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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: Breve História do Rio Grande do Sul, de: Fábio Kuhn.

 


O livro "Breve História do Rio Grande do Sul", escrito pelo historiador e professor da UFRGS Fábio Kühn, é uma obra de síntese que busca explicar a formação do estado de maneira acessível e direta. Publicado originalmente em 2002 pela editora Leitura XXI, o texto é amplamente utilizado em meios acadêmicos e escolares por sua capacidade de condensar séculos de história em cerca de 150 páginas. 

Principais Temas e Abordagem

A obra registra os episódios marcantes da trajetória gaúcha, desde o período colonial até meados do século XX, com foco em três pilares principais:

  • Formação Territorial e Conquista: Analisa as origens do povoamento, o papel das fronteiras portuguesas (e depois brasileiras) e a importância estratégica da região como anteparo expansionista. 
  • Conflitos Armados: Aborda as "guerras intestinas", com destaque para a Revolução Farroupilha (1835-1845) e a Guerra da Cisplatina, situando o RS como um cenário constante de disputas geopolíticas no Prata. 
  • Vida Social e Econômica: Explora a vida na província, tratando da economia baseada na terra, além do impacto das diversas ondas de imigração (alemã, italiana, judaica) na formação da identidade local. 

Pontos de Destaque da Análise

  1. Simplicidade e Síntese: Diferente de tratados extensos, Kühn utiliza uma linguagem "admiravelmente sintética", tornando o conteúdo compreensível para o público interessado em uma visão geral sem perder o rigor acadêmico. 
  2. Visão da Elite e Poder: O autor conecta a história gaúcha aos interesses das elites locais, especialmente durante o Período Joanino, quando o Rio Grande do Sul se consolidou como garantidor das fronteiras do Império. 
  3. História Social: Kühn traz sua experiência em História Social para o texto, não se limitando a datas e heróis, mas inserindo as redes de sociabilidade e as dificuldades das "gentes" da fronteira no contexto macro da política brasileira. 

O livro é ideal para quem busca uma porta de entrada qualificada para entender por que o Rio Grande do Sul desenvolveu uma cultura e uma política tão marcadas pela ideia de "fronteira" e "confronto".

Bibliografia:

KUHN. Fábio, Breve História do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Leitura XXI, 2011.

 

Livro: Revolução Farroupilha: a História, os heróis e os símbolos. De: Roberto Marchetti.

 


O livro "Revolução Farroupilha: a história, os heróis e os símbolos", de Norberto Marchetti (lançado originalmente em 2011), é uma obra de caráter informativo e didático que busca sintetizar os dez anos de conflito (1835-1845) no Rio Grande do Sul. 

 

Diferente de tratados puramente acadêmicos, o autor organiza o conteúdo para facilitar a compreensão dos elementos que formaram a identidade gaúcha. A obra estrutura-se em três pilares principais: 

1. A História e as Causas

  • Marchetti detalha o descontentamento da elite estancieira com as altas taxações imperiais sobre o charque, que perdia competitividade para o produto importado do Uruguai e Argentina. 
  • O livro narra o desenrolar militar desde a invasão de Porto Alegre em 20 de setembro de 1835 até o Tratado de Poncho Verde, que selou a paz em 1845. 

2. Os Heróis

  • O autor dedica espaço considerável aos perfis biográficos de líderes centrais, como:
    • Bento Gonçalves: O principal articulador e líder da revolta.
    • Giuseppe e Anita Garibaldi: O casal que simbolizou a conexão internacional dos ideais republicanos.
    • Antônio de Souza Netto: O proclamador da República Rio-Grandense. 
  • A narrativa destaca a bravura e o sacrifício pessoal dessas figuras, reforçando a ideia do "espírito de bravura" gaúcho. 

3. Os Símbolos

  • Este é um diferencial da obra, que explica a origem e o significado de elementos como a bandeira tricolor (verde, vermelho e amarelo), o brasão e o hino oficial. 
  • O autor também conecta esses elementos históricos às tradições contemporâneas, como a Semana Farroupilha, que mantém viva a memória do conflito como um marco cultural. 

Análise Crítica
A obra é frequentemente recomendada para leitores que buscam um panorama abrangente e visual da revolução. Embora não aprofunde tanto em revisões críticas recentes — como o papel controverso dos Lanceiros Negros — ela cumpre o papel de ser um guia acessível sobre a historiografia oficial e o legado cultural da guerra.

 Bibliografia:

MARCHETTI, Norberto. Revolução Farroupilha: a História, os heróis e os símbolos. Porto Alegre: Companhia Riograndense de Artes Gráficas (CORAG), 2011. 

Livro: História do Rio Grande do Sul. De: Moacyr Flores.

 


O livro "História do Rio Grande do Sul", de Moacyr Flores, é considerado uma obra clássica e didática fundamental para compreender a formação do estado gaúcho. Publicado originalmente na década de 80 e atualizado em diversas edições por editoras como a Martins Livreiro, o texto funciona como um manual abrangente que evita o rigor acadêmico excessivo para focar em uma linguagem acessível e realista. 

Principais Temas e Estrutura

A obra organiza a trajetória do estado em painéis cronológicos e temáticos que abrangem desde o período pré-colonial até a contemporaneidade: 

 

  • Povos Nativos e Reduções: Análise das culturas indígenas e o impacto das missões jesuíticas, incluindo o processo de destruição destas.
  • Formação Portuguesa: Detalha a ocupação lusitana no extremo sul e as disputas territoriais com a Espanha.
  • Período Monárquico: Foca em temas como a Revolução Farroupilha — especialidade do autor — e o papel de estancieiros e charqueadores.
  • Imigração e Colonização: Estuda a chegada de alemães e italianos e como isso alterou a estrutura socioeconômica gaúcha.
  • República e Política: Examina o desenvolvimento da sociedade burguesa e os movimentos políticos no estado. 

Características da Obra

  • Didatismo: O livro originou-se das aulas de História Regional ministradas pelo autor na PUCRS, mantendo um tom educativo ideal para estudantes e o público em geral. 
  • Análise Crítica: Flores busca traçar relações entre eventos de diferentes épocas, fugindo de uma narrativa meramente linear ou ufanista. 
  • Relevância Historiográfica: É citada em diversas plataformas, como Skoob e Amazon, como uma síntese interpretativa que ajuda a consolidar a identidade cultural do Rio Grande do Sul

 Bibliografia:

FLORES, Moacyr. História do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Nova Dimensão, 1996.

Livro: Cemitérios do Rio Grande do Sul: Arte, Sociedade, Ideologia.

 


BIBLIOGRAFIA: BELLOMO, Harry Rodrigues. Cemitérios do Rio Grande do Sul: Arte, Sociedade, Ideologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.   

O livro "Cemitérios do Rio Grande do Sul: Arte, Sociedade, Ideologia", organizado pelo historiador Harry Rodrigues Bellomo e publicado pela EDIPUCRS, é uma obra fundamental para a historiografia e o patrimônio cultural sul-rio-grandense. Longe de ser apenas um inventário sobre a morte, o livro trata os cemitérios como verdadeiros museus a céu aberto, capazes de refletir as transformações econômicas, sociais e mentais da sociedade gaúcha.

Visão Geral e Proposta da Obra

O livro funciona como uma coletânea de pesquisas (reunindo ensaios de Bellomo e de outros pesquisadores convidados) que investigam a arquitetura, a estatuária e a simbologia fúnebre em Porto Alegre e em cidades do interior do Rio Grande do Sul. A premissa central é que o túmulo não serve apenas para guardar um corpo, mas para comunicar o status, a ideologia e a fé de quem partiu (ou da família que restou).

O historiador Moacyr Flores define o livro como "um esforço exemplar de pesquisa e de resgate de nosso patrimônio cultural".

Os Três Eixos Centrais: Arte, Sociedade e Ideologia

O livro divide suas análises de forma que o leitor consiga decodificar os monumentos através de três lentes principais:

1. A Arte Funerária e a Estatuária

  • Evolução Estética: Analisa desde as primeiras lápides simples até os monumentos e mausoléus imponentes influenciados pela arte europeia e pelo classicismo.
  • Produção Local: Bellomo detalha como se estruturou a produção de estatuária funerária no estado, mapeando marmorarias, oficinas e os artistas (muitos deles imigrantes italianos) que moldaram a paisagem dos cemitérios gaúchos.

2. Sociedade, Etnia e Religiosidade

  • Mosaico Cultural: O Rio Grande do Sul possui uma formação étnica plural, e o livro demonstra como os cemitérios expõem essas divisões. Há capítulos dedicados à germanidade (a estética e os costumes dos cemitérios de colonização alemã) e aos cemitérios judaicos de Porto Alegre, revelando traços socioculturais únicos.
  • Hierarquia Social: Fica evidente na leitura como a opulência dos túmulos reflete o poder econômico e político das elites agrárias e urbanas do século XIX e início do século XX.

3. Ideologia e Simbologia

  • Decodificação de Símbolos: Um dos maiores méritos da obra é ensinar o leitor a interpretar os signos gravados na pedra.
  • O livro ensina a diferenciar e compreender a iconografia de três matrizes ideológicas e espirituais distintas:
    • Símbolos Cristãos: Anjos, cruzes, ampulhetas, flores e ramos.
    • Símbolos Maçônicos: O esquadro, o compasso e elementos de forte influência geométrica.
    • Símbolos Profissionais: Ferramentas, insígnias militares ou acadêmicas que indicavam o ofício do falecido em vida.

Pontos Fortes da Leitura

  • Estudo Interdisciplinar: Une perfeitamente a História, a História da Arte, a Antropologia e a Sociologia.
  • Riqueza de Conteúdo: O livro é fartamente ilustrado com fotografias que servem de apoio visual para a descrição dos materiais empregados e da tipologia tumular.
  • Rompimento de Tabus: Consegue afastar a morbidez natural associada ao tema, estabelecendo uma visão puramente racional, acadêmica e patrimonial sobre o ato humano de preservar os mortos através da arte.

Considerações Finais

"Cemitérios do Rio Grande do Sul" é um convite para o leitor mudar o seu olhar ao passar pelos portões de um cemitério antigo (como o famoso Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre). É uma leitura indispensável para historiadores, arquitetos, cientistas sociais e qualquer pessoa interessada em compreender o imaginário social e a preservação da memória no sul do Brasil.

 

Livro: Mitos, Heróis e Estatuária. De: Arnoldo Walter Doberstein.


O livro "Mitos, Heróis e Estatuária", publicado em 1997 pela editora Nova Dimensão, é uma das obras centrais do historiador Arnoldo Walter Doberstein, professor da PUCRS e autoridade em arte pública no Rio Grande do Sul.

Foco e Temática Central
A obra analisa como a construção de monumentos e estátuas em espaços públicos não é apenas uma escolha estética, mas uma ferramenta política e ideológica para consolidar identidades regionais e nacionais. Doberstein foca especialmente no contexto de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, explorando: 
  • Construção de Mitos: Como figuras históricas são transformadas em "heróis" por meio da arte para legitimar discursos políticos. 
  • Ideologia na Arte: A estatuária é vista como um "livro aberto" na cidade, projetada para educar a população sob uma ótica específica, como o gauchismo ou o civismo republicano.
  • Espaço Urbano: A localização de bustos e monumentos em praças (como a Praça da Matriz) é analisada como uma estratégia de ocupação do espaço cívico para reforçar a memória pública.
Estilo e Abordagem
O autor utiliza uma metodologia que cruza a História da Arte com a Sociologia e a Política. Ele não se limita a descrever as obras, mas investiga os processos de encomenda, os artistas envolvidos e as intenções das elites da época em eternizar certos valores no bronze ou no mármore.
Essa obra é considerada um desdobramento e aprofundamento de suas pesquisas anteriores, como "Porto Alegre (1900-1920): Estatuária e Ideologia", consolidando-o como o principal nome no estudo da memória monumental gaúcha.

Livro: Os Barões Assinalados. A presença da realeza e da nobreza no Rio Grande do Sul.

 


O livro "Os Barões Assinalados: A presença da realeza e da nobreza no Rio Grande do Sul", escrito pelo historiador Harry Rodrigues Bellomo e publicado em 1999 pela editora Martins Livreiro, é uma obra de referência curta (76 páginas), mas fundamental para o estudo da heráldica e da nobiliarquia no sul do Brasil.

Pontos Centrais da Obra

  • Levantamento de Títulos: A obra realiza um mapeamento detalhado dos títulos nobiliárquicos concedidos pela monarquia brasileira, com foco especial naqueles outorgados a figuras influentes do Rio Grande do Sul durante o Império, principalmente no reinado de D. Pedro II.
  • Contexto Histórico: Bellomo explora como a presença da realeza e a criação de uma nobreza local serviram para consolidar o estamento político e os laços de fidelidade entre a elite agrária gaúcha (como os estancieiros) e o governo central no Rio de Janeiro.
  • Presença Monárquica: O livro também documenta as visitas e a influência da família real na região, analisando o impacto simbólico e social dessas interações na formação da identidade regional.

Estilo e Relevância

A escrita é direta e acadêmica, sendo frequentemente citada em teses e pesquisas sobre a história do Rio Grande do Sul e estudos cemiteriais, dado que muitos desses nobres possuem jazigos históricos em cidades como Pelotas. É uma leitura essencial para quem busca entender a transição do poder nobiliárquico para as elites republicanas e a organização social do século XIX.

 

Livro: Revolução de 1893. De: Moacyr Flores.

 


As obras do historiador Moacyr Flores sobre a Revolução Federalista de 1893 são fundamentais para entender esse conflito, considerado a guerra civil mais sangrenta do Brasil republicano. Flores é reconhecido por sua abordagem rigorosa que desconstrói mitos e analisa as motivações políticas profundas que dividiram o Rio Grande do Sul e o país no final do século XIX.

Principais Aspectos da Obra e Análise de Flores

  • Violência Extrema: Flores destaca que o conflito, que durou 31 meses, resultou em cerca de 10 a 12 mil mortos. Ele analisa a prática da degola, utilizada como forma de execução de prisioneiros, evidenciando o caráter brutal da disputa entre "pica-paus" (republicanos) e "maragatos" (federalistas).
  • Conflito de Modelos Políticos: O autor argumenta que a guerra não foi apenas uma disputa regional, mas um choque entre duas visões de República.
    • Republicanos (Pica-paus): Defendiam o presidencialismo centralizado e o poder forte de figuras como Júlio de Castilhos e Floriano Peixoto.
    • Federalistas (Maragatos): Liderados por Gaspar Silveira Martins, buscavam o parlamentarismo, a autonomia dos estados e a descentralização do poder.
  • Perspectiva Historiográfica: Flores é frequentemente citado por identificar obras cruciais do período, como o relato de Angelo Dourado, que ele classifica como o mais notável livro sobre a revolução. Ele também diferencia o "barbarismo" de 1893 da Revolução de 1923, que teve um caráter mais "humanizado" e pactuado.
  • Impacto Nacional: A análise de Flores mostra como a vitória dos republicanos consolidou o Exército como uma força política central no Brasil e baniu grupos que questionavam o autoritarismo do governo federal.

Moacyr Flores é considerado uma "fonte inevitável" para pesquisadores do tema, utilizando uma vasta gama de fontes, desde documentos militares até registros de memorialistas, para reconstruir o cenário político da época.

 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Apresentação e Palestra em Escola, Projeto Cultural 2026, inclusão fora do Acampamento Farroupilha.

Nessa aula vou apresentar a palestra e entrega do kit escola, parte do Projeto Cultural 2026. Ação de inclusão fora do Acampamento Farroupilha, promovida pelos membros do Piquete Oitavados no Balcão.

Acessa: https://youtu.be/YMAyGDsDscg

Um projeto que pode ser trabalhado em sala de aula. Conforme descrito no Código de Habilidades da BNCC. Projetos sobre a cultura gaúcha ajudam os estudantes a compreenderem o espaço, a história regional e a formação da identidade. Código de Habilidades em História: EF06HI01- para reconhecer as transformações e permanências nas vivências e costumes dos grupos humanos locais. E Código de Habilidades em Geografia: EF06GE01 – para selecionar elementos da cultura regional reconhecendo suas contribuições.

Esse projeto também pode ser aplicado em momentos com crianças e adolescentes, em casa ou em reuniões com familiares e com amigos. Usando muita criatividade e diversão. Essa dinâmica pode ser aplicada pelos professores na escola com alunos. Vale uma avaliação. Os alunos podem sentar junto com os colegas, conversar e trabalhar ao mesmo tempo. Realmente vale a pena ser aplicada, e eles gostam muito. É um sucesso garantido. Nossos agradecimentos aos alunos da Escola Jerônimo de Albuquerque, a Diretora Mari e ao Professor Fernando pela acolhida e filmagens, parte deste projeto.

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Imagens abaixo.











Muito obrigada e boas artes.

Thank you, Gracias, 좋은 작품 감사합니다.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Projeto Cultural 2025 apresentado pelo Historiador e Poeta Luis Fernando.


Projeto Cultural do Acampamento Farroupilha 2025.

Tema: Ondas curtas para uma história longa. O centenário de Darcy Fagundes e o Grande Rodeio Coringa.

Apresentado pelo Historiador e Poeta Luis Fernando Jacques Figueiredo no Piquete Oitavados no Balcão.


Nossa homenagem, carinho e respeito pelo Luis Fernando, idealizador do Piquete Oitavados no Balcão que está completando 25 anos.

O Acampamento Farroupilha, é o maior evento gaúcho de tradicionalismo do Estado do Rio Grande do Sul.

Venha conhecer e participar dessa experiência imersiva na cultura gaúcha, com muita música, dança, artesanato e gastronomia típica do churrasco e outros pratos tradicionais.

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