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terça-feira, 12 de maio de 2020

Residência de Catarina de Aragão, será transformada em Hotel.

RESIDÊNCIA DE CATARINA DE ARAGÃO, PRINCESA QUE SE RELACIONOU COM OS IRMÃOS TUDOR, SERÁ TRANSFORMADA EM HOTEL

A casa histórica, localizada na cidade de Ludlow, foi lar da rainha enquanto ela ainda estava casada com o rei Artur Tudor
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 12/05/2020
A casa de Catarina de Aragão em Ludlow
A casa de Catarina de Aragão em Ludlow - Divulgação
Na cidade de Ludlow, no condado de Shropshire, na Inglaterra, está localizada uma casa cuja antiga dona teve muita relevância na história do Reino Unido. O local como ficou conhecido, foi a residência da princesa da Espanha, Catarina de Aragão. Agora, o Conselho de Shropshire aprovou uma medida para que o local se torne um hotel.
Catarina viveu no local no período em que estava casada com o príncipe Artur, antes de se relacionar com o irmão mais novo deste, Henrique VIII, após a morte de seu primeiro marido. A residência foi construída durante o século 13, mas foi reformada em 1580.
Após a morte da mulher, a casa permaneceu como uma propriedade privada, passando na mão de um botânico, um capitão, deputados e até mesmo de um sapateiro. Nos últimos anos, ela chegou a ser um museu.
No entanto, existem novos planos para a reconstrução do loca, que poderá fornecer 10 quartos para as pessoas que quiserem se hospedar na antiga residência da rainha. Segundo a equipe de conservação, “a mudança de uso proposta, embora envolva alguma alteração e adaptação ao tecido histórico, forneceria um uso futuro sustentável para o edifício e garantiria que ele seja mantido no futuro".
“A subdivisão da propriedade para fornecer um hotel de 10 camas permitiria a reforma do edifício listado e proporcionaria uma instalação acessível ao público — embora clientes pagantes — que é sem dúvida mais acessível do que se a propriedade fosse subdividida em unidades privadas separadas de alojamento”, afirmou o relatório da diretora de planejamento Heather Owen.

sábado, 11 de abril de 2020

Conheça Maria Bolena.

AMANTE DO MARIDO DA IRMÃ E BANIDA DA CORTE: CONHEÇA MARIA BOLENA

Irmã da esposa de Henrique VIII, a singular figura inglesa chegou a ter casos de amor com dois monarcas da Europa
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 11/04/2020
Maria Bolena
Maria Bolena - Wikimedia Commons
Nascida por volta de 1500, Maria Bolena era filha de Thomas Bolena. Ela recebeu uma boa educação desde cedo, sabendo desde ciências até arte. Na maior parte de sua vida, morou na Inglaterra; mas, com o casamento de sua irmã com o rei, ela passou a se envolver com comitivas, sendo enviada ao exterior aos 15 anos como dama de companhia da família de Henrique VIII.
Durante a passagem pelo exterior, Henrique, Thomas e o Rei Luís XII da França fizeram acordos matrimoniais que levaram ao casamento de Maria com o monarca francês. Garantindo posição na corte, a inglesa ascendeu socialmente. Porém, em pouco tempo, a nova rainha tornou-se viúva, retornando à Inglaterra e casando-se de novo com Charles Brandon.
Maria era considerada a mais bela entre as irmãs Bolena - apesar de não existir nenhuma pintura autêntica. Porém, seus conhecimentos e beleza singular lhe renderam diversos amantes em vida, incluindo o genro, Henrique VIII. Em 1520, Maria Bolena se casou com William Carey, um cavaleiro de parentesco distante com o Rei da Inglaterra.
Ana Bolena / Crédito: Wikimedia Commons

Em pouco tempo de casamento, ela e o rei começaram o caso extraconjugal. Os dois de esforçaram para manter o relacionamento em segredo, mas isso tornou-se impossível quando Maria ficou grávida pela segunda vez. O jovem Bolena, nascido em 1525, gerou grande debate. Muitos ainda negam a paternidade do rei, que não reconheceu o filho, mas é dito que o garoto era a cara do monarca Tudor.
Existem boatos de que Maria teria engravidado mais uma vez, no entanto, a falta de registros da criança leva a crer que ela morreu pouco tempo depois de seu nascimento. Em pouco tempo, um surto de uma patologia misteriosa conhecida como Doença do Suor tomou a Europa, trazendo graves consequências para Carey, que morreu em 1528. Sem ajuda financeira e dois filhos, Maria ficou sozinha. Então, deixou a corte inglesa para se casar com um plebeu de nome Stafford, soldado de Calais.
Como Stafford era parente do Duque de Buckingham, que fora executado anos antes por traição, o novo casamento gerou alvoroço no seio da família. Como consequência, a cerimônia ocorreu sem consentimento dos parentes dela ou permissão de Thomas Bolena ou Ana, que era rainha na época. Diante do reboliço, Maria foi oficialmente expulsa da corte.
Henrique VIII / Crédito: Wikimedia Commons

Pouco se sabe sobre o fim da misteriosa vida de Maria Bolena após ser chutada pelos monarcas, o que inclui a causa ou local preciso de sua morte. Mesmo que saibamos que ocorreu em 1543, sequer existem registros conhecidos do local de seu sepultamento. Figura singular da História, sua vida envolveu uma série de ascensões e quedas, marcadas por uma irreverência independente que, pelo jeito, era de família.

sábado, 4 de abril de 2020

A vida íntima de Henrique VIII.

CASAMENTOS FRUSTRADOS, MORTE E AMANTES: A VIDA ÍNTIMA DE HENRIQUE VIII

Apesar de esconder muito bem seus casos amorosos, a obsessão sexual do monarca parecia insaciável. Afinal, quantas mulheres se envolveram com ele?
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 04/04/2020
Foto do monarca Henrique VIII
Foto do monarca Henrique VIII - Domínio Público
Seria leve demais dizer que Henrique VIII teve uma vida conjugal um tanto quanto agitada. Desesperado por um herdeiro, ele anulou seu casamento com Catarina de Aragão para se juntar com a nobre e ambiciosa Ana Bolena.
Entretanto, a união gerou apenas uma filha e o monarca resolveu condenar e executar sua amada por adultério e traição. Assim, ele casou, novamente com Joana Seymour, que lhe deu o tão sonhado filho. Mas ela acabou morrendo no parto.
As esposas de Henrique VIII / Crédito: Wikimedia Commons

A fila real não demorou muito para andar, e logo Henrique estava casado com Ana de Cleves — a união durou apenas alguns dias. Sua quinta esposa, Catarina Howard, teve o mesmo destino de Ana Bolena. Por fim, ele acabou com Catarina Parr, que sobreviveu as loucuras obsessivas do monarca.
Porém, muito se engana quem pensa que as conturbadas relações do monarca bastaram apenas a essas seis mulheres, longe disso. Henrique VIII também investiu em alguns romances fora desse eixo. Dois desses casos são particularmente conhecidos por nós: Elizabeth Blount e Maria Bolena — irmã de Ana.
A relação com Bessie.
Elizabeth Blount foi a primeira amante do rei. Ela nasceu em Shropshire, na Inglaterra, em 1502. Mais conhecida como Bessie, ela chegou a Corte como dama de honra da esposa do monarca, Catarina de Aragão. Foi assim que eles se aproximaram e, posteriormente, se envolveram amorosamente.
O relacionamento dos dois durou um tempo relativamente longo, em comparação com os outros amores do rei. Em julho de 1519, Blount deu à luz a Henrique Fitzroy. Mais tarde, ele foi criado como Duque de Richmond e Somerset — sendo o único filho fora do casamento reconhecido por Henrique VIII.
A paixão pela irmã de Ana Bolena.
Irmã mais velha de Ana, Maria Bolena foi outra a se envolver com Henrique VIII. Em fevereiro de 1520, o monarca compareceu ao casamento de Maria com o mercador William Carey.
O momento exato em que Maria tornou-se amante do rei não é claro, mas sabe-se que tanto Ana quanto ela já eram conhecidas por Henrique por serem filhas de Tómas Bolena que, junto com o estadista Thomas Wolsey, haviam planejado a magnífica reunião anglo-francesa no Campo do Pano de Ouro.
Assim como não há uma certeza quando a união começou, tampouco se sabe quanto ela durou e como ela terminou. Muitos especulam que os amantes se separaram antes do nascimento de Henrique Carey — suposto filho de Maria com William —, em 1526.
Embora, muitos historiadores deixarem em aberto a possibilidade da criança ser herdeira do monarca, Maria Bolena jamais teve a mesma fama, riqueza e poder de Bessie.
Henrique Fitzroy, filho de Henrique VIII com Elizabeth Blount / Crédito: Wikimedia Commons

Mais tarde, em 1522, um casamento foi arranjado entre Bessie e Gilbert Tailboys, o 1.º Barão Tailboys de Kyme. Assim, ela se aposentou da Corte por um tempo e teve mais dois filhos. Seu marido morreu em 1530.
Após as perdas, ela se casou novamente com Edward Clinton, 1.º Conde de Lincoln. Por um breve momento, ela foi dama de companhia da quarta esposa de Henrique VIII, Ana de Cleves — mas, por problemas de saúde, ela deixou o cargo.
A maioria das outras mulheres que se envolveram com o monarca o conheceram enquanto o mesmo tentava ter um herdeiro com Catarina de Aragão. A primeira entre elas seria Ana Hastings, irmã do duque de Buckingham. O amigo íntimo de Henrique, William Compton, teria sido o intermediário desse affair, mas o caso teria acabado depois do monarca descobrir que Ana havia se envolvido com Compton.
Havia também a misteriosa Jane Popincourt — uma francesa, que foi professora de suas irmãs —, que foi impedida de entrar na França por Luís XII. Mas o romance entre ela e Henrique teria sido muito mais sigiloso, o que impediu que ele tivesse a mesma repercussão do de Bessie e de Maria Bolena.
O rei também teria se entrelaçado amorosamente com Maria Berkeley, que se casou, em 1526, com Thomas Perrot — que havia sido cavaleiro de Henrique. Acredita-se que Maria fazia parte da casa de Catarina, e que eles aproveitaram alguns momentos a sós para consumarem uma relação.
Ainda há outras mulheres que possivelmente se envolveram com o rei, mas por ele ser um homem muito particular e que sempre procurou tomar medidas para esconder seus rastros, é provável que todos os casos amorosos de Henrique VII jamais venham à tona.

sábado, 28 de março de 2020

A vida privada de Elizabeth I, a Rainha virgem da Inglaterra.

NOS BASTIDORES DO PALÁCIO: A VIDA PRIVADA DE ELIZABETH I, A RAINHA VIRGEM DA INGLATERRA

Sem marido ou herdeiros, a monarca acumulou um grande número de amantes
DANIELA BAZI PUBLICADO EM 28/03/2020
Elizabeth I, Rainha da Inglaterra, 1533-1603
Elizabeth I, Rainha da Inglaterra, 1533-1603 - Getty Images
Elizabeth I, filha mais nova do rei Henrique VIII, reinou a Grã-Bretanha por 40 anos, de 1558 a 1603. Por ter decidido que nunca se casaria, passou a ser reconhecida como a Rainha Virgem, mesmo após a sua morte. No entanto, a vida privada da monarca estava longe de ser parada.
Os católicos da época que eram totalmente contra seu governo protestante, a acusavam de ter uma “luxúria imunda” e que teria “contaminado seu corpo e o país”. Boatos sobre sua vida sexual sempre estiveram em pauta durante toda sua vida real, com o primeiro surgindo ainda em seus primeiros meses no trono. 
O primeiro amante.
A soberana teria se relacionado intimamente com seu amigo de infância Robert Dudley, que era casado, e a quem chamava carinhosamente de “doce Robin”. Depois de nomeá-lo como mestre da cavalaria, que garantia um encontro quase todos os dias, todos passaram a dizer que Sua Majestade também o fazia visitas em seus aposentos durante a noite. 
Robert Dudley / Crédito: Wikimedia Commons

Em 1560, quando Amy Robsart, esposa de Robert, foi encontrada morta com o pescoço quebrado aos pés de uma escada, a oposição passou a sugerir que Elizabeth estaria envolvida, como forma de ter o homem apenas para si. Mesmo com o acontecimento, ambos continuaram com a amizade.
Com as incessantes tentativas de arranjar um marido para a soberana, uma enorme lista de pretendentes para a rainha se formou, contando com nomes como: o rei Filipe II da Espanha, os arquiduques austríacos Ferdinand e Carlos e o rei Erik XIV da Suécia. Entretanto, nenhum deles foi aprovado e a monarca continuou sua vida com um grande número de jovens cortesãos. 
Walter Raleigh, Thomas Heneage, Christopher Hatton e Robert Devereux, que se tornou o Conde de Essex, são alguns dos homens que flertaram com Sua Majestade. No entanto, Dudley continuou como o número um de sua lista por muito tempo, até se casar novamente, em 1578, com Lettice Devereux, viúva do ex-Conde de Essex.
Possível marido.
No ano seguinte, Elizabeth recebeu em sua residência o irmão do rei da França, François, Duque de Anjou, como um forte pretendente para se tornar seu marido. Durante sua estadia, a monarca pareceu retribuir de forma genuína todas as investidas do duque, e lhe apelidou carinhosamente de “sapo”.
François, Duque de Anjou / Crédito: Wikimedia Commons

Ele permaneceu apenas por algumas semanas, mas acabou retornando à Inglaterra em 1581, sem deixar de mandar cartas românticas onde dizia que gostaria de "beijar e beijar tudo o que Sua bela Majestade poderia imaginar”. Em 22 de novembro do mesmo ano, a rainha declarou que tinha interesse em se casar com François, porém, acabou mudando de ideia e anunciando no dia seguinte que tinha voltado atrás em sua decisão. 
Foi com a partida do Duque de Anjou que as esperanças de um casamento real acabaram. A soberana se sentia cada vez mais velha, sozinha e isolada, procurando cada vez mais a atenção de seus amantes. Foi então que começou a se envolver de forma fixa com o enteado de Dudley, Robert Devereux, o mais novo Conde de Essex. Ele foi o último homem no qual Elizabeth teve relações. 
Robert fazia a monarca se sentir atraente e jovem devido aos desejos de um cortesão que era novo. O relacionamento acabou atrapalhando os trabalhos políticos da rainha que, ao se deparar com uma tentativa de golpe contra ela no ano de 1601, mandou executar seu último namorado. 
Elizabeth morreu em 24 de março de 1603 sozinha, sem herdeiro e marido, representando o fim da Era Tudor. Sua morte marcou seu título como a “Rainha Virgem da Inglaterra”, porém, as inúmeras especulações sobre sua vida íntima perduram até os dias atuais.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

A cruel saga das esposas de Henrique VIII.

DECAPITADAS, DIVORCIADAS E ATÉ MESMO APOSENTADAS: A CRUEL SAGA DAS ESPOSAS DE HENRIQUE VIII

Considerado o pior monarca da história da Inglaterra, as mulheres de Henrique passaram por situações desesperadoras
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 15/02/2020


As esposas do monarca sanguinário
As esposas do monarca sanguinário - Wikimedia Commons

Entrando para a História como um cruel monarca que dividiu o país levando a confrontos e mortes durante séculos, Henrique VIII foi considerado o pior monarca da Inglaterra pela Associação dos Escritores Históricos do Reino Unido. 
Parte do título se deve a cruel saga em que submeteu suas seis esposas (apenas três reconhecidas pela lei), decapitando algumas delas como forma de divórcio. Entenda o que aconteceu com cada uma delas. 
1. Catarina de Aragão.


Crédito: Wikimedia Commons


A primeira esposa de Henrique VIII fez parte de seu casamento mais duradouro. Casou-se com ela por paixão, depois que seu irmão – e primeiro marido de Catarina – morreu. A relação durou 23 anos e rendeu uma filha, Mary. Após esse tempo, sem que tivessem um filho homem, Henrique foi até o papa, alegando que o casório era inválido e que exigia uma anulação, nunca concedida. O monarca, então, fundou a Igreja Anglicana e deixou Catarina, provavelmente já com o objetivo de tornar Ana Bolena sua amante.
2. Ana Bolena.


Crédito: Wikimedia Commons


Ana era irmã de uma amante do rei, Maria. Ao abandoná-la, Henrique começou um caso com Ana e se casou com ela, pois a moça, sabendo da índole do monarca, disse-lhe que apenas com cortejos e um casamento, os dois dormiriam juntos. Ana Bolena, então, se tornou figura importante da Igreja da Inglaterra, que sofria fortes represálias de Roma.
No entanto, acabaria sofrendo após encontrar o mesmo osbtáculo que as primeiras esposas: não conseguiur gerar um herdeiro para o monarca, como sucessor. Rapidamente Henrique VIII perdeu o interesse em Ana Bolena, divorciou-se dela e a decapitou.
3. Jane Seymour


Crédito: Wikimedia Commons


Dez dias depois da morte de Ana, Henrique já estava casado com uma de suas damas, Jane. Assim, muitos acreditam que eles tinham um caso durante o segundo casamento do rei. Diferente das esposas anteriores, Jane conseguiu gerar um filho homem para o trono real, porém, complicações no parto fizeram com que ela morresse doze dias após o nascimento da criança.
Jane foi a única esposa de Henrique VIII a ter um enterro próprio de uma rainha, na Capela de São Jorge, Windsor.
4. Ana de Cleves


Crédito: Wikimedia Commons


Era uma princesa alemã casada por seis meses com Henrique VIII de maneira não oficial. Isso porque ela era casada com outro nobre inglês, o que foi usado como argumento para a anulação do matrimônio. Dessa vez, a esposa concordou com o fim do casamento, recebendo uma grande recompensa financeira. Ana viveu toda sua vida no castelo de Hever, que pertencia aos Bolena, e manteve uma boa relação com Henrique até o fim da vida do monarca.
5. Catherine Howard


Crédito: Wikimedia Commons


Aos 49 anos Henrique casou-se novamente, mas com uma menina de 16 anos. Seu casamento foi curto, durando apenas um ano, pois Catherine foi acusada de adultério, o que acabou na sua condenação, três meses após assumir o cargo de rainha. Como consequência acabou sendo decapitada. 
6. Catarina Parr


Crédito: Wikimedia Commons


A última esposa de Henrique VIII teve papel importante de restauração da ordem da corte britânica. Henrique chegou a declará-la sucessora do trono quando o rei foi à guerra. Quando morreu, Catarina foi autorizada a morar em seu palácio com o título de Rainha Viúva.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Escavação voluntária em Igreja da Inglaterra revela artefatos inéditos da Era Tudor.

ESCAVAÇÃO VOLUNTÁRIA EM IGREJA DA INGLATERRA REVELA ARTEFATOS INÉDITOS DA ERA TUDOR

Durante o episódio, o jovem Odhran foi surpreendido com moedas, dados, cerâmicas e outras raridades na Inglaterra
ANDRÉ NOGUEIRA PUBLICADO EM 05/09/2019.

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Reprodução

O jovem Odhran Johnston estava participando de sua primeira escavação voluntária na Catedral de Down, Inglaterra, quando encontrou artefatos medievais: "Eu estava tentando cavar o nível, para ficar bonito e limpo. Mas algo no meu corpo me disse para parar, porque exatamente onde estava minha espátula encontrei esta moeda quase completa de Henrique VIII."
Segundo Brian Sloan, organizador da escavação e membro do departamento de arqueologia da Queen’s University, descobertas como essa em Downpatrick são emocionantes, mas não incomuns.
Apesar de escavar uma área relativamente pequena, a equipe encontrou uma grande variedade de artefato, incluindo partes das paredes originais do mosteiro. "Encontramos coisas como um alfinete medieval ou broche, muita cerâmica e um dado de osso. Isso mostra o que os monges estavam fazendo.", disse Sloan."Eu não poderia dizer se eles estavam apostando - mas eles definitivamente estavam jogando".

Artefatos encontrados / Crédito: Divulgação

Foi nessa catedral onde foram encontrados, ano passado, 14 esqueletos medievais, o que abriu um grande espaço na comunidade para o incentivo à arqueologia. O decano da catedral, Henry Hull, demonstrou-se interessado em compreender o histórico dessas pessoas e dos artefatos.
"No momento, os arqueólogos estão estudando-os para que possamos aprender mais sobre as pessoas que encontramos. [...] Um dos restos mortais foi o de uma menina de 16 anos que sofreu uma morte bastante dolorosa. Pensa-se que ela pode ter sido cuidada no mosteiro”, declarou o decano.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Henrique VIII: o pior monarca da Inglaterra.

HENRIQUE VIII: O PIOR MONARCA DA INGLATERRA

Aventuras sexuais do rei deram origem a uma nova igreja — e a muita violência
REDAÇÃO PUBLICADO EM 24/06/2019.
Foto do rotundo monarca em sua maturidade
Foto do rotundo monarca em sua maturidade - Domínio Público
Em 2015, Henrique VIII foi considerado o pior monarca da história inglesa pela Associação dos Escritores Históricos do Reino Unido. Ele entrou para os anais como um tirano que dividiu religiosamente o país levando a confrontos e mortes por séculos, baseado em uma razão fútil: sua escandalosa vida de alcova. 
Na juventude, suas paixões eram as mulheres, a bebida, o carteado, os esportes equestres e o jogo de dados. A fama de boa vida não incomodava a corte — afinal, o herdeiro do trono inglês era seu irmão, o bem-comportado Arthur. Só que Arthur morreria cedo e seria Henrique o coroado aos 18 anos, em 1509, após seu pai falecer. De quebra arranjaram-lhe uma esposa, a sem graça Catarina de Aragão, viúva de Arthur e cinco anos mais velha que ele.
Claro, não foi um casamento feliz. Para piorar, Catarina não deu um herdeiro homem ao monarca. Foi então, em 1522, que Henrique cresceu o olho para uma dama de companhia de Catarina, a bela Ana Bolena. Levou tempo, mas em 1533 os dois se casaram secretamente.
Como a Igreja Católica não reconhecia esse casamento e não anulava a união do rei com Catarina, Henrique VIII tomou uma medida que mudaria a vida religiosa inglesa para sempre: rompeu com o Vaticano e criou sua própria igreja em 1534. Na época, a Igreja Anglicana gerou um banho de sangue: 72 mil revoltosos papistas — inconformados com a separação — foram mortos no reinado de Henrique, incluindo milhares de monges e grandes intelectuais da época, como o filósofo sir Thomas Morus, ex-chanceler da Coroa.
Ana Bolena, porém, não deu a Henrique o tão aguardado herdeiro homem. Foi levada a um julgamento fajuto no qual o rei acusou-a, entre outras coisas, de adultério, incesto e magia negra. Acabou decepada em 1536. A terceira esposa do rei, Jane Seymour, teve um filho, mas morreu de febre depois do parto.
A quarta, Ana de Clèves, coitadinha, era muito feia, e o casamento foi anulado. A próxima da lista foi a bela e fogosa Catarina Howard. Acusada pelo paranoico rei de infidelidade, foi decepada na Torre de Londres em 1542. A sexta e última esposa de Henrique foi Catarina Parr. 
Henrique morreu em 1547, aos 56 anos, com sérios problemas de saúde devido à obesidade. Segundo uma teoria moderna, também teria contraído sífilis. Corria na corte a história de que o fantasma da quinta ex, Catarina Howard, assombrava o rei no palácio. “Henrique com seis mulheres casou. Uma morreu, uma viveu, de duas divorciou e de duas a cabeça cortou”, cantava o espectro.