Superlua Rosa brilhará no céu nesta terça: satélite atinge proximidade máxima da Terra
A noite desta terça-feira (7/4) promete um espetáculo no céu. A partir das 18h50, vai acontecer o fenômeno conhecido como Superlua Rosa. Isso ocorre quando, simultaneamente, o satélite se encontra na sua fase cheia e quando está mais próximo da Terra em sua órbita elíptica.
Durante a ocorrência do fenômeno, o satélite parecerá mais brilhante e até 7% maior do que a lua cheia "normal". A lua aparentará estar maior porque estará em seu ponto mais próximo da Terra em 2020 (356.907 km). Essa proximidade também deve interferir no comportamento das marés, que devem ficar mais altas ou mais baixas que a média, dependendo da região do planeta.
Apesar do nome, a lua não ficará cor-de-rosa. O fenômeno foi batizado assim em referência a flores do gênero Phlox, que florescem nos Estados Unidos e Canadá no início da primavera no hemisfério norte. O termo foi criado por antigas tribos indígenas norte-americanas.
Já a expressão "superlua" foi cunhada em 1979. Ela se refere a uma lua nova ou cheia que ocorre dentro de 90% do perigeu, seu ponto mais próximo da Terra. Em 31 de outubro, ocorrerá o oposto: a lua cheia coincidirá com o apogeu, seu ponto mais distante da terra. Na ocasião, o satélite parecerá 13,8% menor do que a média.
SUPERLUA ROSA: FENÔMENO QUE ACONTECE NESTA SEMANA É A MAIOR SUPERLUA DE 2020
O espetáculo iluminará os céus de modo único entre os dias 7 e 9 de abril
VANESSA CENTAMORI PUBLICADO EM 06/04/2020
Imagem da Lua - NASA
A Lua irá proporcionar um verdadeiro espetáculo entre os dias 7 e 9 de abril (terça e quinta-feira), quando ela irá se apresentar como o fenômeno da Superlua Rosa. O nosso satélite natural estará tão brilhante e estonteante que será a maior superlua de 2020.
Vale lembrar, porém, que a Lua não estará literalmente rosa. Na verdade, a expressão Superlua Rosa foi dada em homenagem à uma planta selvagem dos Estados Unidos, a Phlox Subulata — uma espécie rosada que floresce nesta época do ano.
Mesmo assim, o fenômeno promete ser imperdível, já que o céu estará bem mais iluminado do que o normal. A Superlua Rosa começará no dia 7, quando a Lua entrará no perigeu, ou seja, assim que sua órbita se aproximar da Terra.
Nessa situação de perigeu, ela ficará cerca de 15% maior e 30% mais brilhante do que quando está no apogeu — ponto mais distante da trajetória da Lua ao redor da Terra. Desse modo, o céu fica bem mais iluminado com o brilho do luar.
Superlua fotografada pela NASA / Crédito: NASA
O perigeu é um fenômeno normal, que ocorre a cada 28 dias. Só que o diferencial da superlua é que nela essa aproximação acontece exatamente quando a Lua está cheia. Já quando falamos em uma Superlua Rosa, diferentemente de apenas uma superlua, a visão é bem maior e mais iluminada. Isso porque a Lua está bem mais próxima da Terra do que em outras luas cheias.
O auge do fenômeno da Superlua Rosa irá acontecer na quarta-feira, 8, quando a Lua estará cheia em sua totalidade. Para acompanhar, o ideal é que você esteja em um ponto alto ou com visão livre do horizonte. Seu espetáculo particular será bem mais grandioso, já que a Lua parece bem maior quando colocada em contraste com edifícios e árvores que estão à frente.
Mas, também é possível observar a superlua quanto ela estiver alta no céu, com um efeito um pouco mais reduzido. O segredo é olhar para o cosmos a partir do lado leste, desde onde ocorre o pôr do sol, assim você não perde a Superlua Rosa.
MORRE ASTRONAUTA ALFRED WORDEN, QUE CIRCULOU A LUA NA MISSÃO APOLLO 15
O piloto do módulo de comando da quarta missão tripulada em solo lunar morreu dormindo
VANESSA CENTAMORI PUBLICADO EM 19/03/2020
Alfred Worden - Wikimedia Commons
O astronauta da missão apollo 15, Alfred Worden, morreu aos 88 anos de idade, na última quarta-feira, 18. Segundo seu amigo próximo,Tom Kallman, Worden estava em um centro de reabilitação, se recuperando de uma infecção, e faleceu enquanto dormia.
Worden pilotou o módulo de comando da Apollo 15, que ocorreu entre os dias 30 de julho e 2 de agosto de 1971. A tarefa dele foi permanecer em órbita lunar pilotando o módulo Endeavour, enquanto seus companheiros, David Scott e James Irwin, exploravam a Lua com o Veículo Explorador Lunar, da NASA.
Irwin faleceu em 1991, enquanto que Scott, hoje com 87 anos de idade, é um dos quatro astronautas que já pisaram na Lua e ainda permanecem vivos. Os outros viajantes do espaço que ainda estão entre nós são Buzz Aldrin (Apollo 11), Charles Duke (Apollo 16) e Harrison Schmitt (Apollo 17).
David Scott, Aldred Worden e James Irwin, da Apollo 15 / Crédito: Wikimedia Commons
Buzz Aldrin fez uma pequena homenagem para Alfred Worden no Twitter, onde postou uma foto que tirou com o colega falecido. “Fio grisalho, esteja você em paz, Al da velocidade divina”, escreveu o astronauta da missão Apollo 11.
Worden não foi apenas o homem que realizou o especial feito de circular a Lua, como também, na viagem de volta, foi o primeiro a fazer o que passou a ser naquela época a caminhada espacial mais profunda da história. Ele andou a uma distância de 322 mil quilômetros da Terra, em uma operação que demorou 38 minutos.
Durante o retorno de Worden e dos demais astronautas da Apollo 15 à Terra, no dia 7 de agosto de 1971, eles trouxeram na bagagem 77 quilos de rochas para estudos. Passaram também por um pequeno susto, quando um dos três paraquedas de uma cápsula falhou.
Mas, ainda bem, os astronautas conseguiram pousar no oceano com segurança com apenas dois equipamentos restantes, finalizando a primeira missão de longa duração em solo lunar. Aquela aventura, assim como o legado de Alfred Worden, ficaram para a história.
A China conquistou um marco na história espacial que nem a NASA conseguiu alcançar: cultivou com sucesso uma planta terrestre na Lua. Este é o segundo feito do Projeto Chang'e 4, que está explorando o lado escuro lunar com um módulo de pouso. Sua primeira conquista foi a recente descoberta de uma substância gelatinosa misteriosa na superfície do satélite.
A equipe do país asiático levou cinco espécies de organismos biológicos para a Lua: levedura, ovos de mosca e três tipos de sementes: algodão, batata e uma erva chamada arabidopsis. Os organismos morreram rapidamente no ambiente lunar, exceto as sementes de algodão, das quais duas folhas brotaram e permaneceram vivas por um dia lunar, o que equivale a duas semanas na Terra.
A China quer continuar sua pesquisa e levar organismos mais complexos para a Lua, incluindo animais, possivelmente na missão Chang'e 6, programada para o início de 2020. Enquanto isso, a NASA quer fazer o mesmo com as ervas daninhas Arabidopsis, não na Lua, mas em Marte, em uma nova missão em 2021 ou 2022.
ALÉM DA ÁREA 51: CONHEÇA AS MELHORES TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO
Aliens, monstros marinhos, lugares misteriosos... O mundo está cheio de histórias que parecem reais, apesar de nunca terem sido comprovadas pela ciência
LETÍCIA YAZBEK PUBLICADO EM 19/09/2019.
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1. O começo de tudo.
As teorias conspiratórias que envolvem alienígenas nasceram na cidade de Roswell, no Novo México (Estados Unidos). Em 2 de julho de 1947, um objeto voador não identificado caiu na cidade. Um major da Força Aérea afirmou que o objeto era de origem extraterrestre, mas a informação foi negada no dia seguinte, em um comunicado oficial do governo norte-americano.
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Surgiram teorias de que o objeto era um disco voador e que vários alienígenas haviam sido encontrados nos destroços, alguns ainda vivos. Também dizem que, nesse primeiro contato com os ETs, os americanos permitiram que os alienígenas abduzissem seres humanos para estudos biológicos.
2. Viagem espacial.
Abdução alienígena é o desaparecimento de seres humanos, levados por seres extraterrestres de origem desconhecida. Os relatos contam que a vítima acorda paralisada, com a sensação de que há alguém no quarto. Aí, ela vê luzes e objetos luminosos e tem a sensação de estar voando.
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Quando acorda, o abduzido não consegue lembrar o que fez ou onde esteve, mas sente que muito tempo se passou. Segundo a teoria, vítimas que recuperaram a memória depois de seções de hipnose contaram que foram submetidas a exames parecidos com exames médicos. A maioria dos abduzidos considera a experiência positiva e agradável.
3. ETs infiltrados.
A teoria do híbrido humano-alienígena conta que os ETs foram manipulados por alienígenas superiores e se tornaram estéreis. Para conseguir se reproduzir, eles querem criar o Homo Alienus, uma mistura de ser humano com alienígena. Já existem seres híbridos infiltrados entre nós – eles são idênticos aos humanos, mas herdaram poderes telepáticos dos ETs.
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Quando a Terra estiver controlada pelos híbridos, os alienígenas aparecerão para dominar a Terra e exterminar os seres humanos. A teoria é sustentada por relatos de vítimas de abdução, que afirmam ter tido as células reprodutoras roubadas pelos alienígenas.
4. Segredo de Estado.
Diversas teorias defendem que as evidências de objetos voadores e visitantes extraterrestres são escondidas por governos de todo o mundo. Os governos estariam em contato com os alienígenas – alguns até cooperam com os planos extraterrestres, permitindo que seres humanos sejam abduzidos.
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As teorias envolvem casos de extraterrestres presos em bases militares, discos voadores capturados e provas da existência de ETs escondidas em arquivos supersecretos. Não há evidências que sustentem essas teorias, mas elas já foram defendidas por importantes políticos e astronautas norte-americanos.
5. Cheia de mistério.
A Área 51 é uma área militar de 12.000 metros quadrados no deserto de Nevada, nos Estados Unidos. O lugar é secreto e o governo norte-americano não confirma nem nega as informações, aumentando ainda mais o mistério. Dizem que os extraterrestres e OVNIS (Objetos Voadores Não-Identificados) encontrados aqui na Terra seriam levados para a Área 51 para serem estudados.
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Lá também seriam testadas novas espaçonaves secretas. Já foram vistos vários OVNIS sobrevoando a área. O físico Bob Lazar, que já teria trabalhado no lugar, jura ter visto alienígenas vivendo ao lado de militares norte-americanos.
6. Abaixo de nós.
Os povos intraterrestres seriam civilizações que habitam Agartha, uma nação localizada no interior da Terra. Segundo essa teoria, a Terra é oca e no centro dela existe um Sol. Há duas entradas para Agartha, no Polo Sul e Polo Norte, mas existem diversas cavernas e túneis espalhados pela Terra que conectam a superfície à nação misteriosa. Os habitantes de Agartha seriam humanos como nós, só que mais evoluídos.
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Eles esperam que a paz se estabeleça na superfície para que todos possamos conviver em harmonia. Os defensores dessa teoria argumentam que a ciência sabe pouco sobre a crosta terrestre, pois apenas 0,5% dela foi adentrada até hoje. Além disso, muita gente diz que consegue se comunicar com os povos de Agartha por meio da telepatia.
7. Triângulo da morte.
O Triângulo das Bermudas é uma região do Oceano Atlântico, perto do Caribe, marcada por três pontas que formam um triângulo imaginário: o sul da Flórida, Porto Rico e as ilhas Bermudas. Muitos navios e aviões já desapareceram por ali, deixando o local cercado de mistério. Acredita-se que os acidentes foram causados pelas fortes tempestades que ocorrem na região.
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Mas há quem diga que os desaparecimentos são obra de OVNIS sequestradores ou de tempestades magnéticas que teriam feito com que bússolas e equipamentos de navegação parassem de funcionar. Outras teorias falam sobre vulcões submarinos em erupção, monstros marinhos e até bolhas de gás metano que engolem tudo ao redor.
8. Continente perdido.
Atlântida aparece pela primeira vez no livro Timeu e Crítias, do filósofo grego Platão, do ano 360 antes de Cristo. Na obra, Atlântida é uma ilha localizada a oeste do estreito de Gibraltar (que separa o Mar Mediterrâneo do Oceano Atlântico). Ela é habitada pelos atlantes, descendentes de Atlas (filho de Poseidon, deus do mar).
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Em disputas com a cidade grega de Atenas, os atlantes teriam tido várias vitórias e ficado muito orgulhosos. Isso causou a fúria dos deuses, que resolveram afundar a ilha. Muitas pessoas acreditam que Atlântida realmente existiu – ela teria sido uma civilização da Grécia Antiga, entre os anos 3 mil e mil antes de Cristo, e desaparecido após a erupção de um vulcão.
9. Monstro das neves.
O Yeti ou Abominável Homem das Neves é uma criatura que vive na região do Himalaia (Índia, China, Butão, Nepal e Paquistão). Segundo a lenda, o Yeti é filho de um rei macaco com uma ogra e tem dois metros de altura. A teoria de que o Yeti é um monstro real é defendida por cientistas de vários países.
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Um grupo de exploradores russos encontrou pegadas e a cama onde o monstro dormia. Em 2014, uma equipe da Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisou diversas amostras de pelos. A análise concluiu que duas delas eram de ietis.
10. No fundo do mar.
Há teorias que dizem que existem terríveis monstros marinhos nas águas profundas dos mares de todo o mundo. O Kraken é uma espécie de lula gigante que ameaça os navios que navegam pelo Mar da Noruega, que separa a Islândia das terras Escandinavas. Ele tem cem braços e é temido por todos os marinheiros da região. Já a Serpente Marinha é um monstro gigante, com cabeça de cavalo, que ataca os navios e devora os tripulantes no Atlântico Norte.
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A Serpente Marinha aparece em lendas e histórias antigas como a Odisséia, do escritor grego Homero. Outra criatura cheia de mistério é o Monstro do Lago Ness, um réptil aquático que habita o Lago Ness, na Escócia. O governo do país garante que o monstro não existe, mas várias pessoas confirmam que já deram de cara com o bicho!
11. Conquista encenada.
A teoria de que o homem nunca foi à Lua é uma das mais polêmicas. De acordo com ela, os livros de História e Ciência mentem e a famosa imagem de Neil Armstrong com a bandeira norte-americana em nosso satélite foi encenada em um estúdio de televisão. Essa teoria é defendida pelo escritor Bill Kaysing, que prestou serviços ao Programa Apollo.
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Segundo ele, a Nasa não tinha tecnologia para mandar o homem à Lua em 1969. Mas a corrida espacial com os russos obrigou os norte-americanos a fazerem isso de qualquer maneira. Há algumas pistas: nas imagens veiculas pela televisão, não há estrelas no céu – como não há atmosfera na Lua, as estrelas deveriam ser visíveis. Além disso, as imagens não mostram nenhuma cratera e, como se sabe, a Lua é cheia de crateras.
12. Navio desaparecido.
Em 1943, o governo norte-americano iniciou testes para um experimento que tinha o objetivo de tornar um navio porta-aviões invisível aos radares inimigo, usando energia eletromagnética. O navio USS Eldridge teria partido do porto de Filadélfia, nos Estados Unidos, desaparecido e transportado para outro lugar, 40 anos mais tarde.
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Quando o navio ressurgiu, coisas estranhas teriam acontecido – alguns tripulantes teriam desaparecido, uns ficaram congelados e outros ficaram loucos. O cientista Al Bielek, que teria sido o responsável pela eletrônica do navio, afirma que perdeu a memória e só se lembrou de tudo depois de ver um filme sobre o incidente.
13. Rádio fantasma.
A UVB-76 é uma estação de rádio de ondas curtas, conhecida como o Fantasma Soviético. Ela transmite um curto sinal, que é repetido cerca de 25 vezes por minuto, 24 horas por dia. A estação foi descoberta no final da década de 1970 e funciona até hoje. Em algumas ocasiões, o sinal é interrompido e substituído por uma transmissão de voz em russo.
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A voz fala uma mistura de códigos como UVB-76, além de números e nomes russos. Ninguém sabe o que os códigos querem dizer, mas dizem que a UVB-76 é uma rádio de transmissão e ordens para movimentação militar ou espionagem. Outros acreditam que é uma rádio fantasma, utilizada na época da Guerra Fria, mas que permanece ativa.
O PLANO MIRABOLANTE DOS ESTADOS UNIDOS: EXPLODIR A LUA
Durante a Guerra Fria, o país teve a bizarra ideia para provar a sua superioridade
THIAGO LINCOLINS PUBLICADO EM 06/09/2019
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Tudo começou em outubro de 1957, com o lançamento do Sputnik 1, o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra, colocando a União Soviética à frente dos americanos – e causando pânico. Os jornais imediatamente reverberaram a opinião de que, se os soviéticos podiam mandar esferas ao espaço, podiam também enviar mísseis nucleares ao coração dos EUA. E absolutamente podiam: o foguete do Sputnik era basicamente uma versão adaptada do míssil nuclear R7 Semyorka.
Os americanos decidiram passar a mesma mensagem aos russos, mas com bem menos sutileza.
O lado da Lua onde ocorreria a explosão / Crédito: Wikimedia Commons
O plano de codinome "A119" foi desenvolvido pela Força Aérea dos Estados Unidos em 1958. Foi desclassificado em 2000 por Leonard Reiffel, ex-executivo da Nasa que liderou o mesmo.
Projeto engavetado
A ideia dos físicos e especialistas militares era explodir na Lua uma ogiva do mesmo tamanho da bomba lançada em Hiroshima, no Japão. O objetivo era que a explosão criasse uma nuvem de poeira que, iluminada pelo Sol, seria vista a olho nu da Terra. Particularmente, da União Soviética.
O show de fogos do século foi engavetado em janeiro de 1959, quando os chefes militares dos EUA concluíram que, por alguma razão, a explosão poderia causar uma reação negativa da opinião pública mundial. Além disso, os riscos de mau funcionamento durante o lançamento eram grandes, colocando o mundo inteiro sob o perigo de uma ogiva nuclear fora de controle.
A capa do projeto / Wikimedia Commons
Depois disso, os EUA decidiram que seria mais inteligente seguir com a Corrida Espacial por linhas pacíficas. Após perderem o título do primeiro ser vivo no espaço (com a Laika, na Sputinik 2, 1956), do primeiro objeto a se aproximar da Lua (a sonda Luna 1, 1951) e do primeiro ser humano no espaço (Yuri Gagarin, na Vostok 1, 1961), cruzaram a linha de chegada espetacularmente ao desembarcar na Lua com a Apollo 11, em 1969.
Por mais incrível que possa parecer, os soviéticos tinham um plano bem parecido. Com o codinome E-4, pensavam atacar a Lua com um míssil nuclear. Assim como a outra superpotência, perceberam que as pretensões trariam mais prejuízo do que prestígio.
Uma sonda chinesa conseguiu um feito inédito: pousou no lado "escuro" (ou "longínquo") da Lua. Batizada de Chang’e 4, ela aterrissou suavemente na cratera Von Kármán, no hemisfério sul do satélite natural da Terra. A proeza é um marco na história da exploração espacial.
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O chamado lado “escuro” da Lua nunca é visível da Terra. Os detalhes da missão chinesa haviam sido mantidos em segredo e só foram revelados após a aterrissagem. A sonda capturou as primeiras imagens registradas na região longínqua, divulgadas agora pelas autoridades da China.
Nos próximos meses, a sonda usará seus instrumentos para analisar a superfícies daquela região lunar. As pesquisas irão ajudar os cientistas a entenderem melhor a geologia e a estrutura da Lua. O equipamento também será usado para experimentos biológicos, como o cultivo de batatas e da planta arabidopsis.
A plantação de arabidopsis tem como objetivo a produção de oxigênio por meio de fotossíntese. Bichos-da-seda também foram levados na missão. A ideia é que eles respirem o oxigênio produzido pelas plantas e produzam gás carbônico, completando o ciclo fotossintético . "Nosso experimento pode ajudar a acumular conhecimento para a construção de uma base lunar e habitação de longo termo na Lua", disse Liu Hanlong, responsável pela missão.
#BREAKING China's Chang'e-4 probe lands successfully on far side of the moon at 10:26 a.m. BJT Thursday, marking the first ever soft-landing in this uncharted area.Informações e privacidade no Twitter Ads