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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Livro: Almas Afins. De: Edgard Armond.

 


BIBLIOGRAFIA: ARMOND, Edgard. Almas Afins. São Paulo: Aliança, 1978.   

O livro Almas Afins, psicografado e escrito por Edgard Armond e publicado pela Editora Aliança, é um clássico da literatura espírita que utiliza a mediunidade para reconstituir o processo evolutivo da humanidade através de consecutivas reencarnações.

Visão Geral do Enredo

A obra acompanha a trajetória de um grupo de Espíritos afins que compartilha laços cármicos profundos ao longo de milênios. A narrativa viaja no tempo e no espaço, detalhando existências em:

  • Os continentes submersos de Lemúria e Atlântida
  • O Antigo Egito, focando especificamente no cenário da 18ª Dinastia comandada pelo faraó Akhenaton
  • A Era Atual, onde essas mesmas almas se reencontram sob a bandeira do Cristianismo puro

O Núcleo Histórico: O Egito de Akhenaton

O ponto mais marcante do livro gira em torno da reforma religiosa de Akhenaton, que tentou substituir o politeísmo tradicional (culto aos sacerdotes de Amon) pelo monoteísmo (o culto a Aton, o deus Sol único).

  • O Conflito Amon/Aton: Armond ilustra com precisão os bastidores desse embate religioso e político.
  • A Lição Moral: Do ponto de vista histórico-doutrinário, a narrativa demonstra que governantes, por mais poderosos que sejam, não conseguem impor pela força cultos estranhos que firam a maturidade e o sentimento das massas populares.

Temáticas Centrais da Obra

  • Lei de Causa e Efeito: Exposição clara de como os erros e acertos do passado moldam as necessidades do presente (Carma).
  • Afinidade Espiritual: Demonstração prática de que os afetos e desafetos verdadeiros se buscam através dos séculos para reparações e aprendizados mútuos.
  • Evolução pelo Amor: O desfecho mostra a transição de espíritos outrora orgulhosos em servos dedicados ao trabalho evangélico na Terra.

Crítica e Estilo

é uma leitura direta e fluida, ideal para quem busca estudar os mecanismos da reencarnação sem se perder em narrativas excessivamente longas. Edgar Armond, figura fundamental na fundação da Aliança Espírita Evangélica, alia conhecimento doutrinário rígido a uma sensibilidade romântica e histórica marcante.

Se você quiser, posso detalhar mais sobre:

  • O contexto histórico da 18ª dinastia egípcia no espiritismo
  • Outras obras de Edgard Armond focadas no passado espiritual
  • O conceito de Almas Gêmeas versus Almas Afins segundo a doutrina

 

Livro: Akenaton e Nefertiti o casal solar.

 


BIBLIOGRAFIA: JACQ, Christian. Akenaton e Nefertiti o casal solar. Lisboa: Veja, 1977.   

O livro "Nefertiti e Akhenaton: O Casal Solar" do egiptólogo e escritor francês Christian Jacq é uma mistura fascinante entre estudo histórico rigoroso e narrativa envolvente. Diferente de seus famosos romances de ficção, esta obra funciona como um ensaio biográfico que reconstrói a revolução espiritual, política e artística do Egito Amarniano.

Resumo da Trama e Contexto Histórico

A obra narra a ousada trajetória do faraó Amenófis IV que mudou seu nome para Akhenaton ("O Esplendor de Aton"). Ao lado de sua esposa, a bela Nefertiti, ele desafiou o poderoso clero de Amon em Tebas. O casal instituiu o culto a Aton (o disco solar) e fundou do zero uma nova capital no deserto: Akhet-Aton. Esse movimento é amplamente considerado a primeira semente do monoteísmo no mundo.

Pontos Fortes do Livro

  • Abordagem Humana e Íntima: O autor humaniza o casal. Ele investiga se Nefertiti era apenas uma musa inspiradora ou uma forte articuladora política e adversária nas sombras.
  • Rigor Arqueológico: Jacq utiliza textos diplomáticos reais, hinos religiosos e relevos em obras de arte para dar base histórica ao livro.
  • Fluidez de Leitura: Mesmo sendo um livro documental e biográfico, a paixão do autor pelo tema torna a leitura leve para leitores leigos.
  • Quebra de Estigmas: O texto desconstrói a imagem de Akhenaton como um mero "faraó louco", contextualizando suas visões sociais revolucionárias.

Análise Crítica: Para quem é recomendado?

Perfil do Leitor

O que vai encontrar no livro

Fãs de História Antiga

Uma análise detalhada sobre o nascimento do monoteísmo e a arte de Amarna.

Fãs de Romance Histórico

Pode estranhar o formato técnico de ensaio, mas apreciará o drama real de bastidores.

Curiosos por Mistérios

Respostas parciais — baseadas em fatos — sobre o sumiço repentino de Nefertiti.

 

terça-feira, 10 de março de 2020

Incesto no Egito antigo: a polêmica prática que espalhou doenças genéticas faraônicas.

INCESTO NO EGITO ANTIGO: A POLÊMICA PRÁTICA QUE ESPALHOU DOENÇAS GENÉTICAS FARAÔNICAS

Os pais de Tutancâmon eram irmãos e seu pai, Aquenáton, costumava procriar com as próprias filhas. Mas a que custo?
VANESSA CENTAMORI PUBLICADO EM 10/03/2020

Nefertiti, Tutancâmon e Aquenáton
Nefertiti, Tutancâmon e Aquenáton - Wikimedia Commons

O incesto era uma prática muito comum no Antigo Egito. Os registros mais antigos de relações consanguíneas do tipo datam da 18ª Dinastia. A partir desse período, se inicia o Império Novo, que ocorreu entre o século 14 a.C e 9 a.C. Nessa época, relações sexuais entre pais e filhos aconteciam muito na realeza - e até mesmo entre os sacerdotes -  afinal, os faraós e sua família eram considerados criaturas divinas. 
Isso os dava a autoridade para que fossem além das regras que abrangiam as demais pessoas. Não por acaso, um time de pesquisadores do Egito e da Alemanha fez uma descoberta em 2010 que mostra como o incesto era recorrente nas famílias faraônicas. 

Máscara mortuária de Tucancâmon / Crédito: Wikimedia Commons 


Eles encontraram um total de 11 múmias da 18ª Dinastia, que eram parentes de Tutancâmon. O DNA dos corpos mumificados foi analisado, o que permitiu saber quais tipos de relacionamentos que a família real mantinha entre si. Surpreendentemente, o faraó era filho de um relacionamento entre a irmã de Aquenáton e o próprio Aquenáton, cujo nome significava “a glória de Aton”, o deus Sol. 
Graças à essa descoberta, os pesquisadores esclareceram uma grande confusão feita há tempos. Antes, por causa de algumas pistas espalhadas pela arte egípcia, acreditava-se que tanto Tutancâmon quanto seu pai, Aquenáton, tinham traços femininos. Isso estaria relacionado à uma doença genética chamada síndrome de Marfan. 

Busto de Aquenáton, em detalhes / Crédito: Wikimedia Commons 


Mas isso veio à tona como sendo falso. Na verdade, aquela impressão era causada apenas pela reforma religiosa de Aquenáton, que afetou muito a arte da época. E quem tinha uma doença genética era somente Tutancâmon, que sofria de deformidade equinovarus, que deixa os pés tortos. O motivo: o incesto de seus pais.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, o professor do Imperial College London, Hutan Ashrafian, que fez parte do estudo, contou que, por conta do incesto, vários membros da família de Tutancâmon sofreram de doenças envolvendo desequilíbrios hormonais - possivelmente ligados à uma vida mais curta. 
“Vários de seus antecessores da família viveram até uma idade avançada”, disse Ashrafian. “Somente sua linha imediata morreu cedo, e eles estavam morrendo mais cedo a cada geração". 

Faraó Aquenáton / Crédito: Wikimedia Commons 


Visto isso, é notável que o ato de se relacionar somente com os membros próximos da família não saía barato - escapar das doenças e anomalias era difícil com a ciência ainda em desenvolvimento. Mas por que mesmo assim os egípcios insistiam no incesto, que era tão recorrente? 
Uma das hipóteses mais comuns para explicar isso é que existia um grande desejo de manter a “pureza” do sangue real. Aquenáton, por exemplo, procurava procriar com suas próprias filhas. Ele era casado com a Rainha Nefertiti, com quem teve seis meninas. O pai então se casou com a filha Meritaton, com quem teve uma bebê ( sendo não só pai, como avô da criança).
O mesmo aconteceu com sua filha Anquesenamom, com quem ele também teve uma neta-filha. Após a morte do pai, ela ainda se tornou esposa do meio-irmão,Tutancâmon. 

Meritaton, filha de Aquenáton com Neferititi / Crédito: Wikimedia Commons 


Outro faraó da 18ª Dinastia foi Amenófis III, que precedeu Aquenáton e Tutancâmon. Ele também se casou com a própria filha e, por aquilo ser novidade, causou um alvoroço entre o povo egípcio. Acontece que antes o que era mais comum era os reis casarem-se com as meias-irmãs. 
A esposa de Amenófis II era conhecida como Rainha Tiy e especialistas acreditam que ela possivelmente era a prima do faraó. A primeira filha do casal, chamada de Sitamón teve que fazer parte de um casamento com o próprio pai quando tinha 20 anos de idade. Assim como aconteceu com Aquenáton, a suspeita é de que ele também tenha se casado com outras filhas que teve com Rainha Tiy.

Filhas da rainha Nefertiti, muitas das quais tiveram relações sexuais com o próprio pai, Aquenáton / Crédito: Wikimedia Commons 


Depois que o incesto foi aderido pela realeza, a população, naturalmente, também foi seguindo os passos daqueles que eram considerados deuses. O relacionamento incestuoso na família nuclear, não só no Egito Antigo, como também na Persa, também estava presente nas famílias das pessoas menos abastadas. 

 Nefertiti e Aquenáton / Crédito: Wikimedia Commons 


Os historiadores não sabem ao certo se isso surgiu exatamente como uma propaganda do governo, mas alguns outros motivos podem ser apontados. Estão entre eles a religião e também a questão econômica, já que ter filhos dentro da própria família significava mais mão-de-obra. E também, o famoso dote não teria que ser pago ao pedir a noiva-filha em casamento.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Akhenaton: o meu deus é o sol.

AKHENATON: O MEU DEUS É O SOL

Nos 17 anos em que ficou no poder, o faraó impôs o culto a um deus único, banindo a religião tradicional egípcia. O país viveu uma verdadeira guerra civil religiosa
MARIA CAROLINA CRISTIANINI PUBLICADO EM 11/09/2019.


O deus Sol
O deus Sol - Reprodução

O reinado de Amenhotep IV estava no quinto ano quando tudo aconteceu. O faraó alterou o próprio nome para Akhenaton, “a glória de Aton”, o deus Sol. A capital, até então Tebas, partiu de mudança para um ponto a 300 quilômetros de distância, nunca habitado, e que o todo-poderoso egípcio chamou de Akhetaton, “horizonte de Aton” – hoje Tell El-Amarna.
Aton (ou aten) quer dizer disco em egípcio antigo. Era como se referiam ao Sol, o “disco do dia”. Esse era um dos aspectos de Rá, o deus do Sol, que então era tido como sinônimo de Hórus, deus dos céus.
O faraó ordenava o abandono de um panteão de 2 mil deuses e o culto a outra forma de Rá, Amon-Rá, para se dedicar exclusivamente a Hórus-Rá-Aton (ou só Aton, para simplificar). E também o culto ao próprio Akhenaton, representante da divindade na Terra. A forma do Sol e de seus raios tomou o lugar do homem com cabeça de falcão.


O deus Sol / Crédito: Wikimedia Commons 

A novidade só foi até a morte do faraó, em 1336 a.C. Mas foi suficiente para abalar seriamente o Egito. A ascensão de Amenhotep IV ao trono se deu com a morte do pai, Amenhotep III, em 1353 a.C. – embora não haja total concordância nas pesquisas, o Ministério de Antiguidades egípcio chegou a afirmar, em 2014, que há evidências suficientes de que pai e filho governaram juntos por, ao menos, oito anos. A era de paz e prosperidade, mantida por Amenhotep III dentro da 18ª Dinastia egípcia virou de cabeça para baixo quatro anos depois.
Pela primeira vez na História, o Egito se via cultuando um deus único. “O faraó oferecia aos seus súditos a crença na adoração ao disco solar, fonte única da vida, gerador de toda a humanidade, o qual se recriava todos os dias e negava o caos, a escuridão, a morte, assim como todo o rico e tradicional panteão politeísta”, diz Gisela Chapot, mestre em história social, com ênfase em egiptologia, pela UFF, em seu artigo Akhenaton e a construção de uma cosmologia positiva durante a Reforma de Amarna (1353-1335 a.C.).
A origem do panteão antropomórfico egípcio remonta à Pré-História, época em que tribos locais cultuavam deuses e animais.
Quando tudo mudou, o recado de Akhenaton foi apenas o seguinte: “Ninguém, nem mesmo minha esposa, me fará mudar de ideia”. Apesar de o faraó ter duas mulheres, é certo que ele estaria falando da principal delas, Nefertiti.
Obsessão única.
O papel de Nefertiti no novo formato religioso é considerado fundamental. Ela só passa a ser conhecida nos registros da época após seu casamento com o então Amenhotep IV, quando tinha 14 anos. Imagens da rainha nas paredes dos templos, que resistiram ao tempo e estão no sítio de Amarna, não deixam a importância de Nefertiti de lado.
Com o passar dos anos, e a evolução do governo de seu marido, ela ganha estatura nas representações e chega a alcançar o mesmo tamanho do faraó. Um sinal de status para a mãe das seis filhas de Akhenaton.


Nefertiti / Crédito: Wikimedia Commons 

A arquitetura do período também demonstra um desejo de romper com o passado. Os templos, antes fechados e com pouquíssima entrada de luz, dão lugar, na nova capital, a locais com muito espaço ao ar livre e contato com a luz solar. Mudanças também estão claras na arte que resistiu e permanece no sítio de Amarna, com representações cheias de detalhes da vida da família real, com direito a demonstrações de carinho entre Akhenaton, Nefertiti e suas seis filhas.
A arte egípcia, antes bem mais monumental, ganhou tons mais vivos durante o reinado do faraó. “Inscrições da época de Akhenaton indicam que o próprio rei instruiu seus artistas e artesãos cuidadosamente nos efeitos que ele queria alcançar. No caso do estilo de Amarna, os efeitos são tão distintos que é altamente provável que eles tenham emergido de uma fonte profundamente neurótica, mas poderosa”, afirma o egiptólogo Michael Rice, autor de Egypt’s Legacy (O Legado do Egito).
Os indícios de que o faraó via a religião egípcia de forma diferente vieram antes da mudança de nome e de capital. Ainda sob o nome de Amenhotep IV, os primeiros anos de seu governo viram templos para Aton serem erguidos na cidade de Karnak, lugar de adoração a Amon- Rá.
Levou três anos, a partir do início da construção, em 1348 a.C., para que a nova capital ficasse pronta, rompendo de vez a relação do faraó, e a do povo egípcio, como ele esperava, com os outros deuses.
O carisma e a empatia de Nefertiti com a população ajudaram em parte nessa mudança – apesar de a transformação ter sido combatida pelos sacerdotes. No lugar da figura com corpo humano e cabeça de falcão que representava Rá-Hórus-Aton, surgiram imagens do casal real, elevando o próprio Akhenaton à posição de deus, recebendo emanações sagradas do disco solar.
O rei era o único a ter acesso ao campo divino, o que fez com que os cultos passassem a acontecer para a família do faraó – também a única a conhecer, de fato, o deus Aton.


O casal com as filhas / Crédito: Wikimedia Commons 

Se o poder antes estava concentrado nas mãos dos sacerdotes, que cultuavam Amon-Rá como principal deus, as mudanças impostas por Akhenaton transferiram toda essa força para o casal real.
O que não agradou em nada os sacerdotes e a nobreza, chegando enfim ao povo em geral. Afinal, era preciso dinheiro para a construção de uma cidade a partir do nada. E os recursos vieram do aumento de impostos e de preços naquilo que era consumido por todos.
Para piorar a insatisfação geral, Akhenaton parecia não se importar muito com guerras e com a política. Tanto que, enquanto esteve no poder, as vitórias antes obtidas pelo exército egípcio deram lugar à perda de territórios na Ásia para os hititas (povo que governava a região da atual Turquia e que tentava uma expansão para o sul, ameaçando regiões da Síria que estavam sob a influência egípcia), o que trazia consequências como menos coleta de impostos e de ouro.
As reações do faraó perante o cenário não davam sinais de retrocesso em suas decisões. No lugar disso, ele ordenou a intensificação da perseguição religiosa – era uma ilusão pensar que, por decreto, todo culto aos outros deuses seria extinto – e mandou mensageiros a Tebas e a Mênfis para destruir qualquer menção que encontrassem a divindades que não fossem Aton, especialmente as feitas a Amon-Rá.
Ao mesmo tempo, sua imagem só piorava: como se recusava a sair da nova capital, passou a ser visto como uma figura fraca, que deixava o Egito vulnerável.
“Essa negligência fica especialmente clara no caso das relações exteriores do Egito. Akhenaton simplesmente deixou de dar atenção às guarnições militares egípcias e aos reis vassalos do país na Palestina e na Síria”, diz Rice.
Uma ideia melhor de qual era a situação naquele momento pode ser vista em tábuas de argila encontradas no sítio em Amarna. Uma delas, enviada pelo governante de um país vizinho aliado do faraó, pede tropas para manter os hititas sob controle: “Já pedi, mas não fui respondido. Não me enviaram a ajuda de que preciso”.
O território acabou caindo nas mãos inimigas. Para Akhenaton, era mais importante que o exército se mantivesse nas missões de expurgo dos velhos deuses.
Legado apagado.
Nada mudou até 1336 a.C., quando o faraó morreu. Ele tinha por volta de 34 anos e, embora haja especulações sobre um possível assassinato para pôr fim à situação que ele tinha provocado, tudo indica que as causas do óbito foram naturais – na época, a média de vida local, mesmo para os mais privilegiados, era de 35 anos. Sua sucessão, ainda hoje, é assunto controverso.


Akhenaton / Crédito: Wikimedia Commons 

Inscrições em pedras achadas durante escavações do século 19, em Amarna, falam que o Egito passou a ser governado por um (ou uma) faraó. Seu nome: Neferneferuaton, chamada também de Akhetenhyes, “aquela que é benéfica ao marido”.
“Esse epíteto sugere que ela reinou ao lado do marido”, diz James Karl Hoffmeier, professor de história antiga do Oriente em seu livro Akhenaten and the Origins of Monotheism (Akhenaton e as Origens do Monoteísmo). E teria continuado no posto ao ficar viúva. Evidência que ganha mais elementos com imagens da rainha usando coroas e bastões, itens típicos de faraós.
O que vai contra essa possibilidade é o fato de que, seja lá quem tenha sucedido Akhenaton, o novo governante anulou todas as mudanças promovidas por ele. O culto a Aton foi extinto e a religião, na forma como existia antes, retomada. O que faria Nefertiti abandonar a convicção que manteve por tanto tempo?
Há hipóteses. Entre elas, a crise em que o Egito se encontrava no momento da morte do imperador. Seu falecimento pode ter sido o que faltava para uma revolta contra a situação. E a melhor forma encontrada para acalmar os ânimos foi o retorno do culto a Amon-Rá e ao panteão de deuses. Sinal de que Nefertiti possuía total ideia da importância da religião na política do país. Mas as rédeas ficaram por pouco tempo nas mãos da rainha.
O herdeiro.
Nefertiti morreu, por razões ainda desconhecidas, apenas três anos depois de assumir o poder (se assumiu mesmo). Foi aí que a figura do jovem Tutancâmon surgiu, aos cerca de 9 ou 10 anos, para se tornar faraó. Ele foi um provável filho de Akhenaton. Embora as representações oficiais mostrem o faraó com Nefertiti e seis filhas – nunca há um menino –, registros dizem que Tutancâmon era “filho do rei” e que ele teria nascido no meio do governo de Akhenaton, impossibilitando a ideia de que fosse seu irmão mais novo.
Também há indícios de que a esposa secundária do faraó, chamada Kiya, teve um menino. Poderia ser ela a mãe. O fato é que Tutancâmon se tornou o herdeiro da 18ª Dinastia e ainda se casou com Ankhesepaton, uma das filhas mais novas de seu suposto pai. Era a garantia de seu direito ao posto de faraó. Ele foi coroado em Tebas, e não na capital criada pelo pai.
Apesar de ele e a esposa terem voltado para Akhenaton, a estadia durou cerca de dois anos, quando o casal se mudou de vez para a antiga capital e passou a ser conhecido como Tutancâmon e Ankhesenamon – a incorporação do nome do deus Amon já era um sinal de retorno ao culto anterior.
Os tempos que antecederam Akhenaton estavam prestes a voltar. O novo faraó mandou erguer um monumento em frente ao templo de Amon em Karnak, perto de Tebas, com hieróglifos que diziam: “Quando sua majestade subiu ao poder, os templos dos deuses e deusas tinham caído em abandono. A terra estava em confusão, os deuses tinham abandonado este país. Então sua majestade meditou, procurando o que seria benéfico a seu pai Amon. Todas as oferendas dos templos foram dobradas, triplicadas, quadruplicadas. A celebração agora toma toda a terra, e as condições favoráveis voltaram”.
O exército retornou aos tempos de glória, sendo temido no Oriente Médio sob o comando de Horemheb, que derrotou um movimento que tentava separar a Núbia (norte do atual Sudão). Era o Egito voltando a ser Egito.

segunda-feira, 21 de junho de 1993

O Museu Amarna dedicado a Akhetaten, Nefertiti e sua família.


O Amarna Egito Akhetaten.
O primeiro museu dedicado aos monumentos de Akhenaton, sua família e a rainha Nefertiti. https://www.facebook.com/Akhenaten.Museum/ Tell El Minia - EGITO

O Museu de Akhenaton, que está sendo renovado atualmente, é o terceiro maior museu do Egito e o maior do Alto Egito. Montras modernas foram instaladas e o trabalho interior do museu está quase terminado. O museu, que está em construção há cerca de 19 anos, parou por vários anos e foi retomado de novo... A ideia de estabelecer o museu surgiu através de um acordo de fraternidade entre a governação de Minya e Hildesheim em 1979, para ser um dos aspectos culturais mais importantes que expõem o pensamento religioso do rei Akhenaton e o período ou reunificação, para contar a história de a cidade "Akhet Aten" Em Tell El Amarna fazendo parte da província de Minya e da capital do Egito nesse momento. O museu é considerado um importante farol cultural no Alto Egito, pois mostra um dos períodos mais importantes do Egito, o reinado de Akhenaton, que passou quase 17 anos em Tell El Amarna com a rainha Nefertiti como parte de sua primeira lla mado para unir os Deuses. O Museu de Akhenaton assume uma forma triangular que se assemelha às Grandes Pirâmides de Gizé.

As construções começaram em 2002 e pararam após a explosão da revolução de 25 de janeiro, pois teve um impacto negativo nas condições econômicas e de segurança do país. A terceira fase foi concluída depois que o presidente Abdel Fatah al-Sisi assumiu o cargo em 2014. O museu é composto por 16 salas distintas com várias montras, biblioteca, sala de conferências e teatro. Está cercado por um centro de restauração arqueológica e 19 bazares.








 

sexta-feira, 26 de março de 1993

Amarna, Egito.





Uma das estelas fronteiriças de Ajeitatão (Amarna).
Rei Akenaton construiu sua nova cidade para adoração solar, força escondida por trás do disco solar, Aton. Para isso construiu 15 estelas fronteiriças gravadas na rocha das montanhas que rodeiam a cidade, e algumas delas têm imagem da família real adorando Aton e promessas do rei de que não passaria os limites da cidade sagrada de Atão e também faria obras de restauração para essas estelas.
Infelizmente muitas destas estelas estão totalmente destruídas, ou em mau estado por causa da erosão, ou por causa humana.


O túmulo de Panehesy na necrópole do norte da cidade de Ajetatão (Amarna).
Panehsy era o chefe dos servidores de Atão no grande templo de Aton em Ajetatão e responsável pela preparação das oferendas para o deus solar no templo.
O túmulo contém cenas dele com sua família, outras que mostram a família real adorando Atão e lhe concedendo as oferendas que têm em uma mesa na frente deles, e cenas da recompensa de Panehsy pelo rei Akenaton, também uma cena que mostra a Família real completa sai do palácio dirigindo seus carros seguidos pelos soldados provavelmente para dirigir para a cidade central.
Mas o túmulo e suas imagens, tal como as outras sepulturas e edificações do período do Rei revolucionário Akenaton tinha sofrido grandes danos, que as imagens de Akenaton e Nefertiti tinham sido desfiguradas, e a maioria dos nomes tinham sido apagados após a morte de Akenatão. Além disso, durante o sexto e o sétimo século, seu túmulo se tornou um lugar de culto cristão e sofreu outros danos, que na parede norte da sala exterior, no seu extremo esquerdo, abre um intervalo na parede sob a forma de Ábside abobadado, com um buraco profundo no chão possivelmente em pilha e a parede oeste foi cortada de metade para baixo pelos cristãos coptos, possivelmente para aumentar a sala para o culto.












Imagens de Ibrahim Mohamed. by Facebook.

Boa pesquisa.