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segunda-feira, 7 de março de 2022

A múmia da princesa com cabeça de crocodilo.

CORPO HÍBRIDO: A BIZARRA MÚMIA DA PRINCESA COM "CABEÇA DE CROCODILO"

Os curiosos restos mortais foram exilados no Palácio Topkapı, de Istambul, após um incidente assolar o sultão Abdulhamid II

VICTÓRIA GEARINI ATUALIZADO EM 07/03/2022, 

Corpo híbrido da princesa egípcia
Corpo híbrido da princesa egípcia - Divulgação / Palácio Topkapı de Istambul

Há séculos, a curiosa múmia com a cabeça de uma menina e crocodilo intriga arqueólogos. Diferentemente de outras seis múmias de notórios nomes históricos — em exposição no Museu de Arqueologia de Istambul — este curioso corpo é mantido no Palácio Topkapı de Istambul, sob as ordens do antigo sultão otomano Abdulhamid II. 

A saga da múmia 

A curiosa múmia de Topkapi pertence a uma antiga princesa egípcia que não foi identificada e possui, ainda, a cabeça e o corpo de um crocodilo do Nilo. Acredita-se que a princesa teria sido morta após um ataque de crocodilo. Na época, os governantes do Egito Antigo decidiram juntar os dois corpos pois acreditavam que, assim, a jovem seria ressuscitada no corpo do réptil. 

Durante o século 19, o sultão otomano Abdulaziz ordenou que a múmia da princesa egípcia fosse transferida do Egito à Turquia, e exigiu que ela fosse mantida em sua residência oficial no Palácio Yıldız, em Istambul. Entretanto, mais tarde, o sultão Abdulhamid II ordenou que a intrigante múmia fosse exilada no palácio mais antigo de Topkapı.

Na década de 50, o historiador turco İbrahim Hakkı Konyalı escreveu sobre a trajetória da múmia. De acordo com o pesquisador, durante uma noite, cerca de 400 moradores do Palácio de Yıldız teriam ficado assustados ao ouvir ruídos vindos do armazém de açúcar. Quando chegaram no local, se depararam com a cabeça de crocodilo em cima de um dos compartimentos.

Segundo o historiador, o ocorrido não passou de uma brincadeira de mal gosto feita pelo servo do palácio, Hacı Süleyman, que queria se vingar do fabricante de doces. Na mesma noite, Hacı Süleyman disse que poderia dar um novo destino à múmia, desde que recebesse os doces que o fabricante havia lhe prometido. 

No fim, o servo conseguiu o que queria, e durante semanas recebeu doces reais. No entanto, para aliviar a tensão entre os moradores do palácio — que mesmo após a revelação ficaram preocupados — o sultão ordenou que a múmia fosse exilada no Palácio Topkapı de Istambul para evitar mais dores de cabeça.

fonte: aventurasnahistoria.com.br

sábado, 28 de março de 2020

Em 1930, Constantinopla mudava seu nome para Istambul.


HÁ EXATOS 90 ANOS, CONSTANTINOPLA MUDAVA SEU NOME PARA ISTAMBUL EM UMA DECISÃO HISTÓRICA

No dia 28 de março de 1930, a maior cidade da Turquia mudava oficialmente seu nome com uma bagagem cultural impressionante
JOSEANE PEREIRA PUBLICADO EM 28/03/2020
Istambul
Istambul - Getty Images
Constantinopla, antiga Bizâncio e atual Istambul, é uma cidade que guarda lembranças de vários acontecimentos históricos ocorridos durante a Antiguidade, Idade Média e Idade Moderna.
A cidade foi fundada no ano 330 pelo imperador Constantino I por meio da tomada de Bizâncio, cidade situada em local estratégico entre a Ásia e a Europa, com vista para o mar Mediterrâneo, e que era fruto da expansão colonial grega por volta de 650 a.C..
Escolhendo Bizâncio como capital do Império Romano do Oriente e dando a ela seu próprio nome, Constantino I firmava a presença e controle de seu Império sobre outros povos.
Durante 11 séculos, o Império Romano do Oriente (que nunca chamou a si de Bizantino) teve forças para resistir a uma série de conflitos que ameaçavam seu território. Roma já havia sobrevivido a mais de 20 ataques – de hunos, búlgaros, russos, germânicos e avaros. Ainda assim, resistia. 
Em 6 de abril de 1453, quando o sultão Mehmet II deu início ao cerco de Constantinopla, a maioria das pessoas acreditava que a capital sobreviveria. “A verdade, contudo, é que o império havia sobrevivido, porém bem mais pobre e sem o apoio da Igreja Católica”, disse Jill Diana Harries, professora de história antiga da Universidade de St. Andrews, na Escócia.
Mesmo conseguindo se prolongar, a cada ataque o Império ficava mais debilitado. Os recursos foram restringidos, as defesas da cidade estavam enfraquecidas e os territórios haviam sido drasticamente reduzidos. Quando a ameaça do Império Otomano se tornava cada vez mais próxima, o imperador Constantino XI (1405-1453) pediu ajuda à Europa católica e recebeu promessas que, se fossem cumpridas a tempo, poderiam ter mudado o destino do Império Romano. Porém, as promessas não foram cumpridas.
Queda de Constantinopla / Crédito: Wikimedia Commons

Os presságios para os bizantinos no dia 24 de maio de 1453 eram os piores possíveis. Nesse dia, um eclipse lunar lembrou a todos os que resistiam ao cerco otomano, imposto pelo sultão Maomé II desde o dia 6 de abril, que uma antiga profecia estava para se cumprir. A lenda dizia que a bela Constantinopla (atual Istambul, na Turquia), a joia do Oriente e capital do Império Bizantino, resistiria a seus inimigos apenas enquanto a Lua brilhasse no céu.
O pavor tomava conta da população enquanto os otomanos marchavam em direção à cidade com um exército de quase 100 mil homens. Os bizantinos lutaram com suas melhores armas, mas Constantinopla não resistiu aos bombardeios diários e caiu após um cerco de mais de 50 dias, em 29 de maio de 1453. E seu último imperador, Constantino XI, morreu com seus esforços finais para salvar a cidade.
Istambul, cidade que guarda em sua memória conflitos milenares / Crédito: Divulgação

Constantinopla se tornou a nova capital do Império Otomano durante o longo período de 1453 até o início do século 20. Esse Império sobreviveu até meados da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que provocou seu esfacelamento interno e a criação de novos Estados independentes, entre eles a República da Turquia em 1923. Os turcos já denominavam Constantinopla como "Istambul" desde o século 10, mas apenas em 1930 a República da Turquia promoveu uma série de reformas no país, entre elas a renomeação definitiva de sua capital.

domingo, 14 de fevereiro de 1993

Palácio Dolmabahçe, localizado em Istambul, na Turquia.


Palácio Dolmabahçe, localizado em Istambul, Turquia
Este palácio é um dos mais opulentos do mundo e foi a residência do último sultão do Império Otomano. Foi construído no século XIX e abriga tesouros, incluindo o maior lustre de cristal do mundo, presenteado pela rainha Vitória da Inglaterra.
Construído para desmentir o declínio militar e financeiro do Império Otomano, o primeiro palácio de estilo europeu de Istambul é opulento, de tamanho excessivo e cheio de ouro e cristal. O Palácio de Dolmabahçe, que foi encomendado pelo sultão Abdül Mecit em 1843. O lugar que ocupa o palácio foi originalmente uma baía do Bósforo, estreito que separa o continente europeu do continente asiático e divide em duas a cidade de Istambul. Essa baía foi usada para a âncora da frota otomana. A partir do século XVIII, a baía foi recheada gradualmente até virar um jardim, as pessoas se referiam a ela como Dolmabahçe, que literalmente significa jardim recheado.
Dado que os sultões adoravam muito o local, durante os séculos XVIII e XIX construíram-se pequenos palácios e pavilhões naquele local. Pouco a pouco, esta coleção tornou-se um complexo que foi demolido por ordem do Sultão Abdül Mecit quando este decidiu mudar-se do Palácio Topkapi para dar passagem ao Palácio Dolmabahçe, pois poderia proporcionar-lhe luxos ′′ modernos ′′ dos que carecia Topkapi.
A verdadeira razão por trás da construção do palácio não era senão desmentir o declínio do Império. Portanto, o novo palácio tinha que estar decorado de luxo para impressionar o mundo. Também teve que romper com a tradição otomana de construir uma série de pavilhões, por isso ordenou ao destaque arquiteto otomano Garabet Baylan e ao seu filho Nigo ğayos que construíssem um palácio otomano-europeu monobloco.
A construção começou em 1843 e terminou em 1856. O resultado é um palácio de dois andares, com uma superfície de 45.000 m2, com 285 quartos, 44 salas, 68 casas de banho e 6 banheiros (hamam). O design é uma mistura de arte e cultura barroco, rococó, neoclássico e tradicional otomano. O equivalente a 14 toneladas de ouro foram gastas na decoração interna. Também tem a maior coleção de castiçais de cristal da Boêmia e Baccarat do mundo. O preço de tudo isto: a incrível quantidade de cinco milhões de moedas de ouro otomanas, o equivalente atualmente a 35 toneladas de ouro.
Na decoração foram usadas pedras caras como mármore de Mármara, o alabastro egípcio também conhecido como mármore ônix e o pórfiro de Pérgamo.
O palácio inclui uma grande quantidade de tapetes do palácio de Hereke feitos pela Fábrica Imperial de Hereke. Também inclui tapetes de pele de urso de urso de 150 anos que originalmente o Czar Nicolau I deu ao sultão. No palácio é exibida uma coleção de 202 pinturas a óleo.
Desde o início, o equipamento do palácio implementou os mais altos padrões técnicos. A iluminação de gás e as sanitas foram importadas da Grã-Bretanha, enquanto os palácios da Europa continental ainda não tinham essas características na altura. Posteriormente, foi instalada eletricidade, sistema de aquecimento central e elevador.








Foi num dos quartos desse palácio que Atatürk, o fundador da República da Turquia, morreu em 10 de novembro de 1938. Todos os relógios do Palácio estão marcando 9:05h, o horário em que a morte ocorreu.















O palácio tem 45.000 m² e contém 285 quartos, 46 salões e 68 banheiros.







O Salão Azul.


A famosa Escada de Cristal em formato de dupla ferradura, construída com cristal baccarat e mogno.




Boa pesquisa.

 

segunda-feira, 4 de janeiro de 1993

Palácio de Topkapi em Istambul, na Turquia.


Palácio de Topkapi em Istambul, Turquia
O Palácio de Topkapi é um monumento arquitetônico único de Istambul, com mais de 5 séculos de idade.
Após a conquista de Constantinopla (atual Istambul) pelos turcos em 1453, o Sultão Fatih Mehmet, mandou edificar as estruturas que constituem a essência do Palácio, construído entre os anos de 1473-1478. Nos séculos que se seguiram, todos os sultões Otomanos enriqueceram e aumentaram o palácio com novos complexos. O Palácio foi moradia dos sultões, sua família e criados, durante 400 anos de reinado, e abrigava cerca 4000 pessoas dentro de suas dependências. O complexo é circundado por muralhas com cerca de 5 km e tem uma área total de 700 mil metros quadrados.
Até meados do século 19, o prédio serviu como sede oficial dos governantes otomanos. Tudo mudou em 1842, quando o sultão Abdul Merjid I, abatido pelos interiores medievais de Topkapi, mandou construir um novo castelo barroco que pudesse competir com os famosos palácios europeus. A nova residência recebeu o nome de Dolmabahce , sua construção foi concluída em 1853 e foi então que Topkapi perdeu seu antigo significado.
Em 1923, o Topkapı foi transformado pelo governo em Museu e atualmente expõem grandes exemplos da arquitetura otomana, manuscritos de caligrafia islâmica, joias, quadros, roupas e acessórios da época.









O Harém do Palácio de Topkapi.









O Salão Imperial do Harém no Palácio de Topkapi.







O palácio ocupa uma área maior do que o Vaticano.


Boa pesquisa.