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terça-feira, 5 de maio de 2020

Crânio de tartaruga de 95 milhões de anos é encontrado na Argentina.

CRÂNIO DE TARTARUGA DE 95 MILHÕES DE ANOS É ENCONTRADO QUASE INTACTO NA ARGENTINA

O réptil é de uma espécie de água doce já extinta que viveu durante o Cretáceo
VANESSA CENTAMORI PUBLICADO EM 05/05/2020

Crânio de tartaruga
Crânio de tartaruga - Divulgação

Enquanto andava por Cañadón de las Tortugas, um espaço dentro do sítio de La Buitrera, em Río Negro, Argentina, um paleontólogo encontrou um impressionante crânio de tartaruga. A descoberta, que aconteceu em 2015, foi recentemente analisada e a conclusão mostrou que o fóssil está muito bem conservado, embora possua 95 milhões de anos. 
O crânio pertenceu a um réptil hoje já extinto. A espécie da tartaruga foi denominada como Prochelidella buitreraensis, nome que faz alusão ao sítio arqueológico onde foi encontrada. 
"Prochelidella é um gênero de tartaruga de água doce extinta, do período Cretáceo na Patagônia", contou ao site Sputinik Mundo, o líder do estudo, Ignacio Maniel, doutor em ciências biológicas. "[A espécie] tem a característica de ser pequena, de 25 centímetros de comprimento e com uma morfologia particular na casca que a torna distinta".

Pesquisadores dentro do sítio de La Buitrera / Crédito: Divulgação 


O estudo, publicado no jornal científico The Journal of Systematic Palaeontology, só foi possível após a análise de restos da carapaça, vértebras e membros encontrados junto ao crânio do réptil. Esses achados permitiram apontar para o gênero do animal, que era comum na região mais austral do continente americano entre há aproximadamente 110 e 90 milhões de anos.
A tartaruga é tão comum por lá que em 1999 pesquisadores já haviam encontrado no sítio arqueológico de La Buitrer outros exemplares desses répteis. Porém, o crânio recém-estudado faz parte da primeira descoberta que inclui cabeça. Além disso, está especialmente bem conservado.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Descoberto o local mais perigoso da Terra há 100 milhões de anos.

REPLETO DE PREDADORES: DESCOBERTO O LOCAL MAIS PERIGOSO DA TERRA HÁ 100 MILHÕES DE ANOS

A pesquisa, realizada por equipes de paleontologia de universidades americanas, analisou a formação geológica de uma região no norte da África
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 27/04/2020
Imagem ilustrativa de predadores gigantes circulando em um campo
Imagem ilustrativa de predadores gigantes circulando em um campo - Jaime Nolivos / Pixabay
Um estudo publicado na revista cientifica Zookeys por cientistas do núcleo de biologia da Universidade de Detroit Mercy em parceria com a Univesidade de Portsmouth situou a formação geológica Kem Kem, ao sul de Marrocos, como uma das mais perigosas para a vida animal há cerca de 100 milhões de anos.
Com um grande sistema fluvial durante o período Cretáceo, os paleontólogos acreditam que o local era repleto de predadores semelhantes aos crocodilos, grandes répteis voadores e dinossauros gigantescos com enormes dentes em constantes batalhas pela vida.
De acordo com um comunicado de Nizar Ibrahim, autor da publicação e professor de biologia, "esse provavelmente era o lugar mais perigoso na história do planeta Terra, um lugar onde um humano viajante no tempo não duraria muito tempo”. Além de ser repleto de predadores, as características dos fósseis encontrados no local impressionam pelo tamanho.
Alguns dos maiores dinossauros já categorizados, como o deltradromeus e carcarodontossauro — ambos com cerca de 8 metros de comprimento — foram localizados na região da formação geológica. A pesquisa buscou analisar diversas exposições em vários países para observar itens encontrados em Kem Kem.