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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Dama de gelo, a múmia siberiana de 6 mil anos, com tatuagens em seu esqueleto.

DAMA DE GELO, A MÚMIA SIBERIANA DE 6 MIL ANOS COM TATUAGENS EM SEU ESQUELETO

Encontrada em 1993, a preservação do esqueleto da mulher impressionou os estudiosos que, até então, tinham poucos registros dos povos habitantes do lugar
CAIO TORTAMANO PUBLICADO EM 20/02/2020
Corpo mumificado da Dama de Gelo
Corpo mumificado da Dama de Gelo - Wikimedia Commons
Em uma câmara mortuária subterrânea, a Dama de Gelo é uma mulher siberiana que foi encontrada mumificada em ótimo estado de conservação no ano de 1993, pelo grupo de pesquisa do Instituto de Arqueologia e Etnografia Russa em Novosibirsk.
A descoberta da Dama foi extremamente representativa da cultura Pazyryk, que prosperou nos estepes siberianos durante o século 6 e o 2 a.C.. A tumba da múmia está próximo da fronteira chinesa, em uma parte da Eurásia de ar severamente seco.
Em meio a uma estrutura de toras de madeira entalhadas, esses materiais orgânicos permitiram que o enterro da Dama de Gelo pudesse ser datado, inclusive, com as informações levantadas foi possível descobrir que sua morte se deu na primavera, em meados do século 5 a.C..
Em seu caixão havia duas tábuas de madeira, com carnes de cavalo e carneiro, além de resíduos de um produto de origem láctea, encontrado em um vaso. Outra bebida era servida para o tão esperado pós-vida da Dama, em um chifre que serviria como copo.
Mesmo com o cadáver em bom estado, as causas de sua morte não foram solucionados até 2014, quando um estudo identificou o óbito devido a um câncer de mama, juntamente com os machucados adquiridos a partir de uma queda. A dor sentida por ela enquanto viva foi, possivelmente, tratada com uso de cannabis, encontrado em um pote perto de seu corpo.
Outro detalhe que chama atenção em seu corpo, são as tatuagens aparentes ainda em sua pele. Em um de seus ombros, uma espécie de veado está pintada, além de uma imagem semelhante em seu dedão e no pulso.
Tatuagem no ombro da Dama / Crédito: Divulgação/ Pinterest

Por mais cuidadosa que a escavação do esqueleto mumificado tenha sido, ela rendeu alguns problemas para a Dama de Gelo. O método utilizado para congelar o gelo que a envolvia e tirar os artefatos de sua tumba foi grande culpado disso, mesmo no transporte dela em um ambiente refrigerado não foi o suficiente para que partes de suas tatuagens começassem a desaparecer.
Além da deterioração, a remoção do cadáver de seu local de descanso gerou atritos entre autoridades russas e a população do lugar de onde a Dama de Gelo vinha. 19 anos após sua descoberta ela ficou em um instituto científico russo, e em 2012 foi levada para um mausoléu especial no Museu Republicano Nacional da cidade de Gorno-Altaisk.
Por mais que o local em que a Dama de Gelo tenha sido encontrada ainda possa preservar alguns artefatos históricos, ele é proibido de ser escavado para novas pesquisas arqueológicas.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O mistério da múmia egípcia de 3 mil anos que foi descoberta com mais de 30 tatuagens.

O MISTÉRIO DA MÚMIA EGÍPCIA DE 3 MIL ANOS QUE FOI DESCOBERTA COM MAIS DE 30 TATUAGENS

Encontrada em 2014, os arqueólogos acreditam que múmia pertenceu a uma mulher de grande importância social
REDAÇÃO PUBLICADO EM 14/02/2020
Múmia tatuada de Luxor
Múmia tatuada de Luxor - Divulgação/Ministério das Antiguidades do Egito
Ela não tem mãos, cabeça, perna ou pélvis. A múmia encontrada na vila de Deir El-Madina, perto da antiga capital egípcia de Luxor, sofreu vandalismo – sua tumba claramente foi saqueada, por ladrões de talvez milênios atrás. Eles já atuavam nos tempos dos romanos, e chegou-se até a vender múmias como remédio
Mas o que sobrou dela está coberto por 30 tatuagens, com touros, ovelhas, babuínos, flores de lótus e vários exemplares do olho de Hórus (wadjet). Ela viveu entre 3.300 a 3.070 anos atrás, período que inclui o reino do grande Ramsés II. Tinha entre 25 e 34 anos de idade quando morreu.
Anunciada apenas em 2018, a descoberta de 2014, pelo Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO), rendeu uma ampla de discussão nesses 4 anos até a revelação. Pelo motivo óbvio: para que tanta tatuagem?
Múmia tatuada / Crédito: Divulgação

Uma ideia é que ela tenha as recebido como amuletos mágicos, para curar-se de alguma doença. Há a ideia de que, nessa época, mulheres não fossem aceitas nos templos, por um tabu ligado à menstruação. Mas, ao final, a análise das tatuagens convenceu os arqueólogos que ela era, de fato, uma sacerdotisa. Ou, no mínimo, uma espécie de feiticeira, oferecendo seus serviços por dinheiro.
"A localização dessas tatuagens sugere que elas foram projetadas para serem altamente visíveis na parte superior do braço e no ombro", falou Daniel Antoine, curador de antropologia física do Museu Britânico.
No conjunto, há um universo simbólico tatuado em seu corpo que, de acordo com o comunicado oficial, “reflete que a múmia pertenceu a uma mulher que teve um status religioso importante por sua vida”.