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sexta-feira, 22 de abril de 2022

Britânicos sofriam de doenças infecciosas desde a Idade do Bronze.

 

Esqueletos revelam que Britânicos sofriam de infecções parasitárias desde a Idade do Bronze

Este tipo de investigação proporciona uma visão única das vidas e hábitos das populações do passado.

Um novo estudo revela a escala das infecções parasitárias de vermes na Grã-Bretanha desde a Pré-história até aos primeiros períodos vitorianos.

Este tipo de investigação proporciona uma visão única das vidas e hábitos das populações do passado – a sua saúde geral, práticas culinárias, dieta e higiene.

Compreender como as infecções parasitárias de vermes mudaram no passado pode ajudar as medidas de saúde pública em regiões do mundo que ainda hoje enfrentam problemas.

Os vermes infectam os seres humanos através da contaminação por matéria fecal e apanham algumas tênias por comerem carne ou peixe crus ou malcozidos.

As infecções com vermes parasitas são hoje um grande problema em muitas partes do mundo, sendo então maior em algumas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Contudo, no passado, estavam muito mais disseminadas e eram comuns em toda a Europa.

O estudo foi conduzido por investigadores dos Departamentos de Biologia e Arqueologia, Oxford.

A equipe de investigação quis descobrir a dimensão e escala das infecções parasitárias de vermes no Reino Unido ao longo da história. Assim, procuraram ovos de vermes no solo a partir das pélvis dos esqueletos.

Testaram, portanto, um grande número de esqueletos individuais. Foram examinados 464 enterros humanos de 17 locais, desde a Idade do Bronze até à Revolução Industrial.

Maiores infecções parasitárias

As pessoas do período romano e do período medieval tardio tiveram os piores resultados, detectadas com as maiores taxas de infecção por vermes. As taxas de infecção tinham semelhança com as observadas nas regiões mais afetadas atualmente.

No entanto, as coisas mudaram no período industrial. As taxas de infecção por vermes diferiam muito entre locais. Alguns tinham poucas provas de infecção, enquanto noutros havia muitas infecções.

Os investigadores pensam que as mudanças locais no saneamento e higiene podem ter reduzido a infecção em algumas áreas antes das mudanças a nível nacional durante a “Revolução Sanitária” vitoriana.

Os co-autores, Hannah Ryan e Patrik Flammer disseram: “A definição dos padrões de infecção com vermes intestinais pode ajudar-nos a compreender a saúde, dieta e hábitos das populações passadas. Mais do que isso, definir os fatores que levaram a mudanças nos níveis de infecção (sem os medicamentos modernos). Isso pode fornecer, portanto, apoio a abordagens para controlar estas infecções nas populações modernas”.

A próxima equipe utilizará a sua gama de abordagens baseadas em parasitas para investigar outras infecções no passado. Isto inclui mais análises em larga escala de enterros humanos, bem como a continuação do seu antigo trabalho de DNA.

A sua ambição é empregar uma abordagem multidisciplinar, trabalhando em estreita colaboração com arqueólogos, historiadores, parasitólogos, biólogos, e outros grupos interessados em utilizar os parasitas para ajudar a compreender o passado.

O estudo foi publicado em PLoS Neglected Tropical Diseases (Doenças Tropicais Negligenciadas PLoS)

Fonte : ancientpages

Tradução : Fatos Curiosos

fonte: fatoscuriosos.club

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Reações da Quimioterapia.

 

Roteiro da Quimioterapia.

 

1º dia da Infusão: Clínica das 8 as 16 hrs. Fraqueza, reação a luz, calorão, frio, dor no corpo todo, enjoos, vômitos, dor de cabeça, tremedeira, dor nas pernas principalmente nos joelhos. Pés, mãos e boca formigando e dando choques. Noite mal dormida. Sai da quimio com uma bombinha acoplada no dispositivo e presa ao corpo com uma polchete, infundindo por 2 dias.

2º dia: todas as reações acima mais sensibilidade aos cheiros: perfumes, esmalte, spray de tintas, mata mosquitos, produtos de limpeza, produtos químicos e cheiros de comidas ou temperos. Alteração no paladar, sabor dos alimentos e bebidas. Muitos gases, altos e fortes. Cheiro do remédio no corpo, gases, urina e fezes.

3º dia: todas as reações acima citadas. Do abdominal forte. Retirada da bombinha.

4º dia: todas as reações acima citadas. Do abdominal forte.

5º dia: todas as reações acima citadas. Do abdominal forte.

6º dia: tudo igual. Melhora para tomar algo mais fresco. Feridas na boca. Dor abdominal forte.

7º dia: tudo igual. Diarreia.

8º dia: tudo igual. Diarreia. Feridas na boca e dor abdominal.

9º dia (terça feira): melhora no paladar. Dor abdominal, diarreia, noite mal dormida.

10º dia: todas as reações. Melhora no paladar.

11º dia: fraqueza, diarreia, formigamento e choques, melhora para gelados.

12º dia: (sexta feira): fraqueza, formigamento e choques, dia de consulta ao médico.

13º dia: fraqueza, formigamento e choques, exame de sangue.

14º dia: fraqueza, dores de cabeça, formigamento e choques

15º dia: segunda feira: fraqueza, formigamento e choques,

provável nova infusão ou mais uma semana para recuperação conforme o resultado do exame de sangue.        

segunda-feira, 30 de março de 2020

A história do médico que terminou no hospício por defender a importância de lavar as mãos.


MEDICINA
Hoje em dia ninguém questiona a importância da assepsia em ambientes hospitalares. Mas nem sempre foi assim: antes que se soubesse da existência dos germes, os hospitais costumavam ser ambientes imundos que apresentavam índices altíssimos de mortes por infecção. A primeira pessoa a tentar mudar essa situação foi um médico húngaro chamado Ignaz Semmelweis. Sua ideia pioneira para amenizar o problema era simples: seus colegas deveriam lavar as mãos.
Na década de 1840, quando trabalhava em Viena, na Áustria, Semmelweis tentou introduzir uma rotina de lavagem de mãos  para reduzir as taxas de mortalidade de gestantes em maternidades. Mas como o médico concluiu que a higiene era um fator decisivo para salvar vidas? A partir de observações feitas no hospital onde atuava.
Semmelweis notou que duas salas de obstetrícia apresentavam discrepâncias quanto às taxas de mortalidade. Em uma delas, onde as pacientes eram atendidas por parteiras, havia menos mortes do que na outra, comandada por estudantes de medicina do sexo masculino. No hospital, acreditava-se que isso ocorria porque os estudantes tratavam as pacientes de modo mais duro do que as mulheres parteiras. A diferença de tratamento tornaria as mães internadas mais suscetíveis à febre puerperal. Mas Semmelweis não achava que isso fosse plausível.
Assim, Semmelweis passou a investigar o mistério. Primeiramente, ele observou que sempre que uma mulher morria de febre, um padre andava pela sala médica com um assistente tocando uma sineta. Ele chegou a achar que isso assustava as mulheres, fazendo que elas desenvolvessem a febre. Após banir o padre e notar que isso não fazia diferença na taxa de mortalidade, ele foi em busca de outra explicação.
O médico teve um estalo em 1847, quando um colega seu morreu de sintomas parecidos com os da febre puerperal após ter sido ferido acidentalmente por um bisturi enquanto dissecava um cadáver. Semmelweis propôs imediatamente uma conexão entre a contaminação cadavérica e a febre. Ele concluiu que os estudantes de medicina carregavam "partículas cadavéricas" nas mãos quando saiam da sala de autópsia para atender as pacientes da ala obstétrica. Isso explicava por que as pacientes tratadas pelas parteiras, que não participavam de autópsias e nem tinham contato com cadáveres, apresentavam uma taxa de mortalidade muito menor.
A partir de então, o médico instituiu uma política de uso de uma solução de cal clorada (hipoclorito de cálcio) para lavar as mãos entre o trabalho de autópsia e o exame das pacientes. Ele fez isso porque descobriu que essa solução clorada funcionava melhor para remover o mau cheiro dos tecidos infectados em autópsias e, portanto, talvez destruísse o agente "venenoso"  hipoteticamente transmitido por esse material. O resultado foi que a taxa de mortalidade na ala tratada pelos estudantes do sexo masculino caiu 90% logo após a adoção do procedimento e foi comparável a da ala comandada pelas parteiras. No ano seguinte, a taxa de mortalidade chegou a cair a zero por algum tempo.
Durante o ano de 1848, Semmelweis ampliou o escopo de seu protocolo de lavagem, incluindo todos os instrumentos que entravam em contato com as pacientes em trabalho de parto. Ele também usou dados temporais de taxas de mortalidade para documentar seu sucesso em eliminar a febre puerperal da enfermaria do hospital.
Apesar dos bons resultados, seus colegas não estavam convencidos de que o sucesso era atribuído à higienização, pois o método carecia de uma explicação científica. Naquele tempo, acreditava-se que as doenças eram causadas por desequilíbrios nos "quatro humores". Como resultado, as ideias de Semmelweis foram rejeitadas pela comunidade médica. Outros fatores, mais sutis, também podem ter desempenhado um papel. Alguns médicos, por exemplo, ficaram ofendidos com a sugestão de que deveriam lavar as mãos, sentindo que seu status social como cavalheiros era incompatível com a ideia de que suas mãos pudessem ser impuras. 
Rejeitado em Viena, Semmelweis não teve seu contrato renovado com o hospital. Assim, ele voltou para Budapeste, onde assumiu um cargo médico de pouco prestígio em outra instituição. Mas lá ele também conseguiu eliminar a febre puerperal, que era praticamente epidêmica. Frustrado com a falta de reconhecimento, o médico desenvolveu um quadro de depressão severa. Durante essa época, ele falava obsessivamente sobre a questão da febre. Um dia, um amigo o levou a um manicômio, com o pretexto de visitar o instituto médico. Na verdade, ele estava sendo internado. Quando percebeu o que estava acontecendo, Semmelweis lutou com os guardas do local e foi brutalmente espancado. Amarrado em uma camisa de força e confinado em uma cela escura, ele morreu duas semanas depois devido a um ferimento na mão, que havia gangrenado. Ele tinha 47 anos.
A rotina de higienização de Semmelweis só passou a ser adotada amplamente algumas décadas mais tarde, quando Louis Pasteur, Joseph Lister e outros cientistas desenvolveram a teoria dos germes. 

Fonte: BBC
Imagens: Michigan State University e Wikimedia Commons

sexta-feira, 27 de março de 2020

As maiores e mais importantes epidemias da História.

DA PESTE BUBÔNICA AO CORONAVÍRUS: AS MAIORES E MAIS IMPORTANTES EPIDEMIAS DA HISTÓRIA

Recorrentes em diversos momentos da humanidade, pestes e vírus foram responsáveis pela dizimação de milhões de pessoas
JOANA FREITAS PUBLICADO EM 27/03/2020
Pintura retratando a Peste Negra
Pintura retratando a Peste Negra - Getty Images
O homem é um exemplo de superação nas linhas evolutivas. Não éramos fisicamente dominadores nem estávamos no topo das cadeias alimentares. Éramos caçadores, mas presa fácil também. A evolução do nosso cérebro, as capacidades intelectuais e de cognição deram-nos a vantagem.
Durante milénios, feitos de avanços e retrocessos, a espécie humana prosperou e ocupou os quatro cantos do planeta. A uma capacidade adaptativa gigante juntou-se a sobrevivência assente na coesão de grupo. Há cerca de 10.000 anos começam a aparecer as primeiras sociedades sedentárias possíveis pela domesticação, embora insipiente, de plantas e animais.
Aqui, neste preciso momento, o homem assinava com o destino. Populações crescentes e fixas num local, convivência diária com os animais domesticados e todos os parasitas a eles associados, formaram as condições perfeitas para as primeiras epidemias.
A história da humanidade será agora marcada por episódios epidêmicos e pandêmicos que dizimaram milhões de pessoas. Estas epidemias podem ser equiparadas a grandes guerras no que toca a perdas humanas e materiais e, a sua existência, teve a capacidade de mudar o rumo da história.
Uniforme utilizado por médicos para tratar pacientes infectados / Crédito: Getty Images

Entrando no século 4, entre os anos de 527 e 565, o imperador Justiniano tem o domínio do império bizantino. A peste bubônica assola o império e trespassa as suas fronteiras. Mata entre 30 a 50 milhões de pessoas, provavelmente metade da população mundial à época. Esta epidemia marca um fim de uma época.
O império romano nunca mais será unificado: é o início da era negra da época medieval. Séculos mais tarde, mais precisamente entre 1343 e 1351 — auge —, outro surto de peste bubónica varre a Ásia e Europa matando cerca de 80 milhões de pessoas. Esta epidemia é vastamente conhecida como a famosa peste negra. Esta peste foi tão avassaladora que a Europa precisou de cerca de 200 anos para restabelecer os seus níveis populacionais.
No entanto, ocorreram mudanças sociais e culturais importantes como produto desta devastadora epidemia. Com um número tão elevado de mortes, o nível de vida dos sobreviventes subiu efetivamente. Havia mais postos de trabalho disponíveis, mais habitação disponível, mais terra para cultivo, mas menos bocas para alimentar.
A nível religioso a igreja católica enfrenta uma vaga crescente de misticismo que desafia as suas doutrinas. Algumas minorias, como os judeus por exemplo, começam a ser perseguidos e acusados de serem os causadores da peste que se crê ter tido início na China.
Quadro Lição de Anatomia do Dr. Tulp, de Rembrandt / Crédito: Getty Images

No século 15, os europeus, aquando das conquistas em territórios americanos, levavam dentro de si a arma mais letal de todas. Foram hospedeiros de vírus mortais para as populações locais, entre os quais, a gripe, sarampo, malária, cólera, tifo, peste bubônica e, o mais mortífero de todos, a varíola.
A varíola foi responsável pela morte de milhões de nativos americanos, sendo que, em cem anos, a sua população passou de 60 milhões para cerca de 6 milhões.
O impacto foi tão grande que há cientistas que estudam a possibilidade de ter existido uma alteração climática por conta desta ocorrência. Além de menos emissões de CO2 e da floresta ter crescido exponencialmente, coincidentemente o sol entrava numa fase de baixa atividade levando a uma queda na temperatura mundial. Desta vez, a Europa pagou a fatura e viveu tempos de fome, pois a alteração na temperatura fez perder muitas colheitas.
Já no século 19 temos uma pandemia de cólera. Entre os anos de 1817 e 1823, com início de foco na Índia, a enfermidade dizima milhões de pessoas. Dessa data, até 1961, existiram um total de sete epidemias de cólera. Este vírus continua ativo, infeta milhares de pessoas todos os meses e é responsável por até 140.000 mortes anualmente.
Enfermaria carioca de 1918 com infectados pela gripe / Crédito: Biblioteca Nacional

Já no século 20, em 1918, após a Primeira Guerra Mundial, aparece a mais conhecida entre elas: a gripe espanhola. Esta pandemia de H1N1 infectou cerca de 500 milhões de pessoas e matou por volta de 50 milhões — globalmente.
Como já foi referido, esta epidemia ocorre no final da primeira grande guerra e as condições para a travar eram quase nulas. No entanto, o esforço para compreender e tratar pandemias começa a aparecer, tendo forte impacto no melhoramento dos sistemas públicos de saúde. Não esquecendo que há vírus ativos que todos os anos matam milhões. Dos melhores exemplos, temos o HIV ou a malária.
O surto de covid-19, que vivemos na atualidade, não é algo novo na humanidade, faz antes parte dos nossos ciclos. Contudo, mesmo com toda a tecnologia disponível, compreendemos que podemos falhar, que não conseguimos salvar todos ou travar a epidemia com a eficácia com que gostaríamos.

Joana Freitas é formada em história na vertente de arqueologia pela faculdade de letras da Universidade do Porto e tem por áreas de maior interesse a evolução humana e a pré-história. Fora do campo de formação tem como disciplinas preferidas a antropologia e a paleontologia que no fundo complementam a sua formação de base.
Gosta de conhecer outros lugares, principalmente as suas gentes, ler e escrever. Embora tenha participado em diversas escavações de vários períodos históricos de diversos países, o local arqueológico que mais marcou o seu percurso e onde esteve presente em várias campanhas diferentes foi castanheiro do vento, um recinto pré histórico em Vila Nova de foz Côa, em Portugal.

sábado, 21 de março de 2020

Casos de gripe aviária são confirmados na Alemanha, Índia e Filipinas.

DOENÇAS
Casos de diferentes subtipos de gripe aviária foram confirmados nos últimos dias na Alemanha, Índia e Filipinas. A doença ataca principalmente as aves, mas pode infectar também mamíferos, como os seres humanos. De acordo com as autoridades dos três países, os casos registrados afetaram apenas pássaros.
Na Alemanha, o caso confirmado envolve o vírus H5N8. A doença foi registrada em uma fazenda de frangos na Saxônia. Todos os animais foram sacrificados e foi estabelecida uma quarentena para evitar a proliferação da gripe aviária. de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o risco de contaminação humana nesse caso é considerado  baixo. Na Índia, as autoridades também confirmaram o registro de gripe aviária em diferentes regiões do país, embora o subtipo da doença não tenha sido especificado.  
Já nas Filipinas, foram registrados casos de H5N6, cepa de vírus altamente infecciosa. A doença atingiu uma fazenda de codornas na província de Nueva Ecija e provocou a morte de cerca de 1500 aves. Outros 12 mil pássaros foram sacrificados para evitar novas infecções. 
De acordo com William Dar, secretário de agricultura das Filipinas, há risco de as codornas infectadas contaminarem humanos por meio de secreções. Apesar disso, essa chance é considerada pequena. Não houve registros de infecções humanas quando a mesma cepa do vírus atingiu o país em 2017. 

Imagem: Shutterstock.com

quarta-feira, 18 de março de 2020

Canais de Veneza ficam límpidos e atraem peixes devido à quarentena contra o coronavírus.

PANDEMIA

A Itália é um dos países que mais sofre com a pandemia de coronavírus no mundo. Com as medidas adotadas pelo governo para tentar conter a doença, ruas, aeroportos e pontos turísticos ficaram vazios. Essa quarentena teve um efeito inesperado: as águas geralmente turvas de Veneza ficaram límpidas e voltaram a atrair peixes.
Nas redes sociais, foram postados diversos vídeos que mostram cardumes nadando pelos canais venezianos. De acordo com a prefeitura da cidade, as águas ficaram claras devido à ausência das gôndolas e barcos que costumam circular por lá. Isso porque essas embarcações trazem à tona os sedimentos do fundo dos canais, deixando as águas turvas. Sem o tráfego aquático, os canais se tornaram límpidos.
Segundo um porta-voz da prefeitura de Veneza, também houve uma melhora na qualidade do ar na cidade. Assim como no caso dos canais, o fenômeno é atribuído à interrupção da circulação das embarcações, movidas a óleo diesel. 
Em outras regiões da Itália, também foram observadas mudanças no meio ambiente. Um golfinho foi avistado em um dos maiores portos do Mar Mediterrâneo, em Cagliari, capital da Sardenha. De acordo com especialistas, a aparição desses animais é rara por lá, devido ao grande movimento de balsas e navios cargueiros.

Fontes: IFLScience, CNN e Independent
Imagem: Shutterstock.com