Movimento do rebanho mais colorido que invadiu a cidade de Porto Alegre.
Ocorreu entre os meses de outubro e novembro de 2010.
Evento internacional que ocorre nas ruas das cidades do mundo inteiro.
São vacas feitas em fibras de vidro decoradas por artistas selecionados nas próprias cidades, onde acontece, ou artistas convidados de outros lugares.
Em Porto Alegre, foram 79 vaquinhas feitas por artistas locais. Ao final do evento, as mimosas foram leiloadas para causas beneficentes.
A localização de cada uma delas era variada. Poderia estar em um jardim, parque, museu, na rodoviária, sempresas, shoppings e até estádios de futebol da capital.
Simbolizando a vida cultural na cidade.
No estádio do Inter na Beira Rio. Imagem GZH.
Em frente ao Carlos Gomes Center.
Essa estava no centro da cidade. Foi roubada.
Ficou desaparecida e depois recuperada.
O movimento foi ideia do artista suiço Pascal Knapp, em 1998.
Durante o evento de arte de Zurique, na Suiça; Pascal apresentou 3 modelos: deitada, pastando e em pé.
O advogado Jerry Elbaum, comprou os direitos autorais e levou para os Estados Unidos, a Cow Parade Holding Inc.
No ano de 1999, ocorreu em Chicago (EUA), depois no Brasil em 2005, nas cidades de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Novamente no Brasil em 2010, com várias cidades participantes.
Abaixo vaca em um centro comercial na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina. Ano de 2025.
Cowdomínio, condomínio. Florianópolis, 2025.
Abaixo vacas para decorar.
Boa pesquisa.
Texto por: Vanessa Candia.
Imagens: de arquivo pessoal, cowparade.com e GZH.com.br
CONHEÇA AS 10 OBRAS DE ARTE MAIS CARAS DA HISTÓRIA
Algumas vezes, obras de arte que já foram consideradas comuns passaram a valer milhões de dólares
ALANA SOUSA PUBLICADO EM 05/10/2019
“A Lua”, de Tarsila do Amaral - Domínio Público
O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) anunciou neste ano a compra da obra A Lua, de Tarsila do Amaral, por US$ 20 milhões (cerca de R$ 74 milhões). A pintora, que é uma das figuras mais importantes do movimento artístico moderno no país, é a artista brasileira com o quadro mais caro a ser vendido. No mundo do mercado de arte, é comum vermos artistas de renome terem suas obras, postumamente, vendidas por uma fortuna.
Veja as obras mais caras da história a serem comercializadas:
A obra retrata Jesus Cristo dando uma bênção com a mão direita erguida e os dedos cruzados, enquanto segura uma esfera de cristal na mão esquerda. Pintada em 1500, foi vendida por US 450,3 milhões ( cerca deR$ 1,5 bilhão) para a empresa de arte Christie's, de Nova York.
2. “Interchange”, de Willem de Kooning
Crédito: Reprodução
A obra abstrata do movimento expressionista foi criada em 1955, pelo pintor holandês Willem de Kooning. O quadro foi adquirido em 2016 numa venda privada pelo bilionário americano Ken Griffin, por US 300 milhões (pouco mais de R$ 1 125 bilhão).
3. “Quando te Casarás?”, de Paul Gauguin
Crédito: Reprodução
A pintura (em francês Nafea Faa Ipoipo) de 1892, do pintor francês Paul Gauguin, foi comprada em 2014 por US 300 milhões (cerca de R$ 1 125 bilhão). O comprador do Catar manteve sua identidade em sigilo.
4. “Os jogadores de cartas”, de Paul Cézanne
Crédito: Reprodução
A tela criada entre 1890 – 1895 foi comprada pela família real do Catar em 2012 por US 250 milhões ( cerca de R$ 935 milhões). O quadro é parte de uma série de quatro pinturas, que se encontram nas coleções de museus americanos.
5. “Les femmes d’Alger (version O)”, de Pablo Picasso
Crédito: Reprodução
A pintura de 1955 do pintor espanhol, também conhecida como “As mulheres de Argel”, foi vendida em 2015 por US 179,36 milhões ( cerca de R$ 670 milhões). A obra é uma das 15 variações de “Les femmes d’Alger”, criada por Picasso como uma homenagem para seu amigo, e também pintor, Henri Matisse.
6. “Nu deitado”, de Amedeo Modigliani
Crédito: Reprodução
A obra de 1917 gerou polêmica quando foi apresentada por Modigliani pela primeira vez, mas tornou-se uma das maiores obras de sua carreira. Foi vendida em 2015 na empresa Christie's, de Nova York, por US 170,4 milhões (cerca de R$ 637 milhões).
7. “Três estudos de Lucian Freud”, de Francis Bacon
Crédito: Reprodução
A tela tripla do pintor britânico é considerada uma de suas obras mais importantes. Levaram 15 anos para reunir os três painéis, após eles terem sido vendidos separadamente na década de 1970. Foi vendida por US 142,4 milhões (cerca R$ 532 milhões), em 2013, na empresa Christie's, de Nova York.
8. “L'homme au doigt”, de Alberto Giacometti
Crédito: Reprodução
“O homem que aponta” (em tradução livre) é uma escultura feita de bronze em 1947. Representa a filosofia do existencialismo. Foi comprada em 2015 por US 141,3 milhões (cerca de R$ 528 milhões).
9. “O grito”, de Edvard Munch
Crédito: Reprodução
A obra mais famosa do pintor norueguês é um marco do expressionismo alemão, tornou-se um símbolo universal de angústia e horror. Criada em 1893, foi vendida em 2012 por US 119,92 milhões (cerca de R$ 446 milhões) pela casa de leilão Sotheby's, em Nova York.
10. Tela sem título, de Jean-Michel Basquiat
Crédito: Reprodução
A tela de 1982 nunca recebeu nome de seu autor, mas é a obra de maior sucesso do artista. Retrata uma face na forma de um crânio. Basquiat morreu em 1988, aos 27 anos, em decorrência de uma overdose de drogas. Sua obra foi vendida em 2017 por US 110,5 milhões (cerca de R$ 412 milhões).
A ÚLTIMA CEIA: CONHEÇA OS SÍMBOLOS OCULTOS NO MAIS FAMOSO QUADRO DE DA VINCI
Leonardo Da Vinci foi um dos maiores gênios a passar pela Terra. Teria ele deixado significados ocultos em suas obras?
VINÍCIUS BUONO PUBLICADO EM 03/09/2019.
Reprodução
A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci, é uma das pinturas mais famosas da história. Junto com a Mona Lisa, são as obras magnas de um dos homens mais talentosos que já passou pela Terra.
Não se sabe exatamente quando Da Vinci trabalhou nele, mas especula-se que tenha sido por volta de 1495 a 1498. A Última Ceia mostra o incômodo entre os apóstolos diante da revelação, por Jesus, de que algum deles irá traí-Lo.
Existe toda uma simbologia oculta no quadro, como em todos de Da Vinci. O livro O Código Da Vinci, de Dan Brown, mistura fantasia e realidade na hora de falar sobre esses mistérios, principalmente os da Mona Lisa.
Ainda assim, A Última Ceia também não fica atrás, levantando debates até hoje acerca dos significados dos diversos elementos presentes na obra.
Confira alguns desses mistérios.
Maria Madalena.
No lugar mais importante da mesa, à direita de Jesus Cristo, três de seus seguidores estão reunidos. Um deles é aceito como o Apóstolo João, tido como aquele que Jesus amou. No entanto, seus cabelos longos, figura esguia e um grande pingente no peito levam muitos a acreditar que seria, na verdade, Maria Madalena.
Naquela época (e até hoje), nem todos queriam acreditar que uma mulher — uma prostituta, ainda — estaria à direita de Jesus. Por isso, a explicação que encontraram foi a de que seria João.
Alguns rejeitam essa ideia dizendo que Maria Madalena era reverenciada, principalmente pela Ordem Dominicana, a quem Da Vinci fez a pintura. Dizem, também, que não teria porque escondê-la, já que ela é representada em outros quadros semelhantes. João teria características efeminadas por causa do estilo do artista.
Judas Iscariotes.
Segundo consta, Judas foi a principal causa do atraso na conclusão da obra porque Da Vinci não conseguia dar a ele uma face que lhe agradasse. Acabou saindo como um estereótipo da época: a pele mais escura e o nariz curvo e avantajado eram uma maneira pejorativa de retratar os judeus.
Ele também parece ter derrubado um pote de sal, algo que dá azar. Outro significado mais obscuro tem a ver com o pão. No evangelho segundo São Mateus, Jesus diz que o traidor é aquele que molhar as mãos na tigela junto com ele. No quadro, as mãos de Judas e de Jesus parecem se direcionar para o mesmo recipiente, ao mesmo tempo.
O copo dele é o único que tem leite e não vinho, indicando que ele não está no mesmo patamar daqueles que bebem o Sangue de Cristo.
Numerologia.
Da Vinci não era devoto e, por muitas vezes, entrava em choque com a Igreja, já que seus trabalhos valorizavam muito mais a figura humana em detrimento do divino. Acusações de homossexualidade também afastavam-no do Clero e, consequentemente àquela época, de Deus.
Por isso, muitos entendem que a maneira que os personagens estão dispostos, em dois grupos de três, Jesus no centro e mais dois grupos de três do outro lado, algo como 3-3-1-3-3.
Isso seria uma referência ao livro bíblico das Lamentações, 3:31-33. A passagem diz: "Porque o Senhor não o desprezará para sempre. Embora ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível". Aplica-se à vida do próprio Da Vinci e à esperança que ele teria de ser perdoado por Deus.
Retomada de novo da arte
clássica onde ele se afirma e se legitima com a tradição artística, onde se
constrói em cima da tradição clássica grega. O neoclassicismo se constrói de
forma diferente do renascimento. O novo elemento é a retomada para exaltar os
grandes monumentos. Temos que destacar que ele emerge junto com a ideologia
Neoliberal que fundamenta a Revolução Francesa de 1789, que busca a
constituição de um Estado Democrático, independente da Igreja, é o fim do
regime monárquico absolutista = onde o rei governava sem tempo limitado com
plenos poderes. Agora é uma república onde o governante é eleito pelo povo.
Isto emerge junto com a ideologia iluminista, os mentores que de certa forma
preparam a Revolução Francesa. O Neoclassicismo surge como arte pedagógica
de ensinamento e vai se caracterizar por trabalhar muito com a história.
Recuperar o passado, como forma de ensinamento para o presente. As pinturas
terão temas relacionados à República Romana, onde os valores republicanos e
patrióticos serão exaltados. Isto tudo com o intuito de construir uma nova
sociedade, mais justa e menos opressora.
Começa-se s transformar-se
rapidamente, uma transformação visível do êxodo rural, onde o camponês vai para
a cidade em busca de emprego nas industrias. Com isso Voltaire critica as
condições da igreja, questionando os dogmas e as explicações acerca
fenômenos da realidade.
Quadro O Juramento dos
Horácios do artista Davi = juramento à república romana. Os soldados
ocupam 2/3 da obra, enquanto as mulheres estão em tamanho menor, e elas choram
por que seus homens podem morrer na guerra. A fidelidade à república está acima
de qualquer sentimento frágil. Com cena teatral – cenário de teatro, com
colunatas simétricas e que de certa forma dá estruturação a própria cena.
Retomada do valor da beleza idealizada, harmonia, composição limpa onde o
espectador tinha uma visão ampla da cena.
Obra: O Juramento dos Horácios.
Por: Jacques-Louis David, 1784. Encontra-se no Museu do Louvre em Paris. Corresponde ao período Neoclássico.
Abaixo a foto que tirei no Museu.
Ingres foi discípulo de Davi. Davi
pinta O Rapto das Sabinas.
Na obra O Primeiro Cônsul,
do autor Davi, mostra Napoleão atravessando os Alpes, caráter escultório
do cavalo de Napoleão.
O tema é histórico, que expressa
os valores republicanos, então a arte tem finalidade política e religiosa, com
intuito de transformar a sociedade francesa. República com valores liberais.
Por um lado ele recupera o valor da tradição clássica grega e a clássica romana
e por outro lado recupera sua história política, ideológica e ao mesmo tempo a
sua noção de beleza com o intuito de transformar a sociedade.
Na Arquitetura.
Vemos o Arco do Triunfo
construído por Napoleão devido a uma batalha que ele venceu. Napoleão
apropria-se de uma série de símbolos para imortalizar-se como imperador e
general e para nunca ser esquecido.
A pintura de Napoleão em seu cavalo possui
uma mesclagem do romano romântico e da própria forma artística.
A tradição
clássica no neolclassicismo ainda está revestida da noção de beleza, mas também
tem um caráter bastante romantizado.
fonte: resumo do curso de História da Arte. Arquivo pessoal.
AS FACES DE JESUS: COMO O FILHO DE DEUS FOI RETRATADO PELA ARTE
Como relevantes artistas retrataram Cristo ao longo da História
SÉRGIO MIRANDA PUBLICADO EM 21/04/2019
Apesar de não ter confirmação, o rosto de Jesus é um dos mais reproduzidos e conhecidos - Reprodução
Quando o imperador Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos, em 313, ele impulsionou uma tradição na história da arte ocidental que permaneceu até o Iluminismo: a produção de imagens baseadas no cristianismo. Embora as páginas da Bíblia não digam nada sobre o aspecto físico de Jesus, seu rosto é um dos mais conhecidos da cultura ocidental.
Século 4 - O Bom Pastor.
Mosaico no Mausoléu de Gala Placídia, em Ravena Reprodução
Os primeiros cristãos se apropriavam de figuras pagãs para representar Jesus. Era comum os fiéis recorrerem a imagens de pastores jovens e sem barba – que aqui aparece em meio aos animais – para associarem-na a ele.
540 - A Transfiguração.
Mosaico na igreja Santa Catarina, no monte Sinai Reprodução
Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos e incentivou a construção de igrejas. O sentimento de vitória do cristianismo era representado por grandes mosaicos bizantinos – este é da igreja Santa Catarina, no monte Sinai.
1100 - Pantocrátor da Igreja da Virgem.
O Pantocrátor do mosteiro de Dafne Reprodução
O Pantocrátor (aquele que tudo rege) foi a primeira imagem a ser usada quase como um padrão para representar Jesus por muito tempo: ele é criador, juiz e redentor. Este mosaico foi feito no mosteiro de Dafne.
1304/06 - Lamentação do Cristo Morto.
A Lamentação Reprodução
Até então, os artistas não se preocupavam em imprimir sua marca nas obras – o que acontece a partir do italiano Giotto. Aqui, ele abandonou a rigidez bizantina e deu volume e emoção à figura de Jesus.
1494/97 - A Última Ceia.
A última ceia, Leonardo Da Vinci Reprodução
Jesus da Renascença chega impregnado pelos conceitos de beleza ocidentais – proporção, harmonia e simetria, por exemplo. O italiano Leonardo da Vinci criou uma obra-prima no perfeito exemplo renascentista.`
1534/41 - O Juízo Final.
Juízo Final, Michelangelo Reprodução
Sob a influência da arte helenística, inspirada sobretudo nas imagens de Apolo e Orfeu, a figura de Jesus sem barba persistiu durante muito tempo – foi usada até pelo italiano Michelângelo na Capela Sistina.
1601 - Ceia em Emaús.
A Ceia em Emaús, Caravaggio Reprodução
A utilização da iluminação lateral dotou a arte barroca de seu principal recurso, o contraste. Embora já fosse usado por outros artistas, foi o italiano Caravaggio que melhor conseguiu representar Jesus com essa característica.
1889 - O Cristo Amarelo.
O Cristo Amarelo, Paul Gauguin Reprodução
No século 18, com o pensamento iluminista voltado mais às coisas da Terra, os artistas abandonaram a figura de Jesus. No fim do século seguinte, o francês Paul Gauguin, pós-impressionista, voltou a retratar a crucificação.
1938 - Crucificação Branca.
Crucificação Branca, Marc Chagall Reprodução
As obras do bielo-russo Marc Chagall foram consideradas uma afronta à estética nazista quando Hitler chegou ao poder, em 1933. O artista, judeu, reagiu ao Holocausto pintando Jesus morto, como metáfora da dor.
1954 - Contemporâneo
Crucificação (Corpus Hypercubus), Salvador Dalí Reprodução
O surrealismo do espanhol Salvador Dalí mostra um Jesus fora do seu tempo e cenário histórico. Apoiado na cruz tridimensional, não está ferido, não está pregado, mas parece preso. E seu rosto não pode ser visto.
Abandona-se a questão do cenário, o fundo agora é escuro. Como exemplo temos Caravaggio, usa uma figura que
serve de modelo para a virgem, prostituta que morre afogada. Perde-se a
decoração que era dada antigamente na época tradicional, não foi aceita pela
ordem religiosa que a encomendara. Cenas mais realistas, foge a noção de
equilíbrio e beleza idealizada.
Quadro A Deposição de Cristo – Caravaggio, mostra gestos que simbolizam a emoção, sofrimento, dramatização, realismo com expressões dramáticas. Abandona-se a questão do cenário o fundo agora é escuro. Como exemplo temos Caravaggio, usa uma figura que serve de modelo para a virgem, prostituta que morre afogada. Perde-se a decoração que era dada antigamente na época tradicional, não foi aceita pela ordem religiosa que a encomendara. Cenas mais realistas, sai a noção de equilíbrio e beleza idealizada.
Caravaggio.
Obra: Auto Retrato.
Autor: Rembrandt.
Ano: 1660.
Rembrandt.
Rembrandt.
Barroco no Brasil.
Franz Post foi um pintor dos Países Baixos, que veio ao Brasil na época do Barroco e retratou as paisagens brasileiras do séc. XVII.
O mesmo vai ocorrer com o pintor holandês, Albert Eckhout.
fonte: resumo do curso de História da Arte. Arquivo pessoal.