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quinta-feira, 26 de março de 2020

Massacre africano: a Alemanha realizou o brutal genocídio na Namíbia.

MASSACRE AFRICANO: ANTES DO HOLOCAUSTO, A ALEMANHA REALIZOU O BRUTAL GENOCÍDIO NA NAMÍBIA

O extermínio dos Herero e Namaqua foi o primeiro morticínio do século 20, mas nunca recebeu tanta atenção como as atrocidades cometidas pelo Terceiro Reich
PAOLA CHURCHILL PUBLICADO EM 26/03/2020
Povo Herero após conflito com as tropas alemãs
Povo Herero após conflito com as tropas alemãs - Wikimedia Commons
Muito antes do Holocausto, os alemães realizaram seu primeiro genocídio. Mas, diferente da outras atrocidades feitas contra a comunidade judaica, pouco se ouviu falar sobre as crimes cometidos contra o povo na Namíbia.
O massacre alemão visou duas nações africanas, os Herero e os Namaqua. Os colonizadores não poupavam esforços para destruí-los, entre as táticas estavam: envenenamento de água potável, açoitamento de crianças e realização de experimentos médicos nos prisioneiros.
Campos de concetração em Shark Island/ Crédito: Wikimedia Commons

Começo do massacre
Em 1880, as nações europeias começaram a transformar a África em posses coloniais. Essa corrida pelo poder teve um custo muito alto, principalmente nos lugares que resistiram a essa invasão. A parte da África que pertencia à Alemanha, hoje é a Namíbia. Os colonos afirmaram que usaria de todos os modos para manter seu território, inclusive massacrar uma nação inteira.
O povo Herrero liderou uma revolta para salvar seu território. Isso levou ao extermínio de 80% da população africana que lá residia. Os sobreviventes dos combates eram levados a campos de concentração.
O lugar que eram feitas as tortura se chamava Shark Island. Sob os cuidados macabros do Dr. Bofinger, os prisioneiros eram: decapitados; era injetado neles arsênico e ópio; e, muitos deles sofriam estupros e abusos.
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Arte do conflito dos Herero com as tropas alemãs/ Crédito: Wikimedia Commons
Só um pequeno número de pessoas sobreviveu às atrocidades, e quando foram libertadas, estavam famintos e a ponto de morrer.
O contra ataque
Com 80% da população dizimada e sem terra, os Herero não queriam parar de lutar contra os colonizadores. Em 1904, liderados pelo chefe Samuel Maherero, um ataque surpresa matou pouco mais de 100 agricultores europeus, mas foram poupados missionários, mulheres e crianças. O foco era os donos de terra e a estação militar de Waterberg.
Assim que soube das notícias, o Kaiser Wilhelm II — que coordenaria as tropas alemãs durante a Primeira Guerra Mundial uma década depois — ordenou que tropas fossem enviadas para conter a rebelião. Pouco depois, o general Lothar Von Trotha voltou ao local com 14 mil soldados.
A justificativa para mais mortes era a que os africanos estavam focando sua raiva nas mulheres brancas indefesas, sendo isso apenas uma desculpa, já que os soldados Herero não feriram a população feminina que lá morava.
Como não tinham como combater o comboio alemão, os africanos fugiram para o deserto de Omaheke. A terra seca fez com que os sobreviventes morressem de sede e fome. 
O povo Namaqua
O chefe da população Namaqua, Hendrik Witboi juntou-se aos Hereros para combater as tropas de Von Trotha. Apesar das tribos serem rivais, Witboi não queria a colonização alemã em seu espaço e decidiu se unir a tribo inimiga com o objetivo de acabar com as tropas estrangeiras.
A guerra durou dois anos, em muitas batalhas, os Namaqua saíram vitoriosos. Mas tudo acabou quando durante uma dessas lutas, o líder Hendrick caiu lutando. Seus esforços até hoje não foram esquecidos, tanto que seu rosto estampa a moeda da Namíbia.
Os três anos seguintes após o massacre, homens das duas tribos eram executados. As mulheres e crianças eram forçadas a trabalhar em projetos coloniais como ferrovias, docas e prédios. Muitas das construções ainda se encontram na cidade.
O legado deixado
Em 1945, após a barbárie que aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial, a Organização das Nações Unidas decidiu que tomaria medidas para que eventos como aqueles nunca mais acontecessem.
O líder das tropas Namaqua, Hendrix Witboi e o General Alemão Von Trotha/ Crédito: Wikimedia Commons

A ONU avaliou o massacre alemão sob a população africana como o primeiro exemplo de genocídio do século XX. As ordens do general Von Trotha fizeram com que três quartos da população herero fosse morta.
Ápos o extermínio a civilização que antes era de 80 mil, depois de todos os incidentes se resumiu a 15 mil refugiados famintos e sem terra.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018


Bandeira da Namíbia.

         A Namíbia é um país da África. A história da Namíbia é recente porque anteriormente não havia nada escrito e registrado sobre ela. Há bastante evidência arqueológica que indica que o povoamento iniciou em 25.000 anos atrás. A Namíbia é um país diversificado de caçadores e coletores, pastores tradicionais, fazendeiros comerciais e de subsistência, comerciantes, mineradores e pescadores. sem dúvida os amis antigos povos são os bosquímanos e o povo san, cujos registros são pinturas rupestres em Damarolândia, Twyfelfontein e Brandbeng. Atualmente 35.000 bosquímanos vivem na Namíbia. Os povos damara e nama, se estabeleceram na região depois dos bosquímanos. Outros povos que também vivem lá são os herero e os himba. O povo herero pode ser distinguido pelos trajes vistosos e vitorianos. Enquanto que o povo himba semi-nômade, é famoso por se cobrir de otjize, uma mistura de gordura de manteiga e ocre, que confere uma tonalidade avermelhada a sua pele, essa pasta protege do sol e dos insetos. O povo awambo vive nas regiões do país onde a agricultura e a pesca são proveitosas. 

        A culinária é diversificada. Comem muitos aspargos verdes, ostras e trufas. Os pontos turísticos mais conhecidos são: Parque Nacional Namb-Naukluft, Okaukuejo Waterhole, Cruzeiro no Rio Okauango, Etosha National Park, Swakopmund, Monte Brondberg, Waluis Bay, etc. A Namíbia possui 5% de reservas de Urânio, poderoso mineral, no mundo. Também possui 13 grupos étnicos diferentes. Falam 16 línguas e dialetos no país. A Tribo Himba é a mais famosa por sua pele avermelhada que atrai turistas e fotógrafos do mundo todo. O Fish River Canyon é o segundo canion maior do mundo. O Deserto do Namibe é o mais antigo do mundo e tem as maiores dunas domundo, ultrapassam os 320 metros e de cores laranjas por causa do ferro contido e oxidado.

       A moeda é o dolar namibiano NAD e a cotação é a mesma da moeda da África do Sul, ZAR, rand. As línguas oficiais são: a alemã, inglês e o africâner. As outras línguas regionais são faladas por muitos. Oshiwambo é falada por 48% da população e pelo povo Ouambo que mora na área chamada Ouamboland. A língua khoekhoe é a 2ª língua mias falada, por 11% da população. O africâner tem 10% dos falantes. Outros falam hereo, kwangali, bantu, fwe, kuhane, yeyi, mbufushu, khoisan, naro, kungekoka, xoó, kxoe. Alguns falam português também.             

      No início do século XX, a Namíbia era colônia da Alemanha. Após a 1ª Guerra Mundial, ela se tornou um território administrado pela Liga das Nações. Após a 2ª Guerra Mundial, a África do Sul, administrou a Namíbia, até a sua independência em 1990.

Boa pesquisa

nossa fonte: bandeirasnacionais.com, rinoafrica.com.pt