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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

A origem nórdica do Papai Noel baseada em Odin.

EM PLENA IDADE MÉDIA: A ORIGEM NÓRDICA DO PAPAI NOEL BASEADA EM ODIN

O fim de ano dos vikings inspirou a celebração moderna dos cristãos e o bom velhinho herdou muito do rei de Valhalla

REDAÇÃO PUBLICADO EM 25/12/2020

Ilustração do poderoso Odin
Ilustração do poderoso Odin - Divulgação

No mais frio e escuro do inverno, as pessoas se juntam no espírito do feriado religioso. É época de celebração. Com as casas decoradas com frutos vermelhos de azevinho e ramos de pinheiro, a aldeia mata e prepara os maiores bichos disponíveis. Então bebe alegremente e lembra a passagem do velho barbudo pelos céus.

Esse era o Yule, a festa de fim de ano dos povos germânicos. Na Idade Média, havia duas versões dela: ao norte da Danevirk, a muralha que separa os dinamarqueses dos francos, germânicos cristãos de germânicos pagãos, o velho se chama Odin, os animais são um sacrifício aos deuses e toda a aldeia se reúne num templo. Ao sul, ele atendia por São Nicolau, e a quase mesma festa celebra o aniversário de Jesus Cristo. A missa é na igreja, claro.

Muitos dos símbolos e costumes de Natal foram alegremente canibalizados de tradições mais antigas. É intencional: a data foi escolhida no século 3 e oficializada em 336 para coincidir com o festival de Solis Invictus e do deus Mitra, populares em Roma, logo após as celebrações da Saturnália, um verdadeiro carnaval entre 17 e 23 de dezembro. Era uma decisão consciente de sobrescrevê-los e (esperavam) suprimi-los.

Odin no filme Thor (2011), usando um gorro de Natal / Crédito: Divulgação

 

Antes, o Natal fora celebrado em muitos dias, conforme a opinião do bispo local. Ou dia nenhum, pois, era da opinião de muitos que a celebração de aniversários era um costume pagão. No fim das contas, uma coisa é convencer as pessoas de que os deuses são demônios, uma pálida comparação ao grande Deus único. Outra bem mais difícil é fazê-los parar de fazer festa.

“A Europa não pode viver sem um festival de meio de inverno”, afirma o historiador Richard Hutton, da Universidade de Bristol. Segundo ele, esses festivais são pré históricos. "Monumentos neolíticos na Grã-Bretanha, como o Stonehenge, estão alinhados com o alvorecer ou escurecer do solstício de inverno, mostrando como importante era o festival mesmo na Idade da Pedra. Isso atende a necessidades básicas humanas: luz, calor, plantas e celebração no momento mais frio, escuro e deprimente do ano".

Herdeiro da Saturnália e do Yule, o Natal era uma verdadeira arruaça na Idade Média (e algumas dessas arruaças aparecem a seguir). “As tensões entre as tradições populares e a opinião eclesiástica não diminuiriam com a universalização do Natal”, afirma a historiadora Penne Restad, da Universidade do Texas.

"Como um historiador da época bem definiu: ‘Os pagãos se tornaram cristãos – mas a Saturnália continuou’”. Obviamente, é um salto dizer que o Natal é um ritual pagão. Como lembra Hutton, a maioria das tradições data do século 19. Mas esse salto ainda assim foi dado por muitos cristãos.

Em 1644, os puritanos ingleses, após deporem o rei Carlos I em meio a uma Guerra Civil, simplesmente proibiram o Natal por considerarem-no “pagão”. A lei só seria derrubada com o retorno da monarquia, em 1660. Os escoceses foram além e reprimiram o Natal entre 1640 e, incrivelmente, 1958, quando voltou a ser feriado.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/historia-papai-noel-no-brasil-o-natal-e-viking.phtml

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Como a Coca Cola popularizou a imagem do Papai Noel.

 

COMO A COCA-COLA POPULARIZOU A IMAGEM DO PAPAI NOEL

Apesar de ser uma celebração cristã milenar, a figura do bom velhinho barbudo de roupa vermelha e branca só começou a ser difundida na década de 1930

FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 02/12/2020

Papai Noel bebendo uma Coca-Cola
Papai Noel bebendo uma Coca-Cola - Divulgação/ The Coca-Cola Company

Com a chegada do fim do ano é inevitável não nos deparamos com a imagem do bom velhinho de barba branca e meio barrigudinho que viaja em seu trenó distribuindo presente para crianças de todo o mundo. Sem dúvida alguma, o Papai Noel é o maior símbolo de Natal

Entretanto, nem sempre foi assim. A imagem como conhecemos hoje tem uma origem muito mais comercial e bem mais nova que a origem do Natal em si. A figura do velhinho de roupa vermelha e branca começou a ser difundida somente na década de 1930. Descubra como a Coca-Cola ajudou nesse processo.

A origem 

Apesar do Natal ser uma celebração cristã, a figura do bom velhinho como conhecemos surgiu graças ao sincretismo de várias culturas e religiões. Uma delas, a mais difundida, diz que o Santa Claus — nome em inglês do Papai Noel —, se baseia na história de São Nicolau, arcebispo do século 4 que deixava moedas de ouro na porta da casa das famílias mais humildes. 

São Nicolau / Crédito: Wikimedia Commons

 

Outros dizem que a figura pode ser uma adaptação da lenda do "Velho Inverno", que é anterior a São Nicolau. Segundo conta, um senhor mais velho andava de casa em casa pedindo comida no inverno. Quem o ajudasse de boa vontade e bom coração, segundo a história, garantiria um inverno mais ameno e próspero.  

Isso sem contar que celebrações protestantes, que buscavam usar imagens diferentes da Igreja Católica, que enfatizavam a figura do presépio, já utilizavam a figura do personagem. 

A representação 

Em 1823, o professor americano Clement Clarke Moore publicou anonimamente o poema The Night Before Christmas (Antes da Véspera de Natal), que acabara se tornando um dos maiores símbolos de Natal, principalmente, na América do Norte. No texto, ele descreve um velhinho bochechudo que viaja de trenó e entra na casa das pessoas por uma chaminé. 

Uma representação mais visual de Noel só ganhou vida em 1863, quando o cartunista americano Thomas Nast criou uma imagem semelhante a que conhecemos hoje. Seu trabalho, inclusive, estampou a capa da revista Harper’s Weekly.

Além do desenho, Nast também criou a parte da lenda que dizia que o personagem morava no Polo Norte.  

Papai Noel de Thomas Nast estampando a capa da Harper's Weekly / Crédito: Domínio Público

 

Como passar dos anos, diversos artistas foram criando suas próprias adaptações de Papai Noel, cada qual com seu toque pessoal. Porém, nenhuma delas ficou tão famosa quanto a que estampou as publicidades da Coca-Cola.  

Coquinha gelada 

A Coca-Cola começou seus anúncios natalinos somente na década de 1920, com publicidades em grandes revistas como “The Saturday Evening Post”, “Ladies Home Journal”, “National Geographic”, “The New Yorker”, entre outras. Nelas, a empresa ainda mostrava um Papai Noel mais nastasiano.  

Papai Noel de Thomas Nast  / Crédito: Domínio Público

 

Uma década depois, a companhia passou a colocar anúncios em revistas populares, com isso, o executivo da agência de publicidade D’Arcy, Archie Lee, queria que o Papai Noel da Coca-Cola tivesse um ar mais saudável, mas que ao mesmo tempo fosse realista e simbólico.  

Para tal, o ilustrador Haddon Sundblom foi encarregado de criá-lo. Sua missão era de conceber o próprio Noel e não uma pessoa vestida como ele. Para isso, ele usou como inspiração o poema de Clark Moore

Apesar de muitos dizerem que a empresa que fez com que o bom velhinho usasse um casaco vermelho, ele já era representado dessa maneira antes de Sundblom o pintá-lo. Porém, foi a partir daí que sua figura se popularizou.  

Papai Noel da Coca-Cola de Haddon Sundblom / Crédito: The Coca-Cola Company

 

De 1931 a 1964, a Coca-Cola passou a estampar um Papai Noel entregando brinquedos, lendo cartas, visitando crianças e, é obvio, desfrutando de uma garrafa de Coca bem geladinha.

Os originais do artista — pinturas a óleo —, foram adaptadas em publicidades de revistas, display de lojas, cartazes, outdoores e até mesmo bonecos de pelúcia. Muitos dos quais permanecem colecionáveis até hoje.  

A versão final do personagem só foi estabelecida em 1964, porém, por várias décadas, a empresa usou as imagens originais.

Essas pinturas se tornaram tão valiosas que chegaram a serem exibidas nos maiores museus de arte do mundo: como o Louvre, na França; o Royal Ontario, em Toronto; Museum of Science and Industry, em Chicago; na Isetan Department Store, em Tóquio; e na NK Department Store, em Estocolmo.

Muitas destas pinturas, inclusive, permanecem em exibição no World of Coca-Cola, em Atlanta, na Geórgia. 

O Papai Noel da Coca-Cola ganhou a companhia do Sprite Boy (Menino Duende, em tradução livre), que apareceu em campanhas até 1950. O personagem também foi criado por Sundbloom.

Ele ganhou esse nome por ser um duende, não tendo associação nenhuma com o refrigerante, que só foi lançado 10 anos depois.  

Papai Noel da Coca-Cola de Haddon Sundblom / Crédito: The Coca-Cola Company

 

Em 2001, as pinturas do artista foram usadas como base de um comercial televisivo estrelado pelo próprio Papai Noel da Coca-Cola. A campanha foi criada pelo animador premiado pelo Oscar, Alexandre Petrov.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/como-coca-cola-popularizou-imagem-do-papai-noel.phtml

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

De Papai Noel a Tutancâmon: veja 5 reconstruções faciais de nomes históricos.

DE PAPAI NOEL A TUTANCÂMON: VEJA 5 RECONSTRUÇÕES FACIAIS DE NOMES HISTÓRICOS

Com o uso de crânios digitalizados, pesquisadores desenvolveram os possíveis rostos de pessoas que viveram antigamente
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 19/09/2019
A reconstrução facial do faraó Tutancâmon
A reconstrução facial do faraó Tutancâmon - BBC
tecnologia, hoje, permite que, com um arranjo entre as áreas da ciência, história e arte, pesquisadores formulem rostos de pessoas famosas na História do mundo. Através da reconstrução facial forense, que utiliza digitalizações de crânios, podemos imaginar como eram os rostos de pessoas que viveram antigamente.
Mesmo que os resultados possam conter algum toque de subjetividade, é possível imaginar eles poderiam ter sido.
Confira 5 reconstruções faciais de alguns nomes históricos importantes mundialmente.
Tutancâmon.
De acordo com as representações 3D de sua múmia, o faraó tinha dentes grandes, um queixo recuado e um nariz fino. Além disso, seu corpo mostra uma perna quebrada, indicando que ele pode ter morrido caindo de um cavalo ou carruagem.
Crédito: Reprodução
Bach.
O famoso compositor alemão tirou apenas um retrato durante toda sua vida. Essa reconstrução foi feita por pesquisadores com base em um molde de bronze de seu crânio. Ele tinha um pescoço grosso e uma sobrancelha, no mínimo, severa.
Crédito: Reprodução
Henrique IV da França.
A cabeça do Rei Henrique foi separada do resto de seu corpo durante o Regime do Terror, em 1793, na França. No século 19, ela foi reencontrada em uma coleção privada. O rei foi um dos mais populares do país, e ficou conhecido como “o bom rei Henrique”. No entanto, ele foi assassinado por um fanático católico. 
Crédito: Reprodução
Papai Noel.
O corpo de São Nicolau, mais conhecido como Papai Noel, está em uma igreja em Bari, na Itália. De acordo com essa representação, ele tinha aproximadamente 1,70m, uma cabeça enorme e uma mandíbula quadrada. Seu nariz também estava quebrado, como se alguém tivesse batido nele antes de sua morte.
Crédito: Reprodução
Shakespeare.
Crédito: Reprodução
Há inúmeras dúvidas sobre o personagem Shakespeare. Sua orientação sexual, como ele escrevia seu próprio nome, e até mesmo se foi ele mesmo quem escreveu suas peças. Essa reconstrução é, no mínimo, interessante, pois mostra um homem que sofria com câncer e tinha um rosto um tanto triste.

domingo, 23 de dezembro de 2018

São Nicolau: o verdadeiro Papai Noel viveu na Turquia.

SÃO NICOLAU: O VERDADEIRO PAPAI NOEL VIVEU NA TURQUIA

Ele só foi santificado 600 anos depois de morrer. Mas até hoje é considerado um exemplo de caridade e desprendimento
ALANA SOUSA ATUALIZADO EM 23/12/2018
São Nicolau
São Nicolau - Wikimedia Commons
A ideia de um velhinho gorducho, de cabelo e barba branca passeando pelo céu em seu trenó e distribuindo presentes para as crianças do mundo inteiro, é uma fantasia criada para comercializar a tradição de Natal. Porém, essa fantasia foi baseada em uma pessoa real. Você sabe quem foi a inspiração para o Papai Noel que conhecemos hoje?
Nicolau nasceu em 15 de março de 270 em Patara, Lycia (atual Turquia, na época parte do Império Romano). Aos 18 anos ficou órfão e herdou uma fortuna. Ao invés de gastar todo o dinheiro, decidiu distribuir entre os mais pobres. Buscando a recompensa prometida aos cristãos para a vida após a morte, ele sempre fazia suas doações anonimamente.
Entre vários contos que atestam a bondade de Nicolau, está a história de um homem honesto que caiu na pobreza. Ele tinha três filhas, mas pouco dinheiro. Não tinha dote para oferecer para os pretendentes das moças. Tocado por essa história, Nicolau resolveu intervir: uma noite, ele passou pela casa deles e jogou uma sacola de moedas pela janela. Havia dinheiro suficiente para um dote e o pai ficou encantado. Ele casou muito bem a sua filha mais velha.
Reza a lenda que Nicolau repetiu a boa ação para as duas filhas caçulas também. Na terceira vez, o pai já aguardava o anônimo benfeitor e conseguiu até falar com Nicolau, que pediu ao homem que mantivesse sua identidade em segredo.
Pintura retratando a doação de dotes por Nicolau / Crédito: Wikimedia Commons

Outro episódio que vale ser citado é quando Nicolau teria intervindo na execução de três homens. Declarou que eles eram inocentes e que um dos jurados que os condenara recebera suborno.
Sua morte ocorreu em 6 de dezembro de 343, mas só no século 9 que a Igreja o reconheceu como santo — hoje um dos mais conhecidos da cristandade.
Só quatro séculos depois de sua canonização é que as pessoas começaram a comemorar uma data relacionada à ele, dando início a tradição de Papai Noel. Nicolau não tinha como imaginar, mas, 1588 anos depois que ele faleceu, no ano de 1931, sua imagem acabou transformada: um comercial da Coca-Cola transformou o Papai Noel na figura que conhecemos até hoje, com roupas e gorro vermelhos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Erros Históricos.


Este artigo pode ser utilizado na aula de História. A fonte é Revista Mundo Estranho, Erros Históricos, História Mal Contada – Marco Polo e Papai Noel, abril, edição 109, pág. 20. Bom Trabalho.


quarta-feira, 2 de junho de 1993

Aldeia do Papai Noel em Gramado, no RS.


Aldeia do Papai Noel em Gramado.

Passeio imperdível.




Aldeia do Papai Noel em Gramado.

















Aldeia do Papai Noel em Gramado.






Certificados que tu ganha quando termina o percurso e colhe os carimbos.

Imagens de arquivo pessoal.

Para fazer o passeio é necessário comprar o ingresso na entrada do parque ou por antecedência em aplicativo de ofertas.

Boa pesquisa.