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domingo, 20 de março de 2022

Começa a ser desvendada a múmia sereia do Japão.

COMEÇA A SER DESVENDADA A 'MÚMIA SEREIA' DO JAPÃO

Adorado por suas 'propriedades medicinais', o peculiar corpo mumificado conta com o torso de macaco, cauda de peixe, além de cabelo e unhas humanos

ISABELA BARREIROS ATUALIZADO EM 20/03/2022, 

A "múmia sereia" do Japão
A "múmia sereia" do Japão - Divulgação/Vídeo/The Asahi Shimbun

Entre 1736 e 1741, um pescador teria capturado um espécime bizarro de 30,5 centímetros de comprimento em uma região desconhecida do Japão. O corpo estranhamente mumificado supostamente foi, então, vendido a uma família rica.

É isso que se sabe sobre a história da famosa “múmia sereia” japonesa, adorada há séculos no país, aparentemente em decorrência de suas propriedades medicinais em um templo na província de Okayama.

As poucas informações sobre o artefato curioso estão em uma nota, que foi deixada dentro da caixa que a guarda no local religioso. Como ela foi parar no templo? Ninguém sabe responder a essa pergunta também.

O espécime de "múmia sereia" / Crédito: Divulgação/Vídeo/The Asahi Shimbun

 

Envolta de teorias conspiratórias, a múmia finalmente começou a ser estudada recentemente após Hiroshi Kinoshita, membro do conselho da Okayama Folklore Society, tomar conhecimento dela por meio de uma enciclopédia de criaturas míticas, onde viu uma foto do espécime.

O especialista teve que convencer o templo a dar permissão para que o espécime se tornasse objeto de pesquisa, iniciada pelo paleontólogo da Universidade de Ciências e Artes Kurashiki, Takafumi Kato, e seus colegas, que passaram a investigar as origens do peculiar artefato.

Estudando a 'múmia sereia'

Para iniciar as pesquisas, os cientistas submeteram os restos mortais incomuns a uma tomografia computadorizada, em que eles foram fotografados minuciosamente. O procedimento foi realizado no dia 2 de fevereiro deste ano, como reportou o jornal japonês The Asahi Shimbun.

A expectativa é que amostras de DNA sejam coletadas da múmia para que as espécies combinadas para sua formação sejam identificadas, no próximo passo do projeto de pesquisa que quer entender o item místico da província de Okayama.

Detalhes do corpo mumificado / Crédito: Divulgação/Vídeo/The Asahi Shimbun

 

Os resultados das investigações devem ser divulgados no final deste ano e os sacerdotes do templo esperam que o estudo possa contribuir para o legado da sereia, além de ajudar na preservação do folclore local.

"Espero que o projeto de pesquisa possa deixar registros científicos para as gerações futuras”, afirmou Kozen Kuida, o sacerdote-chefe do templo, à publicação japonesa.

O religioso acrescentou que a múmia é entendida como um presságio de boa saúde pelos moradores da região. Ele explicou: “Nós o adoramos, esperando que isso ajudasse a aliviar a pandemia de coronavírus, mesmo que apenas levemente”.

Isso provavelmente porque o espécime possui algumas características similares a criaturas místicas do folclore japonês geralmente associadas a curas milagrosas e aumento da longevidade, como destacou o portal LiveScience.

Alguns exemplos importantes são seres conhecidos como Amabies, sereias com bicos no lugar de bocas que contam com três barbatanas, e os Ningyos, que são tidos como criaturas parecidas com peixes, porém com cabeças humanas.

Uma lenda famosa no Japão, intitulada de "Yao Bikuni", conta a história de uma mulher que acidentalmente comeu a carne de um Ningyo inteiro e, por este motivo, teria vivido por 800 anos, ajudando na crença sobre as propriedades mágicas dessas criaturas. 

fonte: aventurasnahistoria.com.br

sexta-feira, 11 de março de 2022

Múmia de Sereia foi encontrada no século XVII.

"MÚMIA DE SEREIA" ENCONTRADA NO SÉCULO XVIII É INVESTIGADA POR PESQUISADORES

Criatura estranha teria sido capturada por uma rede de pescadores no Japão
Por History Channel Brasil em 11 de Março de 2022 às 11:23
"Múmia de sereia" encontrada no século XVIII é investigada por pesquisadores-0

Pesquisadores estão investigando um estranho artefato no Japão. Trata-se da suposta múmia de uma sereia que teria sido capturada por uma rede de pescadores entre os anos de 1736 e 1741 na região japonesa de Kochi. De acordo com a lenda, quem provar da sua carne, se torna imortal.

Lendas de sereias no Japão

Nos últimos 40 anos, a "múmia" tem sido exposta em um templo na cidade de Asakuchi, onde é objeto de adoração. Na parte superior do corpo, a criatura apresenta cabeça com cabelo, tronco, duas mãos que se estendem em direção ao rosto, além de restos de dentes afiados e pontudos em sua boca. Já a parte inferior é composta por um rabo de peixe (veja abaixo ou clicando aqui).

Agora, pesquisadores da Universidade Kurashiki estão submetendo os supostos restos mortais a exames de tomografia computadorizada. A hipótese mais provável é que a criatura seja composta por uma costura que une o torso de um macaco com a cauda de um peixe. Os cientistas também coletaram DNA da "sereia" para descobrir exatamente quais espécies foram usadas para confeccionar o artefato.

"As sereias japonesas têm uma lenda relacionada à imortalidade", disse Hiroshi Kinoshita, da Sociedade Folclórica de Okayama. "Dizem que se você comer a carne de uma sereia, nunca morrerá. Há uma lenda em muitas partes do Japão que uma mulher acidentalmente comeu a carne de uma sereia e viveu por 800 anos", afirmou ele em entrevista ao site Metro.

"Múmia de sereia"

Múmias parecidas já foram investigadas no passado, tanto no Japão quanto em outros lugares do mundo (como as que aparecem na imagem que abre este texto e na foto acima) . Nenhuma delas se provou autêntica. Os resultados dos exames da sereia de Asakuchi devem ser publicados até o final de 2022.

Fontes
 
Metro, IFLScience e Live Science
Imagens
 
Daderot, via Wikimedia Commonse Wellcome collections, via Wikimedia Commons
fonte: history.com

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Misteriosa sereia mumificada.

Cientistas investigam a misteriosa sereia mumificada

Esta estranha e mumificada criatura tem o corpo superior de um humano e o corpo inferior de um peixe. No entanto, o que é isso?

Durante centenas de anos, essa estranha “múmia sereia” esteve em um templo onde recebia adoração por crentes na esperança de que a enigmática criatura lhes pudesse trazer sorte, felicidade e boa saúde.

Esta estranha e mumificada criatura tem o corpo superior de um humano e o corpo inferior de um peixe. No entanto, o que é isso? Será uma espécie desconhecida, uma verdadeira sereia como as mencionadas nos mitos e lendas, ou algo mais?

Neste sentido, os cientistas tentaram desvendar a verdadeira história por detrás deste ser perplexo pela primeira vez. Um grupo de investigadores da Universidade de Ciência e Artes de Kurashiki está atualmente investigando os restos mortais da “sereia mumificada”. Os resultados deste estudo têm previsão para o Outono deste ano.

O estudo científico começou graças ao folclorista Hiroshi Kinoshita, membro da Sociedade Folclórica de Okayama, que tropeçou em uma fotografia da múmia enquanto lia os trabalhos de investigação escritos por Kiyoaki Sato (1905-1998), um historiador natural.

Sato escreveu a primeira enciclopédia japonesa sobre ghouls “yokai”, hobgoblins, e outras criaturas sobrenaturais do folclore japonês. Dessa forma, Kinoshita localizou a sereia mumificada e contatou cientistas para examinar a criatura.

sereia mumificada
Cientistas estão analisando os restos de uma sereia mumificada encontrada no Japão. Crédito: Kunio Ozawa

Mitos e lendas sobre a sereia mumificada

Kozen Kuida, um sacerdote chefe no templo de Enjuin em Asakuchi concordou em deixar os investigadores realizarem um estudo minucioso. A pequena múmia retirada da caixa de 30 centímetros de comprimento, foi para a Universidade para passar por exames por TAC. Dentro da caixa, uma pequena nota explicou então que a criatura tinha sido apanhada em uma rede de pesca na costa da província de Tosa (atual Prefeitura de Kochi) entre 1736 e 1741.

De fato, ela parece ter tido muitos proprietários antes de chegar ao templo. “Muitos mitos e lendas contam que estranhos seres aquáticos anfíbios, com pés de teia e conhecidos como Kappas, estavam disseminados no Japão Medieval.

Há também um culto animista muito antigo e apenas parcialmente conhecido, ainda realizado no deserto de Gobi, no norte da Mongólia, que é considerado como estando relacionado com os mesmos seres.

Os xamãs que realizam este culto afirmam comunicar com criaturas negras, corcundas, com garras longas que têm o poder de “lançar a sua pele” e assumir imediatamente a forma humana.

Estes metamorfos podem passar despercebidos. No entanto, quando revestidos na sua ‘pele escura’, diz-se que são invisíveis e que navegam ou voam em grandes conchas, sobre as águas ou através das nuvens, segundo o ‘Livro do Fogo’ (Ghal Sudur), no qual possui todas as antigas tradições da região”.

Mas poderá a sereia mumificada e confusa ser uma Kappa? Atualmente não se sabe como é que a estranha e desconhecida criatura acabou no templo Enjuin. Segundo o sacerdote chefe Kuida, a múmia fica em um cofre à prova de fogo para evitar a sua deterioração. Sua exposição ao público durante os últimos 40 anos.

Amabie

Kinoshita explicou que as sereias mumificadas ficam em outros templos no Japão. Uma delas tem a parte superior do corpo de um macaco e a parte inferior do corpo de um salmão.

O responsável pelo estudo incomum desta misteriosa sereia é Takafumi Kato, um professor de paleontologia. Juntamente com os seus colegas, ele irá realizar testes de DNA juntamente com uma análise detalhada da parte inferior do corpo da criatura.

O padre chefe Kuida disse que a criatura mumificada desconcertante o lembra de Amabie, “uma criatura semelhante a uma sereia japonesa com cabelo comprido, um bico e 3 pernas.

De acordo com uma estampa de bloco de azulejos do período Edo datada de 1846, Amabie apareceu ao largo da costa de Kumamoto, Japão. Amabie previu uma colheita abundante para os próximos seis anos, mas isso não é tudo. Este mítico Yokai chegou aos humanos com uma mensagem, dando conselhos às pessoas em caso de uma epidemia.

Amabie disse – “A boa colheita continuará durante seis anos a partir do ano corrente se a doença se espalhar, mostre, portanto, uma imagem minha aos que adoecem e eles serão curados”. Depois disso, Amabie voltou ao mar, contudo, a memória da enigmática criatura se manteve viva”.

Quando milhares de pessoas morreram devido ao coronavírus, muitas pessoas no Japão fizeram desenhos de Amabie com a esperança de que esta criatura mitológica pudesse de alguma forma ajudar a humanidade a ultrapassar o surto pandêmico.

Os resultados do estudo da sereia mumificada serão apresentados no final deste ano. Dessa forma, será interessante saber que tipo de criatura foi mantida dentro do templo de Enjuin durante tantos anos.

fonte: fatoscuriosos.club

sábado, 9 de maio de 2020

A história da sereia de Fiji.

FARSA OU SHOW DE HORRORES? A HISTÓRIA DA BIZARRA SEREIA DE FIJI

Supostamente encontrada por marinheiros no começo de 1800, a criatura chegou até P.T. Barnum, famoso por seus freak shows
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 09/05/2020
Imagem meramente ilustrativa de sereia
Imagem meramente ilustrativa de sereia - Divulgação/Pixabay
Durante quase todo o século 19, as pessoas eram profundamente atraídas por circos bizarros e shows mórbidos. Naquela época, quanto mais esquisita e singular fosse a atração, maior era o entretenimento do público.
Assim, mulheres barbadas, pessoas fisicamente alteradas e super humanos eram os queridinhos do show business. Ainda que fossem tratados como aberrações pela sociedade, tais artistas arrecadavam valores exorbitantes todas as noites.
Exposta em uma caixa de vidro grosso, a Sereia de Fiji foi uma das atrações mais conhecidas na época. Junto de diversos outros indivíduos semelhantes, ela atraiu a atenção de cidades inteiras ao redor do mundo — verdadeira ou não.
A suposta Sereia de Fiji / Crédito: Wikimedia Commons
Marinheiros de sorte.
Reza a lenda que, logo no início dos anos 1800, a curiosa sereia foi encontrada perto das Ilhas de Fiji, no Pacífico Sul. Intrigados, marinheiros japoneses deram nome ao ser capturado e trouxeram-na para terra firme.
Naquela época, comerciantes holandeses eram intimamente ligados ao mercado Japonês. Dessa forma, após algumas negociações amigáveis, a sereia foi comprada, em meados da década de 1810.
Por anos, o ser marítimo fez sucesso em terras holandesas até chamar atenção de Samuel Barrett Edes. Profundamente intrigado pela entidade mística, o capitão norte-americano arrematou a sereia por 6 mil dólares, em 1822.
Com um tórax semelhante ao dos humanos e uma cauda grossa, o indivíduo foi exibido em Londres naquele mesmo ano. A sereia foi divulgada em jornais, a fila da exposição estava sempre lotada e as opiniões sobre sua veracidade eram bastante divididas.
O começo de uma viagem.
Em meados de 1840, Samuel Barrett Edes morreu e deixou seu bem mais precioso de herança para seu filho. Cansado da sereia, no entanto, o jovem vendeu o artefato para Moses Kimball, integrante do Museu de Boston.
Uma vez detentor da espécime, Moses imaginou que um amigo de Nova York saberia como proceder com a sereia. Assim, o famosos P. T. Barnum colocou os olhos no ser místico pela primeira vez, em 1842.
Profundo apreciador do oculto, Barnum passou a alugar a sereia de Moses e expô-la no Museu Americano de Barnum, em Nova York. Pagando US $ 12,50 por semana, ele passou a ganhar milhares de dólares.
Outra sereia de Moisés Kimball / Crédito: Wikimedia Commons

Pelo mundo.
Percebendo a fama da criatura e a forma como ela conquistava o olhar dos curiosos, Barnum decidiu criar uma publicidade mais agressiva. Assim, ele enviou cartas anônimas para diversos veículos jornalísticos, apresentando a sereia.
Nos textos, ele explicava que um explorador havia capturado a criatura durante uma de suas viagens na América do Sul. Sob o nome de Dr. J. Griffin, então, um empregado de Barnum passou a viajar com a sereia, alegando tê-la encontrado.
O sucesso da peça era inegável e Barnum pensava ter tirado a sorte grande. Após um incêndio no Museu Americano de Barnum, entretanto, a sereia desapareceu, em 1859. Seu paradeiro nunca mais foi encontrado e a memória ficou para as fotos e ilustrações.
Uma farsa desmascarada.
O legado da suposta sereia se seguiu por anos, ainda mais quando outros espécimes parecidos apareceram. Especialistas, contudo, estavam determinados a desvendar a história por trás da criatura de Barnum.
Foi descoberto, então, que o ser místico, na verdade, era composto pelo tronco um macaco costurado à metade de um peixe. No caso da Sereia de Fiji, especialistas concluíram que o artefato era a junção de um orangotango com um salmão.
Segundo um artigo publicado pela revista Western Folklore na época, a sereia provavelmente foi criada por um pescador japonês, no início de 1800. Essa seria uma tradição asiática que, desconhecida pelo Ocidente, enganou desavisados e ainda garantiu um mundo de fama para aqueles que decidiram expô-la.