Mostrando postagens com marcador Coluna Prestes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coluna Prestes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de abril de 2020

As cartas de Olga Benário e Luís Carlos Prerstes.

AS MISTERIOSAS CARTAS DE OLGA BENÁRIO E LUÍS CARLOS PRESTES — QUE FORAM ALVO DE POLÊMICAS NOS ÚLTIMOS ANOS

Documentos pertenciam ao acervo público do Rio de Janeiro, mas foram colocadas à leilão após serem encontradas por um catador de lixo
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 23/04/2020
Luís Carlos Prestes, Anita e Olga Benário
Luís Carlos Prestes, Anita e Olga Benário - Wikimedia Commons
Nascido em Porto Alegre em 1898, Luís Carlos Prestes foi um dos ícones da esquerda radical no Brasil. Filho mais velho de um pai militar, ficou órfão aos 10 anos, quando já residia no Rio de Janeiro.
Aliás, foi na própria capital federal da época que Prestes ficou preso de 1936 a 1945, após o fracasso da Intentona Comunista. Enquanto esteve em cárcere, o líder comunista recebeu — ao menos — 319 cartas.
Julgamento no Tribunal de Segurança Nacional dos líderes da Intentona de 1935 / Crédito: Wikimedia Commons

Isso significa que, desde o dia de sua prisão (em 5 de março), até sua anistia (que foi concedida por um decreto-lei assinado por Getúlio, em 18 de abril de 1945), Prestes recebeu um escrito a cada dez dias. As correspondências, em suma, eram enviadas por sua esposa, Olga Benário Prestes; por familiares e amigos, e, posteriormente, recolhidas pela Polícia Política.
As polêmicas em volta das correspondências.
Na década de 1990, essas missivas foram encaminhadas ao Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, o Aperj, onde seriam guardadas e preservadas. No entanto, em 2018, o acervo foi colocado a leilão com o lance mínimo de 350 mil reais — o que gerou grande polêmica.
No mesmo ano, o jornalista Mário Magalhães, que escreveu a biografia do guerrilheiro comunista Carlos Marighella, viu o acervo pessoalmente. O escritor notou indícios de que as missivas pertenceram a um acervo público: afinal, elas continham marcas de carimbo, numerações e vistos de funcionários nos mesmos padrões utilizados pelo Aperj.
Uma dessas cartas, redigida em 14 de maio de 1940 de Olga para Prestes, foi reproduzida no terceiro volume do livro Anos Tormentosos - Luiz Carlos Prestes: Correspondência da Prisão (1936-1945), publicado em 2002, que foi organizado por Anita Leocádia Prestes (filha de Prestes) e Lygia Prestes (irmão do líder comunista).
O militante Luís Carlos Prestes / Crédito: Memórias da Ditadura

A identificação de Magalhães se deu pelo trecho a seguir, em que Olga escreve: “Como eu poderia descrever pelo menos uma fração dos sentimentos e pensamentos que suas lindas palavras despertaram em mim?”.
Na época do leilão, Anita Leocádia, que é historiadora e foi professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, declarou ao O Globo que as cartas “ou seriam cópias ou as próprias originais” que foram guardadas no arquivo público do Rio. A grande pergunta que ficou na época foi: como um acervo pertencente a um arquivo público foi cair nas mãos de um leiloeiro?
Como as cartas chegaram à leilão?
O trajeto que o arquivo fez é incerto, mas segundo a reportagem do O Globo, as correspondências foram achadas por um catador de lixo em Copacabana. Conforme informou o trabalhador, elas estavam dentro de uma caixa jogada na rua.
Posteriormente, conjunto foi comprado por um vendedor de antiguidades da Praça 15, que arrematou as cartas por R$500. De acordo com esse comerciante, ele não se recorda do nome do catador e repassou esse material a outro negociante de antiguidades, mas a quantia dessa transação não foi revelada. Este segundo dono percebeu o valor dos documentos e resolveu levá-los à leilão.
A leiloeira Soraia Cals, responsável pela oferta das cartas ao público, disse ao jornalista que acredita que o material estava guardado e que, após a morte do dono dos documentos, seus familiares provavelmente jogaram o acervo no lixo.
Cals ainda disse que as cartas só seriam vendidas sob “reserva de direito”, ou seja,  seriam leiloadas, mas só entregues após comprovada a propriedade. “O que há são algumas numerações de alguns lugares. Isso deve ter passado em algum lugar público. Agora, de quem é, ninguém sabe. O arquivo não pode dizer que é dele porque ele não tem como provar”.
A suspensão do leilão.
Em meio a essas inúmeras controversas, O Tribunal de Justiça do Rio decidiu suspender o leilão em 21 de novembro de 2018, sob o pedido de Anita Locádia. Para a juíza Flavia Capanema Rego, do 6º Juizado Especial Cível, o “risco de dano irreparável é evidente tendo em vista a possibilidade de ocultação dos documentos por eventual arrematante”. A juíza ainda pediu para que o Aperj explicasse se houve o extravio do material do acervo.
Foto de Anita Leocádia Prestes em 1957 / Crédito: Wikimedia Commons

A filha do casal alega que o acervo estava distribuído em três partes: uma que havia sido doada à Universidade Federal de São Carlos, outra estava no Aperj e a terceira estava guardada pelo Partido Comunista Brasileiro, mas que os documentos foram extraviados quando o partido caiu na ilegalidade, em 1947. Apesar das inúmeras controversas, no ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio decidiu que as cartas deveriam ser devolvidas para a filha do casal.

Os dias finais de Olga Benário.

OS DIAS FINAIS DE OLGA BENÁRIO, ASSASSINADA HÁ EXATOS 78 ANOS, EM UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO

Líder comunista na Alemanha e no Brasil, a mulher judia deu à luz à filha de Luís Carlos Prestes em Ra­vensbrück
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 23/04/2020
Última foto de Olga Benário
Última foto de Olga Benário - Wikimedia Commons
Olga Benário Prestes foi uma comunista alemã, muito conhecida nacional e internacionalmente por sua atuação no Brasil como protetora de Luís Carlos Prestes no retorno do exílio e participação na organização de uma tentativa falha de golpe contra Vargas, em 1935.
Nesse meio tempo, ela se apaixonou pelo líder do PCB e com ele se casou, tendo uma filha. Porém, esse foi o período mais conturbado de sua vida: a comunista se deparou com as represálias de Getúlio, parando nas mãos do tirano Adolf Hitler.
O caso foi de claro ataque aos comunistas do Brasil e apoio ao projeto do Eixo: depois da derrota dos revoltosos comandados por Prestes, a polícia do Estado caçou o casal, até que Filinto Muller conseguiu prendê-los. Olga estava grávida e alegava querer a criança nascida no Brasil, o que impedia, por lei, a sua deportação.
Porém, Vargas estava colocando em rumo um projeto autoritário nacional, que o afirmaria ditador em 1937. No ano anterior, porém, ele já faria esse ato de cumplicidade com o regime nazista, que era bem visto por alguns de seus ministros, como Muller, Góes Monteiro e Gaspar Dutra. Então, após discussões políticas e jurídicas, alegando estar encaminhando a grávida para um hospital, o regime brasileiro lançou Olga em um navio e a mandou para a Alemanha.
Olga sendo presa em 1936 / Crédito: Wikimedia Commons

Olga entrou no país pelo porto de Hamburgo e foi encaminhada para a prisão de Barnimstrasse, onde deu à luz a sua filha, iniciando um movimento da esquerda internacional, liderada pela mãe de Prestes, Leocádia. A ideia era tirar a criança das mãos dos nazistas.
Entre as transferências que Benário sofreu, ela acabou no campo de concentração de Ravensbrück, onde, por conta de pressões internacionais, a administração foi obrigada a dar privilégios para ela, como o aumento do tempo em que ela esteve com a cria. Foi justamente lá que Anita Leocádia Prestes cresceu os primeiros meses, antes de sua avó conseguir sua custódia. A ideia dos nazistas era dar a criança à mãe de Olga, uma conservadora, mas ela não quis.
A vida de Olga no campo nazista é pouco conhecida, mas foi revelada em partes do livro Ravensbrück — A História do Campo de Concentração Nazistas Para Mulheres, de Sarah Helm. A autora revelou que o apreço da comunista pelos prisioneiros a levou a ser uma blockova, ou uma organizadora de quartel, em colaboração com a administração da SS, como forma de proteger suas companheiras.
Então, Olga e Leocádia iniciaram uma campanha para conseguir a libertação e o exílio da prisioneira. A Gestapo parecia estar disposta a negociar uma saída de Olga da prisão para qual fora transferida em Berlim, apontando que ela fosse enviada apara o México.
Mesmo que Leocádia tivesse conseguido um visto, o governo alemão se recusava a oficializá-lo. A espera dos documentos, ela foi enviada de volta a Ra­vensbrück, mas com o início da guerra e as artimanhas políticas da Alemanha, tornou-se impossível que ela fosse liberta.
Estátua em homenagem a Olga em Ra­vensbrück / Crédito: Wikimedia Commons

Então, a comunista passou a se disponibilizar nos recrutamentos da SS para chefia de blocos de prisioneiras, no controle das presas. Johanna Langefeld, liderança nazista no campo, gostou de Olga (uma mulher bela e elegante) e a posicionou como blokova.
Ela se tornou a primeira prisioneira política a alcançar essa posição. Com a dor pessoal (estar presa, sem esperanças e sem a filha) e política (a derrota do levante e o pacto entre Stalin e Hitler), Olga não tinha mais razões para manter a luta, e se permitiu entrar nessa posição infeliz.
Ela ficou responsável, então, pela organização matinal das prisioneiras, as acordando e as obrigando a sair dos alojamentos. Mesmo assim, é notório que Benário não tratava as detentas com brutalidade ou violência, o que era incomum na posição que assumia.
Ela, na verdade, costumava colaborar com as outras judias, sugerindo táticas para escapar da violência dos guardas, da fome e do frio. Com sua experiência, Olga foi útil e começou a ser bem aceita entre as vítimas de Ra­vensbrück.
Numa situação de fortes maus-tratos aos judeus no campo, causado por uma represália da SS, ela protestou à guarda Emma Zimmer contra as crueldades. Isso aumentou a moral de Benário entre as presas, mas enfureceu a administração - no entanto, ela não perdera o cargo. Por outro lado, com a chegada de prisioneiras que passaram pelos gulags soviéticos, muitas presas deixaram de confiar na comunista, dado os relatos atrozes.
Prestes visita Ra­vensbrück nos anos 1950 / Crédito: Wikimedia Commons

Com o tempo, o colaboracionismo de Olga com as prisioneiras a fez perder o cargo de blokova, voltando a ser tratada normalmente, sendo ofendida, espancada e obrigada a trabalhar. E ficaria ainda pior. Em outubro de 1941, Hitler ordenou “a deportação de todos os judeus alemães”, o que levou à seleção das mulheres para campos na Polônia. Consciente do extermínio, Benário perdeu todas as esperanças. Ela foi enviada para o campo de Bernburg no início de 1942, e assassinada numa câmara de gás aos 34 anos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

"Vote no Brigadeiro, que é bonito e solteiro": a curiosa origem da sobremesa mais popular do Brasil.

"VOTE NO BRIGADEIRO, QUE É BONITO E SOLTEIRO": A CURIOSA ORIGEM DA SOBREMESA MAIS POPULAR DO BRASIL

O sucesso de um militar da aeronáutica com as mulheres deu origem ao doce mais popular do país
ALEXANDRE CARVALHO PUBLICADO EM 19/09/2019
None
- Wikimedia Commons
"Vote no brigadeiro, que é bonito e solteiro.” Realmente, a fama do aviador e político
Eduardo Gomes (1896-1981) era de galã. Mas sua popularidade vinha também de ser bom de briga. Participou de rebeliões tenentistas, como a Revolta do Forte de Copacabana (1922) e a Revolta Paulista (1924), chegando a ser preso quando estava em vias de se juntar à lendária Coluna Prestes.
Participaria até, 40 anos depois, das ações que vieram a depor João Goulart. Mas o pedido de voto acima é de 1945, época em que, promovido a brigadeiro com a criação do Ministério da Aeronáutica, Gomes entusiasmou-se com a própria notoriedade e se candidatou à presidência da República. Na época, suas apoiadoras decidiram organizar festas para angariar fundos para a campanha presidencial.
E foi então que surgiu a ideia de criar um doce novo para esses eventos, uma guloseima que se tornasse uma marca da ascensão do militar ao cargo mais importante do Brasil. Os tempos eram de pós-guerra, e o país passava por escassez de alguns produtos essenciais.
Para doces, leite fresco fazia falta. Então veio a ideia de usar um substituto extremamente popular no período: o leite condensado, uma invenção para esterilizar a pré-refrigeração do leite. A Nestlé havia passado a comercializar o produto no Brasil justamente naquela década de 1940, assim como outra delícia que logo virou um hit entre as sobremesas locais: o chocolate em pó.
Foi Heloísa Nabuco de Oliveira, proveniente de uma tradicional família carioca, que apoiava Eduardo Gomes, quem juntou os ingredientes, mais manteiga e açúcar, e encheu os eventos da campanha do aviador (hoje patrono da Força Aérea Brasileira) com o quitute, conhecido na época como o “doce do brigadeiro”.
A delícia logo teve o nome encurtado e se tornou presença obrigatória em qualquer Parabéns a Você, conquistando de vez o Brasil. Um sucesso que não se estendeu ao brigadeiro-homem: Gomes perdeu a eleição para Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra de Getúlio Vargas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Documento: Coluna Prestes – 1924.




Documentos da História do Brasil

COLUNA PRESTES - 1924.

O Manifesto de Santo Ângelo.

É chegada a hora solemne de contribuirmos com nosso valoroso auxilio para a grande causa nacional.

Há 4 mezes a fio que os heroes de São Paulo vêm se batendo heroicamente para derrubar o governo de odios e de perseguições que só têm servido para dividir a família brasileira, lançando irmãos contra irmãos como inimigos encarniçados.

Todo o Brasil, de Norte a Sul, ardentemente deseja, no intimo de sua consciência, a vietoria dos revolucionarias, porque elles luctam por amor do Brasil, porque elles querem que o voto do povo seja secreto, que a vontade soberana do povo seja uma verdade respeitada nas urnas, porque elles querem que sejam confiscadas as grandes fortunas feitas por membros do governo a custa dos dinheiros do Brasil, porque elles querem que os governos tratem menos da politicagem e cuidem mais do auxilio ao Povo laborioso que numa mescla sublime de brasileiros e estrangeiros, irmanados por um mesmo ideal, vive trabalhando honestamente pela grandeza do Brasil.

Todos desejam a victoria completa dos revolucionarias, porque elles querem o Brasil forte e unido, porque elles querem pôr em liberdade heroes officiaes da revolta de 5 de Julho de 1922, presos porque num acto de patriotismo, quizeram derrubar o governo Epitacio, o que esvaziou criminosamente o nosso thesouro, e porque quizeram evitar a subida do Governo Bernandes, que tem reinado a custa do generoso sangue brasileiro.

Todos sabem hoje, apezar da censura da Imprensa e do Telegrapho, apesar das mentiras officiaes espalhadas por toda a parte, que os revolucionarias têm recebido verdadeira consagração por onde têm passado e que até hoje não foram batidos.

Todos sabem que elles se retiraram para dar um descanço à tropa, que elles dispõem de toda a artilharia de São Paulo, ainda intacta, que dispõem de 20 milhões de tiros e de 5 mil fuzis novos, e que ainda não entraram em acção, que elles estão senhores da parte sul de Matto Grosso, a mais rica, de grande parte do Paraná, perfeitamente apparelhadas e que agora, voltam novamente à lucta, mais fortes do que nunca.

Todos sabem hoje que o Governo organizou successivamente 8 colunnas para bate-los e que foi forçado a desorganiza-las novamente porque as tropas do Exercito se negavam a combate-los e os de mais, que os combateram, foram dezimados como aconteceu com o Batalhão da Marinha e com a nossa Brigada Militar, agora, depois da entrada em seção da columna Rondon é o próprio governo quem confessa não ser mais possivel dominar a revolução no Brasil, porque a victoria della é já uma aspiração Nacional.

E o Povo Gaucho, altaneiro e altivo, de grandes tradições a zelar, sempre o pioneiro de grandes causas nacionais, levanta-se hoje como um só homem e brada: Já é tempo de fazer o governo respeitar a vontade do povo, já é tempo de restabelecer a harmonia na família Brasileira, já é tempo de lucrarmos não peito a peito, mas sim hombro a hombro, para restabelecermos a situação financeira do Brasil, para recobrar o dinheiro que os nossos maus governos nos roubaram e podermos, assim, evitar que, em 1927, o Governo lnglez venha tomar conta das nossas alfandegas e das nossas ricas colônias para cobrar a divida do Brasil.

Hoje, 29 de Outubro, por ordem do General lzidoro Dias Lopes, levantam-se todas as tropas do Exercito das guarnições de Santo Angelo, São Luiz, São Borja, ltaquy, Uruguayana, Sant'Anna, Alegrete, Don Pedrito, Jaguarão e Bagé, hoje irmanados pela mesma causa e pelos mesmos ideaes levantam-se as forças revolucionárias gauchas da Palmeira, de Nova Wutemberg, ljuhy, São Nicolau, São Luiz, São Borja, Santiago e de toda a fronteira até Pelotas e, hoje entram no nosso Estado os chefes revolucionarias Honorio Lemos e Zeca Netto, tudo de accordo com o grande plano já organizado.

E, desta mescla, desta comunhão do Exercito e do Povo, com nacionaes e estrageiros, resultará a rápida terminação da luta armada no Brasil, para honra nossa e glória dos nosso ideaes e de nossos foros de povo civilizado e altivo.

De acordo com o plano geral, as tropas de Santo Angelo talvez pouco demorem aqui, mas durante este tempo a ordem, o respeito a propriedade e a familia serão mantidos rigorosamente e para isso o governo revolucionaria provisório conta com o auxilio da própria população.

Não queremos perturbar a vida da população, porque amamos e queremos a ordem com base do progresso. Podem pois estar todos calmos que nada acontecerá de anormal.

São convocados todos os reservistas do Exercito a se apresentarem ao quartel do 1º Batalhão Ferroviario, e fica aberto o voluntariado.

Todos os possuidores de automoveis, carroças o cavalos deverão immediatamente po-los a disposição do 1º Batalhão Ferroviario e serão em todos os seus direitos respeitados.

Todas as requisições serão documentadas e assignadas sob a responsabilidade do Ministro da Guerra.

Pelo Governo Revolucionário do Brasil.

Cap. Luiz Carlos Prestes 29/10/1924.