Mostrando postagens com marcador Charles Chaplin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Charles Chaplin. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O apetite sexual de Charlie Chaplin.

SEXO COM 2 MIL MULHERES: O INSANO APETITE SEXUAL DE CHARLIE CHAPLIN

O cineasta chegava a obrigar suas esposas a realizar fantasias sexuais extremamente pervertidas e manteve relacionamentos com meninas menores de idade
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 27/02/2020
Charlie Chaplin, em 1915
Charlie Chaplin, em 1915 - Getty Images
Influência para uma geração de comediantes, o humor pastelão repleto de mímicas e expressões de Charlie Chaplin revolucionou o cinema comercial, contribuindo com incalculáveis contribuições artísticas em Hollywood. Entretanto, a fama e dinheiro obtidos com o sucesso cinematográfico serviram, nas mãos de Chaplin, como premissa para saciar seus desejos mais obscuros.
Publicamente, Chaplin assumiu quatro compromissos amorosos durante a sua carreira. Em 1918, aos 28 anos, casou-se com Mildred Harris, de 16 anos. Divorciou-se ela quando completou 18. Em 1924, aos 35, casou-se com Lita Grey, também de 16 anos. Novamente se separou quando a companheira completou a maioridade. Teve um namoro conturbado Joan Barry, repleto de ciúmes por parte da companheira e, por fim, casou-se com Oona O’Neil, com 18 anos. Chaplin já tinha 54.
Quando adquiriu seu próprio estúdio para a realização de seus filmes, relacionou-se secretamente com Paulette Goddard, estrela de suas produções, em 1936. O caso começou quando Paulette tinha apenas 17 anos, mas era orientada a alegar ter 22. Com a compra do estúdio, Chaplin poderia controlar o que era dito nos bastidores sobre a relação. Porém, se separou em 1942, graças a uma crise de ciúmes após o sucesso de um filme estrelado pela atriz.
De acordo com o biógrafo Peter Ackroyd, autor do livro Charlie Chaplin: A Brief Life (2014), revelou que o status de “homem mais famoso do mundo”, aos 26 anos, fez o cineasta aproveitar o prazer carnal indo muito mais longe do que em seus quatro relacionamentos públicos. A estimativa, que fazia Charlie se gabar aos amigos durante toda sua vida, era de ter tido relações sexuais com mais de 2 mil mulheres.
A personalidade de Charlie com as esposas já manifestava um comportamento que evitava as responsabilidades domésticas e o compromisso monogâmico. No primeiro casamento, simplesmente cansou da esposa; saía de casa por dias sem dar notícias e há registros de que Chaplin falava mal de Mildred, dizendo que era uma má profissional e “sem equilíbrio mental”. No ano de seu divórcio, conheceu a segunda esposa, que tinha apenas 12 anos na época.
Em entrevista a Vanity Fair, em 1926, Chaplin foi perguntado sobre como seria sua companheira ideal. “Comigo não exatamente apaixonado por ela, mas com ela completamente apaixonada por mim”, respondeu Charlie. A resposta exemplifica bem a postura de Charlie com mulheres; um homem que gostava de iludir e usar as meninas em sua volta como objetos sexuais.
Em suas caravanas de gravação pelo Estados Unidos, chegava a anunciar nos jornais, procurando “a garota mais bonita da cidade para participar de uma filmagem”. É o caso de Edna Purviance, que viu um anúncio semelhante no jornal San Francisco Chronicle. Sem experiência no cinema, Charlie teve a oportunidade de construir a imagem da garota da maneira que o agradasse.
Charlie Chaplin e Edna Purviance em um set de filmagem  - Getty Images

Ela, por sua vez, ficou bestificada com tamanho luxo e amor mostrado. Ao se aproximar de Charlie de maneira mais íntima, teve relações sexuais com o astro, que levou Edna a acreditar que poderia edificar um amor juntos. Porém, após alguns encontros, notou a outra face de Charlie: um homem que a dispensava quando era conveniente e nem ao menos respondia suas cartas.
Lita Grey, sua segunda esposa, não deixou barato: Charlie exigia que ela lhe fizesse suas mais “pervertidas, degeneradas e antinaturais” fantasias sexuais, dizendo que, como esposa, tinha a função de realizar o que ele pedisse. Porém, Lita saiu com 650 mil dólares por um acordo com os advogados do divórcio após ameaçar divulgar o nome de seis garotas, incluindo menores, que Charlie havia se encontrado durante o casamento. Foi o maior valor obtido por uma mulher em um divórcio na história americana até então.
O fato que Charlie Chaplin era rígido em suas gravações para que tudo ocorresse da maneira dele não é desconhecido por ninguém, mas a construção de que o mesmo se comportava da mesma maneira em seus relacionamentos amorosos levanta muitas questões sobre sua vida pessoal. Marlon Brando, que trabalhou com Chaplin em “A Condessa de Hong Kong”, de 1967, foi direto sobre o comportamento do colega em sua autobiografia, publicada em 1994: “foi o homem mais sádico que já conheci na vida”.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Charles Chaplin fez sátira a Adolf Hitler e foi tachado de comunista.

CHARLES CHAPLIN FEZ SÁTIRA A ADOLF HITLER E FOI TACHADO DE COMUNISTA

A polêmica por trás de sua obra The Great Ditactor, de 1940, uma sátira ao Nazismo de Hitler e ao Fascismo italiano de Mussolini
JOSEANE PEREIRA PUBLICADO EM 25/02/2020
Charles Chaplin fazendo sátira a Adolf Hitler
Charles Chaplin fazendo sátira a Adolf Hitler - Divulgação
No dia 16 de abril de 1889 nascia o cineasta britânico Charles Chaplin, famoso por seu humor simples e eficaz que revolucionou o cinema mudo. Chaplin foi ator, diretor, produtor e roteirista de seus próprios filmes e sua carreira durou mais de 75 anos: quando criança, já atuava nos teatros do Reino Unido da época Vitoriana, e faleceu aos 88 anos de idade. 
Uma de suas obras mais famosas e controversas é The Great Ditactor, de 1940, uma sátira ao Nazismo de Hitler e ao Fascismo italiano de Mussolini. Primeira obra do cinema falado de nosso cineasta, o filme conta com o personagem Hynkel -- tirano vivido por Chaplin -- que perseguia judeus e tinha a ambição de conquistar o mundo, disputando com Benzino Napaloni a primazia na invasão de Osterlich.
Associar o líder da fictícia Tomânia a Adolf Hitler é fácil, e as semelhanças entre os dois deixam ainda mais óbvia a sátira. Além do físico franzino e do fato de ambos terem a mesma idade (nasceram em abril de 1889, com quatro dias de diferença), um detalhe consolidou de vez a piada de Chaplin: o bigodinho.
Hynkel querendo conquistar o mundo / Crédito: Wikimedia Commons

Mas o famoso bigodinho do personagem era falso: duas peças foram especialmente confeccionadas, garantindo que ninguém visse Hynkel sem pensar em Hitler. Após as filmagens, os bigodes foram dados pelo ator ao historiador francês Maurice Bessy, amigo e autor de uma biografia sobre Chaplin, que recolheu preciosidades cinematográficas durante décadas e chegou a possuir uma coleção avaliada na época em torno de 130 mil euros. Ele tinha vários objetos de Chaplin, além de outras relíquias do cinema, como o veículo lunar usado por Sean Connery em 007 – Os Diamantes São Eternos (1971).
Os bigodes foram leiloados em 2004 por quantias que superaram as expectativas. O primeiro, mais usado pelo personagem, foi arrematado pelo valor de 18 mil libras. Já o segundo, que não apareceu tanto quanto o primeiro, foi vendido por 11,9 mil libras. 
Chaplin criou o roteiro para essa obra prima em 1939, quando da invasão alemã à Polônia que daria início à Segunda Guerra Mundial. O longa foi censurado em vários países latino-americanos onde havia movimentos de simpatizantes nazistas, inclusive no Brasil de Getúlio Vargas, por ser considerado “comunista” e “desmoralizador das Forças Armadas” pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Somente após o término da Guerra ele pôde ser assistido em nosso país.
O discurso final do filme, feito pelo barbeiro judeu que trocou de posição com o Grande Ditador, foi usado para acusar Chaplin de comunista. Isso levou ao seu impedimento de morar nos Estados Unidos, o que não foi questionado pelo artista, que resolveu se estabelecer na Suíça.