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sábado, 24 de abril de 2021

Como surgiu a Lenda do Homem do Saco.

NARRATIVA LIGADA A UMA EPIDEMIA? SAIBA COMO SURGIU A LENDA DO 'HOMEM DO SACO'

No imaginário popular, a figura atrai crianças desobedientes e as levam embora. Mas como esse mito surgiu?

FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 24/04/2021

Representação do homem do saco pelo alemão Abraham Bach der Ältere
Representação do homem do saco pelo alemão Abraham Bach der Ältere - Wikimedia Commons

“Cuidado, o homem do saco vai te pegar!” ou “se comporta bem hein, senão o homem do saco te leva embora”; quando você era criança, provavelmente já deve ter ouvido essas palavras ditas da boca de seus pais ou de algum responsável seu. 

Apesar de ser um terror para muitas crianças, essa lenda urbana é muito conhecida em diversas regiões do Brasil, principalmente em áreas rurais — embora muitas cidades se refiram a ela como o conto do Papa-Figo.

Geralmente, essa história é contada para que as crianças se comportem ou até mesmo parem de falar com estranhos. Porém, o que poucos sabem é que há uma história muito interessante por trás disso tudo. 

O que diz a lenda? 

Como já dito, dependendo da regionalidade, essa história apresenta uma variação. Se para alguns o Homem do Saco é apenas um senhor que anda vagando pelas ruas em busca de crianças desobedientes, em outras, o Papa-Figo possui um enredo um pouco mais assustador. 

Em sua lenda, as pessoas dizem que ele não só rouba os menores malcriados como também se alimenta de seus fígados. Segundo explica o portal Toda Matéria, é justamente por isso que ele recebeu esse nome, uma contração de “papa-fígados”. 

lenda diz que ele é portador de uma doença muito séria e acredita que será curado caso se alimente do fígado de um crianças, afinal, por possuírem um órgão mais puros e sadios, elas seriam a cura para tal enfermidade.  

Em algumas regiões, as pessoas dizem através das narrativas imaginárias que o Papa-Figo conta com ajudantes, que capturam as crianças e as levam para ele. Em outras, dizem que ele atua sozinho, atraindo menores ao oferecer doces e brinquedos.  

Após roubarem suas vítimas, dizem que ele costuma deixar uma quantia em dinheiro ao lado dos corpos das crianças, sendo uma forma de ajudar os familiares a pagarem o funeral do ente que se foi, como explica o Toda Matéria.  

Aparência comum? 

Nesse ponto suas características também variam de acordo com a região onde a história é contada. O mais comum o descreve como um velho que se veste com roupas sujas e rasgadas, corcunda e com uma barba longa. Assim ele anda pelas ruas com um saco nas costas. 

No entanto, existem outras versões em que ele deixa de lado uma aparência mais humana e ganha orelhas imensas e até mesmo dentes de vampiros. Conforme aponta o Toda Matéria, essa figura se dá por conta que ele sofre uma doença rara.  

Em Geografia dos Mitos Brasileiros, o antropólogo Luís da Câmara Cascudo discute sobre a aparência da figura. “O papa-figo é como o lobisomem da cidade, que não muda de forma, sendo alto e magro. Diz-se que é um velho negro, sujo, vestido de farrapos, com um saco ou sem ele, ocupando-se em raptar crianças para comer-lhes o fígado ou vendê-lo aos leprosos ricos”. 

“Em outras regiões é muito pálido, esquálido, com barba sempre por fazer. Saí à noite, às tardes ou ao crepúsculo. Aproveita para as saídas das escolas, os jardins onde as amas se distraem com os namorados, os parques assombrados. Atrai as crianças com disfarces ou mostrando brinquedos, dando falsos recados ou prometendo levá-las para um local onde há muita coisa bonita”, completa.  

A origem do Papa-Figo 

Segundo estudo publicado pela Universidade Estadual da Paraíba, no imaginário popular, o Papa-Figo pode ter sofrido de hanseníase, popularmente conhecida como lepra, ou de doença de chagas, que causa inchaço no fígado.  

Assim, a lenda pode ter surgido em meados do século 20, quando o Nordeste brasileiro sofreu uma epidemia da doença. Nesta época, funcionários do Ministério da Saúde visitavam comunidades onde as pessoas haviam sido acometidas por tal enfermidade. 

Com isso, realizavam necropsias nos mortos. O procedimento normal, na época, era a retirada de líquidos e pus dos fígados das vítimas. Assim, o mito pode ter surgido por falta do conhecimento popular. Entretanto, isso não impediu que a história fosse passada de geração em geração.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/narrativa-ligada-a-uma-epidemia-saiba-como-surgiu-a-lenda-do-homem-do-saco.phtml

terça-feira, 25 de junho de 2019

O Homem do Saco, Lenda ou Verdade?

 O homem do saco

Quantos de nós, quando crianças nas cidades do interior do nosso país, ouvimos a frase “cuidado com o homem do saco!” ou “se você não se comportar o homem do saco virá te pegar!”?… Pois é, ele realmente existia!


Nossos temores não eram sem razões, pois em vários países, nas primeiras décadas do século passado, era comum pais enviarem seus filhos pelo correio, em sacolas, para visitarem parentes distantes. Em nosso país da época, entretanto – pelo que sabemos – essas funções de carteiros não existiam, mas, de alguma forma a figura ímpar do transportador de crianças foi introduzida de maneira distorcida em nossa cultura e, ainda, está presente em nossas lembranças.

Claro que muitos, hoje, dirão: – “Era uma ameaça”! Uma educação imposta pelo medo, pelo pavor”!

Mas, na realidade, o imaginário da época – quando as pessoas eram simples e suas crenças naturais; quando o respeito não se sobressaia jamais, já que todos os possuíam; quando brincávamos, nas ruas, de danças-de-rodas ou de esconde-esconde até os últimos raios da luz do dia – trazia em sua força uma pedagogia muito especial que se resultava na mais simples educação e que oferecia para cada um de nós a possibilidade de descobrir – na medida certa de nosso crescimento pessoal – a diferença entre homem e o animal, entre o natural e o sobrenatural, entre o ilusório e o real e, principalmente, entre o humano e o divino.

Hoje, infelizmente, os “homens dos sacos” são outros…!

E, realmente, promovem na sociedade um mal muito maior! E, o que é pior, parece que todos já se acostumaram com seus furtos da pureza e da saúde emocional de nossas crianças!

Às vezes, eles chegam de formas muitos especiais, revestidos de heróis, com ares sedutores, em grandes carros amarelos e até com um certo garbo. Alguns trazem, em seus sacos, tabletes, vídeos-games e até mesmo os mais avançados celulares; raramente um livro, um violino, uma bola ou tintas e pincéis!

Quando partem, levam dos pobres infantis a imaginação, pois lhes roubam as possibilidades das divinas inspirações e, também, a capacidade de criação. E, quando não, furtam-lhes a Esperança e, até mesmo – em muitos casos – a própria Razão, que lhes permitiriam, no futuro, ao menos discernir entre o Bem e o Mal!

Ah, como era bom, em certos momentos, desafiar o “homem do saco” daquela época, que já não volta mais! Afinal, era preciso afrontar os temores para poder crescer, mas sem nunca perder a capacidade de discernir e, de certa forma, também, de adestrar nossas próprias habilidades de saber com integridade o mundo de fora enfrentar!

*José Paulo Ferrari é psicólogo clínico, formado pela UnG,
com especialidades na área da Saúde e sua
principal área de pesquisa é a Espiritualidade

fonte: https://www.clickguarulhos.com.br/2019/06/25/o-homem-do-saco/


O HOMEM DO SACO!
Sim, ele existiu!
Por volta de 1913 era legalmente permitido enviar crianças via correio acompanhadas por carteiros e com selos anexados às suas roupas. Elas iam de trem para os seus destinos!

fonte: https://pt-br.facebook.com/JFDepressao/photos/rto-homem-do-sacosim-ele-existiu-por-volta-de-1913-era-legalmente-permitido-envi/2220612474716795/