Romantismo.
No Romantismo vai emergir
no momento em que se cultiva a ideologia dos Estados Nacionais modernos, começo
da modernidade, momento em que se cultiva a ideologia nacional buscando-se as
raízes. Se vê uma recuperação do gótico e como exemplo vemos a obra do Parlamento
Inglês, mais na forma.
Predominantemente temos os temas
vinculados as lutas de independência, revolução de 1830, uma revolução liberal,
a qual é retratada a liberdade, como uma mulher segurando uma bandeira
vermelha, a figura feminina com o barrete frígio na cabeça, luta vinculada a
revolução francesa como vemos na obra A Liberdade conduzindo o Povo do
artista Delacroix. O romantismo vai caracterizar-se pelo religioso
novamente cultivado.
Quadro Luta de Jacó e o Anjo cultiva
novamente a religião, no plano de fundo observamos uma natureza brava,
cerrada, fechada e densa que envolve a cena. Noção de movimento quebrando o
eixo vertical, jogo de luz e sombra, nova concepção de ciência que revela-se na
nova pintura.
Com o romantismo teremos
na filosofia alemã sobretudo com Hegel
(filósofo, romântico, alemão), desenvolvimento de pensamento que vai enfatizar
as idéias iluministas, mas no 2° momento desenvolve-se o pensamento filosófico
que valoriza a subjetividade, a noção de artista como gênio criador e de
caráter divino, negação da cultura profana e valorização da subjetividade da
noção de um estado que conduza tanto no pensamento iluminista como no
romantista.
A
disciplina estética surge como uma derivação da teoria do
conhecimento, com caráter científico e caráter especulativo que se caracteriza
por ter um estudo sobre a beleza. Ela está preocupada com a repetição da obra de
arte. O conhecimento é algo que começa a ser discutido e estudado através da
percepção, e acaba permitindo todo o desenvolvimento de toda uma disciplina que
é estética e se organiza neste final do século XVII, início do século XVIII,
baseado nesta noção de recepção da obra, se ela é difundida na sociedade.
Toda a noção de história
da arte de Winckelmann vai se estruturar na tradição clássica greco-romana. De
um lado no campo das artes está se organizando, estão se dividindo em formas de
conhecimentos, ou seja estão se formando disciplinas como Estética e História
da Arte, que estão preocupadas em avaliar a obra de arte, estudar a arte do
passado até a contemporaneidade, por outro lado é neste século XVIII que surge a crítica de arte como instituição e o primeiro crítico é Diderot, um
filósofo iluminista, que começa a escrever sobre as obras e os salões, a
academia ensina uma forma de arte, os salões expõem de uma forma. O iluminismo
dá ao homem o poder da autonomia e a busca religiosa não é mais aceita pela
história da arte. Apesar do discurso do artista que apresenta uma ruptura com a
tradição clássica, no seu trabalho não aparece a ruptura por que ele trabalha
com elementos eternos e duradouros.
Goya,
situa-se no romantismo, conhecido por ser pintor da corte espanhola, pinta a
família real, o quadro de 1800 mostra a rainha e o rei Carlos. Nunca foram
retratados idealizados, retratados mais realistas e as vezes irônicos, ao mesmo
tempo, Goya, fez cartões para tapeçaria como mostra a obra O Guarda - Chuva, dando continuidade
ele retrata contrastes, luminosos com escuros, assim diferencia-se de outros
artistas como vemos na obra Moças de
Balcão. A Cúpula da Igreja de Madri, mulheres de balcão, mulheres do
povo não da nobreza, figuras expressivas.
Tornou-se conhecido com a obra O Fuzilamento de 3 de maio, 1814, mostra uma visão pessoal do fuzilamento, o fuzilado está em destaque, os guardas estão na borda do quadro e suas armas estão em evidência, o fuzilado é um herói que resiste bravamente, já existe uma figura tombada com muito sangue. A pintura mostra a Espanha resistindo ao inimigo francês.
Tornou-se conhecido com a obra O Fuzilamento de 3 de maio, 1814, mostra uma visão pessoal do fuzilamento, o fuzilado está em destaque, os guardas estão na borda do quadro e suas armas estão em evidência, o fuzilado é um herói que resiste bravamente, já existe uma figura tombada com muito sangue. A pintura mostra a Espanha resistindo ao inimigo francês.
O
Colosso,
gigante que se impõe a sociedade espanhola, mostra uma mudança para retratar a
dominação e a resistência da dominação, Goya,
se afasta da corte e começa a trabalhar com questões emocionais e etc.
As
Bruxas,
misticismo popular, início do século XIX, para expressar a cultura popular, é o
emocional, o místico que ele retrata e não a beleza.
Mulher Nua, Maja Desnuda, 1800, Duquesa de Alba, dama da aristocracia espanhola, nua, sem roupa, mulher da sociedade espanhola que choca.
Mulher Nua, Maja Desnuda, 1800, Duquesa de Alba, dama da aristocracia espanhola, nua, sem roupa, mulher da sociedade espanhola que choca.
ROMANTISMO
FRANCES.
1815 à 1850, a partir de
1830 no Museu do Luvre, são apresentados 3.100 quadros e só 1000 foram aceitos
e estes serão dos grandes pintores. Temas
Românticos como a Bíblia e a antiguidade clássica, temas históricos e
com caráter jornalístico, crônica mundana e fatos diversos, o cotidiano. Temas
da Natureza como paisagens, o crescimento industrial e a poluição. Temas
teatrais como obras de Shaekspire, Mac Bat, Hamlet. A natureza era pano de
fundo e agora ela é o tema. Temas de loucos, temas da religiosidade e temas da
morte. Os artistas deste período que se destacaram foram Chasseaurieu, Horace
Vernet, Coture, Delacroix, Fraconnier, Musset, Ingres, Corot, Gericault,
Gasset, John Martin, Delaroche, Monet, Gustave Moureau, Cézanne e Le Conte.
Em 1820 a
Academia de Belas Artes é criada, em 1821 Revolução de Porto, cidade de
Portugal, D. João, Processo de Independência do Brasil, os artistas situam-se
com a Missão Artística Francesa, veio para o Brasil para fundar a Academia e
ensinar a arte. O indivíduo praticava em madeira, sistema erudito da arte,
terão organizado disciplinas como arquitetura, desenho e assim por diante para
passar a cultura européia. O diretor era português e os professores franceses.
A importância dos sistemas eruditos no campo das artes, é instaurado num salão
de belas artes e os artistas expõem suas obras e recebem prêmios, em 1850
recebem prêmios de viagens ao exterior para estudar no exterior, um convênio do
Brasil com a Itália, e frança por que eram centros da arte e os mestres haviam
se formado, os alunos premiados saíam daqui orientados para chegar lá e serem
orientados. Faziam arte lá e mandavam para cá para que seus orientadores
avaliassem e acompanhassem o desempenho do trabalho deles. Em 1853, Vitor Meireles, foi para lá. O artista
tinha que ter perfeição no desenho, na técnica, pincelada invisível. Os
artistas que iam para lá não renovavam suas técnicas, por que elas eram de
forte tradição clássica e mantinha perpetuando o ciclo da arte clássica e mais
acadêmica. Grand Jean De Montigny,
escola onde ele morava no Rio de Janeiro, vivia na periferia da Zona Rural como
Nicolas Taunay.
Saltando
para o séc. XIX, passamos para a 2ª geração de artistas que são brasileiros Vitor Meireles e Pedro Américo, 1841 até 1889, no Segundo Império. Félix Toner, francês, um dos membros
da missão artística e foi professor de D. Pedro II, vai estimular muito as
artes plásticas. Momento que começa a cultivar o nacionalismo e a introdução do
romantismo no Brasil.
NICOLAS TAUNAY, com o quadro O
MENINO LENDO, tonalidades escuras a luz está apenas no menino dando o destaque,
o ambiente mostra aspectos intelectuais, a presença de livros e cadernos. Em
outra obra, RETRATO, onde o rosto se sobressai e é iluminado, emerge do fundo
escuro.
DEBRET, tem formação iluminista de
caráter científico, registra traços étnicos das figuras negras e índios, como
seu vestuário e penteados, mostrando as origens culturais diferentes, fazia
este estudo classificatório escreveu e publicou a Viajem Pitoresca Pelo Brasil, documento a vida social, sobretudo
no RJ. Fez aquarelas e pinturas à óleo, faz com temas da corte e temas históricos,
com rigor mais acentuado e depois as aquarelas sobre os atos e costumes
sociais, mostra os produtos de comércio, as vestimentas, natureza morta
representada pela cesta que os escravos carregam, em outra obra os carregadores
de água mostram bem a paisagem do RJ. Nas frutas Debret se transforma colorindo mais quebrando com o padrão
neoclássico.
No quadro D. JOÃO VI, de Debret, o artista liberal, e terá que conviver com o regime
monárquico absolutista do Brasil e conviver com o regime escravocrata, mostra
um ambiente carregado, pose de corte, desproporção no corpo de D. JOÃO VI.
A COROAÇÃO DE D. PEDRO I, a rigidez
da perspectiva do desenho, limitação na representação das pinturas, postura
gestual sem naturalidade, pintura oficial e diferente do Debret dos aquarelos.
Em A CHEGADA DE DNA. LEOPOLDINA, um Debret diferente das outras pinturas
dele, a disposição das figuras e dos elementos, a narrativa e o resto
direcionam para o centro do quadro, utiliza mais cores. Dando um salto para o
século XIX, passamos.
O quadro 1ª MISSA NO BRASIL, de Vitor Meireles, estuda a carta de
Pedro Vaz de Caminha, para saber como se dá este contexto de local, ambiente,
presenças. Temos a organização das figuras num espaço natural, uma pintura
luminosa, com a presença de paisagem, portugueses e índios, obra de grandes
dimensões. O artista estava na França e executou a obra lá mesmo, após mandou-a
para o Brasil para que o mestre brasileiro pudesse corrigir. Assim as obras iam
e vinham limitando as formas de plasticidade.
O quadro A BATALHA DE GUARARAPES, de Vitor Meireles, é da batalha que
ocorre em Pernambuco com os portugueses e holandeses, Vitor vai para Pernambuco
e estuda o momento, ele não vivenciou. Os heróis sobre o cavalo mostra a
idealização, apenas uma cena histórica representada.
RETRATO, de Vitor Meireles, pinta tipos sociais e regionais mostrando
vestimentas e costumes. O retrato mostra bem a luz sobre o rosto e o restante é
de penumbra.
Arquivo Pessoal, História da Arte, 2001.
Arquivo Pessoal, História da Arte, 2001.
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