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domingo, 16 de janeiro de 2022

A Casa que a Marquesa de Santos ganhou de Dom Pedro I, no Rio de Janeiro.

A CASA QUE A MARQUESA DE SANTOS GANHOU DE DOM PEDRO I

Localizada no Rio de Janeiro, a residência é uma das construções neoclássicas de maior destaque na região

REDAÇÃO PUBLICADO EM 13/02/2022

Fachada interna da residência de Domitila de Castro
Fachada interna da residência de Domitila de Castro - Divulgação / Facebook / Casa da Marquesa de Santos - Museu da Moda Brasileira

No Bairro Imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, está localizada, até os dias de hoje, uma das propriedades da Marquesa de Santos. A casa de Domitila de Castro, a mais famosa amante de D. Pedro I, foi um presente do imperador, entregue à mulher em meados do século 19. 

Tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), em 1938, a residência que serviu de ponto de encontro do casal atualmente é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, sendo considerada um dos grandes exemplares do estilo neoclássico no estado.

Visão do pátio interno da Casa da Marquesa de Santos / Crédito: Divulgação / Facebook / Casa da Marquesa de Santos - Museu da Moda Brasileira

 

Projeto arquitetônico

De acordo com informações do site Museus do Rio, o Palacete do Caminho Novo, como é conhecida a casa, foi projetado por Jean Pierre Pézerat e conta com pinturas de Francisco Pedro do Amaral. 

A residência, na qual a marquesa viveu entre os anos de 1827 e 1829, foi construída em um terreno próximo ao Paço de São Cristóvão, em um local onde antes exitiam duas chácaras.

Ricos detalhes

Não bastassem as belíssimas pinturas, a casa ainda é repleta de baixos-relevos inspirados na mitologia greco-romana, tanto na decoração externa quanto nos forros dos salões superiores. As obras são de autoria dos irmãos Marc e Zephirin Ferrez, importantes escultores da missão artística francesa.

Na imagem, porta com detalhes em formato de coração e pinturas / Crédito: Divulgação / Facebook / Casa da Marquesa de Santos - Museu da Moda Brasileira

 

Ainda de acordo com o portal, os assoalhos de toda a propriedade são de madeira brasileira trabalhada. A fachada interna conta com duas imponentes escadarias curvas, as quais dão para um grande jardim arborizado. Além disso, quase todas as janelas e portas do palacete apresentam detalhes em vidro e possuem corações. 

Diferentes proprietários

Após um breve período como propriedade de Domitila de Castro, a residência passou pelas mãos de diferentes personalidades ao longo do século 19. Um dos nomes mais notáveis foi o Barão de Vila Nova do Ninho, quem reformou o edifício e o reinaugurou em 1857.

Imagens da parte interna da residência / Crédito: Divulgação / Facebook / Casa da Marquesa de Santos - Museu da Moda Brasileira

 

Mais tarde, entre 1869 e 1882, pertenceu ao Barão de Mauá, que também promoveu adaptações na casa, adicionando novas pinturas à sala de música, localizada no piso superior.

Museu da Moda Brasileira

Como se trata de um construção tombada, surgiu nos últimos anos, uma proposta de transformar o antigo palacete em um local de memória. O terreno, anexo à residência, dá lugar ao Museu da Moda Brasileira, o qual está sendo idealizado pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Zuzu Angel e com a Fundação Getúlio Vargas.

fonte: aventurasnahistoria.com.br

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Os Fortes de Niterói, no Rio de Janeiro.


Fortes de Niterói
O Brasil possui muitos lugares históricos e que hoje viraram pontos turísticos.
São lugares que possuem desde encantos naturais até os formados por mãos humanas. Entre esses lugares que merecem uma visita, estão os Fortes de Niterói que encantam a todos por suas construções e beleza ao redor, e a sua presença histórica.
1-Fortaleza Santa Cruz da Barra
Fortaleza de Santa Cruz da Barra localiza-se no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, município de Niterói, no estado brasileiro do Rio de Janeiro.
Cruzando fogos com a Fortaleza de São João e com o Forte Tamandaré da Laje, constituiu a principal estrutura defensiva da barra da baía de Guanabara e da cidade e porto do Rio de Janeiro durante o período da Colônia e do Império. .
A Fortaleza de Santa Cruz da Barra é um sítio histórico único no Brasil, com pedra fundamental no ano de 1555. Suas muralhas foram construídas com pedras cortadas e assentadas à mão, com uma área de mais de 7 mil metros quadrados.
Participou de vários episódios da história do Brasil, impedindo invasões francesas e holandesas.
Na Revolta da Armada, foi utilizada em lutas contra o Forte de Villegagnon; na Revolta Tenentista, contra o Forte Copacabana. Seu último disparo foi em 1955, contra o Cruzador Tamandaré. Foi prisão política. Entre outros, estiveram presos José Bonifácio de Andrade e Silva, André Artigas e Bento Gonçalves e durante o golpe de 1964.










Já vimos o Forte de Santa Cruz, agora vamos ver mais três fortes . Todos os três no bairro de Jurujuba, Niteroi.
2- Forte Barão do Rio Branco
3- Forte São Luiz
4- Forte do Pico
Forte Barão do Rio Branco
Este Forte também foi criado em 1555, mas com a intenção de ser um observatório. Após a expulsão francesa em 1567, ele foi transformado em bateria e fortemente armado, já que era lugar onde abrigava as primeiras bocas de fogo.
Este forte remonta à antiga Bateria de Santo Antônio da Praia de Fora. Pelo Decreto nº 3.329, de 25 de novembro de 1938, o conjunto defensivo integrado por essa antiga bateria, pelo Forte do Morro do Pico, e pelo Forte de São Luís, recebeu a designação atual de Forte Barão do Rio Branco
Estava guarnecido, ao final da década de 1950, pela 1ª Bateria de Óbus de Costa (BOC).
Atualmente, o forte encontra-se guarnecido pelo 21º Grupo de Artilharia de Campanha, Grupo Monte Bastione (21º GAC).
Com apenas 400 m de extensão, a Praia de Fora, também conhecida como Praia do Forte do Rio Branco, pertencente à Região Oceânica de Niterói, estando localizadas na saída da Baía de Guanabara. Esta praia abriga os Morros do Pico e do Ouvires, que compõem a sua Paisagem.
A Praia de Fora é uma das melhores praias da região, sobretudo devido ao seu valor histórico. A praia fica situada no Forte Barão do Rio Branco e, próximo a ela, estão o Forte São Luiz, o Forte do Pico e o Forte Imbuí. .
Por ser uma área militar, a Praia de Fora (Praia do Forte Rio Branco) tem uma guarita em sua entrada, sendo necessário possuir autorização para entrar. Por esse mesmo motivo, a praia ainda é bastante conservada, se caracterizando por suas areias finas e acinzentadas, e águas cristalinas e esverdeadas com temperatura agradável.
3. Forte Sao Luiz
Para chegar aos fortes São Luiz e Forte do Pico é necessário se dirigir ao Forte Barão do Rio Branco no bairro de Jurujuba em Niterói, por se tratar de uma base ativa do Exército Brasileiro o passeio é conduzido por um militar que vai nos guiar até o alto dos Fortes e contar um pouco da história de cada fortificação.
O Forte São Luiz é datado de 1567 e teve sua efetiva construção entre 1769 e 1770, durante o governo de Luiz de Almeida – 2º Marquês do Lavradio. A fortificação foi concluída em 1775. Alguns anos mais tarde, porém, seu comando foi extinto, e sua guarnição incorporada à da Fortaleza de Santa Cruz da Barra. O Forte permaneceu abandonado entre 1831 e 1863, até sua reativação, em decorrência da “Questão Christie“.
4- Forte do Pico
Após conhecer o Forte São Luiz e andar por suas ruínas vamos nos dirigir para o Forte do Pico que tem 230 metros de altura, o visitante contará com uma das melhores vistas panorâmicas do mundo em 360° e uma paisagem espetacular
Começou a operar em 1770
Já o Forte do Pico, a 230 metros de altitude, começou a operar em 1770, com objetivo de proteger a entrada da Baía e também a Fortaleza de Santa Cruz.
Cinco anos depois, foi construído o Forte de São Luiz e em 1891 os dois foram unidos, formando um único conjunto arquitetônico, chamado pelo nome de um ou de outro.




Todos podem ser visitados.

Boa pesquisa.

 

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Túmulo da Princesa Isabel no Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis, Rio de Janeiro.


O Túmulo da Princesa Isabel do Brasil "A Redentora" (1846-1921) no Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis, Rio de Janeiro.
Ainda em 1920 o governo republicano brasileiro do presidente Epitácio Pessoa suspendeu o banimento da família imperial, porém Isabel estava doente demais para viajar. Dessa forma, Gastão de Orléans e Pedro de Alcântara voltaram para o Brasil no começo de 1921 para o reenterro do imperador e da imperatriz em Petrópolis. Isabel acabou morrendo aos 75 anos de idade, de pneumonia, em 14 de novembro de 1921, um dia antes do aniversário de 32 anos da república brasileira, sendo inicialmente enterrada na tumba da Casa d'Orleães em Dreux, França. Gastão morreu no ano seguinte no Rio de Janeiro enquanto estava no Brasil para as celebrações do centenário da independência
Os restos do casal foram repatriados para o Brasil em 1953 e sepultados em 1971 na Catedral de São Pedro de Alcântara em Petrópolis ao lado de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina.
Em 1921 no ano de sua morte, o empresário Assis Chateaubriand, visitou a Princesa Isabel na Normandia, na época com 75 anos de idade, doente e abatida pelas mortes de seus filhos Dom Antônio e Dom Luis Maria, fez a seguinte pergunta ao visitante ilustre: “E então doutor Assis, como estão os Negrinhos de Petrópolis?” Chateaubriand, que não fazia ideia do que a Princesa estava falando respondeu: “vão bem, alteza, os seus negrinhos vão muito bem”. Ante o início da década, era comum que descendentes de escravos fizessem peregrinação até a Catedral de Petrópolis, para prestar Homenagem ao Túmulo da Princesa conhecida como a "Redentora"
Fonte: Anuário do Museu Imperial. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

Boa pesquisa.


 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

A Pedra da Gávea no Rio de Janeiro e a inscrição fenícia.


(Mistério) A Pedra da Gávea. (BRA)
A Pedra da Gávea é indiscutivelmente um dos lugares mais misteriosos do Brasil. Ela fica no Rio de Janeiro e é composta por granito e gnaisse. A Pedra da Gávea é o maior monólito a beira mar do mundo! Para quem não sabe, monólito é uma estrutura geológica, como uma montanha, formada por uma única rocha maciça. São 842 metros de pura beleza e muitas perguntas sem respostas.
O nome "Gávea" veio do seu formato que lembra aquela plataforma que fica nos mastros das caravelas. O que muitos não sabem, é que há uma outra gávea na face norte da montanha, que parece uma construção incompleta. Ninguém até hoje soube explicar exatamente o formato incomum da formação norte, que segundo vários especialistas, trata-se de um rosto.
Para deixar tudo ainda mais estranho, na parte superior do lado direito do rosto da Pedra da Gávea, é possível ver marcas que foram consideradas como uma inscrição por estudiosos do século XX. Ideia essa defendida com afinco por Ludwing Schwennhagen (historiador/escritor) e Bernardo Ramos (arqueólogo) por volta de 1928/1930 e que até hoje tem muita força. (Imagem da inscrição nas fotos)
As inscrição foi traduzida e interpretada em 1954 por José Henrique de Souza, fundador da Sociedade Teosófica Brasileira, como:
“Jethbaal, fenício de Tiro, primogênito de Badezir“.
Diante de tantos enigmas, várias teorias rondam o local, entre elas, a de que a Pedra da Gávea seria o túmulo de um grande Rei Fenício por volta de 1000 A. C. ou de um príncipe da dinastia. A teoria defende, inclusive, que os restos mortais do rei/príncipe estariam enterrados em uma cavidade no interior da pedra.
Estudiosos de geologia, arqueólogos e cientistas até hoje discutem, sem chegarem a uma conclusão, a respeito do "rosto e a inscrição" na Pedra da Gávea. O assunto é pauta de ampla discussão dentro do meio acadêmico. Alguns acreditam que tudo não passa de pura e simples erosão, já outros são enfáticos em afirmar que a Pedra da Gávea é a prova física da vinda dos Fenícios para o Brasil em tempos remotos.








Boa pesquisa.

 

domingo, 12 de janeiro de 2020

A Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro.


O JARDIM DAS PRINCESAS NA QUINTA DA BOA VISTA
O Palácio de São Cristóvão, durante os anos de 1808 e 1889 foi residência das Famílias Real Portuguesa e Imperial Brasileira. O Palácio possui um jardim anexo que era destinado às nobres da família, e ficou conhecido como Jardim das Princesas. Era um local onde as mulheres podiam praticar atividades relacionadas ao artesanato, entretenimento, cultura e ao aprendizado. Assim, o Jardim das Princesas foi utilizado como um espaço para a contemplação, satisfação, proveito e recreação dos antigos moradores. Apesar de o Jardim ser identificado em plantas da residência do período de D. João VI, ele é mais citado em biografias sobre D. Pedro II e sua filha Isabel.
A Imperatriz Teresa Cristina, de origem Napolitana foi quem teve a ideia e iniciativa de fazer a decoração do jardim e assessorada pelas Princesas Isabel e Leopoldina e empregados do palácio, elas construíram bancos, fontes e detalhes que recriavam um pouco da atmosfera de Pompeia e Herculano , lembrando os Jardins da Roma Antiga e usando pratos e conchas como elementos da decoração ao invés de mosaicos, como era mais comum na Italia. Em especial, a CASA DA FONTE PEQUENA e a CASA DA FONTE GRANDE , de Pompeia, apresenta CONCHAS inseridas na decoração da Fonte e foi justamente esta ideia que originou a iniciativa da imperatriz decorar as fontes e bancos com conchas do Brasil. ( ver as ultimas fotos deste álbum as fotos da Fonte da Casa da Fonte Pequena e da Casa da Fonte Grande , em Pompeia).
A ornamentação do jardim segue o Romantismo vigente na segunda metade do século XIX. Com três bancos largos e oito pequenos (que podem ser considerados tronos), dois chafarizes, e muros enfeitados com guirlandas em alto-relevo todas trabalhadas em mosaico de louças e conchas.
Dona Teresa Cristina, enquanto cuidava e ensinava suas filhas no jardim, praticou um hobbie particular, a arte musiva através da técnica do embrechamento. Foi utilizada a técnica que consiste na colagem sobre o cimento fresco de conchas e restos de louça inglesa provenientes dos serviços da família imperial. A referida técnica foi realizada na Itália renascentista, provavelmente de conhecimento da Imperatriz Tereza Cristina.
Pesquisas de Arqueometria indicaram que as argamassas dos bancos do Jardim das Princesas do Museu Nacional são constituídas por argamassa de cal e areia com traço variando entre 1:1 e 2:1, sem haver a presença de cimento.
Em uma inscrição rabiscada na argamassa, se consegue fazer a dataçao do trabalho musivo... a data 29 de julho de 1852 é a data de aniversário de seis anos da Princesa Isabel. Isso parece ter sido um delicado registro da Princesa Isabel no dia do seu aniversario e que acabou datando a obra da mãe.
Através dessa arte, D. Teresa Cristina decorou todos os bancos, algumas paredes e uma fonte do jardim com conchas e porcelanas, algumas que quebravam durante o uso no serviço de jantar, outras que ela usava inteiras como pires de xícaras. Todo esse trabalho deu ao Jardim, além de sua importância histórica, uma grande importância cultural e artística.
Antigamente, havia seis estátuas de deusas gregas, posteriormente transferidas para o Jardim Terraço (jardim localizado na frente do palácio) em 1910. Há alguns anos elas foram retiradas novamente do local. Atualmente as estátuas estão sob guarda da administração do Museu, necessitando serviços de restauração.
Os vasos brancos que aparecem nas fotos antigas nao eram de marmore, mas sim de louça branca e com cabeças de leao nas laterais . De acordo com as minhas pesquisas, esses vasos foram praticamente TODOS destruidos numa ocasiao logo apos a expulsao da familia Imperial pelos Republicanos mais eufóricos querendo apagar a memoria da Familia Imperial do local. No local foram encontrados pequenos fragmentos desses vasos e ate nas escavaçoes da LEOPOLDINA tambem encontramos fragmentos , pois parte do descarte foi levado para la ja no final do seculo XIX.
O Jardim está atualmente fechado para visitação e o abandono sempre foi crônico. Em 1995-6, a Diretoria do Museu Janira martins Costa em conjunto com o Consulado Geral da França (em especial o adido cultural Romaric Suger Buel ) tentou implementar o projeto e revitalização do Museu Nacional, e chamando de A VERSAILLES TROPICAL. Mas o virtuoso projeto encontrou resistência dentro do próprio museu , e dessa forma não se avançou e depois da mudança da Direçao do Museu , todos os esforços foram perdidos e esquecidos pois parece que nao queriam o Museu restaurado como um PALACIO IMPERIAL !
Naquela epoca a Familia Orleans e Bragança deu todo apoio a esta possibilidade pois seria um grande avanço no sentido de revitalizar a Memoria do Imperio e eu mesmo trabalhei incansavelmente nesse sentido, organizando Cursos, palestras, exposições e eventos infindáveis em parceria com todas as instituiçoes como o Museu do Primeiro Reinado, o MNBA, o Colegio Pedro II, o MHN e tantas outras entidades .
Em 1996 tentamos fazer algumas melhoras no paisagismo porque estávamos organizando o evento do Sesquicentenário da Princesa Isabel e a apresentação da Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais ocorreu exatamente nos Jardim das Princesas, mas devido ao fato do local ser tombado , nao foi permitido se fazer nenhuma melhora pois nao havia um projeto aprovado para nenhuma açao . Tudo isso contribuiu para que a deterioração e hoje o estado é muito ruim como vemos nas fotos .
Pesquisa documental, Texto e maioria das fotos de Claudio Prado de Mello.