Teorias da História.
As teorias da História é uma disciplina ambígua, visto que ela debruça-se só o binômio Descrição e Explicação. Na obra dos historiadores examina-se aquilo que eles oferecem como explicação e atende-se naquilo que se apresenta como descritivos.
Escrever uma história é como passar um receituário no qual o escritor não pode errar; pois o domínio e a segurança nos fatos, requer desde uma técnica científica de regras que o assegure como bom estrategista na forma de mostrar a sua arte.
A história na realidade prostrou - se como uma alavanca no interesse da comunidade, principalmente no meio estudantil, pois ela propicia um aprendizado que serve como orientação aqueles que mergulham em conhecer a sua trajetória quer no presente, passado ou futuro. Mas para isso, é necessário que o historiador deva utilizar-se de informações que o alicerçarão na organização de pesquisas e consultas das mais variadas espécies. Porém, todo o cuidado para não aplicar teorias e conceitos errôneos a fim de não prejudicarem determinados assuntos e épocas. Cuidados especiais com assuntos que emocionalmente levam o historiador na execução de determinados temas.
Também o exagero de fidelidade retrata uma postura, que deve ser observada ao longo de uma abordagem resguardando os objetivos traçados no seu trabalho.
Hoje, a própria história que nos fornece um campo de informações, ela é a ferramenta do historiador, que também outras culturas já utilizaram em épocas passadas como forma de sustentação.
TEORIAS DA HISTÓRIA.
Para Hans-Uhrich Wehler, o uso consciente das teorias proporcionaria à História um maior grau de cientificidade, ou seja, o seu uso acarretaria em mais vantagens do que desvantagens.¹
Uma das vantagens anunciadas por Wehler está ligada ao fato que o historiador, utilizando teorias apropriadas, tomaria mais fácil traduzir a linguagem das fontes que está utilizando na elaboração dos seus estudos. Conseqüentemente, as questões sociais, os valores, o cotidiano, enfim tudo o que envolve o passado teria uma melhor compreensão.
Para tanto, o historiador utilizar-se-á das teorias que o ajudarão na organização das informações obtidas nas pesquisas e consultas as mais variadas espécies de fontes, de modo que possam explicar, elucidar e auxiliar na organização do conjunto de informações que culminará no trabalho final.
__________________________ _
¹WEHLER, Hans-Ulrich. Teorias da História, lN: Revista da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica, pg. 101.
Resumidamente, Wehler afirma que o uso explícito das teorias: a) proporciona uma discussão científica mais racional, possibilitando um progresso no conhecimento histórico; b) facilitaria a identificação, definição, descrição e explicação dos fatos a medida em que o historiador as emprega de acordo com o assunto pesquisado; c) facilitaria o debate com outras ciências; d) chamaria a atenção para novas fontes, novos questionamentos que proporcionariam novas respostas; e) eliminaria "vícios" históricos, ligados a contemporaneidade do não-contemporâneo, ou seja, diversos períodos que aconteceram em uma mesma época, mas em regiões diferentes, já que a evolução da humanidade não aconteceu para todos no mesmo período e, até os nossos dias, ainda existem povos que vivem como os ancestrais da pré-história.
Entre as desvantagens encontradas no uso das teorias uma está ligada a sua correta adaptação pois não raro o historiador comete o erro de desvirtuá-las ou aplica-las erroneamente na medida em que certos conceitos são específicos e estão ligados a uma determinada época ou civilização e não podem ser aplicados para casos que não os próprios.²
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²Idem 1. pg. 103 e 104.
As Teorias da História é uma disciplina ambígua, que necessita ter uma noção do seu conteúdo bem delimitado. Ela foi comparada a Filosofia da História, no século XIX pelos leigos. Para outros era apenas uma disciplina que no meio universitário chamavam-na de "embasamento teórico" pois, necessitavam recorrer a outras ciências em busca de conceitos a fim de enriquecer o conceptual do historiador. Por esse motivo a Teoria da História ficou ligada as demais ciências formando um embasamento teórico principalmente para a sociologia com o fim de explorar teorias e conceitos.
Escrever na história é como desenhar sem borracha pois, não se pode errar devendo haver domínio, requerendo para tanto uma técnica científica, regras que assegurem a veracidade dos fatos. O historiador hoje não recebe das outras ciências orientações gerais, normas ou receitas prontas, mas sim de uma contribuição substantiva para a resolução de determinados problemas, que o historiador se deparar no decorrer da pesquisa.
É difícil separar o especialista do leigo visto que todos se consideram capazes de escrever histórias. Basta formar ideias e transportá-las para o papel. Por isso, que a Teoria da História preocupa-se em separar a produção histórica a qual é dirigida ao especialista, daquela que é destinada ao público heterogêneo. Portanto, entenda-se que as análises da Teoria da História são aquelas que aparecem publicadas nos quadros de comunicação histórica, de universidades ou instituições de pesquisa.
A História nos propicia um aprendizado que não tem caráter momentâneo, que não é uma regra, mas que poder servir como uma orientação para o que se deve evitar ou que possamos repetir. É por isso que defrontamo-nos com um crescente interesse, por parte da sociedade, em conhecer o passado da humanidade, ou seja, o "seu" passado.
E, para satisfazer esse interesse cabe ao historiador e tão somente a ele procurar obter informações, consultar as fontes, analisá-las e, por último, transcrevê-las cientificamente.
Em escrito do Prof. Dr. Amo A. Kern, deparamo-nos com a seguinte explicação:
",, somente as teorias nos esclarecem sobre o que ocorreu no passado tentando explicar e interpretar. Elas desempenham portanto uma dupla função. Por um lado, podem nos explicar as evidências já conhecidas propondo uma primeira solução, ou sugerindo reinterpretações elaboradas sobre trabalhos anteriores, teorizando novamente sobre o saber acumulado, Por outro lado, abrem novos horizontes na medida em que nos sugerem problemas inéditos e perspectivas inesperadas, as quais nos levarão a descobertas de novas evidências sobre o passado, no afã de testa-las".³
__________________________ ___
³ KERN, Amo Alvarez. O papel das teorias como instrumental heurístico para a reconstituição do Passado. lN: Revista da Associação dos Pós-Graduandos em História - PUCRS. Vol, l, pg, 16
Cuidados, no entanto, para não desvirtuar e aplicar as teorias erroneamente a exemplo dos conceitos que são específicos para determinados assuntos e épocas e que, de maneira alguma, podem ser aplicados para outros casos e momentos, são imprescindíveis.
Cuidados especiais, também, deverão ser destinados quando da escolha da teoria ou das teorias a serem utilizadas na execução de determinado trabalho: "não deve ser escolhida emocionalmente, por compromissos ideológicos ou por modismo", alerta o Prof. Dr. Amo A. Kern. 4
Também cuidados especiais para o historiador não partir ao exagero de fidelidade a uma corrente mas procurar combinar as diferentes teorias mesmo que dentro de abordagens distintas, resguardando os objetivos que traçou antecipadamente.
_____________________
4 ldem 3., pg, 17.
CONCLUSÃO
A História ao longo do tempo tem se apresentado de forma homogênea, porém contada de diversas maneiras, mas nunca deixando de atingir ao seu objetivo que é o seu ciclo final.
Ligado às demais ciências, o historiador precisa ter o embasamento teórico, com a finalidade de explorar teorias e conceitos para enriquecer o seu conceptual.
O historiador não é uma figura neutra; ele vive o drama de todas as fases que a história exige. A pesquisa, a opinião e as fontes são meios nos quais ele mergulha no sentido de formar uma imagem que possa repassar na ideia do leitor.
Concluído o trabalho, entendemos que o historiador é um navegador na busca de novos horizontes da informação, incansáveis e procurando suas próprias barreiras na forma de mostrar a sua arte nas entrelinhas.
BIBLIOGRAFIA
KERN, Arno Alvarez. O papel das teorias como instrumental heurístico para a reconstituição do passado. Histórica. Porto Alegre, RS, v. 1, 7-22, 1996.
SILVA, Maria Beatriz N. Teorias da História. São Paulo: Cultrix, 1976.
WEHLER, Hans - Ulrich. Teorias da História. Revista da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica. São Paulo 2: 101 - 109, 1984 - 1985.
Fonte: arquivo pessoal.
Aula da Prof. Vanessa.
As teorias da História é uma disciplina ambígua, visto que ela debruça-se só o binômio Descrição e Explicação. Na obra dos historiadores examina-se aquilo que eles oferecem como explicação e atende-se naquilo que se apresenta como descritivos.
Escrever uma história é como passar um receituário no qual o escritor não pode errar; pois o domínio e a segurança nos fatos, requer desde uma técnica científica de regras que o assegure como bom estrategista na forma de mostrar a sua arte.
A história na realidade prostrou - se como uma alavanca no interesse da comunidade, principalmente no meio estudantil, pois ela propicia um aprendizado que serve como orientação aqueles que mergulham em conhecer a sua trajetória quer no presente, passado ou futuro. Mas para isso, é necessário que o historiador deva utilizar-se de informações que o alicerçarão na organização de pesquisas e consultas das mais variadas espécies. Porém, todo o cuidado para não aplicar teorias e conceitos errôneos a fim de não prejudicarem determinados assuntos e épocas. Cuidados especiais com assuntos que emocionalmente levam o historiador na execução de determinados temas.
Também o exagero de fidelidade retrata uma postura, que deve ser observada ao longo de uma abordagem resguardando os objetivos traçados no seu trabalho.
Hoje, a própria história que nos fornece um campo de informações, ela é a ferramenta do historiador, que também outras culturas já utilizaram em épocas passadas como forma de sustentação.
TEORIAS DA HISTÓRIA.
Para Hans-Uhrich Wehler, o uso consciente das teorias proporcionaria à História um maior grau de cientificidade, ou seja, o seu uso acarretaria em mais vantagens do que desvantagens.¹
Uma das vantagens anunciadas por Wehler está ligada ao fato que o historiador, utilizando teorias apropriadas, tomaria mais fácil traduzir a linguagem das fontes que está utilizando na elaboração dos seus estudos. Conseqüentemente, as questões sociais, os valores, o cotidiano, enfim tudo o que envolve o passado teria uma melhor compreensão.
Para tanto, o historiador utilizar-se-á das teorias que o ajudarão na organização das informações obtidas nas pesquisas e consultas as mais variadas espécies de fontes, de modo que possam explicar, elucidar e auxiliar na organização do conjunto de informações que culminará no trabalho final.
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¹WEHLER, Hans-Ulrich. Teorias da História, lN: Revista da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica, pg. 101.
Resumidamente, Wehler afirma que o uso explícito das teorias: a) proporciona uma discussão científica mais racional, possibilitando um progresso no conhecimento histórico; b) facilitaria a identificação, definição, descrição e explicação dos fatos a medida em que o historiador as emprega de acordo com o assunto pesquisado; c) facilitaria o debate com outras ciências; d) chamaria a atenção para novas fontes, novos questionamentos que proporcionariam novas respostas; e) eliminaria "vícios" históricos, ligados a contemporaneidade do não-contemporâneo, ou seja, diversos períodos que aconteceram em uma mesma época, mas em regiões diferentes, já que a evolução da humanidade não aconteceu para todos no mesmo período e, até os nossos dias, ainda existem povos que vivem como os ancestrais da pré-história.
Entre as desvantagens encontradas no uso das teorias uma está ligada a sua correta adaptação pois não raro o historiador comete o erro de desvirtuá-las ou aplica-las erroneamente na medida em que certos conceitos são específicos e estão ligados a uma determinada época ou civilização e não podem ser aplicados para casos que não os próprios.²
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²Idem 1. pg. 103 e 104.
As Teorias da História é uma disciplina ambígua, que necessita ter uma noção do seu conteúdo bem delimitado. Ela foi comparada a Filosofia da História, no século XIX pelos leigos. Para outros era apenas uma disciplina que no meio universitário chamavam-na de "embasamento teórico" pois, necessitavam recorrer a outras ciências em busca de conceitos a fim de enriquecer o conceptual do historiador. Por esse motivo a Teoria da História ficou ligada as demais ciências formando um embasamento teórico principalmente para a sociologia com o fim de explorar teorias e conceitos.
Escrever na história é como desenhar sem borracha pois, não se pode errar devendo haver domínio, requerendo para tanto uma técnica científica, regras que assegurem a veracidade dos fatos. O historiador hoje não recebe das outras ciências orientações gerais, normas ou receitas prontas, mas sim de uma contribuição substantiva para a resolução de determinados problemas, que o historiador se deparar no decorrer da pesquisa.
É difícil separar o especialista do leigo visto que todos se consideram capazes de escrever histórias. Basta formar ideias e transportá-las para o papel. Por isso, que a Teoria da História preocupa-se em separar a produção histórica a qual é dirigida ao especialista, daquela que é destinada ao público heterogêneo. Portanto, entenda-se que as análises da Teoria da História são aquelas que aparecem publicadas nos quadros de comunicação histórica, de universidades ou instituições de pesquisa.
A História nos propicia um aprendizado que não tem caráter momentâneo, que não é uma regra, mas que poder servir como uma orientação para o que se deve evitar ou que possamos repetir. É por isso que defrontamo-nos com um crescente interesse, por parte da sociedade, em conhecer o passado da humanidade, ou seja, o "seu" passado.
E, para satisfazer esse interesse cabe ao historiador e tão somente a ele procurar obter informações, consultar as fontes, analisá-las e, por último, transcrevê-las cientificamente.
Em escrito do Prof. Dr. Amo A. Kern, deparamo-nos com a seguinte explicação:
",, somente as teorias nos esclarecem sobre o que ocorreu no passado tentando explicar e interpretar. Elas desempenham portanto uma dupla função. Por um lado, podem nos explicar as evidências já conhecidas propondo uma primeira solução, ou sugerindo reinterpretações elaboradas sobre trabalhos anteriores, teorizando novamente sobre o saber acumulado, Por outro lado, abrem novos horizontes na medida em que nos sugerem problemas inéditos e perspectivas inesperadas, as quais nos levarão a descobertas de novas evidências sobre o passado, no afã de testa-las".³
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³ KERN, Amo Alvarez. O papel das teorias como instrumental heurístico para a reconstituição do Passado. lN: Revista da Associação dos Pós-Graduandos em História - PUCRS. Vol, l, pg, 16
Cuidados, no entanto, para não desvirtuar e aplicar as teorias erroneamente a exemplo dos conceitos que são específicos para determinados assuntos e épocas e que, de maneira alguma, podem ser aplicados para outros casos e momentos, são imprescindíveis.
Cuidados especiais, também, deverão ser destinados quando da escolha da teoria ou das teorias a serem utilizadas na execução de determinado trabalho: "não deve ser escolhida emocionalmente, por compromissos ideológicos ou por modismo", alerta o Prof. Dr. Amo A. Kern. 4
Também cuidados especiais para o historiador não partir ao exagero de fidelidade a uma corrente mas procurar combinar as diferentes teorias mesmo que dentro de abordagens distintas, resguardando os objetivos que traçou antecipadamente.
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4 ldem 3., pg, 17.
CONCLUSÃO
A História ao longo do tempo tem se apresentado de forma homogênea, porém contada de diversas maneiras, mas nunca deixando de atingir ao seu objetivo que é o seu ciclo final.
Ligado às demais ciências, o historiador precisa ter o embasamento teórico, com a finalidade de explorar teorias e conceitos para enriquecer o seu conceptual.
O historiador não é uma figura neutra; ele vive o drama de todas as fases que a história exige. A pesquisa, a opinião e as fontes são meios nos quais ele mergulha no sentido de formar uma imagem que possa repassar na ideia do leitor.
Concluído o trabalho, entendemos que o historiador é um navegador na busca de novos horizontes da informação, incansáveis e procurando suas próprias barreiras na forma de mostrar a sua arte nas entrelinhas.
BIBLIOGRAFIA
KERN, Arno Alvarez. O papel das teorias como instrumental heurístico para a reconstituição do passado. Histórica. Porto Alegre, RS, v. 1, 7-22, 1996.
SILVA, Maria Beatriz N. Teorias da História. São Paulo: Cultrix, 1976.
WEHLER, Hans - Ulrich. Teorias da História. Revista da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica. São Paulo 2: 101 - 109, 1984 - 1985.
Fonte: arquivo pessoal.
Aula da Prof. Vanessa.
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