ANNIE TAYLOR: A APOSENTADA QUE DESCEU AS CATARATAS DO NIÁGARA EM UM BARRIL
Depois dela, não foram poucos os que seguiram o exemplo e se lançaram às águas do Niágara
REDAÇÃO PUBLICADO EM 30/11/2019
Figura de Annie Taylor e seu barril no Museu de Niagara Falls - Getty Images
As Cataratas do Niágara, na fronteira entre Canadá e Estados Unidos, são vistas como o lugar perfeito para turistas, amantes, e aventureiros. Com três cascatas de até 50 metros de altura, é a quarta maior cachoeira do mundo em fluxo volumétrico de água, logo acima das Cataratas do Iguaçu — que são mais altas e mais largas, mas sem o mesmo volume. É o cenário certo para ideias insanas, como descer a queda d’água dentro de um barril.
A primeira pessoa de carne e osso a se aventurar catarata abaixo dentro de um barril foi a americana Annie Edson Taylor, em 24 de outubro de 1901, em seu aniversário de 63 anos. Professora aposentada, teve a ideia para ficar famosa e ganhar dinheiro.
Annie Edson Taylor com seu barril que desceu as Cataratas / Crédito: Wikimedia Commons
Um barril impermeável e acolchoado por dentro era a sua única proteção contra a Horseshoe Falls, porção mais violenta das cataratas. Primeiro, ela enviou um gato para testar o barril. O bicho e o barril sobreviveram e, após muitos atrasos, tentando convencer seus amigos que não era suicídio, o plano foi posto em ação.
Annie entrou no barril, posto ao lado de um bote, a parte de cima foi tapada, e ar comprimido foi bombeado pela rolha, com uma bomba de bicicleta. Selado hermeticamente, o barril foi solto e, 20 minutos depois, ela foi resgatada no rio Niágara, apenas com um corte na cabeça — mas quase morrendo de asfixia.
Poucos quiseram pagar para ouvi-la. De consolo, recebeu a alcunha de Heroína das Cataratas do Niágara.
Seguindo o exemplo
Nas décadas seguintes, 16 pessoas seguiram o exemplo de Taylor, nem todas com sucesso. Do dublê americano Charles Stephens, que enfrentou as cataratas em 1920, só foi encontrado o braço direito. Se a intenção dele era fama, conseguiu: o episódio lhe rendeu alguns minutos no documentário As Mais Estranhas Formas de Morrer, do Discovery Channel.
Mas não é só fama que os aventureiros do Niágara buscam — alguns saltaram com uma causa. Foi o caso da dupla de canadenses Peter Debernardie e Jeffrey Petkovich, em 1988. Queriam mostrar para as crianças que existiam coisas melhores para fazer além de usar drogas.
As Cataratas do Niágara / Crédito: Pixabay
Antes de você se animar, saiba que descer as cataratas é crime. Em 1951, o Parque Nacional do Niágara se viu obrigado a proibir o ato e aumentar a multa para quem pulasse nas cataratas sem permissão — de meros 100 dólares, hoje pode chegar a até US$ 10.000.
Sem impedimento
Mas isso não foi impedimento para aventureiros, como o canadense David Munday, que sobreviveu à façanha em outubro de 1985, após ter sua primeira tentativa espetacularmente frustrada pela polícia — a qual contatou a hidroelétrica acima das quedas para diminuir o fluxo do rio, fazendo seu barril metálico entalar. Na investida seguinte, ele desceu. Mas queria mais: continuou a ser pego, preso e a persistir até seu segundo sucesso, em 1993.
David Munday ao lado do barril usado para descer as cataratas / Crédito: Reprodução
O americano Kirk Jones, que já havia descido as cataratas sem equipamento algum em 2003, decidiu tentar a sorte novamente em 2017, desta vez munido de uma bola inflável. A sua sorte, parece, havia sido gasta na primeira vez: o corpo foi encontrado 19 quilômetros rio abaixo. Lembrando que um ser humano não foi a primeira criatura a descer as cataratas num barril. Em 1901, um gato chegou antes. E sobreviveu.
Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC) fizeram uma extraordinária descoberta: eles identificaram uma nova espécie de pterossauro gigante, do tamanho de um pequeno avião, que existiu há mais de 75 milhões de anos. Os restos da criatura, batizada como Cryodrakon boreas, ou Dragão Congelado do Norte, foram encontrados no Dinosaur Provincial Park, no sul de Alberta, Canadá. O professor Michael Habib, fã de Game of Thrones, admitiu que inicialmente sugeriu chamar a espécie de Cryodrakon viserion, em referência ao dragão de gelo da série.
O Dragão Congelado do Norte viveu durante o Cretáceo, último período da Era Mesozoica. Essa espécie pertence à família dos azdárquios, os maiores pterossauros voadores. Seu comprimento era de aproximadamente 10 metros, e ele pesava cerca de 230 quilos. Era carnívoro e se alimentava de lagartos, pequenos mamíferos e bebês dinossauros. Ele é considerado uma das maiores criaturas voadoras que já existiram na Terra.
Quando os restos desse réptil voador foram encontrados inicialmente, em 1992, os cientistas acreditaram que se tratava de outro pterossauro, o Quetzalcoatlus. Mas estudos recentes revelaram sua verdadeira identidade. A descoberta do Dragão Congelado do Norte permitirá saber mais sobre como viviam esses fascinantes animais do passado, que eram capazes de voar distâncias continentais.
Estudos sobre como o ser humano apareceu na Terra, se espalhou e se desenvolveu pelo planeta são realizados a todo momento, e sempre aparece uma nova descoberta. A mais recente mostra como o homem chegou ao continente americano há mais de 13 mil anos, no fim da última Era do Gelo. A descoberta foi feita no Canadá e publicada na revista Plos One, no final de março.
Liderada por Duncan McLaren, a pesquisa contou com a participação de cientistas da Universidade Victoria e confirmou a descoberta de 29 pegadas sob sedimentos em uma ilha da Colúmbia Britânica, localizada na costa canadense do Oceano Pacífico. Esta descoberta fez com que o grupo chegasse à conclusão de que o homem chegou ao nosso continente pela região que estava saindo da última glaciação registrada.
Na publicação da pesquisa, McLaren explica que “esse artigo detalha a descoberta de pegadas na costa oeste do Canadá, e as datações com radiocarbono mostraram que elas foram deixadas ali há 13 mil anos. Essa descoberta fornece uma evidência de que povos navegadores habitaram essa área no final da última grande glaciação”, e que pegadas de três tamanhos diferentes foram catalogadas, provavelmente de um casal adulto e uma criança – descalços – através de fotos digitalizadas.
A principal teoria defendida pelo grupo é que os primeiros humanos vieram da Ásia pela costa do Pacífico, utilizando uma ponte terrestre que ligava os dois continentes. Isso só foi possível porque o nível dos oceanos era muito mais baixo que atualmente, devido à grande presença de geleiras.
Grupos de cientistas já trabalhavam com a teoria de que o homem teria chegado ao continente por essa região, mas não havia provas concretas até agora, pois o local é coberto por densas florestas, e o acesso somente é possível por barco ou helicóptero.
Pesquisa controversa afirma que criatura viveu há cerca de 890 milhões de anos
Por: HISTORY Brasil
Até hoje, a ciência considerava que os primeiros animais surgiram há cerca de 540 milhões de anos, durante o período Cambriano. No entanto, uma nova descoberta, no Canadá, encontrou restos fósseis supostamente 350 milhões de anos mais velhos, o que representaria o exemplo mais antigo de vida animal já identificado.
Animais mais antigos do mundo?
Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature, os restos fósseis encontrados teriam 890 milhões de anos e pertenceriam a um tipo de esponja. A descoberta abriu um intenso debate entre os paleontólogos sobre a data em que ocorreu a primeira evolução de vida animal complexa.
A esse respeito, Elizabeth Turner, autora do estudo e geóloga sedimentar da Laurentian University, no Canadá, disse: “Se estou certa, os animais surgiram muito antes do aparecimento dos fósseis tradicionais. Isso significaria que há uma longa história de animais que simplesmente não foram muito bem preservados".
Muitos cientistas duvidam da correspondência entre os restos fósseis encontrados por Turner e as esponjas. Alguns especialistas até acreditam que podem não ser verdadeiros restos fósseis, mas cristais que foram formados com desenhos semelhantes aos padrões feitos por organismos vivos.