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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Mistério Bíblico: que fim levaram as 10 tribos perdidas de Israel?

MISTÉRIO BÍBLICO: QUE FIM LEVARAM AS DEZ TRIBOS PERDIDAS DE ISRAEL?

O destino dos israelitas dominados pelos assírios é um dos maiores enigmas da Bíblia
REDAÇÃO PUBLICADO EM 23/09/2019.
Os israelitas
Os israelitas - Reprodução
Em 722 a.C., o Reino de Israel foi conquistado pelo Império Neo-Assírio. O outro reino israelita, Judá, ao sul, tornaria-se um vassalo e sobreviveria.
Segundo a Bíblia, os israelitas descendiam de um só progenitor: Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão, que teve 12 filhos. Cada qual dando origem a uma tribo. Ao enfrentar um anjo numa luta (Gênesis 35:10), foi rebatizado como Israel — O que luta com Deus.
Dez das 12 tribos foram exiladas pelos conquistadores, sobrando apenas as de Benjamin e Judá, no reino do sul — daí esses sobreviventes se tornarem conhecidos como Judeus.
Que fim levaram os outros israelitas? Não faltam candidatos: na Índia, há os judeus de Bene Israel (filhos de Israel). Na Etiópia, Beta Israel (casa de Israel). Ambos têm o fenótipo de sua região, parecendo-se com indianos e negros.
A historiadora britânica Shalva Weil acredita que eles sejam descendentes de tribos perdidas, e alguns rabinos tendem a concordar, ligando os etíopes à tribo de Dan. Ambos passaram por testes genéticos que indicaram uma possível ligação com judeus. Mas, em ambos os casos, bem posterior à diáspora, não mais de 1600 anos para os etíopes e 1050 para os indianos.
Shalwa também fez muito barulho no começo dos anos 2000 ao afirmar que os talibãs eram judeus. Ela se referia à teoria, datada de escritos islâmicos medievais, de que os afegãos da etnia pashtum — a do Talibã — eram descendentes das tribos perdidas. O DNA também não ajudou: testes os ligaram às populações do resto da região. Isto é, são nativos.
Historicamente, a lista incluiu candidatos bem mais insólitos: quando chegaram à América, os espanhóis achavam que os astecas eram descendentes das tribos perdidas. Também houve quem acreditou que os citas, nômades ao estilo mongol que atemorizavam as estepes entre o Ponto e o Mar Cáspio, seriam judeus. E até alguns historiadores japoneses chegaram a cogitar se hábitos nacionais não teriam vindo das tribos perdidas.
A maioria dos historiadores acredita que as tribos simplesmente perderam a identidade, e que muitos se refugiaram em Judá. Jerusalém parece ter crescido cinco vezes de tamanho logo após a conquista. O historiador britânico Tudor Parfit, da Universidade de Londres, que estudou por décadas povos clamando ser descendentes das tribos perdidas, diz que sua sobrevivência "é, de fato, um mito".

sexta-feira, 12 de abril de 2019

5 culturas antigas das quais você provavelmente nunca ouviu falar.

CINCO CULTURAS ANTIGAS DAS QUAIS VOCÊ PROVAVELMENTE NUNCA OUVIU FALAR

Conheça cinco povos que marcaram sua época com imponência, deixando vestígios materiais até os dias de hoje
REDAÇÃO PUBLICADO EM 12/04/2019
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Reprodução
O termo "civilização" gera muitas discussões na academia, por inserir as culturas humanas em uma linha evolutiva que vai dos menos avançados (sociedades horizontais como os indígenas amazônicos ou os aborígenes australianos, uma das populações mais antigas da Terra) aos mais avançados (grupos hierárquicos como os Egípcios e os Incas, e a nossa própria cultura ocidental).
Mas apesar de terem deixado vestígios mais visíveis de sua cultura, as chamadas "civilizações" não são necessariamente mais evoluídas que outras sociedades.
Sabendo disso, confira abaixo cinco culturas antigas que deixaram grandes vestígios, das quais você provavelmente nunca ouviu falar.
1. Civilização do Vale do Rio Indo (2.500 - 1.700 a.C.).
Mohenjo-Daro / Reprodução
Localizado em uma área que abrange partes do Paquistão, Afeganistão e Índia, se situa o sítio arqueológico de Mohenjo-Daro, onde podemos ter contato com uma das civilizações mais antigas do mundo. Esse sítio é apenas uma das duas cidades proeminentes escavadas pelos arqueólogos, junto da cidade Harappa. Muitas das casas encontradas tinham seus próprios poços e banheiros, além de um sistema de drenagem subterrânea. Também foram encontradas evidências de comunidades agrícolas, e sabe-se que esse povo canalizava a água do rio Indo até os campos.
Ainda não se sabe se o Vale do Indo era uma civilização em si ou se fazia parte de um reino maior - caso a segunda opção seja verdadeira, teriam sido encontrados artefatos que mostrassem isso, como estátuas de reis ou representações de guerras. Mas, até hoje, nenhum desses objetos foi localizado.
Não há um consenso sobre as causas para o declínio dessa cultura, embora mudanças climáticas, como secas ou inundações do rio, sejam uma causa provável.
2. Império de Axum (100 - 194 a.C.).
Escadarias de Axum / Reprodução
Enquanto uma revolução cristã ocorria na Europa, um poderoso reino emergia no continente africano. Na atual Etiópia, o Império Axum tornou-se um dos maiores mercados do nordeste da África, com grande poder comercial e naval, dominando a costa do Mar Vermelho durante séculos. Os vestígios deste reino datam de 5 a.C., mas seu apogeu se deu por volta de meados do século 4 d.C., quando os Axumitas levaram o reino Kush, seu rival, à ruína.
Influenciando outras superpotências na África, Europa e Ásia, esse império contava com uma multidão de visitantes estrangeiros. Um escritor persa saudou Axum como “uma das quatro maiores potências do mundo”. Ainda assim, pouco se sabe sobre essa impressionante civilização. 
O reino de Axum continuou imponente até o século 11 d.C., época em que o islamismo já havia se expandido pela Península Arábica e conquistado boa parte dos territórios do reino. A população do Império foi forçada ao isolamento político, o que levou seu declínio comercial e cultural.
3. Civilização Vinca (5500 - 3500 a.C.).
Estatueta Vinca / Reprodução
Também conhecida como Civilização do Vale do Rio Danúbio, esse povo tem sido frequentemente associado a extraterrestres - tanto pelo formato de suas estatuetas quanto pelas inovações tecnológicas. Os sítios arqueológicos são localizados ao longo do rio, em locais como Sérvia, Bósnia, Kosovo, Romênia, Bulgária e Macedônia. É considerada uma das culturas mais antigas do território europeu, e sua escritura, cravada em objetos de cerâmica, antecipou em séculos de escrita cuneiforme da Mesopotâmia, mas nunca pôde ser decodificada.
A primeira evidência arqueológica dessa cultura foi encontrada em 1908, em Belgrado, cidade da Sérvia. Cada assentamento abrigava milhares de pessoas, em casas feitas de barro. Não se sabe por que a Civilização da Vinca desapareceu, mas quando isso aconteceu, eles parecem ter levado seu conhecimento e suas inovações com eles, e as estatuetas e coleções de materiais Vinca estão atualmente espalhadas por vários museus do mundo. 
4. Mehrgarh (7000 a.C.).
Estatueta Mehrgarh / Reprodução
A civilização Mehgarh surgiu no Vale do Rio Indo muito antes da primeira cultura de nossa lista. Localizado na planície de Kachi, no Paquistão, esse sítio arqueológico é um dos mais importantes quando se estuda o período Neolítico no Sul da Ásia. Considerado o povoamento mais antigo do rio Indo, estima-se seu desaparecimento por volta de 2.500 a.C.
A descoberta do povoamento de Mehrgarh ocorreu em 1974, por uma equipe de arqueólogos coordenada por Jean-François Jarrige e Catherine Jarrige. Entre 1974 e 2000 foram feitas várias escavações, que chegaram aos 11 metros de profundidade. Até o momento, foram encontrados 50 mil objetos, entre os quais cerâmicas, figuras de barro, azulejos e metais. Acredita-se que o Mehrgarh tenha tido uma população de cerca de 25.000 pessoas.
5. Nínive (6000 - 612 a.C.).
Reprodução
Nínive, localizada onde hoje é Mosul, no Iraque, foi uma das maiores e mais antigas cidades da antiguidade. A área foi colonizada em 6000 a.C e, em 3000, tornou-se um importante centro religioso para a adoração da deusa Ishtar. O rei Senaqueribe (704–681 a.C.) fez de Nínive a capital do Império Assírio, construindo uma grande muralha de 15 portões ao redor da cidade, bem como parques, aquedutos, canais e um palácio de 80 quartos. Alguns estudiosos acreditam que os famosos Jardins Suspensos da Babilônia estavam realmente localizados em Nínive, e foram encomendados pelo rei. 
A cidade contava com uma biblioteca com mais de 30.000 tabletes de argila inscritos, o que fazia do local um centro para o desenvolvimento das artes, ciências e arquitetura. Entre as obras, está a história de um grande dilúvio que afogou o mundo inteiro, quando um homem construiu um barco para salvar a população. Essa versão da história hebraica foi escrita 1000 anos antes do surgimento da Bíblia. Grande parte do conteúdo da biblioteca de Nínive está agora nos cofres da Biblioteca Britânica.