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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Deusa hindu chora durante terremoto e vira local de peregrinação em Bali.


Deusa hindu chora durante terremoto e vira local de peregrinação em Bali.

Jacarta, 14 out (EFE).- A estátua de uma deusa hindu em uma escola da ilha indonésia de Bali, se transformou nesta sexta-feira em local de peregrinação de fiéis e curiosos depois que vários alunos garantiram ter visto a obra chorar durante o terremoto de 6 graus na escala Richter que na quinta-feira atingiu a região.


Ao menos 50 pessoas ficaram feridas por causa do terremoto. Prédios e templos sofreram danos por cauda do abalo.

'Estamos pensando em levar especialistas em fenômenos paranormais para buscar uma explicação sobre as lágrimas da deusa Sarasvati', declarou o diretor do colégio, Sukarsana, segundo o jornal indonésio 'Okezone'.

O diretor acrescentou que eles mesmos examinaram a estátua sem encontrar uma explicação. Dewa, um dos estudantes, garantiu que 'a estátua parecia uma pessoa chorando'. Sarasvati é uma das 3 principais deusas do hinduísmo, junto com Durga e Laksmi, e como manda a tradição, é ora apontada como esposa, ora como filha de Brahma, o deus criador do universo. EFE. 14/10/2011.

Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados



Fonte:http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/286279

 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Ma'nene: o ritual indonésio que desenterra cadáveres.

MA'NENE: O RITUAL INDONÉSIO QUE DESENTERRA CADÁVERES

Realizada anualmente, durante o mês de agosto, a cerimônia tem como objetivo levar a paz eterna para os falecidos
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 14/02/2020

Um cadáver do ritual Ma'Nene
Um cadáver do ritual Ma'Nene - Divulgação

Para muitas culturas, o sepultamento é a última chance de se despedir de alguém que foi importante em suas vidas. As cerimônias são uma maneira de dizer adeus ao corpo físico, mesmo que as boas recordações sempre se façam presentes nas lembranças.
No entanto, um costume um tanto quando bizarro de povos indonésios assegura um evento menos confortável para os mortos. O ritual chamado Ma'Nene, ou cerimônia de limpeza de cadáveres, é comum entre moradores das aldeias de Toraja, em Sulawesi do Sul. A tradição, realizada anualmente todo mês de agosto, consiste em desenterrar os mortos, limpar seus corpos e trocarem suas roupas.
O costume diz que uma pessoa morta só pode descansar em paz se retornar, esporadicamente, à sua terra de origem e à sua antiga moradia. O ritual ainda tem suas peculiaridades, os trajetos dos corpos só podem ser feitos em linha reta; o corpo de crianças também participam da prática e os caixões danificados são arrumados ou substituídos.
O transporte do corpo pelo trajeto fica à responsabilidade dos familiares do falecido. Os antepassados do povo indonésio tinham tanto respeito pelo ritual, que dificilmente viajavam com medo de falecerem longe de suas casas e que seus parentes não conseguissem leva-los todos os anos de volta para casa.
Apesar do ritual não ser tão popular quanto antigamente, ele permanece preservado e ocorre anualmente em nas aldeias de Toraja.
Confira algumas fotos do ritual realizado nas aldeias de Toraja. 

Crédito: Divulgação



Crédito: Divulgação



Crédito: Divulgação



Crédito: Divulgação



Crédito: Divulgação



Crédito: Divulgação


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Misteriosa pintura pré-histórica que retrata criaturas sobrenaturais surpreende arqueólogos.


ARTE RUPESTRE
Arqueólogos encontraram em uma caverna da Indonésia a pintura mais antiga a retratar uma caçada. Só isso já tornaria a descoberta muito importante, mas o achado é ainda mais surpreendente. A cena apresenta uma série de criaturas sobrenaturais, metade humanas, metade animais, algo inédito para uma arte rupestre tão antiga (estima-se que ela tenha sido feita há 43.900 anos).
O painel de 4,5 metros de largura foi encontrado na ilha de Sulawesi. Ele mostra seis mamíferos em fuga: dois porcos e quatro búfalos anões, pequenos animais ferozes que ainda habitam as florestas locais. Eles aparecem sendo perseguidos por figuras humanas com características animais (pesquisadores chamam essa criaturas de teriantropos), que parecem estar empunhando longas espadas.  
A pintura recém-descoberta é possivelmente o exemplo mais antigo de arte imaginativa, ou seja, ela não se resume a tentar reproduzir aspectos realísticos da natureza. Em vez disso, ao retratar homens-animais, ela apresenta seres que não existem no mundo físico. Como essas criaturas possuem um aspecto sobrenatural, essa também seria a evidência mais antiga de pensamento "religioso" já encontrada. Assim, a descoberta desafia o consenso anterior de que a cultura religiosa moderna começou na Europa.
“Essa descoberta sugere que o pensamento religioso (a capacidade de imaginar a existência de entidades não reais) já estava presente entre nossa espécie na Indonésia há pelo menos 44 mil anos, vários milênios antes das primeiras obras de arte humanas modernas aparecerem na Europa", declarou Adam Brumm, arqueólogo e professor do Centro de Pesquisa Australiano para Evolução Humana (ARCHE). "Essa cena extraordinária sugere fazer parte de uma história ou de algum tipo de mito", completou.

Fontes: IFLScience e The Guardian
Imagem: Ratno Sardi/Griffith University/Reprodução

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Estas são as mais antigas pinturas rupestres descobertas na Ilha Indonésia de Sulawesi.

Estas são as mais antigas pinturas rupestres descobertas

E elas contam uma história!
MILENA ELÍSIOS (Imagem: MAXIME AUBERT / FIO PA)
https://socientifica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Pinturas-rupestres-2.jpg
É difícil saber ao certo quando exatamente os primeiros humanos começaram a contar histórias. Mas agora sabemos que há cerca de 43.900 anos atrás, as pessoas na ilha indonésia de Sulawesi começaram a contar algumas de suas histórias em imagens nas paredes das cavernas. Uma cena de caça, registrada através de pinturas rupestres descoberta recentemente em uma caverna remota na Indonésia, é a mais antiga pintura nas cavernas já registrada.
Em uma parede rochosa de 4,5 metros de comprimento e a cerca de 3 metros acima do chão em uma câmara superior de difícil acesso em um local chamado Liang Bulu’Sipong 4, antigas pinturas mostram porcos selvagens e búfalos anões enfrentam um grupo de caçadores estranhamente pequenos em vermelho escuro monocromático. 
Pesquisadores descobriram antigas pinturas rupestres que representam cena de caça. (Imagem: Adam Brumm, Ratno Sardi e Adhi Agus Oktaviana
Adam Brumm, Ratno Sardi e Adhi Agus Oktaviana)
Liang Bulu’Sipong 4 é uma caverna que ainda está sendo remodelada por água corrente, e camadas de rocha começaram a crescer sobre a pintura em alguns pontos. Os minerais que formam essas camadas incluem pequenos vestígios de urânio, que com o tempo se decompõe em tório-230. Ao contrário do urânio, o tório não é solúvel em água e só pode entrar na rocha através da decomposição. Ao medir a relação entre o urânio-234 e o tório-230 na rocha, os arqueólogos podem dizer quão recentemente se formou a camada rochosa.
Os depósitos têm crescido lentamente ao longo do mural de caça por pelo menos 49.300 anos, o que significa que a pintura em si pode ser ainda mais antiga do que isso. Isso faz do mural Liang Bulu’Sipong 4 o registro mais antigo (que conhecemos) de uma história real.
A história mais antiga já registrada por mãos humanas pode ser algo mais do que um registro de caça. De perto, os caçadores minúsculos não parecem muito humanos; muitos deles têm rostos estranhamente alongados, mais parecidos com focinheiras ou focinhos de animais. Um tem cauda e o outro parece ter bico.
Um gráfico explicativo publicado pela Griffith University. (Imagem: A. BRUMM / AAOKATVAIA / R.SARDI / CCLEE)
As figuras podem representar caçadores humanos vestidos com peles ou máscaras. No entanto, os pesquisadores dizem que eles se parecem mais com teriantropos: híbridos humano-animais que aparecem em culturas de todo o mundo, inclusive em pinturas de 15.500 anos nas cavernas de Lascaux, na França, e uma figura esculpida de 40.000 anos da Alemanha.
(Imagem: MAXIME AUBERT / FIO PA)
Em novas análises, talvez, se descubra que este pode não ser o desenho mais antigo, mas os pesquisadores afirmam que pode ser a história mais antiga já encontrada. Anteriormente, as obras de arte rupestre encontradas em sítios arqueológicos europeus com idades entre 14.000 e 21.000 anos eram consideradas as obras de arte claramente mais antigas do mundo. Mas como os próprios autores deixam claro, mais estudos são necessários.
Um local sagrado. 
Os arqueólogos não encontraram vestígios dos restos habituais da vida humana – ferramentas de pedra, ossos descartados e fogueiras – em qualquer lugar da caverna ou na câmara muito maior, que fica abaixo dela. E não é de se admirar: o Liang Bulu’Sipong 4 está situado em um penhasco a 20 metros acima do fundo do vale, e não se entra simplesmente. Isso leva a crer que a caverna pode ter sido um local sagrado ou muito importante para quem vivia naquela região.
A caverna Sipong 4 de Leang Bulu ’em Sulawesi, Indonésia, onde foram descobertas as pinturas rupestres. (Imagem: Ratno Sardi)
Embora essa seja uma descoberta impactante, ainda é cedo para muita empolgação. Muitas pesquisas precisam ser feitas, outros sítios com pinturas rupestres também foram descobertos no local, os arqueólogos farão a datação das novas pinturas, e a partir disso, novas analises serão realizadas. E elas, talvez, forneçam novas pistas sobre as origens da mente humana moderna, que cria imagens, conta histórias e inventa mitos.
O artigo científico que relata as descobertas foi publicado na revista Nature, você pode acessá-lo clicando aqui.

sábado, 14 de setembro de 2019

Os ritos funerários mais chocantes do mundo.

A MORTE É ESTRANHA: OS RITOS FUNERÁRIOS MAIS CHOCANTES DO MUNDO

Colar de dedos amputados, sacrifício de búfalos, canibalismo ritual e mutilações cadavéricas, as práticas mais controversas e incomuns para se despedir dos entes queridos
M. R. TERCI PUBLICADO EM 14/09/2019
None
Pixabay
Diz-se que todos somos iguais no nascer e no morrer. Isso nem sempre ocorre de modo linear dentro de uma ordem econômica ou social semelhante, mas vida e morte são aspectos comuns da existência, fatos distintos, conquanto intrínsecos.
Independentemente de nossas crenças, qualquer que seja o destino que nos esteja reservado, ao final da vida, o protagonismo se encerra e, impotentes, veremos descer o pano sobre o palco da vida. Mas o show deve continuar e uma vez adequadamente vestido, o morto está pronto para o velório e para aquilo que valha consolar ou causar assombro aos vivos.
Venham comigo, pelos caminhos mais escuros da história, sondar as motivações seculares e as diferentes crenças que inspiram práticas funerárias surpreendentemente incomuns.
Amputação das falanges.
Em algumas culturas, a automutilação, conquanto extrema, é uma forma tradicional de luto. Na fronteira entre a Indonésia e Papua-Nova Guiné, os membros da tribo Dani cortavam a ponta dos dedos como forma de expressar dor e tristeza pela perda de um parente.
Após a amputação, a falanges são queimadas e enterradas em um local reservado ou simplesmente usadas para fazer colares que adornavam o pescoço do falecido. Nos dias de hoje, a prática foi proibida, mas muitas famílias ainda seguem a tradição.
Meses em casa.
Os indígenas Toraja, uma população que vive nas montanhas da Indonésia, possuem um ritual funerário tão estranho quanto longo. Depois de embalsamados, os mortos passam o ano todo com os seus familiares dentro de casa.
O ritual Ma'Nene / Crédito: Reprodução

Os mortos são despidos, limpos, vestidos novamente e simbolicamente nutridos até que o processo de decomposição esteja bem avançado. Finalmente, no dia de seu enterro, dois búfalos são sacrificados e o cadáver é carregado nos ombros dos familiares até o local de descanso.
Canibalismo ritual.
Na Índia, os ascetas Aghori Sadhu comem a carne de seus mortos. Para eles, ruim é bom, vida é morte e sujo é limpo. Com a convicção de que obterão grandes poderes físicos e mentais, os Aghori banham os cadáveres de seus companheiros nas águas do Rio Ganges e depois comem a carne em decomposição.
Loção de cadáver liquefeito.
Na Austrália, algumas etnias aborígenes creem que as virtudes do defunto podem ser transmitidas para os mais jovens, por isso, quando alguém morre, eles não enterram o corpo de imediato.
Ritual australiano / Crédito: Reprodução

Preparam uma espécie de colcha de ramos verdes que servirá para envolver o morto e absorver os fluídos decorrentes da decomposição. Passados muitos dias, os anciãos desmancham a colcha e utilizam seus ramos para untar o corpo dos mais jovens com o pungente caldo.
Carne jogada às feras.
Os enterros a céu aberto no Tibete são um ato de caridade e compaixão com os animais. Muitos tibetanos, em especial os budistas, esquartejam seus mortos e os deixam à borda de despenhadeiros, em vales profundos ou à margem de bosques para servirem de alimento para abutres e leopardos das neves. Como acreditam em reencarnação, para eles, cadáveres nada mais são do que cascas vazias.
Enterro a céu aberto / Crédito: Reprodução

Fazendo o que gosta.
A população de Porto Rico é predominantemente formada por católico-romanos. Manifestam o luto através do uso de roupas pretas, rezam pela alma dos mortos, além de manter um comportamento de recolhimento, vigília e respeito pelo defunto.
Morto montado em sua motocicleta / Crédito: Reprodução

No entanto, algumas famílias têm o costume de vestir e preparar o corpo de seus entes queridos em posições que se assemelham à suas atividades preferidas em vida. No lugar do caixão, comumente se vê o morto montado em sua motocicleta, sentado em sua poltrona predileta assistindo um jogo ou, ainda, em pé, como se estivesse batendo um papo um meio aos convidados.
Debaixo da cozinha.
Talvez soe macabro, mas a experiência de um funeral em terra estrangeira pode nos dizer muito sobre a cultura local. Nas Filipinas, ao norte de Luzón, os Apayos habitam a mesma área que os Igorot que amarram e estaqueiam nas alturas dos penhascos os caixões de seus entes queridos.
Ritual funerário / Crédito: Reprodução

Seus costumes funerários, contudo, diferem muito. Os Apayos vivem principalmente ao longo dos rios, em grandes casas arejadas que ficam em cima de postes de madeira e, quando perdem parentes, o costume é enterrá-los sob a área da cozinha. É uma prática única que demonstram, na sua cultura, amor e carinho pelo falecido.
Na pira funerária junto com o marido.
Antigamente, as mulheres indianas, devotadas aos recém falecidos cônjuges, praticavam o Sati, ou seja, se jogavam, voluntariamente, na pira funerária onde os maridos estavam sendo cremados.  O termo tem origem no sacrifício de Sati, a primeira esposa do deus Shiva, que se matou, numa demonstração de fidelidade ao amado.
O costume foi proibido por lei pelas autoridades britânicas em 1829, acatando reivindicações de reformistas indianos. Mas, em algumas regiões mais tradicionais, ainda acontece. O último Sati que se teve notícia ocorreu em 2006, na vila de Tuslipar, no Estado de Madhya Pradesh, centro do país. O anterior, envolvendo uma mulher de 65 anos, também ocorreu em Madhya Pradesh, em 2002.

M.R. Terci é escritor e roteirista; criador de “Imperiais de Gran Abuelo” (2018), romance finalista no Prêmio Cubo de Ouro, que tem como cenário a Guerra Paraguai, e “Bairro da Cripta” (2019), ambientado na Belle Époque brasileira, ambos publicados pela Editora Pandorga.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Descoberto possível ancestral do "hobbit", hominídeo baixinho da Indonésia.

Do UOL, em São Paulo
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  • Kinez Riza
    Parte do maxilar fossilizado do Homo floresiensis
    Parte do maxilar fossilizado do Homo floresiensis
Resquícios fossilizados de hominídeos encontrados em Mata Menge, na ilha indonésia de Flores, podem levar ao fim a um antigo debate envolvendo o Homo floresiensis. Após estudarem o achado, os pesquisadores estão quase certos de que o Homo floresiensis é mesmo uma nova espécie, com uma grande jornada evolutiva.
O hominídeo encontrado na ilha possui aspectos semelhantes tanto ao Homo erectus quanto ao Homo habilis (o ancestral mais distante da nossa espécie, Homosapiens).
As escavações na região localizaram os resquícios de uma mandíbula, de um pedaço de crânio e dentes pertencentes a pelo menos três hominídeos. A datação indica que eles viveram na região há cerca de 700 mil anos.
"Eu acredito que nós encontramos o ancestral direto do Homo floresiensis, que já era anão como ele", disse para o UOL Yousuke Kaifu, do Museu da Natureza e Ciência de Tóquio.
Os resultados da descoberta mais recente foram publicados na edição desta quarta-feira (8) da revista Nature. Os fósseis, localizados em 2014, são os primeiros resquícios de esqueleto encontrados em Flores fora da famosa caverna de Liang Bua, onde o Homo floresiensis foi encontrado pela primeira vez, em 2004. O estudo conta com a publicação de dois artigos: um com a descrição do hominídeo descoberto e outro com a idade do fóssil e o contexto em que viveu.
Kinez Riza
Reconstrução da face do Homo floresiensis
Homo floresiensis é um hominídeo de cérebro pequeno -- cerca de 426 cm³ -- e baixa estatura -- até 1,06 m de altura. Devido ao pequeno porte, ficou conhecido como "hobbit" -- criatura criada por J. R. R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis". Era sabido que oHomo erectus, bem maior que o hominídeo descoberto na ilha de Flores -- com 860 cm³ de cérebro e 1,65 m de altura --, chegou até a região da Indonésia. Mas além de oHomo floresiensis ser bem menor que o Homo erectus, possuía características morfológicas parecidas com as dos nossos ancestrais mais antigos, como o Homo habilis - 614 m³ de cérebro e 1,18 m de altura.
O mistério dividia os paleontólogos. Um grupo argumentava que o "hobbit" era uma nova espécie, de corpo pequeno e cérebro reduzido, derivada do Homo erectus. Outro  grupo sustentava que tratava-se de hominídeo semelhante ao Homo habilis ou a ancestrais mais antigos. Havia também a hipótese de se tratar de um ser humano moderno que tinha adquirido um patologia que o deixou com nanismo. O maxilar encontrado é 20% menor que o do menor Homo floresiensis de Liang Bua. "A idade e morfologia se encaixam perfeitamente com a minha hipótese de que o Homo floresiensis possui como ancestral o Homo erectus", diz Kaifu.
Nas escavações em Mata Menge também foram localizados instrumentos de pedra semelhantes aos utilizados pelo Homo floresiensis. Segundo os paleontólogos, além do floresiensis, apenas o Homo erectus utilizou instrumentos semelhantes. Os autores do estudo sugerem que os hominídeos encontrados viveram em um lugar quente e seco, como uma savana. 

Não é preciso corrigir livros

Segundo a datação feita por Adam Brumm, da Universidade Griffith, na Austrália, os 700 mil anos de idade do fóssil provam a origem antiga do Homo floresiensis. Esse é mais um sinal que reforça a hipótese de que os indivíduos de Flores evoluíram de populações de Homo erectus que chegaram à ilha.
Para serem humanos modernos doentes, os fósseis dos hominídeos encontrados precisariam ser bem mais novos. Já a origem e migração de antigos membros de nosso gênero, como o Homo habilis, possuem data bem mais remota. Assim, caso os sinais de descendência do Homo habilis fossem as mais claras, seria preciso rever as teorias sobre a migração dos primeiros hominídeos.
Apesar do debate sobre a origem do Homo floresiensis ganhar pistas mais sólidas para chegar ao fim, ainda não há conclusões definitivas. Algumas características dos fósseis encontrados são compartilhadas apenas entre o Homo habilis e o Homo floresiensis da caverna de Liang Bua, como os pequenos dentes.
Outra questão que ainda não está plenamente resolvida é a da drástica redução que o Homo erectus teria sofrido em seu corpo para chegar ao tamanho do Homo floresiensis. Os paleontólogos associam essa transformação há ausência de predadores e há escassez de alimentos, aspectos típicos da vida em ilhas. Apenas novas comparações entre os hominídeos ou novas descobertas arqueológicas podem lançar luz ao elo perdido dessa pequena criatura.
fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/06/08/descoberto-possivel-anscestral-do-hobbit-hominidio-baixinho-da-indonesia.htm

sexta-feira, 11 de dezembro de 1992

Nova linhagem humana é descoberta após análise em esqueleto de 7 mil anos.

NOVA LINHAGEM HUMANA É DESCOBERTA APÓS ANÁLISE EM ESQUELETO DE 7 MIL ANOS

Ossos pertencem a uma adolescente que viveu há cerca de 7,2 mil anos
Por History Channel Brasil em 06 de Outubro de 2021 às 19:13
Nova linhagem humana é descoberta após análise em esqueleto de 7 mil anos -0 

Ao analisar geneticamente os restos mortais de uma adolescente sepultada há 7,2 mil anos na Indonésia, pesquisadores fizeram uma descoberta surpreendente. O estudo revelou que os ossos pertencem a uma linhagem humana previamente desconhecida. Segundo os cientistas, isso pode mudar o que se sabia sobre os processos migratórios dos primeiros humanos.

História ancestral única

Os pesquisadores batizaram a jovem pré-histórica de "Bessé". Segundo Adam Brumm, coautor do estudo, o sequenciamento genético da adolescente indicou uma história ancestral única, não compartilhada por ninguém que vive hoje, nem por nenhum humano conhecido do passado antigo.

Restos mortais de Bessé

O genoma também aponta ela era uma parente distante dos aborígenes australianos e dos indígenas das ilhas da Nova Guiné e do Pacífico ocidental.  Além disso, o estudo, publicado na revista científica Nature, indica que a jovem tem uma parte importante de DNA de uma espécie humana arcaica, conhecida como os denisovanos. Os primeiros restos desta civilização foram descobertos em 2010, quando pesquisadores conseguiram desenterrar o corpo de uma menina nas cavernas de Denisova, na Sibéria. 

Segundo  Cosimo Posth, coautor do estudo, a descoberta genética sugere que a Indonésia e as ilhas vizinhas, uma área conhecida como Wallacea, foram o ponto de encontro para o maior evento de miscigenação entre denisovanos e humanos modernos em sua jornada inicial para a Oceania. Bessé é também o primeiro esqueleto conhecido pertencente à cultura Toaleana, um enigmático grupo de caçadores-coletores que viveu em Sulawesi do Sul entre 1.500 e 8.000 anos atrás.

Fontes
 
Live Science, La Nación, The Guardian e CNN
Imagens
 
Universidade Hasanuddin/Reprodução