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sexta-feira, 27 de março de 2020

Sem poder ou glamour: o Palácio de Versalhes de Maria Antonieta.

SEM PODER OU GLAMOUR: O PALÁCIO DE VERSALHES DE MARIA ANTONIETA

Apesar de toda magnitude que o lugar aparentava, o mau cheiro e a falta de higiene dominavam a região
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 27/03/2020
Cena do filme Maria Antonieta, 2006
Cena do filme Maria Antonieta, 2006 - Divulgação
O declínio de Versalhes aconteceu durante os últimos anos dos Bourbons no poder, quando Luís XVI e sua esposa austríaca Maria Antonieta ainda não tinham sido levados ao cadafalso, muito em virtude da fraqueza da monarquia, que já não mais gozava de prestigio, autoridade e dinheiro.
Apesar de muitos remeterem Versalhes como o maior e um dos mais luxuosos palácios da Europa, a escritora Carolly Erickson apresenta uma nova visão sobre o local em seu livro To the Scaffold: The Life of Marie Antoinette (Para o Cadafalso: A Vida de Maria Antonieta). Em uma das passagens, Carolly descreve Versalhes como “uma grande fossa, cheirando a sujeira e contaminada com o lixo”.
“O odor se impregnava nas roupas, perucas e até nas roupas intimas. O pior de tudo é que mendigos, criados e visitantes aristocráticos usavam escadas, vielas ou quaisquer outros lugares fora do caminho para se aliviarem”.
“A visão de Versalhes — e os ingleses também concordavam — era magnífica, com estradas largas sombreadas por árvores imponentes. Mas a miséria lá dentro era indizível”, relata a escritora.
Quarto de Maria Antonieta no Palácio de Versalhes / Crédito: Getty Imagens

Essa visão de uma Versalhes magnífica mas completamente malcheirosa, descrita por Erickson, corrobora com o a biografia de Maria Antonieta escrita por André Castelot (Queen of France: A Biography of Marie Antoinette). O escrito ainda revela que os pátios de Versalhes eram extremamente sujos, tudo tinha cheiro de urina e material fecal. Os parques, jardins e castelos faziam qualquer um vomitar com o mau cheiro.
No livro, André relata um insólito episódio que aconteceu com Maria Antonieta. “Uma tarde, pouco tempo antes de se tornar rainha, Antonieta e sua cunhada, a condessa de Provença, foram visitar Vitória (quarta filha de Luís XV). Ao sair dos aposentos de Vitória, as duas mulheres pararam em um pátio para observar o relógio de sol. Quando, do segundo andar, alguém jogou um balde de esgoto no pátio e as duas princesas saíram encharcadas”.
Parte do problema era que o palácio e os jardins eram ainda mais abertos ao público do que hoje: “Virtualmente qualquer um poderia entrar no palácio. Não havia nenhum esforço para manter as pessoas afastadas, somente as que tiveram varíola recentemente, mas todos os demais eram permitidos”, escreve Erickson.
O problema de sujeira geral do local fez com que o Hameau de la Reine, que foi feito para Maria Antonieta perto do Petit Trianon, ganhasse uma atenção extra. Apesar do retiro particular da rainha ser popular, parecia uma extravagância perversa da parte da monarca criar uma vila para sua própria diversão, enquanto, em muitas partes da França, camponeses passavam por extremas necessidades.
Imagem atual do Hameau de la Reine / Crédito: Getty Imagens

Na sua aldeia dos sonhos, havia oito pequenas cabanas com telhado de palha e paredes de gesso desenhadas com rachaduras para parecerem desgastadas. Perto, havia celeiros, um pátio de aves e um moinho. 
Um fazendeiro chamado Valy foi trazido para morar na fazenda e cuidar do gado. As vacas eram colocadas em um pequeno campo e ordenhadas em banheiras de porcelana. Elas ainda receberam os carinhosos nomes de Brunette e Blanchette. Além delas, o lugar ainda abrigava cabras, cordeiros brancos, coelhos e galinhas.
Aos olhos de Maria Antonieta, o lugar representava uma visão quase infantil de um mundo mais simples e feliz. Entretanto, os críticos da rainha não viram nada disso, muito pelo contrário. Para eles, a vila era mais um local que abrigava itens de uma lista frívola. Eles chamavam o lugar de Pequena Viena e zombavam de Antonieta por se entregar aos seus prazeres rurais.

quarta-feira, 18 de março de 2020

O luxo que engana: a imundice do Palácio de Versalhes durante o reinado de Luís XIV.

O LUXO QUE ENGANA: A IMUNDICE DO PALÁCIO DE VERSALHES DURANTE O REINADO DE LUÍS XIV

Conhecida por sua extravagância, a corte do monarca tinha uma rotina reprovável — que vão contra qualquer hábito de higiene atual
CAIO TORTAMANO PUBLICADO EM 18/03/2020
Frente do Palácio de Versalhes
Frente do Palácio de Versalhes - Wikimedia Commons
Apesar do luxo exorbitante que caracterizava a construção e a vida no Palácio de Versalhes, que iam, inclusive, em contramão com a situação que a população francesa vivia, o local não era sinônimo de higiene. A própria corte tinha dificuldade em seguir hábitos, que hoje achamos normais, necessários para uma convivência saudável.
Apesar do mito que diz que o Rei Luís XIV tomou somente três banhos ao longo de toda sua vida, o monarca se banhava em dispositivos portáteis como uma forma de prazer com suas amantes do que propriamente para se limpar. Para a Madame de Montespan, o Rei Sol tinha uma banheira octogonal com água parada. 
Os súditos que moravam no palácio não tinham seus próprios banheiros, então era frequente que eles tomassem o que conhecemos hoje como "banhos de gato", geralmente com panos secos ou com álcool, mas sem se banhar propriamente.
As camisas do rei e dos súditos nunca eram lavadas. Feitas principalmente de veludo ou seda, as peças eram artigos de luxo e custavam muito — chegando, inclusive, a constarem em testamentos — e o material poderia estragar caso fosse lavado. Ou seja, o cheiro ficava impregnado no pano.
Em livros farmacêuticos da época, diversas eram as receitas para bálsamos e tinturas que serviam para acabar com mau hálito e o chulé. Os dentes eram cuidados o máximo possível, mas a maioria das medidas não eram tão eficazes.  Além disso, o açúcar era um artigo de luxo, que a nobreza o consumia em excesso, sendo responsável por inúmeros casos de cáries.
O rei e sua mulher, Maria Teresa, não tinham bocas muito saudáveis. Os dentes da rainha eram ruins já no momento em que se casaram, quando ela tinha 22 anos, e o Rei tinha um péssimo hálito, muito por conta de uma particularidade em sua mandíbula, que fez com que já nascesse com dois dentes na boca.
O Rei Sol, Luís XIV / Crédito: Wikimedia Commons

Entre perfumes e sachês
O inevitável fedor dos ricos era amenizado com fortes perfumes, geralmente vindos de origem animal. Os sachês de perfume eram costurados nas próprias roupas, preferencialmente nas axilas e coxas.
Luís, quando mais jovem, usava perfumes de maneira desenfreada, porém, com o passar dos tempos, sua preferência por cheiros menos fortes começou a florescer, e passou a ficar enjoado cada vez que sentia o aroma. Certa vez, Madame de Monstespan não teve sua entrada permitida na carruagem real por conta de seu forte aroma de perfume e creme corporal.
A essência predileta do Rei Sol era, certamente, a de flores de laranjeira. O cheiro era tão amado por Luís, que não somente o seu quarto tinha o doce aroma, como também as fontes das ruas tinham adicionadas esse cheiro.
Os perfumes tinham outra função fundamental no Palácio, o de disfarçar os aromas sórdidos vindos dos banheiros. O cheiro dos banheiros comuns era tão insuportável, que muitos residentes de Versalhes aliviavam suas necessidades em qualquer outro canto, além dos cachorros do palácio que não tinham muito pudor em escolher onde iriam defecar.
Os quartos abrigavam potes dedicados aos excrementos dos residentes, que eram simplesmente jogados pelas janelas pelas mãos dos criados, uma vez que as latrinas eram muito distantes dos palácios. Em visitas oficias, os nobres poderiam usar esses vasos sanitários móveis, mas muitas vezes não havia o suficiente para todos. A solução era fazer as necessidades atrás de cortinas e esperar que um criado fosse limpar.
Apesar dos excessos da realeza com os luxos de quem vivia no Palácio, a higiene realmente não era o ponto forte do lugar. Luís morreu aos 76 anos, bem além da expectativa da época, e, certamente, tomou mais do que três banhos nesse tempo todo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Palácio de Versalhes: exposição virtual criada pelo google permite imergir no icônico castelo real.

PALÁCIO DE VERSALHES: EXPOSIÇÃO VIRTUAL CRIADA PELO GOOGLE PERMITE IMERGIR NO ICÔNICO CASTELO REAL

Plataforma reúne mais de 100 pinturas, esculturas e objetos em 3D, entre elas relíquias de Maria Antonieta
VICTÓRIA GEARINI PUBLICADO EM 03/10/2019
Galeria dos Espelhos
Galeria dos Espelhos - Reprodução
O Google Arts & Culture lançou a exposição imersiva Versalhes: O Palácio é Todo Seu, que permite conhecer detalhes do local sem precisar ir até a França. Ao todo são 18 exposições, contendo fotografias em alta resolução e em 3D, que foi feita por meio de uma técnica de fotogrametria — que mede a distância e a dimensão real dos objetos.
Os internautas podem ainda conhecer lugares impressionantes do palácio, como a Galeria dos Espelhos, Quarto do Rei, a Casa de Ópera Real e a Sala de Coroação. Além disso, é possível conferir mais de 100 pinturas, esculturas e objetos de artistas que viveram no século passado, entre eles o armário de joia Maria Antonieta e uma estátua de Louis XIV de Jean Warin.
Interior do Palácio de Versalhes / Crédito: Reprodução
Confira aqui os bastidores da produção desta nova plataforma.

domingo, 6 de dezembro de 1992

O Grande Salão das Cruzadas no Palácio de Versalhes.


Totalmente cobertos com painéis de madeira revivalista gótico pintados com brasões de cruzados famosos, os salões exibem 125 pinturas a óleo, encomendadas a vários artistas, representando famosos episódios e retratos contando a história das oito principais cruzadas. Para Louis-Philippe, esses quartos eram uma forma de lisonjear a velha nobreza tradicional francesa, que não estava realmente apoiando seu reinado ...


A decoração desejada por Louis-Philippe é uma decoração completa em estilo gótico, que incorpora elementos antigos que pretendem dar uma garantia histórica e autêntica à sua história.
A decoração das salas das Cruzadas permanece hoje um dos mais antigos e completos conjuntos neogóticos franceses que chegaram até nós.



O grande salão das Cruzadas no Palácio de Versalhes.
A Salle des Croisades (Salão das Cruzadas) é um conjunto de salas encontradas na ala norte do Palácio de Versalhes que foram criadas pelo rei francês Luís Filipe em meados do século XIX.
Quando o salão foi inaugurado em 1843, o entusiasmo pelo passado histórico da França era forte, especialmente pelo período das Cruzadas lendárias. As salas estão repletas de mais de 120 pinturas relacionadas ao período e incluem muitos sobrenomes daqueles cujos antepassados ​​tomaram parte nas expedições militares.



São João do Acre se rende a Philippe-Auguste e Ricardo coração de leão em 13 de julho de 1191.
Exibida na quinta Sala das Cruzadas do Palácio de Versalhes, esta tela monumental foi entregue por Blondel em 1840




As 125 pinturas no local, embutidas na madeira, são devidas a muitos pintores de história e retratos da época estabelecidos em Paris: Delacroix , Granet , Blondel , Larivière , Schnetz , Signol , Odieretc.


Na presença de Leonor de Aquitânia, Luís VII da França recebe a oriflamme das mãos do Papa Eugênio III na Abadia de Saint Denis, em 1147, antes de sua partida para a Segunda Cruzada (1147–1150).

Pintura do século 19 do artista francês Jean-Baptiste Mauzaisse (1784-1844).


Philippe de Villiers de l'Isle-Adam, Grão-Mestre dos Hospitalários da Ordem de São João de Jerusalém.


Portão de Rodes
Chegado à França em 1837, o Porte de Rhodes serviu de modelo para toda a decoração dos quartos dos cruzados. Ele vem do hospital da Ordem dos Cavaleiros de São João de Jerusalém , que se instalou na ilha de Rhodes no início do século XIV .
Ricamente entalhada no último estilo gótico, a porta, com duas folhas, é datada de 1512 e ostenta a estatueta de São João Baptista, patrono da ordem. Foi redescoberto em 1836, guardado em uma loja de hospital, por um dos filhos de Luís Filipe, o Príncipe de Joinville, que o mandou oferecer pelo Sultão a seu pai para seu museu em Versalhes.


Publicação de Carlos André, no facebook. 

Boa pesquisa.

 

quinta-feira, 4 de julho de 1991

Na Corte de Versalhes entre 1600 e 1700.


 Na Corte de Versalhes entre 1600 a 1700.


Quem visitou o lindo e majestoso Palácio de Versalhes, notou que não há banheiros. Na época, não existiam desodorantes, escovas de dentes e nem papel higiênico. As fezes eram jogadas pelas janelas do palácio. Quando tinha uma festa, a cozinha conseguia preparar comida para 1.500 pessoas, sem a menor condição de higiene. As pessoas tinham que ser abanadas o tempo todo, não só pelo calor, mas pelo mau odor que exalava por debaixo das saias. As saias foram feitas para se limpar e conter o cheiro das partes íntimas. Por não haver o costume de tomar banho pelo intenso frio e a falta de água encanada. Os nobres tinham lacaios que os abanavam o tempo todo, assim espantava o fedor da boca, do corpo e as moscas e insetos que eram atraídos pelo mau cheiro. Os enormes e lindos jardins eram usados como banheiro na época, principalmente em dias de festas. 


A maioria dos casamentos ocorria no mês de junho, início do verão. O motivo era porque o primeiro banho do ano era tomado em maio. Em junho o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Alguns cheiros já começavam a incomodar as noivas, por isso carregavam buquês de flores para disfarçar o mau cheiro. Por isso temos o maio como "mês das noivas" e a origem do "buquê de flores" nos casamentos.  


Os banhos eram tomados em um recipiente (chamado tina) para todo mundo. Colocavam água quente, e em seguida entrava o chefe da família primeiro. A ordem era seguida conforme a hierarquia de idade. Depois entravam as mulheres e por fim as crianças. Os bebês eram os últimos a entrarem na água que já estaria bem suja, sendo possível perder a cria lá dentro. Por isso surgiu a expressão "não jogue o bebê fora junto com a água do banho" (expressão usada para se referir aos mais apressados). 

Os telhados das casas não tinham forro, eram apenas sustentadas por vigas de madeira, local onde os animais: cães, gatos, ratos e besouros; se alojavam e se aqueciam. Se chovesse, os animais seriam obrigados a pular para o chão. Por isso, a expressão "está chovendo canivete" veio da expressão em inglês "está chovendo gatos e cachorros".  

Pessoas mais abastadas possuíam pratos de estanho. Alguns tipos de alimentos oxidavam esses materiais, por isso muitas pessoas morriam envenenadas. Os tomates, por exemplo, são muito ácidos e por isso eram considerados venenosos. sem contar que os hábitos de higiene da época deixavam a desejar e juntamente com o condicionamento dos alimentos, contribuíam para a deterioração, mal estar e o envenenamento das pessoas. Os copos de estanho serviam para beber cerveja ou whisky e essa combinação, muitas vezes derrubava o indivíduo. Uma espécie de narcolepsia ocorrida pela junção da bebida alcoólica com o óxido de estanho do copo. A pessoa ficava aparentemente no estado de um morto. Por isso, recolhiam o corpo e colocavam-no em cima de uma mesa na cozinha por alguns dias. A família ficava em volta, comendo, bebendo e cuidando do corpo para ver se o indivíduo acordava ou não. Assim surgiu o velório. A Inglaterra era considerado um lugar pequeno e que não haveria espaço para enterrar muita gente, então deixavam o caixão aberto. Depois de uns dias, retiravam os ossos, enterravam em ossários e usavam o caixão e o túmulo, para outro morto. Algumas vezes, o caixão era aberto depois de um tempo e dava para ver os arranhões, isso indicava que a pessoa tinha sido enterrada viva. Por causa disso, começaram a amarrar um sino no pulso do suposto morto, e passar uma cordinha por um buraquinho no caixão. Se a pessoa estivesse viva fazia barulho ao puxar a cordinha e acionar o sino. Então depois do enterro, ficava alguém de guarda ao lado do túmulo, por uns dias. Se a pessoa acordasse, o movimento do braço faria barulho com o sino e poderia ser "salvo pelo gongo" (expressão popular que indica ser salvo por um alarme ou sino).

            

Por: Profa. Vanessa Candia.

sábado, 24 de fevereiro de 1990

Higiene no início da Idade Moderna.


Palácio de Versalhes, Paris, França.
Anos de 1600 a 1700.

Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se  que o   suntuoso Palácio não tem banheiros.
Na Idade Média, não existiam escovas de dente , perfumes, desodorantes,           muito menos papel higiênico.                            
As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas.
Em dia de festa a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para  l.500 pessoas sem a mínima condição de higiene.
Vemos nos filmes as pessoas sendo abanadas.A explicação não está no calor, mas  no  mau  cheiro  que  exalavam  por  debaixo  das  saias  que eram feitas propositalmente para  conter os  odores das  partes  intimas  já  que  não   havia adequada higiene.
Também  não  havia  o  costume  de  se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência  de  água  encanada. O  mau  cheiro  era  dissipado  pelo  uso  do abanador.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o  corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já visitou Versalies  admirou  muito os jardins enormes e   belos que, na  época, não  eram simplesmente contemplados,  mas  “usados” como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela  monarquia, porque lá também não havia banheiros. 
Na Idade Média, a maioria dos casamentos  ocorria nos meses de junho (para eles o inicio do verão).
A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas era ainda tolerável. 
Entretanto,  como os   Odores  já  começavam, a  incomodar,  as  noivas carregavam  buquês,  junto  ao  corpo,  para disfarçar o mau cheiro.  Dai       termos  Maio  como o  mês  das Noivas ,  e  a  explicação da origem dos buquês de noiva. 
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente, e o chefe  da  família  tinha  o  privilégio  do  primeiro banho na água limpa.
Depois  sem  trocar  a  água,  vinham   os   outros   homens  da  casa,  por ordem de idade,  as  mulheres  também  por idade,  e  por fim, as crianças.
Os bebês eram os últimos a tomarem banho.
Quando chegava  a  vez  deles,  a água já estava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro. 
É por isso que  existe a  expressão  em  inglês ”don´t throw the baby out with the bath water”, literalmente “Não jogue  o  bebê  fora  junto  com a água do banho”, que hoje usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados  das casas  não tinham  forro e as  vigas de madeira   que os sustentavam  eram  o melhor  lugar  para  os animais – cães , gatos, ratos  e besouros se aquecerem. 
Quando   chovia, as  goteiras  forçavam os  animais  pularem para o chão assim   a  nossa expressão “está chovendo canivete”   tem  o  equivalente  em  inglês “it´s raining cats and dogs”  (está chovendo gatos e cachorros).
Aqueles que tinham dinheiro possuíam  pratos de estanho.Certos  tipos de alimentos  oxidavam  o material, fazendo  com  que  muita  gente morresse envenenada.
Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram alimentos considerados, durante muito tempo venenosos. 
Copos de estanho eram usados para cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava  o indivíduo “no chão” (numa espécie de  narcolepsia  induzida pela mistura da  bebida alcoólica com oxido de estanho.
Alguém   poderia  pensar  que ele estivesse morto,  portanto recolhia o corpo e preparava o enterro.
O  corpo   era então  colocado sobre  a  mesa da cozinha  por alguns dias e a família  ficava  em volta,  em vigília,  comendo e bebendo e esperando para ver         se o morto acordava ou não.
Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra país de território pequeno, é onde nem sempre havia espaço para se  enterrarem  todos  os  mortos. Então  os  caixões  eram  abertos,  retirados os ossos , colocados   em  ossários,  e  o  túmulo  usado  para  outro  cadáver.
As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, pelo  lado  de  dentro, o  que  indicava que aquele morto, na verdade havia sido enterrado vivo.
Assim surgiu a idéia de  ao se fechar os caixões,  amarrar  uma  tira  de  pano no pulso do defunto, passá-la por um  buraco feito no caixão e amarra-la a  um  sino.
Após o enterro alguém ficava de  plantão ao lado do túmulo durante alguns dias. Se  o  indivíduo  acordasse,  o  movimento  de  seu braço faria o sino tocar  e ele seria  “ saved by de bell”,   ou literalmente   “salvo pelo gongo”,    expressão  que utilizamos até os dias de hoje.
Fonte de arquivo pessoal.