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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: A Biblia Judaica Completa. O Torá.

 


A Bíblia Judaica Completa, traduzida pelo Dr. David Stern e publicada pela Editora Vida, é uma obra singular que apresenta as Escrituras sob uma perspectiva inteiramente judaica, unindo o Tanakh (Antigo Testamento) e a B'rit Hadashah (Novo Testamento) em um único volume unificado.

Destaques e Estrutura

  • Ordem Hebraica: Ao contrário das Bíblias cristãs tradicionais, o Tanakh nesta versão segue a ordem original dos livros judaicos (Torá, Profetas e Escritos), respeitando a organização com a qual o próprio Jesus (Yeshua) estava habituado.
  • Terminologia Original: A tradução utiliza nomes e conceitos hebraicos originais transliterados (como Yeshua em vez de Jesus, e Sha’ul em vez de Paulo), o que ajuda a preservar o contexto cultural e histórico.
  • Conexão Messiânica: A obra é especialmente voltada para o movimento messiânico, focando em profecias que ligam o Messias às suas raízes judaicas e corrigindo o que o tradutor identifica como "ambientação teológica antijudaica" em versões comuns do Novo Testamento.
  • Recursos de Estudo: Inclui planos de leitura semanal e de dias de festa seguidos nas sinagogas, glossários de pronúncia e mapas especializados.

Análise de Tradução

Segundo críticos e especialistas, como os do canal O Novo Testamento Judaico, a tradução de David Stern inclina-se para a equivalência dinâmica. Isso significa que ela prioriza o sentido e a intenção do texto conforme a interpretação do tradutor, em vez de uma tradução literal palavra por palavra, o que pode ser visto como uma abordagem "militante" para reforçar a identidade judaica do texto.

Opções Disponíveis

Você pode encontrar esta Bíblia em diferentes acabamentos e preços em varejistas como Amazon e GloboBooks:

Para quem busca um estudo acadêmico mais profundo apenas do Antigo Testamento, fóruns como o Reddit sugerem alternativas como a The Jewish Study Bible da Oxford University Press

terça-feira, 31 de maio de 2022

Estudo astronômico pode comprovar passagem da Bíblia.

NOVO ESTUDO ASTRONÔMICO PODE COMPROVAR PASSAGEM MISTERIOSA DA BÍBLIA

Versículos do Antigo Testamento descrevem um estranho fenômeno envolvendo o Sol e a Lua
Por History Channel Brasil em 31 de Maio de 2022 às 10:20
Novo estudo astronômico pode comprovar passagem misteriosa da Bíblia-0 

Um novo estudo astronômico pode ter comprovado uma misteriosa passagem da Bíblia. Trata-se de um trecho do Antigo Testamento que cita uma guerra entre os israelitas e os amorreus. O versículo descreve um estranho fenômeno envolvendo o Sol e a Lua. 

Josué 10:12,13

O trecho que foi objeto de estudo dos astrônomos Colin Humphreys e Graeme Waddington está em Josué 10:12,13. "No dia em que o Senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josué exclamou ao Senhor, na presença de Israel: "Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó Lua, sobre o vale de Aijalom!", diz o texto. "O Sol parou, e a Lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos, como está escrito no Livro de Jasar". O Sol parou no meio do céu e por quase um dia inteiro não se pôs", conclui a passagem.

Josué faz o Sol parar

No início do século XX, o linguista Robert Wilson já havia feito uma tradução do texto que sugeria que o fenômeno descrito seria um eclipse. Isso porque a palavra hebraica "dôm", que nessa passagem da Bíblia geralmente é traduzida como "parar", também é usada em textos astronômicos babilônicos que tratam de eclipses, significando "ficar escuro".

Segundo os autores do estudo, se a interpretação do eclipse solar estiver correta, então o texto descreve o fenômeno do ponto de vista dos israelitas em Gibeão, em Canaã. A informação que diz que os israelitas estavam em Canaã vem da Estela de Merneptah, um grande bloco de granito que pertence ao acervo do Museu Egípcio no Cairo. A inscrição na Estela diz que o bloco foi esculpido no quinto ano do reinado de Merneptah (filho do faraó Ramsés II) e menciona uma campanha em Canaã na qual ele derrotou o povo de Israel.

Já havia sido demonstrado que nenhum eclipse total ocorreu nesta região durante o período no qual teria acontecido essa batalha. No entanto, os pesquisadores levantaram a hipótese de que o texto poderia estar se referindo a um eclipse parcial. 

Josué faz o Sol parar

Assim, Humphreys e Waddington procuraram por potenciais eclipses solares na época provável dos acontecimentos descritos na Bíblia. Eles conheciam as estimativas aproximadas das datas dos governantes envolvidos na batalha. Merneptah, por exemplo, é datado como tendo vivido aproximadamente entre 1204 e 1194 a.C. "A partir de nossos cálculos, descobrimos que o único eclipse anular visível de Gibeão entre 1500 a.C. e 1050 a.C. [...] foi em 30 de outubro de 1207 a.C., à tarde", disseram os pesquisadores.

E quanto ao desaparecimento da Lua descrito na passagem? "Uma característica interessante do texto de Josué é a observação de que se afirma que não apenas o Sol, mas também a Lua parou de brilhar. Como a Lua está em conjunção no momento de um eclipse solar, ela fica efetivamente ausente do céu por alguns dias", afirmaram os astrônomos. "Como os israelitas usavam um calendário lunar baseado em observações, eles estariam bem cientes desse período mensal de invisibilidade lunar e, portanto, poderiam ter programado seu ataque noturno surpresa em Gibeão para aproveitar a falta de iluminação noturna natural naquele momento".

Fontes
 
IFLScience
Imagens
 
iStock
fonte: history.com.br

sábado, 4 de dezembro de 2021

Enfermeira encontra rara miniatura da Bíblia em ouro.

ENFERMEIRA ENCONTRA RARA MINIATURA DE BÍBLIA FEITA DE OURO NA IDADE MÉDIA

Peça do século XV pode ter pertencido a alguém próximo ao rei Ricardo III
Por History Channel Brasil em 25 de Novembro de 2021 às 16:04
Enfermeira encontra rara miniatura de Bíblia feita de ouro na Idade Média-0 

Uma enfermeira encontrou um raro artefato medieval em uma fazenda na região de York, na Inglaterra. Ao usar um detector de metais na propriedade, Buffy Bailey localizou uma Bíblia de ouro de aproximadamente 600 anos. Estima-se que a peça possa valer mais de £ 100 mil (cerca de R$ 740 mil).

Bíblia de ouro

A Bíblia de ouro estava enterrada a pouco mais de 10 cm de profundidade. Foi só quando Buffy limpou a peça que se deu conta que era algo especial. "É tão pesada e brilhante - absolutamente linda", afirmou. Pesquisadores acreditam que o objeto remonta ao século XV. 

O objeto é feito de ouro 22 ou 24 quilates e pesa aproximadamente 5g. A Bíblia apresenta gravuras intrincadas de um homem e uma mulher que possivelmente representam São Leonardo e Santa Margarida, considerados santos padroeiros do parto. No topo da peça há um pequeno orifício, indicando que poderia ter sido usada como um pingente ou conta de colar.

Apenas nobres eram autorizados a andar com ouro durante o século XV, portanto, acredita-se que o proprietário da Bíblia era alguém próximo do rei Ricardo III, pois foi encontrado perto de terras que ele possuía entre 1483 e 1485. Especula-se que a peça poderia ter pertencido à esposa dele, Anne Neville.

O Museu de Yorkshire está avaliando o objeto, que pode ser adquirido para seu acervo. Especialistas acreditam que a Bíblia de ouro pode ter sido feita pelo mesmo artesão de outra peça encontrada anteriormente nas proximidades, conhecida como a Joia de Middleham.

Fontes
 
Atlas Obscura, Artnet e BBC
Imagens
 
Buffy Bailey/Acervo Pessoal/Reprodução

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Inscrição de 3 mil anos com nome de herói bíblico é encontrada em Israel.

BÍBLIA
A peça está gravada com o nome "Jerub-Baal", como também era chamado Gideão
Por: HISTORY Brasil

Durante escavações em Israel, arqueólogos encontraram uma inscrição contendo o nome de um importante herói bíblico. Os pesquisadores acreditam que o artefato tenha cerca de 3.100 anos. A peça está gravada com o nome "Jerub-Baal", que seria um juiz citado no Livro dos Juízes.

Nome alternativo de Gideão

“Jerub-Baal é conhecido pela tradição bíblica do Livro dos Juízes como um nome alternativo para o juiz Gideão ben Yoash”, disseram os arqueólogos Yosef Garfinkel e Sa'ar Ganor, da Universidade Hebraica de Jerusalém. É a primeira vez que o nome é encontrado fora da Bíblia. A peça encontrada no sítio arqueológico de Khirbat er-Ra‘i é possivelmente um fragmento de um jarro de cerâmica.

Segundo a Bíblia, Gideão foi o juiz que libertou os filhos de Israel dos midianitas (povos nômades árabes dos desertos da Síria e da Arábia). O Antigo Testamento conta que um anjo ordenou-lhe que derrubasse o altar de Baal e erguesse ali um altar dedicado a Deus. Gideão reuniu uma pequena força com apenas 300 homens e surpreendeu os midianitas sob a escuridão da noite, derrotando os inimigos. 

Considerado um herói militar, o povo de Israel quis fazer dele um rei, mas, surpreendentemente, Gideão recusou tal oferta. Ele foi o quinto juiz de Israel, segundo a Bíblia. Os pesquisadores enfatizaram que não é possível ter certeza de que a inscrição se refere ao Jerub-Baal mencionado na Bíblia. Mas, mesmo que isso não se confirme, o artefato ajuda a entender um importante período citado no Antigo Testamento.

Fonte: The Jerusalem Post

Imagens: Dafna Gazit/Autoridade de Antiguidades de Israel e Musée du Petit Palais, via Wikimedia Commons

fonte: https://history.uol.com.br/noticias/inscricao-de-3-mil-anos-com-nome-de-heroi-biblico-e-encontrada-em-israel

sexta-feira, 14 de maio de 2021

quarta-feira, 17 de março de 2021

Local monástico cristão do século IV é descoberto no Egito.

 LOCAL MONÁSTICO CRISTÃO DO SÉCULO 4 É DESCOBERTO NO EGITO

Os pesquisadores identificaram os vestígios da comunidade primitiva em uma área “um tanto isolada”, perto do Oásis de Bahariya

ISABELA BARREIROS, SOB SUPERVISÃO DE THIAGO LINCOLINS PUBLICADO EM 17/03/2021

O complexo cristão descoberto
O complexo cristão descoberto - Divulgação/Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades

Arqueólogos de um time franco-norueguês descobriram um assentamento monástico cristão primitivo em Tel Ganub Qasr Al-'Aguz, no Oásis de Bahariya, a quase 400 km do Cairo, no Egito. As informações foram divulgadas pelo Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito, conforme repercutido pelo portal Smithsonian.

Foram encontradas estruturas de três igrejas e aposentos de monges feitas de basalto e tijolos de barro. O local está dividido em seis setores, que conta ainda com quartos, um vestíbulo, uma sala de estar, e câmaras esculpidas diretamente em rochas ligadas a uma igreja.

Essas salas em questão apresentam uma característica muito peculiar: suas paredes contém textos escritos em amarelo, que podem ser trechos bíblicos. Para o pesquisador Victor Gica, líder da equipe, essa descoberta pode ajudar os especialistas a entenderem mais como era a vida na região no passado.

Crédito: Divulgação/Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades

 

A partir da datação de radiocarbono, os arqueólogos afirmaram que o local foi habitado entre os séculos 4 e 8 d.C., alcançando seu auge durante os séculos 5 e 6. Segundo Nevine El-Aref do Ahram Online, o complexo é “o mais antigo local monástico cristão preservado que foi datado com certeza”.

Além de ser muito antigo, o assentamento também foi encontrado em uma região “um tanto isolada”, o que, somado aos símbolos e escritos cristãos, sugere que o local era lar de uma comunidade monástica primitiva.

“A posição isolada do sítio, no deserto, fora das aldeias romanas conhecidas, bem como a organização dos espaços internos dos setores inteiramente escavados, a disposição dos grupos construídos e os grafites gravados nas paredes [no setor um] deixa poucas dúvidas quanto à natureza semi-ancorada do estabelecimento”, explicou Gica.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/local-monastico-cristao-do-seculo-4-e-descoberto-no-egito.phtml

terça-feira, 16 de março de 2021

Pergaminhos com textos bíblicos escritos há 2 mil anos são encontrados em caverna de Israel.

 PESQUISADORES DESCOBREM VESTÍGIOS DE MANUSCRITOS BÍBLICOS DE 2 MIL ANOS EM CAVERNA DE ISRAEL

Os fragmentos encontrados fizeram parte de um pergaminho raro, com autoria dos profetas Zacarias e Naum

WALLACY FERRARI, SOB SUPERVISÃO DE THIAGO LINCOLINS PUBLICADO EM 17/03/2021

Vestígios de pergaminho bíblico reunidos em fotografia
Vestígios de pergaminho bíblico reunidos em fotografia - Shai Halevi/Israel Antiquities Authority

A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), órgão responsável pela atuação arqueológica no país, anunciou na última terça-feira, 16, a descoberta de fragmentos contendo trechos bíblicos de autoria dos profetas Zacarias e Naum, que redigem parte do Livro dos Doze Profetas Menores na versão hebraica, como informa o portal LiveScience.

Os vestígios foram localizados na “Caverna do Horror”, no meio do deserto da Judeia, e trata-se da maior descoberta na região em 60 anos. De acordo com o portal UOL, o local possui esse nome pela grande quantidade de esqueletos já encontrados — inclusive um deles sendo achado durante a expedição que localizou os fragmentos dos manuscritos.

Os trechos encontrados unidos corretamente e mensurados / Crédito: Shai Halevi/Israel Antiquities Authority

 

A datação do trecho bíblico é estimada pelos pesquisadores em aproximadamente 2 mil anos e está escrito em grego, o que pode apontar relação com a fuga de judeus de Jerusalém após a destruição de um templo, em 70 d.C., e com a revolta de Bar Kokhba, em 12 d.C., ambas contra o Império Romano.

No comunicado que anunciou a descoberta, o diretor do IAA, Israel Hasson, acrescentou a importância do investimento em pesquisas: "Os fragmentos de pergaminho recém-descobertos são um alerta para o estado. Os recursos devem ser alocados para a conclusão desta operação historicamente importante. Devemos garantir que recuperemos todos os dados que ainda não foram descobertos nas cavernas, antes que os ladrões o façam".

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.

nossa fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/pesquisadores-descobrem-vestigios-de-manuscritos-biblicos-de-2-mil-anos-em-caverna-de-israel.phtml

ABAIXO O MESMO ASSUNTO POR OUTRA FONTE:



ISRAEL

Pergaminhos com textos bíblicos escritos há 2 mil anos são encontrados em Israel

Por: HISTORY Brasil

Pesquisadores encontraram pergaminhos contendo textos bíblicos no deserto da Judeia, em Israel. Acredita-se que as relíquias tenham aproximadamente dois mil anos. Esse tipo de descoberta não era feita desde a década de 1960. Na mesma região, entre 1946 e 1956, foram localizados os famosos Pergaminhos do Mar Morto.

Mais de 20 fragmentos de pergaminhos foram encontrados em uma localidade conhecida como "Caverna do Horror". Esse nome foi dado porque lá foram encontrados 40 esqueletos junto com textos semelhantes há mais de 50 anos. Os pesquisadores trabalham com a hipótese que os pergaminhos foram escondidos por judeus que lutavam contra romanos durante a Revolta de Barcoquebas (ou terceira guerra judaico-romana, que aconteceu entre 132 e 136 d.C).

Segundo a Autoridade de Antiguidades de Israel, os textos são escritos em grego, mas o nome de Deus aparece grafado em hebraico antigo. Os pergaminhos contêm traduções dos livros de Zacarias e Naum, do Livro dos Doze Profetas Menores. “Estas são as coisas que você deve fazer: falar a verdade uns aos outros, exercer a justiça verdadeira e perfeita em seus portões”, diz um trecho. 

Além dos pergaminhos, os pesquisadores fizeram descobertas ainda mais antigas na região, que abriga dezenas de cavernas e desfiladeiros. Entre elas estão o esqueleto de uma criança que morreu há mais de seis mil anos e uma cesta de 10 mil anos. "Pelo que sabemos, esta é a cesta completamente intacta mais antiga já encontrada no mundo e sua importância é, portanto, imensa”, disseram os arqueólogos. Pontas de flechas e moedas que podem ser da época da Revolta de Barcoquebas também foram localizadas.


Fontes: The Jerusalem Post, The Guardian e BBC

Imagens: Shai Halevi/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução

NOSSA FONTE: https://history.uol.com.br/noticias/pergaminhos-com-textos-biblicos-escritos-ha-2-mil-anos-sao-encontrados-em-israel

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Livro de Enoque: o misterioso texto que ficou de fora da Bíblia.

RELIGIÃO

O Livro de Enoque é um dos antigos textos religiosos mais misteriosos de todos os tempos. Contendo profecias e revelações, sua autoria é atribuída ao ancestral de Noé que dá título à obra. Algumas pessoas acreditam que esses escritos não foram incluídos na Bíblia por revelarem segredos místicos sobre os mistérios da criação.

A única versão completa existente do Livro de Enoque é uma tradução etíope de uma versão grega anterior feita na Palestina a partir do hebraico ou aramaico. Estima-se que os trechos mais antigos do texto foram escritos por volta de 300–200 a.C., enquanto a última parte provavelmente seja datada do ano 100 a.C. A obra traz histórias de anjos caídos, gigantes canibais, além de revelações sobre o fim do mundo.

Enoque aparece no livro de Gênesis como o sétimo patriarca. Durante o período helenístico do judaísmo (século III a.C ao século III d.C.), ele foi tema de diversos textos apócrifos. Vários fragmentos aramaicos encontrados nos Manuscritos do Mar Morto são prova de que o Livro de Enoque era conhecido por judeus e pelos primeiros cristãos. Os autores do Novo Testamento inclusive estavam familiarizados com parte do conteúdo da história.

A primeira parte do Livro de Enoque descreve a queda dos Vigilantes, os anjos que geraram os híbridos humano-angelicais chamados Nefilins. O restante do livro descreve as visitas de Enoque ao céu na forma de viagens, visões e sonhos, além de suas revelações apocalípticas.  A maioria dos estudiosos acredita que as primeiras cinco seções eram originalmente obras independentes que foram compiladas mais tarde.

A primeira parte fala sobre a queda dos anjos, que se rebelaram antes do Dilúvio, e descreve as viagens celestiais de Enoque, nas quais segredos divinos foram revelados a ele. A segunda parte contém três sermões sobre o apocalipse, além de citar a vinda do Messias. A terceira seção trata de mistérios astronômicos mostrados a Enoque pelo anjo Uriel. O quarto tratado contém duas visões de Enoque sobre a origem do mundo e o Dilúvio. Já o quinto traz advertências morais à família de Enoque.

Inicialmente, o Livro de Enoque era aceito na Igreja Cristã, mas posteriormente foi excluído do cânone bíblico. Sua sobrevivência se deve ao fascínio de grupos cristãos marginais e heréticos, como os maniqueus, que cultivavam uma mistura sincrética de elementos iranianos, gregos, caldeus e egípcios. 

Mas, a partir do século IX o livro praticamente desapareceu, pelo menos do Ocidente. Apesar disso, ele permaneceu canônico na igreja cristã etíope. Em 1773 o viajante James Bruce levou para a Europa cópias do texto etíope. Depois de sua tradução, a obra voltou a despertar interesse do mundo ocidental.


Fontes: Britannica e Grunge.com

Imagens: William Blake  (1757–1827) e Gerard Hoet (1648–1733), via Wikimedia Commons

nossa fonte: https://history.uol.com.br/noticias/livro-de-enoque-o-misterioso-texto-que-ficou-de-fora-da-biblia

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Golias era mesmo gigante? Estudo tenta desvendar mistério da altura do guerreiro bíblico.

 



RELIGIÃO

De acordo com a Bíblia, antes de ter sido rei de Judá e Israel, Davi derrotou o gigante Golias ao acertá-lo com uma pedra lançada por um estilingue. No Antigo Testamento, esse guerreiro é descrito como uma criatura que poderia ter mais de três metros de altura. Agora, um novo estudo tenta desvendar a origem das medidas descomunais atribuídas ao filisteu.

O estudo é conduzido por Jeffrey Chadwick, professor de arqueologia da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos. Em primeiro lugar, o especialista esclarece que a pesquisa não leva em consideração se o duelo relatado na Bíblia realmente aconteceu. "Não estamos tentando fazer um tratado sobre a veracidade da história", afirmou. "A questão é a métrica: de onde ela vem, onde poderia ter surgido?", questionou.

Alguns textos antigos dizem que Golias tinha "quatro côvados e um palmo" (2,38 m), enquanto outros afirmam que sua altura chegava a "seis côvados e um palmo", uma medida equivalente a cerca de 3,46 m, o que parece ser um evidente exagero. A pessoa mais alta registrada nos tempos modernos foi Robert Wadlow, que media 2,72 m, de acordo com o Guinness World Records.

O problema é que unidades de medida como "côvados" e "palmos" provavelmente variavam muito no mundo antigo. Chadwick tem estudado as métricas que eram usadas no passado na região bíblica onde Golias teria vivido. Sua pesquisa indica que um "côvado" representava 54 centímetros, enquanto um palmo equivaleria a 22 cm. 

Chadwick e sua equipe recentemente encontraram a parede de uma fortificação na parte norte da cidade baixa de Gate, local onde o gigante teria sido criado. A muralha foi construída no século 10 a.C. "As fundações da parede de pedra mediam exatamente 2,38 m (quatro côvados e um palmo) de largura. Essa é a mesma altura atribuída a Golias em certos textos.

Assim, Chadwick sugere que os escritores bíblicos podem ter usado a largura da muralha norte da cidade de Gate como referência do tamanho avantajado de Golias, a única pessoa cuja altura precisa está registrada na Bíblia. O pesquisador acredita que quem escreveu o texto comparou metaforicamente as dimensões do gigante com a muralha que cercava a capital dos filisteus.


Fonte: Live Science

Imagem: Gebhard Fugel (1863–1939), via Wikimedia Commons

fonte: https://history.uol.com.br/noticias/golias-era-mesmo-gigante-estudo-tenta-desvendar-misterio-da-altura-do-guerreiro-biblico

sábado, 14 de novembro de 2020

Encontradas as ruínas da igreja do “milagre da mulher sangrando”, atribuído a Jesus.

 



RELIGIÃO

O trabalho de uma equipe de arqueólogos da Universidade de Haifa, em Israel, levou à descoberta das ruínas de uma igreja relacionada ao milagre de Jesus conhecido como "a cura da mulher hemorrágica". Os restos da edificação foram encontrados no sítio arqueológico de Banias, onde ficava a antiga cidade romana de Cesareia de Filipe, nas colinas de Golã.

A Bíblia conta que a mulher com hemorragia tocou as vestes de Jesus enquanto ele estava a caminho de realizar outro milagre (a cura da filha de Jairo). Imediatamente o sangramento da mulher foi curado e ela sentiu que seu corpo estava livre da enfermidade. De acordo com o evangelho de Marcos, foi quando Jesus disse: "Filha, a tua fé te curou; vai-te em paz, e fica livre do teu mal".

Segundo o historiador bizantino Eusébio de Cesareia, após ter sido curada por Jesus de uma hemorragia crônica que durou 12 anos, a mulher mandou erguer uma estátua em uma igreja perto das fontes de Cesareia de Filipe para celebrar o milagre. O local ficaria em frente à casa onde ela morava. Segundo o jornal Daily Mail, os arqueólogos acreditam que as ruínas encontradas agora sejam desse templo. 

Entre as ruínas da igreja, foram identificados mosaicos representando cruzes, que datam de 400 d.C. De acordo com os especialistas, o templo era um local de peregrinação naquela época. "Acreditamos que a igreja que encontramos pode ser aquela relacionada ao milagre", disse a professora Adi Erlich, segundo o Daily Mail.  Já a estátua erguida pela mulher curada por Jesus teria sido destruída e seus pedaços transormados em relíquias sagradas, segundo antigas fontes.


Fontes: Daily Mail e New York Post

Imagens: Wikimedia Commons e Yaniv Cohen/Autoridade de Parques e Natureza de Israel

fonte: https://history.uol.com.br/noticias/encontradas-ruinas-da-igreja-do-milagre-da-mulher-sangrando-atribuido-jesus

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Primeira evidência da existência de reino bíblico é encontrada em forte da era do Rei Davi.

 



ARQUEOLOGIA

Arqueólogos encontraram uma fortaleza da época do rei Davi (1003 a.C. - 970 a.C.) nas colinas de Golã, em Israel. Especula-se que a edificação tenha sido erguida por autoridades do Reino de Gesur, cuja capital era Betsaida, segundo a Bíblia. Essa pode ser a primeira evidência histórica da existência desse reino citado no Antigo Testamento. A descoberta aconteceu durante uma escavação em um terreno onde será construído um novo bairro.

Os estudiosos acreditam que a fortaleza tenha sido construída para controlar a região. "O complexo que descobrimos foi erguido em uma localização estratégica no topo da colina, acima do desfiladeiro El-Al, com vista para a região, onde era possível atravessar o rio", disseram os arqueólogos Barak Tzin e Enno Bron, da Autoridade de Antiguidades de Israel. O forte tem paredes de 1,5 m de largura, feitas com grandes blocos de basalto. 

"Na escavação, ficamos surpresos ao descobrir um achado raro e emocionante: uma grande pedra de basalto com uma gravura de duas figuras com chifres e de braços abertos”. Uma outra figura parecida havia sido encontrada no ano passado em outro sítio arqueológico de Betsaida. Na época, a cena foi identificada como uma representação do culto ao deus da Lua.

A cidade fortificada de Betsaida é considerada pelos estudiosos a capital do Reino Arameu de Gesur, que governava o centro e o sul de Golã há três mil anos. De acordo com a Bíblia, o reino mantinha relações diplomáticas e familiares com a Casa de Davi. Uma das esposas de Davi era Maacah, filha de Talmi, rei de Gesur.


Fontes: Jerusalem Post, Times of Israel e Ministério das Relações Exteriores de Israel

Imagens: Yaniv Berman/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução

fonte: https://history.uol.com.br/noticias/primeira-evidencia-da-existencia-de-reino-biblico-e-encontrada-em-forte-da-era-do-rei-davi

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM FORTE DA ERA DO REI DAVI NAS COLINAS DE GOLÃ

Foi encontrada ainda uma gravura com duas figuras com os braços para cima, datando do período entre os séculos 9 e 11 a.C.

ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 11/11/2020, ÀS 13H46

Escavação arqueológica revela forte
Escavação arqueológica revela forte - Divulgação - Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA)

Escavações arqueológicas realizadas nas Colinas de Golã revelaram o que se pensa ser o primeiro assentamento fortificado já encontrado na região. A descoberta anunciada pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) remonta à era do rei Davi, há pelo menos 3 mil anos atrás. 

Além da estrutura em si, foram localizadas gravuras que datam do período entre os séculos 9 e 11 a.C. Em uma delas, estavam retratados dois indivíduos com os braços para cima, o que, segundo os pesquisadores, pode ser uma representação de uma oração feita para a lua. 

Os especialistas identificaram ainda uma prateleira ou mesa feita de pedra, que provavelmente foi o altar usado para esse rito. Em cima dela, estava um pequeno item de uma figura segurando um tambor, objeto que também deveria fazer parte da cerimônia praticada no local.

O forte em questão possuía paredes com por volta de 1,5 m de altura, com grandes pedras de basalto. No entanto, ainda não se sabe exatamente quem eram os ocupantes da construção, pois os arqueólogos ainda estão examinando o local e colocando-o sob uma perspectiva histórica.

Ainda assim, uma das hipóteses é que o assentamento fortificado tenha sido habitado pelo povo gesurita, retratado na Bíblia. No livro religioso, eles estabeleceram sua capital na região próxima, no norte do mar da Galiléia. 

“No minuto em que os impérios egípcio e hitita são destruídos, há um grande vácuo. Não há historiador que escreva a história da época e voltamos a uma espécie de 'pré-história' na qual temos apenas artefatos físicos para basear nossas suposições. Então, vamos para o reino da especulação. É impossível saber o que realmente aconteceu ”, disse Ron Be'eri, consultor da IAA.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/arqueologos-descobrem-forte-da-era-do-rei-davi-nas-colinas-de-gola

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Pesquisador afirma ter identificado a cidade bíblica onde Jesus caminhou sobre as águas.

 


BÍBLIA

Segundo a Bíblia, a localidade de Betsaida foi palco de um dos principais milagres de Jesus. As escrituras dizem que foi lá que Cristo alimentou milhares de pessoas com dois peixes e cinco pães, curou um cego e andou sobre as águas. Mas a localização exata dessa cidade sempre foi motivo de controvérsia.

Até agora, dois sítios arqueológicos em Israel disputavam o posto de "verdadeira Betsaida": e-Tell e el-Araj. Os locais ficam muito próximos um do outro. Ambos estão situados às margens do rio Jordão, que deságua no mar da Galileia.

Após 30 anos de pesquisa, o professor Rami Arav, da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, defende que o sítio de e-Tell era onde ficava a cidade de Zer, que mais tarde teria dado origem a Betsaida, capital do reino bíblico de Geshur. Escavações no local revelaram fortificações, armazéns de alimentos e o portão da cidade, construído na Idade do Ferro. Segundo ele, esses vestígios pertenceriam à cidade descrita na Bíblia.

Arav argumenta que o nome "Zer" era transcrito como "Tzer" ou "Tzed", que estaria na origem do nome em hebraico Betsaida [beit-tzed], como a cidade passou a ser chamada durante o período do Segundo Templo. Por outro lado, o pesquisador descarta que el-Araj pudesse ser Betsaida. Isso porque lá não foram encontrados indícios materiais de construções monumentais da Idade do Ferro, razão pela qual afirma que aquele local era apenas um acampamento romano.

Fonte: Haaretz

Imagem: Wikimedia Commons

fonte: https://history.uol.com.br/noticias/pesquisador-afirma-ter-identificado-cidade-biblica-onde-jesus-caminhou-sobre-aguas

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Inscrição encontrada em túnel de Jerusalém pode confirmar passagem bíblica.

 INSCRIÇÃO ENCONTRADA EM TÚNEL DE JERUSALÉM PODE CONFIRMAR PASSAGEM BÍBLICA

O achado é uma dos mais antigos registros hebraicos encontrados até hoje que possuem relação com a obra da literatura religiosa

GIOVANNA DE MATTEO PUBLICADO EM 18/08/2020

Imagem ilustrativa da Bíblia hebraica
Imagem ilustrativa da Bíblia hebraica - Pixabay

Em Jerusalém, foi descoberto ainda no século 19, no ano de 1873, uma inscrição arqueológica em um túnel que aparenta comprovar uma história bíblica, informou o tabloide Express na última segunda-feira, 17.

De acordo com o tabloide, o túnel, conhecido como Siloé ou Ezequias, foi construído há 2.700 anos com o objetivo de fornecer água à Jerusalém, sendo usado para esse fim até os dias atuais. A Bíblia conta a história de que esse espaço teria sido construído pelo rei Ezequias — originando o nome do local.

Tom Meyer, professor de estudos bíblicos e Teologia na Faculdade da Bíblia Shasta (EUA), disse ao tabloide que através das inscrições em questão, encontrou-se uma “ampla evidência arqueológica”, que condiz com o relato na Bíblia.

Pedras coletadas com algumas das inscrições localizadas / Crédito: Autoridades de Antiguidades de Israel 

 

Ele afirma que "ainda que o geógrafo e historiador norte-americano Edward Robinson tenha sido a primeira pessoa a explorar o túnel em tempos modernos, em 1873, um menino local chamado Jacob Spafford – o filho adotivo do famoso autor de hinos Horatio Spafford – enquanto brincava no túnel, tropeçou em uma das mais antigas inscrições hebraicas jamais encontradas, em 1880", afirmou Meyer.

O especialista também sugere que as inscrições achadas por acaso são muito relevantes, não apenas por que autentifica o relato bíblico, mas também por que “é a única inscrição da antiguidade de Israel que comemora um programa de obras públicas e é um dos mais antigos exemplos de escrita em hebraico".

Embora o registro apresente danos irreparáveis, que dificultam o estudo e a análise, Meyer considera que eles contém a descrição de obras de trabalhadores que escavaram o túnel, no qual se comemorava as atividades e feitos.

O professor confessou que o túnel “foi um incrível feito de engenharia”, e acrescentou “junto com a evidência epigráfica – a inscrição de Siloé – o túnel de Ezequias demonstra mais uma vez a veracidade histórica do relato da Bíblia".

A inscrição se encontra no Museu de Arqueologia de Istambul, na Turquia, pois a área onde foi feita a descoberta na época, estava sob dominação do Império Otomano.

nossa fonte; https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/inscricao-encontrada-em-tunel-de-jerusalem-pode-confirmar-passagem-biblica.phtml