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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Em 1912, o Titanic colidia com um Iceberg.

NESTE DIA, EM 1912, O RMS TITANIC COLIDIA COM UM ICEBERG NO MAIS IMPACTANTE NAUFRÁGIO DO SÉCULO 20

O mais famoso desastre marítimo da história acontecia nos últimos minutos do dia 14 de abril, há 108 anos, e teve consequências catastróficas para seus passageiros
CAIO TORTAMANO PUBLICADO EM 14/04/2020
Representação do naufrágio do RMS Titanic
Representação do naufrágio do RMS Titanic - Getty Images
As águas calmas do Atlântico Norte eram motivo de sono para o radiotécnico Jack Phillips, que se ocupava, principalmente, de usar os canais de rádio do RMS Titanic para enviar mensagens dos passageiros. Essa tarefa fazia com que prestasse menos atenção a alertas climáticos, como o de gelo à deriva no trecho que iriam seguir.
Esse foi o erro fatal do navio inafundável. Ao longo do dia, seis mensagens foram enviadas avisando sobre pedaços grandes de gelo que formavam verdadeiros campos congelados sob o Oceano.
Mesmo assim, depois de diversos avisos, o Titanic não reduziu a sua velocidade, o que foi considerado uma imprudência, mesmo a prática sendo recorrente do período. Navios dependiam essencialmente de sua tripulação na ponte e no ninho da gávea para localizar os icebergs e evitar que atingissem a luxuosa fragata. Porém, não se precaver custou muito caro àqueles viajantes.
O mar calmo, na verdade, era um sinal da presença dos gigantes de gelo, como viria a constar nos guias de navegação futuros. Uma neblina em volta do iceberg foi o necessário para que os vigias noturnos não detectassem com muita antecedência a camada glacial formada na rota que o Titanic percorria.
Era 23:39 do dia 14 de abril de 1912 quando o vigia Frederick Fleet avistou um iceberg e, correu imediatamente para o sino da vigia e tocou três vezes; além de telefonar para a ponte de comando informando sobre a presença do colosso de gelo.
A mensagem foi passada para o Sexto Oficial James Moody, que ordenou ao Quartel-mestre Robert Hichens que alterasse imediatamente a rota do navio, virando tudo à estibordo (direita). 
Porém, antes que qualquer ordem entrasse em vigor, o próprio mecanismo do Titanic demorava 30 segundos para acontecer, com isso, a mensagem de Fleet demorou 40 segundos para chegar até o timão, e mais meio minuto para, de fato, ser atendido. Na velocidade que o barco estava, a demora foi fatal.
O impacto com o gelo foi brutal e abriu uma enorme fenda no casco do Titanic, mesmo que possa não ter sido um rasgo contínuo, mas sim, uma série de diversos buracos — o que explicaria a inundação em diferentes compartimentos do navio.
Suposto iceberg em que o Titanic colidiu / Crédito: Wikimedia Commons

Estavam entrando 7 toneladas de água a cada segundo, muito além do que as bombas conseguiam retirar. As caldeiras, ainda quentes, poderiam simplesmente explodir caso entrassem em contato com a água fria do Atlântico, o que não aconteceu por causa dos carregadores e foguistas, que reduziram o fogo e ventilaram a caldeira.
Nos primeiros minutos do dia 15 de abril, mais precisamente às 00:05, o capitão Edward Smith ordenou que os botes salva-vidas fossem preparados juntamente com os viajantes. Os camareiros tiveram que passar de porta em porta tentando acordar os tripulantes, que dormiam em sua maioria. O Titanic não tinha um sistema interno de comunicação por áudio.
A abordagem com os passageiros mudava de acordo com a classe. Os da primeira recebiam assistência para se vestir e levar suas malas até o deck, já os da segunda classe tinham somente suas portas abertas e a instrução de colocarem o colete salva-vidas. Os da terceira eram expressamente avisados que deveriam se dirigir ao convés, e só isso. 
O colossal navio tinha perdido para a natureza oficialmente às 2:20 da manhã, quando afundou completamente. Ou será que o Titanic teria sido derrotado pela negligência dos operadores de rádio, que negaram os avisos dados por outras diversas fragatas, uma vez que acreditavam estar pilotando uma divindade em águas tão geladas e cruéis?

sábado, 11 de abril de 2020

Lucile Carter, a socialite que foi abandonada pelo marido no Titanic e sobreviveu para se divorciar.

LUCILE CARTER, A SOCIALITE QUE FOI ABANDONADA PELO MARIDO NO TITANIC E SOBREVIVEU PARA SE DIVORCIAR

William Carter era conhecido como um importante membro da alta sociedade dos EUA — e manchou sua imagem ao sumir na noite do naufrágio
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 11/04/2020,
Lucile Polk Carter (à esq.) junto ao barco RMS Titanic no dia de sua partida (à dir.)
Lucile Polk Carter (à esq.) junto ao barco RMS Titanic no dia de sua partida (à dir.) - Divulgação / Wikimedia Commons
Nascida em 1875, Lucile Stewart Polk aderiu o sobrenome Carter em 1896, quando se casou com William Ernest Carter. Ambos eram de famílias de renome nos Estados Unidos, visto que Lucile era descendente do décimo primeiro presidente dos EUA, James K. Polk, e o marido era filho de William Thornton, que fez fortuna sendo um dos principais operadores de carvão do país.
Herdando uma fortuna extensa, o estilo de vida do casal, com ambos na casa dos 20 anos, concedia privilégios na alta sociedade que garantiam uma segurança financeira confortável. Além de sempre presentes em páginas de colunismo social em jornais americanos, a dupla chamava atenção pelo pela ostentação; Lucile chegou a ser a primeira mulher a andar de quadriciclo — uma espécie de carruagem com quatro rodas — em sua cidade.
A relação rendeu frutos, com uma garota nascida em 1897 e o rapaz em 1900. Com as crianças, se mudaram para a Europa por volta de 1907, mas retornavam todos os anos aos Estados Unidos durante o verão para tratar dos negócios da família. O que não esperavam é que, em 1912, o plano de cruzar o oceano seria dificultado devido ao navio que os levavam: o RMS Titanic.
Além de levar os filhos, o casal pagou passagens para a empregada, o criado e o motorista da família, além de reservar um espaço para abrigar um carro Renault de William. O casal se instalou nas cabines B96/98, na primeira classe. Tudo ocorria perfeitamente até a noite de 14 de abril, quando o navio colidiu com um iceberg e iniciou um naufrágio.
Barco do mesmo modelo que Lucile conduziu para salvar os filhos / Créditos Wikimedia Commons

O heroísmo de uma largada.
Assim que receberam a notícia da colisão, William teria ido até a cabine da família e orientado os mesmo a se vestirem enquanto afirmava que iria se organizar para acompanhar os familiares até os botes salva-vidas. Foi a última vez que Lucile viu o esposo aquela noite. Isso porque foi revelado que, ao invés de acompanhar os filhos e a esposa, o americano pulou no primeiro bote que avistou, descumprindo a regra de prioridade de mulheres e crianças.
Além do caos e correria da população do navio, Lucile subiu ao convés completamente perdida, sem conseguir localizar o marido. Antes de qualquer ação, circulou toda a parte superior da embarcação buscando observar William no meio da correria. Sem sucesso, acabou perdendo tempo enquanto muitos barcos destinados a ela partiam cheios. Prevendo o pior, localizou um pesado bote com remos, onde abrigou os filhos e se afastou o mais rápido possível do Titanic.
Sem ter tempo de vestirem sobretudos quentes, Lucile e os filhos enfrentaram um frio intenso das águas próximas ao iceberg. Além disso, os braços da socialite se cansavam das remadas pesadas em águas frias, porém, ela continuou seguindo os pontinhos de outros barcos que ainda conseguia enxergar. Resgatada por volta das 7h00 da manhã pelo navio-irmão RMS Carpathia, a americana teve uma surpresa ainda maior.
Seu marido, William, não só estava vivo, como saudável e de bom humor. Preocupada, foi de encontro com ele assim que o avistou. Ao invés de perguntar sobre as crianças ou sobre a companheira, apenas disse que “havia tomado um excelente café da manhã e que acreditava que os familiares não sobreviveriam a tragédia”.
Após voltar a mansão, Lucile solicitou o divórcio, que concluiu em menos de dois anos. Com a história revelada para a imprensa, a jovem foi considerada uma heroína nas páginas sociais e manchou a imagem do ex-marido, que consideraram William um homem de “tratamento cruel e bárbaro”. Ela se casou novamente em 1914 e faleceu em 1934, vítima de um ataque cardíaco.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Amen-ra, a múmia que foi acusada de causar o naufrágio do Titanic.

AMEN-RA, A MÚMIA QUE FOI ACUSADA DE CAUSAR O NAUFRÁGIO DO TITANIC

Segundo a lenda, navio afundou por carregar caixão com múmia egípcia amaldiçoada
JOSEANE PEREIRA PUBLICADO EM 10/04/2020
Múmia Amen-Ra
Múmia Amen-Ra - Sam YehAFP
Entre as lendas por trás do naufrágio do Titanic, uma das menos conhecidas e mais curiosas é a da múmia egípcia, que levava sua maldição por onde quer que passasse e estava presente a bordo do grande navio.
A história afirma que o Titanic afundou porque carregava uma caixa de múmia egípcia de 3.500 anos contendo os restos amaldiçoados da princesa de Amen-Ra, da época de Amenofis IV.. Após vários infortúnios, o caixão acabou indo do Egito à Inglaterra e foi comprado por um empresário em Londres.
Após sua casa ter sido danificada pelo fogo, o empresário doou o caixão ao Museu Britânico em 1889. E foi lá que as coisas começaram a piorar: os vigias noturnos do Museu escutavam marteladas frequentes e soluços frenéticos vindos do caixão. Um vigia morreu em serviço, e os faxineiros se recusavam a chegar perto da princesa.
Crédito: Divulgação

Tempos depois, o Museu vendeu Amen-Ra para um colecionador particular, que colocou ela no sótão. Madame Helena Blavatsky, uma autoridade no ocultismo, teria visitado sua casa e relatado uma "influência maligna de incrível intensidade”. Ao ser perguntada pelo proprietário se poderia extirpar o espírito maligno, ela afirmou: "Não existe exorcismo. O mal permanece maligno para sempre. Nada pode ser feito sobre isso. Eu imploro que você se livre desse mal o mais rápido possível".
Surpreendentemente, o arqueólogo norte-americano Lord Canterville foi o próximo a adquirir a múmia por um preço considerável. Em abril de 1912, a aquisição de Canterville era levada da Inglaterra a Nova York a bordo de um navio da White Star Line. Devido ao seu grande valor, a múmia teria sido guardada na parte reservada aos passageiros, e não na parte de cargas.
E, na noite de 14 de abril, o navio – mais conhecido como Titanic – acabou afundando tragicamente, e levando seus 1.500 passageiros com ele. Segundo relatos, a múmia e seu sarcófago possuíam radiação de urânio, mineral que causava alucinações e demência, e que pode ter sido uma das causas para que o capitão Smith não se importasse muito com o aviso de icebergs à frente de sua rota.

domingo, 22 de março de 2020

Charles Joughin, o padeiro que sobreviveu ao Titanic graças ao uísque.

CHARLES JOUGHIN, O PADEIRO QUE SOBREVIVEU AO TITANIC GRAÇAS AO UÍSQUE

Após se embebedar, Charles foi capaz de ter várias ideias mirabolantes para salvar outros passageiros em meio ao caos de uma tragédia
WALLACY FERRARI PUBLICADO EM 22/03/2020
Charles John Joughin (à esq.) junto ao barco RMS Titanic no dia de sua partida (à dir.)
Charles John Joughin (à esq.) junto ao barco RMS Titanic no dia de sua partida (à dir.) - Divulgação / Wikimedia Commons
Com 33 anos de idade, Charles John Joughin subia no RMS Titanic para exercer o seu maior talento entre os membros mais requintados da alta sociedade a bordo: fazer pães, massas, bolos e pastéis. Nascido em Cheshire, condado no noroeste da Inglaterra, já tinha experiência em barcos e navios e por isso, foi escalado para ser o padeiro-chefe.
Desde 1889, quando Joughin tinha apenas 11 anos de idade, já embarcava em um navio. Além disso, seus irmãos mais velhos — Theodore e Richard — eram membros ativos da Marinha e ligação direta do irmão para qualquer informação sobre os perigos no mar britânico. Com todo amparo para a vida no mar, foi incluído em inúmeras listas de tripulantes, sempre como o padeiro da ocasião.
A vida como padeiro também garantiu uma segurança financeira, que proporcionava certo conforto a Joughin. Ele era casado há seis anos e residia com a esposa em Liverpool, onde, em 1907 e 1909, tiveram dois filhos, sustentados pelo salário mensal de 12 libras — cerca de 1.047 libras nos dias de hoje, com o ajuste da inflação — como padeiro-chefe em expedições.
No Titanic não foi diferente; liderava uma equipe com treze padeiros para servir 324 pessoas na primeira classe e 284 na classe secundária. No momento da colisão, entretanto, Charles estava de folga, repousando em seu beliche, cujo quarto ficava perto da carcaça onde o motor estava instalado. Com o choque começou a apressar-se para ajudar o máximo de pessoas possível.
Charles foi retratado no filme Titanic, de 1997 / Créditos: Divulgação / Paramount Pictures 

Por volta da 00h15, reuniu os treze funcionários e começou a preparar pães para fornecer aos botes salva-vidas, além de organizar uma operação para levar os pães e bolos que já estavam prontos para o convés, entregando os mesmos nos barcos. Com um fluxo insano, temperaturas altas e o estresse, Joughin abriu o espaço durante uma pausa para se embebedar um pouco.
Essa decisão ajudou a tornar o padeiro em um cara ainda mais corajoso e heroico, que decidiu acompanhar os padeiros que subiam ao convés para ajudar na situação mais perigosa da operação; a transição de pessoas para os botes, ajudando algumas mulheres e crianças a subirem nos barcos de emergência.
Com a situação agravando, algumas mulheres recusaram sair do Titanic, afirmando não acreditar na gravidade do naufrágio e estarem mais seguras no navio. Joughin, já “alegre” pela bebida, não quis saber de indecisão e puxou as moças para fora do navio à força, as empurrando para os botes salva-vidas.
Ao ver a situação caótica, Joughin voltou a sua cabine e bebeu o máximo de uísque que conseguiu, preparando-se para estar calmo e anestesiado, porém, a embriaguez liberou o seu lado criativo e mirabolante, que ajudou ainda mais tripulantes. Ao descer para o deck de passei marítimo, teve outra ideia.
Havia 50 cadeiras de praia para repouso, onde o padeiro teve a ideia de atirá-las em direção as pessoas que caíram na água sem amparo dos botes, para usarem as mesmas como boias de flutuação na água gelada. Porém, com seus nervos sensoriais piorando devido a bebedeira, alguns sortudos conseguiram pegar as cadeiras, mas outros apenas receberam uma cadeirada na cabeça.
De acordo com os relatos dos últimos barcos que partiram, Joughin foi o último homem a ser visto no Titanic, na ponta superior do navio, que nessa altura já estava quase inclinado de maneira horizontal. Quando não pôde se estabilizar, desceu como se o convés fosse um escorregador e pulou na água por conta própria.
Barco semelhante ao usado no resgate de Charles, modelo dobrável / Créditos: Wikimedia Commons

Até ser descoberto, passou três horas no Oceano Atlântico, com a temperatura da água a -2°C. A temperatura e o tempo planando seria suficiente para levar alguém a óbito, porém, seu corpo tinha tanto álcool etílico circulando em seu organismo que, ao causar a perda de calor interno, pôde se manter estável com a sensação de aquecimento em sua superfície da pele, superior à temperatura ambiente.
Agarrado pelo cozinheiro Isaac Maynard, que o reconheceu, não conseguiu entrar no bote que foi avistado, pois estava lotado, mas o segundo oficial Charles Lightoller autorizou Joughin a se apoiar no barco para ser levado até que fosse visto outro barco que pudesse o abrigar. Pouco depois, foi resgatado pelo RMS Carpathia.
Pelo resto da vida, continuou trabalhando como padeiro e chegou a participar de outro naufrágio, em 1920, onde também saiu com vida do SS Oregon, no porto de Boston. Seu último trabalho como padeiro, foi alimentando tropas da Segunda Guerra Mundial, em 1944. Joughin morreu aos 78 anos, em 1956, em decorrência a um ataque de pneumonia.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

O naufrágio do Titan: o livro que previu desastre do Titanic, mais de uma década antes da tragédia.

O NAUFRÁGIO DO TITAN: O LIVRO QUE PREVIU DESASTRE DO TITANIC, MAIS DE UMA DÉCADA ANTES DA TRAGÉDIA

Além da premonição, coincidências assustadoras cercam um dos maiores desastres náuticos de todos os tempos
FABIO PREVIDELLI PUBLICADO EM 25/12/2019
Ilustração do Titanic afundando, por Willy Stoewer
Ilustração do Titanic afundando, por Willy Stoewer - Getty Images
Todos conhecem a história do Titanic, o navio britânico que naufragou em sua viagem inaugural e acabou sendo responsável pela morte de centenas de pessoas. A narrativa ficou ainda mais famosa depois que Leonardo Di Caprio protagonizou o filme homônimo baseado na tragédia.
Com a direção de James Cameron, o longa conquistou 11 estatuetas do Oscar – incluindo melhor filme e melhor diretor – e ainda possui uma das maiores bilheterias da história do cinema.
No entanto, uma das maiores curiosidades sobre o caso é desconhecido de grande parte do público. E não, não estamos falando do porquê a Rose não abrigou o Jack em seu destroço do barco que ficou a deriva no meio do Atlântico Norte.
Leonardo Di Caprio (Jack) e Katie Winslet (Rose) em icônica cena de Titanic / Crédito: Divulgação
14 anos antes do acidente, em 1898, o escritor Morgan Robertson lançou o conto Futility, or the Wreck of the Titan – que no Brasil foi publicado pela editora Vermelho Marinho com o nome de Futilidade ou o Naufrágio do Titan – no qual relata a história do transatlântico Titan que afunda no Atlântico Norte depois de bater em um iceberg.
Tá, mais é só isso? Claro que não, as coincidências estão só começando.
Se não bastasse o enredo premonitório, algumas características das embarcações são praticamente iguais. A primeira entre as coincidências é o nome do capitão, nos duas ocasiões ele se chama Smith. O mês em que os acidentes aconteceram também é o mesmo, em abril.
Outros detalhes técnicos também são bem próximos uns dos outros, como comprimento do navio, velocidade em que ele navegava, número de botes e compartimentos à prova d’água, até mesmo o número de vítimas são parecidos.
 A diferença entre os enredos é com o que aconteceu no pós-acidente. No livro, depois de sobreviver à colisão, o ex-oficial da Marinha Inglesa John Rowland passa por uma série de aventuras, inclusive lutando com um temeroso urso polar. Bem, talvez nessa parte o autor possa ter sonhado demais. O que justifica a obra só ganhar notoriedade após o naufrágio do navio verdadeiro.
Capa do livro Futilidade ou o Naufrágio do Titan / Crédito: Divulgação
Mas será que nenhuma outra pessoa escreveu um enredo parecido? Em 1892, o jornalista inglês William Thomas Stead seguiu os mesmo passos da história, que ganhou o nome de “From the Old World to the New”, mas nessa versão o barco que se chama Magestic recolhe os sobreviventes de outro navio que havia colidido com o iceberg. Vinte anos depois, ele partiu da Inglaterra para um congresso de Paz nos Estados Unidos, mal sabia que embarcara em sua última viagem. Ele estava à bordo do Titanic.
Foto de William Thomas Stead / Crédito: Wikimedia Commons

O último caso de coincidência envolvendo o acidente marítimo mais conhecido da história aconteceu em 1935. Nesse ano, o cargueiro Titanian transportava carvão da Inglaterra para o Canadá. O marinheiro responsável pela vigia era William Reeves.
À medida que o barco se aproximava do local que o Titanic afundou, Reves disse ter um pressentimento que deveria mandar parar o barco. De início, ele hesitou, mas se lembrou que nasceu no mesmo dia que o Titanic afundou e com isso mandou parar o barco. Tal ato evitou uma colisão da embarcação com icebergs que estavam mais adiante do trajeto. Coincidência?

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Novas imagens em alta resolução mostram avançado estado de decomposição do Titanic.

NAUFRÁGIOS
Pela primeira vez em 14 anos, os destroços do Titanic foram visitados por uma equipe de pesquisadores. Eles registraram imagens em alta resolução que revelaram o avançado estado de decomposição do navio. Localizado em 1985, o local do naufrágio da lendária embarcação se situa a cerca de 600 quilômetros ao sul de Newfoundland, no Canadá.
A equipe de exploradores, liderada por Victor Vescovo, mergulhou a uma profundidade de 3.810 metros até chegar aos destroços. Eles descobriram que o navio se deteriorou de forma significativa na última década e meia. "E a decomposição está avançando", afirmou Parks Stephenson, especialista no naufrágio do Titanic.
Enquanto a proa e parte do interior permanecem bem preservados, quase todo o restante do navio está corroído e deteriorado. Uma combinação de forças da natureza (como a corrosão pelo sal marítimo, fortes correntes oceânicas e micróbios que se alimentam de metais) é responsável pela rápida deterioração dos destroços. Cientistas acreditam que micróbios podem devorar a embarcação inteira até 2030.
O Titanic afundou nas águas geladas do Atlântico Norte na madrugada de 15 de abril de 1912, deixando um saldo trágico de mais de 1.500 mortos. A principal hipótese aponta que o navio naufragou após se chocar contra um iceberg. Confira abaixo as imagens em alta resolução dos destroços da embarcação:
Fonte: Live Science
Imagem: Atlantic Productions/Reprodução

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Fotos Raras do Interior do Real Titanic.

Channel Ali | 
Quase todo mundo já ouviu falar sobre a trágica história do navio "inafundável" que colidiu com um iceberg. E muitas pessoas também viram o filme de 1997 de James Cameron, baseado neste evento.
Mas, na verdade, muito poucas pessoas viram como o real Titanic realmente era, tanto depois de sua construção no início dos anos 1900, quanto depois que seus destroços foram descobertos em 1985.
O Royal Mail Ship (RMS) Titanic foi oficialmente lançado em 31 de maio de 1911, pela White Star Line. O Titanic foi construído como uma resposta aos transatlânticos dos competidores que estavam quebrando os recordes da White Star Line em velocidade e tamanho.

Desvendando a Destruição do RMS Titanic

O naufrágio do RMS Titanic foi descoberto em 1985 por Robert Ballard. Antes disso, houve várias expedições que falharam. A razão por trás da descoberta do Titanic foi a invenção do Argo, um submersível em águas profundas que pode ser controlado remotamente.


Uma Hélice Encontrada Debaixo D'água

Graças ao Argo, uma das três hélices foi encontrada nos destroços do navio. A mesma era, na verdade, do lado estibordo do navio. As hélices laterais do Titanic tinham 23 pés de largura, enquanto a do meio tinha 16 pés de diâmetro.


Hélices Incrivelmente Grandes

A imagem que foi feita perto do final da construção do Titanic dá uma idéia clara de quão enorme era o navio e suas hélices. O navio tinha 883 pés de comprimento, tornando-o mais alto do que qualquer edifício que existia naquela época se o navio fosse colocado na posição vertical.


Lua de Mel e Titanic

O Titanic transportou vários passageiros, incluindo dois recém-casados, Sr. e Sra. George A. Harder, que estavam em viagem de lua de mel. A mulher sobreviveu ao naufrágio, mas o marido morreu, infelizmente. O fotógrafo que tirou uma foto dos dois, Bernie Palmer, vendeu os direitos de suas fotos por apenas US$10. Ele não teria feito isso se soubesse o quanto suas fotos valeriam anos depois.


A Construção do Titanic

Quando o Titanic e seu navio irmão Olympic foram construídos, eles eram os maiores navios criados até então. Naquela época não havia nenhuma via de circulação que pudesse acomodar sua construção. Então, para seguir em frente, a empresa teve que construir uma rampa gigante primeiro. A rampa de lançamento foi chamada de "Grande Pórtico" e custou cerca de US $150.000.


A Popa e o Leme

O leme é uma das partes essenciais do navio, usado para dirigir esse transporte gigantesco. O leme do RMS Titanic era enorme e pesava mais de 20.000 libras.


Titanic na Doca: Momentos Antes da Viagem Inaugural

Quando comparado a todos os outros navios no cais, o Titanic realmente se destacava. Porém, mover a estrutura gigantesca da terra para a água foi um processo bastante desgastante. O processo em si durou apenas 62 segundos, mas, para completá-lo, foram necessárias 23 toneladas de lubrificantes. Óleo de trem, sabão e graxa foram usados ​​como lubrificantes.


Navegando na Saída de Belfast

O RMS Titanic deixou Belfast com a ajuda de rebocadores. Cinco rebocadores foram necessários para guiar a grande embarcação para fora do cais. Isso foi feito durante um teste no mar, que é uma das fases de teste perto do final da construção de um navio.


RMS Titanic: A Tripulação

Havia cerca de 700 tripulantes no Titanic. Edward J. Smith, o homem de barba branca no meio da fila da frente, era o capitão do navio. Havia rumores de que a viagem inaugural do Titanic seria sua última viagem antes da aposentadoria. Os outros homens apresentados na foto são vários oficiais e engenheiros, incluindo o Engenheiro Chefe.


Capitão do Titanic: Edward J. Smith

Edward John Smith era o comandante da companhia de transporte White Star Line e também o capitão do RMS Titanic. Existem vários relatos das últimas palavras e ações de Smith, bem como sua morte no desastre. Mas todos sugerem que suas ações finais foram verdadeiramente heróicas. Algumas pessoas culparam o Capitão Smith pelo incidente, sugerindo que ele erroneamente correu através do gelo a toda velocidade. No entanto, ele foi exonerado postumamente já que o que ele fez era uma prática comum na época.


Culpando o Capitão

Vários dos sobreviventes alegaram em suas cartas que o capitão Smith estava bebendo logo antes do incidente. A carta de um sobrevivente escrita a bordo do navio de resgate Carpathia foi vendida em um leilão em 2012.


O Infame Iceberg

O infame iceberg foi a causa do naufrágio do Titanic. Ele quebrou o lado do navio gigante e perfurou todos os cinco estanques da nave que deveriam mantê-lo à tona.


Deck de Passeio

O convés de passeio estava localizado diretamente abaixo do convés superior. Este convés foi feito para uso geral, mas havia quatro cabines que contavam com seus próprios decks privados de 50 pés. Essas cabines eram chamadas de Suítes Parole e eram os quartos mais caros do navio. A mais cara delas custou mais de US $ 4.000 em 1912, o que equivale a cerca de US $ 100.000 hoje.


Cabine Standard com Cama de Solteiro

Esta foi provavelmente uma das 350 cabines de solteiro de primeira classe. Havia também 39 suítes privadas disponíveis no navio, e cada uma tinha um banheiro privativo além do quarto. Algumas suítes privadas até incluíam closets e eram decoradas de acordo com o estilo luxuoso da monarquia francesa.


Navegando pelas Águas

O RMS Titanic foi carregado com quase 6.000 toneladas de carvão para sua viagem inaugural. O navio queimou cerca de 690 toneladas por dia e pessoas tiveram que trabalhar dia e noite para cavar carvão em caldeiras, a fim de criar energia a vapor.


Sala de Comunicações Marconi

A sala de comunicações do navio era administrada pela Marconi Company. Os operadores a bordo do Titanic eram, na verdade, funcionários da empresa, e não os tripulantes do navio.


Abaixando os Botes Salva-vidas

O Titanic tinha 20 botes salva-vidas no convés que poderiam transportar cerca de 1.200 pessoas na capacidade máxima. Embora a capacidade fosse maior do que a exigida na época, ainda era menos da metade da ocupação da embarcação, que era cerca de 2.500, incluindo os passageiros e a tripulação.


Sobreviventes no Carpathia

Mais de 700 sobreviventes foram resgatados por um transatlântico chamado Carpathia. Os sobreviventes estavam no meio do oceano, sofrendo de estresse e hipotermia. A tripulação do transatlântico imediatamente entregou aos sobreviventes algumas roupas quentes.


Passageiros que Fugiram em Botes Salva-vidas

Foram tiradas fotos de botes salva-vidas cheios de passageiros fugindo do navio afundando. Mas há uma triste história por trás deles. Os tripulantes temiam que as cordas não suportassem o peso dos botes salva-vidas a plena capacidade. Assim, muitos dos botes salva-vidas foram lançados abaixo da capacidade. O primeiro bote salva-vidas que foi lançado estava com menos da metade de sua capacidade para 65 pessoas, e outro saiu com apenas 12 pessoas a bordo.


Passageiros Sendo Resgatados Pelo Carpathia

Passageiros a bordo do transatlântico Carpathia tiraram algumas fotos dos sobreviventes sendo resgatados dos botes salva-vidas. Carpathia foi o navio que respondeu a um sinal de emergência e veio para resgatar os sobreviventes. Apenas cerca de 700 pessoas foram realmente resgatados.


Botes salva-vidas Pouco Preenchidos

Os passageiros que fugiram em botes salva-vidas passaram pelo menos duas horas no frio antes de o Carpathia conseguir chegar. E, como já mencionado, muitos dos botes salva-vidas estavam pouco cheios e havia espaço para muito mais passageiros.


Embarcações de Salvamento no Cais 54

Depois que os passageiros foram trazidos de volta ao Pier 54 sãos e salvos em Nova York, todos os botes salva-vidas ficaram vazios. Este cais, na verdade, pertencia à White Star Lines.


Academia e Outras Comodidades

O Titanic foi bem equipado com muitas comodidades de luxo, incluindo uma academia. Assim como o navio-irmão Olympic, o Titanic foi o primeiro transatlântico a incluir uma academia. Outras amenidades que chamavam atenção eram a piscina, uma quadra de squash e até mesmo uma banheira turca.


Close-up do Iceberg

Você já se perguntou o que aconteceu com o iceberg, que foi a razão pela qual o Titanic afundou? Bem, nada demais, permaneceu flutuando onde estava. Mas marcas pretas da pintura do navio foram deixadas nele. Muitos acreditam que se o Titanic tivesse colidido com o iceberg de frente, ele não teria afundado.


A Grande Escadaria

Uma das partes mais maravilhosas do Titanic foi sua grande escadaria, que também foi reproduzida no filme. Olímpico, navio irmão do Titanic, tinha praticamente o mesmo. As únicas imagens existentes das escadarias são as do Olympic. Não existem imagens conhecidas da escadaria do Titanic.


A Grande Escadaria Após o Acidente

No entanto, há fotos do que resta da grande escadaria - não muito, infelizmente. Enquanto o filme Titanic foi filmado, James Cameron afirmou que a escadaria replicada por ele se desmembrou da construção e flutuou para longe. Acredita-se que a mesma coisa tenha acontecido com a escada real.


A Caldeira do Titanic

A primeira parte do Titanic que foi encontrada por Robert Ballard em sua expedição de 1985 foi uma grande caldeira. Ballard comparou a caldeira às imagens do navio de 1911. No dia seguinte, ele usou seu Argo novamente e descobriu uma grande parte do naufrágio.


A Popa do Navio

A expedição de Ballard em 1985 também é responsável pela descoberta da popa do navio ou, pelo menos, pelo que restou dela. Até o naufrágio ser descoberto, muitos cientistas não acreditavam que o casco do navio tivesse partido pela metade antes de o navio afundar. No entanto, depois de descobrir a popa e a proa a um terço de uma milha de distância, foi confirmado que o navio se dividiu em duas partes.


O Banheiro do Capitão Smith

Como passageiro de primeira classe, o capitão Edward Smith tinha acomodações luxuosas. Uma banheira de porcelana de seu quarto foi encontrada e estava quase intacta, coberta apenas de cracas.


O “Grande Pórtico” no Estaleiro

O Titanic foi construído na gigante rampa de lançamento do "Grande Pórtico". A localização da construção foi no Estaleiro Harland & Wolff, e mais de 11.000 trabalhadores foram necessários para concluir o projeto.


Uma Âncora

Quando os destroços foram descobertos, uma das três âncoras foi encontrada dentro de seu compartimento. O Titanic na verdade tinha três âncoras e cada uma pesava cerca de 10 toneladas.


Quem Foi o Verdadeiro Jack Dawson?

Acredita-se que o personagem de Jack Dawson foi inspirado em Emilio Portaluppi. Ele embarcou no Titanic com um bilhete de segunda classe. Ele deveria estar em um navio diferente, mas, em vez disso, a rica família Astor o convidou a bordo do Titanic. Alguns dizem que ele tinha uma queda por Madeleine Astor.


Quem foi a Verdadeira Rose?

É impossível mencionar o verdadeiro Jack sem dizer nada sobre a verdadeira Rose. Madeleine Talmage Astor era a esposa de John Jacob Astor IV, um magnata dos negócios. Acredita-se por alguns que ela tenha sido a inspiração para a Rose do filme Titanic. No entanto, nunca foi sugerido que ela realmente teve um caso com Emilio Portaluppi.


John Jacob Astor IV

John Jacob Astor IV foi a pessoa mais rica a morrer no naufrágio. No início dos anos 1900, ele era uma das pessoas mais ricas do mundo. John Astor e sua esposa embarcaram no Titanic porque Madeleine estava grávida e insistiu que queria dar a luz a seu filho nos EUA.


O Desastre do Titanic Aparece no Jornal

Após o incidente, muitos jornais começaram a publicar histórias relacionadas ao Titanic. Alguns mencionaram as pessoas que desapareceram, como Astor. Na época da morte de John Astor IV, seu patrimônio líquido era de US $ 87 milhões, o que equivale a cerca de US $ 2,16 bilhões nos dias de hoje. Comparado com as pessoas mais ricas agora, isso não colocaria Astor nem entre os dez primeiros!


Menu de Almoço de 14 de abril

Uma foto do menu de 12 de abril de 1912 mostra as opções que estavam disponíveis para o almoço a bordo do Titanic. As refeições apresentam uma quantidade aparentemente infinita de carne, peixe, salgadinhos e itens especiais.


A Proa do Navio

Uma incrível imagem de toda a proa do navio foi feita durante uma missão de retorno aos destroços do RMS Titanic, quase 20 anos depois de ter sido descoberto. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) lançou a missão para estudar a deterioração do navio.


Lista de Passageiros de Primeira Classe

O número de passageiros de primeira classe era restrito apenas a alguns dos membros mais altos da tripulação e a um pequeno número de famílias ricas. A maioria dos passageiros de elite eram membros da família Astor e Allison, que asseguraram que suas empregadas domésticas, enfermeiras e criados também estivessem na primeira classe.


nossa fonte: https://www.simbaly.com/view/inside-of-the-real-titanic-br-sim