O BANQUETE QUE MATOU O MONARCA: O BIZARRO ÓBITO DE ADOLF FREDERICK
O rei da Suécia foi um dos responsáveis pelo aumento dos direitos civis durante o século 18. Mas seu reinado ficou conhecido pelo modo como acabou
ISABELA BARREIROS PUBLICADO EM 30/09/2019

Adolf Frederick governou a Suécia de 1751 até sua morte, em 1771. Parte da Era da Liberdade, o rei foi importante para o crescimento dos direitos civis do povo sueco. Em 1766, o parlamento também aprovou a primeira legislação do mundo que aprova a liberdade de imprensa.
Mesmo com todos os avanços, Frederick ficou conhecido pelo bizarro modo como morreu, terminando, assim, a Era da Liberdade sueca.
No dia 12 de fevereiro de 1771, aconteceu uma preparação para a Quaresma em seu castelo. Durante esse período, alguns cristãos param de comer tipos de alimentos específicos, como carne, ovos e laticínios. Dias antes de isso acontecer, essas pessoas faziam uma grande refeição na qual comiam o que teriam de abandonar durante a estação.
O rei, no entanto, exagerou. Seu jantar incluiu lagosta, caviar, peixe defumado, carnes cozidas, chucrute, entre outros alimentos. Foi um verdadeiro banquete, que deveria satisfazer a maioria das pessoas. Ainda assim, ele não estava satisfeito. Frederick comeu, além disso, 14 semlas, um tipo de pão doce sueco parecido com o sonho, acompanhadas por creme de leite.
No mesmo dia, ele morreu de obstrução intestinal ou talvez intoxicação alimentar, não se sabe de fato. Mas o que se afirma é que a imensa refeição gerou inúmeros problemas digestivos que levaram à morte do rei.
Seu falecimento também teve consequências políticas. Depois disso, seu filho Gustav 3 assumiu o trono sueco, mas colocou fim à Era da Liberdade de seu pai, instaurando uma ditadura e limitando a liberdade de imprensa.
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