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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Livro: O Contrato Social. De: Jean Jacques Rousseau.

 


Bibliografia: ROUSSEAU, Jean Jacques. O Contrato Social. São Paulo, Martins Fontes, 2001.

Do Contrato Social" (1762), de Jean-Jacques Rousseau, é uma obra fundamental da filosofia política que defende a soberania popular e a legitimidade do poder baseada no consentimento, não na força. Com a famosa premissa de que "o homem nasce livre, e por toda parte encontra-se a ferros", Rousseau propõe um pacto de associação que transforma a liberdade natural em liberdade civil, focada no bem comum e na vontade geral.

Principais Ideias e Conceitos

  • Pacto de Associação, não Submissão: Diferente de Hobbes, Rousseau propõe que indivíduos se unam para formar uma sociedade sem abrir mão de sua liberdade, tornando-se co-autores das leis que obedecem.
  • Vontade Geral: O corpo político deve ser guiado pelo interesse coletivo (vontade geral) e não pela soma de interesses particulares (vontade de todos).
  • Soberania Popular: A soberania é inalienável e indivisível, pertencendo sempre ao povo, que deve participar ativamente da criação das leis, favorecendo a democracia direta.
  • Liberdade e Igualdade: Para Rousseau, a verdadeira liberdade só existe onde há igualdade, tornando-se a base do pacto social.

Estrutura da Obra

  • Livro I: Investiga a transição do estado de natureza para a sociedade civil e a origem da desigualdade.
  • Livro II: Trata da soberania, suas características e o papel da vontade geral.
  • Livros III e IV: Discorrem sobre as formas de governo, a administração pública e a democracia participativa.

A obra de Rousseau é um pilar do pensamento democrático moderno, inspirando ideais de cidadania e os princípios da Revolução Francesa

 

Bibliografia: ROUSSEAU, Jean Jacques. Do Contrato Social e Discurso sobre a Economia Política. São Paulo, Hemus, 1981.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Jean Jacques Rousseau que escreveu sobre educação, abandonou os 5 filhos em um orfanato.

JEAN-JACQUES ROUSSEAU, QUE ESCREVEU SOBRE EDUCAÇÃO, ABANDONOU OS CINCO FILHOS EM UM ORFANATO

Famoso por seu tratado sobre criação de crianças chamado Emílio, o filósofo iluminista tem um episódio pouco conhecido em sua trajetória
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 03/10/2019
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- Reprodução
Jean-Jacques Rousseau foi um dos mais importantes filósofos do iluminismo francês e um dos principais difusores das noções de liberdade e educação pública, em sua defesa republicana pela felicidade. Porém, conhecer Rousseau de perto pode nos levar a uma grande decepção.
Grande crítico das desigualdades, o escritor de um dos mais modernos contratos sociais da França também é famoso por sua obra Emílio, ou Da Educação, em que ele descreve as melhores maneiras de se criar uma criança a partir da lógica da Educação Negativa, ou seja, a manutenção e a proteção da natureza supostamente boa da criança, impedindo que a sociedade a corrompa.
Rousseau era um galanteador de Genebra / Crédito: Reprodução
No entanto, isso gera uma pulga atrás da orelha quando descobrimos que o mesmo Rousseau que escreveu sobre educação abandonou seus cinco filhos em orfanatos. Suas relações pessoais foram expostas na obra Confissões, onde descreve que viveu às custas de Françoise-Louise de Warens desde que saiu de casa. Ela era uma senhora enganada por falsas declarações de amor por parte de Rousseau.
Quando Françoise ficou sem dinheiro para sustentá-lo, o pensador a abandonou e fugiu com parte de seu dinheiro para Paris. Lá se apaixonou por Thérèse Levasseur, mãe de seus 5 filhos, que foram abandonados em um orfanato parisiense, supostamente para terem uma melhor criação. 
Gravura onde Rousseau supostamente lê ao filho / Crédito: Wikimedia Commons
Mais detalhes sobre essa faceta surpreendente de Jean-Jacques Rousseau podem ser encontradas em algumas biografias do filósofo, como a obra The Solitary Self: Jean-Jacques Rousseau in Exile and Adversity, de Maurice Cranston, ou Jean-Jacques Rousseau: Restless Genius, de Leo Damrosch.
Sabe-se que depois dessa jornada de abandono parental, Rousseau se apaixonou novamente, desta vez por Sophie d’Haudetot. Porém, durante uma briga, com pouco tempo de relação, Sophie declarou que ela não o queria mais vê-lo e ele não deveria mais procura-la.
Fraco e orgulhoso, Rousseau nunca aceitou a rejeição, tornando-se um velho amargo e solitário, que morreu aos 66 anos, mal visto pela sociedade e sem interação com as pessoas enquanto livros seus eram queimados em praça pública.

quinta-feira, 27 de julho de 2000

Livro: Discurso sobre A Origem da Desigualdade.


Jean Jacques Rousseau.

ESTADO DE NATUREZA PARA JEAN JACQUES ROUSSEAU:

- homens convivem em bandos num território;

- da convivência nasce amor, amizade, mas também discórdia;

- homens experimentam as paixões e comparam-se;

- da comparação nasce a estima pública, onde o melhor , mais habilidoso, é reconhecido;

- no estado de natureza o homem é puro;

- quando nascem as afrontas e surgem as paixões, torna-se imperioso fazer leis para punir;

- homens que vivem em cabanas, pescando, vivem eterno laser, sem preocupações, reina a paz;

- homens pedem auxílio de outros, surge a desigualdade, propriedade faz parte, introduzido o trabalho, tornando-se necessário, terras ocupadas com o trabalho de outros homens surgindo a escravidão, a miséria, o ferro e o trigo, civilizando o homem.



O CONTRATO PARA ROUSSEAU:

- homem cultiva a terra que torna-se propriedade;

- nascimento da justiça;

- preocupação com o futuro pois tinham bens;

- propriedade surgiu da mão-de-obra;

- com a partilha das terras surge um novo direito;

- direito de propriedade diferente da lei natural;

- havia equilíbrio até que os homens se sobressaíssem, os mais espertos prosperaram e nasceu a concorrência e a rivalidade;

- escolheram um governante para organizar a sociedade e garantir os bens dos homens;

- um homem não pode alienar-se e nem aos outros;

- ordem social é um direito e não origina-se da natureza, fundam-se para convenções;

- o estado de natureza é ameaçado;

- homens se unem para preservar o que conquistaram: FORÇA & LIBERDADE;

- força que proteja aos bens dos associados;

- unidos obedecem somente a si mesmos;

- todos são livres e iguais;

- associação produz lugar particular de cada um, corpo moral e coletivo, ato que ganha vida e vontade;

- pessoa pública é chamada de corpo político;

- associados são chamados de povo (cidadãos);

- partes contratantes devem auxiliarem a si mesmos;

- da relação devem reunir as vantagens que dela provém;


FINALIDADE DO ESTADO PARA ROUSSEAU:

(a finalidade do estado para Rousseau é o bem comum)

- o estado perante seus membros é senhor de todos os seus bens pelo contrato social que serve de base a todos os direitos;

- estado não é senhor dos bens perante outras potências, se não pelo direito de primeiro ocupante que tomou dos particulares;

- direito de primeiro ocupante é real com o estabelecimento da propriedade;

- o soberano é um exercício da vontade geral;

- o soberano é um ser coletivo e não pode se alienar;

- o soberano só representa a si mesmo;

- o soberano pode transmitir, mas não a sua vontade;

- o interesse comum é o vínculo social;

- as partes devem concordar nos seus interesses;

- com base nos interesses (das 2 partes) é que a sociedade deve ser governada.


Por: Prof. Vanessa. 

quarta-feira, 28 de outubro de 1992