BIBLIOGRAFIA: LISE, Giorgio. Como Reconhecer a Arte
Egípcia. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
O livro "Como
Reconhecer a Arte Egípcia", escrito pelo especialista italiano Giorgio
Lise e publicado originalmente em 1978, é um guia prático e
ricamente ilustrado projetado para introduzir leitores ao universo visual e
estrutural do Egito Antigo.
Visão
Geral e Estrutura do Livro
Com um
formato conciso e direto (cerca de 63 a 64 páginas), o livro adota uma
estrutura didática padrão da coleção para analisar os três pilares da produção
artística egípcia:
- Arquitetura: Explora a evolução das
construções, desde as mastabas e as icônicas Pirâmides de Gizé até os
grandiosos templos do Novo Império, como Karnak e Luxor.
- Escultura: Detalha os padrões de rigidez e
a busca pela imortalidade, incluindo estátuas de faraós, esfinges e bustos
célebres (como o de Nefertiti).
- Pintura: Explica as regras fundamentais
que regiam os afrescos e murais em tumbas e palácios, com foco na
simbologia religiosa e no cotidiano.
Conceitos-Chave Abordados na Obra
Para ajudar o
leitor a identificar visualmente uma legítima obra egípcia, o autor destaca
convenções estéticas rígidas que duraram três milênios.
- Lei da Frontalidade: Regra artística onde o tronco e
os olhos das figuras humanas são desenhados de frente, enquanto a cabeça,
os braços e as pernas ficam de perfil.
- Ausência de Profundidade: Obras bidimensionais que
rejeitam o ponto de fuga espacial, priorizando a clareza da mensagem e a
função religiosa sobre o realismo.
- Hierarquia pelo Tamanho: Convenção social e estética
onde as figuras mais importantes (como deuses e faraós) são retratadas em
escalas significativamente maiores que servos ou esposas.






































