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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Encontrado antigo forte que foi lar de uma das missões jesuítas da América do Norte.

PESQUISADORES ENCONTRAM ANTIGO FORTE QUE FOI LAR DE UMA DAS PRIMEIRAS MISSÕES JESUÍTAS DA AMÉRICA DO NORTE

Localizado em Mound Key, na Flórida a construção revela detalhes sobre antiga população americana
PENÉLOPE COELHO PUBLICADO EM 24/04/2020
Mapa do forte de San Antón de Carlos
Mapa do forte de San Antón de Carlos - Divulgação
Estudiosos da Flórida e Geórgia desvendaram um dos maiores mistérios da arqueologia: a localização do forte de San Antón de Carlos. Arqueólogos buscam evidências desse local desde 2013, acredita-se que ele tenha sido um dos primeiros fortes que receberam missões jesuítas na América do Norte.
O forte que leva o nome do santo católico padroeiro das coisas perdidas foi finalmente encontrado. San Antón de Carlos foi construído em 1566, povoado pela tribo nativa americana mais poderosa da época, os Calusa. Atualmente a região é conhecida como Mound Key, localizada no centro de Estero Bay, na costa do Golfo da Flórida.
Segundo os pesquisadores, o povo que vivia nessa região foi um dos primeiros grupos de caçadores e pescadores do mundo, resistindo até à colonização europeia. Lá, os arqueólogos encontraram evidências de conchas antigas utilizadas pelos Calusas para caça e pesca. O local foi habitado provavelmente até 1569.
Atualmente, os estudiosos da Universidade da Flórida e da Georgia, continuam trabalhando em escavações para encontrarem mais objetos utilizados por esses povos, como, por exemplo, fragmentos de cerâmica.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Crânios humanos de 13 mil anos indicam maior diversidade ancestral na América do Nortel

CRÂNIOS HUMANOS DE 13 MIL ANOS INDICAM MAIOR DIVERSIDADE NA AMÉRICA DO NORTE ANCESTRAL

Segundo estudos mexicanos, os fósseis mostram que antigas civilizações têm características semelhantes a múltiplos indivíduos modernos
PAMELA MALVA PUBLICADO EM 09/04/2020

Crânio humano de 10 mil anos encontrado no México
Crânio humano de 10 mil anos encontrado no México - Divulgação/Jerónimo Avilés

Publicados no início do ano, novos estudos indicam que existe mais pluralidade étnica na América do que se imaginava. Foi a partir de crânios da Península de Yucatán que cientistas mexicanos chegaram à essa conclusão.
Com entre 8 a 13 mil anos, os fósseis humanos foram estudados pelo laboratório associado ao Museo del Desierto, em Coahuila, no México. Cada um dos ossos foi descoberto em diferentes momentos, desde os anos 1990.
Recentemente, a equipe de especialistas buscou entender melhor a diversidade morfológica dos indivíduos no México. Assim, junto da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, analisaram os crânios.
No final, a anatomia de quatro fósseis, todos pertencentes ao período Pleistoceno-Holoceno, foram comparadas aos crânios de populações modernas do mundo todo. Dessa forma, segundo publicado no Plos One, ficou claro que cada osso antigo continha características modernas.

Dois dos especialistas estudando os antigos crânios humanos / Crédito: Divulgação/Jerónimo Avilés


De acordo com os especialistas, a descoberta indica que a diversidade morfológica nas américas é muito mais ampla do que se imaginava, inclusive quando falamos dos primeiros colonos. Ou seja, os continentes são muito mais plurais.
Ao lado de outro estudo da Universidade de Heidelberg, os cientistas perceberam a sobreposição de diversos grupos humanos no mesmo período de tempo no México. Juntos, ambos os documentos sustentam mais ainda a teoria da alta diversidade nos primeiros anos do assentamento humano na América do Norte. 
Segundo os cientistas, um dos crânios tem características do Ártico e de outras populações modernas, enquanto um segundo, o mais antigo, remonta a sociedades européias. Ainda mais, um terceiro fóssil, de Las Palmas, é mais parecido com anatomias modernas da Ásia e dos nativos americanos.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Ferramentas encontradas no Idaho indicam ocupação humana da América do Norte mil anos antes do que se achava.

FERRAMENTAS ENCONTRADAS NO IDAHO INDICAM OCUPAÇÃO HUMANA DA AMÉRICA DO NORTE MIL ANOS ANTES DO QUE SE ACHAVA

Nova comprovação da presença humana na América antes da consolidação da ponte de Bering fortalece teoria da ocupação americana por barcos no Pacífico
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 30/08/2019.
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Reprodução
Foram desenterradas ferramentas líticas, além de outros artefatos, numa escavação em Cooper’s Ferry, Idaho (EUA), que sugerem que a habitação da região já estava fundamentada há 16.000 anos, mais de mil anos antes do que se achava. Os achados são considerados os mais antigos da América do Norte.
A inovadora escavação reforça a hipótese da ocupação da América pelas rotas marítimas do Pacífico, ao invés da famosa e ultrapassada Teoria de Bering.
Possível rota migratória de interiorização / Crédito: Reprodução
"O local da Balsa de Cooper está localizado ao longo do rio Salmon, que é um afluente da bacia do rio Columbia. Os primeiros povos que se deslocavam para o sul ao longo da costa do Pacífico teriam encontrado o rio Columbia como o primeiro local abaixo das geleiras, onde poderiam caminhar e caminhar facilmente remar para a América do Norte", disse Loren Davis, professora de antropologia da Universidade Estadual do Oregon
O sítio inclui duas áreas de escavação; as descobertas publicadas são sobre artefatos encontrados na área A, superior. Na parte inferior dessa área, os pesquisadores descobriram várias centenas de artefatos, incluindo ferramentas de pedra, carvão, rocha rachada pelo fogo e fragmentos ósseos prováveis de animais de médio a grande porte. Também há evidencias de uma estação de processamento de alimentos pré-histórica.
Ferramentas paleolíticas de Cooper’s Ferry / Crédito: Univ. Oregon
Em contramão à Teoria Clóvis, Davis afirma que "Agora temos boas evidências de que as pessoas estavam em Idaho antes da abertura do corredor. Essa evidência nos leva a concluir que os primeiros povos se mudaram para o sul das camadas continentais de gelo ao longo da costa do Pacífico".

terça-feira, 6 de junho de 2017

8 histórias de mitos que na verdade existiram.

8 histórias de mitos que na verdade existiram.

HISTÓRIA |  6 de junho de 2017 por Géssica Veloso
Mito é uma narrativa utilizada por gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que antes não eram compreendidos por eles. Os gregos utilizavam símbolos, deuses, heróis e até personagens sobrenaturais na demonstração.
Porém, o que provavelmente você não sabia é que algumas lendas contatadas como mitos são verdadeiras, pois de fato aconteceram ou existira. A Fatos Desconhecidos foi atrás e descobriu 8 histórias de mitos que na verdade existiram. Entre elas estão a Torre de Babel, os contos sobre os dragões e lobo-gigante que viveram na Terra. Essas e outras história você confere abaixo. 

1 – Cila e Caríbdis

Na mitologia grega, Cila era uma bela ninfa que acabou se transformando em um monstro marinho, já Caríbdis era uma criatura marinha protetora do mar. Porém, no Estreito de Messina, que separa a península Itálica da ilha da Sicília, já foi encontrado Caribdis, e cardumes que vivem no local também podem ter inspirado Cila.

2 – Tribos femininas Amazonas

O historiador grego Heródoto já narrava em suas obras sobre a história de tribos femininas as chamadas Amazonas que viviam sem homens, chegaram a ser capturadas, porém, fugiram, e acabaram sofrendo um naufrágio, mas sobreviveram. Elas lutaram contra um grupo de homens que tinha a linguagem iraniana e essas mulheres acabaram se casando com eles após prometerem que suas filhas seriam encorajadas a serem guerreiras.
Recentemente, arqueólogos encontraram sepulturas antigas de mulheres mortas com os ossos todos danificados por causa da guerra. Elas chegaram a serem enterradas com espadas, punhais e todos os artefatos que utilizam durante na batalha. Portanto, elas não foram uma lenda.

3 – Imoogi

Imoogi ou Imugi é uma criatura mitológica coreana que se parece com dragões e grandes serpentes. As lendas contavam que eles viviam em cavernas e sobreviviam por mil anos. O que, provavelmente os coreanos não sabiam é que de fato existia um espécie de serpente que viveu há cerca de 60 milhões de anos e tinha 14 metros de comprimento. A Titanoboa pesava mais de uma tonelada e poderia engolir um homem.

4 – Torre de Babel

A Torre de Babel é mencionada na Bíblia no livro de Gênesis e teria sido construída por descendentes de Noé após o Dilúvio. Porém, segundo historiadores, o local de fato existiu e se chamava Etemenanki, nome de um templo dedicado ao deus Marduque na cidade de Babilônia, destruído por Alexandre, o Grande.

5 – Dragão

Geralmente as histórias que incluem dragões são vistas como mitos, porém, o que poucos sabem é que de fato existiu a Megalania, uma espécia de lagarto gigante. Ele habitava na Austrália e entrou em extinção há cerca de 40 mil anos. Alguns historiadores relatam que o animal, parente do dragão-de-komodo, media cerca de oito metros de altura e pesava quase 2 toneladas. Além disso, a saliva da Megalania era venenosa e podia provocar a morte nas pessoas.

6 – Lobo-gigante

Esse animal é um mamífero extinto da família Canidae que habitou a América do Norte há cerca de 10 mil anos durante o pleistoceno, período quaternário que ocorreu entre 1,8 milhão a 11.000 anos atrás. Nessa época, o lobo-gigante viviam ao lado do homem, porém, morreram após a mega fauna, que antes tinham, entrar em extinção.

7 – Kraken

Kraken é uma espécie de calamar, conhecidos por ameaçar os navios no folclore nórdico, e até certo tempo era visto como algo místico. Porém, recentemente um Kraken foi encontrado no oceano do sul. Estima-se que o animal tenha 14 metros de altura e o bico e olhos sejam maiores que o de um calamar.

8 – Berserkers

Berserkers foram guerreiros nórdicos ferozes que haviam jurado fidelidade ao deus viking Odin. Eles já apareceram em poemas noruegueses e durante anos foram temidos, pois antes das batalhas despertavam uma fúria terrível. Porém, segundo historiadores, os Berserkers de fato existiram, e essa fúria era sentida devido algumas drogas alucinógenas que tomavam e os deixavam destemidos.
FONTE(S) Listeverse
IMAGENS Projeto quartzo azulGoblin punchWallpaperEvolução SelvagemSword lordCleofasDeviant artUm pouquinho de cada lugarListverse
nossa fonte: http://www.fatosdesconhecidos.com.br/8-historias-de-mitos-que-na-verdade-existiram/

quinta-feira, 11 de fevereiro de 1993

A grande saga dos vikings na América - 1ª, 2ª e 3ª parte.


A GRANDE SAGA DOS VIKINGS NA AMÉRICA – 1º PARTE
Ainda permanece a incógnita sobre quais foram os primeiros europeus que aportaram na América. Mas já está absolutamente comprovado que 500 anos antes de Colombo os vikings se instalaram na Groenlândia, fundaram colônias e mantiveram um intercâmbio comercial bastante intenso com a Europa. Nos arquivos do Vaticano consta o nome de vários bispos nomeados para a Groenlândia e Vinlândia, o que acaba com todas as dúvidas sobre o conhecimento pelos europeus de terras ou ilhas no ocidente. Entretanto, de algum tempo para cá, levando-se em conta certas lendas e mesmo as sagas dos vikings, julga-se que os celtas e irlandeses, antes dos navegadores vikings, já conheciam a existência da América e foram aqui primeiro chegaram, mas isso são apenas conjeturas.
Os vikings, vindos da Suécia, Noruega e Dinamarca, após conquistarem a Inglaterra em 711, passaram a atacar comunidades cristãs por toda a costa européia, desde a Rússia até a Itália e Constantinopla. Por volta do ano de 840, já haviam ocupado metade de Irlanda e invadido a Escócia. Depois de conquistar a Bretanha e o norte da França eles iniciaram a penetração no continente europeu.
A partir de 874 esses navegadores começaram a chegar a Islândia. Da Islândia os vikings continuaram sua expansão para o oeste tendo em 877, chegado a Groenlândia que batizaram de Terra Verde. Essas historias estão narradas em dezenas de “sagas” onde fatos reais podem estar entremeados de lendas. Então muitas dessas historias, muitas vezes, são contestadas.
No ano de 981, Eric o Ruivo, partiu da Islândia com um barco de 25 metros. Ele havia assassinado várias pessoas e para não ser condenado a morte fugiu em busca de aventuras e de saques. Sempre navegando para oeste, Eric chegou a Groenlândia, de onde pôde avistar novas terras a distância. Dizem que de cima de um monte, vêem-se as montanhas da América. Eric rumou para lá e no ano de 982 desembarcou em solo americano tendo passado o inverno caçando. Em 984 regressou a Islândia com a barca abarrotada de peles e marfim de morsa, valiosos. Quanto a essa primeira viagem de Eric para América existem controvérsias e não é aceita por muitos historiadores.
Em 983, Ari Marson partindo da Islândia, foi arrastado por uma tempestade até uma costa desconhecida, onde brancos que falavam o gaélico acolheram-no e batizaram-no à força na religião católica. Pensa-se que eram os celtas fugidos da Islândia, quando da chegada dos vikings.
Em 985, Erik voltou a Groenlândia, com 25 embarcações apinhadas com cerca de 1.000 homens, mulheres e gado. Iniciou então a colonização oficial da Groenlândia, fundando duas cidades: Eystribigdt e Vestibigdt.
Em 986 um certo Bjarni Horjulfsson, teve seu navio, com destino a Groenlândia, desviado da rota por uma tempestade, acabou costeando em uma vasta planície coberta de arvoredo. Chamou de “Markland”, terra dos bosques. Bjarni não desembarcou, mas navegou para o norte tendo passado por “Helluland”, terra das rochas planas e finalmente para o leste até a Groenlândia. Imagina-se que fossem terras da América do Norte.
Por volta do ano 1000 os vikings da Groenlândia converteram-se ao cristianismo por imposição do rei Olaf Tryggyvason da Noruega.
No ano de 1003, Leif Ericson, filho de Eric, tendo ido explorar estas terras, chegou a “Helluland”, que hoje é identificada como a ilha de Bafin. Navegando para o sul encontrou uma terra baixa e coberta de mato a “Markland”, provavelmente o Labrador de hoje. Prosseguindo chegou a um promontório de terra a sudoeste e a um rio com as margens cheias de arvores de frutas, cujas terras eram muito férteis. Subiu a corrente deste rio até o lago onde nasce e ali passou o inverno com seus 25 ou 35 companheiros. Como encontraram alguns cachos de uva silvestre denominaram o local de “Vinland”, a terra das vinhas. Este local poderia ficar na Terra Nova ou no continente americano. Em algumas expedições para o interior, eles encontraram homens contra os quais tiveram sangrentos combates o que inviabilizou a permanência no local.
Em 1005/6 Thovald, irmão de Leif Ericson, explorou novamente estes locais mas morreu em combates com os naturais. Em 1008 Leif Ericson voltou novamente à América, desta vez para fundar uma grande colônia, supostamente próximo do Cabo Coad, no atual estado de Massachusett, nos Estados Unidos. Também sobre esse estabelecimento não existem provas históricas e é refutado por alguns historiadores. No mesmo ano o nobre islandês Thorfinu Karselfni, teria encontrado indígenas chefiados por brancos, talvez celtas.
Por volta de 1010, Karselfni com vários navios trazendo gado e mais 165 colonos entre homens e mulheres, voltou à América, batizada então genericamente de Vinlândia, terra do vinho, para fundar uma nova colônia. Em 1013, o mesmo Karselfini ao navegar pela costa da Nova Escócia, após ter desistido de se instalar no local em vista das constantes escaramuças com os naturais da terra, o que inviabilizava a permanência no local, avistou um homem barbado na companha de duas mulheres e de duas crianças. Os adultos fugiram, as crianças foram capturadas e levadas para a Noruega.
No ano de 1014, Freydis, irmã de Leif Ericson, violenta e depravada, diante dos insucessos dos homens em se estabelecer no continente, organizou uma expedição composta exclusivamente por mulheres. Após vários combates sangrentos, elas foram completamente derrotadas.
Em 1026 o papa Inocência III, ao nomear um bispo para a Noruega, Islândia e Groenlândia, se queixava da irregularidade nas contribuições obrigatórias à Igreja. Embora a dificuldade de consulta nos arquivos do Vaticano conhece-se atualmente o nome de 17 bispos nomeados para a Groenlândia e bulas ordenando o rei da Noruega a organizar expedições para o oeste, para cobrar a contribuição anual devida.
Em 1038 o bispo enviado para a colônia, escrevia num relatório para Roma que: “seu rebanho compreendia quase 10.000 almas, fazendo, mais de 10 igrejas e até uma abadia”. Em 1054 o bispo Jon embarcou na Islândia com destino ao continente americano. Foi aprisionado e morto pelos indígenas.
- continua -


A GRANDE SAGA DOS VIKINGS NA AMÉRICA – 2º PARTE

- continuação -

A partir de 1075 as colônias vikings na Groenlândia cessaram de enviar notícias e donativos ao Vaticano. Ao mesmo tempo a influência viking começava a diminuir em todo o mundo. Em 1112 o papa nomeia o bispo Eric Ghupson para a Groenlândia e Vinlândia. Partindo da Dinamarca em 1121 com destino a América, Eric Ghupson desapareceu sem nunca mais dele se ter notícias. Em 1246, outro bispo Olav, chega a Groenlândia. Sob sua influência é feita a submissão da colônia ao rei da Noruega. Por volta de 1266, as colônias da Groelândia negam-se novamente a pagar tributo à Noruega, tendo o rei desta, Magnus, conseguido da Eric, rei da Dinamarca, uma frota e soldados com os quais dominou os rebeldes. Começou então a decadência da Groenlândia. Em 1285 padres da diocese de Gardar, na Islândia, teriam visitado a Vinlândia.

Em 1342 o sacerdote Ivar Kardson foi enviado para verificar o estado das colônias e encontrou as cidades e vilas da Groenlândia abandonadas e em ruínas. As regressar relatou ao rei da Noruega que, segundo supunha, seus últimos habitantes tinham emigrado para a Vinlândia.

Em 1354 o papa Inocência IV lançou um grito de alerta: As populações cristãs da Groenlândia e Vinlândia passavam mais de 12 anos sem que enviassem uma única pele nem uma única presa de morsa ao Vaticano. Convocado pelo papa, o rei da Noruega organizou uma nova expedição. Para verificar a verdade sobre o abandona da Groenlândia por seus habitantes, foi enviado em 1355, Paul Knutsson, cavaleiro da guarda pessoal do rei.

Aportando na Groenlândia, Knutsson descobriu casas e estábulos intactos, mas nenhum vestígio dos cristãos vikings. Supondo que a população houvesse partido em direção a regiões mais quentes a expedição ganhou o mar e aportou na região da atual cidade do Boston. Aí também não foram encontrados indícios dos vikings. Em vista disto as naus seguiram a costa em direção ao norte e entraram na baía de Hudson. Instalaram acampamento junto á foz do Rio Hudson, onde dez homens foram massacrados. Trinta homens subiram o Rio Neleve em canoas, atravessaram o Lago Winnipeg e rumaram para o Sul. Acamparam a 14 dias de marcha dos navios da expedição, onde gravaram um lápida junto a um carvalho: “Somos oito godos e vinte e dois noruegueses em viagem de exploração para o oeste da Vinlândia. Tínhamos levantado acampamento junto a umas ilhotas, a poucas jornadas para o norte deste local. Estivemos fora um dia e quando voltamos encontramos mortos e ensanguentados os dez homens que deixamos no acampamento. Salve Virgem Maria, livrai-nos do mal. Temos ainda outros dez homens tomando conta dos navios a quatorze jornadas desta ilha. Ano 1362”.

Somente em 1898 é que um agricultor de origem sueca, Olav Ohman, encontrou esta pedra entre as raízes de um álamo derrubado nas vizinhanças de Kensington, a oeste do lago Superior, a 2.500 quilômetros da costa atlântica. A descoberta era tão extraordinária que se pensou logo numa falsificação tendo em vista a origem também escandinava do fazendeiro. Mas depois, percebeu-se que quando os primeiros suecos estabeleceram-se no local em 1867 o álamo já existia ha muito tempo, sem levar em conta que o colono que descobrira a pedra mal sabia escrever. O exame apurado de alguns caracteres rúnicos confirmaram a absoluta autenticidade do achado. A pedra tem cerca de um metro de altura por meio de largura e foi decifrada totalmente dez anos após a sua descoberta.

A expedição de Knutsson não consegui nenhuma notícia dos cristãos desaparecidos. Oito anos após sua partida da Noruega, resolveram voltar. Em 1362 chegaram a pátria de origem enviando um relatório a Urbano VII que nesse meio tempo ocupava o trono do Vaticano.

Porque os vikings haviam desaparecido da Groenlândia? Esta resposta só foi conseguida em 1921 quando o arqueólogo Paul Nordlund descobriu um cemitério e deparou com criaturas estigmatizadas, gerações subnutridas, raquíticas, de estatura incrivelmente baixa, ainda mais considerando que os nórdicos eram homens corpulentos e altos. Mas o que precipitou o aniquilamento deste povo foi o fato de que o intercâmbio com a Islândia aos poucos foi rareando até cessar por completo. Como não possuíssem madeira para construir seus navios e procurar novas terras, foram aos poucos definhando até seu extermínio. Os que não sucumbiram pela alimentação deficiente, abandonaram tudo quanto recordasse a tradição européia e misturando-se os esquimós e outros povos da raça mongol, entre as quais, encontram-se indivíduos ainda com traças indicativos da procedência nórdica.

Em 1364 chegou à Noruega um barco. O último vindo da Vinlândia. Trazia alguns colonos de uma pequena aldeia, que tinham abandonado. No mesmo ano, o armeiro veneziano Nicolau Zeno, indo negociar na Irlanda, encontrou um marinheiro que contou-lhe em detalhes sua estada em uma terra além-mar. Lançado sobre uma ilha chamada Estotiland, encontrou nela uma cidade, com um rei e um intérprete que sabia latim. Os habitantes desta ilha, menor que a Islândia, porém mais fértil, faziam com a Groenlândia, comércio de peles e enxofre. Como conheciam o uso da bússola, os náufragos foram encarregados pelo rei de dirigirem uma expedição a um país situado ao sul chamado Dracéia. Ali foram devorados pelos canibais a exceção de um só, que foi poupado pela sua maravilhosa habilidade de pesca. Quando regressou a sua terra o marinheiro contou ainda que ao sudoeste encontravam-se outros povos mais civilizados que conheciam o uso dos metais preciosos. Seriam os Astecas?

Entre 1380 a 1395, excitado pela possibilidade de ganhar muito dinheiro, os irmãos Nicolau e Antonio Zeno organizaram, com o auxílio de um conde das ilhas Orcadas, Henry Sinclair, uma expedição de vários navios com destino ao Ocidente tendo visitado todas as terras descobertas pelos escandinavos, e delas formaram um mapa, contendo as ilhas da Islândia, Faröe e Groenlândia. O mais curioso é que indicaram que a mais de mil milhas a oeste da Faröe, existia uma ilha chamada Frislan, e ao sul da Groenlândia, duas costas chamadas Estotilan e Drocéia. Julga-se que Estotilan corresponda a Terra Nova e Drocéia a Nova Escócia ou Nova Inglaterra no atual Canadá.

Em 1424 o rei da Dinamarca envia Claudius Clavus Swart em uma missão de reconhecimento para tomada de posse da Groenlândia. Em 1474, outra expedição, desta vez dirigida por Pining e Tothorst volta à Groenlândia. Em 1476, foi a vez do polaco João Szoolny a serviço do rei da Dinamarca aportar às praias do Labrador, no atual Canadá.

- continua 


A GRANDE SAGA DOS VIKINGS NA AMÉRICA – 3º PARTE
- continuação -
Entretanto, se a presença dos vikings na Groenlândia estava absolutamente comprovada pelo grande número de indícios lá encontrados, sua presença da América tinha fortes restrições, principalmente porque não havia nenhuma prova física de sua presença na América do Norte.
Em 1965 foi descoberto um mapa que aparentemente datava de século XV. Ele mostrava uma terra chamada Vinland, a oeste da ilha da Groenlândia. Esse mapa só poderia ter sido traçado baseado em informações dos viajantes nórdicos e era uma prova clara de que eles tinham chegado a América. Entretanto análises químicas da tinta empregada no mapa demonstraram que um pigmento empregado na tinta teria sido utilizado somente a partir do fim do século XIX, o que demonstrava que o mapa seria falso.
A prova definitiva e indiscutível da chegada dos vikings a América foi encontrada na pequena vila de L’Anse aux Meadows, no norte de Newfoundland, na Terra Nova, Canadá. Os arqueólogos noruegueses Helge Ingstad e sua esposa, seguindo informações de habitantes do local, descobriram, próximo a uma baía pouco profunda, um pequeno complexo de edifícios, formando um arco, junto a um riacho de água doce. Lá encontram vários artefatos nórdicos. Havia objetos de bronze e ferro, como uma pequena fundição. Provas irrefutáveis da colonização viking. Por volta do século X e XI, os nativos da região não utilizavam esses metais Os edifícios também diferiam dos indígenas em tamanha e estilo de construção, e se assemelham aos da Groenlândia. Baseado no teste de carbono 14, aplicando novas técnicas de datação descobertas recentemente, foi possível datar a chegada dos vikings em L’Anse aux Meadows, exatamente no ano 1021. Acredita-se que eram cerca de uns 100, que viviam em algumas casas, e ficaram no local por pouco mais de 10 anos. Hoje o local é patrimônio da humanidade tombado pela UNESCO.
L’Anse-aux-Meadows, é o único local da América onde está comprovada de maneira definitiva e irrefutável a presença viking na América. Não se sabe se eles instalaram-se em outras partes da América do Norte ou não, mas assim mesmo sua ocupação foi por um pequeno espaço de tempo. Incapazes de estabelecer uma boa relação com os nativos, provavelmente seus habitantes regressara a Groenlândia ou foram dizimados pela fome ou pelo confronto com os nativos. Há ainda uma possibilidade remota de terem sido absorvidos pelas populações nativas e rapidamente ter perdido sua identidade cultural. Mas isso é uma hipótese remota e não comprovada.
Se L’Anse-aux-Meadows, foi apenas uma porta de entrada dos vikings na América, ainda está para ser encontrada a localização mais precisa da Vinlândia. Mas para isso será necessário descobrir e autenticar materiais nórdicos em outros lugares da América do Norte.
O fato da Terra Nova não ser região climaticamente favorável para o crescimento de uvas, suscitou especulações que a Vinlândia não poderia situar-se ali, mas mais para o sul, onde o clima é muito mais ameno e propício para essa cultura. Especula-se que o atual estado de Massachussets, nos Estados Unidos poderia ser o local mais propício para o desembarque dos primeiros colonos vikings.
Os fatos de serem encontradas, uma moeda de prata do rei norueguês Olaf Kyrri (1066-1093) em Maine, no sul, e artefatos vikings na região ártica ao norte, não são suficientes para dizer que os vikings estiveram nesses locais, mas podem ser objetos que eles utilizaram em trocas comerciais com os habitantes da terra e acabaram sendo transportados para ali.
Em 12 de outubro de 1492, Colombo chagava às Antilhas. Essa é a data oficial do descobrimento da América. Entretanto Colombo através de viagem que fizera à Irlanda e de livros que lera, tinha absoluta certeza de que encontraria terras a oeste. Seu erro foi julgar ter chegado às Índias.
Em 17 de maio de 1992, uma réplica de um barco construído na Noruega seguindo as técnicas tradicionais, navegou pela mesma rota dos exploradores vikings, atingiu a América do Norte. Depois prossegui até Washington, onde a viagem terminou em 9 de outubro, demonstrando que tal travessia era perfeitamente possíveis a 1000 anos atrás.
F I M
BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, Roberto P. de & LISBOA, Luiz C. – Grandes Enigmas da Humanidade – Editora Vozes, Petrópolis-RJ., 1969.
CANTU, Cezare – História Universal, vol. XVIII – Editora das Américas, São Paulo-SP, 1964.
GRAHAM-CAMBELL, James – Os Viquingues – Vol. II – Edições del Prado – Madrid-ESP, 1997.
KOLOSINO, Peter – Antes dos Tempos Conhecidos – Editora Melhoramentos, São Paulo-SP., 1971.
MARTINS, Rui Pedro Patrício Cabrita – As Ilhas Míticas do Atlântico - 1998.
PRIETO, Heloisa – A Saga de Erik – Editora Paulicéia – São Paulo-SP, 1992.
SAANADA, Yuri e Vera – Histórias e lendas do Descobrimento – Ediouro. – Rio de Janeiro-RJ, 1999.
JORNAIS E REVISTAS:
COPSTEIN, Jaime – Os nomes que o Brasil já teve – Correio do Povo, Porto
Alegre-RS, 03.03.68
GARDELIN, Mário – Esplendor e morte dos vikings na Groenlândia – Correio do
Povo, Porto Alegre-RS, 31.04.70.
GOMES, Flávio Alcaraz – O verdadeiro descobridor da América – Zero Hora, Porto Alegre-RS, 10.10.83.
KERVRAN, Luiz – Quem descobriu a América? – Planeta, no 9, Editora Três, São Paulo-SP., maio/1973.
SAMPAIO, Ferando G. – Os vikings na América – Correio do Povo, Porto Alegre-RS, 10.08.69.
INTERNET
MARTINS, Rui Pedro Patrício Cabrita – As Ilhas Míticas do Atlântico .

Publicação de Zeno Antônio Becker Filho.


 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 1993

Vikings viveram na América do Norte há mil anos, diz novo estudo.

VIKINGS VIVERAM NA AMÉRICA DO NORTE HÁ MIL ANOS, DIZ NOVO ESTUDO

Análise de ferramentas deixadas pelos nórdicos permitiu datar com exatidão o período em que eles estiveram no Canadá
Por History Channel Brasil em 20 de Outubro de 2021 às 20:30
Vikings viveram na América do Norte há mil anos, diz novo estudo-0

Um novo estudo aponta que os vikings habitaram a América do Norte há mil anos. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda, analisaram artefatos de madeira encontrados por arqueólogos na região de Terra Nova e Labrador, no Canadá. O local é conhecido por ter abrigado um assentamento nórdico no passado.

Presença dos vikings na América

Pesquisas anteriores foram inconclusivas quanto à época exata na qual os vikings estiveram na localidade de L’Anse aux Meadows. O novo estudo chegou a uma data mais precisa ao analisar a madeira cortada para produzir os artefatos. Além disso, uma tempestade solar que ocorreu há mais de mil anos também ajudou os pesquisadores a estabelecer a data na qual os nórdicos viveram naquela região da América do Norte.

Em primeiro lugar, a análise demonstrou que a madeira usada para fabricar os artefatos foi cortada com ferramentas de metal (tecnologia que não era dominada pela população indígena da América do Norte, mas era utilizada pelos vikings). Os pesquisadores também estudaram as peças usando um método chamado dendrocronologia, processo de datação feito com base nos anéis de crescimento presentes nos troncos das árvores.

Reconstrução de cabana viking em L’Anse aux Meadows
Reconstrução de cabana viking em L’Anse aux Meadows

Ao examinar os anéis na madeira usada para fabricar os artefatos vikings, os pesquisadores identificaram um aumento nos níveis de radiocarbono, fenômeno relacionado a uma tempestade solar da qual os cientistas já tinham conhecimento. “O aumento distinto na produção de radiocarbono que ocorreu entre 992 e 993 d.C. foi detectado em arquivos de anéis de árvores de todo o mundo”, disse Michael Dee, principal autor do estudo. Os três objetos de madeira estudados mostram esse pico de radiocarbono exatamente no mesmo ponto: 29 anéis de crescimento antes de chegar na borda da casca.

“Encontrar o sinal dos 29 anéis de crescimento da tempestade solar na casca nos permitiu concluir que a atividade de corte ocorreu no ano 1021 d.C.”, disse Margot Kuitems, coautora do estudo, publicado na revista Nature. O sítio arqueológico de L'Anse aux Meadows foi descoberto nos anos 1960. Inicialmente acreditava-se que os vikings tivessem ocupado o local durante um breve período, mas existe a possibilidade de que eles tenham voltado para lá em diferentes momentos posteriores.

Fontes
 
CNN e Science News
Imagens
 
iStock.