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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: O Etrusco. De: Mika Waltari.

 


BIBLIOGRAFIA: WALTARI, Mika. O Etrusco. Coleção Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1967.

O Etrusco (1956), escrito pelo renomado autor finlandês Mika Waltari (famoso mundialmente por Sinuhe, o Egípcio), é um romance histórico fascinante que mescla aventura, geopolítica antiga e misticismo. A obra acompanha a jornada de Turms, um homem sem passado que cruza o Mediterrâneo em busca de sua real identidade.

Enredo e Cenário Histórico

A narrativa se passa por volta de 480 a.C., um período de intensas transformações no mundo antigo.

  • O Ponto de Partida: Turms é um jovem de origem desconhecida, criado na Grécia como um heleno. Após ser acusado injustamente de incendiar o templo de Cibele em Sardes, ele é obrigado a fugir.
  • A Odisseia: Sua fuga se transforma em uma viagem épica. Ele passa pela Grécia, Sicília, Roma e Cartago, cruzando o caminho de piratas, espartanos e figuras históricas proeminentes. O pano de fundo inclui as famosas Guerras Médicas e conflitos citados por historiadores clássicos como Heródoto.
  • O Destino Final: A jornada termina na região da Toscana (antiga Etrúria), onde Turms finalmente descobre suas origens sagradas como um imortal protegido pelos deuses etruscos.

Principais Temas Abordados

  • A Busca Pelo "Eu": Mais do que uma aventura geográfica, o livro é uma jornada de autodescoberta espiritual. Turms passa a vida se sentindo um estrangeiro em todos os lugares até entender seu papel no mundo.
  • Misticismo vs. Realidade: Waltari equilibra com maestria os fatos históricos da Antiguidade com as crenças religiosas, presságios e rituais sagrados da época.
  • O Declínio de uma Civilização: O livro joga luz sobre os etruscos, um povo misterioso, amante dos prazeres e da arte, que dominou a península itálica antes de ser absorvido pelo crescimento avassalador de Roma.

Pontos Fortes e Crítica

 O que torna o livro excelente:

  • Riqueza de detalhes históricos: A reconstituição histórica de Mika Waltari é impecável, imergindo o leitor nos costumes, guerras e na nomenclatura exata do mundo antigo.
  • Profundidade filosófica: O tom reflexivo do protagonista — que narra a história já velho, relembrando o passado — traz melancolia e sabedoria à escrita.

 O que pode desagradar:

  • Ritmo lento: Por ser focado no desenvolvimento espiritual e filosófico do personagem, o ritmo pode parecer arrastado para quem busca um romance de ação pura.
  • Fatalismo: O tom místico e a aceitação cega do destino por parte do protagonista podem distanciar leitores que preferem personagens mais pragmáticos.

Veredito

O Etrusco é uma leitura altamente recomendada para amantes de ficção histórica densa e mitologia antiga. Não é uma leitura rápida ou puramente comercial, mas sim uma obra que exige paciência para saborear a magnífica ambientação que Waltari constrói.

 

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Esqueleto do século IV, encontrado em tumba etrusca, instiga pesquisadores.

ESQUELETO DO SÉCULO 4, ENCONTRADO EM TUMBA ETRUSCA, INSTIGA PESQUISADORES

Os restos mortais estavam cercados de 40 vasos de cerâmica e outros artefatos bem preservados
VANESSA CENTAMORI PUBLICADO EM 23/04/2020
Esqueleto da mulher, que foi encontrado na tumba etrusca
Esqueleto da mulher, que foi encontrado na tumba etrusca - Divulgação / Inrap
Na ilha francesa da Córsega, o Inrap (Instituto Nacional de Pesquisa Arqueológica Preventiva) realizou escavações importantes nos últimos meses, resultando na descoberta de necrópoles etruscas, na comuna de Aléria.
Entre os achados, os pesquisadores se depararam com uma tumba etrusca do final do século 4 a.C. De origem nobre, o sepulcro continha mais de duzentos objetos ainda preservados. Além disso, os arqueólogos foram surpreendidos com restos mortais de uma mulher, que estava deitada de costas, a cabeça inclinada para o lado esquerdo e os braços jogados ao lado do corpo.
Ela estava adornada com um par de brincos de ouro, dois anéis, e possuía uma liga de ouro e cobre nos dedos. Em torno da falecida, havia ainda 40 vasos de cerâmica e perto de sua cabeça, à esquerda, dois escifos - espécies de cálices com alças grandes, usados para armazenar vinho.
Vasos encontrados na tumba etrusca / Crédito: Divulgação / Inrap 

Já à direita, havia um pequeno jarro. Ao longo de uma das pernas, existia também outro escifo e mais três vasos de vinho, dessa vez, decorados com rostos femininos. Todas as cerâmicas pintadas são originárias da antiga região da Etrúria.
Os pés da mulher continham, por sua vez, dois potes com perfumes, pequenos copos com verniz preto, dois espelhos de bronze e mais um vaso. A falecida apresentava sinais de cortes de várias formas e tamanhos, alinhados ao longo do abdômen. Mais investigações devem em breve fornecer informações sobre a mulher, que parece ter tido importância significativa para os estruscos.

segunda-feira, 24 de maio de 1993

Os Etruscos governavam Roma.


Fonte: Péricles. Coleção: Grandes Personagens da História Universal, Volume 7, Enciclopédia Semanal Ilustrada. Abril Cultural, São Paulo, 1970.