A História Fundamenta-se em Especifidades.
Historicismo – doutrina que estuda seus objetos do ponto de vista da origem e desenvolvimento deles, vinculando-os as condições concretas que os acompanham.
Comentários sobre os textos de Ciro F. Cardoso e de Le Goff.
Nos textos em questão, mostrando visões diferenciadas e merecedoras de igual respeito, Ciro Flamarion Cardoso e Jacques Le Goff utilizaram-se do “objeto”
Cientificidade da História para defender, paralelamente ao tema central, idéias produtivas à discussão “ História”. A objetividade metodológica de Ciro se faz presente em inúmeras passagens do texto. Seu principal interesse no texto “é a ciência considerada como um tipo especial de conhecimento, e as maneiras de obter tal conhecimento – isto é o método científico”. Para ele a história é uma ciência em “construção” – e como tal “procura se dúvidas a verdade, mas de um modo específico: só lhe interessa o conhecimento objetivo”. Sem dúvida para Ciro o interesse maior é a veracidade dos conhecimentos produzidos através de fontes de real e comprovada credibilidade. Essa comprovação, quando em se tratando de ciência, se dá “com fatos empíricos, através da observação sistemática e/ou da realização de experiências controladas”. Visão até certo ponto “ limitada e exigente” que elimina múltiplas possibilidades dentro do conhecimento histórico. Todavia Le Goff descarta ou ameniza o “limite” supramencionado quando diz que “a obra do historiador é uma forma de atividade simultaneamente poética, científica e filosófica”. Sei ideal subjetivo, embora nunca negando a história como ciência, nos é mostrado quando diz que “muitos historiadores e teóricos da história reivindicam e continuam a reivindicar o direito da imaginação”. Esta imaginação foi explicada logo a seguir, quando afirma ser necessário que o historiador revele essa outra forma de imaginação, a imaginação científica que, pelo contrário, se manifesta pelo poder de abstração. Para Ciro certamente os termos “abstração”, “imaginação” e “subjetividade” são sinônimos de acientífico, é o que exterioriza (mesmo que indiretamente) em um comentário aos historicistas. Um método baseado na compreensão intuitiva, e uma consepção subjetivista e relativista da história só poderiam ser – como de fato foram – freios aos progressos da construção da história como ciência. Entretanto não devemos cair em interpretações equivocadas, muito menos diminuir o interesse científico de Le Goff que apresenta seu caráter objetivo ao dizer que: “ A objetividade histórica – objetivo ambicioso – constrói-se pouco a pouco através de revisões incessantes do trabalho histórico, laboriosas verificações sucessivas e acumulação de verdades parciais”.
Quanto ao materialismo histórico, sem nem um, nem outro explicitar sua tendência histórica apresentaram uma radical divergência em suas interpretações. Enquanto Ciro acredita que Marx e Engels propuseram, com o Materialismo Históirico, a primeira teoria global coerente das sociedades humanas, vistas tanto nas suas leis estruturais quanto – e sobretudo – nas suas leis dinâmicas de transformação, afirma que Marx não formulou leis gerais da história, mas empregou algumas vezes o termo ‘lei’ ou aceitou que seus pensamentos fossem formulados nestes termos. Apesar de suas discordâncias, ambos não acreditam em uma verdade histórica absoluta, deixando claro que a história é uma ciência e como todas as outras, está sempre em estado de aprimoramento seja em métodos de pesquisa, seja em métodos didáticos e interpretativos.
Porque e como a Nova História condena o tempo breve ?
Por ser um elemento de uso da história tradicional que utiliza a narração para descrever um acontecimento, que não serve muito para o campo social. A Nova História tem a preocupação de pegar um problema e tentar solucioná-lo através de investigações científicas e utiliza o tempo de longa duração (meio geográfico, realidades biológicas e relações religiosas).
Relações entre o Sujeito e o Objeto.
Sujeito – é quem estuda.
Objeto – é o que se estuda. É tratado com subjetividade e com objetividade.
Há momentos em que a relação se inverte, o sujeito domina o objeto indicando novos caminhos ao pesquisador.
Fonte: arquivo pessoal
Aula da Prof. Vanessa.
Historicismo – doutrina que estuda seus objetos do ponto de vista da origem e desenvolvimento deles, vinculando-os as condições concretas que os acompanham.
Comentários sobre os textos de Ciro F. Cardoso e de Le Goff.
Nos textos em questão, mostrando visões diferenciadas e merecedoras de igual respeito, Ciro Flamarion Cardoso e Jacques Le Goff utilizaram-se do “objeto”
Cientificidade da História para defender, paralelamente ao tema central, idéias produtivas à discussão “ História”. A objetividade metodológica de Ciro se faz presente em inúmeras passagens do texto. Seu principal interesse no texto “é a ciência considerada como um tipo especial de conhecimento, e as maneiras de obter tal conhecimento – isto é o método científico”. Para ele a história é uma ciência em “construção” – e como tal “procura se dúvidas a verdade, mas de um modo específico: só lhe interessa o conhecimento objetivo”. Sem dúvida para Ciro o interesse maior é a veracidade dos conhecimentos produzidos através de fontes de real e comprovada credibilidade. Essa comprovação, quando em se tratando de ciência, se dá “com fatos empíricos, através da observação sistemática e/ou da realização de experiências controladas”. Visão até certo ponto “ limitada e exigente” que elimina múltiplas possibilidades dentro do conhecimento histórico. Todavia Le Goff descarta ou ameniza o “limite” supramencionado quando diz que “a obra do historiador é uma forma de atividade simultaneamente poética, científica e filosófica”. Sei ideal subjetivo, embora nunca negando a história como ciência, nos é mostrado quando diz que “muitos historiadores e teóricos da história reivindicam e continuam a reivindicar o direito da imaginação”. Esta imaginação foi explicada logo a seguir, quando afirma ser necessário que o historiador revele essa outra forma de imaginação, a imaginação científica que, pelo contrário, se manifesta pelo poder de abstração. Para Ciro certamente os termos “abstração”, “imaginação” e “subjetividade” são sinônimos de acientífico, é o que exterioriza (mesmo que indiretamente) em um comentário aos historicistas. Um método baseado na compreensão intuitiva, e uma consepção subjetivista e relativista da história só poderiam ser – como de fato foram – freios aos progressos da construção da história como ciência. Entretanto não devemos cair em interpretações equivocadas, muito menos diminuir o interesse científico de Le Goff que apresenta seu caráter objetivo ao dizer que: “ A objetividade histórica – objetivo ambicioso – constrói-se pouco a pouco através de revisões incessantes do trabalho histórico, laboriosas verificações sucessivas e acumulação de verdades parciais”.
Quanto ao materialismo histórico, sem nem um, nem outro explicitar sua tendência histórica apresentaram uma radical divergência em suas interpretações. Enquanto Ciro acredita que Marx e Engels propuseram, com o Materialismo Históirico, a primeira teoria global coerente das sociedades humanas, vistas tanto nas suas leis estruturais quanto – e sobretudo – nas suas leis dinâmicas de transformação, afirma que Marx não formulou leis gerais da história, mas empregou algumas vezes o termo ‘lei’ ou aceitou que seus pensamentos fossem formulados nestes termos. Apesar de suas discordâncias, ambos não acreditam em uma verdade histórica absoluta, deixando claro que a história é uma ciência e como todas as outras, está sempre em estado de aprimoramento seja em métodos de pesquisa, seja em métodos didáticos e interpretativos.
Porque e como a Nova História condena o tempo breve ?
Por ser um elemento de uso da história tradicional que utiliza a narração para descrever um acontecimento, que não serve muito para o campo social. A Nova História tem a preocupação de pegar um problema e tentar solucioná-lo através de investigações científicas e utiliza o tempo de longa duração (meio geográfico, realidades biológicas e relações religiosas).
Relações entre o Sujeito e o Objeto.
Sujeito – é quem estuda.
Objeto – é o que se estuda. É tratado com subjetividade e com objetividade.
Há momentos em que a relação se inverte, o sujeito domina o objeto indicando novos caminhos ao pesquisador.
Fonte: arquivo pessoal
Aula da Prof. Vanessa.
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