“De
fato, os nossos desejos aqui, sejam eles de guerra, ou de paz, ou de ódio, ou
de amor, são todos governados pela visão lá de cima.” CHAUCER, Geoffrey.
História
da Península Ibérica – Século VIII (700-800).
Entre 711 e 801 destacam-se
4 acontecimentos de suma importância para história da Península Ibérica: “a
dominação muçulmana no sul, a reação dos refugiados asturianos ao norte, o
agravamento do militarismo na Espanha muçulmana após a formação do Emirato
Independente e a interferência dos francos ao nordeste”.
Quando os muçulmanos
entraram na Península Ibérica, estavam em um grupo e aproximadamente 12.000
integrantes comandados por Tarik, e, com Musa vinham 10.000, o domínio visigodo
era frágil, e com isto, facilitou a chamada “invasão dos árabes”.
Houve um desmoronamento da
organização das cidades, pela desvalorização da moeda econômica, afetando
também a indústria, um massacre social para as classes menos favorecidas,
principalmente com os colonos do campo que sobreviveram ao sistema de escravidão
e do colonato, refletindo entre a monarquia visigoda e os hispanos, as
contradições e revolta. A igreja hispânica conformou-se para ultrapassar
obstáculos que afastaram da monarquia visigoda do povo. Com isto, aliou-se ao
Estado, representando uma ponte de ligação entre o povo e o trono.
Conformando-se com isto, perdeu sua autonomia e dificultou seu crescimento. O
povo fragilizado, afastou-se com indiferença e descrédito pela igreja e pela
oligarquia visigoda. Com o aumento da força muçulmana, os hispânicos, não
resistiram e muitos nem fugiram.
Já os árabes não tiveram
tanta dificuldade ao avançar pelo território e seus maiores adversários,
naquele momento, seriam a oligarquia visigoda e os membros de altos cargos
eclesiásticos, mas estes acabaram indo para o norte. Consolidando o domínio
conquistado, os bereberés começaram a voltar, em meados do séc. VIII. Os
muçulmanos reorganizaram a economia da Península Ibérica. Um dos aspectos
contribuintes aponta, que os novos habitantes eram melhores que os antigos, no
trato social com os dominados (fato questionável por alguns autores). Outro
aspecto contribuinte aponta as novidades técnicas que os muçulmanos
introduziram, ocasionando uma reorganização na produção da sociedade, assim
como na forma que exploravam a terra.
Os que morreram e os que
fugiram, tiveram seus bens e terras tomados pela aristocracia visigoda, pela
igreja e um quinto pelo Estado (Emirato). Este arrendava por um terço do
pagamento, feito por camponeses. O restante foi dividido entre a aristocracia
árabe que escolheu as terras férteis e os bereberés conquistados que estavam
livres de impostos tributáveis. A aristocracia árabe gostava de viver no campo,
ouvindo e tocando suas cítaras, alaúdes, flautas e tambores; com suas 4 esposas
legítimas e outras ilegítimas, também praticavam a caça, faziam versos e
apreciavam a filosofia grega.
Os camponeses hispânicos
começaram a pagar um tanto da colheita para cultivarem essas terras, assim foi
se expandindo o sistema agrícola, além do cultivo de arroz, cana de açúcar,
linho, algodão, amoreira e a expansão do trigo, da oliveira e da uva, mesmo com
a proibição do vinho. A maneira de regar a terra também foi modificada,
consequentemente, a pecuária se desenvolveu pelos muçulmanos que depois foi
ensinado para os cristãos. O Estado controlava a mineração e para crescer
também foi influenciado pelas táticas muçulmanas. Tudo isso fez com que a
população crescesse, as cidades se desenvolvessem e a industrialização
acontecesse; assim algumas regiões concentraram suas atividades e produtos
separadamente.
“...Zaragosa produzia
têxteis de linho; Málaga e Almeria tecidos de lã e seda; em Valência a
cerâmica; em Toledo as armas; em Málaga vidros; Córdoba, centro integrador,
fabricava vidros, cristais, tecidos de lã e seda e produzia couros.” (DOBERSTEIN,
Arnoldo W. texto nº 6 pág. 34)
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
ARTIGOS DE PERIÓDICOS:
Texto nº 6 (págs 33 até 36) – O Século
VIII (
Texto nº 7 (págs.
Texto nº 8 (págs. 40 até 44) – O
Século X: Estagnação da Reconquista?, Prof. Arnoldo W. Doberstein.
Texto nº 9 (págs.
Texto nº 10 (págs.
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