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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Descobertas 150 múmias no deserto do Atacama.


Há alguns anos, uma equipe de arqueólogos de universidades na Polônia, Peru e Colômbia descobriu 150 múmias no deserto de Atacama pertencentes a uma cultura desconhecida que antecede a civilização Tiwanaku e Inca em quase 500 anos.

Os corpos foram mumificados naturalmente por serem enterrados diretamente na areia sem estruturas de pedra, envoltos em véus de algodão, esteiras de junco ou redes de pesca, e a datação por radiocarbono mostra que as múmias mais antigas vieram do século 4 DC, enquanto as múmias mais jovens vieram do século 7 .

fonte: https://www.facebook.com/photo?fbid=4040348642745657&set=gm.4090460197713570

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Como os antigos indígenas cultivavam o Atacama.


Em alguns vales do Atacama existe água. Perto da água, os povos antigos (pré-Incas) desenvolveram ricas zonas agrícolas. Qual o segredo? Além da água, duas técnicas: o cultivo de um consórcio agroecológico de grãos conhecido como MILPA (milho, feijão e abóbora, onde o milho fornece as hastes para o feijão e a abóbora impede a competição de vegetação); o uso de um fertilizante natural muito especial para enriquecer o solo, o excremento de aves aquáticas –como pelicanos e atobás– chamado de guano. Eles coletavam guano nos montes frequentados por essas aves marinhas, perto da costa. O guano é rico em nitrogênio, potássio, fósforo magnésio e cálcio. Em novo estudo publicado na revista científica Nature, os pesquisadores trazem mais evidências para confirmar esse antigo uso de guano. Nas 246 plantas do deserto analisadas (como milho, quinoa, pimentas), os cientistas encontraram e dataram significantes níveis de nitrogênio de origem marinha.

fonte: https://www.facebook.com/arvoresertecnologico/photos/a.501991869943424/2019421814867081/

Boa pesquisa.

 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Atacama em flor. A extraordinária florada no deserto mais árido do mundo.

Atacama em flor. A extraordinária florada no deserto mais árido do mundo!

O céu de repente se enche de nuvens, aguaceiros banham a terra e, alguns dias depois, uma florada espetacular transforma essa paisagem lunar numa colorida pradaria alpina.
 
Por: Luis Pellegrini
O Deserto do Atacama é um dos lugares mais mágicos, bonitos e insólitos do mundo. Fui visitá-lo algumas vezes, e sempre me surpreendi com a sua beleza. Mas era sempre uma beleza seca, pois o Atacama, com seus 105 mil quilômetros quadrados de imensidão vazia entre o Chile e o Peru, é regado por uma média de apenas 15 milímetros de chuva ao ano. Isso faz dele um dos lugares mais áridos e inóspitos do planeta. No entanto, até no Atacama, onde areia, rochas e minas de sal são os elementos dominantes, é possível assistir, uma vez a cada 6-7 anos, um milagre da natureza. O céu de repente se enche de nuvens, aguaceiros banham a terra e, alguns dias depois, uma florada espetacular transforma essa paisagem lunar numa colorida pradaria alpina.
Normalmente, esta é a aparência do Deserto do Atacama: seco, desolado, todo tingido com a mais completa paleta dos ocres, amarelos e marrons.
O mérito pertence às precipitações do início da primavera, que periodicamente se manifestam com excepcional abundância e permitem, naquelas raras ocasiões, que as sementes de mais de 200 espécies de flores desabrochem ao mesmo tempo, como se tocadas por alguma varinha mágica.
Este ano, o espetáculo da florada do Atacama se manifestou com muita antecipação e atraiu ao deserto milhares de turistas armados com celulares e máquinas fotográficas.
A florada deste ano é excepcional não apenas pelo período anômalo em que ocorre, mas porque segue a menos de 24 meses a florada precedente, que aconteceu em 2015. Confira abaixo uma pequena galeria de fotos dessa florada, e não deixe de ver o belo vídeo que encerra a matéria.
Pata de guanaco, a typical flower of the Atacama desert
Veja o vídeo:
Fonte indicada: Brasil 247

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Cientistas encontram calendário inca no deserto do Atacama.



Um grupo de pesquisadores descobriu no deserto do Atacama, no Chile, diversas saywas ou calendários de pedra, estruturas que os Incas usavam para identificar eventos astronômicos. As quatro saywas, que foram descobertas a 4.200 metros de altitude, estavam perfeitamente alinhadas com o ponto de saída do sol no equinócio de outono e no solstício de inverno.

“Através da sombra que projetam sobre o solo durante a saída do sol, as saywas permitem identificar e prever equinócios, solstícios e outros eventos astronômicos”, disse o comunicado do observatório ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Após as análises, os cientistas afirmaram a hipótese de que as estruturas não se encontram apenas em grandes cidades, como ainda se acreditava.
Os estudos também comprovaram a precisão com que os incas poderiam prever fenômenos naturais há mais de 500 anos. “As saywas demonstram que os povos pré-colombianos davam tanto ou mais preponderância ao céu do que nos dias de hoje”, disse Juan Cortés, astrônomo do ALMA.
nossa fonte: https://www.traduzca.com/cientistas-encontram-calendario-inca-no-deserto-do-atacama/

segunda-feira, 26 de março de 2018

Cientistas desvendam mistério por trás da múmia do Atacama, ou múmia alien do Chile.

MÚMIA

Cientistas das universidades de Stanford e San Francisco, nos Estados Unidos, resolveram o mistério em torno da denominada múmia "alienígena" do Atacama, restos mumificados de uma estranha criatura de somente 15 centímetros de altura e fisionomia humanoide.  Ela foi encontrada em 2003 no deserto do Atacama, no Chile. 
Segundo os resultados publicados na revista científica Genome Research, o estudo do DNA da múmia revelou que se trata do corpo de uma menina, mais precisamente de um bebê, que pode ter nascido morta ou ter morrido pouco tempo depois de nascer.
A estranha fisionomia de seu corpo, que tem uma cabeça em forma de cone e somente 10 pares de costelas, seria o resultado de uma série de graves mutações genéticas. É uma conclusão científica que desbanca as teorias que asseguravam que Ata, nome dado à múmia, era um extraterrestre. 
“O genoma de Ata a identificou como sul-americana, com variações genéticas da região andina, habitada pelos índios chilotes”, explicou Garry Nolan, autor do estudo e professor de microbiologia da Universidade de Stanford. A menina sofria de nanismo e sérios transtornos de crescimento. 
Fonte: ABC 
 Imagem: Emery Smith/Staford University

nossa fonte: https://seuhistory.com/noticias

Abaixo notícia referente ao mesmo assunto mas com fonte e data diferente.

A TRISTE HISTÓRIA POR TRÁS DA MÚMIA ALIEN DO CHILE

Foram necessários 15 anos para descobrir a cruel verdade por trás do minúsculo e distorcido cadáver achado no Atacama
THIAGO LINCOLINS PUBLICADO EM 25/02/2020
O estranho esqueleto foi apelidado de 'Ata'
O estranho esqueleto foi apelidado de 'Ata' - Divulgação / Dr Emery Smith
Em 2003, numa aldeia abandonada no Deserto do Atacama, Chile, pesquisadores encontraram um pequeno e esqueleto que levantou debates e alvoroçou os que acreditam que, sim, eles estão entre nós. O tamanho dos ossos e principalmente do crânio fez com que chegasse a aparecer num documentário sobre alienígenasA realidade, porém, é bem mais próxima ao solo terrestre. E é triste. 
O esqueleto foi apelidado de Ata. Ele tem 15 centímetros de comprimento, 10 pares de costelas (ao invés dos 12 normais), e um crânio alongado e deformado. Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que ele tinha entre 6 e 8 anos de idade quando morreu — sua vida, dadas suas deformidades, medicamente inconcebível. 
O esqueleto alien / Crédito: Divulgação/Emery Smith

Em 2013, um estudo realizado por Garry Nolan, da Universidade de Stanford, Califórnia, e outros pesquisadores da Universidade da Califórnia, concluiu que Ata era humano. Ainda assim, os pesquisadores não responderam que tipo de mutação causaria um de nós ser tão deformado. 
Já em 2018, outro estudo coordenado por Nolan enterrou os sonhos dos caçadores de alienígenas. As análises afirmaram que Ata é na verdade um feto humano de uma garota descendente de chilenos que foi abortada ou morreu logo após o parto.
O tamanho do corpo foi explicado por diversas mutações genéticas que resultaram em malformações e aceleraram o desenvolvimento dos ossos enquanto ainda era um feto.
O crânio alongado de Ata / Crédito: Divulgação/Emery Smith

Além disso, Nolan também explicou que Ata pode ter sofrido de hérnia diafragmática congênita, um defeito congênito que impede o desenvolvimento do diafragma e leva ao óbito. “Ela estava tão mal formada que não conseguiria se alimentar", disse Nolan em entrevista ao Guardian. "Em sua condição, ela teria acabado em uma UTI neonatal, mas, dado onde foi encontrada, isso não estava disponível."
Outro detalhe que torna a história bem menos misteriosa: ela não data dos tempos dos incas, e tem no máximo 40 anos. Os cientistas acreditam que no futuro, seu trabalho possa ajudar pacientes com malformações nos ossos.

segunda-feira, 22 de julho de 1991


O povo chinchorro se estabeleceu nas baías costeiras do Deserto do Atacama, onde hoje é o Chile, por volta de 7.000 aC e desenvolveu uma técnica de mumificação por volta de 5.000 aC.
Isso foi cerca de 2.000 anos antes dos antigos egípcios. No entanto, enquanto os egípcios eram uma civilização complexa que mumificava os faraós de elite, os Chinchorro eram caçadores-coletores pré-cerâmicos com uma abordagem mais igualitária para honrar os mortos.
As múmias que eles criaram, no entanto, diferiam daquelas preservadas pelos antigos egípcios. O povo Chinchorro retiravam a pele do falecido e depois extraía com cuidado os músculos e órgãos expondo o esqueleto. Eles então preenchiam o corpo com plantas, argila e madeira antes de costurar a pele e cobrir o rosto com uma máscara.

fonte: arqueologia e história das religiões.