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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: O que são Hieroglifos.

 


Bibliografia: BAKOS, Margaret, O que são Hieroglifos. São Paulo: Brasiliense, 1996.

O livro "O que são Hieróglifos", escrito pela historiadora brasileira Margaret Marchiori Bakos e publicado pela Editora Brasiliense na famosa Coleção Primeiros Passos, é uma obra introdutória essencial, didática e de leitura rápida para quem deseja compreender o sistema de escrita do Egito Antigo sem se perder em termos técnicos excessivos.

Estrutura e Conteúdo da Obra

O livro funciona como uma grande porta de entrada para o universo da egiptologia, dividindo-se em tópicos cruciais:

  • Conceito Fundamental: Explica o termo "hieróglifo", denominação grega que significa "escrita sagrada".
  • Evolução da Escrita: Mostra como a escrita pictográfica egípcia se consolidou por volta de 2700 a.C..
  • Variações Populares: Diferencia os hieróglifos monumentais das formas simplificadas cotidianas, as escritas hierática e demótica.
  • A Grande Decifração: Detalha o papel histórico da Pedra de Roseta e o feito do francês Jean-François Champollion em 1822.
  • Fenômeno Cultural: Introduz o conceito de egiptomania, que é a fascinação e o uso dessas imagens na cultura moderna.

Pontos Fortes

  • Linguagem Universal: A autora adota um tom acessível, ideal para estudantes, leigos e entusiastas da história.
  • Rigor Acadêmico: Mesmo sendo um livro de bolso, carrega a sólida bagagem de uma das historiadoras pioneiras do Egito no Brasil.
  • Contextualização Social: O livro não foca apenas nos símbolos isolados, mas explica a importância social dos escribas e o peso político da religião egípcia.

Limitações

  • Falta de Profundidade: Por integrar a proposta de introdução rápida da Coleção Primeiros Passos, leitores que buscam um manual gramatical detalhado ou um dicionário de sinais podem achar o conteúdo superficial.

Considerações Finais

"O que são Hieróglifos" cumpre perfeitamente o seu papel de manual introdutório. É uma leitura indispensável para desmistificar o Egito Antigo, transformando o que parecem ser "letras ilegíveis" ou enígmas cotidianos em um sistema complexo e fascinante de preservação da memória humana.

 

sábado, 5 de dezembro de 2020

Pesquisadores descobrem hieróglifos de 5 mil anos do Rei escorpião no Sudão.

 

PESQUISADORES DESCOBREM HIERÓGLIFOS DE 5 MIL ANOS DO REI ESCORPIÃO NO SUDÃO

De acordo com análise dos arqueólogos, as escrituras podem ser evidências de um dos primeiros Estados territoriais do mundo

WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 06/12/2020

Fotografia da rocha encontrada com hieróglifos
Fotografia da rocha encontrada com hieróglifos - Ludwig Morenz / Universität Bonn

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bonn localizou quatro impressionantes escrituras entalhadas há cerca de 5 mil anos no Sudão. Os hieróglifos foram analisados por historiadores, que intitularam a obra como "Domínio de Horus Rei Escorpião", contendo um símbolo circular de demarcação territorial de um líder político.

O estudo, noticiado pelo jornal britânico Daily Mail, relata que a área era incomum para a construção de comunidades em aproximadamente 4000 a.C., podendo ser uma prova da migração e colonização nas regiões ao redor do rio Nilo.

Decifrando os códigos, os arqueólogos concluíram que a movimentação teve o rei Escorpião como articulador, por volta do ano 3070 a.C. — sem maiores informações sobre período de reinado e ações governamentais. Com a pedra, é possível analisar o domínio do governante como uma das primeiras evidências históricas sobre o surgimento de um Estado territorial.

Reprodução digital dos hieróglifos encontrados na rocha / Crédito: Umzeichnung David Sabel / Universität Bonn

 

Ludwig Morenz é pesquisador da Universidade de Bonn e foi um dos autores da análise, explicando o sinal de demarcação de um governante: "É precisamente por isso que a nova descoberta da inscrição na rocha é tão valiosa. [...] Apesar de sua concisão, a inscrição abre uma janela para o mundo do surgimento do Estado egípcio e da cultura associada a ele", concluiu.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.

fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/pesquisadores-descobrem-hieroglifos-de-5-mil-anos-do-rei-escorpiao-no-sudao

domingo, 15 de setembro de 2019

Como ler textos em hieróglifo? Entenda como funcionava a escrita dos antigos egípcios.

COMO LER TEXTOS EM HIERÓGLIFO? ENTENDA COMO FUNCIONAVA A ESCRITA DOS ANTIGOS EGÍPCIOS

A mais famosa língua antiga, os hieróglifos são formados por imagens e frases estruturadas
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 15/09/2019.
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- Reprodução
Os hieróglifos são muito famosos. Nesta forma de escrita, as palavras são formadas por pequenas imagens que compõem uma grande sequência de ícones, formando frases e enunciados. 
Primeiramente, é importante destacar que são necessários anos de estudo e prática de leitura e tradução dos textos egípcios para ser uma pessoa versada nos hieróglifos, sendo que esse tipo de escrita é bastante complicada para ser 'traduzida'. Esse texto é somente uma introdução para que se tenha uma ideia básica do que são os hieróglifos e como eles funcionam.
Hieróglifo é um nome posterior dado pelos gregos a esse tipo de escrita. Significa “escrito dos deuses”, pois sua origem está diretamente associada ao Deus Toth, que forneceu a forma para que os homens eternizassem as histórias e os conhecimentos adquiridos. Esta forma era conhecida por uma pequena esfera da sociedade egípcia antiga, restrita a grupos ligados ao palácio e aos tempos, como sacerdotes, escribas e agentes funerários.
A primeira tradução dos hieróglifos só foi possível com a descoberta de um monumental artefato egípcio do fim do Império, a conhecida Pedra de Roseta. A pedra possui um texto escrito em hieróglifos, em demótico e em grego, possibilitando que o arqueólogo Jean-François Champollion decifrasse os grifos baseados na tradução grega e escrevesse o livro Relative a l'Alphabet des Hiéroglyphes Phonétiques, sobre o alfabeto fonético dos egípcios. Desde então, as traduções do hieróglifo se baseiam na esquematização de Champollion.
 Pedra de Roseta, no British Museum / Crédito: Wikimedia Commons
Não se sabe exatamente a forma de elocução das frases do hieróglifo à fala, pois os textos não marcam nem as vogais utilizadas nas palavras nem as tônicas. Isso faz com que o hieróglifo seja somente uma forma de marcação escrita.
Ao mesmo tempo, é necessário entender que não existe uma única gramática de hieroglifismo, pois esta forma de registro foi usada por milênios, passando por mudanças e diversas renovações. É normal que se divida em egípcio arcaico (Antigo Império), egípcio intermediário (Médio Império) e egípcio tardio (Novo Império), mas entre esses blocos há mudanças mais específicas que complicam a leitura. 
Partindo dessa introdução, é cabal para se entender esse sistema de escrita que existem três tipos principais de hieróglifo na escrita egípcia.
1. Ideogramas.
São imagens traduzidas como aquilo que ela mesma representa. Ou seja, glifo é mimeticamente ilustrador daquilo que ele traduz. Por exemplo, se um desenho de um pássaro é um ideograma, ele representa o animal que aparece no desenho.
2. Glifos fonéticos.
Neste caso, são imagens que representam fonemas da fala. Normalmente, esses fonogramas marcam as sílabas das palavras, a não ser que sejam unicamente compostas por vogais, que possuem hieróglifos específicos para essa função.
3. Determinativos.
Imagens que não se traduzem em fala, estando presentes no texto escrito. São marcadores que, literalmente, determinam o gênero da palavra que acompanha (por exemplo, um nome carrega o determinativo de “nome”, um rio específico carrega o determinativo de “rio”).
Exemplos de fonemas básicos do egípcio antigo / Crédito: Reprodução
A escrita egípcia era baseada no registro das sílabas. Ou seja, os hieróglifos não são exatamente um alfabeto, pois essa estrutura de escrita é uma invenção dos ugaríticos, que passarão, por exemplo, para os gregos posteriormente. Diferentemente, cada hieróglifo não representa uma letra, mas uma sílaba fonética que tem como base a fala direta.
Outra dificuldade da leitura dos hieróglifos está na disposição das palavras. Em primeiro lugar, não há um padrão da ordem da linha, então as frases podem estar escritas de cima para baixo, da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda.
Em geral, os especialistas indicam que o começo das frases está na direção do olhar dos desenhos. Como muitos glifos são desenhos de animais, essa dica é bem possível de ser percebida.
Ao mesmo tempo, não há uma delimitação visível de quando acaba uma palavra e começa a outra, sendo que as palavras são compostas normalmente por mais de um desenho.
Normalmente, a marca do fim da palavra está no determinativo, mas essa percepção depende muito do olho do leitor e exige certo costume de leitura para ser percebida. Ou seja, mais do que dicas para saber a separação das palavras em um texto, é necessário se acostumar com a confusão das imagens.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Aula sobre Hieróglifos.




Uma breve aula sobre os Hieróglifos e alguns exemplos. Material feito pela Prof. Vanessa.

Abaixo uma publicação de um caderno para aprender a desenhar e escrever os hieróglifos.



Boa pesquisa.

domingo, 19 de julho de 1970

Encontrada a Pedra de Roseta, a chave para o enigma dos hieróglifos.

19.JUL.1799
Neste dia, em 1799, durante a campanha de Napoleão Bonaparte no Egito, um soldado francês encontrou uma laje de basalto negro com umas inscrições antigas perto da cidade de Roseta, a 35 quilômetros ao norte de Alexandria. A pedra, de formato irregular, continha fragmentos de passagens escritas em três idiomas diferentes: grego, hieróglifos egípcios e demótico egípcio. De acordo com arqueólogos, o grego antigo da Pedra de Roseta foi escritor por padres em homenagem ao rei do Egito, Ptolomeu V, no século II a.C. O mais surpreendente, contudo, era que a passagem grega anunciava que os três textos possuíam o mesmo sentido. Desta maneira, a Pedra Roseta é considerada a chave que resolveu o enigma dos hieróglifos, uma linguagem considerada "morta" por quase 2.000 anos. Uma vez que as inscrições da Pedra de Roseta foram traduzidas, a língua e a cultura do antigo Egito passaram a ser um livro aberto para os cientistas.
Quando Napoleão, imperador conhecido por sua visão esclarecida, educação, arte e cultura, invadiu o Egito em 1798, ele levou consigo um grupo de estudiosos e ordenou que coletassem todos os artefatos culturais que pudessem ser importantes para a França. Mais tarde, quando os britânicos derrotaram Napoleão, em 1801, eles tomaram posse da Pedra de Roseta. Desde 1802, o Museu Britânico em Londres abriga a preciosidade histórica com exceção de um breve período durante a Primeira Guerra Mundial Naquela, quando o museu foi transferido para um local subterrâneo em separado, juntamente com outros itens insubstituíveis da coleção do museu, para proteção da ameaça de bombas.

Descubra como escrever seu nome com hieróglifos do Antigo Egito:


nossa fonte: https://seuhistory.com/hoje-na-historia/encontrada-pedra-de-roseta-chave-para-o-enigma-dos-hieroglifos