Mostrando postagens com marcador Festa de São João. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Festa de São João. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2020

A curiosa origem das festas juninas.

A CURIOSA ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS

Celebrações dessa natureza datam de bem antes do cristianismo e remetem a diferentes culturas
EDUARDO COSOMANO PUBLICADO EM 13/06/2020
Imagem meramente ilustrativa de uma festa junina no Brasil
Imagem meramente ilustrativa de uma festa junina no Brasil - Divulgação
De onde veio a festa junina? Antes de falarmos sobre quadrilha, fogueira, pamonha e quentão, vamos ter de falar sobre ciência e história. Todo mês de junho, há uma data em que o dia e a noite têm a maior diferença de duração – o solstício.
No Hemisfério Norte, é o mais longo dia de todo o ano. Esse é o período da colheita na Europa e, até mais ou menos o século 10, com os últimos pagãos se convertendo, as populações dos campos comemoravam a data e faziam sacrifícios para afastar demônios e pragas.
“Como a agricultura é associada à fertilidade, cada região celebrava seu casal de deuses específico. No Egito, os votos eram para Ísis e Osíris. Na Grécia, havia a festa de Cronus, o patrono da agricultura, ou, apenas para as mulheres, Adônis e Afrodite, quando elas faziam plantações rituais e caíam na farra.
Outro relembrado era Prometeu, o criador da humanidade - e quem trouxe a eles o fogo - não é um mistério como ele era celebrado. "O formato era mais ou menos como a gente conhece, com comida regional, danças e fogueira”, afirma a antropóloga e professora da PUC, Lúcia Helena Rangel.
A tradicional fogueira de São João / Crédito: Divulgação

A Igreja Católica, cujo Deus não era homenageado, considerava essas festas como meros rituais pagãos. Mas, como não conseguiu acabar com elas, resolveu adaptá-las ao universo cristão. “Já no século 13, três santos passaram a ser homenageados no mês de junho: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29)”, explica a antropóloga Lúcia Rangel.
São João Batista, em particular, é o que cai mais perto do solstício. Como ninguém sabe quando ele nasceu realmente, a data foi escolhida pela conveniência de sobrescrever os rituais pagãos, e veio a calhar de ser exatos seis meses antes do Natal. São João é celebrado com fogueiras em quase todo o mundo cristão.
E foi aí que nasceu a festa junina. Três séculos depois, já nos anos 1500, os portugueses chegaram ao Brasil e, junto com eles, suas tradições. “O primeiro registro de festa comemorativa a São João data de 1583, em São Paulo, feito pelo jesuíta Fernão Cardim”, afirma Fernando Pereira, professor de cultura popular e cultura midiática da Universidade Mackenzie.
As comemorações por aqui foram adaptadas, até porque em junho é inverno, exatamente o oposto – o dia do solstício é o mais curto do ano.“Entre os elementos que foram ‘abrasileirados’ estão os pratos típicos, em geral derivados do milho, a música e as roupas”, explica o professor Pereira.
Certo: os santos tomaram o lugar dos deuses e o verão virou inverno, mas  por que raios as pessoas se vestem de caipira? A resposta, para o professor Pereira, é tão simples que chega a ser frustrante: festa junina é uma celebração rural, da colheita. Assim como as mulheres gregas das cidades plantavam trigo para Adônis, nós nos vestimos de agricultores. 
Ou o que achamos que sejam os agricultores. “A figura do Jeca Tatu, criada por Monteiro Lobato, definia o caipira como indolente, preguiçoso, malvestido, sem dentes e com roupas rasgadas. Esse é o estereótipo que ficou. Como pesquisador, nunca aceitei essa caracterização”, diz o professor. Pereira ainda assim enxerga nas festas juninas um grande símbolo nacional, sobretudo no Nordeste. “Principalmente em Pernambuco e na Bahia, as tradições são mantidas com muito forró pé-de-serra e acordeão.”

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Trabalhinhos para a Festa de São João.


Trabalhinhos dos meus alunos para enfeitar a Festa de São João da Escola.







Atividade do dia 29 de junho de 2018. 

quarta-feira, 6 de março de 1991

O significado sagrado das Festas Juninas.


O SIGNIFICADO SAGRADO DAS FESTAS JUNINAS
As festas juninas foram originalmente celebradas pelos nossos ancestrais indígenas e depois mantidas pelo povo do sertão nordestino, que como os índios, viviam basicamente da agricultura e tinham os seus próprios corações pulsando no ritmo do sagrado coração da Terra.
O ponto culminante da festa era o solstício de inverno, que acontece em 22 de junho, e comemorava a colheita e a prearação para a nova semeadura. Neste dia, os povos indígenas acendiam fogueiras, dançavam e celebravam a colheita do milho, que era sua principal fonte de nutrição. É daí que vem o costume de comer derivados do milho, nas festas juninas. Neste período, era tempo de agradecer a Deus pela fartura e preparar-se para o recolhimento durante o inverno, tempo de introspecção, reflexão e seleção dos melhores grãos para o novo plantio, a ser feito no próximo equinócio (em março). O solstício de inverno facilita acessar as energias que estão disponíveis na busca e investigação de quais são as causas que têm nos impedido até agora de alcançar o êxito.
Este é um período de amor e solidariedade.
Bom São João e bom São Pedro para nós!