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segunda-feira, 13 de junho de 2022

Pedaços de rara espada viking são encontrados e reunidos após 1.200 anos.

Pedaços de rara espada viking são encontrados e reunidos após 1.200 anos

Trata-se de uma das variedades de espadas mais ricamente ornamentadas e pesadas da Era Viking
POR HISTORY CHANNEL BRASIL EM 13 DE JUNHO DE 2022 
Pedaços de rara espada viking são encontrados e reunidos após 1.200 anos-0

Uma rara espada viking quebrada há cerca de 1.200 anos foi parcialmente restaurada após seus pedaços terem sido encontrados na Noruega. O primeiro fragmento foi descoberto em 2021 por um homem usando um detector de metais na localidade de Stavanger. Este ano, uma segunda parte da arma foi localizada no mesmo local.

Detalhes em ouro e prata

“A espada é provavelmente o que chamamos de espada D”, disse Ann Zanette Glørstad, arqueóloga da Universidade de Oslo. Segundo ela, trata-se de uma das variedades de espadas mais ricamente ornamentadas e pesadas da Era Viking. Embora a lâmina esteja faltando, o punho da arma é decorado com gravuras intrincadas e detalhes em ouro e prata.

Cada extremidade da empunhadura tem a forma de um animal não identificado. Espadas semelhantes foram encontradas em outras partes da Europa, como em uma tumba do século IX na ilha escocesa de Eigg. Segundo Glørstad, isso significa que a descoberta será de grande interesse também para especialistas de outras partes do continente.

Por enquanto, a origem exata da espada permanece um mistério, embora existam algumas pistas que podem orientar os pesquisadores. Com base em sua ornamentação, Glørstad acredita que ela pode ter sido forjada no Império Franco ou na Inglaterra por volta de 800 d.C. Outra hipótese é que ela tenha sido feita na própria Noruega por algum ferreiro inspirado pelo estilo do Império Franco. Pelas características da peça, também é possível supor que seu dono era alguém importante.

FONTES
 
LIVE SCIENCE E IFLSCIENCE
IMAGENS
 
MUSEU ARQUEOLÓGICO/UNIVERSIDADE JERNALDERGÅRDEN DE STAVANGER/DIVULGAÇÃO
fonte: history.uol.com

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Descobertas em caverna na Islândia podem confirmar as sagas nórdicas.

Descobertas na misteriosa caverna da Era Viking na Islândia podem confirmar as sagas nórdicas.

A primeira caverna intacta, feita pelo homem em Oddi está atualmente sendo escavada por cientistas e os resultados são muito intrigantes.

Aconteceu que no passado as descobertas arqueológicas confirmaram acontecimentos descritos em sagas nórdicas. Sabemos, por exemplo, que as sagas nórdicas falam de viagens Vikings ao estrangeiro, a terras distantes. Um deles foi à América, contudo, estes relatos há muito foram descartados como contos fictícios.

Entretanto, as descobertas arqueológicas forçam os cientistas a reconsiderar teorias anteriores. A descoberta do sítio Viking L’Anse Aux Meadows na Terra Nova, Canadá, mudou a compreensão dos historiadores sobre as primeiras explorações Viking e confirmou as sagas nórdicas, escritas entre 1220 e 1280.

A Islândia está também muito associada aos Vikings. Quando se visita a Islândia, pode-se ver, portanto, muitas ruínas e montes funerários que testemunham a presença dos Vikings nesta parte do mundo.

De acordo com um interessante relatório da Islândia, a primeira caverna intacta, feita pelo homem em Oddi está atualmente sendo escavada por cientistas e os resultados são muito intrigantes. A caverna da era Viking, localizada no sul da Islândia, consiste numa vasta rede de cavernas. Dessa forma, todo o complexo subterrâneo é muito mais antigo e maior do que se pensava anteriormente.

Mbl.is relata que as escavações, substanciadas por camadas de tefra, mostram que a escavação das cavernas em Oddi aconteceu pela primeira vez em meados do século X.

“Não há realmente palavras para o descrever”, disse o arqueólogo Kristborg Þórsdóttir sobre a experiência de estar de pé no que é uma das estruturas mais bem preservadas da era Viking. Kristborg está liderando o atual estudo interdisciplinar sobre as grutas, que tem estado em curso desde 2020.

“A dimensão destas estruturas é tão vasta, que não tem havido um estudo de estruturas tão grandes, e definitivamente não a partir deste período na Islândia”.

sagas nórdicas
Crédito: Ljósmynd/Kristborg Þórsdóttir

Oddi – um lugar histórico.

Oddi é um lugar histórico interessante associado a Sæmundur The Wise (1056 – 1133), que entre muitas coisas é famoso por ter enganado o Diabo em três ocasiões, de acordo com as crenças islandesas.

“O local histórico de uma igreja, fazenda e vicariato, Oddi foi em tempos uma das mais importantes sedes culturais e políticas da Islândia e lar de um poderoso clã conhecido como Oddverjar. O estudo atual está em curso há dois anos, com o objetivo principal de lançar luz sobre a cultura da escrita que ali existia durante os séculos XI e XII, quando os Oddverjar se encontravam no auge dos seus poderes. Sæmundur fróði (Sæmundur the Learned, 1056-1133) era o membro mais famoso do clã.

Estudou na França e escreveu uma das primeiras histórias dos reis noruegueses, embora esse manuscrito tenha se perdido. O neto de Sæmundur, Jón Loftsson, foi um poderoso chefe que fomentou Snorri Sturluson, o famoso historiador, poeta e legislador que se pensa ter sido autor ou parcialmente autor de grandes obras medievais como a Prose Edda (conhecida como Snorri’s Edda em islandês), a fonte mais significativa da mitologia nórdica, bem como a Heimskringla, uma saga dos reis noruegueses que se baseou provavelmente no manuscrito perdido de Sæmundur fróði.

“Acabamos de abrir parcialmente a grande e desmoronada caverna a que a nossa pequena caverna está ligada”, disse Kristborg à Icelandic Review. “Ainda temos de cavar mais fundo; estamos apenas trabalhando no sentido de tornar as condições seguras”. A caverna ficou muito profunda e a rocha não tem solidez. Por isso, levou algum tempo”.

Situação da caverna.

Kristborg enfatiza que a investigação minuciosa da caverna deve ser feita o mais rapidamente possível, pois está construída em arenito.

“A rocha é tão porosa que se desmorona diante dos nossos olhos”. Pensa-se que não utilizaravam as cavernas durante muito tempo, porque são muito propensas à desintegração.

Os recursos para arqueólogos também continuam sendo limitados. “Temos apenas fundos e tempo limitados e, assim, nunca se sabe o que vai acontecer no próximo ano. Talvez possamos continuar, talvez não. E a informação perde-se sempre de ano para ano, a preservação fica pior”.

Como relatado pela Icelandic Review, “Kristborg diz que a caverna sendo escavada pode possivelmente ser Nautahellir, Bull Cave, mencionada em Jarteinabók Þorláks Biskups (Bishop Þorlákur’s Legends of Saints), que data de 1210 – 1250. O manuscrito relata como o Nautahellir desabou com 12 touros dentro. Um deles foi então resgatado dos escombros.

“Embora seja mais antigo do que isso, é provável que [a caverna] tenha sido utilizada para gado”, explicou Kristborg. “Se foi para aquele touro específico, não sabemos. Contudo, a história da sua utilização remonta obviamente mais atrás do que conseguimos ainda rastrear”.

Sagas nórdicas.

“As grutas em Oddi têm uma história complexa e fascinante para contar”, diz Kristborg. Entretanto, o âmbito da investigação atual é tal que ela e a sua equipe precisam manter o seu foco estreito. “Estas são estruturas enormes e um sistema incrivelmente grande de cavernas que estamos apenas começando a dominar. […] Precisaríamos de realizar um estudo muito, muito maior, com uma equipe muito maior, a fim de chegar ao fundo disto e traçar por completo esta história, a história da utilização destas cavernas”.

Os islandeses são sem dúvida descendentes de Vikings, e as grutas de Oddi poderiam fornecer aos cientistas informações históricas sobre a ligação entre as sagas nórdicas e o manuscrito perdido de Sæmundur fróði.

Fonte : ancientpages

Tradução : Fatos Curiosos

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Barco funerário viking, onde monarcas podem estar enterrados é encontrado na Noruega.

BARCO FUNERÁRIO VIKING ONDE MONARCAS PODEM ESTAR ENTERRADOS É ENCONTRADO NA NORUEGA

A embarcação, que tem cerca de mil anos, é uma das maiores do tipo já descobertas no país
Por History Channel Brasil em 06 de Maio de 2022 às 22:20
Barco funerário viking onde monarcas podem estar enterrados é encontrado na Noruega-0 

Pesquisadores do Instituto de Patrimônio Cultural da Noruega encontraram os restos de um grande barco funerário viking perto da cidade de Kvinesdal. A embarcação é uma das maiores do tipo já descobertas no país. Segundo os arqueólogos, a estrutura pode ter sido usada para sepultar membros da realeza há cerca de mil anos.

Elite viking

A descoberta aconteceu durante os trabalhos de sondagem que antecederam a construção de uma nova rodovia. As obras tiveram que ser suspensas quando um georradar mostrou imagens subterrâneas da embarcação, que mede entre 8 e 9 metros de comprimento. O barco estava enterrado a cerca de 9 metros de profundidade.

Barco funerário viking

De acordo com os pesquisadores, pelo seu tamanho, o barco pode ter sido usado para sepultar mais de uma pessoa. Nada se sabe sobre quem poderia ter sido sepultado ali, mas como esse tipo de enterro era reservado para as pessoas mais importantes da comunidade. Por isso, a equipe, liderada pelo arqueólogo Jani Causevic, acredita que a estrutura pode ter sido usada em rituais funerários de membros da realeza ou da elite viking.

Na mitologia nórdica, os barcos simbolizavam uma passagem segura para a vida após a morte. Assim, túmulos eram construídos para se assemelhar a navios, com pedras usadas para delinear a forma de uma embarcação. Já indivíduos de alta patente, homens ou mulheres, eram enterrados em navios de verdade. Um dos mais extravagantes barcos funerários serviu de túmulo para duas mulheres, que provavelmente morreram por volta de 834 d.C. Conhecido como o "Navio Oseberg", é um dos artefatos vikings mais bem preservados já encontrados. 

Fontes
 
Live Science e Daily Mail
Imagens
 
Pexels e Instituto Norueguês de Pesquisa do Patrimônio Cultural (NIKU)

quinta-feira, 24 de março de 2022

Por que os vikings deixaram a Groenlândia, foi resolvido por cientistas.

O mistério de por que os vikings deixaram a Groenlândia foi resolvido por cientistas

Não foi a descida de temperaturas que ajudou a expulsar os nórdicos da Groenlândia, mas sim a seca.

Um dos grandes mistérios da história medieval tardia é porque é que os nórdicos, que tinham estabelecido colonatos bem-sucedidos no sul da Groenlândia em 985, os abandonaram no início do século XV? A opinião consensual é de que as temperaturas mais frias, associadas à Pequena Idade do Gelo, ajudaram a tornar as colônias insustentáveis.

Contudo, a nova investigação, liderada pela Universidade de Massachusetts Amherst e publicada recentemente em Science Advances, vem derrubar essa velha teoria. Não foi a descida de temperaturas que ajudou a expulsar os nórdicos da Groenlândia, mas sim a seca.

A Groenlândia foi colonizada pelo famoso Viking Erik, o Vermelho, que sendo um fora-da-lei foi exilado durante três anos em 980. Quando Erik, o Vermelho, deixou a Noruega, não fazia ideia para onde ir e esconder-se. Finalmente, decidiu explorar a terra a oeste (Groenlândia). Ele estava ciente de que o norueguês Viking Gunnbjørn Ulfsson tinha encontrado uma grande massa terrestre a oeste da Islândia no início do século IX. Erik o Vermelho decidiu então seguir o rasto e procurar a misteriosa terra de Gunnbjørn.

Ele navegou em 982 e encontrou a terra estrangeira que explorou durante três anos. O seu objetivo era a criação de uma colônia. No sudoeste da Groenlândia, construiu então uma casa num lugar que mais tarde se chamou Brattalid e serviu como “capital” da Groenlândia durante muitos anos.

Estabelecimento na Groenlândia.

Quando os nórdicos se estabeleceram na Groenlândia, no que chamaram de Assentamento Oriental em 985, prosperaram limpando a terra de arbustos e plantando erva como pasto para o seu gado. A população do povoado do Leste atingiu um pico de cerca de 2.000 habitantes. Contudo, entrou em colapso bastante rápido, cerca de 400 anos mais tarde. Durante décadas, antropólogos, historiadores e cientistas pensaram que o desaparecimento do Assentamento Oriental se devia ao início da Idade do Gelo. Um período de tempo muito frio, em particular no Atlântico Norte, que tornou a vida agrícola na Groenlândia insustentável.

Contudo, como Raymond Bradley, Professor Distinto de Geociências na UMass Amherst e um dos coautores do artigo, salienta, “antes deste estudo, não havia dados do local real dos assentamentos Viking. E isso é um problema”.

Em vez disso, os dados do núcleo de gelo que estudos anteriores utilizaram para reconstruir as temperaturas históricas na Groenlândia, foram retirados de um local que se situava a mais de 1.000 quilômetros ao norte e a mais de 2.000 metros de altitude. “Queríamos estudar como o clima tinha variado perto das próprias quintas nórdicas”, diz Bradley. E, dessa forma, quando o fizeram, os resultados foram surpreendentes.

Bradley e os seus colegas viajaram para um lago chamado Lago 578. Ele é adjacente a uma antiga fazenda nórdica e próximo de um dos maiores grupos de fazendas do assentamento oriental. Lá, passaram então três anos recolhendo amostras de sedimentos do lago. O que representou, portanto, um registo contínuo durante os últimos 2.000 anos.

“Ninguém estudou este local antes”, diz Boyang Zhao, o autor principal do estudo que conduziu esta pesquisa para o seu doutorado em geociências na UMass Amherst e é atualmente um associado de investigação pós-doutorado na Universidade de Brown.

Groenlandia
 Crédito: William Daniel

Análise da amostra.

Analisaram então que uma amostra de 2.000 anos para dois marcadores diferentes: o primeiro, um lipídio, conhecido como BrGDGT, pode ser utilizado para reconstituir a temperatura. “Se tiveres um registo suficientemente completo, podes ligar diretamente as estruturas em mudança dos lipídios à temperatura em mudança”, diz Isla Castañeda, professora de geociências na UMass Amherst e uma das coautoras do jornal. Um segundo marcador, derivado do revestimento ceroso das folhas das plantas, pode ser utilizado para determinar as taxas a que as gramíneas e outras plantas que sustentam o gado perderam água devido à evaporação. É, portanto, um indicador de quão secas foram as condições.

“O que descobrimos”, diz Zhao, “é que, embora a temperatura mal tenha mudado ao longo do povoado nórdico do sul da Groenlândia, ao longo do tempo tornou-se progressivamente mais seca”.

Os agricultores nórdicos tiveram de sobre internar o seu gado em forragem armazenada, e mesmo num ano bom, os animais estavam frequentemente tão fracos que precisaram ir para os campos quando a neve finalmente derreteu na Primavera. Em condições como esta, as consequências da seca teriam sido graves. Uma seca prolongada, bem como outras pressões econômicas e sociais, pode ter feito pender o equilíbrio apenas o suficiente para tornar o assentamento oriental insustentável.

O estudo foi publicado na Science Advances.

Fonte : ancientpages

Tradução : Fatos Curiosos

sábado, 7 de agosto de 2021

Tesouro de prata da era viking encontrado em Estocolmo, na Suécia.

 Tesouro de prata exclusivo da era Viking encontrado em uma fazenda perto de Estocolmo, na Suécia

Ainda existem muitos belos tesouros da Era Viking esperando para serem descobertos e um deles acaba de ser descoberto em uma fazenda perto de Estocolmo, na Suécia. Os arqueólogos estão acostumados a descobrir antigos artefatos históricos, mas encontrar um tesouro de prata antigo é quase um sonho.

Crédito: The Archaeologists and Acta Konserveringscentrum – Compilação de imagens: AncientPages.com

“Isso é algo que você provavelmente só experimenta uma vez na vida”, diz Maria Lingström em The Archaeologists, National Historical Museums na Suécia.

Durante a escavação em Viggbyholm, Täby, fora de Estocolmo, os arqueólogos encontraram mais de 20 casas e edifícios, os mais antigos datando de cerca de 400 DC, continuando na Era Viking (800–1050 DC) e no início da Idade Média.

Limpeza de um dos anéis de pescoço estilo torque. Crédito: Acta Konserveringscentrum

Isso não foi surpreendente, porque se presumiu que essa área em particular já era habitada há várias centenas de anos.

Os cientistas sabiam que este local havia sido uma aldeia viking , mas o que estava realmente escondido sob o solo era um mistério.

Ao examinar o solo com um detector de metais, os cientistas de repente notaram que algo estava enterrado sob o solo.

Moeda da Normandia. Crédito: Acta Konserveringscentrum AB

Finalmente, eles encontraram uma urna que continha oito colares de prata, pulseiras e várias moedas de diferentes países.

– Quando comecei a remover cuidadosamente os anéis de pescoço um por um, tive essa sensação extraordinária de “eles simplesmente continuam vindo e vindo”. No total, eram oito anéis de pescoço estilo torque de alta qualidade, extraordinariamente bem preservados, apesar de terem sido feitos e depositados quase mil anos atrás. Pareciam quase completamente novos ”, diz Maria Lingström.

As moedas foram depositadas em uma bolsa de linho e as joias dentro da urna.

O tesouro de prata da Era Viking encontrado perto de Estocolmo. Crédito: Acta Konserveringscentrum AB

“As moedas são um exemplo perfeito das conexões de longo alcance e do comércio florescente, que floresceu na Escandinávia da Era Viking. Várias moedas são de origem europeia, representando países como Inglaterra, Boêmia e Baviera. Além disso, o tesouro consistia em cinco moedas árabes, os chamados dirhams. Uma das moedas europeias é extremamente rara e foi cunhada na cidade de Rouen, na Normandia, na França. Ele data aproximadamente do século 10 DC. De acordo com o professor Jens Christian Moesgaard, da Universidade de Estocolmo, esse tipo de moeda já foi identificado em desenhos de um livro do século 18 ”, relatam os arqueólogos da Suécia .

Por que os habitantes da aldeia Viking decidiram esconder alguns de seus objetos mais valiosos e enterrá-los no solo, no momento não está claro, mas existem várias teorias.

Em entrevista à televisão sueca, os arqueólogos Magnus Lindberg disseram que é possível que aqueles que enterraram o tesouro pretendam buscá-lo mais tarde.

Talvez tempos difíceis e tumultuados obrigassem os habitantes a esconder seus objetos valiosos. Talvez nunca saibamos, mas sabemos que a descoberta desse tesouro de mais de 1.000 anos foi inesperada.

 Fonte : ancientpages

Texto Original :  Ellen Lloyd 

Tradução : Fatos Curiosos

terça-feira, 4 de maio de 2021

O Caminho de Peabiru e os vikings no sul do Brasil.


O CAMINHO DE PEABIRU E OS VIKINGS NO SUL DO BRASIL - 2ª PARTE

- continuação -

Se Sumé chegou até Santa Catarina ou não é uma incógnita. A mesma coisa pode-se dizer dos vikings. Entretanto quando vi a grande quantidade de inscrições petroglíficas nas encostas da ilha de Santa Catarina, e considerando que Mahieu conseguiu identificar runas em inscrições semelhantes em varias partes do Paraguai e do Brasil, inclusive nas “Sete Cidades” do Piauí, pergunto: não haveria entre essas inscrições, algumas que pudessem se enquadrar como inscrições vikings?

O pesquisador catarinense Keler Lucas em seu livro “A arte rupestre no município de Florianópolis” apresenta algumas petróglifos semelhantes a outros encontrados em diversas partes do Brasil e dá a sua opinião sobre essa semelhança: “Achamos que todas essas coincidências indicam a possibilidade de algumas das sinalizações serem de povos que por aqui passaram ou mantiveram contato num passado remoto. Desta pequena amostragem, fica a impressão de que as nossas sinalizações não são tão nossas, como se costuma dizer”.

O português Aleixo Garcia, que acompanhava uma expedição espanhola com destino ao Rio da Prata naufragou na costa sul da ilha de Santa Catarina em 1516. O local ficou conhecido como Naufragados. Vivendo com os índios carijós, tomou conhecimento de objetos de prata que os indígenas diziam terem sido trazidos de uma terra longínqua de altas montanhas e governada por um poderoso “rei branco”. Garcia, no ano 1524, organizou uma expedição com cerca de 2.000 índios flecheiros e, pelo caminho de Piaburu, chegou até a Bolívia, terras dos incas, oito anos antes dos Pizarro e seus companheiros que só chegaram lá em 1532. Em 1525, depois de muitos saques e carregado de muitos cestos ouro e prata, Garcia foi morto por índios no Paraguai quando já retornava de sua expedição. Garcia viajou cerca de 2.600 quilômetros e num período de um ano e meio havia chegado às portas do império inca, a apenas 150 quilômetros de Potosi, a serra da prata, hoje esgotada. Entretanto antes de morrer enviou para Santa Catarina alguns mensageiros com cerca de 30 quilos de ouro e prata.

Em 1531, Martim Afonso de Souza tomando conhecimento que Francisco Chaves, um dos sobrevivente branco da expedição de Aleixo Garcia vivia no litoral paulista, organizou uma expedição chefiada por Pero Lobo Pinheiro como chefe e Chaves como guia, para seguir pelo caminho de Peabiru a trilha de Garcia. Essa expedição jamais voltou, pois também foi trucidada pelos índios as margens do rio Paraná. Em 1541 o governador do Paraguai, Alvar Nuñes Cabeza de Vaca, resolveu fazer o mesmo caminho de Garcia, para o Paraguai, partindo do litoral catarinense, pelo caminho do Peabiru.

Em 1549 três navios espanhóis que se dirigiam para o Rio de La Plata, com posterior destino ao Paraguai e Peru, dispersaram-se em uma tempestade. Combinados a encontrarem-se no paralelo 28 graus que corresponde a Ilha de Santa Catarina, somente dois chegaram ao destino. Quando estavam prontos para seguir viagem o navio maior, sem nenhum motivo, afundou. Na região morava, entre os índios, um basco de Bilbao, Juan Fernando, que acolheu os espanhóis. Entre eles encontrava-se o alemão Hans Staden. Como eram muitos homens para um navio pequeno a maior parte segui por terra para a província de Assunção, pelo caminho de Peabiru, guiados por alguns índios. Muitos morreram de fome pelo caminho, mas a maioria atingiu seu destino.

Por sua vez Ulrich Schmidel, fez o caminho ao contrário. Saiu de Assunção em dezembro de 1552 chegando a São Vicente em 1553. Para evitar atrito entre espanhóis e portugueses em 1553, esse trajeto foi proibido, pelas autoridades dos dois países. O caminho de Peabiru foi usado somente um século depois pelos bandeirantes paulistas, que iam até as reduções jesuíticas castelhanas de Guaíra, aprisionar índios para a escravidão.

O Peabiru era uma estrada com cerca de 1,60 m. de largura e 1.200 km. de comprimento, sinalizada por uma erva muito miúda que crescia dos dois lados até quase 60 centímetros. Mesmo quando os campos eram queimados, a erva voltava a nascer do mesmo modo.

É interessante notar que todas as inscrições rupestres da Ilha de Santa Catarina estão localizadas no costa leste da ilha, voltadas para o oceano. Foram feitas na maioria das vezes em paredões de difícil acesso e visíveis só para quem olha pelo lado do mar. Embora não conseguimos identificar nenhum dos sinais parecidos com as runas escandinavas, percebemos que há na Ilha das Aranhas um desenho semelhante aos drakar (embarcações) viking e a outros desenhos encontrados em outras partes do Brasil.

F I M

BIBLIOGRAFIA:
ACQUAVIVA, Marcus Cláudio – Lendas e Tradições das Américas – Hemus Editora Ltda., São Paulo-SP.
BOND, Rosana – A Saga de Aleixo Garcia – Editora Insular Ltda., Florianópolis-SC. 1998.
BUENO, Eduardo – Náufragos, Traficantes e Degredados – Editora Objetiva, Rio de Janeiro-RJ, 1998.
BUENO, Eduardo – Capitães do Brasil – Editora Objetiva, Rio de Janeiro-RJ, 1999
GALDINO, Luís – Peabiru: o caminho da montanha do Sol – Planeta no 4, Editora Três, dezembro/1972.
LUCAS, Keler – A arte rupeste do município de Florianópolis – Rupestre, Florianópolis-SC,
MAHIEU, Jacques de – Os Vikings no Brasil – Livraria Francisco Alves Editora S.A., Rio de Janeiro-RJ, 1976.
STADEN, Hans – A Verdadeira História dos Selvagens, nus e ferozes devoradores de homens – Dantes Editora & Livraria, Rio de Janeiro-RJ, 1998.
REVISTAS E JORNAIS:
MUGGIATI, Lena – Cerro Corá. Os Vikings na América do Sul – Revista Geográfica Universal nº 282 – Bloch Editores S.A., Rio de Janeiro-RJ., julho/1998.
MUGGIATI, Lena – Eram os vikings paraguaios? – Revista Manchete, Bloch Editores S.A., Rio de Janeiro-RJ, 04.04.98.
OSÓRIO, Pedro Luiz – Uma pedra poderá dizer se os vikings estiveram no Rio Grande do Sul – Correio do Povo, Porto Alegre-RS, 08.06.80.
SILVA, Adriana Vera e – O primeiro bandeirante – Revista Super Interessante, Editora Abril, outubro/1999.

Petroglifo semelhante a um drakar viking na ilha das Aranhas em Florianópolis.

nossa fonte: https://www.facebook.com/photo?fbid=10224639897600864&set=gm.3965717246854533

Boa pesquisa.