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domingo, 12 de abril de 2020

A vida íntima de Leonardo Da Vinci.

HOMOSSEXUALIDADE E RENASCENTISMO: A VIDA SEXUAL DE LEONARDO DA VINCI

A sexualidade de um dos maiores gênios da humanidade ainda é objeto de estudo de inúmeros pesquisadores ao redor do mundo
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 12/04/2020
Leonardo Da Vinci
Leonardo Da Vinci - Wikimedia Commons
“O maior gênio da história era filho ilegítimo, gay, vegetariano, canhoto, muito disperso e, às vezes, herético”, alegou Walter Isaacson, jornalista e autor de inúmeras biografias, entre as quais a mais recente Leonardo da Vinci. Usando 30 diários do gênio italiano como referência, com mais de 7.200 páginas, essas foram as conclusões tiradas por Isaacson.
A orientação e vida sexual de um dos maiores artistas e inventores da Renascença ainda são questões debatidas por pesquisadores. Mesmo assim, é possível observar indícios de algumas particularidades em suas relações de com dois de seus aprendizes.
Gian Giacomo Caprotti, posteriormente conhecido como Salaì, chegou ao ateliê do pintor em Milão por volta de 1490, com 10 anos. Ele foi aprendiz na oficina de Leonardo. Caprotti se tornaria seu discípulo preferido, deixando um sinal indelével em sua vida. Tanto que o gênio toscano lhe deu o nome de Salaì, em referência ao sultão Saladino, líder islâmico nas cruzadas, que era tão sanguinário quanto sedutor.
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Desenho de Da Vince que pode ser Salaì / Crédito: Wikimedia Commons
Leonardo ficou fascinado pela beleza do garoto e o retratou em diversos desenhos. Ele virou modelo de pinturas como San Giovanni Battista e alguns estudiosos até analisam como a famosa Mona Lisa pode ter sido inspirada no rosto de Salaì.
Mas em 1505, outro aprendiz junta-se ao ateliê de Leonardo. Francesco Melzi passou a ser uma espécie de “secretário particular” para o mestre e, a partir disso, os dois desenvolveram uma certa proximidade. 
Ainda com essas especulações, é preciso analisar também como era o contexto de Florença, na Itália. Segundo o professor Vezzosi, ser homossexual na Florença da Renascença não era algo tão raro. “A cidade era muito mais tolerante e liberal do que outras cidades-estados italianas da época. Especialmente com os artistas. Tanto que se dizia que a homossexualidade era a ‘doença florentina’”, explica.
A expressão “florenzer” tornou-se uma gíria alemã que fazia referência a relação de pessoas do mesmo sexo.
As autoridades da cidade tentaram controlar essa “prática”, pedindo aos seus habitantes que denunciassem caso avistassem alguma possível relação homossexual. Leonardo foi vítima desse cenário — aos seus 23 anos, ele se tornou um dos maiores acusados de sodomia.
“Há alguns indícios, que vão da denúncia por sodomia em 1476 ao fato de que nunca se casou nem teve filhos, a completa ausência de relatos de suas amantes ou namoradas e seus comportamentos efeminados”, explica o professor Vezzosi. “Ao mesmo tempo, entre os escritos de Leonardo aparecem vários desenhos de órgãos genitais femininos e referências ao orgasmo da mulher. Ele devia saber do que estava falando para escrever isso com tanta precisão.”
Elizabeth Abbott, no livro, A History of Celibacy (História do Celibato, em tradução livre), analisa que a denúncia por sodomia foi um trauma na vida do artista, que passou a praticar o celibato até o fim de sua vida, embora ainda fosse homossexual.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Quadro Salvatore Mundi de Leonardo da Vinci tem mistério revelado.

 QUADRO SALVATORE MUNDI DE LEONARDO DA VINCI TEM MISTÉRIO REVELADO

Estudo feito por cientistas da Universidade da Califórnia aponta que o artista renascentista entendia de ótica e física
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 09/01/2020
Quadro Salvatore Mundi de Leonardo da Vinci
Quadro Salvatore Mundi de Leonardo da Vinci - Getty Images
Cientistas podem ter resolvido um dos grandes mistérios da pintura Salvator Mundi, de Leonardo da Vinci. Durante anos, muitos questionaram o motivo da esfera de vidro da pintura não mostrar sinais de refração e reflexo de luz.
Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, Jesus está segurando uma esfera oca em vez de sólida — essa hipótese já foi discutida por historiadores da arte.
A dúvida é gerada pelas vestes de Cristo que são mostradas sem nenhuma distorção ou ampliação atrás da esfera. Outro ponto a se destacar são as três manchas brancas pintadas em sua superfície.
Comparação de como seria a esfera sólida (figura A), em relação a esfera oca (figura B) / Crédito: Reprodução arXiv.org

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica de computação chamada de renderização inversa. Nela, os detalhes de uma imagem bidimensional são transformados em tridimensionais. Além da ferramenta de simulação de luz, um software de modelagem e animação em 3D também foi utilizado.
A pesquisa afirma que se a esfera fosse uma massa sólida, ela agiria como uma lente convexa, o que inverteria e ampliaria qualquer coisa por trás dele — fenômeno que não ocorre na pintura.
“Uma esfera oca não causa tal distorção. Essa análise sugere que Leonardo entendeu essas propriedades óticas das esferas ocas e como evitar distorções óticas na renderização das dobras da túnica do sujeito", relatam os pesquisadores em artigo que foi publicado no periódico científico arXiv.org.
A pintura, datada de cerca de 1500 d.C., foi vendida por US $ 450 milhões em 2017 — tornando-a a pintura mais cara do mundo. Além dessa controversa, a obra ainda possui outras polémicas: vários estudiosos sugerem que da Vinci contribuiu apenas com algumas partes da pintura, ou seja, que ele não estava envolvido em tudo.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Artes inacabadas e fama de herege, a verdade por trás das obras de Leonardo da Vinci.

ARTES INACABADAS E FAMA DE HEREGE, A VERDADE POR TRÁS DAS OBRAS DE LEONARDO DA VINCI

O artista inovou técnicas de pintura, e foi o responsável por inovações tecnológicas e científicas
CARLO CAUTI PUBLICADO EM 28/12/2019
Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci - Getty Images
O que está comprovado na carreira artística de Da Vinci é certa descontinuidade. “Várias de suas obras ficaram inacabadas ou foram recusadas pelos clientes, tornando-o famoso por completar poucos trabalhos que começou”, afirma Marco Cianchi, professor da Academia da Galeria de Florença e um dos maiores estudiosos de Leonardo da Vinci do mundo.
Por falta de documentos, ao longo dos séculos, a literatura transformou esses estranhos “fracassos” em uma sina que teria acompanhado o pintor no decorrer da sua vida: a suposta “maldição Da Vinci”. Esse “azar” provavelmente estava mais relacionado com o fato de o artista ser inovador demais para o seu tempo.
“Leonardo pensava, idealizava, desenhava e criava coisas muito além do seu tempo. Teve intuições incríveis para um homem nascido no século 15, como o escafandro ou o paraquedas, obras que foram compreendidas, de fato, somente no século 20. É óbvio que um gênio tão além do seu tempo teria encontrado dificuldades para ser entendido por seus contemporâneos”, diz Vezzosi.
Crédito: Getty Images
A boa notícia é que na Florença de Lourenço, o Magnífico, esses dotes não passaram despercebidos. Esse soberano da cidade, da família dos Médici, era extremamente culto, um humanista que amava se cercar de artistas, pintores e intelectuais. Entre eles, estava Verrocchio, que introduziu Leonardo na corte. E foi graças a isso que, por volta de 1479, sua carreira deu uma grande virada.
Da Vinci se tornou consultor militar e de engenharia de Lourenço, que gostava cada vez mais dele. Um rabisco da época mostra essa ligação: Leonardo desenhou em seu caderno o cadáver enforcado de um dos responsáveis pela Conspiração dos Pazzi, Bernardo di Bandino Baroncelli, que havia matado o irmão de Lourenço.
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Crédito: Getty Images
“Além de misturar arte e ciência para criar obras-primas, Leonardo desenvolvia técnicas de pintura revolucionárias, como as chamadas sfumato ou chiaroscuro”, explica o professor Mazzocco.
Em 1482, Leonardo tinha conquistado tanta confiança dos Médici que foi enviado para Milão como embaixador cultural de Florença. A cidade italiana naquele momento histórico era a capital do mundo não somente por sua potência econômica e política, mas também por ser o maior centro de artes e cultura do planeta. Por isso, os Médici enviavam artistas florentinos em missões diplomáticas às cortes de toda a Europa para realizar obras de arte in loco.
Certa vez, Leonardo teve de levar para o Duque de Milão, Ludovico, o Mouro, uma homenagem: uma lira inteiramente de prata esculpida por ele mesmo com a forma de uma cabeça de cavalo. Um objeto, aliás, que só o próprio Leonardo sabia tocar. Grande músico, Da Vinci ficou em primeiro lugar em uma competição musical, ganhando de todos os milaneses e conquistando de uma vez a simpatia do duque.
Em Milão, Leonardo percebeu uma alta produtividade e abertura mental para as inovações tecnológicas e científicas que não existia em Florença — ainda muito ligada às artes clássicas e ao neoplatonismo. Assim, entendeu que naquela cidade do norte da Itália havia uma oportunidade profissional.
Sem perder tempo, apresentou para o duque uma carta de emprego, uma espécie de currículo da época, oferecendo-se para permanecer em Milão a serviço da corte dos Sforza. No documento, Leonardo descreveu suas habilidades como engenheiro, principalmente de estruturas militares e obras hidráulicas, além de arquiteto, mecânico, músico, poeta e figurinista, deixando por último sua aptidão como pintor e escultor — uma ironia em se tratando daquele que se tornaria o autor da pintura mais famosa do mundo, a Mona Lisa.
Ludovico o contratou. Não apenas porque precisava de um homem com tantas habilidades para ajudá-lo em suas contínuas guerras, mas também porque estava interessado na produção de uma enorme estátua equestre em bronze de Francesco Sforza, seu pai, que Leonardo prometeu fundir.
A estátua, porém, nunca saiu do papel, pois todo o bronze disponível era destinado à produção dos canhões. De todo modo, o artista ficou em Milão por 20 anos, projetando sistemas de irrigação, pintando retratos, desenhando máquinas militares, estudando, mas, principalmente, preparando cenografia para as festas na corte dos Sforza.
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Crédito: Getty Images
Isso mostra, mais uma vez, a versatilidade do gênio, que passava da criação de um protótipo de tanque de guerra à do salão de festas do palácio de Milão, e até à da cozinha, naturalmente. 
Só que o artista se sentia explorado pelos Sforza. Em 1485, escreveu uma carta reclamando formalmente com o duque por ter recebido apenas 50 ducados como salário. Muito pouco para sustentar “seis bocas”: a sua, de três ajudantes do ateliê, de um funcionário e de uma empregada chamada Caterina.
Segundo alguns estudiosos, essa Caterina poderia ser sua misteriosa mãe, que teria ido morar com ele em Milão, já que o filho parecia ter alcançado uma vida boa — não que Leonardo tenha deixado qualquer texto que possa confirmar essa identidade. Entre os ajudantes, estava o inseparável Salaì, que o acompanhou por 24 anos em suas viagens.
Foi em Milão que Leonardo pintou uma das suas obras mais famosas, A Última Ceia, um afresco no convento dominicano de Santa Maria delle Grazie que revela bem o caráter do artista: uma excessiva vontade de experimentar e certa falta de compromisso com os clientes.
Da Vinci trabalhou nessa obra entre 1495 e 1498, mas não seguiu as regras artísticas da época, escolhendo pintar em cima de uma argamassa seca, ao invés de úmida, como de costume. O problema é que a umidade da parede comprometeu a obra e a imagem começou a se deteriorar rapidamente.
Além disso, os frades foram até o duque reclamar que o artista. “Nunca aparecia por lá para trabalhar. Ele era assim: procrastinava tudo para seguir seus próprios interesses. A questão é que essa não era a melhor forma de conquistar clientes”, afirma o professor Mazzocco.
E, se A Última Ceia acabou estragando, pelo menos a fama da obra permaneceu inviolada pelos séculos. Em livros de ficção histórica como O Código da Vinci, de Dan Brown, e A Ceia Secreta, de Javier Serra, por exemplo, Leonardo leva a fama de herege por causa da obra.
Crédito: Getty Images

Para alguns, a pintura teria símbolos da heresia cátara (presente na Europa entre os séculos 10 e 13); para outros, estaria clara a sua predileção pela figura de São João Batista, um indício de adesão à seita dos jonitas, a mesma dos Templários e da Ordem de Malta.
O próprio Vasari, o biógrafo, escreveu que Leonardo, como um bom homem de ciência, não tinha particular simpatia pela religião. Mas não existem evidências que permitam reconstruir seu pensamento em relação à doutrina católica.
“Não podemos dizer que Leonardo foi ateu, pois ele acabou indo até Roma, morou no palácio do papa, pintou cenas religiosas e escreveu sobre os rituais católicos. Mas ele era um homem livre, tinha um comportamento contrário à modéstia exigida pela Igreja e provavelmente não aguentava a pressão dos textos sagrados. Queria ser intelectualmente livre. E, disso, a sociedade da época não gostava”, explica o professor Cianchi.
A certeza é que Da Vinci morreu religiosíssimo, pois deixou em seu testamento o número detalhado de padres que ele queria no velório e de missas que ele contratou (e pagou) para relembrá-lo após sua morte. Nenhum ateu ou agnóstico teria tido tanta atenção para cerimônias funerárias.

sábado, 5 de outubro de 2019

Conheça as 10 obras de arte mais caras da história.

CONHEÇA AS 10 OBRAS DE ARTE MAIS CARAS DA HISTÓRIA

Algumas vezes, obras de arte que já foram consideradas comuns passaram a valer milhões de dólares
ALANA SOUSA PUBLICADO EM 05/10/2019

“A Lua”, de Tarsila do Amaral
“A Lua”, de Tarsila do Amaral - Domínio Público

O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) anunciou neste ano a compra da obra A Lua, de Tarsila do Amaral, por US$ 20 milhões (cerca de  R$ 74 milhões). A pintora, que é uma das figuras mais importantes do movimento artístico moderno no país, é a artista brasileira com o quadro mais caro a ser vendido. No mundo do mercado de arte, é comum vermos artistas de renome terem suas obras, postumamente, vendidas por uma fortuna.
Veja as obras mais caras da história a serem comercializadas:
1. “Salvator Mundi”, de Leonardo da Vinci

Crédito: Reprodução

A obra retrata Jesus Cristo dando uma bênção com a mão direita erguida e os dedos cruzados, enquanto segura uma esfera de cristal na mão esquerda. Pintada em 1500, foi vendida por US 450,3 milhões ( cerca deR$ 1,5 bilhão) para a empresa de arte Christie's, de Nova York.
2. “Interchange”, de Willem de Kooning

Crédito: Reprodução

A obra abstrata do movimento expressionista foi criada em 1955, pelo pintor holandês Willem de Kooning. O quadro foi adquirido em 2016 numa venda privada pelo bilionário americano Ken Griffin, por US 300 milhões (pouco mais de R$ 1 125 bilhão).
3. “Quando te Casarás?”, de Paul Gauguin

Crédito: Reprodução

A pintura (em francês Nafea Faa Ipoipo) de 1892, do pintor francês Paul Gauguin, foi comprada em 2014 por US 300 milhões (cerca de R$ 1 125 bilhão). O comprador do Catar manteve sua identidade em sigilo.
4. “Os jogadores de cartas”, de Paul Cézanne

Crédito: Reprodução

A tela criada entre 1890 – 1895 foi comprada pela família real do Catar em 2012 por US 250 milhões ( cerca de R$ 935 milhões). O quadro é parte de uma série de quatro pinturas, que se encontram nas coleções de museus americanos.
5. “Les femmes d’Alger (version O)”, de Pablo Picasso

Crédito: Reprodução

A pintura de 1955 do pintor espanhol, também conhecida como “As mulheres de Argel”, foi vendida em 2015 por US 179,36 milhões ( cerca de R$ 670 milhões). A obra é uma das 15 variações de “Les femmes d’Alger”, criada por Picasso como uma homenagem para seu amigo, e também pintor, Henri Matisse.
 6. “Nu deitado”, de Amedeo Modigliani

Crédito: Reprodução

A obra de 1917 gerou polêmica quando foi apresentada por Modigliani pela primeira vez, mas tornou-se uma das maiores obras de sua carreira. Foi vendida em 2015 na empresa Christie's, de Nova York, por US 170,4 milhões (cerca de R$ 637 milhões).
7. “Três estudos de Lucian Freud”, de Francis Bacon

Crédito: Reprodução

A tela tripla do pintor britânico é considerada uma de suas obras mais importantes. Levaram 15 anos para reunir os três painéis, após eles terem sido vendidos separadamente na década de 1970. Foi vendida por US 142,4 milhões (cerca R$ 532 milhões), em 2013, na empresa Christie's, de Nova York.
8. “L'homme au doigt”, de Alberto Giacometti

Crédito: Reprodução

“O homem que aponta” (em tradução livre) é uma escultura feita de bronze em 1947. Representa a filosofia do existencialismo. Foi comprada em 2015 por US 141,3 milhões (cerca de R$ 528 milhões).
9. “O grito”, de Edvard Munch

Crédito: Reprodução

A obra mais famosa do pintor norueguês é um marco do expressionismo alemão, tornou-se um símbolo universal de angústia e horror. Criada em 1893, foi vendida em 2012 por US 119,92 milhões (cerca de R$ 446 milhões) pela casa de leilão Sotheby's, em Nova York.
10. Tela sem título, de Jean-Michel Basquiat

Crédito: Reprodução

A tela de 1982 nunca recebeu nome de seu autor, mas é a obra de maior sucesso do artista. Retrata uma face na forma de um crânio. Basquiat morreu em 1988, aos 27 anos, em decorrência de uma overdose de drogas. Sua obra foi vendida em 2017 por US 110,5 milhões (cerca de R$ 412 milhões).

terça-feira, 3 de setembro de 2019

A última ceia: conheça os símbolos ocultos no mais famoso quadro de Da Vinci.

A ÚLTIMA CEIA: CONHEÇA OS SÍMBOLOS OCULTOS NO MAIS FAMOSO QUADRO DE DA VINCI

Leonardo Da Vinci foi um dos maiores gênios a passar pela Terra. Teria ele deixado significados ocultos em suas obras?
VINÍCIUS BUONO PUBLICADO EM 03/09/2019.
O famoso quadro de Leonardo Da Vinci
Reprodução
A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci, é uma das pinturas mais famosas da história. Junto com a Mona Lisa, são as obras magnas de um dos homens mais talentosos que já passou pela Terra.
Não se sabe exatamente quando Da Vinci trabalhou nele, mas especula-se que tenha sido por volta de 1495 a 1498. A Última Ceia mostra o incômodo entre os apóstolos diante da revelação, por Jesus, de que algum deles irá traí-Lo.
Existe toda uma simbologia oculta no quadro, como em todos de Da Vinci. O livro O Código Da Vinci, de Dan Brown, mistura fantasia e realidade na hora de falar sobre esses mistérios, principalmente os da Mona Lisa.
Ainda assim, A Última Ceia também não fica atrás, levantando debates até hoje acerca dos significados dos diversos elementos presentes na obra. 
Confira alguns desses mistérios.
Maria Madalena.
No lugar mais importante da mesa, à direita de Jesus Cristo, três de seus seguidores estão reunidos. Um deles é aceito como o Apóstolo João, tido como aquele que Jesus amou. No entanto, seus cabelos longos, figura esguia e um grande pingente no peito levam muitos a acreditar que seria, na verdade, Maria Madalena. 
Naquela época (e até hoje), nem todos queriam acreditar que uma mulher — uma prostituta, ainda — estaria à direita de Jesus. Por isso, a explicação que encontraram foi a de que seria João.
Alguns rejeitam essa ideia dizendo que Maria Madalena era reverenciada, principalmente pela Ordem Dominicana, a quem Da Vinci fez a pintura. Dizem, também, que não teria porque escondê-la, já que ela é representada em outros quadros semelhantes. João teria características efeminadas por causa do estilo do artista.
Judas Iscariotes.
Segundo consta, Judas foi a principal causa do atraso na conclusão da obra porque Da Vinci não conseguia dar a ele uma face que lhe agradasse. Acabou saindo como um estereótipo da época: a pele mais escura e o nariz curvo e avantajado eram uma maneira pejorativa de retratar os judeus.
Ele também parece ter derrubado um pote de sal, algo que dá azar. Outro significado mais obscuro tem a ver com o pão. No evangelho segundo São Mateus, Jesus diz que o traidor é aquele que molhar as mãos na tigela junto com ele. No quadro, as mãos de Judas e de Jesus parecem se direcionar para o mesmo recipiente, ao mesmo tempo.
O copo dele é o único que tem leite e não vinho, indicando que ele não está no mesmo patamar daqueles que bebem o Sangue de Cristo.
Numerologia.
Da Vinci não era devoto e, por muitas vezes, entrava em choque com a Igreja, já que seus trabalhos valorizavam muito mais a figura humana em detrimento do divino. Acusações de homossexualidade também afastavam-no do Clero e, consequentemente àquela época, de Deus.
Por isso, muitos entendem que a maneira que os personagens estão dispostos, em dois grupos de três, Jesus no centro e mais dois grupos de três do outro lado, algo como 3-3-1-3-3.
Isso seria uma referência ao livro bíblico das Lamentações, 3:31-33. A passagem diz: "Porque o Senhor não o desprezará para sempre. Embora ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível". Aplica-se à vida do próprio Da Vinci e à esperança que ele teria de ser perdoado por Deus.


No Natal de 2020 fizeram essa imagem de brincadeira pelo momento de pandemia do coronavírus que o mundo estava vivendo.

fonte: https://www.facebook.com/193505894007242/photos/a.679194112105082/3855429794481482/

Boa pesquisa.


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Ninguém sabe onde está o quadro mais caro do mundo.

ARTES PLÁSTICAS
Em 2017, o quadro "Salvator Mundi", atribuída ao genial Leonardo da Vinci, foi vendido por mais de 450 milhões de dólares a um príncipe saudita. Agora, quando a obra-prima deveria ser exposta na sucursal do Museu do Louvre, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), não se sabe seu paradeiro.
De forma extraoficial, os empregados do museu disseram não ter conhecimento sobre onde a obra se encontra. Assim, pode-se compreender por que a mostra que havia sido planejada para setembro de 2018, na qual o quadro seria a estrela, foi cancelada. Até agora, ninguém deu uma explicação oficial.
[VÍDEO RELACIONADO: A verdadeira face de Leonardo Da Vinci - Restrato ou auto-retrato?]
Entre as muitas especulações que existem em torno do paradeiro de “Salvator Mundi”, existe uma que afirma que o quadro se encontra nas mãos do homem que comprou a obra, o príncipe saudita Bader bin Abdullah bin Mohammed bin Farhan Al Saud, ainda que não haja uma confirmação oficial. Alguns especialistas questionam a atribuição da pintura a Leonardo da Vinci. Também há a hipótese de que a autoria da obra esteja sendo analisada antes de sua exibição.
O quadro de da Vinci é uma pintura a óleo de 45cm X 66cm, elaborada próximo ao ano 1500. Considerado o quadro mais caro do mundo, representa Jesus Cristo vestido com uma túnica renascentista, fazendo uma bênção com a mão direita e segurando uma bola de cristal com a mão esquerda.
Fonte: NY Times 
Imagem: Domínio Público

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Descoberto manuscrito de Leonardo da Vinci em biblioteca de Nantes.


O jornal francês Presse Ocean identificou um manuscrito sobre o vôo dos pássaros como obra nunca divulgada de Leonardo da Vinci na biblioteca de Nantes, e especialista do gênio italiano confirmou a informação nesta terça.

O estudioso Carlo Pedretti explicou ao jornal que "se trata de notas sobre o ar e o vento, relacionadas ao estudo sobre o vôo dos pássaros" e que foi escrito em torno de 1504, mesma época que da Vinci começou a pintar a Monalisa.

O texto faz parte do acervo da biblioteca Demy de Nantes desde o final do século XIX, mas só na semana passada que foi vinculado a Leonardo da Vinci. A descoberta ocorreu graças à pista fornecida por um jornalista do Presse Ocean que acabava de fazer uma viagem a Milão e leu uma biografia do artista do Renascimento.

A diretora da biblioteca, Agnès Marcetteau, que trabalhava no local há mais de 20 anos declarou que até então nenhum estudioso tinha perguntado sobre o documento. O manuscrito foi descoberto dentro da coleção Labouchère, composta por pelo menos 3 mil peças. 07 de dezembro de 2010.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4831157-EI238,00-.html

domingo, 17 de abril de 1994

Leonardo Da Vinci, Grandes Personagens da História Universal.





















Fonte: Leonardo. Coleção: Grandes Personagens da História Universal, Volume 18, Enciclopédia Semanal Ilustrada. Abril Cultural, São Paulo, 1970.

 

domingo, 28 de novembro de 1993

Ludovico, o mouro, político e protetor dos artistas.


Fonte: Colombo. Coleção: Grandes Personagens da História Universal, Volume 16, Enciclopédia Semanal Ilustrada. Abril Cultural, São Paulo, 1970.

 

terça-feira, 7 de janeiro de 1992

Quem foi Leonardo da Vinci?





Quem foi Leonardo da Vinci?
Leonardo da Vinci viveu entre 1452 e 1519 e foi um dos maiores pintores italianos do Renascimento, além de um dos mais importantes gênios que a humanidade já teve.
Da Vinci veio ao mundo no dia 15 de abril de 1452. O nome "da Vinci" refere-se ao local onde ele nasceu, a Vila de Vinci, e era filho ilegítimo do tabelião Piero da Vinci e da jovem Catarina Lippi, mas pouco se sabe sobre sua mãe. Na adolescência, mudou-se com a família para Florença, que vivia uma grande efervescência artística e na nova cidade, foi aprendiz do pintor e escultor Andrea del Verrocchio.
Aos 30 anos, da Vinci muda-se para Milão e lá desenvolve o seu primeiro projeto urbanístico, criando um sistema de abastecimento de água para a cidade. Foi em Milão que ele começou a pintar sua famosa obra "A última ceia", que durou três anos para ser concluída.
Em Veneza, o artista quase foi preso por dissecar corpos, o que era contra a lei desses tempos mas as suas descobertas, entretanto, registradas por ele no "Tratado de Anatomia", foram muito significativas para os avanços científicos nessa área.
Em 1492, da Vinci produziu o icónico desenho d'O Homem Vitruviano, que representa o equilíbrio através das perfeitas proporções do corpo de um homem inserido dentro de um quadrado e um círculo.
Sua obra mais relevante, a Mona Lisa, começou a ser pintada em 1503, para este quadro, da Vinci usou a técnica chamada Sfumato, uma de suas preferidas, e através da qual era possível dar textura às pinturas, trazendo mais realismo para o seu trabalho. O quadro hoje está no Museu do Louvre, em Paris.
A última pintura de da Vinci foi “São João Batista”. Depois disso, o italiano mudou-se para o Castelo de Cloux, em Amboise, na França, onde faleceu anos depois.
Leonardo da Vinci foi também inventor, músico, filósofo, anatomista, engenheiro, arquiteto, escultor e um estudioso da matemática, pesquisando áreas de figuras e o desenho em perspectiva. Os esboços que deixou, em blocos de anotações, mostram toda a sua capacidade de inventar máquinas, que só foram construídas muito tempo depois, como o helicóptero, o capacete para escafandrista, máquinas de cunhar moedas, o macaco de automóvel, a bomba de poço e a roda hidráulica, entre outros.
Dentro da enorme coleção de desenhos de Da Vinci há uma série de invenções inovadoras que mais tarde se tornariam realidade, a sua mente inventiva combinou a sua paixão pela engenharia com habilidades técnicas renomadas como desenhista para trabalhar como consultor e designer em vários projetos.
Havia temas claros em seu trabalho neste gênero, abrangendo máquinas voadoras, máquinas de guerra, máquinas de água e terra, além de uma variedade de inovações práticas do dia a dia.
O "Homem da Renascença" também contribuiu significativamente para a ciência , matemática , escultura , pintura , arquitetura e desenho. As suas invenções são um segmento altamente memorável de sua vasta carreira e também oferecem vínculos claros com a vida moderna.
A variedade de suas invenções também foi outro indicador do que muitos classificam como gênio, alguns seriam projetos comissionados para ajudar nomes notáveis ​​dos séculos XV e XVI, mas já outros seriam idéias puramente experimentais que Da Vinci exploraria para sua própria curiosidade.
Da Vinci tinha uma compreensão invejável dos princípios da engenharia, fazendo uso de alavancagem / balanço, polias, manivelas, engrenagens, sistemas de lubrificação e rolamentos em vários projetos e a sua mente inventiva foi muito além de apenas ser um artista talentoso, entre muitos outros.
Muitos de seus desenhos técnicos incluiriam anotações ao lado que explicariam como as várias combinações de itens funcionariam juntas mas Leonardo da Vinci estava inteiramente ciente do impacto potencial que suas invenções poderiam causar no mundo.
Conforme citado abaixo, ele estava preocupado com alguns de seus projetos caindo em mãos erradas.
"Como por meio de uma determinada máquina muitas pessoas podem ficar algum tempo debaixo d'água. Como e por que não descrevo meu método de permanecer debaixo d'água, ou quanto tempo posso ficar sem comer; e não os publico nem divulgo por causa da natureza perversa dos homens que os usariam como meio de destruição no fundo do mar, enviando navios ao fundo e afundando-os junto com os homens neles. E embora eu compartilhe outros, não há perigo neles; porque a boca do tubo, pelo qual se respira, fica acima da água apoiada em sacos de rolhas."
A pintura foi no entanto o campo em que Leonardo da Vinci mais se destacou o seu quadro mais famoso, a "Mona Lisa", é também a pintura mais conhecida do mundo, e uma outra obra importante, "A Última Ceia", exerceu poderosa influência sobre várias gerações de artistas.
Uma das suas obras muito pouco conhecida o Batismo de Cristo foi no entanto a sua primeira grande obra onde juntamente com seu mestre Andrea del Verrocchio, da Vinci contribuiu para esse trabalho pintando o anjo do lado esquerdo segurando o manto. Da Vinci tinha 23 anos quando pintou essa obra.
São João Batista foi a última obra pintada por da Vinci antes de morrer, acredita-se que o gesto de João Batista em direção ao céu representa a importância do batismo para a salvação da alma e nessa pintura destaca-se também o sorriso enigmático, o mesmo presente na pintura de Mona Lisa. Atualmente a obra pode ser vista no Museu do Louvre, na França.
Podemos dizer que nenhum homem conseguiu, até hoje, dominar tantos conhecimentos e tantos ramos das ciências e das artes como Leonardo da Vinci.
Fonte:
Science and inventions of Leonardo da Vinci
Leonardo Da Vinci – o Inventor e as Suas Invenções
A vida e a obra de Leonardo da Vinci.