terça-feira, 16 de outubro de 1990

Guerras Pérsicas ou Guerras Médicas ou Guerras Grego-Persas.


Guerras Pérsicas, Médicas ou Greco – Pérsicas.

Os Persas também eram chamados de medos, importantíssimos por marcarem o momento em que pela 1º vez o Mundo Ocidental representado pelo povo grego luta contra o Mundo Oriental representado pelo Império Persa. Onde o momento é totalmente histórico, duas 2 concepções diferentes disputando o mesmo poder. O povo grego era pequeno e dividia-se em algumas cidades–estados que brigavam entre si. O Império Persa era totalmente unido e centralizado, considerado o povo mais forte do lado oriental. Este confronto vai ocorrer na Ásia Menor onde tinha o Reino da Lídia e o Reino Frígio, tanto um, como o outro, eram ligados ao mundo grego e tinham muitos nestes dois reinos. A Lídia considerado o reino mais rico, foi o primeiro reino a usar a moeda para o comércio. O DÓRICO era a moeda que circulava no mundo grego, feita de ouro e prata e o DRACMA era a moeda de prata.

GUERRA DE DÁRIO - O Império Persa começou a invadir a Ásia Menor e dominou tudo, conquistaram a Mesopotâmia, passaram pelo Reino da Frigia e pela Lídia, após isto o rei DÁRIO da Pérsia queria conquistar a Grécia e Esparta. Começou a concentrar as tropas e o seu imenso exército, mas demorou um tempo para se organizarem e com isto deu tempo dos gregos se prepararem. Embarcaram todos nos navios e saíram de vários pontos em direção à Ática e do Peloponeso. Os gregos estavam sendo comandados por MILCIADES, e acharam que Esparta ia ser atacada primeiro que Atenas, por ser mais populosa. Mas os persas foram para a Ática e desembarcaram em Maratona, chegando lá eles montaram seu acampamento e instalaram-se bem para depois atacar. Os gregos saíram marchando até o acampamento e chegaram de noite. Atacaram e incendiaram os navios dos persas, os soldados persas jogavam-se no mar para tentar salvar os navios, mas como suas roupas eram muito pesadas eles acabaram afundando e morrendo. Enquanto as roupas dos atenienses eram somente um saiote e um colete de couraça, pois andavam quase nús. Alguns conseguiram fugir, mas a maioria morreu. Vitória grega.

GUERRA DE XERXES. Dário morre e o rei Xerxes assume o trono, quando os gregos atacaram os Árabes, pediram ajuda ao rei Xerxes, e quando ele chegou lá tudo estava pegando fogo. Os gregos foram embora vitoriosos e Xerxes ficou com ódio e queria se vingar. Planejou destruir a Grécia e incendiar Atenas. Além da questão política agora tinha a questão pessoal. Xerxes monta um gigantesco exército e opta por uma invasão dupla, uma terrestre e outra por mar. Saindo da Ásia direto para a Grécia por mar. Xerxes obriga as colônias gregas a participarem da invasão e cada uma delas teve de dar seus navios. No exército tinham esquadras gregas que eram comandadas por uma mulher, a Rainha Atenísia que ia atacar a Grécia. Por terra Xerxes mandou um exército pelo estreito para atravessar, ele fez a 1ª ponte transcontinental ligando a Ásia e a Europa. Com mais ou menos 1 ou 2 Km de distância onde o exército persa passou. A primeira vez que a ponte foi construída veio um temporal e a ponte rompeu e o exército que estava passando para atacar a Grécia, caiu todo no mar e como as armaduras eram pesadas, eles afundaram e morreram. Xerxes ficou indignado e mandou dar uma surra no mar, chamou seus escravos (mil homens), e passaram o dia todo chicoteando o mar. Os gregos ficaram espantadíssimos por que foi ofensivo ao mar, pois Poseidon é o deus do mar e os gregos acharam isso horrível. Os persas não tinham todas estas divindades, eles eram dualistas, tinham o deus do bem que era ORMUZ e o deus do mal que era ARIMÃ, os persas achavam ridículo os gregos terem muitas divindades. Após isto Xerxes construiu outra ponte e os persas atacaram e arrasaram tudo, ou a cidade se entregava ou ela era arrasada, a maioria se rendeu nas cidadezinhas e por mar vinha uma esquadra de navios. Esparta saltou fora e foram para o Peloponeso. Atenas ficou sozinha, usaram o desfiladeiro como tática de guerra para segurar um pouco o exército persa. Chegou uma hora em que o povo resolveu abandonar a cidade mas antes foram perguntar para a PITONISA. A Pitonisa era uma adivinha que ficava em Delfos, ela falava muito com Apolo e passava o tempo todo em uma sala esfumaçada, depois ela falava e gritava, 3 sacerdotes que ficavam na sala com a Pitonisa ficavam anotando tudo que ela dizia e cuidando das virtudes dela. Os persas não atacaram Delfos por que era uma cidade sagrada e não eram gregos. Os embaixadores de Atenas foram até a Pitonisa para perguntar o que deveriam fazer, se deveriam fugir ou enfrentar os persas e ela respondeu que a salvação de Atenas estava nas suas muralhas de madeira. Os embaixadores voltaram para a cidade sem entender nada por que não havia muralhas de madeira em Atenas, somente de pedra. Mas apareceu um cara mais sábio e falou a todos que entendia a linguagem simbólica da Pitonisa. As muralhas de madeira que ela se referia eram a esquadra de navios, e os atenienses teriam que fugir para se salvarem dos persas. Alguns homens quiseram ficar, seguraram um pouco o exército dos persas, mas Xerxes quando tomou Atenas, matou todo mundo, incendiou e derrubou a muralha que protegia a cidade. Os atenienses decidiram atrair os persas com um combate naval para que os persas perdessem sua esquadra e não conseguissem voltar para buscar reforços, mantimentos e alimentos. Xerxes arrasou Atenas e ficaram sem alimentos, por isso teriam que voltar somente de navios para poderem ser abastecidos. Um líder ateniense pediu uma entrevista com o rei Xerxes, disse a ele que contaria para ele onde os atenienses estavam escondidos, mas que em troca queria uma quantia em ouro. Xerxes pagou e recebeu um mapa com a localização correta, o líder ateniense voltou e pediu que todos se preparassem. O mar era raso e os navios iam encalhando nos bancos de areia, à medida que os persas iam chegando, os atenienses iam atacando, a colônia grega que estava junto começou a ajudar os gregos e derrotar os persas. Xerxes estava sentado em seu trono de ouro nas montanhas, acompanhado de cortesões, músicos, dançarinas, e etc. Queria observar a batalha e jurou que ia ver o massacre total dos atenienses. Mas os atenienses estavam detonando com os persas e o rei pensou em fugir por que se não ele ficaria sem comida. Desceu do morro correndo junto com a corte toda, embarcaram no único navio que restara, largou o exército e fugiu para a Pérsia. Destruição do exército persa. A importância da guerra é o enfraquecimento do império persa. Depois de tudo os gregos perceberam que os persas não ganharam nada e não se destruíram, apenas enfraqueceram um pouco pelos mortos na batalha, mas mantiveram-se intactos e os gregos estavam cansados e acabados com as guerras então pensaram em fazer um acordo com os persas. Vitória grega. Neste momento houve um intervalo longo.

GUERRA DE CIMON e ATAXERXES. Cimon era o rei grego que estava contra Ataxerxes o rei persa. Uma guerra puramente naval, guerras de esquadras, a esquadra persa foi refeita, após muitas guerras os gregos e os persas fizeram um acordo. A colônia grega recuperou a autonomia, mas pagava um tribuno ao rei persa. A outra parte do acordo colocava que o comércio do mediterrâneo ficava livre aos gregos e persas, isto foi antes de Péricles, foi importante para os dois lados, pois a Grécia se salvou do domínio oriental, mas houve um enfraquecimento do império persa. Os atenienses tiveram grande participação na guerra e na política que favoreceu a democracia.
GUERRA DE ESPARTA E ATENAS, no SÉC. VI a.C. começa o conflito.
ATENAS X ESPARTA

LIGA de DELOS LIGA do PELOPONESO

A origem é a rivalidade entre elas. No final da guerra, Esparta vence Atenas, porque Atenas é atingida por uma peste e grande parte das pessoas morrem, inclusive Péricles. Atenas perde as forças e a guerra. A Liga de Delos se dissolve.

A hegemonia de Esparta foi militar com uma liderança autoritária e por isto durou muito tempo. Impôs regras para os gregos não conseguirem se libertar e descobrir que quem financiava recursos para Esparta manter a guerra eram os Persas. Criou-se uma confusão e um agravamento, pois os gregos viram que o patriotismo na verdade foi uma traição. A hegemonia espartana foi marcada pelo autoritarismo, pela imposição de tributos e pela traição com os gregos. Esparta colocou exércitos espartanos nas cidades gregas para vigiar, principalmente nas cidades suspeitas. Os gregos tiveram que aturar obrigatoriamente a presença de pelotões espartanos, para os gregos, isto era inadmissível e gerou um clima de revolta muito grande. Esparta conseguiu dominar a região do Peloponeso, a região da Ática e queria conquistar a Beócia.

Os beócios eram um povo guerreiro, formavam bons soldados, camponeses criadores de gado. Na Grécia chamar alguém de beócio era dizer que a pessoa é burra, grossa, ignorante e rústica. Esparta colocou um exército na cidade de Tebas e a Beócia ficou revoltada. O declínio da hegemonia espartana começa com o abandono da Liga do Peloponeso pelas cidades espartanas, que não eram muito significantes, pois fora vista como a cidade traidora. TEBAS vence Esparta com o massacre do exército espartano. Os espartanos são expulsos da BEÓCIA. Ocorre também o desmanche da Liga do Peloponeso e muitas cidades vão recusar ajuda, por ser traidora. Isto gerou a guerra entre os espartanos e os tebanos da Beócia. Estas foram causas para uma nova guerra.

GUERRA DE ESPARTA E TEBAS. Os tebanos eram modestos e não tinham capacidade de dominar, pegaram dois de seus generais: PELÓPIDAS e EPAMINONDAS, que mantiveram a hegemonia militar, assim Tebas cria a Liga Beócia. Os gregos diziam que não ia dar certo porque era uma liga de beócios (burros). Os tebanos vencendo os espartanos expulsaram-nos de Atenas que renasce com liberdade e tenta refazer a sua liga. Esparta vai enfraquecendo e por outro lado, Atenas vai renascendo, duas grandes características importantíssimas nesta época. Epaminondas foi considerado herói da liberdade, principalmente para os atenienses.

A Macedônia era uma região - reino enquanto que as outras eram formadas cidades - estados, como Atenas. Os macedônios falavam em macedônio, não eram considerados helenos, mas aos poucos foram se incorporando junto aos gregos. Os macedônios foram os únicos que ajudaram os gregos na guerra contra os persas. A origem deles é a mesma só muda o dialeto (a língua), quando terminou a guerra pérsica, os gregos para agradecerem aos macedônios, convidaram-nos para participarem das olimpíadas.

As olimpíadas é a grande reunião dos helenos e quando alguém é convidado para participar é porque automaticamente está sendo considerado um heleno. Os macedônios começam a se infiltrar na política, neste momento de vazio de liderança entra o Rei Felipe que foi figura importante por dominar a política grega. Felipe tinha fama de cachaceiro e os macedônios eram considerados rústicos porque bebiam vinho puro, enquanto os gregos bebiam o vinho misturado com água quente, porque beber o vinho puro é sinal de que não tem traquejo social, não tem refinação. Felipe não gostava de rapazes, ele gostava de mulheres, fundou um templo em Atenas. Um dia foi visitar o Santuário dos Caudeuses e encontrou uma Sacerdotisa, estava nua dançando agarrada em uma cobra. Ela deu vinho para ele e ele deu vinho para ela, de tanto envolvimento, ele se apaixonou e a queria muito, ela esperta e não tinha muitos recursos financeiros, disse a ele que queria se casar. Ele muito rico e apaixonado casou, mas ele não a conhecia, e na verdade ela não prestava e não valia nada, pois era traidora, ambiciosa, considerada a única mulher do mundo que não tinha virtude nenhuma. Depois disso, Felipe se apaixonou por Olímpia, quando se encontravam o palácio tremia. A Macedônia começa a se incorporar no mundo grego e Felipe pediu aos gregos que lhe dessem a hegemonia, não para a Macedônia e sim para ele. Os gregos deram. Nasce Alexandre Magno (MEGAISKANDER) filho de Felipe e Olímpia.

imagem:www.twcenter.net

Fonte do texto: arquivo pessoal.

Aula da Prof. Vanessa.

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