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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: O Impressionismo.

    

       Movimento artístico e escola de pintura surgido na França no séc. XIX. É a impressão tal qual foi percebida materialmente. O pintor se propõe a representar a partir das suas impressões pessoais, sem regras estabelecidas. A visão sempre renovada em função da luz e de suas variações, passará a ser o verdadeiro tema do quadro. Os pintores vão trabalhar ao ar livre. 

       Os aspectos mais efêmeros vão atrair os pintores: o mar, seus horizontes, o céu, as nuvens, o sol e suas vibrações, a fumaça, a neve, etc. Os pintores serão levados a executar séries que acompanham as transformações de um determinado local em diversas horas do dia. Os artistas não representarão as formas e abandonam alguns princípios tradicionais da arte pictórica. É banido o desenho e o contorno que define com precisão. A perspectiva deixa de ser baseada nas regras e é realizada em primeiro plano pela degradação de coloridos e tons que marcam o espaço e o volume. 

          Uso das cores azul ultramar, cobalto, azul da Prússia, cerúleo, etc. Uso de tons de maior grau até o mias claro. As sombras são coloridas. Excluem negros, cinzentos, marrons ou terra. Preferem tons de azuis, verdes, amarelos, laranjas, vermelhos e violetas. 

         O impressionista vê as linhas reais e vivas sem forma geométrica, mas construídas com mil pinceladas irregulares que de longe estabelecem a vida. O impressionista vê a perspectiva criada por milhares de pequenos tons e pinceladas. O impressionista vê de forma em vibrações coloridas. Tudo se resolve e aparece. O que se obtém na tela são as vibrações coloridas. 

       A origem da palavra "impressionismo" pode ter vindo de um artigo intitulado " A exposição dos impressionistas", escrito pelo jornalista Louis Leroy em 25/04/1874. Inspirado por uma tela exposta de Claude Monet (impressão do sol nascente), que hoje a obra encontra-se no Museu Marmottan em Paris, na França. Segundo Louis Leroy, a palavra impressionista, marcava o artista que abandonava a expressão tradicional e traduziu melhor as suas impressões visuais. O impressionismo já tinha sido designado para essa nova maneira de pintar. O texto "Souvenirs" de Antonin Proust, falando sobre o artista Edouard Manet, foi estudado por Louis Dimier, que encontrou a palavra nascida de uma discussão de 1858. 

    Os elementos que fazem parte da base impressionista são valores sutis da luz e da atmosfera. Manchas ou pinceladas coloridas sugerem a mobilidade da vida com essência realista. Efeitos sugeridos pela cor e a luz. Os artistas não são considerados grandes desenhistas, mas sim, grandes coloristas que buscam a riqueza e a beleza da pasta. 

       Em Veneza, cidade das miragens coloridas, que acreditam ser o local de nascimento da estética de luz, cor e sensação dos princípios básicos. Uma feitura livre com pinceladas visíveis, buscam traduzir os reflexos luminosos que propiciam a ilusão da vida. Na Espanha, a Península Ibérica é marcada e retratada por El Greco, Velázquez e Goya. 

        El Greco (1541-1614), introduz em 1577, uma técnica original, pinceladas fragmentadas, coloridas e ousadas como manchas vibrantes. 

        Os retratos de Velázquez são esboçados por manchas voluntariamente imprecisas.

          Chardin (1699-1779), pratica os retoques e reflexos. Não pinta paisagens. Pinta objetos e natureza morta. Emprega pequenas pinceladas justapostas como uma mistura ótica de tons.

         Fragonard (1732-1806), é um colorista e sua técnica é em hachuras fragmentadas, apressadas e vibrantes que traduz a cintilação luminosa e a turbulência da vida. 

           Eugene Delacroix (1798-1863), explicou o "mistério dos reflexos", também chamados de "reflexos auditivos". Onde 2 dois tons se tocam e se roubam mutuamente. Um ganha o tom do outro e pode surgir um outro tom no meio desta mistura. 

Bibliografia: SERULLAZ, Maurice, O Impressionismo, 13 Coleção Cultura Contemporânea, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1989.                

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Educação Artística II.

Educação Artística II.

Tradição clássica – Mimesi – Imitação – Modernidade – conceito de sistema de arte.

Campo artístico = Academia de Belas Artes, Salões de Belas Artes e Museus, geralmente são mantidos pelo Estado.

Campo artístico moderno = Academia de Belas Artes, Salões de Belas Artes, Museus, podem ser mantidos pelo Estado ou Privados, já as escolas privadas, os salões privados, as galerias de arte e os críticos de arte, são somente privados.

Período Arcaico.

Características orientalistas, corós é a figura masculisna e a coreia é a figura feminina. Os padrões de pose continuam retos, a mulher com os cabelos caídos nos ombros e com a mão no peito. São formas de representação rígida e o homem com uma anatomia estática, esquematizada.

Na tradição clássica, vemos o Odoríforo de Policleto com sua estatura perfeita. O Discóbulo de Policleto com a noção de movimento, onde a figura está concentrada no lançamento e o corpo é perfeito.

Bibliografia de Artes.

PONTUAL, Roberto. Dicionário de artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro, Civ. Brasileira, 1969.

TELLES, Gilberto Mendonça. Vanguardas europeias e modernismo brasileiro. Petrópolis, Vozes, 1982.

ZANINI, Walter. História da arte no Brasil. São Paulo, Instituto M. Moreira Salles, 1983.

______. A arte no Brasil nas décadas de 1930-40. São Paulo, Nobel/EDUSP, 1991.

ZÍLIO, Carlos. A querela do Brasil. Rio de Janeiro, FUNARTE, 1982.


Por: Vanessa Candia.

Prof. de História da Arte.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Curso Recursos para Arte.


Curso Tics Educacionais: Recursos para Arte. 

Capacitação Governo do Estado do RS.

Porto Alegre, 11 de maio de 2020.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Texto: "A Imitação de Cristo". De Tomás de Kempis.


Texto: "A Imitação de Cristo", produzido no Séc. XII
De Tomás de Kempis.

O século XII foi uma época de grande crise, guerras, peste bubônica e muita mortandade. O fiel tem que se identificar com Cristo por que Ele, carregando a sua Cruz, é o modelo de virtude através do sofrimento... Com o Renascimento, inicia-se o movimento Racionalista, em contrapartida ao misticismo da Idade Média. Questões dogmáticas importantíssimas como a Ressurreição de Cristo, começam a ser questionadas pelo Racionalismo. Tomam-se comuns no interior das igrejas as pinturas enfocando o motivo Jesus Ressuscitando (nas Igrejas brasileiras, particularmente, nas Barrocas, aparecem mais as imagem do Cristo Crucificado e não as da Ressurreição...). Portanto, a temática da Ressurreição remete a um contexto histórico e social bem preciso: a luta contra o Racionalismo científico e anti-cristão (a Bíblia tem vários outros exemplos de morte e ressurreição, como a de Lázaro, por exemplo, com a diferença deque os outros ressuscitados o foram pela ação exterior de um profeta ou do próprio Cristo, ou seja, independentemente da vontade do mono. Já a ressurreição de Cristo é diferente por que ocorre pelo seu próprio poder, fato que passou a ser da maior importância no debate suscitado pelo Racionalismo Renascentista). A Igreja inicia, então, um movimento político de afirmação do seu mais caro dogma, o da Ressurreição de Cristo, por meio da Arte (a trajetória da Arte Sacra, aliás, tem sido marcada, no decorrer da história, pelo fato de que, a cada novo surgimento de contestação a seus dogmas, a Igreja reage utilizando-a como instrumento político: ela tem uma noção bem clara de que a arte é um grande ferramenta ideológica através da qual pode passar seu conteúdo doutrinário aos fiéis...). A propósito disto, o Abade São Hugo, erudito medieval e crítico de arte, recomendava aos artistas: quando forem trabalhar na Igreja, lembrem-se de que ela não é apenas um prédio, é o local onde as pessoas se reúne para cultuar a Deus, e portanto, tem que ser como um livro aberto onde os fiéis possam ler as verdades da fé. Como a maioria dos fiéis de então era analfabeta, seria inútil transcrever textos sagrados nas paredes. Eram necessárias sim, pinturas, esculturas e vitrais, com motivos bíblicos, com signos claros e conhecidos. Em termos contemporâneos, utilizando-se da linguagem moderna do Cinema, por que se produzem tantos filmes bíblicos? (quase sempre centrados na Crucificação e não na Ressurreição de Cristo) Com a crise da modernidade estão se esvaziando no ocidente os valores ético - cristãos, - ao contrário do que ocorre nos países orientais e de cultura islâmica onde há um fortalecimento da fé - havendo, então necessidade de um reavivamento dos valores da fé. Também, devido ao tensionamento político no oriente próximo, pelo acirramento do conflito judeu/palestino, tem havido inúmeras produções cinematográficas cujo tema bíblico tem função inequívoca de propaganda sionista. E o cinema é o instrumento cultural e político que melhor otimiza esse propósito.

fonte: resumo do Curso de História da Arte. Arquivo pessoal.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Ninguém sabe onde está o quadro mais caro do mundo.

ARTES PLÁSTICAS
Em 2017, o quadro "Salvator Mundi", atribuída ao genial Leonardo da Vinci, foi vendido por mais de 450 milhões de dólares a um príncipe saudita. Agora, quando a obra-prima deveria ser exposta na sucursal do Museu do Louvre, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), não se sabe seu paradeiro.
De forma extraoficial, os empregados do museu disseram não ter conhecimento sobre onde a obra se encontra. Assim, pode-se compreender por que a mostra que havia sido planejada para setembro de 2018, na qual o quadro seria a estrela, foi cancelada. Até agora, ninguém deu uma explicação oficial.
[VÍDEO RELACIONADO: A verdadeira face de Leonardo Da Vinci - Restrato ou auto-retrato?]
Entre as muitas especulações que existem em torno do paradeiro de “Salvator Mundi”, existe uma que afirma que o quadro se encontra nas mãos do homem que comprou a obra, o príncipe saudita Bader bin Abdullah bin Mohammed bin Farhan Al Saud, ainda que não haja uma confirmação oficial. Alguns especialistas questionam a atribuição da pintura a Leonardo da Vinci. Também há a hipótese de que a autoria da obra esteja sendo analisada antes de sua exibição.
O quadro de da Vinci é uma pintura a óleo de 45cm X 66cm, elaborada próximo ao ano 1500. Considerado o quadro mais caro do mundo, representa Jesus Cristo vestido com uma túnica renascentista, fazendo uma bênção com a mão direita e segurando uma bola de cristal com a mão esquerda.
Fonte: NY Times 
Imagem: Domínio Público

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Atividade para Dia de Los Muertos - México.


Atividade para Pintar.

Dia de Los Muertos de México. 







Os alunos pesquisaram imagens para pintar.

A pesquisa foi feita pelos alunos: Maria Valéria, Ricardo Emanuel, Thiago e Rosana.

Boa pesquisa.

sábado, 8 de abril de 2017

História da Arte.

História da Arte I ou História da Cultura Artística I.

A ARTE GREGA.

- o período arcaico,
- o período clássico,
- o período helenístico,
- influências da arte grega no R.G.S.

A ARTE ROMANA.
- o período republicano,
- o período imperial,
- o período helenístico,
- influências da arte romana no R.G.S.

A ARTE MEDIEVAL.
- a arte românica,
- a arte gótica,
- influências da arte românica e gótica no R.G.S.

A ARTE RENASCENTISTA.
- o quatro cento,
- o cinquecento,
- influências da arte renascentista no R.G.S.

A ARTE BARROCA.
- o barroco e a contra-reforma,
- o barroco e o absolutismo,
- o barroco no Brasil.

Início da História da Arte a partir do Século IV a.C.. Podemos partir deste pressuposto, o que é necessário é a dedicação do artista, praticar o seu Dom, não importar-se com outros problemas, mas em uma sociedade complexa, não em uma sociedade simples.


A base material é mais importante, se chama de excedente para haver um surto artístico, produzir o excedente econômico, a arte e os materiais do artista sempre serão um bom investimento. O excedente não é suficiente para que ocorra o surto artístico. Precisa ser reforçado pelo suporte de motivações, que pode ser um grupo político, social, religioso, estético, este é constituído por vários mas necessita a combinação com a base material, é um modelo teórico e precisamos seguir. A proposta é esse modelo servir para explicar o grande desenvolvimento da arte grega no período clássico?

A arte GREGA foi um período que vai de 550 a.C. a (+ou-) 330 a.C. As obras foram feitas em grandes quantidades e qualidades e até hoje servem para todos. É uma arte modelo e no período que esse grande surto artístico aconteceu. Por volta de 700 a.C. começou a formar a base material, a população grega vivia na Grécia continental.


A POLIS era um perímetro urbano cercado por terra onde desenvolviam atividades econômicas principalmente azeite e vinho e criação de gado de pequeno porte, e por volta de 700 houve um aumento vegetativo da população e encontrou insuficiência para alimentar todos. Uma POLIS era constituída por genos que eram famílias compostas de parentes. Quando a situação apertou alguns membros (parentes distantes, primos de 3º grau), forma embora procurar outra alternativa de vida, saindo das polis, para regiões próximas. Deslocaram-se para duas direções: foram fundar novas polis no sul da Itália, nas ilhas Sicílias, Córsega e começaram a se dedicar para a agricultura, por ser mais fértil a terra, produziram grãos de trigo, centeio e aveia, e a produção de alimentos começou a crescer. A partir daí todos estimularam as produções para trocarem e isso por sua vez, exigiu o aperfeiçoamento de construir barcos e descobrir técnicas de navegação, uns tornaram-se manufatureiros, outros agricultores, mercadores, e a da cerâmica eram feitos grandes vasos para o transporte de grãos.

Muitos chefes de família dedicaram-se para a produção de cerâmica que aumentou com a produção, outros chefes dedicaram-se ao armamento, por que a população aumentou e ocasionando um aumento de violência e saques. As guerras começaram a ocorrer por volta de 530 ou 520 a.C. e a expansão do mundo grego foi espalhando-se pelo território até que chocaram-se com a PÉRSIA, onde o império persa era aliado dos fenícios e eles passaram a sentir-se invadidos e com concorrência, pois os Fenícios dominavam o comércio e a navegação desde o Egito Antigo. Confederação de DELOS.

Atenas foi invadida por que sabiam que ela guardava todas as riquezas, mas não foi muito afetada. Péricles usou de argumentos como – a cidade foi exigida e muito sofrida – para pegar o dinheiro e embelezar a cidade – aqui o modelo teórico foi usado parcialmente. Os diligentes políticos, chamados EUPÁTRIDAS (bem nascidos), eram os proprietários das terras onde estavam plantadas as OLIVAS e as PARREIRAS. Nas assembleias políticas somente os ARISTOCRATAS por terem poder políticos e terras, podiam participar, pois os manufatureiros e comerciantes não eram incluídos.

A ARTE GREGA tem os dois períodos que são O CLÁSSICO 350 A 330 AC, se desenvolveu em ATENAS pois foi a cidade líder do mundo GREGO por ser a mais desenvolvida no comércio, a prosperidade no mundo grego nunca pode abafar as rivalidades entre ESPARTA e ATENAS por serem duas cidades líderes por terem desenvolvimento no comércio, então essa rivalidade não resolvida acabou dando uma guerra pelo poder, por vários anos aonde estiveram envolvidas ATENAS e ESPARTA, se estendeu por vários anos originando enfraquecimento econômico no mundo grego a guerra começa a espalhar-se por outros lugares, e depois da guerra ATENAS não é mais a principal cidade e o poder militar tendeu-se a deslocar-se para o oriente, quem herdou a liderança do mundo grego foi a região da MACEDONIA através dos seus dois GRANDES LÍDERES o FELIPE e ALEXANDRE (O GRANDE), são estes dois generais macedônicos que vão assumir a liderança e é com o ALEXANDRE O GRANDE que o mundo grego volta a se reunificar e para isso ALEXANDRE desenvolveu um programa de conquista do oriente, para conquistar o oriente os gregos precisavam brigar com os persas, que eram inimigos tradicional dos gregos e ALEXANDRE defrontou-se e tornou-se vitorioso estas conquistas foram em 330 a.C., com isso ele conquistou uma grande parte do oriente inclusive o EGITO e depois formou-se no mundo grego um grande império, nesta formação aconteceu uma mudança política, as grandes decisões políticas a partir das conquistas em 330 a.C., e por isso COMEÇA O HELENISMO significa a expansão da cultura grega para oriente, antigamente a aristocracia de cada polis estabelecia a sua política e tinha que participar diariamente, e após as conquistas de ALEXANDRE a aristocracia ela foi se retirando da vida pública por perder o sentido a importância e ao lado disso as grandes conquistas de ALEXANDRE estenderam –se até a Pércia e na Pércia os grandes imperadores tinham acumulado em seus palácios muitos tesouros fabulosos e ele ao conquistar o império persa ALEXANDRE (O GRANDE) apossou-se de tudo e usou para transformar tudo em moedas correntes e o objetivo econômico era ampliar o comércio e fazer uma mercado comum por onde os produtos pudessem circular livremente sem barreiras para o comércio e facilitar as trocas internacionais também foi estimulado pela proteção do imperador ALEXANDRE e com a formação deste império quem aproveitou bem foram os comerciantes e formou se uma nova classe endinheirada, novos ricos, não ligados a aristocracia, estes novos ricos tinham mistura com orientais e asiáticos, na ÉPOCA HELENÍSTICA a nobreza se retirou do mundo e abriu lugar aos emergentes (novos ricos) o helenismo provocou que emergentes dominaram e passaram a impor uma nova visão mais sensacionalista e aconteceu UMA MUDANÇA SUBSTANCIAL na cultura clássica transformando-a em helenística, o helenismo foi influenciado pelo mundo erótico, muito erotismo, sexualidade, desenvolvendo o exibir-se pessoal, e grandes obras, grandes monumentos, gigantescos.

O EPICURISMO era uma filosofia de existência a vida na terra e era para ser bem vivida com prazer e com alegria, ESTOICISMO era a filosofia do desinteresse pelo mundo e pelas coisas, abri mão desta busca de prazeres terrenos e de coisas materiais, tendeu–se a aristocracia, pelo fato dela ter se recolhido, a arte grega clássica continuou sendo produzida mas para aquele grupo da aristocracia, a filosofia entra em Roma a dentro e na chegada do cristianismo este tipo de pensamento já está impregnado na aristocracia no mundo helenístico, ideia da GRÉCIA na época helenística anterior a ROMA, e quando ROMA conquistou o mundo helenístico, ROMA incorporou este tipo de pensamento. O EPICORISMO E O ESTOICISMO sempre tiveram DOIS GRUPOS um antigo que perdeu a importância política escondeu-se mas continua sendo gente culta e importante e encomendavam a ARTE CLÁSSICA e o outro grupo o novo rico queria o outro tipo de arte aquele extravagante e erótico.

TRADIÇÃO CLÁSSICA E ARTES PLÁSTICAS

A tradição é o ato de transmitir ou entregar transmissão oral de lendas, fatos etc.. de idade em idade, geração em geração. Conhecimento ou prática resultante de transmissão oral ou de hábitos inveterados.

O simulacro é a representação do homem como uma inspiração determinada à um objeto concreto de forma visual e emocionante. Ex: quadros, estatuária, poema, e etc...

O Cânone são os princípios fundamentais de uma arte. Policleto, estatuário e arquiteto grego, do séc. V a. C. aplicou seu cânone ou a teoria das proporções à sua estátua por exemplo o Doríforo.

Aristóteles considera apenas o desenho como um elemento mais especial e essencial por determinada a forma de expressão e a cor já ressalta que é apenas um enfeite complementar.

Tenho como ideia que a cor dá muitas características a mais na obra, fazendo parte da complementação total da figura, ou objeto, pois a união faz um todo mais completo e esclarecedor ,muitas vezes, dando vibração à um sentido mais potente ou opacidade à um sentido mais denso e pesado de acordo com o que o artista quer passar em sua obra. A pintura pode ser um simulacro do real, através de um impulso para a reprodução de uma fonte de entusiasmo ou de vontade própria, a partir de uma escolha criativa e definida.


A arte é uma maneira de dizer ou de realizar alguma coisa, segundo certos métodos. Ela é uma forma de aplicação dos conhecimentos à realização de uma concepção. Uma forma de habilidade e perícia ou artifício que representa o belo como poesia, a eloquência, a pintura, a escultura, a arquitetura, a música e a dança. É a capacidade que tem o homem de dominando a matéria, pôr em prática uma ideia. Um engenho que se manifesta por meios de elementos visuais e táteis, reproduzindo formas da natureza ou realizando formas imaginárias. 

No quadro Os Emigrantes, o problema social mostrando o deslocamento das figuras que possuem péssimas condições de higiene e etc., estão em busca de melhores condições, superfícies monocromáticas, que aparecem na pintura realista.

O artista Milliet, mostra em Angelos, os camponeses rezando, houve a valorização do campo, que mostra a oposição pelo crescimento industrial, as cidades estão crescendo e avançando, o sistema capitalista, a cidade é insalubre pela população, que é crescente e por isso o realismo contrapõe com os trabalhadores do campo com paisagem luminosa e colorida.

O artista Degas, não preocupado com questões sociais, trabalha com o cotidiano, na obra Família Belini, mostra que ele está preso à tradições, preocupa-se em mostrar o movimento das figuras. Pesquisou o movimento e a arte japonesa. Esta pintura tem o equilíbrio da arte clássica e depois ele se solta mais nos cavalos e nas bailarinas.

Kitagawa Utamaro, sua obra é a Limpeza da casa de fim de ano, composta pelo artista japonês.

O Palácio de Cristal, construído por Paxton, para exposição universal em Londres, as grandes nações estão presentes e de novo vemos a arquitetura de ferro, grandes espaços livres e passa a ser utilizado na construção de edifícios e teatros. O símbolo da arquitetura de ferro é a Torre Eifel, na época foi negada e considerada horrorosa, hoje é símbolo de Paris e as edificações não podem ser mais altas que a torre.

Augusti Rodin, esculpiu O Beijo, preserva o bloco e a preservação da matéria natural que é o bloco, somente os corpos estão polidos. Após esculpiu O Pensador, definiu como obra e a partir deste fez vários pensadores. 

HISTÓRIA DA ARTE II.

Tradição clássica X modernidade.
Tradição clássica – Minesis = Imitado

O homem através do seu pensamento racional é capaz de criar uma obra mais perfeita que a natureza. A mimize é a imitação. Construída em cima de cânones, um sistema de representação e equilíbrio, com Aristóteles a noção de mimize é a imitação do real. Para os romanos as individualidades das figuras eram retratadas. 

Gioto Trecento é o cenário onde as figuras estão ordenadas mostrando a organização. No renascimento constrói a tradição clássica. Quais os valores que vão permanecer a tradição clássica no renascimento a figura realçada no 1º plano e o fundo realçado no 2º plano, como por exemplo no quadro da virgem dos rochedos, a virgem é a figura humana, não tem roupas celestiais nem aureola, as figuras encontram-se num plano piramidal. O arista é um pesquisador, um intelectual e neste momento separam-se da figura do artesão por ter um fazer simples, e o artista já é mais técnico que busca através da pesquisa e do estudo para fazer suas obras. 

Sistema de arte, no século XIX, o campo artístico possuía academias de belas artes, salões de belas artes e museus, tudo era pertencente ao Estado.

No século XX, o campo artístico possuía escolas privadas de belas artes, salões privados, crítica de arte e galeria de arte, tudo era privado. Instituições diferenciadas de acordo com a época. Em cima de valores da cultura arcaica que formalizou a tradição clássica, há toda uma negação desta visão mística que caracterizou a fase arcaica, da cultura grega, ou seja de toda uma implicação sobre os fenômenos da natureza, através destes pensamentos místicos em prol de explicações racionais.

Tradição = a arte presa em valores que ainda estão presentes hoje, seja nas noções de beleza e imagens do novo cotidiano. Por que a arte é idealizada e deve-se torna-la mais perfeita que o mundo real. A arte para corrigir a natureza é igual a idealização do real. Ex. Simulacro – mais perfeito que o real, calçado em fórmulas de beleza. 

Na tradição clássica se formulou na ideia de mimezis, imitação, mas de forma corrigida, calçada na beleza e na perfeição. A gente acaba acreditando que eles eram realmente perfeitos. Uma arte com fins pedagógicos para demonstrar um mundo perfeito, mesmo que ele não seja. O que interessa para o historiador, não é só o tema atleta, mas sim estes códigos de comunicação que foram criados na tradição clássica e que revelam toda uma série de valores com as quais esta tradição se construiu. No caso em torno deste ideal de beleza da parte ocidental. Em cima destes padrões é que vemos os padrões de beleza, são totalmente estipulados.

Fase arcaica, uma arte presa a um certo orientalismo. E como exemplo temos Cooros e Cooerias, que são formas verticalizadas, frontais, estáticas. O homem com a anatomia esquematizada, a mulher com mão no peito, onde se diferenciam tanto para as representações femininas quanto as masculinas. Um dos exemplos de anatomia esquematizada com o homem é ele conter um bezerro nos ombros.

Na tradição clássica um exemplo é o ODORÍFORO, cânone de Policleto mostrando a artificialidade e um valor de equilíbrio. O Simulacro é a beleza, a perfeição. Corpo mais flexível e mais movimentado. O DISCÓBULO, de Policleto dá uma noção de movimento, que a escultura não é feita para ser vista só de frente e sim de todos os ângulos. A face não apresenta emoção apenas a concentração para o lançamento do disco.

A estátua de POSEIDON é uma escultura para ser vista de todos os lados, mostra movimento e a harmonia de um corpo atlético idealizado. Na arquitetura cria-se distorções para que ela não perca ao longo de sua harmonia arquitetônica.

Dando um salto à Roma. Reprodução da arquitetura, mas agora assume a força, mais monumental, associada a questão militar romana. Mudança em relação a tradição clássica grega onde não havia a monumentalidade ligada a força militar e sim aos padrões de beleza e perfeição como carro chefe desta arte.

O Retrato - produzido no final do império para manter viva a imagem do morto, para perpetuar a imagem do morto. Noção de imagem é a noção de algo que não existe mais que já passou. A perfeição da pintura seja pela luz, pela cor.

Dando uma salto para a Idade Média. Existem outras formas de visualização da arte ligada a religião que vai se perpetuar até o renascimento. A virgem sempre representada num mundo celestial.

A Igreja Românica - vemos Cristo no centro e do lado direito os eleitos de Cristo e no lado esquerdo os condenados por Cristo de valores religiosos.

Trecento - uma arte calçada em pesquisas e investigações do mundo real. Não se faz mais pinturas religiosas em ambiente celestial e sem em muitos terrenos. As figuras santas são mais humanas começam a estudar sobre volumes, profundidade, cores e etc. Pinturas em afrescos, que procura narra a vida e como exemplo São Francisco. A pesquisa da perspectiva temos o momento em que São Francisco se torna irmão, celebração religiosa. O cenário se faz voltado ao espectador, como um cenário de teatro, essa noção de espaço teatral começa a ser especulado com GIOTTO. (mudança da concepção do real).

A Virgem dos Rochedos - Leonardo D’ Vinci, pintura que mostra a mescla de dois lados, espaços, teatro e natureza e ao mesmo tempo a perspectiva, organização e a visualização da mesma, tem maior domínio das representações religiosas, forma piramidal, as rochas, por outro lado não é natureza comportada, e sim uma natureza carregada e fechada.

A arte agora é considerada mental, devido aos estudos científicos como matemática, ciências, biologia, anatomia e etc. O artista começa a trabalhar sozinho e assinar suas obras. Começa a ser conhecido pela sua competência pessoal. Começa a ser comercializada a arte com a nova técnica de usar a tinta à óleo, não mais apenas afrescos fixos.

De fato o que percebemos de acordo com a tradição clássica, é a maneira como ela se constitui de forma diferenciada. O que acontece de novo é que a arte contém agora um novo status, de um fazer estético e de um fazer artístico que está acima do artesanato. Acima do mero trabalho manual pois agora o artista desenvolveu toda uma pesquisa de conhecimento. Agora se valoriza este conhecimento, e o artista é agora um pesquisador e se diferencia de um artesão. Pois no clássico o artesão, ou seja aquele que trabalha manualmente não era valorizado, pois não tinha caráter próprio. Agora o artista pode fazer estas novas pesquisas. 

No trecento há toda uma retomada de um pensamento clássico que se alinha ao pensamento religioso, mas é no renascimento que todos estes valores da tradição clássica estarão mais presentes na cultura, o renascimento não é uma cópia da tradição clássica, apesar de alguma busca na tradição clássica. O renascimento tem suas particularidades apesar de calçada nestes valores da tradição clássica, mas apesar desta influência temos uma forma de expressão totalmente divina. O homem na modernidade tem uma mentalidade diferenciada pois ele sabe que é diferente do homem medieval.

O Retrato (do artista Rafael) é uma figura de um plano, com fundo material, a figura está levemente de perfil.

No Cinquecento, com Miguel Ângelo, vai se perdendo a ideia de beleza e perfeição total. Começam a representar mais o real e vemos isso como exemplo na obra Davi do artista Miguel Ângelo. A figura mostra um adolescente em completa desproporção tanto nas mãos, tronco e pescoço. Abandona o ar de beleza e perfeição, pois o adolescente é o processo de crescimento do jovem.

No Teto da Capela Sistina vemos a figura de Deus totalmente expressiva, gigantismo e no Juízo Final também é abandonada a ideia de beleza e perfeição. Observamos que há toda uma nova forma de constituição de obras.

A perspectiva como forma de ilusão do real, onde ele quer mostrar no quadro de 2 dimensões uma 3ª dimensão. A perspectiva é mais um código na qual o artista sobretudo o pintor helenista começa a trabalhar no intuito de formar uma representação.

Com Miguel Ângelo, vemos a ruptura desses valores vinculados a tradição clássica e o começo do maneirismo que é uma forma de negociação da tradição clássica, com maior liberdade para os artistas. Eles agora procuram fugir desta tradição. E lemos com Miguel Ângelo como exemplo desta ruptura com as normas clássicas. O artista procura ser mais livre.

Mas, é no século XVI que começa a ser formada as instituições como por exemplo as Escolas de Belas Artes que começam a iniciar nesta área. Também nesta época inicia-se a formação do crítico de arte e os teóricos da arte, onde vão dizer que tipos de temas e que tipos de cuidados o artista deve ter por que podem ser idealizados tanto para os interiores das igrejas como os de palácios.

Palácios X Igreja – diferença na arte que este teórico deve diferir.





Desenhos do caderno da autora.


Fonte desta imagem: Jornal Zero Hora, Porto Alegre, sd.


BIBLIOGRAFIA

Cultural Abril, História das Civilizações, Itália: Rizzoli Editore, Vol. III, 1973.

Darcy Ribeiro, O Processo Civilizatório, Editora Civilização Brasileira S/A, 1990.

Prous, André, Arqueologia Brasileira, Brasília - DF: Editora da Universidade de Brasília, 1992.

Coe, Michael, A América Antiga, Rio de Janeiro: Edições Del Prado, Vol. II, 1996.

Boa pesquisa.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Arte Grega.


Arte Grega.



Podemos partir deste pressuposto, o que é necessário é a dedicação do artista, praticar o seu Dom, não importar-se com outros problemas, mas em uma sociedade complexa, não em uma sociedade simples.

A base material é mais importante, se chama de excedente para haver um surto artístico, produzir o excedente econômico, a arte e os materiais do artista sempre serão um bom investimento. O excedente não é suficiente para que ocorra o surto artístico. Precisa ser reforçado pelo suporte de motivações, que pode ser um grupo político, social, religioso, estético, este é constituído por vários, mas necessita a combinação com a base material, é um modelo teórico e precisamos seguir. A proposta é esse modelo servir para explicar o grande desenvolvimento da arte grega no período clássico?

       A arte GREGA foi um período que vai de 550 a.C a (+ ou -) 330 a.C. As obras foram feitas em grandes quantidades e qualidades e até hoje servem para todos. É uma arte modelo e no período que esse grande surto artístico aconteceu. Por volta de 700 a.C começou a formar a base material, a população grega vivia na Grécia continental.

       A POLIS era um perímetro urbano cercado por terra onde desenvolviam-se atividades econômicas principalmente azeite e vinho e criação de gado de pequeno porte, e por volta de 700 houve um aumento vegetativo da população e encontrou insuficiência para alimentar todos. Uma POLIS era constituída por genos que eram famílias compostas de parentes. Quando a situação apertou alguns membros (parentes distantes, primos de 3º grau), forma embora procurar outra alternativa de vida, saindo das polis, para regiões próximas. Deslocaram-se para duas direções: foram fundar novas pólis no sul da Itália, nas ilhas Sicílias, Córsega e começaram a se dedicar para a agricultura, por ser mais fértil a terra, produziram grãos de trigo, centeio e aveia, e a produção de alimentos começou a crescer. A partir daí todos estimularam as produções para trocarem e isso por sua vez, exigiu o aperfeiçoamento de construir barcos e descobrir técnicas de navegação, uns tornaram-se manufatureiros, outros agricultores, mercadores, e a da cerâmica eram feitos grandes vasos para o transporte de grãos.  

Muitos chefes de família dedicaram-se para a produção de cerâmica que aumentou com a produção, outros chefes dedicaram-se ao armamento, por que a população aumentou e ocasionando um aumento de violência e saques. As guerras começaram a ocorrer por volta de 530 ou 520 a.C e a expansão do mundo grego foi espalhando-se pelo território até que chocaram-se com a PÉRSIA, onde o império persa era aliado dos fenícios e eles passaram a sentir-se invadidos e com concorrência, pois os Fenícios dominavam o comércio e a navegação desde o Egito Antigo. Confederação de DELOS.

Atenas foi invadida por que sabiam que ela guardava todas as riquezas, mas não foi muito afetada. Péricles usou de argumentos como – a cidade foi exigida e muito sofrida – para pegar o dinheiro e embelezar a cidade – aqui o modelo teórico foi usado parcialmente. Os diligentes políticos, chamados EUPÁTRIDAS (bem nascidos), eram os proprietários das terras onde estavam plantadas as OLIVAS e as PARREIRAS. Nas assembleias políticas somente os ARISTOCRATAS por terem poder políticos e terras, podiam participar, pois os manufatureiros e comerciantes não eram incluídos.

A ARTE GREGA tem os dois períodos que são O CLÁSSICO 350 A 330 AC, se desenvolveu em ATENAS pois foi a cidade líder do mundo GREGO por ser a mais desenvolvida no comércio, a prosperidade no mundo grego nunca pode abafar as rivalidades entre ESPARTA e ATENAS por serem duas cidades líderes por terem desenvolvimento no comércio, então essa rivalidade não resolvida acabou dando uma guerra pelo poder, por vários anos aonde estiveram envolvidas ATENAS e ESPARTA, se estendeu por vários anos originando enfraquecimento econômico no mundo grego a guerra começa a espalhar-se por outros lugares, e depois da guerra ATENAS não é mais a principal cidade e o poderio militar tendeu-se a deslocar-se para o oriente, quem herdou a liderança do mundo grego foi a região da MACEDôNIA através dos seus dois GRANDES LÍDERES o FELIPE e ALEXANDRE (O GRANDE), são estes dois generais macedônicos que vão assumir a liderança e é com o ALEXANDRE O GRANDE que o mundo grego volta a se reunificar e para isso ALEXANDRE desenvolveu um programa de conquista do oriente, para conquistar o oriente os gregos precisavam brigar com os persas, que eram inimigos tradicional dos gregos e ALEXANDRE defrontou-se e tornou-se vitorioso estas conquistas foram em 330 ac, com isso ele conquistou uma grande parte do oriente inclusive o EGITO e depois formou-se no mundo grego um grande império, nesta formação aconteceu uma mudança política, as grandes decisões políticas a partir das conquistas em 330 a.C, e por isso COMEÇA O HELENÍSMO significa a expansão da cultura grega para oriente, antigamente a aristocracia de cada polis estabelecia a sua política e tinha que participar diariamente, e após as conquistas de ALEXANDRE a aristocracia ela foi se retirando da vida pública por perder o sentido a importância e ao lado disso as grandes conquistas de ALEXANDRE estenderam –se até a PÉRCIA e na PÉRCIA os grandes imperadores tinham acumulado em seus palácios muitos tesouros fabulosos e ele ao conquistar o império persa ALEXANDRE (O GRANDE) apossou-se de tudo e usou para transformar tudo em moedas correntes e o objetivo econômico era ampliar o comércio e fazer uma mercado comum por onde os produtos pudessem circular livremente sem barreiras para o comércio e facilitar as trocas internacionais também foi estimulado pela proteção do imperador  ALEXANDRE e com a formação deste império quem aproveitou bem foram os comerciantes e formou se uma nova classe endinheirada, novos ricos, não ligados a aristocracia, estes novos ricos tinham mistura com orientais e asiáticos, na ÉPOCA HELENÍSTICA a nobreza se retirou do mundo e abriu lugar aos emergentes (novos ricos) o helenismo provocou que emergentes dominaram e passaram a impor uma nova visão mais sensacionalista e ACONTECEU UMA MUDANÇA SUBSTANCIAL na cultura clássica transformando-a em helenística, o helenismo foi influenciado pelo mundo erótico, muito erotismo, sexualidade, desenvolvendo o exibicionismo pessoal, e grandes obras, grandes monumentos, gigantescos. O EPICURISMO era uma filosofia de existência a vida na terra e era para ser bem vivida com prazer e com alegria, ESTOICISMO era a filosofia do desinteresse pelo mundo e pelas coisas, abri mão desta busca de prazeres terrenos e de coisas materiais, tendeu –se a aristocracia, pelo fato dela ter se recolhido, a arte grega clássica continuou sendo produzida mas para aquele grupo da aristocracia, a filosofia entra em Roma a dentro e na chegada do cristianismo este tipo de pensamento já está impregnado na aristocracia no mundo helenístico, ideia da GRÉCIA na época helenística anterior a ROMA, e quando ROMA conquistou o mundo helenístico, ROMA incorporou este tipo de pensamento. O EPICORISMO E O ESTOICISMO sempre tiveram DOIS GRUPOS um antigo que perdeu a importância política escondeu-se mas continua sendo gente culta e importante e encomendavam a ARTE CLÁSSICA e o outro grupo o novo rico queria o outro tipo de arte aquele extravagante e erótico.

TEMA DOS ATLETAS:

Levantaremos a hipótese se a arte confirma as diferenças nas duas ÉPOCAS CLÁSSICA E HELENÍSTICA.

CLÁSSICA – os atletas encontrados em momentos de glória, procura evidenciar a superioridade, mostra no auge da carreira e da força física, sóbrio, formas mantidas, condicionamento físico perfeito, expressão de serenidade, glorioso, perfeito, como se estivesse no pódium, medidas equilibradas, forte, viril, maravilhoso.

HELENÍSMO - retrata os momentos de frustração, derrota, humilhação, o tema é o corredor tira o espinho do pé, o artista capta o momento frágil, gosta de tripudiar, não tem grandeza de aristocráticos, quer tirar prazer e desfrutar da desgraça dos outros. outro atleta sentado, rosto cansado, expressão de abatimento, derrota, estressado, tem força mas a musculatura já está esgotada.

TEMA DOS DEUSES E DEUSAS.

imagem: A mais popular das deusas do panteão grego, Artemis - www.prof2000.pt

CLÁSSICA – roupas sérias, trajes pesados, ar respeitador, imponentes majestosas, poses dignas, á rigor, corpo de mulher que passou várias vezes por gravidez, obesidade, dignidade, moderação.

HELENÍSTICA – sensualidade, sexualidade, erotismo, luxúria, individualismo, já não tem mais a dignidade, são liberais e sugestivas, uma nova postura foi adquirida. Apelo sensual, as deusas são mostradas na intimidade, surpreendidas pelo olhar de um importuno, tomando banho, saindo do banho, entrando no banho, ela fica envergonhada, e procura se proteger, uma pose vulgar, outra mostra a deusa com o estuprador, as vésperas do estupro, a sandália na mão ameaçando o estuprador, nesta época a sobriedade a moderação deixam de existir, começaram a adorar e explorar esse sensualismo e a deusa Vênus aparece tomando banho.

Época clássica.

O tema dos atletas, dos heróis e principalmente os deuses, era a fonte inspiradora dos artistas, os deuses foram os mais explorados, três temáticas mais usados na arte grega, e existiam dois estilos que mostram a tendência dos gregos convivendo com os opostos.

ESTILO VIRIL – estilo enérgico, destacava-se a força, a energia, a virilidade, evidenciava o corpo humano. NETUNO, deus de meia idade, retratado com energia forte, musculatura marcada por rigidez.

ESTILO BELO – figuras elegantes, sensuais, afeminadas, belas,  APOLO retratado com físico de nadador, relaxado, musculatura solta.

Na época clássica, não só olhares dispersivos para os lados, mas também não tinham pupila, por que a concepção deles era que a estátua não podia sugerir nenhum tipo de comunicação entre a figura e o observador, para dar idéia de que a estátua figura estava voltada para o seu interior, olhando para o lado, para o horizonte, ou como se fosse sega, para eles a verdade não está no mundo, a verdade está nas idéias, como se a figura estivesse voltada para o seu mundo interior, no intelecto, a imagem não poderia se dirigir ao espectador, a estátua teria que evitar o olhar, nenhum agente externo pode dar interferência. Os olhos esverdeados eram chamados de GLAUCOS, não os olhos verdes. O tecido aparece caído delicadamente sobre o corpo, sem nenhuma brisa ou qualquer outra coisa tocando nela, como se a estátua não estivesse neste mundo. O VESTUÁRIO da época clássica, era feito com caimentos normais, com frisos suaves e delicados, não tinha a impressão de interferência de nenhum agente externos, completamente natural, aquele plissado sereno, equilibrado, com estabilidade, considerado a expressão da aristocracia de não querer mudar a mentalidade de dignidade. Na época helenística, parece que o tecido ganha movimento, como se tivesse batendo vento, o tecido forma muitas curvas e contra-curvas, sugere ao observador transformação, movimento, mudança. Na época helenística existiam as duas coisas, não era só beleza como na clássica, e nem só derrota no helenismo, tinham as duas coisas por que eram duas mentalidades e os artistas atendiam as duas espécies.

As deusas na época clássica eram retratadas por três tipologias básicas com dois estilos.

ESTILO é aquilo que a figura sugere, algumas deusas mostram força, energia, virilidade, características do ESTILO VIRIL – outras deusas mostram graça, doçura, beleza, delicadeza, elegância, denominadas do ESTILO BELO.

TIPOLOGIA é o tipo de figura, e a que grupo a figura pertence, existiam três grupos, DEUSAS GUERREIRAS (Palas Atenas), DEUSAS MATRONAS (Deméter) e AS DEUSAS DO AMOR (Afrodite).

NA TIPOLOGIA GUERREIRA – representada principalmente pela deusa Palas Atenas, no estilo viril, com expressão de seriedade, atitude enérgica, deusas masculinizadas, com braços largos, pescoço grosso, fisionomia dura, todo o corpo coberto por roupas pesadas, dignidade, postura protetora impondo respeito.

NA TIPOLOGIA MATRONA – representada principalmente pela deusa Deméter, chamada por Séles pelos romanos, ela simbolizava as forças de renovação da terra, deusa da agricultura e da vegetação, encarregada das estações do ano, trazia a primavera, o verão, o outono e o inverno. Sentido maternal, exemplo de mãe zelosa. Retrata um corpo pesado e largo, de uma mulher que passou várias vezes pela gravidez, respeitosamente vestida, com pose digna, não tem vaidade, modelo de matrona, cuidava do lar e dos filhos. Irene deusa da paz.

NA TIPOLOGIA DO AMOR – representada principalmente pela deusa Afrodite, tinha atributos sensuais, sugerindo nudez, não tem apelo erótico, pois mostra a beleza da nudez com tom natural e não malicioso. O tecido desliza delicadamente pelo corpo, o tecido sugere leveza suavidade e transparência, sem que nenhum agente externo interfira na suavidade do tecido, estilo belo. Outras deusas mostram o corpo com apelo erótico, VÊNUS HELENÍSTICA aparece com malícia e ironia, o artista procura ações de oportunismo com estranhos observadores, a VÊNUS CALIPÍGIA, saindo do banho, com nítida pose de sedução, descontraída, mostra a calipígia, características de um apelo erótico sensual.     

A ARQUITETURA possuía 3 grupos de colunas que sustentavam os templos e palácios, DÓRICO, JÔNICO e CORINTIUM.

DÓRICO – localizado em ATENAS na parte mais alta, era visto de longa distância o monumento gigantesco, no templo dórico, a coluna não tem pedestal, a proporção entre a altura e a largura da base é de (4 a 5 vezes), o capitel é formado por uma semi-esfera e o cubo, as colunas são baixas e largas, o efeito visual sugere força, solidez, consistência, possui estilo clássico, chamado de dórico por identificar-se com os Espartanos, de mentalidades sóbrias, decentes, lembra o lado masculino por concepção, força física e muita resistência, estrutura bela.

JÔNICO – localizado em ATENAS, a coluna tem pedestal, a proporção entre a altura e a largura da base é de (6 a 7 vezes), o capitel é formado por duas volutas, ficava mais alto e mais fino sugerindo elegância, um templo refinado, comercial, culto, intelectualizado, ligado a reflexão, ligado ao pensamento e ao prazer de viver, possui estilo clássico.

CORINTIUM – tem base, a proporção entre a altura e a largura da base é de (8 a 9 vezes), o capitel é formado por folhas de Acanto, este templo era mais grandioso que os outros, exageradamente ornamentado, pela grandiosidade, monumental, mais feminino, possui estilo helenístico.

 ÉPOCA CLÁSSICA NA GRÉCIA.

Na medida que a aristocracia ateniense precisou se justificar para a sociedade o seu nome político, ela procurou fazer um levantamento de um inventário das virtudes, e vender a ideia de que aquele era o modelo ideal e que todos devessem seguir. A aristocracia passou a desenvolver uma ideologia aristocrática, e a arte foi o instrumento mais apropriado para difundir em uma sociedade essa sua ideologia.

O modelo ideal da aristocracia grega ÓCIO-DIGNIDADE, o ócio com a dignidade, então o modelo ideal era viver na OCIOSIDADE, ou seja, não se preocupar e não se envolver com o trabalho manual, pois a aristocracia achava que o trabalho manual era degradante, e que portanto, o esforço físico devia ser para os escravos, estrangeiros e todas as pessoas que não tinham nobreza, para a aristocracia o trabalho não enobrecia o homem. A nobreza desenvolvia o trabalho intelectual, tinham o tempo, o maior tempo possível para aperfeiçoar o espírito, daí vem a DIGNIDADE, só o ócio era reprovável, por que ele deveria ser completo por uma atividade considerada digna do homem ideal. Para eles uma atividade digna era fazer POLÍTICA, era obrigação do cidadão participar ativamente da vida política de sua cidade, outra atividade considerada digna era prestigiar a cultura, todas as manifestações culturais como o teatro, a poesia, e a filosofia (fazendo parte dos grupos de filósofos).

Todas estas coisas refletiram na arte e podemos perceber a influência do ócio com a dignidade em algumas esculturas deste período clássico. As características mostram sempre a dignidade nas esculturas, e vemos isto na pose.

A POSE teria que ser sempre no jeito mais digno possível, dignidade da na postura humana, como por exemplo a figura tinha um lado degradante, mesquinho e isso era proibido de retratar, a figura deveria ser reproduzida no seu momento de afirmação, nunca retratada deitada, doente, cansada e muito menos trabalhando, teria que ser basicamente de pé e a pose deveria impressionar pela sua grandeza, um corpo na plenitude de sua energia, saudável, viril, como por exemplo:

ODORÍFORO - o autor desta obra é POLICLETO, o atleta lançador de dardos, revela o ócio com dignidade, não revela cansaço muscular e nem exaustão física, ele está no auge da força atlética, corpo saudável, robusto, energético e viril, elegante. A pose digna representa um atleta vencedor, pois ele não é retratado fazendo esforço físico, no seu rosto aparece muita serenidade.

AS DEUSAS - representavam poses de protetoras dos outros, na época clássica eram vistas como proteção da cidade, uma pose respeitável e digna, com vestimenta pesada. Ao ser vista a imagem devia inspirar respeito, DEMETER aparece sentada com pose digna de uma matrona e seus trajes são pesados e sem decotes. AFRODITE aparece semi-nua, o tecido é leve e desliza sobre o corpo da deusa, mas a pose dela não é escrachante, é um digno suave mostrando a beleza do corpo.

Outro modelo ideal da aristocracia grega era a boa existência, a ideia dos homens gregos pretenderem ser bons em tudo, bons filósofos, bons soldados, bons atletas, bons oradores. Este ideal aparece nas estátuas como por exemplo. O ODORÍFORO de POLICLETO, mostra o corpo de bom atleta olímpico, mas no rosto a serenidade de um bom filósofo. No DIADÚMERO do artista POLICLETO, a estátua é um levantador de pesos, no corpo a musculatura mostra esforço de um levantador de pesos, mas no rosto a serenidade, assim revelam-se a síntese dos contrários. 

imagem: O Discóbolo de Míron, pt.wikipedia.org

O DISCÓBULO do artista BIRON, representa um arremessador de discos e o corpo do atleta mostra o máximo de esforço físico, musculatura rígida, mas o rosto parece estar distante, não acompanha a expressão da força do corpo, deveria acompanhar. Isto é a síntese dos contrários e esta ideia de boa existência. A obra possui síntese do contrário do repouso e dos movimentos.

Outro modelo ideal da aristocracia grega é a sobriedade e a moderação, eles procuravam ter um estilo de vida marcado pela sobriedade, então o ideal desta aristocracia era se vestir sem espalhafato, sem exageros, com muita seriedade, se alimentar sem exageros, comer com moderação, os hábitos de consumo deviam ser sóbrios, e equilibrados. O exibicionismo e a vaidade para eles era reprovável, por isso procuravam ser pessoas com medidas. Na estatuária vemos o ODORIFORO do artista POLICLETO, é um atleta que segura a lança e levemente requebra os quadris, um gesto moderado, não é um gesto espalhafatoso do atleta que vibra com a vitória, ele é vitorioso mas ao mesmo tempo ele é discreto, não tem apelo erótico sensual. As estátuas estão nuas mas com sobriedade e moderação. As deusas guerreiras aparecem com o corpo coberto de roupas pesadas, o nu explicito mostra a beleza do corpo bem atlético, com respeito a individualidade.

Outro modelo ideal da aristocracia grega é o respeito pelos iguais, nesta época a aristocracia acreditava que os homens não eram iguais e sim diferentes, mas no mesmo grupo, aristocratas com aristocratas, estrangeiros com estrangeiros e escravos com escravos. Os homens viviam e se respeitavam mutuamente, o respeito pelos iguais, a humanidade não era igual por que aristocrata era uma coisa, estrangeiro era outra coisa e escravo nem coisa era. Entre os iguais o respeito era anti-individualista, o grupo se respeitava mais, não pelo exibicionismo, não pelo espalhafato, não pela extravagância, a não ser pelas virtudes sínicas como ser o melhor soldado, ser o melhor atleta, ser o melhor filósofo, ser o melhor orador, ser o melhor político.

Essa característica aparece nas estátuas como: nenhuma estátua representa um indivíduo, o rosto destas figuras não é individualizado, ou seja, não é o rosto de um atleta específico, nem de um político, nem pecador, é sim um rosto inexpressivo, sem traços de personalidade, nenhum homem histórico era para ser lembrado, os gregos retratavam que não era um indivíduo e sim um todo, aí aparece o respeito pelos iguais, por que os homens não encomendavam estátuas com suas caras esculpidas, o indivíduo não deveria ser exaltado em um aescultura, por isso a arte grega do período clássico não retratava a realidade, não é realista, retratava uma ideia de atleta, não era um atleta que pousou para a obra, nenhum homem era perfeito com características perfeitas, é uma arte idealista. O artista tinha que corrigir, o que na natureza era imperfeito por que nenhum atleta tinha características perfeitas e equilíbrio nas formas.

A função do artista era alcançar a beleza perfeita e aparece claramente a influência do pensamento idealista da filosofia grega, uma consciência que a corrente postulava de que a verdadeira beleza não está na natureza, mas está no mundo das idéias, só a ideia pode conceber a beleza perfeita, na natureza não existe, para eles tudo que existia na natureza era imperfeito, a arte representava uma idéia e um pensamento perfeito.

PITÁGORAS estabelecia que na natureza tudo eram proporções, a beleza perfeita existe da possibilidade do homem de entender as proporções que existem entre as coisas. Esse pensamento pitagórico contribuiu para a arte e vemos na obra de POLICLETO, se a beleza está nas proporções das coisas, tu pode imaginar um corpo perfeito, imaginando proporções ideais.

 ÉPOCA HELENISTICA

Alexandre, o grande, quis garantir e proteger o comércio, na época helenística formou uma fortuna grande e surgiu a classe dos novos ricos que não tinham ligamento com as famílias dos aristocráticos, eles tinham descendência grega mas misturas orientais de asiáticos e outras raças. O helenismo provocou uma mudança nos elementos da cultura grega, a moderação e a postura foi trocada por uma visão consumista e sensacionalista. A aristocracia destendeu-se da vida pública e por isso a filosofia começou a tomar mais parte neste período, desinteresse de bens materiais. Formou-se duas partes do mundo helenístico - uma foi o surgimento do novo rico - a outra é o costume que passou de moderado para o consumista, para a diversão e prazer por temas, como os atletas, o emergente é o novo rico que prefere e gosta da escultura escrachada e da desgraça humana. As figuras possuem apelo erótico sensual, a moderação não existe mais, as deusas são liberais e sugestivas, neste período exploravam a sensualidade, uma nova postura foi adquirida.

O artista quer tirar da imagem real um apelo erótico sensual.

INFLUÊNCIAS DA ARTE GREGA NO RIO GRANDE DO SUL.

Antiga Prefeitura de Porto Alegre - HERMES representa o deus do comércio, o princípio da esperteza e da habilidade, patrono dos comerciantes, mais humano dos deuses, o gorro com asas era para subir ao Olimpo e isto representa o momento de acensão, as sandálias com asas eram para descer do Olimpo, foi considerado o deus da diplomacia, protetor dos ladrões por que ele também roubou e foi de seu irmão Apolo, Hermes traz o CADULEU que é o cedro de ouro com as duas serpentes enroscadas, traz também um saco com moedas. As figuras juntas são a união do comércio com agricultura e com a indústria.

Prédio do MARGS - Museu Atual do Rio Grande do Sul, aqui a estátua de HERMES possuí apenas uma CORNUCÓPIA que representa a riqueza e a agricultura, a outra somente carrega um saquinho de moedas representando o comércio.


PAUL LANDOWSKI é o artista que fez as esculturas do Palácio do Governo e o Cristo do Rio de Janeiro. 



fonte: resumo do Curso de História da Arte. Arquivo pessoal.