Mostrando postagens com marcador Império Romano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Império Romano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: A Vida Quotidiana em Roma no apogeu do Império.

 

Bibliografia: CARCOPINO, Jérôme. A Vida Quotidiana em Roma no apogeu do Império. Coleção A Vida Quotidiana em Todos os Tempos. Lisboa: Livros do Brasil, 1959. 

O livro "A Vida Cotidiana em Roma no Apogeu do Império", escrito pelo historiador francês Jérôme Carcopino e publicado originalmente em 1940, é um clássico que retrata o dia a dia da capital romana nos séculos I e II d.C. A obra foca na vida de seus habitantes comuns.

Abaixo, veja os principais pontos e características da obra:

 Foco da Obra

Enquanto a maioria dos relatos históricos foca em imperadores, generais e batalhas, Carcopino volta sua atenção para a sociedade civil. O autor descreve minuciosamente o cotidiano durante o reinado dos imperadores da dinastia Flaviana e dos Antoninos (com ênfase no reinado de Trajano), período de maior opulência e extensão da cidade.

 Estrutura e Conteúdo

O livro é dividido em seções temáticas que reconstroem o ambiente romano, cobrindo os seguintes aspectos:

  • Espaço Urbano e Habitação: Detalha a superlotação, a agitação e o contraste entre as luxuosas domus (casas aristocráticas) e os insalubres insulae (edifícios de apartamentos para a plebe).
  • Sociedade e Hierarquia: Explora a dinâmica entre patrões e clientes, a rígida divisão de classes, a rotina dos escravizados e a importância dos banhos públicos.
  • Higiene e Alimentação: Descreve os horários, os hábitos de higiene nos famosos banhos romanos e o que as diferentes classes sociais comiam.
  • Lazer e Religião: Aborda a paixão popular pelos espetáculos violentos (corridas de bigas no Circo Máximo e lutas de gladiadores no Coliseu) e a onipresença dos cultos e rituais religiosos no dia a dia.

 Principais Méritos

  • Riqueza de Detalhes: Carcopino utiliza fontes literárias, jurídicas e arqueológicas para detalhar o funcionamento do trânsito, a moda, o sistema de aquecimento e até mesmo os horários da cidade.
  • Viagem no Tempo: A narrativa é imersiva e consegue transportar o leitor para o barulho e a efervescência das ruas de Roma há dois mil anos.

 Críticas e Contexto Histórico

  • Visão Eurocêntrica Antiga: Escrito antes de grandes revoluções metodológicas da historiografia (como a Nova História francesa), o livro dá pouca voz aos marginalizados e reflete algumas perspectivas do período em que foi escrito.
  • Estilo Literário: A prosa é robusta, mas exige um leitor disposto a acompanhar descrições longas e ensaísticas.

 

Livro: A História Secreta de Roma.

 


O livro "A História Secreta de Roma", escrito pelo jornalista Sérgio Pereira Couto e publicado pela editora Universo dos Livros, funciona mais como um guia introdutório do que como uma revelação de mistérios inéditos.

Resumo e Conteúdo

A obra é frequentemente descrita como um material de apoio para entusiastas da série de TV "Roma" (produzida pela HBO). O autor utiliza o enredo da série como gancho para explicar o contexto histórico real e comparar o que é ficção com o que de fato aconteceu.

O livro aborda:

  • Personagens Centrais: Traz resumos sobre a vida de figuras icônicas como Júlio César, Marco Antônio, Cleópatra, Brutus e Pompeu Magno.
  • Ascensão e Poder: Explora como uma pequena aldeia italiana se transformou em um dos impérios mais influentes da civilização moderna.
  • Acontecimentos: Foca nos principais eventos políticos e militares citados na produção televisiva.

Crítica e Perfil

  • Expectativa vs. Realidade: Leitores no Skoob alertam que o título pode ser "ilusório", pois o conteúdo apresenta informações básicas e não propriamente segredos recém-descobertos.
  • Linguagem: Como Sérgio Pereira Couto é um jornalista especializado em história e curiosidades, o texto é acessível e dinâmico, voltado para o grande público e não apenas para acadêmicos.
  • Recomendação: É uma boa leitura para quem está começando a se interessar por Roma Antiga ou quer entender melhor as referências históricas de obras de ficção da época.

 

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Os governos e imperadores do Império Romano.

Os governos e imperadores do Império Romano.

A época do governo de Marcus Aurélius.

Até o século II, o Império Romano foi a maior civilização da antiguidade. Uma em cada 5 pessoas vivia em Roma. O imperador de Roma era Marco Aurélio, um dos mais poderosos, considerado um dos mais bem sucedidos, além de ser grande filósofo e general militar. Governou regiões da África, Mediterrâneo, Europa e Ásia. Foi aluno de Epiteto, principal filósofo estóico da época. Marco Aurélio se tornou um talentoso escritor e suas meditações são lidas até hoje. Ele tornou Roma, o império mais civilizado e moderno com o sistema de estradas e aquedutos que forneciam água. Roma chegou a ter um milhão de habitantes. Foi a primeira grande metrópole urbana do mundo antigo. Estima-se que Marco Aurélio teria governado 50 milhões de pessoas em todo o império romano. As fronteiras romanas estavam sendo atacadas pelos partas ao leste e pelos germânicos ao norte. Os romanos combateram os germânicos por 250 anos. A fronteira com o Danúbio era a mais problemática. O exército romano era o melhor do mundo antigo, porque tinha soldados muito bem treinados, armas mais sofisticadas, a capacidade de se entrincheirar, além da rapidez e eficiência em construir fortalezas e a formação de blocos do exército em batalha e a capacidade de vigiar e tornar um lugar mais seguro. O medo era que os bárbaros marchassem até Roma. 

Cômodo, era seu filho homem, mas foi criado dentro do palácio e não fora preparado para ser imperador desde pequeno. Cômodo foi o primeiro filho homem de imperador no poder a suceder o pai, pois antes nenhum outro imperador tivera filhos homens. Quando moço, Cômodo foi enviado para o acampamento militar na Germânia, para ser treinado pelo pai Marco Aurélio, que estava a defender a fronteira.

Marco Aurélio teve dores no peito, estômago e adoeceu. Poderia ser câncer ou um problema cardíaco. Não se sabe. Os mensageiros foram para Roma, mas ao chegar lá, avisaram que o imperador havia morrido. Poderia ser uma estratégia, ou um golpe, ou até mesmo uma confusão de informações. A esposa do imperador Marco Aurélio, a imperatriz Faustina, filha do imperador anterior, Antônio Pio, rapidamente foi ao Egito buscar ajuda com Ovídeo Cássio.

Lucilla, filha mais velha de Marco Aurélio, era politicamente mais experiente e tinha mais contatos e recursos para ser a sucessora do trono, além de ser 12 anos mais velha do que Cômodo.

Faustina e Ovídeo Cássio se tornaram amantes e formaram um plano para assegurar a família imperial, mas não deu certo. Marco Aurélio melhorou e descobriu tudo. Mandou matar a esposa e Ovídeo Cássio. Ela morreu envenenada tomando vinho e Ovídeo Cássio atacado por uma espada curta que cortou sua garganta. Cômodo encontrou a mãe morta.

Era possível governar todas essas pessoas do império, mas o imperador precisava de ajuda externa do senado romano. Uma instituição composta por 600 homens da elite da cidade. Com assentos herdados por gerações. O senado era responsável pelo tesouro da cidade, além de presidir, julgar e aconselhar o imperador.

Cássio Dio e Quintiano foram os senadores mais influentes e serviram aos governantes Marco Aurélio e Cômodo. O senador Quintiano sempre foi muito ambicioso. Foi amante de Lucilla e tentou matar Cômodo, mas não conseguiu e morreu sem a língua pelas mãos de Cleandro. Cleandro, ex escravo e amigo de Cômodo desde pequenos.

Cômodo teve que casar com Brutia Crispina, filha de um dos principais conselheiros de Marco Aurélio, de um das famílias mais importantes de Roma. O problema do casamento com Crispina é que não lhe rendeu filhos. Cômodo mandou-a para a ilha de Capri. Márcia era escrava e se tornou amante de Cômodo.

Em 106, no governo de Marco Aurélio, iniciou a Peste Antonina, que tinha como sintomas as manchas nas mãos e os dedos escuros. Por 15 anos, devastou e matou milhões de pessoas no Império Romano. A disseminação percorreu os 800 mil quilômetros de estradas. Em torno de 2 mil pessoas morriam por dia. Era necessário cobrir o rosto e ao todo deve ter matado mais ou menos 5 milhões de pessoas na época.

Acredita-se que Marco Aurélio tenha morrido de peste antonina aos 58 anos. Cômodo, seu filho, sucedeu, tornando-se imperador. Lucila, a irmã mais velha não gostou, porque ela era mais apta ao cargo, mas as mulheres não tinham muitas oportunidades para determinadas tarefas.

A época do governo de Cômudus.

A época do Imperador Cômodo.

Cômodo terminou a guerra contra os bárbaros. O senado deu terras em nome próprio, traindo Cômodo que deveria ter ficado com o crédito desta beneficência. Cômodo se vingou fazendo com que os senadores pagassem a conta dos jogos no coliseu. A inexperiência de Cômodo era vista pelos seus influenciadores, principalmente seus amigos de infância: Cleandro e Saotero.

Saotero foi promovido a conselheiro chefe e Cleandro ficou com inveja. Cleandro conspirou com Lucila e Quintiano para matar Cômodo. Cleandro matou Saotero em um bordel cravando lhe um punhal na barriga. Quintiano tentou apunhalar Cômodo no Coliseu, mas não conseguiu e foi preso. Cleandro teve que matar Quintiano para que este não entregasse o plano.

Os jogos de gladiadores foram criados para ritos funerários das elites e se tornaram uma diversão popular. Incluíam lutas violentas até a morte, execuções públicas, lutas com animais selvagens e feras. Os jogos foram usados pelos imperadores para conseguir prestígio, fama e apoio popular. O combate entre gladiadores era o clímax do evento.

O senado tinha os assentos reservados para a elite. Somente aqueles que tinham linhagem é que conseguiam o status e um lugar no senado. Era um cargo hereditário.

Cleandro começou a controlar o senado e vender cadeiras para ter o apoio. Cleandro desviou o envio de grãos que vinha do Egito para Roma. Cleandro queria controlar a massa e causar um problema, que ele pudesse resolver e levar o crédito.

Márcia se tornou concubina de Cômodo. Em Roma, concubina seria amante. Eclecto, marido de Márcia, também era escravo no palácio.

Alexandria no Egito, era um dos portos mais importantes na época, pelo fornecimento de grãos. O Egito era o maior fornecedor de grãos na antiguidade.

Outra peste assolou a cidade. Ela foi chamada de Peste de Cleandro. Cômodo matou Cleandro com um punhal, na frente de todo mundo. Aconteceu um incêndio no centro da cidade de Roma, provocado por uma tempestade. O raio foi visto como uma fúria dos deuses.

Cômodo anunciou 14 dias de jogos plebeus e avisou que lutaria no Coliseu. Seria a primeira vez que um imperador lutaria até a morte no Coliseu. Cômodo começou a treinar com Narciso, um escravo, gladiador e atleta romano. Cômodo deu a liberdade a Narciso na arena, antes de iniciar os jogos. Foram chamados de: Os 14 dias de Jogos do Imperador. Prisioneiros e escravos foram executados. Feras exóticas foram soltas e caçadas na arena. Pela primeira vez um imperador sairia vitorioso na luta contra gladiadores no Coliseu. Cômodo diminuiu o poder do senado e transformou o seu governo. Fez enormes gastos, encomendando enormes estátuas feitas em ouro. Renomeou os meses do ano com o seu nome e trocou o nome da cidade para Colônia Comodiana. Cômodo voltou a arena e matou vários outros adversários, porque as lâminas das espadas de seus oponentes estavam lisas e cegas, assim não feriam o imperador. Narciso descobriu o truque das espadas. Cômodo não gostou e fez uma lista para banir ou executar, aqueles que soubessem de sua estratégia maligna. Na lista estavam: Narciso, Ecleto, Márcia, Cássio Dio, entre outros. Márcia e Ecleto foram ao encontro do senador Cássio Dio, que lhe deu um veneno para ser colocado no vinho de Cômodo. Márcia envenenou o copo e Cômodo bebeu, mas apenas caiu moribundo. Narciso matou Cômodo cravando-lhe uma espada. Narciso foi executado. Márcia foi condenada a morte pelo novo imperador. Cássio Dio sobreviveu e escreveu tudo que houve. Cômodo ficou no poder durante 13 anos, mas ficou conhecido como o homem que causou a queda do império romano.

A época de Júlio César.

Em Lesbos, na Grécia antiga, em meados de 81 a.C., para alcançar a glória entre os romanos, o indivíduo deveria se sair bem no exército. Um garoto de 19 anos destacava-se entre os demais. Júlio César era de família rica, mas o seu pai lutou contra Roma e por isso, ficaram desonrados e pobres. Com 16 anos, Júlio César não tinha nada e por isso virou um modesto soldado do exército romano. Depois de um tempo, se tornou o melhor. Conquistou muitos territórios para Roma, tornando o império muito maior. Conseguiu muitos escravos e mandou construir muitas estradas para o exército se locomover mais rápido. Em 75 a.C., mais ou menos 2 milhões de escravos tinham construído 800 km de estradas para expandir a República romana.

Época do escravo Espartacus.

Ocorre a rebelião dos escravos em 73 a.C., Espartacus era ex gladiador e liderou a rebelião contra o domínio romano. Espartacus juntou um exército e foi para Roma.

O general romano encarregado do assunto é um político rico chamado Marco Crasso. César dá uma ideia de ataque para Crasso. César era casado com Cornélia a 15 anos, juntos tiveram uma filha chamada Julia.

Ocorre a Batalha de Silário.

Espartacus é morto e acaba a rebelião que durou 2 anos. Crasso levou o crédito. O corpo de Espasrtacus nunca foi encontrado. Os rebeldes que foram capturados foram crucificados, por isso a Via dos Crucificados, 6 mil pessoas foram crucificadas, a cada 30 metros por 100 km. No retorno a Roma, Crasso é glorificado.

Em 70 a.C., Roma é uma República governada pelo Senado. Pompeu Magno é um outro general muito importante. Ele buscava a glória nas batalhas para concorrer ao cargo de Cônsul em Roma. Quando voltou a Roma, disse para todos que tinha acabado com a Rebelião dos Escravos de Espartacus e recebeu o crédito disso. Houve um impasse entre Pompeu e Crasso no senado. Cornélia ficou doente e morreu.

Ocorre o Triunvirato em 59 a.C.

Quando Roma é governada por 3 pessoas ao mesmo tempo. César elaborou um plano para encontrar com Crasso e Pompeu. Conversou com eles para juntos governarem Roma. César se tornaria cônsul e sua filha se casaria com Pompeu. César precisava do dinheiro de Crasso e do apoio de Pompeu para se tornar cônsul, que era o seu maior desejo desde pequeno. Júlio César se torna cônsul de Roma e os 3 conseguem o sucesso e a riqueza, que tanto queriam.

Servilla é casada e se torna amante de Júlio César. Crasso e Pompeu querem afastar César. César bola um plano e se torna um conquistador de territórios. César sabe que a Gália é um território importante e os gauleses são ferozes. A Gália hoje é a Bélgica e a França. Naquela época nenhum general romano tinha conseguido conquistar. Os gauleses eram a maior ameaça, pois já tinham invadido e saqueado Roma.

Em 58 a.C., Júlio César foi para a Gália com 20 mil soldados.

Em 56 a.C., já tinha conquistado a parte da Gália (que corresponderia a França). Júlio César escrevia os seus relatos e enviava para Roma, assim virou um herói. Seu oficial mais confiável é Marco Antônio, da cavalaria, em 3 anos conquistou muitos territórios junto com Júlio César. Crasso com ciúmes, foi para o Oriente travar uma batalha e buscar uma vitória militar. Para isso, foi para Pártia. César foi para Sergóvia e teve uma derrota pelas mãos do general Vercingétorix, um cacique gaulês que unificou o seu grupo para lutar contra os romanos. Os gauleses recrutaram tribos que se opunham a expansão romana. Vercingétorix vai para Alesia esperar por César. César bola um plano e manda fazer um muro gigante, além de cortar os suprimentos de água e comida, para que Vercingétorix se entregue ou morra de fome. Na Pártia, Crasso fracassa, é capturado e morto com ouro fundido escorrendo por sua garganta.

Pompeu Magno se tornou cônsul em Roma e se alia ao senado e vira o político mais poderoso. Com a morte de Crasso, dá se o fim do Triunvirato.

César manda fazer outro muro para bloquear o exército que vinha ajudar Vercingétorix. Ocorre a Batalha da Alesia. Foi uma das maiores conquistas de Júlio César, do exército e da história romana. César derrotou os gauleses. Vercingétorix se rendeu. César mandou muitos tesouros para serem distribuídos para o povo de Roma. Seu retorno foi comemorado com 20 dias de festa, com batalhas de gladiadores e com comida de graça para o povo. Pompeu enciumado bolou uma trapaça. O senado ficou a favor de Pompeu que teve como aliado forte, Marco Brutus, filho de Servilia, a amante de César. Júlia, filha de César e mulher de Pompeu, morreu no parto do filho que também não sobreviveu. César foi para o Rio Rubicão, na fronteira entre a Itália e a Gália.

Em 49 a.C., César liderou a tropa em direção a Roma para tomar a cidade. Os senadores abandonaram a capital. Pompeu vai para a Grécia juntar o seu exército com o intuito de voltar e derrotar César. Ocorre a disputa pela Brundísia, cidade portuária na Itália. César foi para a Grécia atrás de Pompeu.

Ocorre a Batalha de Farsalos em 48 a.C. Pompeu tem um exército maior, mas o de César com Marco Antônio é melhor. Farsalos é uma localidade na Grécia e de um lado estava César com Marco Antônio e 22 mil soldados. De outro lado estava Pompeu com 45 mil soldados. Depois de uma hora, Pompeu se rende e César sai vencedor com 20 mil prisioneiros. Pompeu consegue fugir e Brutus é capturado.

O Egito era a civilização mais antiga e rica do mediterrâneo. Aliado a Roma, enviava grãos, ouro e dinheiro. A terra dos faraós tinha recebido um empréstimo em dinheiro de Pompeu e ele foi lá cobrar essa dívida em troca de apoio para derrotar César. Ptolomeu de 14 anos, governava o Egito. Quando César chegou, foi recebido com a cabeça de Pompeu em uma bandeja. Júlio César foi colocado em prisão domiciliar porque Ptolomeu queria que ele lutasse pelo Egito. Em Roma, Marco Antônio não sabia governar, faltavam grãos para a população, ocorriam revoltas e a cidade virou um caos. No Egito, César estava preso em Alexandria e Cleópatra foi encontra-lo. Ela o libertou e ambos se ajudaram. Ele dava o poder para ela e ela o apoiaria e Roma. Em 47 a.C., ocorre o cerco em Alexandria. O exército de César e Cleópatra cercam Ptolomeu que é derrotado e se afoga no Rio Nilo. César e Cleópatra iniciam um caso.

Em 46 a.C., César volta para Roma para arrumar a cidade. Ele é nomeado ditador que detém o controle total de poder para o cargo. Ele alimentou a população criando um sistema de distribuição e entrega de grãos ao povo.  César organizou jogos com gladiadores e a cidade o retribuiu com a glória. César tornou Brutus governador e o trouxe para o seu lado. Supostamente Júlio César tinha epilepsia, mas naquela época chamavam de doença dos deuses. As reformas de César fizeram uma série de melhorias em Roma. Construiu prédios, laboratórios e um porto; criou empregos e tirou muita gente da miséria e da fome. Criou um novo calendário solar e começou a passar os ensinamentos para Brutus. Cleópatra vai para Roma encontrar César e levar o seu filho Cesarião.

Em 45 a.C., César havia se tornado o maior conquistador romano de todos os tempos. César decide invadir e conquistar a Pártia. Em 14/03/44 a.C., três dias antes de César ir para Pártia, convocou uma reunião no senado e lá foi apunhalado 23 vezes por alguns senadores liderados por Brutus. Roma lamentou assassinato de César, seu corpo foi carregado por escravos. O legado de César ultrapassou o mundo, o mês de julho é dedicado a ele. Ele é um dos seres humanos mais famosos do planeta. Brutus e Marco Antônio viraram rivais em batalhas. Brutus foi derrotado e capturado, até que se matou. Marco Antônio foi perseguido, fugiu para o Egito e casou com Cleópatra. Roma e o Egito entraram em guerra. Cleópatra e Marco Antônio morreram num duplo suicídio. Cesarião governou o Egito, mas foi assassinado aos 17 anos.

Roma novamente vira um caos e para ajeitar tudo é necessária a liderança de um homem. Júlio César queria restaurar a República romana, mas não conseguiu, precisou governar como um ditador para garantir a ordem. Depois dele, Roma nunca mais será a mesma. Inicia um período de imperadores romanos e o primeiro Imperador será Otávio Augusto.

O Período dos Imperadores Romanos.

O Império de Otávio Augusto de 27 a.C. a 14 d.C.

Otávio, sobrinho de Júlio César, se tornou imperador em 16/01/27 a.C. e governa por 40 anos até 14 d.C. O Império de Otávio Augusto foi unificador, trouxe progressos, avanços e foi considerado um dos melhores imperadores romanos.

O Império de Tibério de 14 a 37 d.C.

Tibério queria que seu filho fosse o sucessor do trono, por isso conspirou contra Germânico, pai de Calígula, para que ele não ocupasse o trono. Calígula nasceu em Anzio, na Itália e ficou conhecido como o imperador louco de Roma. Ele cresceu em um acampamento romano as margens da Germânia, quando o exército lutava contra os bárbaros e os impedia de avançar para dentro do império. Calígula era pequeno e passava o tempo na estrada, de um campo militar para outro o tempo todo. Ele brincava em arena violentas e era filho de um grande general, sobrinho do imperador e provavelmente seu pai seria o próximo imperador romano, Germânico. Germânico, seu pai, treinou-o para ser um grande guerreiro. Em Roma, o imperador era Tibério. Ele era desagradável, nada politizado, tinha muitos inimigos e não se dava bem com o senado. O reinado foi um horror. Calígula tinha 7 anos, quando Germânico morreu. Agripina, a esposa suspeitou que o marido tinha sido envenenado. Além de Calígula, tinham 2 irmãos e 3 irmãs. Agripina espalhou boatos para o povo ficar contra o atual imperador. Ela e os irmãos de Calígula foram capturados. Agripina foi exilada para um outro lugar e os irmãos mais velhos de Calígula foram executados, as irmãs e o próprio Calígula que eram pequenos foram presos a domicílio com a vó de supervisão e soldados de guarda. Em 23 d.C, Druso, filho do imperador Tibério, morreu aos 35 anos. Sejano era guarda pretoriano de Tibério, e este também seria uma solução para sucessor do trono, mas Tibério em dúvida, foi para a Ilha de Capri. Em 31 d.C., em Capri, Calígula chegou e viu Sejano morrer na sua frente. Tibério governava remotamente Roma, através de Capri. Macro, soldado pretoriano da guarda de Tibério, foi nomeado para cuidar da estrutura e segurança de Roma. Gemelo de 12 anos, era neto de Tibério, também foi levado para Capri e confinado ao palácio, como Calígula, assim Tibério ficaria de olho nos dois. Tibério iniciou Calígula em uma série de provas para prepara-lo. Inclusive iniciou-o a devassidão e outras esquisitices que Tibério gostava, pois a sexualidade era algo que os romanos não se importavam com a moralidade. Calígula aprendeu a não expressar as suas emoções com Tibério, pois estava acostumado a ver a matança que causava. Calígula descobriu que sua mãe e irmãos foram mortos por causa de Tibério. Tibério adoeceu e estava a beira da morte quando resolveu dividir o poder entre o neto Gemelo e Calígula. Em 37 d.C, o senado leu o testamento de Tibério indicando Calígula e Gemelo como co-imperadores de Roma e o destino que deveria escolher aquele que tivesse mais êxito. Calígula matou Tibério sufocado com um travesseiro. Macro foi ao senado em Roma e garantiu a sucessão do trono a Calígula.   

O Imperador Calígula de 37 a 41 d.C.

Em 37 d.C., Calígula voltava a Roma como imperador. No início do seu governo, não fez nada de errado. Construiu anfiteatros e retomou os jogos com gladiadores para conquistar o povo. Mandou restaurar a infraestrutura da cidade. Nomeou o seu tio Cláudio cônsul e pediu que reunisse as suas irmãs na família real. Suas 3 irmãs foram viver no palácio: Drusilla, Livilla e Agripina. Drusilla se casou com Lépido, ela era a irmã favorita e a mais bonita. Calígula era conhecido pelo seu apetite sexual, com qualquer um e em qualquer lugar. Calígula ficou doente e entrou em coma por 3 meses, depois acordou. Sua doença na época ficou conhecida como “febre cerebral”. Gemelo foi adotado e nomeado herdeiro do trono de Calígula. Macro colocou a culpa em Gemelo, que foi preso e obrigado a se matar com a espada de um guarda pretoriano. Em 38 d.C., nomeou Macro governador do Egito, no caminho sofreu uma emboscada e se matou com a própria espada. Agripina sugeriu que Calígula, seu irmão tivesse um filho com ela para assegurar a linhagem do trono. Depois de meses sem conseguir um herdeiro, Calígula procurou a outra irmã Drusilla e a outra irmã, Livina que manteve relações. Drusilla engravidou e ele a fez chefe da casa. O povo começou a vê-lo como depravador sexual. O incesto era um tabu e visto na mitologia e na história como uma praga criadora de monstros, doenças e deformidades. Drusilla adoeceu e morreu com o bebê no ventre. Calígula piorou com a depressão e ficou completamente louco. Mandou construir estátuas e templos dedicados a Drusilla, eternizando-a como deusa num grande funeral com festas e jogos de gladiadores. Centenas de gladiadores foram mortos em homenagem a Drusilla. Mandou que pintassem ela como Vênus ou Juno, deusas romanas e mandou declará-la Deusa Drusilla, um momento único na história romana. A depressão e a loucura aumentaram tanto que ele ficou cada vez pior e violento. Calígula se casou com uma mulher que já estava grávida de outro homem, Cesônia, e o bebê nasceu menina. 

Agripina, Livina e Lépido formaram um plano para assassinar Calígula, conhecido como Plano das 3 adagas. O plano falhou e Calígula mandou prender as irmãs e matar Lépido. As irmãs foram para o exílio na ilha de Pontine no Mediterrâneo. Calígula estava gastando muito dinheiro. Cláudius previu uma quebra financeira a Roma. Calígula mandou ir atrás de senadores traidores e mais ricos de Roma para confiscarem os seus bens para o Império. Muita gente morreu e ele continuou o seu estilo de vida depravado. Calígula marchou com um exército para a fronteira. Decidiu que queria invadir a Britânia, mas os generais e soldados não concordavam porque sabia que não daria certo porque era longe, perigoso e a época do ano não era propícia tamanha dificuldade. Calígula se tornou um imperador louco e difícil de governar porque era imprevisível e desequilibrado. O senado formou um plano com Claudius e Cassius, guarda pessoal do imperador. Em 24/01/41 d.C., Calígula era assassinado e seu tio Cláudius se tornava o próximo imperador.   


O Império de Cláudio em Roma foi de 41 a 54 d.C. 

Ele nasceu na Gália, parte correspondente a França.

O Império de Nero em Roma foi de 54 a 68 d.C. 

Ele nasceu em Anzio, na Itália.

O Império de Tito Flávio em Roma foi de 79 a 81 d.C.

O Império de Domiciano em Roma foi de 81 a 96 a.C.

O Império de Trajano em Roma foi de 98 a 117 d.C. 

Ele nasceu na Itálica Hispânia na Baética, província romana, atual Santiponce, na Espanha.

O Império de Adriano de 117 a 138 d.C. 

Ele nasceu na Hispânia Baética.

O Império de Antônio Pio foi de 138 a 161 d.C. 

Ele nasceu no Lanuvio na Itália.

O Império de Marco Aurélio foi de 161 a 180 d.C. 

Ele era romano.  


Por Vanessa Candia.

Prof. de História. 

domingo, 19 de junho de 2022

Santuário do Império Romano é encontrado na Holanda.

Santuário do Império Romano “relativamente intacto” é encontrado na Holanda

Templos eram utilizados por soldados para fazer oferendas aos deuses há dois mil anos
POR HISTORY CHANNEL BRASIL EM 20 DE JUNHO DE 2022
Santuário do Império Romano “relativamente intacto” é encontrado na Holanda-0

Arqueólogos encontraram as ruínas de um raro santuário do Império Romano em Herwen-Hemeling, na Holanda. Os pesquisadores acreditam que a edificação, que foi classificada como “relativamente intacta”, tenha sido usada há cerca de dois mil anos. Os restos de estátuas de divindades, relevos e gesso pintado foram descobertos no local, que abrigava vários templos.

Soldados romanos

Os resquícios de pelo menos dois templos, utilizados entre os séculos I e IV d.C., foram encontrados no topo de uma pequena colina. Um deles tinha estilo galo-romano (cultura romanizada da Gália) enquanto outro, menor, ficava a poucos metros de distância. Ambos apresentavam paredes com pinturas coloridas.

Os pesquisadores acreditam que o santuário era utilizado por soldados romanos. De acordo com o Ministério da Cultura da Holanda, é a primeira vez que um complexo desse tipo é encontrado no país. No local, foram encontrados restos de várias dezenas de pedras votivas (pequenos altares), que oficiais de alta patente usavam para fazer pedidos e agradecer aos deuses. Algumas delas são dedicadas a Hércules Magusanus, Júpiter-Serapis e Mercúrio.

O complexo abrigava ainda um grande poço de pedra que provavelmente tinha uma função especial, pois incluía uma escada de pedra que descia até a água. Além disso, foram encontrados vestígios de grandes fogueiras de sacrifício ao redor dos templos.  Muitos fragmentos de arreios de cavalos, armaduras e pontas de lanças e lanças também foram identificados no local.

IMAGENS
 
RAAP/DIVULGAÇÃO
fonte: history.uol.com.br

domingo, 3 de abril de 2022

Os castigos usados pelas legiões romanas em traidores, desertores ou covardes.

O BRUTAL CASTIGO QUE A LEGIÃO ROMANA APLICAVA A TRAIDORES, DESERTORES OU COVARDES

Método extremamente cruel servia para disciplinar legionários rebeldes ou corrigir más condutas nas tropas
Por History Channel Brasil em 01 de Abril de 2022 às 22:02
O brutal castigo que a Legião Romana aplicava a traidores, desertores ou covardes -0

O exército romano foi um dos maiores e mais poderosos da história. Os corpos de infantaria pesada, mais conhecidos como “Legiões Romanas”, eram temidos por onde passavam. No entanto, os soldados que não cumprissem as ordens de superiores ou desertavam em uma batalha, eram condenados a um castigo brutal chamado decimatio.

"Remoção de um décimo"

O castigo era geralmente usado para punir grupos de soldados acusados de covardia, motim, deserção ou insubordinação. A prática também tinha o objetivo de pacificar legiões rebeldes. A palavra decimatio é derivada do latim e significa "remoção de um décimo".

O castigo consistia em isolar a legião amotinada e dividi-la em grupos de dez soldados. Dentro de cada grupo, havia um sorteio para definir quem deveria ser punido. Pedaços de palha eram distribuídos aos soldados, e quem pegasse o menor era castigado pelos nove remanescentes. O condenado de cada grupo era massacrado até a morte pelos companheiros a pedradas ou golpes de porrete, prática conhecida como fustuarium.

Legião Romana

Os outros nove ganhavam ração de cevada no lugar de trigo e recebiam um castigo menor, a céu aberto, no acampamento dos soldados. A punição chegava ao fim quando os superiores considerassem que as ofensas haviam sido devidamente repreendidas. A decimatio não era aplicada somente em legionários, mas também em centuriões e suboficiais. 

A mais antiga decimatio documentada ocorreu em 471 a.C. durante as primeiras guerras da República Romana contra os Volscos e foi registrada pelo historiador Tito Lívio. Júlio César ameaçou aplicar o castigo à 9ª Legião durante a Segunda Guerra Civil (entre 49 a.C. e 45 a.C.), mas nunca o fez. Plutarco relatou que Marco Antônio castigou soldados dessa forma durante a guerra contra o Império Parto (40-33 a.C). A decimatio continuou a ser praticada após o início do Império Romano, em 27 a.C., mas tornou-se muito incomum.

Fontes
 
Clarín
Imagens
 
iStock
fonte: history.uol.com

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Arqueólogo desenterra moedas de prata da época do Império Romano.


O arqueólogo Sebastian Gairhos, do Serviço Arqueológico da Cidade de Augsburg, revelou mais de 5,5 mil moedas de prata que estavam enterradas no leito de um rio no sul da Alemanha (1). As moedas representam denarii, cunhadas durante o Império Romano entre séculos I e II d.C., segundo o pesquisador Stefan Krmnicek da Universidade de Tübingen, Alemanha. O local onde as moedas estavam inicialmente enterradas (tesouro) provavelmente foi inundado no passado por uma cheia do Rio Wertach, espalhando as moedas ao longo do caminho das águas. A região é próxima da cidade de Augusta Vindelicum, a capital da província Romana de Raetia, e da Via Cláudia Augusta, uma importante uma estrada Romana que ligava o vale do rio Pó à Récia através dos Alpes.
-> CURIOSIDADE: Já pelo ano de 269 a.C., o consistente e tradicional sistema monetário de Roma era baseado primariamente em prata e cobre, apesar de moedas de ouro também serem ocasionalmente cunhadas. No caso da moeda de prata - a mais importante sem sombra de dúvidas -, esta recebia o nome de denarius (plural denarii). Para a produção da enorme quantidade dessas moedas, o Império Romano emitiu grande quantidade de chumbo na atmosfera (nos processamentos metalúrgicos dos minério metálicos). Nos últimos anos, cientistas têm traçado toda a história Romana analisando o chumbo preso em geleiras dos Alpes e da Groenlândia, onde picos e baixas de concentração nesse metal pesado refletem períodos de glória e de queda, respectivamente, do Império, ajudando no esclarecimento de registros históricos e arqueológicos.
-> Nos comentários, referência (1) e mais informações sobre os processos de cunhagem de moedas no Império Romano e a história contada pelo gelo (artigo completo e atualizado).

fonte: saberatualizado.com


 

domingo, 7 de novembro de 2021

Ser um imperador romano era perigoso.

Ser um imperador romano era perigoso – apenas um entre quatro morreu de causas naturais

O Império Romano foi governado por 175 homens, de Augusto (63 AC-19 DC) a Constantino XI (1405-53), incluindo o Império Oriental ou Bizantino após a divisão em 395 DC, mas excluindo aqueles que não governavam por si próprios porque eram menores durante as regências ou co-imperadores.

Apenas 24,8% dos 69 governantes do Império Ocidental morreram de causas naturais. O resto teve uma morte violenta no campo de batalha ou em parcelas de palácio. Considerando todos os 175, 30% foram assassinados, cometeram suicídio ou morreram em batalha.

Oração de Marc Antony no funeral de César por George Edward Robertson – 1864 – Crédito: Domínio Público

Pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP) em São Carlos (estado de São Paulo, Brasil) investigaram os padrões matemáticos subjacentes associados aos reinados dos imperadores romanos, mostrando que eles seguiram o que os estatísticos chamam uma “lei de potência”.

Um artigo sobre o estudo foi publicado na  Royal Society Open Science , uma revista científica revisada por pares da Royal Society do Reino Unido.

“Embora pareçam ser aleatórias, as distribuições de probabilidade de lei de potência são encontradas em muitos outros fenômenos associados a sistemas complexos, como tamanhos de crateras lunares, magnitudes de terremotos, frequências de palavras em textos, o valor de mercado de empresas e até mesmo o número de a gente tem ‘seguidores’ nas redes sociais ”, disse à Agência FAPESP o cientista de dados Francisco Rodrigues, professor do ICMC-USP e pesquisador principal do estudo .

Todos os fenômenos mencionados por Rodrigues apresentam um padrão muitas vezes referido como princípio de Pareto ou regra 80/20. Simplificando, isso significa que em todos esses casos a probabilidade de uma ocorrência comum é de cerca de 80% e a de um evento raro é de cerca de 20%. Por exemplo, 80% das crateras lunares são relativamente pequenas, enquanto 20% são realmente grandes. Nas redes sociais, 80% dos usuários têm no máximo algumas dezenas de seguidores, enquanto 20% têm milhares ou até milhões. No caso dos imperadores romanos, o raro evento foi não ser assassinado.

“A primeira pessoa a observar essa proporção foi o economista italiano Vilfredo Pareto (1848-1923). Ao estudar a distribuição da riqueza na Europa, ele descobriu que 80% das propriedades da Itália pertenciam a 20% de sua população. A maioria tinha poucos recursos e um uma minoria possuía a maior parte da riqueza “, disse Rodrigues.

Além da regra 80/20, outro padrão pode ser visto nas carreiras dos imperadores romanos. “Quando analisamos o tempo de morte de cada imperador, descobrimos que o risco era alto quando o imperador assumiu o trono. Isso pode ter algo a ver com as dificuldades e exigências do trabalho e a falta de experiência política do novo imperador. O risco depois diminui sistematicamente até que o imperador reine por 13 anos. Nesse ponto, aumenta drasticamente de novo “, disse Rodrigues.

Se a regra 80/20 é um padrão bem conhecido, a queda acentuada na curva de sobrevivência por volta do ano 13 é uma descoberta nova. “Imaginamos várias explicações possíveis para esse ponto de inflexão. Pode ser que, após o ciclo de 13 anos, os rivais do imperador concluíssem que dificilmente ascenderiam ao trono por meios naturais. Talvez seus antigos inimigos tenham se reagrupado, ou novos rivais possam ter chegado a Em primeiro lugar. Uma crise pode ter surgido devido a todos estes fatores combinados. Vale a pena notar que o risco volta a cair após esta viragem “, disse Rodrigues.

A mudança aos 13 anos é uma questão que ainda não foi respondida, mas em sua busca por uma longa linha de historiografia quantitativa, o artigo mostra que a análise estatística pode ser um importante recurso complementar no estudo dos fenômenos históricos. “As formações históricas são sistemas complexos nos quais os jogadores interagem, colaboram e competem por poder e recursos. As ações imprevisíveis dos indivíduos podem produzir padrões previsíveis de comportamento coletivo que podem ser investigados matematicamente”, disse Rodrigues.

fonte : ancientpages

Tradução : Fatos Curiosos

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Descobertos canal e estrada do Império Romano ligados a patrimônio da UNESCO.



Descobertos canal e estrada do Império Romano ligados a patrimônio da UNESCO
Arqueólogos holandeses desenterraram um canal e uma estrada que levam a antigos acampamentos militares do Império Romano, ligados a um patrimônio cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Segundo a consultoria RAAP, a maior no campo da arqueologia na Holanda, o conjunto formado pelo canal e estrada romanos têm cerca de 10 metros de largura, e foram descobertos na região de Nijmegen (“Nimega”, na tradução direta), que, segundo a UNESCO, é a cidade mais antiga de toda a história da Holanda, originalmente fundada no ano 5.
De acordo com os especialistas, os acampamentos militares que existiam antes da fundação da cidade eram amplamente usados pelo Exército Romano, em virtude de sua posição estratégica: ela oferecia ampla cobertura natural e vistas diretas ao rio Waal e ao vale Rhine.
Na última semana, a UNESCO já havia nomeado, pelas imediações do canal, o próprio acampamento romano como patrimônio cultural, assegurando a ele direitos de proteção global contra eventuais danos não naturais. Por exemplo, devido às regras globalmente aceitas em convenção, governo ou empresa de nenhum país pode derrubar um patrimônio histórico para construir outra estrutura no local — e serviços do tipo são limitados exclusivamente à reparação de danos e conservação de itens que se ali se encontram.
No ano de 69, os Batavi — habitantes originais da região — se revoltaram e fundaram uma vila nos arredores, prontamente destruída pelos romanos no conflito. Após o episódio, o exército fundou mais acampamentos e posicionou a Legio X Gemina, uma das quatro principais legiões usadas pelo Imperador Julio Cesar, no local. Eventualmente, os acampamentos cresceram e tornaram-se cidades completas.
Segundo os arqueólogos, o canal e a estrada estão bem conservados, com marcas de trânsito indicando o uso da estrada para transporte de soldados e suprimentos em veículos como carroças e bigas.
“Essa estrada romana, como seu pavimento original em cascalho, está bem conservada, e oferece novos insights na rede de transporte de aproximadamente dois mil anos atrás”, disse à AFP Eric Noord, arqueólogo que lidera o projeto.

Boa pesquisa.