esculturas de Orixás no Pelourinho, Salvador - Getty Images
No século 18, a economia de São Paulo dependia da lavoura e do plantio da cana-de-açúcar. O Brasil ainda era colônia de Portugal e a Inquisição voltava a ganhar força na metrópole europeia. Estima-se que nesse período pouco mais de 9 mil pessoas viviam na cidade. No Norte e no Nordeste do Brasil, os padres a serviço do Tribunal do Santo Ofício reapareceram. Mas na longínqua São Paulo a prática não era comum. Foi somente depois de 1745, quando tornou-se sede de um bispado, separando-se da diocese do Rio de Janeiro, que os inquisidores voltaram seus olhos para a pequena cidade do sudeste do país.
A inquisição em São Paulo, e de maneira geral em todo o Brasil, confundiu sistematicamente os rituais africanos com feitiçaria – e processou centenas, no que podia terminar na fogueira, ou o garrote, depois a fogueira, ou a perda de todos os bens - o que não era opção em se tratando de escravos. As vítimas não eram executadas aqui, pois a colônia não tinha tribunais eclesiásticos específicos, e os condenado seriam enviados para ser julgados e mortos em Portugal. Não existe em São Paulo o resultado final dos processos, então essa parte ainda está a ser desvendada. Sabe-se que dezenas de brasileiros foram queimados vivos, mas esses casos bem-documentados são principalmente de brancos acusados de judaísmo. Escravos não tinham existência jurídica como indivíduos, só propriedade.
Nos arquivos brasileiros, descobrimos gente como a escrava Paschoa, que viveu em São Paulo após ter sido vendida no Rio de Janeiro para uma família paulista. O ano era 1749 e Paschoa ficava dentro de casa cuidando da família Leyte Ribeiro, de sete pessoas. Após sua chegada, os senhores começaram a adoecer, e cinco membros da família morreram. Sobre a escrava pesou a acusação de bruxaria, principalmente depois de descobrirem ossos de galinha dentro de uma panela enterrados no quintal e também outros, escondidos dentro da parede e debaixo da cama de um dos filhos da família. Paschoa foi julgada e considerada culpada por bruxaria pela Inquisição. Sua história, por causa disso, ficou registrada em um processo e está há 265 anos arquivada na Cúria Metropolitana da Arquidiocese de São Paulo. Se não fosse assim, dificilmente a sua vida seria conhecida, e Paschoa seria apenas mais uma escrava que viveu e morreu no Brasil do século 18 sem deixar registro.

OSSOS DE GALINHA

Bastante castigados, alguns dos processos da Inquisição em São Paulo estão protegidos por uma camada de papel-arroz que conserva os documentos e impede que se desmanchem ao serem manuseados. Todas as 1 550 páginas de processos abertos entre 1739 e 1771 sobre bruxaria foram fotografados e transcritos por pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Paschoa foi considerada culpada e provavelmente levada a Portugal, onde pode ter sido executada. Entre as declarações das testemunhas de acusação, boa parte foi composta de “ouvi dizer”, “acho que”, “disseram”... Alguns acusaram a escrava – sem provas – de ter assassinado várias pessoas no Rio de Janeiro, o que levou os juízes a concluir que a “ré usou de magia para matar gente”. O relato de Paschoa para sua senhora dizia o contrário: os ossos de galinha teriam sido colocados lá pela escrava “porque lhe tinham ensinado” e “que prometia que agora logo havia de sarar”.
Esculturas dos orixás por Carybe, Museu Afro-Brasileiro, Salvador Wikimedia Commons
Arquivados na Cúria, os processos corriam na Justiça Eclesiástica, órgão a serviço da Inquisição, que condenava as pessoas por motivos como heresia (afronta à religião), apostasia (renegar a fé), bruxaria (na época, qualquer ato contrário à fé católica), judaísmo, homossexualidade, sodomia, vida marital sem casamento, entre outras razões.

BRUXARIA 

Em São Paulo, onde a Inquisição não chegou a marcar presença como no Nordeste, os principais alvos eram os praticantes de ritos vistos como feitiçaria. Não, não era a bruxaria da Idade Média, com caldeirões e velhas assustadoras. De acordo com a equipe da USP, os órgãos da Justiça Eclesiástica consideravam bruxaria as práticas das religiões africanas ou outros ritos que iam contra a fé católica. “Eles não entendiam ou não aceitavam outras religiões que não fosse a católica”, diz Nathalia Reis Fernandes, uma das pesquisadoras. 
Embora a maioria dos acusados tenha sido considerada culpada na investigação preliminar que era realizada pela Justiça Eclesiástica, não se sabe o fim dos réus. Ao contrário do que ocorria, por exemplo, na América Espanhola, não havia Tribunal do Santo Ofício no Brasil. “Não sabemos o que ocorreu com os condenados. A maioria dos documentos está guardada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa”, afirma Helena de Oliveira, da USP. No edifício estão registrados 40 mil nomes de pessoas perseguidas, mas sem classificações por local de nascimento, o que dificulta a identificação.

PATUÁS

Outra dificuldade em localizar esses arquivos em Portugal ocorre porque os escravos eram registrados, na maioria das vezes, apenas pelo primeiro nome. “Como eram considerados mercadorias, não possuíam nome de família”, diz Helena. Um dos processos mais completos encontrados pelas pesquisadoras é o do ex-escravo Pascoal José de Moura, de 1765, que vivia em Araritaguaba, atual Porto Feliz, a 100 km de São Paulo. O homem foi condenado porque produzia patuás para proteção. Os objetos eram uma espécie de amuleto com orações usadas para proteger da morte e do perigo quem os carregasse. “Ainda há uma grande névoa sobre como a Inquisição atuou em São Paulo”, diz Nathalia. “O fato é que Pascoal, negro, livre e alfabetizado, era um exemplo atípico na sociedade”, diz ela.
Escravos desembarcando em Cais do Valongo Wikimedia Commons
De acordo com as pesquisadoras, algumas testemunhas afirmaram que Pascoal não fazia mal a ninguém e que carregava os objetos para a própria proteção ou para ajudar outras pessoas. Mesmo assim, foi condenado e provavelmente enviado a Portugal, onde o desfecho do processo ainda é desconhecido. Nathalia destaca que uma das partes mais interessantes do processo são as próprias orações transcritas nos autos, que revelam um pouco da crença do período.
“Trata-se de um tipo de mentalidade medieval. Esses patuás vinham no formato de escapulários. É um costume que está aí até hoje. Na Idade Média havia a crença de que a simples presença de determinada imagem ou objeto já era suficiente para que a proteção se efetivasse”, diz Nathalia. O texto encontrado nos patuás de Pascoal é praticamente idêntico à oração para São Jorge, rezada até hoje pelos devotos do santo católico. 

OUTROS CASOS

Mas não só escravos ou ex-escravos eram processados pela Inquisição. Outro caso analisado pelas pesquisadoras, de 1771, é o de Leonor de Siqueira e sua filha Anna Francisca. As duas foram acusadas de fazer feitiçarias para transformar o marido de Anna, Manoel José Barreto, em “pateta”. “Era como se ela estivesse fazendo ‘feitiços’ para o marido, porém o motivo é desconhecido”, diz Helena. Infelizmente, esse processo é um dos mais deteriorados e poucas informações sobre ele puderam ser recuperadas. 
Em outros casos, manifestações típicas das religiões e da cultura africana eram confundidas com feitiçaria como, por exemplo, a do “povo do batuque”. Quatro pessoas foram flagradas por soldados após alguém denunciar ter ouvido em uma casa abandonada “batuques ilícitos”. Quando os soldados chegaram ao local, encontraram um casco de cágado, patas de bode e uma cabra. Além de algumas misturas com ervas que as testemunhas não sabiam para que serviam.
“Hoje em dia, batucada não é estranho. Faz parte da nossa cultura. Porém imagine para um descendente de português católico fervoroso que vê uma pata de bode? Para ele só há uma explicação: é coisa do demônio. Tudo que eles não entendiam era uma coisa ruim”, afirma Nathalia. “É possível fazer um paralelo com a nossa sociedade atual”, diz o professor Marcelo Módolo, que orienta as duas pesquisadoras da USP. “Hoje, quando alguém vê algo que não entende e aponta aquilo, julgando de maneira preconceituosa, dizendo que é macumba, cai no mesmo erro dos portugueses do passado”, diz. “A Igreja ainda se considera a intermediária entre Deus e os homens e não permite concorrência. Se alguém fizesse uma simpatia e ela funcionasse, como ficaria a moral dos católicos?”


Saiba mais

O Diabo e a Terra de Santa Cruz: Feitiçaria e Religiosidade Popular no Brasil Colonial, Laura Mello e Souza,1986
Arquivos da Cúria mostram reflexos da Inquisição no Brasil do século 18, Pesquisa USP

sábado, 27 de outubro de 1990

Como é a mitologia iorubá?

Como é a mitologia iorubá?

Esse conjunto de crenças que inspirou o candomblé é baseado na vida em 

harmonia e em comunidade.

ilustra Dalton Muniz.
edição Felipe van Deursen.
Esse conjunto de crenças que inspirou o candomblé é baseado na vida em harmonia e em comunidade. Não há separação entre homens e animais, que inclusive agem como humanos. A solidariedade e a prosperidade vêm do trabalho no campo. Também é importante o culto à ancestralidade, por isso louva-se a continuidade da vida, por meio da figura feminina. Humanos e divindades são igualmente suscetíveis às incertezas (mais ou menos como na mitologia grega). Não há o “mal”, mas há consequências para as ações que não contribuem com o equilíbrio pessoal e do todo.
A criação do mundo.Aqui, nós também viemos do barro.
1. No princípio, Olorum, o ser supremo, governava o Orun, o céu. A Terra não era nada mais que uma imensidão de pântanos governada por Olokun, a grande mãe, guardiã da memória ancestral. Então, Obatalá, a divindade da criação, teve a ideia de colocar terra sólida sobre os pântanos.
2. Instruído por Orunmila, divindade das profecias e do destino, Obatalá trabalhou quatro dias e construiu Aiyê, o nosso mundo, com montanhas, campos e vales. Para que o novo lugar tivesse vida, Olorun criou o Sol, enviou uma palmeira de dendê e fez chover, para que a árvore brotasse. Surgiram as florestas e os rios
3. Para povoar o lugar, Obatalá modelou os humanos no barro com a ajuda de Oduduá, com quem formou o casal propulsor da vida. Terminados os bonecos, colocaram neles o emi, o sopro da vida. A primeira cidade em que os humanos viveram se chamava Ifé. Obatalá voltou ao Orun e contou a novidade aos òrìsà
4. Os òrìsà (ou orixás) são seres divinos que personificam os elementos da natureza e são indispensáveis ao equilíbrio e à continuidade da vida. Eles foram viver com os humanos, e Olorum os orientou: só haveria harmonia se os orixás ouvissem os humanos e os orientassem – eles seriam seus protegidos
5. A harmonia em Ifé ficou monótona, e as pessoas passaram a desejar casas maiores e colheitas mais férteis. Pediram a Olorum, que alertou que o fim desse equilíbrio traria conflitos. O povo insistiu e Olorum deu o que pediam. A cidade se encheu de contrastes. Incapazes de dialogarem, as pessoas se separaram em tribos
Divindades mais cultuadas.
xango
Xangô – Dono dos relâmpagos, dos raios, das rochas e da justiça. Teve três esposas: Iansã, Oxum e Obá
Exu
Exu – O orixá mensageiro entre divindades e homens, que transporta as oferendas
iansaiansa
Iansã – Guerreira. É a divindade dos ventos e tempestades, cuida das almas dos mortos. Impulsiva e cheia de paixões, prefere o campo de batalha aos trabalhos domésticos
iemanja
Iemanjá – Representa a maternidade e a fertilidade, além de ser divindade dos mares
oxumare
Oxumaré – Vive seis meses como homem e seis como mulher. Transporta a água entre o céu e a terra usando o arco-íris
oba
Obá – Divindade do barro e das enchentes, carrega armas e cozinha os alimentos
oxum
Oxum – A mais bela, sempre representada com leque, espelho e roupa vistosa. Divindade da água doce, fecundidade e do amor
ossaim
Ossaim – Divindade das matas, das folhas e ervas medicinais
ogum
Ogum – Divindade do ferro e da guerra. Forte e aventureiro, é associado a São Jorge na mitologia católica
oxossi
Oxóssi – Caçador, orixá das florestas
Mãe África
Povo iorubá dominou grande parte do continente
Os iorubás seriam originários da região do alto Nilo. Por volta do século 6, estabeleceram-se na cidade de Ifé, na atual Nigéria. No século 15, eles eram um poderoso império, cujos domínios se espalharam pela África. Por causa disso, sua mitologia se propagou pelo continente e, mais tarde, chegou às Américas com as pessoas escravizadas. Assim, as comunidades que surgiram no Novo Mundo serviram de berçário para o nascimento de outras religiões, derivadas do iorubá. É o caso do nosso candomblé. Como o registro dos mitos era apenas oral, muitos sofreram alterações com o tempo. Hoje eles têm diferentes versões
Consultoria Luana R. Emil (Oiá Gbemi), antropóloga pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
Fontes Livro Mitos Yorubás, de José Beniste;