Mostrando postagens com marcador Guerra do Afeganistão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra do Afeganistão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Documentos oficiais revelam 18 anos de mentiras sobre a Guerra do Afeganistão.

DOCUMENTOS OFICIAIS REVELAM 18 ANOS DE MENTIRAS SOBRE A GUERRA DO AFEGANISTÃO

A narrativa dos EUA sobre o conflito armado mais longo na história do país é desmontada por relatos de participantes
JOSEANE PEREIRA PUBLICADO EM 11/12/2019

Soldados do Talibã, movimento fundamentalista desmantelado pelos Estados Unidos a partir de 2001
Soldados do Talibã, movimento fundamentalista desmantelado pelos Estados Unidos a partir de 2001 - Getty Images

Após três anos de batalha judicial, o periódico estadunidense The Washington Post revelou cerca de 2 mil páginas de documentos oficiais sobre a Guerra do Afeganistão. Fazendo parte do projeto federal Lições Aprendidas, os textos são mais de 400 entrevistas sinceras de pessoas que tiveram papel crucial na guerra.
Entre os relatos, está o do general Douglas Lute, que liderou o conflito entre os governos de George Bush e Barack Obama: “Carecíamos de um conhecimento fundamental sobre o Afeganistão, não sabíamos o que estávamos fazendo. O que queríamos fazer aqui? Não tínhamos a mais remota noção do que estávamos atacando. Se o povo norte-americano conhecesse a magnitude da disfunção… 2.400 vidas perdidas!”.

Tropas norte-americanas no Afeganistão em 2010 / Crédito: Getty Images


Mais de 750 mil militares foram mobilizados a partir de 2001, e cerca de 2.400 deles morreram em batalhas. Enquanto isso, durante os 18 anos de guerra, diplomatas e presidentes ofereciam ao mundo relatos de progresso. “Cada dado foi alterado para apresentar o melhor quadro possível”, afirmou o coronel Bob Crowley em uma das entrevistas. “As pesquisas eram nada confiáveis, mas reforçavam a ideia de que tudo o que fazíamos era o certo.”
O jornal completa as informações com centenas de outras páginas, como anotações que o então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, dava a seus subordinados entre 2001 e 2006. “Não tenho nenhum tipo de visibilidade sobre os quais são os maus”, afirma o secretário em uma das notas.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

da 4ª Cruzada ao desembarque na Baía dos Porcos: conheça as guerras mais estúpidas da história.

DA QUARTA CRUZADA AO DESEMBARQUE NA BAÍA DOS PORCOS: CONHEÇA AS GUERRAS MAIS ESTÚPIDAS DA HISTÓRIA

Confrontos sem propósito e sem direção marcaram a história em diferentes partes do globo
REDAÇÃO PUBLICADO EM 09/09/2019.
None
- Getty Images
Há quem diga que qualquer guerra é estúpida. Para Michael Prince, autor de Guerras Estúpidas, "só a maioria". O livro relata os mais patéticos episódios de hubrisa coragem mal-informada, que levaram à perda de vidas e propriedade.
Veja aqui alguns exemplos levantados por ele e seu parceiro Ed Strosser. 
4. A Quarta Cruzada.
A Cruzada / Crédito: Wikimedia Commons
Em 1202, o exército cruzado, com voluntários da Europa, estava em Veneza, cheio de fé e fúria – e nenhum tostão no bolso. Tentou alugar uma frota de barcos para Jerusalém, que pretendia reconquistar das mãos islâmicas, nas quais havia caído em 1187. Enrico Dandolo, o doge de Veneza, fez uma proposta: se os cruzados o ajudassem a capturar Zara, localidade croata rival comercial da cidade italiana, ele bancaria a viagem.
Cego e com 95 anos, o mandatário fez os votos de cruzado e embarcou com os soldados supostamente rumo à Terra Santa, parando no caminho para trucidar os cristãos croatas, que em vão levantaram cruzes para mostrar que estavam do mesmo lado. A ameaça de excomunhão feita pelo papa Inocêncio III pouco valeu.
Dandolo seguiu para Constantinopla e conquistou o lugar. Ricos com as pilhagens, os cruzados pagaram sua dívida e esqueceram a missão. No final, “o doge recebeu o pagamento na íntegra, mas os santificados guerreiros jamais puseram os pés em Jerusalém”, relatam Prince e Strosser.
3. Guerra do Afeganistão.
O confronto / Crédito: Wikimedia Commons
O Afeganistão fazia parte da vasta região do planeta que a Rússia considera seu quintal – a visão imperial não era diferente na época do regime soviético e do tempo dos czares. Em 1979, a União Soviética invadiu o país para apoiar o regime comunista local, ameaçado por facções islâmicas.
“Assim como nos velhos tempos, quando o Exército Vermelho esmagou a oposição na Hungria em 1956 e na Tchecoslováquia em 1968, os russos acharam que a filosofia de Marx e Lenin seria mais bem ensinada com tanques metralhando o populacho”, dizem Strosser e Prince.
Se os soviéticos riram dos EUA saindo do Vietnã, batidos pela guerrilha vietcongue, agora era a vez dos americanos. Mas não ririam por último. Com dinheiro da CIA, militantes islâmicos, entre os quais Osama bin Laden, fundaram a Al Qaeda.
2. Guerra do Chaco.
Soldados paraguaios / Crédito: Wikimedia Commons
Indo dos Andes bolivianos até o Pantanal do Brasil, o Chaco é um deserto ou pântano, dependendo da estação do ano. E foi por esse grande pedaço de nada que, entre 1932 e 1935, os dois países mais pobres da América do Sul se digladiaram. Ambos com feridas de guerras passadas fazendo mancar o parco orgulho nacional: a Bolívia, por ter perdido seu litoral para o Chile, na Guerra do Pacífico, de 1879; o Paraguai, por ter perdido quase tudo na guerra contra a Tríplice Aliança, na década de 1860.
Nos combates pelo Chaco, até 130 mil pessoas padeceram de ambos os lados, tudo isso apenas para provar que, por mais miserável que fossem, um não era mais fraco que o outro. “Certos países [...] habitam a categoria de perdedores da história. Para eles, o jeito de sair dessa categoria é bater em alguém. Qualquer um. Mas o que eles não entendem é que bater em outro perdedor não os coloca na categoria de vencedores”, registram os autores de Guerras Estúpidas.
1. Desembarque na Baía dos Porcos.
A invasão / Crédito: Wikimedia Commons
Em 17 de abril de 1961, 1500 exilados cubanos desembarcaram na Baía dos Porcos, no sul de Cuba. O embaixador norte americano na ONU, Adlai Stevenson, repetia que as movimentações, detectadas meses antes eram ações de um grupo de “cubanos patriotas”. A despeito de o New York Times ter publicado em janeiro que a CIA estava treinando cubanos para derrubar Castro.
A Rádio Moscou anunciou o ataque quatro dias antes. “O problema para a CIA era criar uma força invasora poderosa o suficiente para vencer... mas não tão forte a ponto de revelar o apoio americano. A invasão, em essência, tinha que ser cubanizada – feita para parecer amadora.” Nesse ponto, a agência fez um belo trabalho: em três dias, os 1202 rebeldes que escaparam da morte estavam na prisão em Havana.